A ressurgência dos canalhas

14 de julho de 2020 § 27 Comentários

Artigo para O Estado de S. Paulo de 14/7/2020

Como assim alguém honesto no Brasil?! O que pode ser mais ofensivo que isso? Provas vivas da canalhice dos canalhas perambulando por aí?

Fecho os olhos e vejo-os lá, os nomeados todos assegurados pela nossa insegurança, dos da sinecurazinha do pouco trabalho para todo o sempre dos fundões aos das “dachas” intercontinentais mantidas com os euros excludentes da presunção de inocência de seus donos, remoendo, remoendo, remoendo …

Não! Nada disso! Essa é a desigualdade que mata! É preciso corromper todos os íntegros, expor o lado torto dos retos, a face ruim de cada coisa boa, a sombra de tudo onde bate sol. É preciso destruir todos os heróis, enxovalhar com “narrativas” os que a História consagrou, expulsar os bons exemplos a pontapés, esconder o remédio para as doenças do Brasil.

A privilegiatura sente o País Real fungando-lhe no cangote. Sabe que vai explodir. Sabe que só um dos dois sobreviverá. Está para matar ou morrer. “É proibido reduzir gasto com funcionalismo”. “É proibido vender estatais”. “Soltem os ladrões”! “Prendam a polícia”! “Que cada juiz estabeleça suas próprias prerrogativas e decrete a verdade de cada momento”!

Podem reabrir a discussão que a humanidade encerrou ha “trocentos” anos sobre se é ou não possível proibir pensamentos e palavras sem matar a outra metade. Podem enfeitar a marafona velha da corrupção com a lenga-lenga sobre se o gasto publico é ou não é o pai do crescimento econômico. Podem reativar a fábrica dos dossiês do asco… 

Onde tudo isso nos poderá levar que não tenhamos chegado ainda?

Desde o tempo em que a imprensa era contra a censura e a OAB mandava soltar preso político essa gente já não convencia ninguém. É de força bruta que se trata. Esse Brasil que se levanta para matar o outro antes que cresça é o de sempre. Uma ressurgência da lei da selva. A enésima onda, mais virulenta do que nunca, das pragas da Idade Média por conta de cepas resistentes aos antibióticos do contrato-social e da democracia que nós insistimos em nunca tomar na dose completa.

Nós gastamos com educação mais que 89% dos países do mundo” e continuamos com quase 89% de analfabetos funcionais porque é com prédios superfaturados, merendas e livros didáticos roubados; é com marajás das universidades públicas que ampliam e não com professores de escola básica que encurtam a desigualdade, é com corrupção e não com educação que nós gastamos. 

Nós gastamos com proteção social três vezes mais que o resto dos países emergentes” e continuamos com pobres três vezes mais pobres e três vezes mais desprotegidos que os deles porque não é com os pobres, é com os pais dos pobres que nós gastamos. 

É preciso dizer as palavras todas! 

Nós não “gastamos muito e mal”, nós somos é os mais roubados do mundo. E somos os mais roubados do mundo porque nossos ladrões são os mais blindados do mundo. Deixemos para quando tivermos política os tratados sobre política. Deixemos para quando tivermos economia os tratados sobre economia. Hoje o que temos é um sistema primitivo de exploração dos mais fracos pelos “mais fortes”, que só são “mais fortes” porque se autoproclamaram como tal. 

O povo não é só a única alternativa válida, é também a única alternativa de poder à prova de explosões. A questão é como organizar o jogo para que a emenda não fique pior que o soneto. 

Como é de representantes, necessariamente, que se tratará nesta nossa republica continental, a legitimidade da representação é a chave de tudo. Não é espontaneamente que ela se estabelece. Enquanto os mandatos pertencerem aos eleitos e não aos eleitores e eles forem indemissíveis a lei será a que eles quiserem que seja, começando pela que os dispensa de segui-la, e a roubalheira será eterna. Não por qualquer especificidade do brasileiro ou da sua história, mas porque o bicho homem, como todos os que a natureza fez, é programado para buscar o seu interesse pelo caminho mais fácil, dadas as circunstâncias.

Há, portanto, que manipular as circunstâncias. 

A representação tem de ser isso de fato: uma relação baseada na hierarquia entre duas partes que se reconhecem como dependentes uma exclusivamente da outra. Dois instrumentos – e só eles – proporcionam isso. Voto distrital puro que amarra pelo endereço cada representante aos seus representados, e o poder de retomada do mandato do representante a qualquer momento pelos seus representados e somente pelos seus representados (recall). O outro ponto essencial é o controle da pauta do debate nacional que só se consegue dando ao povo o poder de propor (iniciativa) e de recusar (referendo) leis.

É simples assim. Complicado é explicar o inexplicável. No mundo real, aquele em que você trabalha para ter o seu lugar ao sol, o poder pertence a quem tem a prerrogativa de demitir. E quem disser que não entende a lógica dessa afirmativa, ou é trouxa, ou nunca trabalhou para outro patrão que não fosse o Estado.

Quanto a como conseguir que “eles” aceitem essa lógica e ajam contra seu próprio interesse, tenhamos a humildade de aprender com quem conhece. Basta rugir mais alto e autoproclamarmo-nos os mais fortes com mais força do que “eles”.

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§ 27 Respostas para A ressurgência dos canalhas

  • Marcos Andrade Moraes disse:

    Fechei e só enxerguei Bolsonaro que nem canalha é; é miliciano.

    Quando é que vc cobrará investigação severa no condomínio vivendas da barra pesada?

    MAM

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  • Miguel Burihan Yazbek disse:

    Perfeitamente, VOTO DISTRITAL PURO, e se for pela Revolução do Povo, pode me chamar.

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  • cacaroloss disse:

    Felizmente a cada dia que passa mais brasileiros estão vendo a realidade . Um sistema corrupto, autoritário, criador de privilégios, excludente,e não representativo.A batalha não sera fácil, como você tem deixado claro nos seus artigos. Ainda veremos comentários tipo ” cadê o Queiroz?”, “governo de milicianos”, dentre outras idiotices esquerdistas. O 1o caminho foi perfurar a blindagem da hegemonia do pensamento esquerdista, e isto vem sendo alcancado felizmente. Agora cabe eleger candidatos comprometidos com o pensamento liberal e conservador. Contrapor a grande imprensa, porta-voz deste sistema, fato que vem ocorrendo aos poucos com o advento das redes sociais. Desaparelhar as universidades, projeto este um pouco mais longo. Criar um sistema político representativo, de preferência com voto distrital e recall.Acho que temos que ter em mente que este é um projeto , e como todo bom projeto, deve ser implantado peça a peça.E não se trata de um sonho apenas, é totalmente exequível.Temos que pensar grande, se quisermos ter um pais para chamarmos de nosso.

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  • Tamas Rohonyi disse:

    Amiga Fernão;
    Adorei a ‘dacha internacional’!
    Quanto o artigo, a triste verdade…
    Saúde boa?
    Grande abraço, Tamas
    ( ainda em Amparo)

    Sent from my iPhone

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  • Eduardo Guercia disse:

    Sua frase mais perfeita: “antibióticos do contrato social”….Terra de manipualdos, de macunaímas, que collocam a mira apenas naquele que nada está fazendo de errado, pelo contrário, lutando contra o sistema, contra o STF e o Legislativo , contra os malditos esquerdistas do PT,PSOL ,PSDB e afins, que roubaram o país há 35 anos e transformaram nossa educação ´em migalhas de militantes mortadela com pão.

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  • Antonio C. Rodrigues disse:

    Parabéns ao autor. Excelente artigo.

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  • maiaoa disse:

    Marajás da privilegiatura brasileira, como diz o senhor Fernão, das escolas e faculdades públicas, estatais, e todos os níveis do poder legislativo e judiciário até os mais elevados graus! O afloramento dos canalhas revanchistas que nunca deixaram de sê-lo e que hoje instilam nas veias do povo a revisão do passado que já foi para que ele não pense no futuro a ser construído!

    Enviado do meu iPad

    >

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  • INES LEVIS disse:

    FLM: desde criança leio o Estadão. Hoje, já velha, continuo lendo-o, mas cada vez com mais asco. Passo a semana esperando pela terça-feira, para ler os seus artigos. Pergunto: como avançar além deles para uma ação efetiva em prol da democracia representativa? Estarei viva para exercer o voto distrital puro com recall?

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  • João Pedrinelli disse:

    Oi Fernãi PARABÉNS Um grande abraço João

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  • Sonia disse:

    Fernão, excelente e corajoso texto. Muito obrigada!

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  • grimaldipe disse:

    Em um verdadeiro regime republicano (proclamado em 1889, mas não implementado de fato até hoje), todos os representantes do povo (legítimo empregador) ocupantes de órgãos públicos, seriam seus empregados prestando serviços de qualidade, sujeitos a demissão por justa causa. Esse é o mundo real das empresas e instituições idôneas em que prevalece uma sadia administração. Lamentavelmente, o método de nomeação vigente tem mostrado enormes inconvenientes, pois tem permitido para que o mandatário do Poder Executivo “encaixe” na Suprema Corte amigos e correligionários que atuarão com inaceitável parcialidade, retribuindo o favor recebido. Como o nomeador goza do foro privilegiado, em que sua condenação em segunda instância não prevalece, cabe ao STF decidir se ela será definitiva, com o benefício da prescrição (muitos políticos já gozaram dessa excrecência). Todos conhecem o Ministro que deu uma monumental “pisada na bola” ao homologar o impeachment da mentecapta Dilma Rousseff (que deveria estar recolhida em um hospício de segurança máxima por imbecilidade extrema, ainda mais agora que, sustentada por nós, vai falar mentiras no exterior denegrindo a imagem do país) preservando seus direitos políticos contrariamente aos ditames da Constituição, que ele deveria defender acima de tudo. Ele acabou por introduzir uma reforma ortográfica em que a preposição “com” passou a ter o mesmo significado de “ou”. São muito preocupantes as ações desse Ministro e de dois de seus pares: aquele que não passou duas vezes em concurso para juiz e mesmo assim foi nomeado para defender os interesses do lulopetismo no STF e o outro que, bondosamente, tem aliviado penas de infratores amigos. Entendo que nossa Constituição carece de “filtro”, dispositivo bloqueador de pretensos candidatos sem qualificação mínima a cargos de qualquer esfera de governo, já que este não passa de entidade jurídica subordinada ao povo, cuja existência precípua é trabalhar exclusivamente em benefício do mesmo, prestando contas das ações ou eventuais omissões (Constituição de 1988 – DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS – Art. 1º – Parágrafo único: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”). Essa exigência nada mais é do que buscar uma eficiente e eficaz administração. Não permitir que mal-intencionados, incompetentes e improváveis supostos salvadores da pátria (enganadores) ocupem cargos públicos não fere a democracia, mas a aprimora. Quanto mais elevado o cargo, maior deve ser a capacitação e idoneidade do candidato. Lulas, Dilmas, Tiriricas, nunca mais.

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    • Inês Levis disse:

      Grimaldipe: estou de acordo com que a capacitação deve ser mais alta conforme o cargo. Mas a idoneidade, não! Esta tem que ser a mesma, desde o faxineiro até o presidente ou ministro! Sempre.

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      • Paulo Eduardo Grimaldi disse:

        Não há a menor dúvida sobre a necessidade de que o empregado do povo tenha idoneidade. É um requisito indispensável. Quando proponho a existência de filtro, tomo por base os absurdos que representaram as candidaturas de Lula e Dilma, figuras que praticaram a corrupção avassaladora causadora do grande mal social e econômico que hoje vivemos.

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  • António Posser de Andrade disse:

    (mais uma vez) Excelente análise Fernão e acho que muito corajosa nesta fase que o Brasil atravessa e você tão bem descreve. Um abraço

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  • Lourenco disse:

    Muito bom

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  • rubirodrigues disse:

    A intervenção de MAM simboliza com perfeição a situação atual dos dialéticos ideológicos. Sem argumentos contra o andar da carruagem, reclamam da pulga no pelo do cachorro que segue o cortejo.Platão, 2.500 anos atrás já alertava sobre a dificuldades de ver a realidade tal como ela é e não como gostaríamos que fosse. O pior é que fomos doutrinados desde a escola para esse gosto irreal que um maluco qualquer algum dia imaginou que seria a redenção da humanidade. O desafio de conquistar lucidez é pessoal e intransferível. A lógica está aí para ajudar: “o poder pertence a quem tem a prerrogativa de demitir”. Não há como contestar isso. Imagine-se agora o conflito mental, mesmo inconsciente, de quem precisa contestar a verdade. É bom lembrar que são apenas mentes em processo de aprendizagem enfrentando as dificuldades impostas pelas suas circunstâncias. Rugir pode até assustá-los, mas seria melhor que compreendessem.

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  • Richard Hochleitner disse:

    Um pedido a alguem jovem e enérgico que aprendeu a pensar: Trace um roteiro, passo a passo, que nos levaria da pseudo democracia onde estamos até à democracia verdadeiramente representativa que almejamos.
    É um trabalho para uma vida inteira!

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  • arioba disse:

    O autor (no Vespeiro) faz parte da grande orquestra de eonomeses e jornalistas mais maritacas do jornalistas mesmos. Todo mundo sabe (os jornalistas muito mais) que o Brasil é a terra dos corruptos (tantos empresários como principalmente políticos), todos sabem que isso é recitado em prosa e versos por todos os jornalistas que se vendem aos meios de publicação, completamente venais a quem paga mais etc. etc. É por isso, Sr. Fernando que tem um coluna no OESP, senão não teria.
    Temos 7 constituições cada uma mais podre do que outra, nunca tivemos um estadista sequer como governante (homens como Mauá e Rio Branco sequer sentaram em algum cargo público), um vácuo nesse imenso lixo de governos podemos considerar a ditadura de milicos que começou a colocar o país de ombro com o primeiro mundo, tudo jogado na lata do lixo da const. de 88, comuno-coronelista, conseguimos juntar o ruim com o pior!
    A solução não é repetir maritaquices de jornalistas pagos para isso. Nunca em lugar do planeta e da história povo sequer se “governou”, isso é demagogia de comunistas.
    O que precisamos é fazer como disseram os gregos, fizeram os romanos e os EUA, fazer uma constituição de projeto de nação (eterna e religiosamente seguida, não lei … ora lei). Temos algum estadista capaz disso, seu Fernão? ONDE ESTÁ? Um povo precisa ser conduzido por uma elite de estadistas (Jefferson, Monroe, Lincoln, Kennedy só para mostrar alguns dos EUA), e não idiotas com Vargas, JK, Medici, Collor, Sarwey, FHC, Lula etc. etc.O povo nunca irá se comandar, será comandado ou por gente fina, ou por podridão como os políticos brasileiros, secundados pelos meios de comunicação mais corruptos ainda.
    arioba

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    • GATO disse:

      Se tiver algum condomínio chamado Brasil nas condições que Arioba propõe, com certeza vou estar lá, pra ajudar, para contribuir com uma elite de estadistas. Não demorará muito, para esse conjunto de boçais que aí está ser engolido pelos nativos canibais que estamos criando com este desgovernado comando. Hordas de doentes, esfomeados, esfarrapados, desesperados estão a caminho para cumprir a missão de exterminar esses vampiros e sanguessugas, tanto de direita, esquerda como de centro, não esquecendo os de baixo, que a mais de dois séculos desconstroem a nação. Só ficarão os de cima, aqueles que têm os pés 🦶 na terra, no mar e a cabeça ao ar e nas alturas buscando a harmonia para o POVO, o verdadeiro patrão que tem o poder da demissão para não permitir a injustiça. O novo mundo já se instalou, o vírus propagou, prova final de que ou param de destruir o planeta 🌎 agora denominado ÁGUAS ou não sobreviverão.

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    • hforster42 disse:

      Em resumo, o Brasil precisa do que não tem e tem “sobrando” do que não precisa.

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  • NADER MURAD disse:

    SE A IMPRENSSA FOSSE COMO NA EPOCA PASSADA
    AS COISAS SERIAM DIFERENTES, NÃO TEMOS JORNALISTAS COMO SEU PAI E SEUS TIOS .E MESMOS O MARIO FRIAS.

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  • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

    Mais uma vez você Fernão expõe a bandalheira que desde sempre acaba se impondo às boas iniciativas de brasileiros competentes que procuram se agregar-se para construir um Brasil digno pra todos. Infelizmente o poder das sinecuras destrói na raiz todo grande projeto de administração não corrupta. Ou você se enturma, ou cai fora, ou se insistir em mudar as coisas sem cair fora é chutado prontamente pelas polícias ideológicas, guardas pretorianas e milícias bandidas. Dessa cloaca que a tudo devora não escapam nem “lideranças religiosas” que são coniventes com os “governantes” do momento e não escapam também muitos que são a verdeira elite nas universidades que a fazem ainda produzir.Aqueles que apontam os abusos e aviltamento da coisa pública são taxados prontamente de “comunistas”
    No penúltimo parágrafo de seu artigo você aponta, mais uma vez, os dois instrumentos que acredita serem eficazes para mudar isso que está por aí destruindo o Brasil: voto distrital e a retomada do poder (recall) concedido pelo povo aos seus representantes, além do poder do povo de propor ( iniciativas) e de referendar leis.
    Instalar essas duas ferramentas na vida nacional é que o grande desafio, pois dependemos de um Congresso Nacional que dificilmente topará, de livre e espontânea vontade, desmontar o sistema de privilégios da minoria mandante, sinecuras repetidas também nos níveis estaduais e municipais que seguem os maus exemplos planaltinos.
    O povo ao longo do tempo continua sendo traído e nossa Constituição Federal virou trapo em boca de canalhas.
    Lamento que as boas iniciativas e conquistas democráticas do MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA de 1932 e da consequente REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA tenham sido tão rapidamente esquecidas, e não estão ainda divulgadas devidamente para o grande público, como uma ação constante educadora para a cidadania, coisa que nem nossas escolas atuais fazem – formar cidadãos com sentimento de “pertencimento” como propunha Rui Barbosa no início do século XX, o mesmo grande brasileiro que as classes dominantes da época não elegeram, por duas vezes, para a presidência da República dos Estados Unidos do Brasil recém criada.
    Lamento mais ainda ver que neste ano a imprensa não abordou amplamente aqueles Movimento e sua Revolução naquilo que almejavam, como fizeram e o que conquistaram num trabalho intenso e com a participação do povo com verdadeiro sentimento pátrio, assim como o papel das lideranças. Ficamos somente com algumas reportagens interessantes sobre detalhes de batalhas, fotografias de material bélico, patrimônios destruídos por bombardeios aéreas e de canhões.
    Cadê a análise política e histórico-administrativa pela imprensa? Medo de influenciar sobre os rumos tortuosos do momento político atual, que nos levará certamente para o atraso eterno em relação ao concerto das nações democráticas?
    Seu artigo/aula certamente provoca reações positivas para encontrarmos os meios para implementar aqueles dois instrumentos que você citou!
    VOTO DISTRITAL COM ‘RECALL’ JÁ !

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  • paulomorgan disse:

    Seminal ou ovarial para que eu não seja acusado de machismo explícito.

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