Acordo anunciado é uma rendição de Trump aos aiatolás
14 de junho de 2026 § 2 Comentários


O acordo com a República Islâmica do Irã está concluído. Parabéns a todos! Autorizo integralmente a abertura do Estreito de Ormuz sem pedágio e, simultaneamente, autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!
Mas a lista dos 14 pontos d acordo publicada pelo Ministério de Relações Exteriores do Irã configuram uma completa rendição de Donald Trump:
- Cessação permanente e imediata da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano.
- O compromisso dos EUA com a não interferência nos assuntos internos do Irã e o respeito à soberania da República Islâmica do Irã.
- Levantamento completo do bloqueio naval em 30 dias.
- O compromisso dos EUA de retirar suas forças do entorno do Irã.
- Reabertura do Estreito de Ormuz em 30 dias, sob acordos com o Irã.
- Suspensão das sanções à venda de petróleo, produtos petroquímicos e derivados, e acesso irrestrito do Irã aos seus recursos financeiros.
- A necessidade de os EUA e seus aliados apresentarem planos de reconstrução para o Irã no valor de pelo menos 300 bilhões de dólares.
- 60 dias de negociações para alcançar um acordo final baseado em questões nucleares e na completa suspensão das sanções primárias, secundárias e americanas, bem como das resoluções do Conselho de Segurança da ONU e do Conselho de Governadores da AIEA.
- Reiteração do compromisso do Irã, nos termos do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), de não produzir armas nucleares.
- Durante o período de negociação, os EUA se comprometem a não aumentar sua presença militar na região e a não impor novas sanções.
- Liberação de 24 bilhões de dólares dos fundos bloqueados do Irã durante o período final de negociação de 60 dias. Metade desse valor deve ser disponibilizada ao Irã antes do início das negociações.
- Formação de um mecanismo de supervisão para implementar o acordo.
- O acordo final será aprovado por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU.
- As negociações finais não começarão antes da liberação de metade dos fundos bloqueados do Irã, da suspensão das sanções ao petróleo iraniano e do levantamento do bloqueio naval, e o acordo final abrangerá apenas o destino dos materiais enriquecidos e o enriquecimento, o levantamento das sanções e o plano de reconstrução econômica do Irã. As discussões sobre o programa de mísseis do Irã e o apoio a grupos de resistência foram definitivamente removidas da agenda.
A assinatura oficial do memorando está agendada para 19 de junho em Genebra.
Israel recebeu o acordo como “um desastre estratégico”:
“Trump está concedendo grandes vantagens ao Irã sem obter nada de significativo em troca”.
“A guerra está terminando com o levantamento das sanções às vendas de petróleo, algo que Teerã não tinha antes da guerra”.
“E os americanos não estão obtendo nada em relação ao programa nuclear, nada em relação aos mísseis balísticos e nada em relação aos grupos aliados do Irã”.
JD Vance, em entrevista à Fox News confirma a avaliação israelense, embora tentando algum remendo retórico:
Ele confirma que o acordo “inclui a reabertura imediata do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio naval ao Irã”, e uma promessa do Irã de “jamais construir ou tentar comprar uma arma nuclear”, e que a suspensão das sanções “depende do cumprimento das promessas por parte de Teerã, com um mecanismo de verificação incorporado ao acordo”. E afirmou, sem mais explicações, que “se o Irã cumprir o acordo, ele poderá transformar fundamentalmente o Oriente Médio pelos próximos 50 anos”.
E Trump mesmo sente a necessidade de “explicar” em mais um post aquilo que absolutamente não esta visível:
“Este Grande Acordo trará paz e segurança para toda a região. Muitos presidentes tentaram fazer a paz com o Irã, e todos falharam antes de mim. Os líderes da região encontraram, pela primeira vez, um presidente que pode ajudá-los a alcançar a verdadeira paz. Com a abertura do Estreito após a assinatura do Acordo na sexta-feira, para fins de remoção de minas, o petróleo voltará a fluir em ambas as extremidades para a região e para o mundo!”
O senador republicano aposentado Lindsey Graham publicou a seguinte nota:
“Fico satisfeito em saber que o memorando de entendimento com o Irã para permitir a abertura do Estreito de Ormuz foi acordado. Acompanharei de perto as negociações subsequentes sobre o programa nuclear iraniano e outros assuntos.
Estou um tanto preocupado com o fato de a visão do Irã sobre o acordo parecer diferente daquela que a equipe de negociação americana alega.
De acordo com nossa legislação, qualquer acordo nuclear com o Irã será enviado ao Congresso para revisão e votação. Aguardo com expectativa a análise do produto final e acredito ser imprescindível que o arquiteto do acordo, o vice-presidente Vance, e seus parceiros de negociação participem do processo de apresentação do acordo final ao Congresso.
Parabéns a todos por nos trazerem até aqui. Só o tempo dirá”.
Duas visões que valem a pena ler de Elon Musk e sua obra
14 de junho de 2026 § 1 comentário

Comprem
otimismo. Ainda está
sub-valorizado

por Brivael Le Pogam (@brivael no X).
Original em francês.
SpaceX fechou seu primeiro dia de cotação em 2,1 trilhões de dólares, +19%. Todo mundo está olhando o número. Ninguém está olhando o que ele realmente precifica.
Deixe-me dizer o que o mercado acabou de comprar, e por que eu acho que essa empresa vai valer de 30 a 50 trilhões em 5 anos.
Primeiro, o símbolo. Esse IPO é um referendo. De um lado, 20 anos de discurso sobre a descrescimento, a sobriedade, a redistribuição, o fim da história gerida por comitês. Do outro, um homem que disse “eu vou tornar a humanidade multiplanetária”, que todo mundo tratou como palhaço, e que acabou de criar a empresa de maior cotação da história partindo de um armazém em El Segundo. O mercado votou. O wokismo tinha departamentos de RH, a SpaceX tinha foguetes. Os foguetes venceram.

Em seguida, a mecânica econômica, porque é aí que todo mundo se engana. Os analistas valorizam a SpaceX como uma empresa de lançamento mais Starlink. É como valorizar a Internet em 1995 pelo mercado de fax. O Starship não reduz o custo do quilo em órbita em 20%, ele o divide por 100. E toda vez na história que um custo de infraestrutura é dividido por 100, não é o mercado existente que cresce, são indústrias inteiras que nascem. O custo do cálculo dividido por 100 deu a Internet, o smartphone, a IA. O custo da órbita dividido por 100 vai dar uma economia espacial completa.
Façamos a lista do que se torna rentável quando o quilo em órbita custa o preço de uma passagem de avião. Data centers orbitais, com energia solar contínua e resfriamento grátis, no exato momento em que a IA explode a demanda energética terrestre. A fabricação em microgravidade de semicondutores, de fibras ópticas, de órgãos impressos impossíveis de produzir sob gravidade. O turismo orbital de massa, depois hotéis lunares, que passarão do devaneio ao plano de negócios exatamente como o cruzeiro de luxo no século 20. O transporte ponto a ponto terrestre, Paris-Tóquio em 40 minutos. A indústria de mineração de asteroides, na qual um único corpo de classe M contém mais metais do que toda a humanidade extraiu desde o neolítico. E Marte na mira, não como destino turístico, mas como o maior projeto de infraestrutura já empreendido, com tudo o que isso implica de demanda por energia, materiais, robótica, IA.

A SpaceX não vai participar desses mercados. A SpaceX possui o pedágio de entrada de todos esses mercados. É o AWS, mas para a civilização. A Apple vale 3,5 trilhões vendendo retângulos de vidro em um único planeta. O primeiro monopólio de acesso a uma fronteira infinita a 30 ou 50 trilhões em 5 anos não é exuberância, é uma simples regra de três sobre a expansão do mercado endereçável.
E agora, a parte que eu mais gosto. Esse futuro não precisa de burocratas. Não há comitê consultivo em órbita. Não há comissão Théodule em Marte. Cada dólar dessa nova economia será criado por engenheiros, técnicos, soldadores, pilotos, empreendedores. Os formados em gestão de normas vão ter que aprender um ofício útil, e francamente, é uma excelente notícia para eles também: construir é infinitamente mais divertido do que controlar.

Porque é isso, o verdadeiro sinal de hoje. Por 50 anos nos venderam um futuro encolhido: menos energia, menos filhos, menos ambição, gerenciar o declínio de forma limpa. E aí, de repente, o maior ativo financeiro do mundo é uma aposta na abundância, na expansão e na aventura. O pessimismo acabou de entrar em posição vendedora contra si mesmo.
O futuro vai ser mega divertido. Haverá hotéis com vista para a Terra, luas de mel em órbita, crianças que dirão “papai, como era antes dos foguetes reutilizáveis” como a gente diz “como era antes da Internet”. E em algum lugar nos anos 2030, um humano vai pisar em Marte em livestream para 5 bilhões de pessoas, e nesse dia ninguém mais vai se lembrar do nome de um único de seus detratores.
Comprem otimismo. Ainda está subvalorizado.
O que
podemos aprender
com Elon Musk

por Fernando Schuler (no Estadão)
“A distribuição não vem sendo igualitária”, escuto em um comentário, sobre o aumento da riqueza dos bilionários, mundo afora. E em especial sobre Elon Musk, nesta última sexta-feira consagrado como nosso primeiro trilionário global. Sempre acho graça quando escuto estas coisas.
Por que cargas d’agua a distribuição do dinheiro do Elon Musk deveria ser igualitária? Em primeiro lugar, ninguém está distribuindo nada. As pessoas investem na SoaceX porque querem ganhar mais logo ali à frente. Alguns compram por fetiche, para dizer que são sócios do Musk. Mas é uma minoria. A maior parte acredita mesmo no negócio.
Na abertura do IPO, Musk disse que só dava 10% de chances de sobrevivência, no início da empresa. Hoje ela é líder absoluta da corrida espacial. Tem a maior constelação de satélites em órbita e mais de 50% dos lançamentos espaciais do planeta. E faz isso não porque tem amigos em Washington (o que não seria difícil), por causa da “desigualdade global”, ou porque “as regras do sistema favorecem”, como escuto no besteirol midiático. Faz isso porque criou foguetes reutilizáveis. Que vão ao espaço, dão marcha ré e retornam suavemente à base de lançamento. E porque trabalham para fundar uma colônia com um milhão de pessoas em Marte até a metade do século.

Foi por isso que este sujeito estranho criou a empresa, em 2002, indo a uma feira de foguetes amadores, na Califórnia. E reafirmou isso na sexta-feira, falando em uma humanidade “multiplanetária”. E se alguém rir dessas coisas, sugiro que dê uma disfarçada. O sujeito que diz estas coisas acorda, por estes dias, com um trilhão na conta e – literalmente – um universo aberto de possibilidades à frente. De modo que o melhor é parar e quem sabe revisar alguns velhos preconceitos.
O fato é que há um conflito cultural subjacente sobre como lidar com o fenômeno da riqueza global e, em particular, com a proliferação dos bilionários, mundo afora. Boa parte das pessoas parece não saber fazer a distinção básica entre a riqueza que é feita pela inovação e a riqueza que é fruto do truque ou da captura do Estado.
Diria que há duas visões predominantes: uma olha a vida de Elon e vê um tipo schumpeteriano. Um empreendedor serial que aposta tudo na inovação tecnológica e gera valor em grande escala. E faz o planeta andar para frente. Na outra visão, Elon é um vilão. Ele “acumula” dinheiro. Algo como se houvesse um volume mais ou menos fixo de riqueza no mundo, de modo que se alguém fica com um pedaço muito grande, como Musk, irá faltar para os “de baixo”. E por isso esta gente rica e ruim deve ser combatida.

O próprio Lula expressou uma ideia dessas semanas atrás, no Forum das esquerdas, em Barcelona, dizendo que os “verdadeiros culpados” dos males do mundo eram os “bilionários que concentram a riqueza”, exploram os trabalhadores e não deixam os outros subirem na vida.
O problema desta tese é que ela parece não bater com a realidade. Apenas o IPO da Space X fez mais de quatro mil “trabalhadores” da empresa milionários, em dólar, de uma hora para outra. Dos 10 bilionários à frente na lista da Forbes, todos, sem exceção, são superempreendedores. Nenhum fez seu dinheiro capturando algum monopólio ou recebendo favores de governos.
Amâncio Ortega, o décimo da lista, começou a vida como vendedor de camisas, em uma loja de La Coruja, na Espanha. Jeff Bezos, meu exemplo favorito, largou um emprego bacana, em Nova Iorque, abriu um site de vendas online com o nome de um imenso rio brasileiro. Foi chamado de “louco”, à época, e hoje comanda também a “Blue Origin”, maior concorrente privada de Musk, na corrida espacial.

Outro caso interessante é o de um imigrante de Taiwan, Jensen Huang, que trabalhou lavando pratos e como garçon, no Oregon, e década e meia depois criou a Nvidia, hoje a empresa mais valiosa do planeta. Estas pessoas se tornaram multibilionárias não porque enganaram alguém ou “concentraram” a renda global. Elas criaram riqueza. Souberam fazer coisas capazes de melhorar a vida das pessoas – sejam camisas boas e baratas, livros online, antenas da Starlink ou buscadores de informação. Na prática, jogaram um jogo de ganha-ganha, e é por isso estão hoje naquela lista da Forbes. E sumirão dali, podem ter certeza, logo que novos empreendedores aprenderem a fazer coisas melhores, como de resto sempre acontece na história do capitalismo.
Na teoria dos “vilões”, a lógica é oposta. “Um dia sombrio para a democracia”, disse um dirigente da impagável Oxfam, ONG cuja lógica obsessiva é combater “bilionários”. A frase é perfeitamente irresponsável. O sujeito acha que se as pessoas fossem impedidas de comprar ações da Space X, ou se o governo “capturasse” para si metade do dinheiro de Musk, isto seria bom para a democracia? Musk teria então meio trilhão e o governo mais dinheiro para gastar do jeito que conhecemos. Tudo com a suposição perfeitamente mágica de que um padrão de intervenção estatal como este não iria esfriar a disposição das pessoas – Musk à frente – para tomar riscos, empreender e investir.
Pela lógica da ONG, Musk deveria distribuir 10% do seu dinheiro para “aliviar a pobreza global por um ano”.

A pergunta prosaica a fazer é simples. Supondo que isto fosse verdade, o que faríamos com a pobreza no ano seguinte? Quem sabe distribuiríamos mais dinheiro, sabe-se lá de onde, para as pessoas? De minha parte, acho a filantropia sensacional e de fato boa parte dos bilionários americanos já assinou a “Giving Pledge”, prometendo doar mais de metade de seu dinheiro. Mas não é isto que vai resolver o problema. O que de fato fez a pobreza efetivamente desabar, nas últimas décadas, foi exatamente o dinamismo econômico e a inovação tecnológica.
Em meados da década de vinte, cem anos atrás, havia não mais do que 20 bilionários, em valores corrigidos, mundo afora. O maior deles era John Rockefeller. A taxa de analfabetismo global girava em torno de 70%, e a pobreza extrema envolvia perto de 60% da população global. Cem anos depois, temos perto de 3,5 mil bilionários, segundo a lista da Forbes. A taxa de analfabetismo foi reduzida para 13%. E a pobreza para aproximadamente 10% da população.
A história contemporânea é feita do mesmo roteiro: a riqueza no topo aumenta, e a vida vai melhorando – e rápido – na base da pirâmide. Os melhores exemplos disso foram os dois países que mais reduziram a pobreza, nos anos recentes: China e Índia. A China reduziu a pobreza extrema virtualmente a zero, em quarenta anos, e viu seu plantel de bilionários sair de 0 para pouco mais de 400, ainda agora.

A Índia fez coisa parecida. Reduziu a pobreza de perto de 50% a menos de 5%, ao mesmo tempo em que viu seus bilionários saltarem de 3 para 229, ano passado. Isto ocorre porque a geração de riqueza e a redução da pobreza são dois lados do mesmo fenômeno de abertura e dinamização da economia. Podemos enfiar a cabeça em um buraco e fazer de conta que não enxergamos nada disso. Podemos ficar amaldiçoando Elon Musk, suas inovações, satélites e projetos espaciais. De fato, há um mercado retórico para isso. Mas, como País e como sociedade, não vamos muito longe com isso.
Quando leio sobre Musk, Bezos ou Jensen Huang, me lembro da antiga lição de Schumpeter. Em especial, de seu elogio do empresário inovador, o tipo que “nunca dorme tranquilo” e faz a máquina da “destruição criadora” do capitalismo andar à frente. Lembro também de sua visão algo sombria, reafirmada em um de seus últimos artigos, “A Marcha para o Socialismo”, segundo a qual o capitalismo caminhava para o seu fim. E isto em função de um paradoxo: o capitalismo faz aumentar a produtividade e o bem-estar, mas também o crescimento de uma “casta” intelectual – acadêmicos, jornalistas e ativistas de todos os tipos. Um estamento que vive dos sucessos da economia de mercado, mas cada vez mais distante de seu processo real de produção. Gente que não entente, ou não quer entender, como é gerada a riqueza e a prosperidade que logo ali, abaixo da superfície, sustenta seu próprio modo de vida.

Schumpeter estava errado. O capitalismo não foi derrotado. Na verdade, ele vai vencendo o jogo, apesar de toda a carga retórica em contrário. Os sucessos de Elon Musk são apenas uma modesta, ainda que interessante demonstração disso tudo. Algo que pode nos trazer algum aprendizado, neste País que anda um pouco de lado, se tivermos a paciência de prestar atenção.
Segunda opinião
14 de junho de 2026 § Deixe um comentário


A universidade brasileira, neste nosso sistema corporativo, cada vez menos se dedica a pesquisa e ciência pura.
Exceção feita a algumas areas de exatas que resistiram mais tempo, as universidades foram reduzidas a uma rede de porteiras de controle do acesso a cada profissão como forma de controle social e instrumento de tomada e manutenção do poder por um grupo ideológico.
E, como cada vez mais a única qualificação realmente buscada para a constituição do corpo docente de boa parte das escolas, especialmente as das areas de ciências humanas, é a de ser um soldado desse objetivo, o corpo docente montado por critérios não meritocráticos, passa a ser pouco mais que um grupo voltado para a sua auto-preservação, que depende de torná-la independente de qualquer medição de desempenho.
Enquanto não identificar com precisão qual é o problema que a corrói, a universidade brasileira não terá remedio para ele. Enumerar os objetivos outrora conseguidos pelas universidades quando seu objetivo era exclusivamente produzir pesquisa e ciência pura, lamentar a ausência deles e montar listas de “é precisos”, não é só perda de tempo, é principalmente tapeação.

A imprensa começa, tarde demais, a chorar a generalização do método que aplaudiu, quando usado para “derrotar o bolsonarismo”…
Aprovada a fusão entre Paramount e Warner
14 de junho de 2026 § 1 comentário


Apos 8 meses de analise o Departamento de Justiça dos Estados Unidos encerrou a investigação sobre a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance e liberou a operação.
A Paramount Skydance (resultado da fusão anterior entre Skydance Media e Paramount Global) está adquirindo a Warner Bros. Discovery (WBD) em um negócio avaliado em cerca de US$ 110-111 bilhões (US$ 81 bi em equity + dívida).
A conclusão geral é de que a fusão vai aumentar a concorrência em serviços de streaming por assinatura, televisão linear e produção de conteúdos entre o novo grupo e as maiores plataformas do mercado com benefícios para o publico e para os trabalhadores.
O efeito mais importante dessa fusão, entretanto, não cabe às autoridades anti-truste analisar: ela vai reduzir drasticamente a hegemonia da esquerda nos setores de arte, entretenimento e jornalismo americanos.
A família Ellison (David Ellison como CEO da Paramount Skydance e seu pai, Larry Ellison, fundador da Oracle) é critica dessa hegemonia e trava uma guerra declarada contra ela. A fusão coloca CBS News (da Paramount) e CNN (da Warner) sob o mesmo teto corporativo controlado pela família Ellison.
A Paramount já implementou reformas na CBS News após sua aquisição anterior, com a contratação de Bari Weiss (conservadora, ex-New York Times e fundadora da The Free Press) como a figura central na direção editorial e demissões de jornalistas veteranos (incluindo em 60 Minutes).
Funcionários da CNN estão “abalados” e temem a fusão ou integração entre CBS News e CNN, o que poderia gerar demissões significativas (já se fala em cortes de 15% ou mais em algumas áreas) e realinhamento editorial implicando abalos nas altas cúpulas estabelecidas.
Em dezembro de 2025, a Netflix havia firmado compromisso para comprar a empresa. A Paramount apresentou depois oferta integralmente em dinheiro, o que levou o Departamento de Justiça a analisar as 2 propostas e seus possíveis efeitos sobre o mercado.

Você precisa fazer login para comentar.