O jantar de Flávio com banqueiros e a virada de chave da Faria Lima
28 de agosto de 2026 § 1 comentário


O jantar oferecido por Marcelo Kayath para Flávio Bolsonaro reuniu a nata financeira do país.
Com a Faria Lima em peso, o ato ganhou ares estratégicos e pode representar uma virada de chave na campanha do candidato do PL à Presidência.
Participaram do encontro na casa do ex-presidente do Credit Suisse Brasil em São Paulo quase todos os maiores banqueiros do país e pelo menos dez empresários, incluindo Luiz Carlos Trabuco (Bradesco), Milton Maluhy Filho (Itaú), Gilson Finkelsztain (Santander), José Galló (ex-Renner), Daniel Goldberg (Lumina), Richard Gerdau (Gerdau), Pedro Parente (eBCapital) e Fábio Carvalho (Abril).
O anfitrião, cotado para comandar a equipe econômica caso Flávio seja eleito, declarou seu voto no filho de Bolsonaro.

Daniella Marques, assessora para assuntos econômicos da campanha, acompanhou o senador no jantar, que aconteceu enquanto Lula proferia suas bravatas no Jornal Nacional.
Ela revelou aos presentes a pressão exercida pelo STF para impedir a aliança do PL com o Republicanos, inviabilizando seu nome como vice de Flávio.
Na véspera do jantar, Dani Marques havia defendido uma “reforma da reforma” tributária, com uma pausa em sua implementação e uma revisão das regras diante das incertezas.
“A gente pretende, nos primeiros 6 meses do governo, justamente aprimorar para que se atinja o objetivo final, que é simplificar impostos e reduzir carga tributária”, disse.
Ela também falou em um “tesouraço” na burocracia tributária com o mapeamento de mais de 1 mil normas que poderiam ser eliminadas por medidas infralegais no primeiro dia ou nos primeiros 100 dias de um eventual governo.
Flávio manteve um discurso moderado, chegou a tratar do avanço do STF sobre outros poderes ao citar a ADPF das favelas, que restringiu o trabalho da polícia no Rio de Janeiro e transformou a capital fluminense em QG do crime organizado, mas não radicalizou as críticas nem defendeu impeachment de ministros.
Goldberg, que foi braço-direito de Márcio Thomaz Bastos, disse que o Supremo foi tomando para si muito poder e “um dia a gente acordou e o Supremo virou o tutor” da nação.
Para Flávio, “não tem outra solução que não seja pela via democrática e política. Teremos um Congresso mais à direita e que usará suas prerrogativas. O STF vai ter que voltar à Constituição”.
Flávio afirmou hoje que vai se encontrar com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, no domingo.






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