ONU comprou 10 mil sacos para corpos de vítimas na Venezuela
30 de junho de 2026 § Deixe um comentário


As buscas por sobreviventes dos terremotos “gêmeos” que devastaram a Venezuela na semana passada entram no sétimo dia.
Ontem, equipes de resgate retiraram dos escombros com vida o jovem Aaron Levi Cantillo, de 21 anos, após 106 horas preso.
Depois de uma operação que durou 43 horas, ele foi o único a ser retirado vivo do prédio onde estava.
Segundo dados preliminares da Nasa, cerca de 58.870 edifícios foram danificados ou destruídos pelos abalos.

O 1º tremor teve magnitude 7,2 e foi seguido por outro, de magnitude 7,5.
Segundo o governo venezuelano, 189 prédios desabaram.
Até o momento, a tragédia já deixou ao menos 1.719 mortos, 5.034 feridos e 15.866 desabrigados.
Vinte e sete países mandaram algum tipo de ajuda para os venezuelanos, incluindo mais de 500 toneladas de suprimentos e 2,7 mil socorristas.
Pelo menos 86 equipes com cães farejadores vasculham os escombros, principalmente no estado de La Guaira, no norte da Venezuela, a área mais destruída, em meio a novos tremores secundários menos intensos – já foram mais de 600 desde quarta-feira.

As imagens aéreas mostram prédios reduzidos a montes de terra e escombros, ou destruídos a ponto de estarem inabitáveis.
Mais de 45 mil pessoas ainda estão desaparecidas, de acordo com uma plataforma online criada e atualizada pela própria população.
A ONU comprou 10 mil sacos para os corpos de vítimas.

Já a OMS afirmou hoje que o sistema de saúde da Venezuela enfrenta um “colapso”, com hospitais danificados, falta de profissionais e atendimentos sobrecarregados.
De acordo com o órgão, ao menos três unidades de saúde sofreram danos graves enquanto outras seis foram parcialmente danificadas ou funcionam com capacidade reduzida.
A OMS afirma ainda que há um risco de surtos de doenças como sarampo, difteria e coqueluche, além de febre amarela e outras doenças transmitidas por vetores e pela água, incluindo dengue, chikungunya, zika, oropouche e malária.

A estimativa de danos matérias indica US$ 6,7 bilhões em prejuízos e um crise humanitária, com receio de que o número exato de vítimas nunca possa ser apontado com precisão.
Segundo a ONU, há “escassez de comida generalizada” e serviços básicos “entraram em colapso” em La Guaira.
Além disso, “a conectividade foi amplamente interrompida”.
O órgão apontou um preocupante aumento nas “tensões comunitárias” em virtude do acesso limitado à ajuda humanitária, enquanto milhares estão desabrigados após terem suas casas destruídas.

Militares americanos reativaram a operação de um porto na região, em uma tentativa de acelerar a chegada de suprimentos.
Em La Guaira, muita gente permanece abrigada com vizinhos ou parentes após o desastre.
Quase quatro em cada 10 estão vivendo nas ruas e espaços públicos, e outros em igrejas, escolas ou instalações improvisadas.
“São abrigos improvisados que não atendem aos padrões mínimos de proteção, em termos de privacidade, espaços seguros e níveis básicos de higiene e conforto”, alertou a ONU.

Flávio promete aderir ao acordo de Isaac se eleito
30 de junho de 2026 § Deixe um comentário


Falando em evento em Buenos Aires, Flávio Bolsonaro prometeu que, se eleito, o Brasil vai aderir ao Acordo de Isaac, uma aliança estratégica e diplomática lançada em Jerusalém pelo presidente da Argentina, Javier Milei, e pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, com o apoio dos Estados Unidos.
Inspirado nos Acordos de Abraão que, a partir de 2020, no primeiro mandato de Trump, levaram os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein, o Marrocos e o Sudão a normalizar relações com Israel.
O ataque de 7 de outubro de 2023 foi desencadeado, aliás, para impedir que a Arábia Saudita, que já tinha anunciado que o faria, também aderisse ao acordo, o que arrastaria todos os demais países árabes para uma reconciliação com Israel.
O Acordo de Isaac inclui aprofundar parcerias em tecnologia, inovação, comércio, defesa e intercâmbio cultural dos associados com Israel, assim, como consolidar uma frente unida no combate ao terrorismo, ao narcotráfico e ao antissemitismo, além de promover a herança civilizacional ocidental.
Trump sofre duas derrotas na Suprema Corte
30 de junho de 2026 § Deixe um comentário


O presidente Trump sofreu duas derrotas importantes na Suprema Corte, a última delas anunciada hoje, terça-feira 30 de junho: a Corte invalidou ordem executiva assinada por ele que limitava a cidadania por “direito de solo”, reafirmando o princípio consolidado de que a Constituição garante a cidadania a praticamente todas as crianças nascidas em solo americano.
Trump afirma que essa brecha leva imigrantes ilegais a fazerem filhos só para obter essa garantia.
E ontem, com o voto decisivo da juíza Amy Coney Barrett, ficou mantido o sistema de votação por correio que se estende por todo um “mês eleitoral”, em detrimento da restrição desse direito a um único “Dia da Eleição” em todo o país, como queria Donald Trump que vê nesse sistema, e na precariedade de exigências de provas de cidadania americana nos locais de votação, as duas brechas pelas quais acontece o maior número de fraudes nas eleições americanas.
Segundo ele, o Partido Democrata incentiva o livre ingresso de milhões de imigrantes ilegais contra a promessa futura de cidadania, apenas para levar esses imigrantes a votar Democrata em eleições que são sempre decididas por pequenas margens de votos.
China investe há 40 anos no futebol africano
30 de junho de 2026 § Deixe um comentário


Os “Tubarões Azuis” de Cabo Verde (525 mil habitantes), o simpático time do Vozinha, que empatou com a Espanha (0 x 0), com o Uruguai (2 x 2) e com a Arábia Saudita (0 x 0), chegou em 2º lugar no seu grupo na sua primeira participação numa Copa do Mundo, e joga 5a feira contra a Argentina, é um exemplo: o Estádio Nacional de Cabo Verde, o maior do país com capacidade para 15 mil pessoas, foi financiado e construído pela China em 2014.

Nesta 23a edição da Copa do Mundo de Futebol da FIFA, a África disputa com um recorde de 10 seleções. Em 7 dos países de onde elas vieram, a China financiou e construiu estádios de padrão internacional.
Com a proverbial paciência de quem tem mais de 10 mil anos de história como estado organizado, a China investe na “diplomacia dos estádios” com uma expectativa de colheita geracional, há mais de 40 anos…

Desde o início deste século, e especialmente depois do lançamento da Nova Rota da Seda em 2013, a presença de empresas chinesas na construção de projetos esportivos africanos, ao lado dos investimentos em portos e estradas, se intensificou.
Esse tipo de investimento, de que a China começa visivelmente a colher os frutos nesta Copa, injeta no imaginário popular uma simpatia associada ao esporte mais popular do planeta, e abre portas para outros projetos com objetivos mais diretos e imediatos.

O laboratório dessa política têm sido as Copas Africanas de Nações, que ocorrem a cada dois anos. A última, em 2024, teve a Costa do Marfim como sede. Essa Costa do Marfim que fez 1 x 0 contra o Equador, um honroso 1 x 2 contra a Alemanha, 2 x 0 contra Curaçao, que também se classificou em 2º lugar de seu grupo e que hoje enfrenta a Noruega (se derrotar a Noruega, vai se haver com o Brasil).

O maior estádio das Copas das Nações Africanas, o Estádio Olímpico Alassane Ouattara com capacidade para 60.000 pessoas na Costa do Marfim, foi financiado e construído por estatais chinesas, assim como os estádios das ultimas 6 edições desse torneio.
Segundo o jornal estatal chinês Global Times, a China já ajudou a construir mais de 100 estádios em todo o continente.



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