PF de Lula deflagra operação que tem Cláudio Castro como alvo
26 de maio de 2026 § Deixe um comentário


A Polícia Federal deflagrou hoje a Operação Barco de Papel, com 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, investigando investimentos bilionários do RioPrevidência no Banco Master, liquidado em 2025.
O ex-governador Cláudio Castro é o principal alvo da polícia comandada pelo ex-chefe de segurança de Lula.
O fundo previdenciário estadual aplicou cerca de R$ 970 milhões em letras financeiras do banco entre novembro de 2023 e julho de 2024, valores que não possuíam cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), deixando os recursos desprotegidos em caso de quebra financeira.
A PF investiga quem autorizou as aplicações, quais critérios técnicos fundamentaram os investimentos, se houve gestão temerária de recursos públicos, possíveis favorecimentos indevidos e a razão da concentração bilionária em uma única instituição.
Além das letras financeiras, relatórios indicam que o RioPrevidência teria investido aproximadamente R$ 1,5 bilhão em fundos administrados pelo próprio Banco Master.
Deivis Marcon Antunes, ex-diretor-presidente do RioPrevidência indicado por Castro, foi preso hoje, acusado de obstrução de investigações e ocultação de provas.
O RioPrevidência afirmou em nota que os investimentos seguiram critérios legais e que os valores estariam resguardados judicialmente.
Os escândalos do
governo Castro
Este caso soma-se a uma série de escândalos que marcaram o governo Castro, registra O Globo, incluindo a condenação pelo TSE por abuso de poder político e econômico na chamada “folha secreta” da Ceperj, que o deixou inelegível até 2030.
O conjunto de investigações envolve suspeitas de cargos fantasmas, pagamentos em dinheiro vivo, favorecimento à Refit, ligações com a Fundação Leão XIII e aplicação de quase R$ 1 bilhão do fundo de pensão dos servidores estaduais no Banco Master.
No caso Refit, a PF investiga se o governo Castro usou a estrutura do estado para favorecer o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, um dos maiores devedores de impostos do país, com agentes públicos recebendo mais de R$ 300 mil por mês para destravar processos da empresa.
Há suspeitas em torno da aprovação de uma lei que permitiu o parcelamento de R$ 9,5 bilhões em dívidas da Refit com descontos de até 95% em juros e multas, apelidada nos bastidores de “Lei Ricardo Magro”.
No escândalo da folha secreta da Ceperj, o governo criou uma máquina paralela de contratações com mais de 27 mil cargos temporários na Ceperj e 18 mil na Uerj para abastecer cabos eleitorais na campanha de 2022.
Milhares desses pagamentos da folha secreta foram feitos em dinheiro vivo, diretamente na boca do caixa, configurando irregularidade grave.
No caso Fundação Leão XIII, delatores acusaram Castro de receber propina em dinheiro vivo para manter contratos de programas sociais voltados a populações vulneráveis, quando era vice-governador.
Finalmente, Vinícius Sarciá Rocha, irmão de criação de Castro, foi preso em 2023 em desdobramento da operação que investigou fraudes em programas assistenciais.
Anvisa aprova ‘caneta emagrecedora’ nacional
26 de maio de 2026 § 2 Comentários


A Anvisa aprovou o registro do Ozivy, primeira versão brasileira das chamadas “canetas emagrecedoras”.
Trata-se de um medicamento à base de semaglutida que será produzido pela farmacêutica brasileira EMS.
A autorização, concedida na modalidade de desenvolvimento abreviado — aplicada a medicamentos com substâncias já conhecidas que precisam comprovar segurança, eficácia e qualidade — veio poucos meses após o fim da patente da Novo Nordisk no Brasil.
O interesse pelas canetas cresceu após o sucesso comercial de produtos como Ozempic e Wegovy, desenvolvidos para os tratamentos de diabetes tipo 2 e obesidade.
A decisão seguiu meses de avaliação técnica da molécula, considerada complexa pela agência, e ocorreu após análises rigorosas; pedidos semelhantes já tinham sido rejeitados em abril por falhas documentais.
A Anvisa classificou a semaglutida entre medicamentos sintéticos e biológicos, que devem cumprir exigência regulatória mais detalhada.
O registro do Ozivy vale até junho de 2036.
Foram autorizadas diversas apresentações para aplicação subcutânea: solução injetável de 1,34 mg/ml em cartuchos de 1,5 ml (vendidos em uma ou duas unidades) e em cartuchos de 3 ml (uma ou duas unidades).
A empresa também poderá comercializar versões com canetas aplicadoras e agulhas.
O Ozivy ainda não tem data de lançamento.




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