11 de julho de 2026 § Deixe um comentário

Fã da China, Lula quer que Petrobras financie terras raras

11 de julho de 2026 § 1 comentário

Sem conseguir pronunciar direito “terras raras” e “minerais críticos”, Lula disse que Trump tem “inveja” do domínio tecnológico e industrial da China na exploração desses insumos estratégicos para a cadeia de suprimentos dos mercados de alta tecnologia e defesa.

E deu a entender que quer seguir os passos de Ji Jinping, prometendo dinheiro da Petrobras para garantir “soberania financeira” na extração e separação física de produtos considerados essenciais para a fabricação de equipamentos como baterias, semicondutores, turbinas eólicas, veículos elétricos e componentes bélicos.

Falou ainda que Trump poderá passar a se preocupar com o Brasil caso o país avance na cadeia produtiva dos minerais críticos e terras raras e consiga alcançar um nível semelhante ao dos chineses.

Em meio à crescente disputa internacional pelo controle das cadeias de fornecimento de minerais estratégicos, a China detém quase um monopólio na produção e no processamento de terras raras, como se viu na crise dos semicondutores e a escassez global de microchips, enquanto os Estados Unidos e outras potências buscam fornecedores alternativos para reduzir a dependência do mercado chinês.

Na reunião entre Lula e Trump, as terras raras e os minerais críticos foram uma das principais pautas.

O espião russo preso no Brasil que Lula quer liberar para Putin

11 de julho de 2026 § Deixe um comentário

Os Estados Unidos reagiram com “profunda preocupação” à decisão do Brasil de expulsar Sergey Vladimirovich Cherkasov, apontado por Washington como agente da inteligência russa, e afirmaram que a medida enfraquece o combate à interferência estrangeira e à proteção de instituições democráticas.

Para os americanos, que chegaram a pedir uma extradição para julgá-lo em seu território, a decisão do governo Lula abre caminho para o retorno de um homem tido pelo FBI como um “espião” ao país que o treinou, a Rússia de Putin.

Cherkasov, preso no Brasil desde 2022 e condenado por falsidade ideológica, viveu por cerca de 12 anos com a identidade falsa de Victor Muller Ferreira, usando documentos brasileiros para estudar no exterior, circular entre países e tentar se aproximar de instituições estratégicas, inclusive nos Estados Unidos e na Europa.

A decisão do Brasil foi expulsá-lo com base em uma portaria do Departamento de Migrações do Ministério da Justiça e Segurança Pública nesta semana – não se trata de extradição, mas expulsão administrativa, sem definição de destino nem data pré-definida.

A medida também proíbe o retorno de Cherkasov ao Brasil por 30 anos após a execução da expulsão.

Pela portaria, a decisão só poderá ser executada após o cumprimento da pena ou eventual autorização judicial, mas o caso ganhou projeção internacional porque o FBI e a Polícia Federal o tratam como parte de uma rede de espionagem russa que usava o Brasil como ponto de partida para agentes secretos.

Segundo reportagem do New York Times, o país se tornou uma espécie de “fábrica de espiões” da Rússia.

Na prática, agentes russos criam identidades brasileiras falsas, com certidões, passaportes e histórico de vida plausível, para construir uma cobertura convincente e depois viajar para outros países como se fossem brasileiros legítimos.

A lógica é aproveitar a credibilidade do passaporte brasileiro, a facilidade de circulação internacional e a menor suspeita que uma identidade local desperta, enquanto esses agentes abrem empresas, criam vínculos pessoais e até relações afetivas para sustentar o disfarce antes de seguir para missões no exterior.

‘Brasil caminha para abismo econômico’, diz Daniella Marques, ex-assessora de Guedes

11 de julho de 2026 § Deixe um comentário

Ex-assessora especial do Ministério da Economia de Paulo Guedes, a administradora Daniella Marques pode assumir o posto do ex-chefe caso Flávio Bolsonaro se torne presidente. Ela deu uma entrevista a Veja e disse que o governo faz um discurso hipócrita de que controle fiscal é uma política de “mercado”. Para ela, não existe política mais social do que essa, defendendo reforma do Estado e macroestruturais, mais competitividade, produtividade e segurança jurídica, além de incentivo à mobilidade social. Veja os principais trechos da conversa.

“O Brasil caminha para um abismo econômico. O atual governo está descontroladamente endividado, quebrando as empresas e superendividando as famílias.”

“Quem não cuida das contas não cuida das pessoas. Você tem um descontrole absoluto de gastos, e as expectativas de inflação desancoradas. (…) é justamente sobre a camada mais pobre da população que juros e inflação geram o maior impacto. O Banco Central está sozinho no combate à inflação.”

“Temos um Estado obeso, com muitos ativos empilhados, uma altíssima carga tributária e um endividamento que cresce como uma bola de neve. É preciso sair dessa armadilha.”

“A vida do empresário está muito desafiadora e o Brasil não é um país atrativo. A gente está num país desigual, com uma veia empreendedora muito forte. As pessoas querem abrir o seu negócio. Cabe ao Estado ser o motor da rampa econômica dessas pessoas e construir uma jornada mais fácil, menos burocrática e com mais acesso a crédito para esse cidadão.”

“A gente precisa tirar o Brasil das mãos do PT. São quase vinte anos de descontrole. Mais quatro anos desse governo custarão muito caro para o futuro do país.”

“O fim da escala 6×1 é uma ilusão, uma agenda oportunista, em ano de eleição, que vai ter um resultado concreto pouco relevante. Se a empresa e o trabalhador puderem construir sua forma de se relacionar no trabalho, as possibilidades se tornam mais amplas e cada um vai ter direito de fazer as suas escolhas.”

10 de julho de 2026 § Deixe um comentário

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