STJ nega liberdade para Deolane
9 de junho de 2026 § Deixe um comentário


A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou hoje pedido de liberdade da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, que cumpre prisão preventiva desde 21 de maio por suspeita de lavagem de dinheiro, associação com tráfico de drogas e participação em operações do PCC.
Os ministros entenderam que não cabe intervenção do STJ neste momento porque outros pedidos de liberdade para a influenciadora estão pendentes de análise nas instâncias inferiores, recomendando que o Tribunal de Justiça de São Paulo dê celeridade à análise dos recursos da defesa.
O relatório da polícia indica que Deolane, que ganhou notoriedade depois de gravar um vídeo de apoio a Lula dentro do Palácio do Planalto, movimentou R$ 13,6 milhões entre 2018 e 2022 em contas pessoais e outros R$ 14 milhões passaram por três de suas empresas, com origem considerada espúria.
A investigação aponta que ela abriu 35 empresas fantasmas no mesmo endereço no interior paulista, próximo ao presídio de Presidente Venceslau, para ocultar e movimentar recursos da facção.
Comprovantes de depósitos diretos para duas contas de Deolane foram encontrados em celular apreendido com donos de uma transportadora ligada ao PCC, indicando repasses no contexto de “fechamento de contas” da facção, não como pagamento por serviços advocatícios legais.
As suspeitas em relação a Deolane surgiram quando a polícia encontrou bilhetes no esgoto da cela de uma penitenciária com a expressão “mulher da transportadora”, que a investigação aponta como sendo ela.
A defesa pede a substituição da prisão preventiva por domiciliar, pois a influenciadora é mãe e única cuidadora de uma criança de 9 anos.
O ministro Ribeiro Dantas, relator do caso, destacou a gravidade dos fatos e afirmou que ser mãe de menor de 12 anos não garante automaticamente liberdade ou prisão domiciliar.
Brasileira bilionária acha que foi bloqueada no Brasil por erro
9 de junho de 2026 § Deixe um comentário


Luana Lopes Lara, 29, a brasileira que ganhou o titulo de ”Mulher mais jovem do mundo a conquistar o seu primeiro US$ 1 bilhão” é fundadora da Kalshi, uma plataforma que permite que pessoas apostem, umas contra as outras, em qualquer coisa, não acha que foi barrada no Brasil nesta véspera de eleição para evitar “pesquisas fora de controle” como as que seu negócio propicia e que, como ela explica na entrevista, mobilizam o interesse de 70% das pessoas que consultam o seu site.
Acha que foi barrada porque o governo confundiu o negócio dela com jogo, como as bets todas às quais, por sinal, o governo Lula franqueou o bolso do favelão nacional inteiro contra R$ 30 milhões por arapuca mais impostos.
Egressa do MIT, ex-bailarina da Escola de Teatro Bolshoi, em Joinville (SC), ela explica que a Kalshi ganha dinheiro quando uma pessoa quer comprar um contrato — por exemplo, apostando em um resultado “sim” ou “não” — e outra pessoa, na contraparte, deseja vendê-lo.
“Retiramos uma taxa de corretagem sobre essa transação. Somando o valor investido pelas duas partes, cobramos uma taxa de aproximadamente 1%, ou um pouco menos. É a mesma mecânica de monetização utilizada pelas Bolsas de valores e pelos mercados de futuros tradicionais”.
“Não somos uma casa de apostas. Os usuários não jogam contra a Kalshi. A empresa não lucra quando o cliente perde. Em um cassino ou casa de apostas tradicional, o lucro vem do prejuízo dos participantes”.
“Cerca de 70% dos usuários que acessam a Kalshi não realizam esse tipo de operação financeira; eles buscam a plataforma como fonte de informação para entender tendências futuras”.
“Esse ganho informacional é que atraiu a atenção da mídia internacional e do setor financeiro, alavancando investimentos”.
Luana parece não ter entendido a tendência futura da democracia brasileira. Mesmo assim, ela continua sendo um personagem interessante.
Veja a entrevista completa,
O PT de Lula em busca do voto dos evengélicos
9 de junho de 2026 § Deixe um comentário


Depois de apoiar uma escola de samba que colocou na avenida os cristãos e a própria bíblia em uma lata de conserva para homenagear Lula e de olho na campanha de perpetuação no poder, o PT divulgou uma carta aos evangélicos.
O documento, que foi elaborado após o IV Encontro Nacional do Núcleo Evangélico do partido, ignora temas de costumes, como abordo, ideologia de gênero ou casamento entre pessoas do mesmo sexo.
E foca na campanha eleitoral.
Sem relação direta com debates religiosos e criticando o que chamou de tentativas de “transformar a religião em instrumento de manipulação política”, em referência às falas de Flávio Bolsonaro no trio elétrico da Marcha para Jesus, o núcleo evangélico do PT priorizou as bondades populistas do governo Lula, como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Brasil Sorridente e Gás do Povo, além de defender o fim da escala 6×1.
Também usou a narrativa do nós contra eles, dividindo os evangélicos entre aqueles que são contra e os que são a favor de democracia, justiça social e bem comum.
“Refutando a imagem de que formamos um bloco político único, não pretendemos falar em nome de todas as denominações, mas expressar a reflexão de um segmento que, a partir de sua fé, defende a democracia, a justiça social e o bem comum”, diz um trecho da carta.
Durante a Marcha para Jesus na semana passada, Flávio Bolsonaro falou de “guerra espiritual” e em expulsar “o mundo do mal” do governo do Brasil.
Lula não compareceu ao evento e mandou no seu lugar o Bessias, seu AGU, evangélico e candidato a ministro do Supremo.
Força-tarefa prende policiais suspeitos de atuarem como infiltrados do PCC
9 de junho de 2026 § Deixe um comentário


Um chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil e um ex-estagiário do Ministério Público de São Paulo foram presos hoje sob suspeita de atuarem como infiltrados em esquema ligado ao PCC.
As investigações apontaram uma possível atuação dos agentes em favor do crime organizado, incluindo vazamento de informações e apoio logístico a atividades criminosas.
Batizada Operação Infiltrados, a força-tarefa foi deflagrada depois que o Ministério Público, por meio do Gaeco, identificou a troca de informações sensíveis entre servidores públicos e integrantes de facções, com registros de encontros e monitoramentos que sugerem circulação de dados sigilosos, além de acesso privilegiado a sistemas internos pelos investigados.
O esquema de extorsão envolvia uso de informações sigilosas obtidas por agentes públicos, identificação de alvos com alto poder financeiro, pressão e cobrança de valores para suposta proteção, e apoio de intermediários incluindo ex-servidores e advogados.
As investigações apontaram que o grupo criminoso planejava matar um promotor do Gaeco ligado ao combate a organizações criminosas em Campinas, com apoio interno para obter informações estratégicas sobre deslocamentos e operações.
A operação contou com força-tarefa integrada envolvendo 1º BAEP (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), Corregedoria da Polícia Civil, Corregedoria da Polícia Penal e OAB por meio da Comissão de Prerrogativas, com ações realizadas simultaneamente em cidades do interior paulista.
As prisões têm caráter temporário e fazem parte de investigação mais ampla sobre possível infiltração de agentes públicos no crime organizado.



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