As relações da família Feitosa, da ex-mulher de Gilmar, com Vorcaro
18 de setembro de 2026 § Deixe um comentário


Novas suspeitas recaem sobre o envolvimento do ministro Gilmar Mendes com Daniel Vorcaro logo após a revelação de que o decano se encontrou com o banqueiro.
A colunista da Folha de São Paulo Mônica Bergamo revelou uma reunião entre ambos em 11 de abril de 2024, quando Vorcaro teria pedido que o magistrado votasse a favor de uma causa bilionária envolvendo usinas do setor sucroalcooleiro.
O Banco Master mantinha bilhões em créditos de investimentos em forma de precatórios voltados às empresas, que perderiam valor caso o STF não reconhecesse a validade de ações indenizatórias movidas por elas contra a União.
Estimativas da AGU apontam que, se as usinas forem vitoriosas, o valor das causas pode chegar a um total de R$ 145 bilhões.

A imprensa destacou o fato de que Gilmar Mendes votou contra a tese do ex-banqueiro em julgamentos de casos concretos.
Mas a história vai além e envolve a família da ex-mulher do decano, conforme levantamento do portal A Investigação.
Tudo começa com Ketlin Feitosa, filha da advogada Guiomar Feitosa, ex-mulher de Gilmar, e sobrinha do empresário e ex-senador Francisco “Chiquinho” Feitosa.
Ela deixou o Superior Tribunal de Justiça em 14 de agosto de 2024 e, em pouco tempo, passou a atuar como diretora de Relações Corporativas do Grupo Ambipar – imediatamente após uma hipervalorização da companhia.
As ações da empresa subiram cerca de 650% entre 28 de junho e 9 de agosto de 2024, saltando de R$ 13 para R$ 97,35, movimento que pode ter elevado o valor de mercado estimado da Ambipar de R$ 2,1 bilhões para R$ 15,8 bilhões.

Nesse período, dois fundos vinculados à rede do Banco Master — Texas I e Kyra —, juntamente com um terceiro veículo, concentraram cerca de 15% do capital da Ambipar, fatia que valia aproximadamente R$ 2,4 bilhões no pico da cotação.
Na época, Vorcaro tinha um contrato de R$ 500 mil mensais com o tio de Ketlin e então cunhado de Gilmar Mendes, mais conhecido como Chiquinho Feitosa.
Em troca, o ex-senador operava como lobista em Brasília para o dono do Banco Master na área da educação e teria viabilizado o encontro com o ministro revelado pela Folha.
A própria ex-mulher de Gilmar, Guiomar, chegou a ser procurada para uma reunião com Vorcaro.
O portal A Investigação esmiúça estes três pontos de uma mesma cronologia envolvendo a família Feitosa e os esquemas de Vorcaro: Ketlin nas relações institucionais da Ambipar, Chiquinho como lobista e Guiomar acionada por Vorcaro.

A Ambipar, que chegou a ter R$ 2,5 bilhões em caixa em 2025, entrou em crise no segundo semestre daquele ano, pediu recuperação judicial e teve o Master liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025.
Vereador por 7 mandatos em SP é preso por suspeita de ligação com PCC
18 de setembro de 2026 § Deixe um comentário


O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil) se entregou na tarde de hoje, em Mogi das Cruzes, após ser alvo de mandado de prisão temporária na Operação Vectura Corrupta, deflagrada ontem para apurar a infiltração do PCC no sistema de transporte público da capital paulista.
A Justiça decretou a prisão de 16 investigados, entre eles Leite e o ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira, com base em indícios de que pelo menos 12 das 22 empresas de ônibus de São Paulo seriam controladas pela facção por meio de empresas de fachada, direcionamento de licitações, apoio político e lavagem de capitais.
Segundo a investigação, Milton Leite é citado nominalmente como responsável direto pela operação de algumas empresas sob controle do PCC e seria o “dono de fato” da Transwolff, conforme depoimentos de policiais militares prestados à Corregedoria da PM em fevereiro de 2026, nos quais o sargento Alexandre Aleixo Romano Cezário afirmou que o vereador seria o verdadeiro proprietário da empresa e usaria laranjas na direção.
Durante as buscas, a polícia encontrou R$ 280 mil e US$ 89 mil (cerca de R$ 457 mil) na casa de um assessor ligado a Leite, além de uma passagem secreta e mais dinheiro em imóvel associado ao ex-vereador em Sorocaba.
A defesa da Transwolff nega qualquer participação societária ou de gestão de Milton na empresa.
A Operação Vectura Corrupta é desdobramento de investigações anteriores, como a Operação Decurio (agosto de 2024), que começou com a apreensão de 40 kg de drogas em Itaquaquecetuba e levou à descoberta de uma fintech usada pelo PCC para lavar dinheiro e se infiltrar em prefeituras, e a Operação Contaminatio (abril de 2026), que mirou a estrutura financeira da facção.
Milton Leite, que cumpriu sete mandatos consecutivos como vereador entre 1997 e 2024, presidiu a Câmara por seis anos e atualmente comanda o União Brasil em São Paulo, nega qualquer relação com o PCC e afirma que seus encontros com integrantes do setor de transporte ocorriam em razão de sua atuação política, inclusive quando foi designado pelo então prefeito Bruno Covas para resolver questões do transporte.
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18 de setembro de 2026 § Deixe um comentário

IDP, galinha dos ovos de ouro de Gilmar, pode estar por trás de ataques a Mendonça
18 de setembro de 2026 § 1 comentário


Os ataques ostensivos de Gilmar Mendes contra André Mendonça podem ter como motivação uma questão empresarial sem relação direta com a condução do caso Master ou com o pedido de investigação contra Alexandre de Moraes, segundo fontes do STF e empresários consultados pelo portal Cláudio Dantas, que apontam a irritação do decano com o crescimento acelerado do Iter, instituto de ensino fundado pelo ministro “terrivelmente evangélico” indicado por Bolsonaro.
Em apenas dois anos de existência, o Iter se consolidou como plataforma de cursos e eventos capaz de ameaçar a hegemonia do IDP, a galinha dos ovos de ouro de Gilmar, sim, o dos Patrocínios.
O salto de
faturamento
do Iter
Voltado à capacitação de gestores públicos e privados em licitações, contratos, governança e contenciosos, o instituto alcançou 3.619 alunos matriculados, 231 docentes, 48 cursos e 12 eventos no portfólio.

O avanço do Iter se deve tanto à qualidade dos professores como a uma estratégia de mercado agressiva, com preços que podem chegar à metade dos praticados pelo IDP, como MBAs em torno de R$ 30 mil, contra R$ 60 mil a R$ 70 mil no IDP.
Além disso, o instituto oferece programas estaduais e municipais de capacitação e firmou contratos com o CIOESTE, governo de São Paulo, Tribunal de Justiça do Amazonas e grandes empresas como BTG, Telefônica, C6 Bank, Bradesco, Petrobras, Energisa, Aegea, Acrefi, Cemig e Caixa.
O faturamento do Iter saltou de R$ 2 milhões em 2024 para R$ 10 milhões em 2025, com projeção de triplicar em 2026.
Já a excelência dos serviços é atestada pela nota 90,26 do NPS, equivalente a gigantes globais como Apple, Netflix e Tesla, sob administração do engenheiro Victor de Godoy Veiga, ex-servidor da CGU que assumiu o Ministério da Educação no último ano do governo Jair Bolsonaro.
O aporte
do grupo Cedro
no Iter
Nova peça da ofensiva contra Mendonça para melar os casos Master, INSS e Lulinha, uma reportagem do UOL revelou um investimento-anjo de R$ 5 milhões feito pelo grupo Cedro no início de 2024 ao Iter.
O aporte se deu por contrato de mútuo conversível em ações (cerca de 10%) e, em 2025, o Iter atingiu o breakeven e acionou a cláusula de quitação do empréstimo, evitando a conversão da participação acionária.

Fundador e ex-presidente do conselho de administração do grupo Cedro, Lucas Kallas é acionista de duas empresas de capital aberto, a Biomm e a Oncoclínicas, das quais Daniel Vorcaro também tem ações.
Segundo a Cedro, o empréstimo de R$ 5 milhões integra seu portfólio de ações de apoio à educação, cultura e assistência social, que somam mais de R$ 80 milhões.
Pela matéria, Mendonça não participou de tratativas nem se beneficiou economicamente do negócio.




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