Moraes suspende aplicação da lei da dosimetria
9 de maio de 2026 § 4 Comentários


Alexandre de Moraes suspendeu hoje a aplicação da Lei da Dosimetria até que o STF julgue as ações que questionam sua constitucionalidade.
Ou seja, qualquer mudança de pena só vai acontecer depois de o tribunal decidir se a lei vale ou não.
A federação formada por PT, PCdoB e PV ingressou no STF com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei da Dosimetria, que reduz penas para os 190 condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O pedido foi direcionado ao presidente da Corte com solicitação de medida cautelar para suspender imediatamente os efeitos da norma.

Coincidência ou não, Moraes foi sorteado relator das ações que contestam a Lei da Dosimetria.
Além da federação PT-PCdoB-PV, ajuizaram as ações a Federação PSOL-Rede e, sim, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI)!
A lei, aprovada pelo Congresso após derrubada do veto do presidente Lula, altera critérios de fixação e cumprimento de penas no Código Penal e na Lei de Execução Penal.
Ela modifica regras de cálculo, proíbe a soma de penas por crimes de mesma natureza e permite progressão ao regime semiaberto após cumprir apenas 16,6% da pena total.
Na petição, os partidos afirmam que o texto representa “violação do mandamento constitucional” e argumentam retrocesso na proteção institucional.
Defendem que a lei foi desenhada para favorecer um grupo específico de condenados e os custos para a proteção da ordem democrática superam os benefícios alegados.
O veto aos ‘distritos raciais’ abala as eleições dos EUA
9 de maio de 2026 § 1 comentário


Uma decisão histórica da Suprema Corte dos EUA está provocando uma avalanche nas previsões das eleições americanas.
Foi um duro golpe para os democratas, que queriam retomar o controle da Câmara em novembro se valendo de sua política woke, incentivando a guerra racial em vez de promover o voto em outros tipos de interesses, comuns a todos.
A SCOTUS anulou as regulamentações de manipulação de distritos eleitorais com base em critérios raciais na Lei dos Direitos de Voto de 1965.
Por 6 votos a 3, os juízes decidiram que a Louisiana não precisa obrigatoriamente criar um segundo distrito de maioria negra.

Ontem, na mesma linha, a Suprema Corte da Virgínia derrubou o novo mapa eleitoral elaborado pelos democratas.
Eles queriam redesenhar os distritos para ganhar até 4 cadeiras republicanas no Congresso.
O tribunal rejeitou a tentativa por 4 votos a 3, considerando o mapa inválido.
Nos EUA, a cada 10 anos, os governadores de estado redesenham os limites dos distritos eleitorais para escolher deputados.

O problema é que muitos fazem isso de forma manipulada para favorecer o próprio partido, o chamado gerrymander.
No caso dos Democratas, a estratégia sempre foi construir maiorias com minorias raciais, incentivar o ativismo e obter o voto negro em bloco para a esquerda.
A Corte praticamente eliminou essa proteção.
Agora, a Seção 2 da Lei de Direitos de Voto deve ser interpretada apenas para proibir discriminação racial intencional, não mais para garantir distritos de maioria minoritária.
Até a decisão da corte, a Lei dos Direitos de Voto protegia minorias raciais (negros, hispânicos) contra distritos desenhados para diluir seus votos.
Se um estado distribuía eleitores negros para impedir que elegessem representantes, a lei podia anular o mapa.
Na prática, os republicanos entrarão nas eleições de meio de mandato com uma clara vantagem em termos de redistribuição de distritos, principalmente no Sul, onde terão liberdade completa para neutralizar o voto negro e latino em democratas.
Espera-se que mais de uma dúzia de cadeiras na Câmara dos Deputados possam migrar para o partido de Trump.

Além da Flórida, Alabama, Louisiana, Tennessee, Geórgia e Carolina do Norte estão pressionados a redesenhar.
No Brasil, algo parecido foi pensado por FHC e Florestan Fernandes com apoio da Fundação Ford e a CIA, conforme denunciou o professor Antônio Risério.
Eles incluíram os pardos no grupo dos negros, criando uma lógica birracial importada dos EUA, ainda que irreal, favorecendo o discurso do nós contra eles.
Para a esquerda, o objetivo é ideologizar a questão racial em termos de uma luta de classes eterna porque não se desvia nunca da cor da pele (ou do gênero, do sexo etc.).
Ou seja, colocar a definição do voto em cima de diferenças insuperáveis, em vez de em critérios como gerir uma economia, tratar os direitos individuais, definir políticas para meio ambiente, educação e assim por diante.
O de sempre: “acuse-os do que você faz, chame-os do que você é…”.
Joesley Batista sempre está entre Lula e Trump
9 de maio de 2026 § 2 Comentários


Joesley Batista, do Conselho de Administração da J&F (holding controladora da JBS), estava em Washington no dia da reunião entre Lula e Trump.
Embora não integrasse a comitiva oficial brasileira, ele desembarcou na capital dos EUA às vésperas do encontro, revelou Lauro Jardim.
Um jato pertencente à empresa J&F, que controla a JBS, estava programado para voar do Colorado para Washington no dia da reunião, segundo dados de rastreamento de voos da FlightAware.
Consta que Joesley articulou o encontro-relâmpago, o primeiro entre os dois na Casa Branca, com duração de três horas.
A viagem de Lula para os EUA aconteceu às pressas na mesma semana em que a JBS virou alvo de uma megainvestigação do governo americano.
A mina de potássio
em Sergipe dos Batista
A Pilgrim’s Pride, subsidiária da JBS Foods USA, doou US$ 5 milhões para a campanha de Trump em 2024.
No Brasil, depois de ter uma multa de R$ 10 bilhões de um acordo de leniência suspensa por Toffoli, a família Batista planeja um dos maiores ciclos de investimentos privados em áreas como celulose, alimentos, mineração, energia e tecnologia.
Além disso, a Câmara dos Deputados, ao aprovar a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), colocou os fertilizantes no mesmo patamar dos minerais críticos e estratégicos, dando acesso a benefícios fiscais, crédito e mecanismos de investimento incentivado.
Os Batista negociam um crédito bilionário do BNDES para produzir fertilizantes com investimentos de sua mina de potássio em Sergipe, a única em operação no país.
Entre os principais temos discutidos por Lula e Trump estavam as terras raras, assim como tarifas, cooperação contra o crime organizado e outros temas econômicos de interesse mútuo.
Megainvestigação contra
quatro grandes
Enquanto acontecia a reunião dos presidentes, o governo dos EUA promovia sua megainvestigação antitruste contra as maiores processadoras de carne do país.
As “Quatro Grandes” estão no alvo: JBS Foods USA (brasileira), National Beef (controlada pela brasileira MBRF), Cargill e Tyson Foods.
Juntas, elas concentram cerca de 85% do mercado americano de carne.
A investigação apura práticas anticompetitivas, cartel e coordenação de preços, conforme Trump já se queixava em post de novembro de 2025.
Cadeia alimentar,
inflação e eleição
Peter Navarro, conselheiro comercial de Trump desde o seu primeiro mandato, afirmou que “metade das Quatro Grandes é brasileira” e criticou a influência estrangeira na cadeia alimentar americana.
Segundo ele, para além das questões antitruste, quando Trump impôs tarifas ao Brasil, o lobby da carne brasileiro “silenciosamente ameaçou a Casa Branca” de redirecionar carnes para os supermercados da China.
O governo americano oferece US$ 1 milhão a delatores que denunciem práticas ilícitas dos frigoríficos.
A investigação tem motivação política interna.
O preço da carne está alto nos EUA, gerando inflação.
Trump precisa responder a essa pressão do eleitorado antes das eleições legislativas de meio de mandato (agora em 2026).
A medida tenta “terceirizar” a culpa pelo custo de vida para empresas estrangeiras.
Partido do arquiteto do Brexit emerge como 3ª força no Reino Unido
9 de maio de 2026 § Deixe um comentário


O partido de direita nacionalista Reform UK, liderado pelo político conservador Nigel Farage, alcançou uma vitória histórica nas eleições locais do Reino Unido.
O pleito ocorreu em 136 câmaras locais na Inglaterra, englobando mais de 5.000 cadeiras em conselhos municipais, além de eleições para o Parlamento Escocês (129 cadeiras) e para o Senedd do País de Gales (96 cadeiras).
O Reform UK conquistou mais de 1.200 cadeiras de vereadores e assumiu o controle de 14 conselhos municipais em toda a Inglaterra, incluindo antigos redutos trabalhistas do norte como Sunderland e Barnsley, além de Havering, sua primeira vitória em Londres.
Um dos principais arquitetos do Brexit, que determinou há uma década a saída do Reino Unido da União Europeia, Nigel Farage deu um passo decisivo na direção de governar o país.
Segundo ele, a vitória representou uma “mudança histórica na política britânica”, apontando que seu partido se consolidou como uma força nacional competitiva em todas as regiões, marcando o fim do bipartidarismo tradicional entre Trabalhistas e Conservadores.
O Partido Trabalhista, do primeiro-ministro Keir Starmer, sofreu derrotas significativas.
Perdeu mais de 1.400 cadeiras e o controle de 35 conselhos na Inglaterra.
Starmer reconheceu que os resultados foram “muito duros”, mas afirmou que não vai abandonar o cargo.
No País de Gales, os trabalhistas caíram para terceiro lugar no Senedd com apenas 9 cadeiras, após 27 anos no comando regional.
Sua líder Eluned Morgan também perdeu seu assento.
Já o partido de centro-esquerda Plaid Cymru venceu com 43 cadeiras, seguido pelo Reform UK com 34.
Na Escócia, o Partido Nacional Escocês (SNP) manteve-se no poder com 58 cadeiras no Parlamento de Holyrood, embora sem maioria absoluta, mas o suficiente para um quinto mandato consecutivo, o que nunca havia acontecido antes.
Os trabalhistas escoceses ficaram em segundo com 17 cadeiras, empatados com o Reform UK, também com 17.
Os Verdes alcançaram recorde com 15 cadeiras. Os Conservadores tiveram seu pior resultado histórico, com apenas 12 cadeiras.
Os Conservadores galeses perderam cerca de 467 cadeiras, mas reconquistaram o controle de Westminster.
Os Liberais Democratas ganharam mais de 150 vereadores, assumindo Stockport, Portsmouth e Richmond upon Thames.
Os Verdes elegeram prefeitos em Hackney, Lewisham e Waltham Forest, além de quatro conselhos municipais.



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