22 de outubro de 2026 § Deixe um comentário

Levantamento dos sigilos foi só um blefe que deu errado

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Ao fim de um dia inteiro de idas e vindas, Lula e a advogada de Flávio, Maria Claudia Bucchianeri, assinaram hoje, no final da tarde, um acordo que autoriza a quebra recíproca dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos dois candidatos, de familiares e de empresas associadas.

O documento prevê a divulgação simultânea dos dados em um site de acesso público.

Pelo acordo, as procurações pendentes — necessárias para autorizar o acesso a dados de terceiros — devem ser entregues ainda hoje.

Após o recebimento das procurações, caberá ao ministro André Mendonça, relator do pedido, requisitar as informações ao Banco Central, às instituições financeiras, à Receita Federal e às operadoras de telefonia, procedimento que deve levar meses para ser concluído.

Quando estiverem disponíveis, o que deve acontecer só depois de decidida a eleiçnao, os dados deverão ser divulgados simultaneamente após o envio pelos órgãos e empresas.

Uma novela
que começou
no debate

A assinatura do acordo foi precedida de uma novela.

Começou no debate da Band de domingo, quando Lula fez o “desafio” a Flávio.

Na terça, o petista apresentou ao TSE e ao STF “uma autorização para levantar seus sigilos e os de seus familiares referentes aos últimos oito anos”, desde que Flávio fizesse o mesmo.

Na quarta, Flávio classificou a oferta de Lula como “gaveta vazia” e afirmou que o patrimônio do petista não estaria em seu nome, mas no de terceiros.

Mas, assim mesmo, pagou para ver e dobrou a aposta: autorizou a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, além dos sigilos de empresas das quais é sócio ou administrador, e não se opôs à abertura das mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Mas na mesma petição, impôs a abertura dos sigilos de todos os operadores mais próximos de Lula, que sequer usa um celular. Pediu a abertura dos sigilos do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola; documentos e registros de frequência de Vorcaro e da lobista Roberta Luchsinger nas dependências do governo; a abertura do sigilo de 100 anos imposto por Lula aos gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023; a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025; e informações sobre visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, uso de helicóptero e despesas do palácio.

Veja a entrevista de Dallagnol na chegada ao TSE para a “cerimônia” de assinatura do acordo:

Depois de horas de hesitação, Lula anunciou que aceitava as condições.

Além dos nomes ligados a Lula e seu governo, entrou no acordo também a Alcazar Holding, empresa do advogado Willer Thomaz, investigada em inquérito de lavagem de dinheiro, que Lula “acusa” de ser amigo de Flávio Bolsonaro…

Do lado do governo, compareceram o presidente nacional do PT, Edinho Silva, o senador Camilo Santana (PT-CE), o ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral), o ministro Paulo Pereira (Empreendedorismo) e a deputada reeleita Camila Jara (PT-MS).

Mas, depois de assinado o acordo, Deltan Dallagnol, escalado por Flávio Bolsonaro para analisar as contas de Lula (pela enésima vez, pois este foi um dos papéis dele na Lava Jato), constatou que nada do que Lula concordou em entregar de fato foi entregue.

A entrevista dele na saída foi devastadora:

Jogada de
marketing sem
validade jurídica

Ontem, o Estadão ouviu criminalistas e publicou uma matéria que mostra que a proposta de Lula para abertura de sigilos é uma jogada de marketing sem validade jurídica para tentar reverter a desvantagem do primeiro turno.

Estes são os pontos que mostram que tudo não passa de jogo de cena eleitoral:

  1. Lula não precisa do TSE para abrir os próprios dados.
  2. Ninguém pode abrir sigilo de familiares.
  3. A Justiça Eleitoral só determina quebra de sigilo dentro de uma investigação ou ação judicial formal em andamento.
  4. O TSE não é repositório de documentos pessoais.
  5. O acordo não precisaria do TSE para ser fechado.

Dinheiro yankee paga campanha do PT da Meta x Lula

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No proverbial estilo do “Acuse-os do que você faz. Chame-os do que você é”, David Agape, do site A Investigação, deixa a nu a imensa CARA DE PAU do PT e seus acólitos, que estavam armando o golpe da impugnação da possível vitória de Flávio Bolsonaro em nome da “defesa da soberania brasileira”, sob o pretexto de “interferência estrangeira” na campanha dele, promovida pela Meta.

O que Agape revela é realmente espantoso pelos detalhes!

É o seguinte o resumo:

A CTRL+Z organizou, em 19 de outubro, um protesto diante da sede da Meta em São Paulo como parte de uma campanha de denúncias de supostas restrições à campanha digital de Lula.

Dois dias depois, a entidade se juntou ao Instituto Vladimir Herzog para pedir ao Congresso dos Estados Unidos que investigasse a Meta na eleição brasileira.

George Soros

O ato e o apelo expõem a rede articulada pela organização, que inclui integrantes do Sleeping Giants, da Quid e do NetLab, além da divulgação pela plataforma BONDE, do NOSSAS, e da participação de pessoas que integraram a transição de Lula e ocupam assentos no Conselhão da Presidência e no conselho consultivo da Anatel.

A CTRL+Z apresenta a disputa como “defesa da soberania brasileira”, mas seu financiamento inicial veio da Luminate, fundação ligada ao bilionário Pierre Omidyar, fundador do eBay, que também apoiou a First Look Media e o The Intercept.

Sua diretora-executiva, Daniela da Silva, chefiou a área de políticas públicas do WhatsApp no Brasil e trabalhou por quase uma década na fundação de George Soros. O domínio do site está registrado em nome do Instituto Incube, que recebeu cerca de US$ 3,1 milhões da Open Society em 2023 e intermediou a implantação da More in Common Brasil, responsável pelo monitoramento de milhares de cultos e missas no período eleitoral.

Pierre Omydiar

A mesma rede passa pelo NOSSAS, que recebeu recursos da Open Society e da Luminate, e por Alessandra Orofino, cofundadora do NOSSAS, integrante do conselho da Luminate e ligada à série Revelando, cuja remoção no Instagram gerou representação ao MPF com participação da CTRL+Z.

No conselho da organização estão Humberto Ribeiro (Sleeping Giants), Marie Santini (NetLab/UFRJ), Bia Barbosa (DiraCom), Maíra Berutti e Pedro Telles (Quid). Daniela da Silva e Santini também integram o conselho consultivo do Sleeping Giants, enquanto o Incube administra recursos que chegaram a esse grupo.

O Sleeping Giants, que já mobilizou anunciantes para desmonetizar veículos de direita e defende a regulação de plataformas, recebeu apoio do Serrapilheira e da Luminate. Pedro Telles, com passagem pela Bancada Ativista, Luminate, Greenpeace e Oxfam, e envolvimento em campanhas de mobilização eleitoral, integra o conselho da CTRL+Z.

A campanha produziu uma petição ao TSE, divulgada pela Fundação Perseu Abramo, do PT, uma representação conjunta ao MPF e o protesto de 19 de outubro, do qual participaram Código Não Binário, Artigo 19, DiraCom e o Sindicato dos Bancários de São Paulo.

No mesmo período, a campanha de Lula acionou o TSE para pedir a cassação da chapa de Flávio Bolsonaro sob acusação de favorecimento nas plataformas.

A CTRL+Z usa o slogan “Desfazer a distopia. Retomar a internet” e se apresenta como articuladora contra as grandes plataformas, mas sua página de transparência identifica a Luminate como financiadora inicial sem informar valores, contratos ou decisões sobre conflitos de interesses — apesar de uma conselheira da financiadora estar ligada a projetos defendidos pela organização.

A reportagem destaca a contradição entre o discurso de soberania contra a influência americana e a dependência de financiamento de fundações ligadas a fortunas americanas, além da articulação de grupos com dirigentes e fontes de recursos em comum para transformar reclamações de moderação em pressão institucional com efeito eleitoral. A CTRL+Z não respondeu aos contatos da reportagem até o fechamento do texto.

Caso Willer: Richarlison é vítima. Mas não de quem Lula queria

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De passagem, Willer Tomaz aproveitou para expor a trapaça adicional da Rede Globo, que está cada dia mais parecida com André Janones.

Não é a única, aliás. Depois do desmentido de Willer, clara e obviamente pertinente por se tratar de norma comum a todos os hangares de empresas como a dele, a CNN, às 21:30, se permitiu repetir a versão trapaceira da Policia Federal chefiada pelo ex-guarda-costas de Lula, Andrei Rodrigues, ainda que ao menos mencionando a explicação de Willer.

Até que ano vai a quebra de sigilo do Lula?

22 de outubro de 2026 § Deixe um comentário

O presidente acaba de ganhar seu primeiro celular. A pergunta que fica é até que ano vão as quebras de seus sigilos.

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