Como foi a operação para retirada de Flávio do Brasil
28 de outubro de 2026 § Deixe um comentário


Derrotado em uma eleição estranha, com uma ação inédita de um ministro do Supremo que foi advogado de seu adversário, e tratado pela Justiça como se não tivesse recebido mais de 50 milhões de votos, Flávio Bolsonaro deixou o Brasil na noite de ontem após uma ordem judicial que o proibia de deixar o país. A decisão veio de outro magistrado alinhado a Lula e famoso por perseguir sua família, Alexandre de Moraes, aquele cuja esposa tem dois contratos com o Banco Master que somam mais de R$ 180 milhões e para quem o gângster Daniel Vorcaro enviou 52 mensagens antes de ser preso.

O senador e sua família cruzaram a fronteira pela Ponte Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu, no Paraná, a Puerto Iguazú, na Argentina, às 22h50, segundo a Direção Nacional de Migrações argentina.
A entrada foi registrada com documentação de viagem válida e sem impedimento legal, de acordo com o órgão argentino.

Flávio usou um passaporte italiano, obtido em 2023, enquanto a esposa, Fernanda, e as duas filhas foram listadas como brasileiras no manifesto do voo.
Às 23h30, o grupo embarcou em um jato Gulfstream G400, matrícula LV-JQW, operado pela empresa argentina Baires Fly, com destino a Guayaquil, no Equador.
Segundo o jornal Clarín, Santiago Caputo, assessor do presidente Javier Milei, viajou na noite de terça-feira a Puerto Iguazú.
Pelo que consta, ele acompanhou a organização da viagem desde as primeiras horas e manteve contatos com a empresa Baires Fly.
O avião decolou de Puerto Iguazú às 0h21 de hoje, sobrevoou o Paraguai e pousou em Guayaquil, onde foi reabastecido.
Cerca de meia hora depois, a aeronave decolou novamente com destino a Miami, nos Estados Unidos, onde Flávio chegou com a esposa e as filhas.
O trajeto sugere uma operação de despiste, já que a rota divulgada inicialmente apontava um voo direto de Puerto Iguazú para a Flórida, mas o voo fez escala no Equador antes de seguir para os Estados Unidos.
Uma van com placa brasileira e vidros escurecidos foi vista entrando no aeroporto de Puerto Iguazú com escolta da polícia aeroportuária argentina, pouco antes da decolagem, mas não houve confirmação oficial de que Flávio estivesse no veículo.
Após o pouso em Miami, Flávio Bolsonaro e a família desembarcaram no terminal do Aeroporto Executivo de Opa-Locka às 10h31, horário de Brasília, e foram levados para uma sala reservada no terminal.
Poucos minutos depois, o grupo deixou o aeroporto em um utilitário preto que aguardava a chegada do jato, acompanhado por homens de uniforme preto, sem confirmação oficial de que fossem policiais ou agentes do governo americano.

Flávio foi recebido pelo irmão, Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde 2025, segundo apuração do Valor.
O Departamento de Estado dos EUA informou que emitirá vistos para Flávio e sua família e permitirá a entrada deles no país.
Ainda que os vistos não equivalham, por si só, à concessão de asilo político, aliados de Trump afirmam que o senador teria recebido o benefício.
Flávio deixou o Brasil após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar a entrega de seus passaportes e proibir sua saída do país, no âmbito de um inquérito por suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz.
O senador não cumpriu o prazo de 24 horas, e a Polícia Federal cancelou seus passaportes brasileiros, mesmo não sendo considerado foragido, já que não há mandado de prisão contra ele.
Além de Milei, especula-se que Marco Rubio tenha participado da estratégia de retirada de Flávio do Brasil para evitar que a ditadura lulista pusesse as mãos nele.
O presidente Donald Trump disse que aprovava a entrada de Flávio nos Estados Unidos.
O porta-voz do governo argentino, Adrián Ravier, negou que houvesse pedido formal de asilo por parte de Flávio.
Porta-voz da família Bolsonaro, Paulo Figueiredo emitiu uma nota dizendo que Flávio dará uma entrevista coletiva em Miami amanhã.
Quem não deve não teme?
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Roberto Rachewsky nasceu em 5 de março de 1955, em Porto Alegre, RS.
É empresário, tendo atuado no comércio varejista, no mercado financeiro e no comércio internacional, no qual empreende desde 1994.
É cofundador, ex-presidente e ex-conselheiro do IEE — Instituto de Estudos Empresariais, do Instituto Liberdade e do Instituto Atlantos.
É articulista no jornal Zero Hora e em sites como os do Instituto Liberal e Mises Brasil. Cursou Administração e Economia na UFRGS por três anos, abandonando os cursos para empreender e se dedicar ao estudo de economia, filosofia e história como autodidata.





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