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A marca dos canalhas

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Ameaçado por Lula e Moraes, Flávio deixa o Brasil para os EUA

27 de outubro de 2026 § Deixe um comentário

Ameaçado por Lula no debate e aconselhado pelo irmão, que passou pela mesma situação, Flávio Bolsonaro deixou hoje o Brasil e já está nos Estados Unidos com a esposa e as filhas.

Ele saiu do país antes do fim do prazo dado pela Polícia Federal para entregar seus dois passaportes, incluindo o diplomático.

O Departamento de Estado dos EUA informou que emitirá vistos para Flávio e sua família e permitirá a entrada deles no país, o que não equivale à concessão de asilo político.

Flávio deixou o Brasil após perder a eleição presidencial para Lula e o STF.

Foi tudo muito rápido e orquestrado pela PF de Lula e Andrei Rodrigues e pelo STF de Moraes.

Às 21h09, sete minutos após a confirmação da derrota pelo TSE, a PF pediu a Moraes a apreensão dos passaportes de Flávio.

Às 21h16, o pedido foi formalizado.

A ordem foi expedida no âmbito de um inquérito que investiga Flávio e o advogado Willer Tomaz por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Ontem, Moraes determinou a entrega dos passaportes em 24 horas, proibiu a saída de Flávio do Brasil e vedou o contato com Tomaz.

Apesar da decisão, Flávio não era considerado foragido, já que não havia mandado de prisão contra ele, mas a PF pode pedir sua prisão preventiva e a inclusão de seu nome na difusão vermelha da Interpol.

O empresário e advogado mexicano Simón Levy, aliado de Trump, afirmou que o governo americano autorizou o asilo a Flávio e atribuiu ao secretário de Estado Marco Rubio a articulação da operação.

Levy também disse que Flávio lideraria a oposição a Lula a partir dos Estados Unidos.

A saída do senador levou o PL a convocar uma reunião de emergência em Brasília, com participação do presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, e do senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio.

A operação de saída de Flávio não está muito clara.

Na madrugada de hoje, o site argentino Infobae informou que Flávio cruzou a fronteira e embarcou em Puerto Iguazú rumo aos Estados Unidos.

Segundo a reportagem, ele fez o trajeto em um jato Gulfstream G400, matrícula LV-JQW, da empresa Baires Fly, com destino à Flórida.

A aeronave chegou a Puerto Iguazú às 23h45 de segunda-feira, mas não decolou no horário previsto.

A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que não há registro de entrada de Flávio no país.

Às 11h de hoje, venceu o prazo para entrega dos passaportes, sem cumprimento da ordem.

A PF então cancelou os documentos e comunicou o descumprimento a Moraes.

No meio da tarde, uma autoridade do Departamento de Estado confirmou que Flávio havia deixado o Brasil e estava em voo rumo à Flórida.

Pessoas ligadas ao governo americano informaram que ele chegou aos EUA com a esposa e as filhas.

O mandato de Flávio como senador termina em 31 de janeiro de 2027, quando ele perde o foro por prerrogativa de função.

Flávio repete a saga do irmão

27 de outubro de 2026 § Deixe um comentário

A perseguição de Moraes a Flávio Bolsonaro deve repetir o roteiro do que se passou com seu irmão, Eduardo, que também precisou deixar o país para não ser encarcerado, no caso, por exercer sua liberdade de expressão contra a ditadura lulista e o ativismo político do STF.

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em fevereiro de 2025 e passou a morar nos Estados Unidos, onde permanece até hoje.

Na época, ele era deputado federal pelo PL-SP, vinha sofrendo perseguição política e temia a apreensão de seu passaporte ou a prisão.

Em 27 de fevereiro de 2025, o PT e o líder da bancada na Câmara, Lindbergh Farias, pediram ao STF a retenção do passaporte de Eduardo.

O Lindinho acusava o filho de Bolsonaro de usar viagens internacionais aos Estados Unidos para “articular e instigar políticos norte-americanos contra autoridades e instituições brasileiras, em especial o STF”.

O ministro Alexandre de Moraes encaminhou o pedido à Procuradoria-Geral da República, que ainda não havia se manifestado quando Eduardo anunciou a mudança.

Eduardo entrou nos Estados Unidos com visto de turista, que permitia permanência de até seis meses.

Em 18 de março de 2025, Eduardo informou publicamente que se licenciaria do mandato e que já estava em território americano, inicialmente em Dallas, no Texas.

Dois dias depois, protocolou pedido de licença sem remuneração por 122 dias, válida de março a julho daquele ano.

Ele afirmou que ficaria no exterior para articular uma resposta internacional ao processo contra o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no inquérito que o condenaria meses depois a mais de 27 anos de prisão por um golpe que nunca aconteceu.

Disse ainda que buscaria apoio do governo de Donald Trump para obter anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e sanções contra autoridades brasileiras, especialmente Alexandre de Moraes.

Antes de anunciar a licença, ele já havia feito pelo menos quatro viagens aos Estados Unidos desde a posse de Trump, em janeiro de 2025.

Ao fim da licença, em julho de 2025, Eduardo não retornou ao Brasil e continuou residindo nos Estados Unidos.

Sem comparecer às sessões da Câmara, ele passou a acumular faltas não justificadas.

Em 18 de dezembro de 2025, a Mesa Diretora da Câmara declarou a perda de seu mandato por excesso de ausências.

No mesmo período, ele foi investigado pelo STF sob a acusação de pressionar autoridades e agentes do governo americano para interferir no processo contra seu pai, que havia sido preso preventivamente em 22 de novembro.

Em junho de 2026, a Primeira Turma do STF o condenou por coação no curso do processo a quatro anos e dois meses de prisão.

No mês seguinte, o governo americano concedeu a Eduardo o green card, documento que garante residência permanente nos Estados Unidos para ele, a esposa e os filhos.

Ele recebeu o documento pela categoria EB-1A, destinada a pessoas com capacidade extraordinária.

Em setembro, o Ministério da Justiça o demitiu do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de função.

Desde então, Eduardo segue nos Estados Unidos, é considerado procurado pela Justiça brasileira e atua politicamente a distância contra o governo Lula e o STF.

O jogo de cartas marcadas de Dino para tornar Flávio inelegível

27 de outubro de 2026 § 1 comentário

Com Lula reeleito em condições suspeitas, Flávio Dino, o ministro comunista graças a Deus, segue com as trapaças judiciais para enquadrar a campanha de Flávio Bolsonaro e torná-lo inelegível.

Relator selecionado a dedo pelo PT via ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), que é o jeito de enfiar uma ação que nada tem a ver com isso no STF, ele determinou a abertura de um inquérito na Polícia Federal para apurar “interferência estrangeira” nas eleições presidenciais brasileiras.

Dino quer que se investigue a suposta atuação no Brasil da Rockbridge Network, grupo que teria sido fundado pelo atual vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e também as operações de plataformas digitais, incluindo a Meta, empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp.

Nos dois casos, há o dedo da esquerda para plantar e financiar narrativas, um jogo de cartas marcadas que envolve até o bilionário George Soros, conhecido operador político global.

O mesmo
jornalista que
serviu a Moraes

O primeiro, em que o PT acusa a campanha de Flávio de ter recebido aportes da tal Rockbridge Network, baseia-se exclusivamente em uma “reportagem” vaga e insinuante escrita por um jornalista suspeito.

Guilherme Amado é o mesmo que escreveu outra matéria usada por Alexandre de Moraes para autorizar mandados de busca e apreensão nos imóveis de empresários que montaram um grupo de WhatsApp para apoiar Jair Bolsonaro.

Também foi ele que revelou o áudio do então presidente Michel Temer com Joesley Batista sobre o ex-deputado Eduardo Cunha, que quase garantiu a vingança do PT contra o “golpista” que tomou o lugar de Dilma.

O detalhe do caso em tela é que a denúncia original foi transformada numa Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), o instrumento pelo qual cassaram a elegibilidade de Jair Bolsonaro em 2022, e numa ADPF, esta última para justificar que a coisa fique não apenas na alçada do STF, mas diretamente nas mãos de Flávio Dino.

O ativismo
global de dois
bilionários

O segundo caso é ainda mais escancarado e envolve uma empresa altamente suspeita.

Trata-se da CTRL+Z, uma organização de ativismo digital que lidera a campanha contra a Meta e a acusa de restringir conteúdos favoráveis a Lula durante a eleição de 2026.

Em 19 de outubro, ela organizou um protesto em frente à sede da Meta em São Paulo, exigindo reconhecimento público de prejuízos à campanha petista e um pedido de desculpas aos usuários do Instagram.

Dois dias depois, uniu-se ao Instituto Vladimir Herzog para pedir ao Congresso dos Estados Unidos uma investigação sobre a atuação da Meta na eleição brasileira.

A campanha também produziu uma petição ao TSE e uma representação ao Ministério Público Federal, que abriu procedimento para apurar remoções de perfis e postagens durante o período eleitoral.

O problema é que a CTRL+Z, embora se apresente como defensora da soberania digital brasileira, teve financiamento inicial da Luminate, fundação ligada ao bilionário americano Pierre Omidyar, fundador do eBay.

Além disso, o domínio da organização está registrado em nome do Instituto Incube, que recebeu cerca de US$ 3,1 milhões da Open Society, fundação de George Soros, em 2023.

A própria diretora-executiva da CTRL+Z, Daniela da Silva, trabalhou quase dez anos na Open Society e foi responsável pela área de políticas públicas do WhatsApp no Brasil.

O conselho da organização reúne integrantes do Sleeping Giants, da Quid e do NetLab, grupos que já atuaram em campanhas de regulação de plataformas e de pressão sobre veículos de comunicação.

Vários integrantes dessa rede participaram da transição de Lula em 2022 e ocupam ou ocuparam cargos em conselhos do governo federal e da Anatel.

O Sleeping Giants, um dos grupos articulados, atua pressionando anunciantes a retirar publicidade de veículos que classifica como difusores de desinformação.

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