4 de abril de 2026 § Leave a comment

Todo o mundo se queima no inferno prometido por Trump ao Irã

4 de abril de 2026 § 2 Comments

O Irã não altera o discurso. Diz que o mundo deve se preparar para o petróleo a 200 dólares o barril…

Seja como for que evolua a guerra, uma coisa já está clara: o Irã que sobrar sabe, agora, que o controle que a geografia lhe dá sobre o Estreito de Hormuz é uma arma bem mais poderosa que a mera bomba atômica que os aiatolás queriam ter.

E enquanto os vizinhos árabes batem cabeças na ONU e fora da ONU, Trump vai se atritando cada vez mais com os antigos aliados dos EUA, as chances de pagar um preço alto nas eleições de meio de mandato aumentaram, surgem sinais preocupantes de inquietação na cúpula do seu próprio sistema militar.

Ontem o secretário de Defesa, Pete Hegseth, anunciou a demissão do chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, do chefe dos capelães, major-general William Green Jr., e do comandante do Comando de Transformação e Treinamento do Exército, general David Hodne, no meio da guerra com o Irã.

A decisão foi tomada um dia depois do discurso no qual Trump disse que os EUA intensificarão os ataques ao Irã, depois de sugerir que poderiam encerrar a guerra em duas ou três semanas, os dois revogados pelo tuite que abre esta matéria.

É Trump em seu labirinto…

O general Randy, com 41 anos de serviço, ficou sabendo de sua demissão ao ler a notícia nas redes sociais. A alta cúpula do Exército também foi pega de surpresa.

Como chefe do Exército, George trabalhou em estreita colaboração com o Secretário do Exército, Dan Driscoll — um alto funcionário próximo à Casa Branca que Pete Hegseth, o secretário da Defesa, considerava uma ameaça e com quem, por vezes, teve um relacionamento conflituoso.

Itaú deve quase R$ 20 bi em impostos para a Prefeitura de São Paulo

4 de abril de 2026 § 1 Comment

A Prefeitura de São Paulo divulgou a lista dos 50 maiores devedores de impostos municipais por determinação da Câmara Municipal e revelou que o Itaú lidera o ranking com uma dívida de R$ 19,8 bilhões.

O total dos 50 maiores devedores soma R$ 56,6 bilhões.

Na lista, o Itaú seguido pelo Facebook Brasil, com R$ 3,8 bilhões, e em terceiro lugar a Unimed Paulistana, com R$ 3,6 bilhões.

Além das três empresas, outras cinco da lista têm dívidas acima de R$ 1 bilhão.

OCDE diz que ações do STF na Lava Jato minam o combate à corrupção

4 de abril de 2026 § Leave a comment

Um relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico diz que o Brasil falhou no cumprimento de suas recomendações contra suborno internacional.

Foram 35 sugestões feitas por um grupo de trabalho antissuborno da OCDE, das quais somente 4 foram cumpridas.

Desse total, 16 não foram aplicadas e outras 15 foram aplicadas apenas de forma parcial.

A OCDE alertou que decisões do STF, como a anulação monocrática de provas da Odebrecht (sistemas Drousys e My Web Day) pelo ministro Dias Toffoli em setembro de 2023 no caso Delcídio do Amaral, criam um “efeito cascata” de incerteza jurídica.

Essa medida contaminou processos da Lava Jato, beneficiando réus como Marcelo Odebrecht, Alberto Youssef, João Vaccari Neto, Antonio Palocci e o próprio Delcídio, o que limita a cooperação internacional do Brasil em investigações de suborno transnacional.

A Transparência Internacional Brasil criticou que, após dois anos e meio, o STF ainda não julgou recursos contra Toffoli, enquanto mais de cem réus tiveram ações anuladas no Brasil e 28 em oito países estrangeiros, desmontando o maior caso documentado de corrupção global.

A OCDE também monitora a renegociação de multas de acordos de leniência da Lava Jato (relatada por André Mendonça), que prevê descontos de até 50% (R$ 5,7 bi a menos dos R$ 12 bi devidos), temendo perda de autonomia do MPF para a CGU e influência política.

Fachin passa o pano para Moraes

4 de abril de 2026 § 2 Comments

Edson Fachin divulgou nota em que reage ao relatório de uma comissão da Câmara dos Representantes dos EUA que acusa o ministro Alexandre de Moraes de censura e de poder afetar a lisura das eleições presidenciais de 2026 no Brasil.

O presidente do STF, que admite estar conversando com seu todo-poderoso colega sobre o fim do interminável inquérito das Fake News, afirma que o documento americano distorce decisões do Supremo e o próprio sistema brasileiro de proteção à liberdade de expressão, e diz que a Corte e seus ministros atuam dentro da Constituição, preservando a independência dos Poderes e a liberdade de expressão como princípio fundamental.

Em sua declaração, Fachin, indicado ao STF por Dilma Rousseff, não menciona o contrato da esposa de Moraes no valor de R$ 129 milhões de reais com o Banco Master nem as denúncias do ex-assessor do ministro, Eduardo Tagliaferro, sobre os métodos de perseguição política do chefe a desafetos ligados a Jair Bolsonaro.

Um dos trechos do documento dos parlamentares americanos diz: “As ordens de censura e as manobras jurídicas do ministro Moraes contra a família Bolsonaro e seus apoiadores podem prejudicar significativamente a capacidade deles de se manifestarem online sobre assuntos de importância pública nos meses que antecedem a eleição presidencial brasileira”.

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