31 de agosto de 2026 § Deixe um comentário

O que diz o último trapaceado da ditadura lulista

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Amiga de Lulinha deu calote em tapeceiro e até na escola onde sua filha estudava

31 de agosto de 2026 § Deixe um comentário

A capivara da lobista Roberta Luchsinger vai além do tráfico de influência em Brasília.

Segundo reportagem da TV Globo, bem antes de Lulinha, Fernando Bittar e o Careca do INSS, oficiais de Justiça já tentavam localizá-la, em geral sem sucesso, para intimá-la e penhorar seus bens e valores em contas bancárias.

Ela responde a ações judiciais em São Paulo e em Minas Gerais por calotes tão variados quanto reveladores.

A amiga de Lulinha deixou de pagar total ou parcialmente um tapeceiro que contratou para reformar estofados, camas e revestimentos de sua casa (pagou com coleção de gravuras, incluindo um Portinari falsificado), a escola onde sua filha estudava, os donos de um apartamento de alto padrão que alugava em São Paulo, a agência que fez sua campanha para deputada federal e até uma loja de roupa onde gastou R$ 21 mil.

Luchsinger também deixou na mão um investidor que perdeu uma fazenda avaliada em R$ 8 milhões depois de aceitar colocar o imóvel como garantia de um empréstimo de US$ 300 mil para um projeto apresentado por ela.

Cléber Ribas e
os R$ 81 milhões
em contratos

Em Brasília, mais detalhes da investigação da PF vêm à tona.

Segundo o Estadão, a empresa de tecnologia 3Structure, de Cléber Ribas, que tinha Luchsinger como lobista, firmou contratos e aditivos de pelo menos R$ 81 milhões com órgãos federais do governo Lula, além de R$ 5,8 milhões com o governo do Maranhão.

A Polícia Federal apura que Ribas pagou ao menos R$ 2,5 milhões a Roberta entre março de 2024 e dezembro de 2025, e que Lulinha, filho do presidente, é citado em diálogos como destinatário de pagamentos e benefícios do empresário, incluindo o custeio de passagens aéreas.

Roberta fez mais de 40 visitas a órgãos do governo desde 2023, sendo 17 delas no gabinete do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, e atuou também em tentativas de viabilizar contratos no Ministério da Saúde e na Dataprev, além de articular encontros entre o governador Carlos Brandão (MDB-MA) e autoridades do Planalto.

Lulinha e Roberta são investigados em três inquéritos da Polícia Federal no Supremo Tribunal Federal por suspeitas de tráfico de influência.

Minha primeira anotação do dia

31 de agosto de 2026 § 2 Comentários

O país inteiro está corrompido.

O que há aqui é uma cadeia que a impunidade instala e alimenta. É darwiniano. Quem joga honestamente no Brasil é expulso do mercado. E há tanto tempo e tão impunemente que agora é formalmente expulso do mercado eleitoral. Fomos da inelegibilidade por ficha suja à inelegibilidade por ficha limpa.

O receio geral de denunciar irregularidades (em todos os setores) é a prova de que a corrupção é que está no poder.

A medicina não é exceção.

Quanto mais regulamentação, mais corrupto o sistema se tornará.

A democracia moderna nasceu da constatação de que, ao longo de toda a história da humanidade, cada regulamento novo cria um novo comércio.

Não acredito em moral, acredito em polícia. E a única polícia que não se vende é a constituída pelos próprios roubados.

E ESSA É A CHAVE DA SOLUÇÃO

Transparência, compliance, governança e ética SÃO, SIM, conceitos abstratos.

SÓ o que pode conferir-lhes materialidade são ferramentas concretas de enforcement nas mãos da única polícia incorruptível: os roubados.

Só existe uma maneira de fortalecer a “accountability” em TODOS os setores: recall com voto distrital puro.

A atuação de André Esteves entre Lula e Trump

31 de agosto de 2026 § 2 Comentários

Representantes dos governos do Brasil e dos Estados Unidos retomaram hoje as negociações comerciais após ligação entre Lula e Trump há dez dias, em 21 de agosto.

Em reunião virtual, os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores (MRE), e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), conversaram com o representante do Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, para avançar nas negociações sobre as novas tarifas impostas por Washington aos produtos brasileiros.

No sábado, o banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual, se reuniu durante 45 minutos com o presidente Trump nos Estados Unidos.

O encontro, que aconteceu no Trump National Golf Club, nos arredores de Washington, serviu para o presidente americano colher impressões sobre o cenário econômico e o desenvolvimento do Brasil e da América Latina, além das eleições.

Esteves informou o Palácio do Planalto sobre a visita.

Ele participa hoje de um jantar em Brasília com o presidente Lula, que reúne outros grandes empresários e lideranças do setor financeiro.

O dono do BTG esteve no Palácio da Alvorada fora da agenda pouco antes da conversa entre Lula e Trump.

Na semana passada, Flávio se reuniu com banqueiros e empresários e enciumou Lula, que chamou 15 grandes donos de empresas e banqueiros para falar sobre responsabilidade fiscal em um eventual quarto mandato.

Dario Durigan organizou o encontro, que contará com a presença do candidato a vice, Geraldo Alckmin (PSB).

Além de André Esteves (BTG Pactual), integram a lista de participantes Luiz Carlos Trabuco (Bradesco), Joesley Batista e Wesley Batista (JBS), Rubens Ometto (Cosan) e José Seripieri Filho (Amil).

Duas semanas atrás, reporta Lauro Jardim, em meio às dezenas de gravações que fez com aliados para o horário eleitoral gratuito, Lula disse a um senador que tenta a reeleição: “Vamos fazer o diabo para ganhar no primeiro turno. Nossas análises indicam que um segundo turno seria muito complicado”.

Já o coordenador do programa de governo da candidatura de Lula, José Sérgio Gabrielli, disse que é “fake news” dizer que o país vive uma crise fiscal.

“Não existe uma questão fiscal, ou uma crise fiscal. É meio fake news isso. A economia brasileira está apresentando bons sinais, o desemprego é baixo, o IPCA-15 [índice de inflação] vem apontando para queda, não temos problema da balança de pagamentos, nossas reservas internacionais são firmes e a taxa de câmbio está controlada. Não há nenhum motivo para pânico”, disse à Veja.

Com uma conta em juros que já passou de R$ 1 trilhão ao ano, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingiu R$ 10,9 trilhões em julho, valor equivalente a 82,5% do produto interno bruto (PIB), de acordo com as estatísticas fiscais mensais divulgadas hoje pelo Banco Central.

É o maior nível já registrado desde abril de 2021, e apenas durante a pandemia (diante da necessidade de um pacote bilionário de socorro a famílias e empresas), em 2020 e 2021, o endividamento público atingiu níveis tão altos.

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