A íntegra do relatório
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O documento, com mais de 4.300 páginas, esmiuça um esquema de fraudes em descontos associativos e empréstimos consignados que atingiram aposentados e pensionistas do INSS em todo o país.
O relatório pede o indiciamento de 216 pessoas por crimes como estelionato, organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva.
Das descondenações da Lava Jato ao enterro da CPMI do INSS
27 de março de 2026 § 3 Comments


O jornalista Cláudio Humberto do portal Diário do Poder traça um paralelo entre as intervenções dos ministros do STF na sessão de ontem que enterrou a CPMI do INSS com os ataques desferidos contra a Lava Jato antes da anulação da então maior operação anticorrupção do Brasil.
Ele chamou a atenção para o fato de que os magistrados não pouparam ataques a parlamentares eleitos pelo povo que dedicaram meses de suas vidas investigando suspeitos de roubar mais de R$ 10 bilhões de aposentados e pensionistas, muitos deles com fortes ligações políticas, como o irmão e um filho de Lula.
“A desconstrução da Lava Jato levou à descondenação até de corruptos confessos e de quem admitiu haver pagado propinas a agentes públicos”, escreveu. “Ataques à CPMI fazem prever, para a cúpula da comissão, que Careca do INSS e cia. podem ter esperança em futuras ‘descondenações’”.
Pare ele, a CPMI do INSS não acabou em pizza, embora esteja morta a enterrada, “para alegria dos investigados”, uma vez que tenha indiciado 228 e levado 14 à prisão, incluindo o lobista que pagou viagens e, segundo um ex-funcionário dele, também mesada para o filho de Lula.

Relator da CPMI pede prisão preventiva de Lulinha
27 de março de 2026 § 2 Comments


O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar, pediu a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”.
Ele também incluiu no relatório final o pedido de indiciamento do filho mais velho do presidente Lula, além de outras 115 pessoas, entre elas o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, apontados como figuras centrais em um esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
Ontem, o STF e ministros que receberam milhões do Banco Master enterraram a CPMI que estava chegando perto demais de Lulinha, além dos próprios integrantes do Supremo.
O documento aponta a existência de um “ecossistema estruturado de fraudes”, com divisão de funções entre entidades, intermediários, servidores e operadores do sistema financeiro, com destaque para Vorcaro e para o “Careca do INSS”, operador do esquema via empresas intermediárias.

Criada em agosto do ano passado, a CPMI investigou vínculos associativos fictícios que simulavam prestação de serviço para justificar cobranças mensais irregulares em benefícios do INSS, com base em operações da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União, mas enfrentou limites severos, como habeas corpus que impediram o depoimento de ao menos dez investigados estratégicos, suspensões de quebras de sigilo e restrição de acesso a dados sensíveis, agravada pelo uso de ambiente reservado de informações.

O relatório propõe endurecer regras para concessão e fiscalização de benefícios, mas sua aprovação é incerta.
A base aliada do governo e o Centrão articulam para barrar o parecer original e, se necessário, substituí lo por um texto alternativo.




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