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Fachin define rito da sessão desta terça

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O presidente Edson Fachin definiu hoje o rito da reunião extraordinária do plenário do Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira.

Os ministros vão analisar o relatório da Polícia Federal que periciou 52 mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro e decidir se há elementos para abrir uma investigação sobre a conduta do magistrado.

O julgamento será transmitido ao vivo e terá acesso restrito, com celulares lacrados e desligados para os presentes, entrada apenas de pessoas credenciadas e jornalistas impedidos de acompanhar a sessão dentro do plenário.

A sessão começará às 10h com a leitura e a aprovação da ata anterior, seguida da saudação aos ministros, do pregão do processo e da leitura do relatório por Edson Fachin, que também definirá os pontos que serão analisados.

Em seguida, a Procuradoria-Geral da República e eventuais representantes habilitados poderão se manifestar, antes de Fachin apresentar seu voto.

Os demais ministros votarão na ordem regimental, começando por Flávio Dino e terminando com Gilmar Mendes, mas um pedido de vista poderá suspender o julgamento a qualquer tempo, embora os ministros possam antecipar seus votos, como Mendonça já declarou que deve fazer e articula para que outros também o façam.

Ainda não está definido se todos os ministros participarão da sessão, incluindo Dias Toffoli, que já declarou suspeição em outros procedimentos relacionados ao caso Master.

Como a tropa de choque de Moraes pretende melar o julgamento de amanhã

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Diante do risco de abertura de investigação contra Alexandre de Moraes diante de 52 mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro, seus aliados — Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Flávio Dino — pretendem apresentar ao menos sete questões preliminares para impedir que o plenário examine o conteúdo das mensagens, registra Malu Gaspar.

Entre os pontos previstos estão o formato da sessão, o quórum necessário para autorizar a investigação, a validade das provas e a possibilidade de afastar do julgamento os ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux por suspeição.

A tropa de choque também deve defender que o caso de Moraes seja analisado junto com o pedido para investigar Mendonça, embora o presidente do STF, Edson Fachin, já tenha rejeitado essa tramitação conjunta.

A estratégia inclui questionamentos sobre a cadeia de custódia das provas e sobre a legalidade de relatórios da Polícia Federal, argumentos que podem afetar não apenas o caso de Moraes, mas também outras investigações relacionadas ao caso Master.

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