21 de março de 2026 § Leave a comment

Guerra se aproxima de instalações nucleares

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A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã entra em sua quarta semana com bombardeios próximos a instalações nucleares de ambos os lados.

A organização de energia atômica do regime dos aiatolás reportou bombardeios na cidade de Natanz, que possui centrífugas para enriquecimento de urânio.

Os governos Trump e Netanyahu definiram a eliminação de qualquer possível capacidade iraniana de desenvolver uma bomba nuclear como o principal objetivo da guerra.

Israel, por sua vez, está investigando como um míssil iraniano ultrapassou suas defesas aéreas e atingiu a cidade de Dimona, no sul do país, ferindo pelo menos 47 pessoas.

A cerca de 13 km dali, existe uma instalação que há muito é reconhecida como detentora do arsenal não declarado de armas nucleares.

Segundo a BBC, oficialmente, o local se concentra exclusivamente em pesquisa, mas, por cerca de seis décadas, tem sido um segredo aberto que Israel desenvolveu uma bomba nuclear ali.

No estreito de Ormuz, o exército dos Estados Unidos afirmou hoje ter destruído um bunker iraniano equipado com armas que “representavam um perigoso risco ao transporte internacional”, usando bombas de grande penetração contra alvos fortificados ao longo da costa.

A região responde pelo escoamento de cerca de 20% do petróleo mundial.

O preço do barril de Brent subiu entre 30% e 40% no último mês, sendo negociado atualmente em torno de US$ 105.

Segundo os EUA, a operação ocorreu “no início da semana”, enquanto iranianos celebravam o fim do Ramadã sem a presença do líder supremo, Mojtaba Khamenei, que não é visto desde o início do conflito.

O G7 afirmou hoje estar pronto para ajudar na liberação e na segurança da passagem pelo Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã.

Os países membros do grupo ressaltaram que tomarão medidas para garantir a segurança das rotas de navegação e a continuidade do fornecimento global de energia, evitando rupturas que possam agravar a crise de preços de petróleo.

O comunicado expressa também a intenção de atuar em conjunto com aliados ocidentais e, se necessário, recorrer a reservas estratégicas de petróleo para mitigar o choque de preços provocado pelo fechamento ou interrupção de tráfego no Estreito de Ormuz.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que é necessária uma “cessação imediata” dos ataques de Israel e EUA para pôr fim à guerra e ao conflito regional mais amplo, informou a embaixada do Irã na Índia em um comunicado divulgado também hoje.

Pezeshkian conversou por telefone com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, no início do dia.

Ele pediu ainda ao bloco Brics, do qual o Brasil faz parte, que desempenhe um papel independente para deter a guerra.


Marcha contra corrupção em São Paulo

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Se depender de Gilmar, caso Master vai se tornar uma nova Lava Jato

21 de março de 2026 § 6 Comments

Com o voto no último minuto de Gilmar do Patrocínios, inclusive os do Master, o STF manteve por unanimidade a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, suspeito de liderar uma organização criminosa ligada ao seu banco, com quatro ministros acompanhando o relator, André Mendonça, enquanto Dias Toffoli se declarou suspeito e não participou do voto.

Apesar dos claros indícios de que Vorcaro contava com um “braço armado” conhecido como “A Turma”, que atuava com ameaças, coação e monitoramento de adversários, com uso de milícia privada, trocas de mensagens, pagamentos de cerca de R$ 1 milhão por mês e acesso ilegal a sistemas sigilosos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de organismos internacionais, Mendes preferiu atacar seu colega e dando a entender de que quer transformar o julgamento de Vorcaro em uma nova Lava Jato.

Se por um lado Mendonça destacou que a organização ainda representa uma ameaça em estado latente, com integrantes ainda soltos, e que a liberdade de Vorcaro potencialmente comprometeria a investigação, favoreceria a destruição de provas e manteria funcionando uma estrutura criminosa responsável por prejuízos bilionários, Gilmar Mendes foi para cima do relator do caso no STF.

Afirmou que justificativas genéricas como “confiança social na Justiça” e “pacificação social” são noções vagas e não bastam para embasar prisão preventiva, podendo violar a presunção de inocência, além de defender vista dos autos à Procuradoria Geral da República para manifestação em prazo adequado.

Ele também criticou diretamente o que chamou de vazamentos seletivos de dados sigilosos e a postura da imprensa ao usar conversas obtidas com base na quebra de sigilo de celulares dele.

Chegou a falar em “tristes reminiscências dos métodos lavajatistas”, com “frenesi midiático” e vazamentos seletivos que servem para criar uma narrativa de culpa antes de qualquer decisão final, o que reforça a suspeita de que a forma como a informação entra em circulação pode ser usada futuramente como argumento de nulidade ou cerceamento de defesa, além de ridicularizar, expor e “objetificar” pessoas que não têm vínculo com o caso.

Para o advogado André Marsiglia, Gilmar Mendes atrasou seu voto tentando convencer pelo menos um colega a mudar sua decisão e conseguir tirar Vorcaro da cadeia – não conseguiu.

Segundo ele, o recado do ministro é claro: vai tentar fazer com o caso Master o que fizeram com a Lava Jato, que primeiro condenou todo mundo para depois tirar da cadeia e ainda devolver dinheiro.

“Gilmar semeou nulidades para o futuro, advogando um garantismo de ocasião”, disse.

E deixou o alerta: “A Lava Jato virou quando a imprensa comprou o discurso do STF”.

Por que o Estadão só perguntou sobre o impeachment de Toffoli e não o de Moraes?

21 de março de 2026 § 2 Comments

O fato de o jornal O Estado de S. Paulo ter encomendado uma pesquisa sobre o impeachment de Toffoli sem incluir a mesma pergunta com relação a AdeM, aquele cuja família tem um contrato que lhes garante 3 milhões e 600 mil reais POR MÊS e cujo celular recebeu mensagens de Daniel Vorcaro no dia de sua primeira prisão, mostra que o acordão para sacrificar Toffoli e poupar AdeM ultrapassa o Palácio do Planalto e seu braço armado, o STF, e que a aliança tácita entre o núcleo duro da ditadura lulista e parte da imprensa tradicional não foi completamente rompido ainda.

Segundo o levantamento AtlasIntel/Estadão, 60% dos brasileiros afirmam não confiar no STF, ante 34% que dizem confiar; 6% não souberam responder.

Para 66,1% das pessoas ouvidas, há envolvimento direto de ministros do STF no caso Master. O número de pessoas que dizem não ter opinião sobre o tema é 18,9%, maior do que os 14,9% que acreditam que não há ministros ligados aos crimes cometidos por Vorcaro.

Pelo levantamento, 49,3% dos entrevistados defendem o impeachment imediato de Dias Toffoli por suspeitas de ligação com o caso do Banco Master. Outros 33,7% acreditam que ele só deveria ser afastado se houver comprovação formal de irregularidades, enquanto 12,8% são contrários à medida e 4,1% não souberam opinar.

Entre os ministros do STF, Dias Toffoli é o mais mal avaliado, com algo em torno de 80% de avaliações negativas à sua atuação.

Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes também aparecem com forte rejeição, com 67% e 59%, respectivamente, enquanto André Mendonça é o mais bem avaliado, com cerca de 43% dos entrevistados dizendo ter uma imagem positiva dele.

Um total de 57% apoia um código de ética para o Supremo.

A pesquisa mostra que sete dos dez ministros atuais são mais rejeitados do que aprovados.

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