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As mentiras que a campanha de Lula espalhou sobre a matéria da Veja

10 de outubro de 2026 § 1 comentário

A revista Veja reafirmou hoje as denúncias que publicou sobre pagamentos de Daniel Vorcaro ao documentário de Lula e ao Instituto Lula como um “pedágio” para o ex-banqueiro ter acesso, dentro do governo, aos fundos de pensão das estatais.

A reportagem trouxe um áudio do próprio fundador do Banco Master falando sobre o assunto, além de documentos com informações discutidas pelos advogados dele na Procuradoria-Geral da República e prints de mensagens do celular do banqueiro falando dos encontros com Alexandre Padilha, conversas com membros do gabinete do ministro e agendas com a diretoria do Postalis, o fundo de previdência privada dos Correios.

Depois da repercussão que tentou lançar uma nuvem de dúvida sobre a matéria ou simplesmente desviar a atenção dela com desinformação, a revista desmentiu seis afirmações feitas sobre o assunto:

  1. O áudio de Vorcaro é falso — Conforme informou o advogado de Vorcaro em nota oficial (neste link), o áudio é verdadeiro e a voz é de Vorcaro.
  2. O áudio de Vorcaro foi editado — Conforme já informou Veja em matéria sobre o caso, a voz do interlocutor que conversa com Vorcaro foi suprimida no corte final, de forma a proteger o sigilo da fonte. Foram suprimidas cinco falas curtas dos áudios publicados para proteger a fonte (um direito garantido pela Constituição), totalizando 15 segundos de cortes.
  3. O áudio de Vorcaro não consta na delação — Em nenhum momento a reportagem de Veja afirma que o áudio consta na delação. O que foi levado ao conhecimento da PGR, por meio dos advogados de Vorcaro, foi o relato de Vorcaro sobre o financiamento do documentário Lula, o pagamento ao Instituto Lula e o objetivo desses pagamentos (acessar fundos de pensão das estatais).
  4. A Polícia Federal nega que Vorcaro tenha afirmado que ele financiou documentário sobre Lula — A reportagem de Veja não diz que a confissão de Vorcaro foi feita à PF.
  5. A PGR nega que Vorcaro tenha afirmado em depoimento ou apresentado documentos sobre um suposto financiamento ao documentário de Lula — Novamente, não é o que está dito na reportagem de Veja. O que a matéria diz é que Vorcaro, por meio de seus advogados, apresentou a história à PGR, prometendo entregar documentos e provas a respeito da denúncia caso a delação fosse aceita (o que não ocorreu por decisão da própria PGR).
  6. Juristas pedem que PF investigue fake news publicada pela Veja — Alguns veículos de imprensa estão usando o termo “juristas” em manchetes para ocultar que, na verdade, quem está espalhando fake news contra a reportagem de capa de Veja é a coordenação da campanha presidencial de Lula.

No fim, Veja conclui: não se pode colocar mais em discussão o que Vorcaro realmente disse; isso é um fato.

Segundo a revista, o que as autoridades precisam fazer é interrogá-lo, checar as provas que ele diz ter em mãos sobre as denúncias relacionadas a Lula e outras autoridades e tomar as devidas providências criminais contra os envolvidos — sejam elas as autoridades citadas, seja o próprio Vorcaro, se ele estiver mentindo.

“Doa a quem doer”, alfineta.

Ontem, em nota, a PF informou que recebeu uma notícia-crime com pedido de providências urgentes para apurar os fatos relacionados à publicação.

O expediente foi encaminhado à área técnica para análise e adoção de medidas de polícia judiciária.

‘O pai do Fábio achou uma bosta’, disse Luchsinger sobre o filme de Oliver Stone

10 de outubro de 2026 § Deixe um comentário

Em mensagem enviada em abril de 2024, a lobista Roberta Luchsinger afirmou ao ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), Gustavo Gaspar, com quem mantinha relacionamento amoroso, que o empresário Marcelo Bittencourt e um homem chamado Zé estavam buscando captar recursos em governos estaduais do PT para um documentário sobre o presidente Lula dirigido por Oliver Stone, registra a coluna de Andreza Matais, do portal Metrópoles.

“O Fábio (Luís Lula da Silva, o Lulinha) tava agora falando comigo q o Marcelo (Bittencourt, empresário amigo de Roberta) junto do Zé tá indo em todos os estados onde o PT governa pra captar dinheiro pro filme do Oliver Stone”, escreveu Luchsinger.

A “pilantra”, como Lula a definiu, acrescentou que o presidente teria detestado o filme e reclamado do uso de seu nome para levantar dinheiro.

“O pai do Fábio (o presidente Lula) achou o filme uma bosta, falou pra eu assistir e depois ir lá falar com ele. Mas q estão captando mto dinheiro usando o nome do presidente. Ele odeia isso”, afirmou a lobista.

Apesar da intimidade flagrante, ao Jornal Nacional, Lula disse: “Eu não conheço essa moça, nunca vi essa moça na minha vida, nunca conversei com essa moça, ela nunca esteve próxima de mim”.

Marcelo Bittencourt é empresário com interesses na área de infraestrutura, amigo de Luchsinger e casado com a designer de joias Ana Alencar, também amiga da lobista.

Em março de 2024, Roberta pediu a Bittencourt que enviasse “alguma coisa de material” para que ela pudesse fazer “uma sondada” junto ao governo do Maranhão sobre um possível apoio ao filme.

“Claro. Vou te mandar o que enviei para os outros parceiros”, respondeu o empresário, que então encaminhou um texto explicativo sobre as cotas de patrocínio do documentário.

Em julho de 2024, ao falar com o então embaixador do Brasil na Espanha, Orlando Leite Ribeiro, Luchsinger apresentou Bittencourt como financiador do documentário.

“O marido dela é também uma pessoa muito interessante que o senhor irá conhecer. Ele foi o financiador do filme do Olivier (sic) Stone sobre o presidente Lula. São ótimas pessoas”, disse a lobista.

As mensagens também indicam envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente, na organização do filme.

Em março de 2024, Lulinha escreveu no grupo de WhatsApp “Musaranhos”, mantido com Roberta Luchsinger e Kalil Bittar, que se tratava do documentário de Oliver Stone.

“Quem ficava trocando cartinha do Oliver e meu pai preso era eu toda quinta-feira”, afirmou ele.

“Fazia a ponte com Fernando Morais”, acrescentou, em referência provável ao escritor e biógrafo de Lula, que atuou como consultor no documentário.

A apuração sobre Roberta Luchsinger começou em meados do ano passado, no contexto da investigação da chamada “Farra do INSS”, esquema de descontos ilegais em aposentadorias de segurados do INSS.

A lobista atuou em conjunto com um dos principais investigados, o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Ontem, a revista Veja revelou um áudio atribuído ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, em que ele trata do financiamento do documentário, dizendo que deu “dinheiro por fora” para o Instituto Lula em troca de acesso a fundos de pensão de estatais.

A reação do braço direito de Gonet ao ouvir o nome ‘Lula’ dito por Vorcaro

10 de outubro de 2026 § Deixe um comentário

Em áudio obtido pela revista Veja, Daniel Vorcaro relata que um auxiliar de Paulo Gonet reagiu com desconfiança quando os advogados do ex-banqueiro apresentaram à PGR uma proposta de delação que mencionava o presidente Lula.

O auxiliar citado é identificado apenas como “Ubiratan”, descrito por Vorcaro como braço direito de Gonet.

A revista cortou o trecho do áudio em que seu nome aparece para preservar a identidade do interlocutor do fraudador.

Gonet tem como chefe de gabinete o procurador Ubiratan Cazzeta, ex-presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).

Segundo o relato, o auxiliar teria dito: “pelo amor de Deus, cê não tem nada disso aqui não”, ao ouvir acusações envolvendo Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula e amigo de longa data do presidente.

Vorcaro afirma ainda que interlocutores da PGR argumentaram que um suposto pagamento teria sido feito em dinheiro vivo e, portanto, não poderia ser provado, sugerindo a retirada do trecho da proposta.

A PGR negou ter feito juízo prévio ou recusas às propostas da defesa, a Polícia Federal disse que Vorcaro não prestou depoimento nem entregou documentos com esse teor, e a defesa do banqueiro afirmou que ele possui informações relevantes e segue disponível para colaborar com as autoridades.

Bala de prata de Lula, fim da escala 6×1 será votado na 4ª

10 de outubro de 2026 § Deixe um comentário

Bala de prata da campanha de Lula, a PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6 por 1 deve ter sua primeira votação no Plenário do Senado na próxima quarta-feira, dia 14.

A data foi reservada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que anunciou o calendário em vídeo ao lado do senador e governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho (Republicanos), favorável à proposta.

O governo de Lula está fazendo de tudo para concluir a tramitação antes de 25 de outubro, data do segundo turno da eleição presidencial, em um último e desesperado movimento para tentar criar um fato capaz de reverter a derrota no último domingo.

A aprovação exige o apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores em dois turnos de votação, e a proposta ainda precisa cumprir duas das cinco sessões de discussão exigidas antes do primeiro turno.

O senador Flávio Bolsonaro vai participar da decisão.

Se for aprovada em primeiro turno, a PEC deverá passar por mais três sessões de discussão antes da votação em segundo turno, embora o interstício possa ser reduzido por acordo entre os líderes ou por um calendário especial aprovado no Plenário.

A proposta estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial, e já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado em 2 de setembro.

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