Os excluídos do milagre da cor

23 de março de 2015 § 15 Comentários

Cerca de 300 milhões de pessoas vivem num mundo sem cores. “Cor para os daltônicos” é um mini documentário que registra a reação de pessoas daltônicas usando pela primeira vez as lentes EnChroma, que lhes permite ver as cores.

O “Projeto Cor Para Todos” (#ColorForAll Project), da fábrica de tintas Valspar, tem uma missão simples: trazer cores para o mundo dos que até hoje não puderam ve-las e lembrar aos que têm podido curti-las o quanto isso é valioso.

A parte que te cabe nesse latifúndio

23 de março de 2015 § 16 Comentários

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O Banco de Compensações Internacionais (o BIS com sede na Suíça), dito “o banco dos bancos” que entra em ação quando alguma coisa ameaça mergulhar o setor numa crise sistêmica (quebradeira em cadeia) colocou o crescente endividamento das grandes companhias de petróleo no radar das suas preocupações depois que uma nova pesquisa mostrou que o endividamento do setor cresceu duas vezes e meia desde 2006 e alcançou US$ 2,5 trilhões em dezembro de 2014.

O estoque de créditos das companhias de petroleo brasileiras aumentou 25% ao ano entre 2006 e 2014, o das chinesas 31% e o das russas 13%. Do total de dívidas de US$ 112 bilhões de curto prazo do Brasil, US$ 54 bilhões são da Petrobras.

O estudo do BIS registra que “o endividamento das petroleiras dos emergentes contrasta com a divida estável das suas congêneres americanas” e que “os empréstimos contraídos por essas companhias coincidem com amplos pagamentos de dividendos aos governos que as controlam”.

Quer dizer, eles ficaram com os dividendos e você com as dívidas.

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Mas Petrobras é o de menos. A preocupação do BIS prende-se ao círculo vicioso que esse endividamento descontrolado tende a criar. “Com dívidas muito pesadas essas companhias tendem a manter sua produção em alta apesar da queda dos preços para gerar o fluxo de caixa necessário para o serviço da dívida. E com esse excesso de oferta os preços tendem a cair cada vez mais. A interação entre essas quedas do preço internacional do petróleo e a apreciação da taxa de câmbio pode ser mortífera para essas petroleiras endividadas dos emergentes”, o que precipitaria a quebradeira dos seus credores.

Essa é a parte que cabe ao mundo desse latifúndio. A cova em que está o Brasil, com palmos medida, é bem mais razinha. Porque para que a Petrobras não morra já, cobrando-nos o dobro do que paga pelos combustíveis que deixou de produzir e agora importa para fazer muito caixa, é preciso que o Brasil dê errado pagando o dobro do que o resto do mundo paga, mais a desvalorização do real para o dolar, para produzir e fazer circular tudo que planta e fabrica e é movido a petróleo. E vice-versa: para por o Brasil pagasse o mesmo que o mundo paga pelo petróleo e não tivesse sua indústria, sua agricultura e sua moeda esmagadas seria preciso deixar a Petrobras quebrar já,  o que implicaria em desclassificações de rating, encarecimento das outras dívidas do país e etc.

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E indústria versus desvalorização do real? É parecido. Pra ela conseguir colocar o nariz um milímetro acima da superfície é preciso desvalorizar muito o real. Mas cada centavo que o dólar sobe as dívidas da Petrobras e do Brasil crescem algumas centenas de milhões.

Se correr o bicho pega; se parar o bicho come. Eis a beleza da obra do PT.

Mas tudo isso ainda é pouco.

Com o barril a US$ 50 dólares ou menos – e não ha nenhuma razão no horizonte para que o preço suba, ao contrário, como mostra o BIS – o petróleo do pré-sal fica, segundo os otimistas, na beira do zero a zero. Mas toda a indústria do álcool, segundo otimistas e pessimistas, vai inevitavelmente a pique porque o custo de plantar e colher cana e transforma-la em álcool simplesmente não cabe nesse preço.

É essa qualidade de encrenca que vem vindo por aí…

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Voto distrital com “recall” já!

21 de março de 2015 § 54 Comentários

d1Artigo para O Estado de S. Paulo de 21/3/2015

O vazamento de documento sigiloso analisando a crise e criticando o governo, incidentalmente seguido da conflagração quase física de vendedores de governabilidade de maior e de menor sucesso dentro da sua “base de sustentação”, não traduz qualquer tipo de choque de idéias ou ensaio de mudança de rumo. Como Eugenio Bucci resumiu com perfeição em artigo nesta página quinta-feira, o que se afirma no documento é apenas que “o governo teria errado porque não lançou mão das ferramentas certas nas doses cavalares certas para convencer a cidadania errada de que ele, governo, é que está certo“. Ou seja, sobre o projeto de país do PT ser inteiro uma mentira o PT inteiro está de acordo. O que se discute é só a qualidade da mentira que se deve vender, e com que intensidade, para que não se perca o projeto de PT a serviço do qual o partido pôs o país.

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Difícil é imaginar como “melhorar”, nesse sentido, o discurso de Dilma Rousseff. Na sequência das maiores manifestações que o país já viu, com as televisões alternando suas palavras com as provas “estarrecedoras” do Ministério Público de que a roubalheira continuou pela mão do preposto de José Dirceu, o único prisioneiro da “Fase 9” libertado pelo ministro Teori Zavaski, do STF, a presidente pontificava impávida que “a corrupção passou a ser combatida pela primeira vez na história deste país graças ao PT”; que este governo, graças ao qual agora temos a garantia de que José Antônio Dias Toffoli dará aos “petrolões” o que eles merecem, “não interfere no caminho da justiça”; que as “manifestações” da sexta-feira, 13, foram tão autênticas quanto as de domingo, 15 de março; que este ajuste imposto “pelos erros dos outros” está sendo justissimamente distribuído entre todos os brasileiros pelo governo dos 39 ministérios intactos e sua Brasília que nada produz mas é campeã nacional de renda; que o partido do “controle da mídia” cujo chefe máximo, quando sai da moita, é para convocar “os exércitos do Stédile” a “dar porrada” em quem for contra, “respeita acima de tudo o direito de dissentir”; que os soldados da “ditadura do proletariado” do passado, que dão cobertura aos nicolás maduros do presente arriscaram suas vidas “para defender a democracia”…

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É esta a essência desta crise. A mentira, que no limite terá de se impor pela força, envenena de tal forma o ambiente que coloca tudo sob suspeição, paraliza a economia e congela até as verdades prementes da urgência de agir e do imperativo de mudar a regra do jogo sem a satisfação das quais não ha saída. Considerando-se que seus efeitos sociais mal começaram a chegar às ruas e que temos quatro anos pela frente, é uma situação perigosíssima.

Sim, é verdade que as redes sociais tornam mais difícil a manipulação da opinião pública e que vastos segmentos da sociedade aos quais vinha sendo imposta ha anos uma sistemática “não existência” por uma mídia enviesada conseguiram, finalmente, furar o cerco, auto-organizar-se e fazer-se ouvir nas ruas.

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Mas é só isso que as redes sociais proporcionam. Nada garante que a “primavera brasileira” será diferente das outras.

Finda a embriagues dessa “libertação”, o país mergulha de volta na aridez do seu isolamento, da sua viciosa auto-referência, da sua indigência de know how em matéria de tecnologia institucional.

Ha um pesado passivo a ser removido. Desde a redemocratização nossas escolas e redações, com as exceções que confirmam a regra, têm mantido o país isolado da modernidade e ignorante dos seus remédios e anatematizado tudo que não seja mais do mesmo no debate político nacional. A sanção social contra quem resiste é de tal ordem que poucos entre os que não incorporaram como seu o “index” do “politicamente correto” têm coragem de afirmá-lo publicamente.

Não é mais que esse tipo de covardia o nosso “deserto de lideranças”.

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O divórcio entre palavras e fatos e a perda da capacidade de relacionar causa a efeito, essência do pensamento racional, não é uma exclusividade de Dilma Rousseff, é uma doença nacional. O que sobrou da Petrobras rapinada está sendo liquidado aos pedaços, mas “privatização”, no sentido original de antídoto para isso, segue sendo palavrão. Com a conta do ajuste provocando pesadas baixas num “país real” ainda eivado de miséria, o “país oficial” permanece incólume com seus milhões de funcionários ociosos, suas aposentadorias milionárias, suas mordomias indecentes e seus direitos e foros especiais medievais. Mas os economistas da oposição e até a imprensa dão de barato que tudo isso é imutável. “Como as despesas de custeio são incomprimíveis os impostos terão de ser aumentados e os investimentos cortados”. É só um dado “técnico” da equação, ainda que implique uma sentença de morte da Nação.

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Corrupção? Ah, sim! Vamos eliminar “a causa” dela do mesmo modo como estamos eliminando “a causa” da criminalidade: proibindo a presença de dinheiro nas campanhas eleitorais alheias assim como temos proibido a posse de armas de fogo pelas vítimas do crime, e agravando penas que nunca serão aplicadas mantidos os direitos e os foros especiais. E nas TVs, jornalistas e “especialistas” meneiam a cabeça, graves, em aprovação. O fato do Brasil continuar matando a tiros cinco vezes mais do que mata o Estado Islâmico por ano não prejudica em nada esse raciocínio e portanto não cabe lembrá-lo aos propositores de tais “soluções”.

Lá fora ganha a corrida quem mais se alivia de pesos mortos e melhor arruma tudo para proibir presidentes et caterva de “fazer” ou “dar” o que quer que seja a quem quer que seja ou impor ao país as suas “boas ideias“. Para garantir que assim seja, arma-se a mão do eleitor com o poder de demitir funcionários e representantes a qualquer momento pelo voto distrital com recall de modo a ser dele a última palavra em qualquer discussão que possa afetar o seu destino. O resto vem por consequência.

Vem aí a “reforma política” que muitos sonham usar até para acabar com a política no Brasil. É hora de deixar de lado as panelas e começar a gritar algo que produza resultados.

TUDO SOBRE O VOTO DISTRITAL COM RECALL

COMO O POVO CONTROLA O JUDICIÁRIO NOS EUA

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Gravação mostra a verdade sobre o programa “Mais Médicos”

18 de março de 2015 § 23 Comentários

Disseram que eram 30 mil. Veja

16 de março de 2015 § 26 Comentários

A manifestação em Floripa.

Brazil is not for beginners

16 de março de 2015 § 9 Comentários

Pra paraguaio ela dá

15 de março de 2015 § 11 Comentários

O jornal é de 4 de março, data em que os caminhoneiros brasileiros ainda estavam bloqueando as estradas do país, pedindo para o Brasil o que a “nossa” Petrobras dá para os paraguaios.

Desde junho de 2014 a Petrobras já reduziu NOVE VEZES o preço dos combustíveis que vende no Paraguai.

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Foto enviada por Chiquinho de Oliveira

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