O fator imprensa

26 de setembro de 2015 § 68 Comentários

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Artigo para o Estado de S. Paulo de 26/9/2015

O aspecto mais alarmante da crise brasileira é a persistência do descolamento entre os efeitos e as causas que os produzem no relato que o país faz do seu próprio drama. É esse o principal fator que autoriza a insistência no errado que, de degrau em degrau, nos foi levando às profundezas que alcançamos.

O exemplo da Petrobras é veemente. Com tudo que aconteceu ninguém sequer menciona a hipótese da privatização, fenomeno que os historiadores do futuro provavelmente descreverão com a mesma pena com que os de hoje descrevem a Revolta da Vacina. No auge da fúria da epidemia, o país continua recusando aquilo que a humanidade inteira sabe ser a única cura possível para a corrupção sistêmica.

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No 126º ano da Republica, 30º da “redemocratização”, com o país estertorando na overdose dos abusos deles, ninguém exige coisa tão elementar quanto o fim dos privilégios medievais dos donos do Estado e leis iguais para todos. Diante da “zebra” de um juiz disposto a aplicar sem desvios as que existem, o establishment permite-se reagir institucionalizando as prisões de luxo para políticos e funcionários ladrões porque aqui fora ninguém desafia sequer a idéia da “irredutibilidade” desses privilégios. É ponto pacífico que a discussão começa desse postulado para tras.

A incolumidade da presidente desse desastre faz parte desse quadro de hipnose coletiva. Dilma só continua aí depois de assinar as ordens para todas as falcatruas em investigação porque é do PT e não pelas “razões técnicas” alegadas neste país onde toda lei é flexível o bastante para virar o avesso de si mesma. Não duraria 24 horas se estivesse posicionada entre esse partido genética e estatutariamente golpista e o poder. Já vimos esse filme antes…

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Sendo a crise o tamanho do Estado e o tamanho do Estado o tamanho do PT é ilusão de noiva pensar que o partido a quem só o poder interessa e, desde o “petrolão”, só a permanência no poder pode salvar, tome espontaneamente a iniciativa de arrumar o país pela redução de si mesmo. É essa certeza negativa que chamam por aí de “crise de confiança”. Ninguém duvida, aqui ou lá fora, que entre o Brasil e o PT, o seu emprego e os deles, a salvação da economia nacional e a própria, o PT escolha o PT. A ordem de Lula ao Foro de São Paulo é inequívoca: “não admitir nenhum retrocesso em relação às posições conquistadas (à democracia) com as armas da democracia”. Enquanto grita “Golpe!” seguirá desmontando “as armas da democracia” para impedir que outros venham a usá-las contra ele. E nenhuma escapou ao desmanche. As raras manifestações de independência dentro dos “poderes independentes” são hoje pontuais, isoladas e pronta e energicamente punidas.

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Esse “corte de ministérios” não passará de um corte de nomes de ministérios com os funcionários e seus privilégios permanecendo todos nas nossas costas. O objetivo exclusivo do PT e seu banqueiro amestrado moralmente “pequenininho” é enfiar-nos a CPMF que ninguém mais que ele sabe quanto é tóxica, para dar ao partido mais tempo para insistir no errado até que o erro se torne irreversível. Comprar a licença para nos esfolar legalmente entregando mais ministérios aos que nos têm esfolado ilegalmente é a prova da má fé dessa manobra.

Não ha mais tempo para ilusões. É preciso banir os eufemismos. A alternativa para reformas profundas é afundar lentamente na miséria profunda, agora a partir do patamar de uma indústria reduzida a 9% do PIB. O país inteiro sabe disso e a massa crítica de opinião necessária para reverter a catástrofe está presente, medida e até sobrando, mas não encontra canal para se expressar ou organizar.

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Cada vez mais distantes do eleitorado os partidos vivem de vender passes para dentro do aparelho do Estado. Pouquíssima gente, aliás, está acima desse tipo de conflito em Brasilia. Lá, descartados o lúmpen e alguma coisa do setor de serviços, quem não trabalha na imprensa trabalha no Estado, “especialistas” e cientistas políticos incluídos. Toda família, direta ou indiretamente, abriga alvos potenciais de uma reforma para valer. É nesse conflito que se apoia, também, a falta de curiosidade da maioria dos correspondentes sediados nas sociedades emancipadas pela democracia real pelas ferramentas institucionais de matar privilégios muito práticas, eficientes e fáceis de copiar com que elas contam. Mostra-se desses países só o que comportam de esdrúxulo ou terrível.

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Conflitos de interesse, aparelhamento, vícios culturais, escassez de recursos e omissão de gestores alheios ao “core” institucional em que sempre se apoiou o negócio do jornalismo combinam-se para deslocar o peso do Quarto Poder para mais perto dos outros tres o que agrava a orfandade da sociedade civil e pode ser decisivo num momento de crise como a que atravessa a democracia brasileira. Continuar servindo o prato requentado de uma infindável discussão entre iguais só contribui para esvaziar a pressão por mudanças reais. O que temos pela frente é uma escolha que pode ser a última. A hipótese de alteração de rota só se tornará real quando os fatos prevalecerem, nessa cobertura, sobre o “achismo” e o “contra-achismo” que se anulam mutuamente em que o país anda perdido.

Desde domingo, O Globo vem apresentando reportagens com fatos e numeros do Estado obeso e seus colonizadores que dão a medida exata do que estamos trocando pelo que quando sacrificamos o Brasil que sua para manter intacto o que só engorda. A representação do Brasil em Brasília ainda precisa se eleger e tem dado sinais de estar pronta a navegar a favor do vento se for essa a condição da sua sobrevivência. Se a imprensa nacional, começando pela das TVs abertas, se concentrar na exposição desses fatos e numeros que gritam por sí, ao lado da exibição dos remédios que o mundo conhece ha mais de 100 anos para emagrecê-los, no horário em que atingem a massa dos brasileiros, os políticos terão o empurrão que falta para, finalmente, deixarem-se constranger à emocionante experiência de jogar a favor do Brasil.

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§ 68 Respostas para O fator imprensa

  • Helena Maria de Souza disse:

    Meu caro, voce colocou o dedo na ferida. É impressuinante como a maioria de nossos jornalistas, passa a idéia de estar contra este estado calamitoso de corrupcão, suborno e desvio de verbas públicas ( ou seja nossa), mas não consegue avancar no sentido de mostrar e demonstrar que a falha está no sistema, que prioriza um Estado grande e gordo com pretensões de acolher todos sob seu manto protetor, através dos privilégios do funcionalismo público do salário diferenciado da iniciativa provada e das bernesses cumulativas, que a maioria da populacão sequer sonha. Por onde comecamos?

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  • Carmen Leibovici disse:

    A conclusão que se chega a cada dia é que somos todos UM : um corpo só,uma só humanidade.Se o fígado de um corpo quiser agir sòzinho,no máximo o que conseguirá será um cancêr,assim como esse é o mesmo final de cada um dos orgãos que tentam agir por si sós:chega uma hora que acontece a metástase.Portanto,altruismo é mais que bondade;altruismo , solidariedade,retidão para com o próximo são a conclusão final para as ações da humanidade.Quanto mais cedo todos nós entendermos isso,melhor.Há também um D´us que sempre ditou as Regras e que sempre as ditará,portanto não adianta nenhum “corpinho”humano querer vir ditar as regras do que é o UM universal.Em outras palavras,não adianta homem querer ser mulher e mulher querer ser homem porque isso não dará certo,sendo este exemplo apenas o mais grave dentre tantos outros a respeito daqueles que querem impor seu próprio cancêr na vida alheia.”Sodoma e Gomorra” foi o resultado de uma já ocorrida metástase mas nos foi dada a oportunidade,inúmeras vezes, de tentarmos de novo e não errarmos tanto mais uma vez.Talvez a Santa Paciência não dure mais tanto…Está nas nossas mãos e,sem dúvida, nas mãos da abençoada Imprensa séria.

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  • Não vejo nada errado com o Brasil. Está tudo de acordo e nos conforme com a sua população. Nada em nenhum país do planeta acontece em função das ações e posições da imprensa, mas tão somente das ações humanas de lideranças das quais a imprensa é apenas porta voz. A imprensa brasileira, que nunca foi relevante e hoje está mergulhada em dívidas para com o poder público – leia-se BNDES – em sua maioria ou dependente das verbas imorais da publicidade oficial, me parece não ter tendências suicidas, portanto tenta sobreviver de acordo com o ambiente. O fato relevante e que nem os bons jornalistas como você percebe é que criou-se no Brasil o caldo de cultura ideal para a prosperidade desse tipo de classe dirigente cujo objetivo é se isolar num regime totalitário porque detestam a democracia, uma vez que a democracia é veneno mortal para gente desse tipo. Ocorre, e isto a imprensa brasileira também não enxerga por fazer parte do corpo canceroso onde poucos escapam, é que a democracia não é regime para povos ignorantes e sem cultura como a maioria dos brasileiros. Quando se tenta implantar uma democracia em países como o Brasil os espertalhões de plantão logo se aproveitam dela para atingir seus objetivos nefastos, como se vê na Venezuela e alhures. Quem olhar em volta vai perceber claramente que a democracia e sua base principal, o capitalismo, só prosperou em países onde o povo não é tão fútil como o brasileiro.

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    • Helena Maria de Souza disse:

      Otacilio, sabemos que o exercício da Democracia não se esgota no ato de votar, porém a Constituicão de 1988, escrita por todos nós – através de nossos representantes, colocou como avanco dos avancos não só o voto dos analfabetos, mas a possibiliade deles também serem eleitos como reprsentantes do povo. Não houve tempo para amadurecer nada, e a educacão que foi dada, baseou-se nim processo doturinário esquerdista, que ensinou a decorar slogans e palavras de ordem, em detrimento do pensar e da ref;exão. Futilidade você aponta como uma das causas da nossa in;ercia. Pode ser. Agora a incultura me parece deigaul tamanho. Saimos da pré-escrita para a era da informática sem escalas. e agora??????

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      • Desculpe, a constituição de 1988 não foi escrita por todos nós, eu não estava lá entre aquele grupo de quase 600 picaretas que produziu um calhamaço ridículo cujo único resultado foi concluir pela inviabilização do país como nação. Colocar o voto do analfabeto como direito não pode ser considerado um “avanço dos avanços”, e abrir a possibilidade de que analfabetos sejam também eleitos, dá no que deu, ou seja, Lula e Dilma. Repito o que escrevi no comentário anterior: democracia não foi feita para povos primitivos como é o povo brasileiro. Infelizmente, suas palavras me obrigam a subir o tom. Minha intenção não é ofender ninguém, apenas esclarecer a verdade que sei, dói muito naqueles que não apreciam a verdade. Eu aprecio tanto que resolvi cair fora do Brasil e hoje estou muito feliz num país verdadeiramente democrata e capitalista. O povo brasileiro saiu da pré-escrita para a informática por culpa dele próprio e não por culpa dos países que inventaram a informática. Construir uma grande nação requer competência do seu povo, coisa que o povo brasileiro não tem.

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      • Vc tem muita razão e nós nos iludimos facilmente.

        Se me permite, faltou acrescentar que a Constituição cidadã prevê tantos direitos e obrigações que não cabem no PIB, no nosso se foi assim que pensaram.

        Sonhaticos irresponsáveis são assim. ” com o tempo dá certo” e deu no que deu.

        Apenas a relembrar, naquelas republiquetas africanas depois de se libertarem do colonialismo nunca se mataram, roubaram e exploraram tanto e o povão está ” bem democrata” mas numa merda que dá pena. Pior que antes.

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      • Espere um pouco e leia o festival de asneiras que a Dilma deverá proferir na abertura da Assembleia Geral da ONU, a propósito para a qual o Brasil tá devendo pagamentos.

        O delírio Lulista em ser membro do Conselho de Segurança deverá ser a vítima, após tantos anos sendo ignorado.

        Octacílio. Um certo ministro dilmista criou uma ” máxima”
        ; O Brasil está barato”, no sentido das empresas e negócios à investir e os demais tal qual e sem pensar papagaios repetem .. Pois bem, um conhecido foi para os EUA vender o peixe Brasil e usando da máxima ouviu: barato em relação a que?

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  • O Brasil Cochilou:

    E depois Acordou, e não mais Dormiu:

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  • Que texto! Fernão. E com digno final dedicado a mídia.

    “Se a imprensa nacional, começando pela das TVs abertas, se concentrar na exposição desses fatos e números que gritam por sí, ao lado da exibição dos remédios que o mundo conhece há mais de 100 anos para emagrecê-los…”

    Fatos e números que omitem! Sobre números no Estadão de ontem na pag B2, o Prof.Dr. da PUC-RJ, Rogério Furquim Werneck em texto sobre a devastação fiscal e a derrama produzida pela Dilma, observa de algo contundente e aparentemente desapercebido, se não vejamos:

    “CPMF, que fascina o governo. É um tributo que, com a alíquota de 0,2%, permitiria arrecadar R$ 32 bilhões por ano. Dividindo a arrecadação prevista pela alíquota (0,002) tem-se o valor da fabulosa base fiscal sobre a qual incidirá a contribuição. Nada menos que R$ 16 trilhões. Isso mesmo. A base fiscal do CPMF seria, grosso modo, da ordem de três vezes o valor do PIB. Qual é a mágica?

    Quem souber por favor me explique e , pelo visto, a ele também.

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  • Brilhante artigo! Parabéns!
    Tenho apenas um reparo a fazer: a grande imprensa já faz parte do Estado a muito tempo. Faz jogo duplo entre agradar os leitores e manter (ou ganhar) vários privilégios do Estado, na forma de canais de rádio/TV, propaganda oficial, cobertura privilegiada, etc…
    Se faz parte do problema, se dependermos dela para sair deste estado de coisas, não vamos sair!…

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    • Carmen Leibovici disse:

      Eu acho que em qualquer setor é importante ter jogo de cintura para sobreviver,o que é natural,mas sem a imprensa livre,o que seria de nós?Imagine como vivem os povos sem uma imprensa livre….Eu,particularmente,preferiria morrer a viver num lugar assim.Você já viu a cara dos cubanos,por exemplo,em algumas imagens?São pessoas com uma resignação sinistra.Ou alguns povos na Africa,à mercê de Boko Harans e etc com ninguém para gritar por e junto com eles?É trágico…

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  • Excelente artigo. A imprensa não ajuda porque tem medo. Ninguém fala em privatizar a Petrobras. Também muitos assuntos intocáveis.

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  • Imprensa é Fundamental, é o Quarto Poder.
    Um fabuloso formador de Opinião através do simples relato dos fatos: “A luz do sol (a verdade) é o melhor dos detergentes.” Infelizmente o Brasil esta muito encardido e bem merece um Lava-jato. O que fazer quando até com isso querem esculhambar, fatiando-a e ameaçando-a. Não vejo como vão jogar tanta sujeira para debaixo do tapete, por isso afirmo “não passarão”. Na verdade o Brasil foi assaltado, rapinado e o que falta é presidio. Mas os brasileiros não cometerão suicídio, muito menos irão morar em outro país, afinal de contas o Brasil é barato e é o melhor país do mundo, gigante e bonito por natureza, o dia em que tivermos Escola o Brasil chuta a bola. Tenho este ufanismo, pois fui temperado pela boa ética e a boa imprensa e sabemos que “O BRASIL É MAIOR DO QUE O ABISMO”.

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    • Infelizmente estamos em uma fase em que “as razões de estado imperam sobre os direitos individuais” e a Constituição é feita de picadinhos. Realmente é o fim do mundo.

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      • Eduardo,
        Nada contra a imprensa, esta sim cada país tem a que merece, elas mostram o que o leitor gosta de ler, com raras exceções e lê quem quer.

        Escrevi aqui e muitos não gostaram. São Brasis dentro de um só Brasil, com diferenças que o tempo só mostra se agravarem, começando com o nordeste o grande celeiro dos votos pra Dilma, bastando ver o mapa das últimas eleições.

        Desafortunadamente aquela massa troca a oportunidade pelo sossego. Claro que o Bolsa família não deixa de ser necessário, todavia a prova de sua eficiência está na diminuição dos atendidos diante da procura de caminhos, ié, trabalho seja no que for onde for menos ficar na rede e fazendo escambo entre eles e não por falta de alternativa mas sim pelo comodismo.

        Cansei de ouvir sobre as dificuldades do agreste nordestino, e quem deve responder é Israel bem mais árido e exporta legumes. Vão trabalhar !

        Se somos maior que o buraco que se apresenta depende de qual o tamanho que ele poderá chegar. Países não acabam mas se destroem como estamos fazendo e nos afastando cada dia mais, em progressão geométrica, dos chamados desenvolvidos.

        Os responsáveis não são o Lula e a Dilma. Os maiores são os que votaram neles, claramente o povão semi- analfabeto, os completos e os inconsequentes. Democracia tem isso ainda mais países do terceiro mundo- somos e não adianta tergiversar-, o que não significa que devemos suportar e aí cabe a mudança institucional permitida pela Constituição, mas terá pela frente não só políticos mas magistrados comprometidos com o poder.

        E agora tem que aguentar e o castigo maior começa vindo pra esses eleitores.

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    • E FLM observa com acuidade o estrondoso silencio da Imprensa em relação aos fatores mitigadores da “crise”, oxalá toda esta novela tenha fins didáticos para adentrarmos a um novo patamar de conscientização do povo e entendam o que é DEMOCRACIA, o povo não manda nada e pra tudo exigem um mundo de documentos e até atestado de residencia.
      RECALL JÁ. O povo não consegue canalizar suas reivindicações, e é nesta hora que a Imprensa tem que expressar nossas vozes, e este papel a Imprensa tem muito bem realizado.

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      • Eduardo, também espero as próximas gerações com poder de decisão.

        Como vc bem afirmou:
        “… oxalá toda esta novela tenha fins didáticos para adentrarmos a um novo patamar de conscientização do povo..”

        A rigor está tendo mas ficam no ar. Vc leu meu comentário sobre a lúcida, prudente e verdadeira afirmação do Dr Rogério Furquim de ontem no Estadão, sobre a base de R$ 16 trilhões- que não existe- em que o desgoverno considera à obter R$ 36 bilhões com a alíquota de 0,2% da CPMF.

        E vai ficar por isso mesmo. A mediocridade lixa-se pelo verdadeiro e mostra preocupar-se com quantos ministérios dará a Dilma ao PMDB entregando anéis a poupar os dedos da mão que sobrou.

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      • Verdadeiro, há Estadão e Estadões. Acredito na essência do Estadão: uma Bandeira que historicamente sempre foi um aliado do Brasil, sempre constituiu-se na voz dos que não tem vozes, uma tocha de Luz que ilumina os caminhos dos brasileiros de bem, que é a rota que trilhamos. É uma história de lutas e glórias. Eu acredito!

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      • ” Acredito na essência do Estadão: uma Bandeira que historicamente sempre foi um aliado do Brasil, sempre constituiu-se na voz..”

        Eu também acredito no Jornal Estadão e por isso o leio, e não acredito no Estado brasileiro do qual só tive decepções e assim continuo.

        O que o Octacílio disse é a mais pura verdade que sabemos mas fingimos ignorar ou por conformismo ou …sei lá.

        Nem vale a pena continuar com o assunto, mas se algo acredito que ajudou para menas (sic Lula) é ser Federação ao invés de Estados Unidos como já fomos.

        Um dos erros políticos dos militares foi o critério de proporcionalidade de vagas aos parlamentares na Câmara que favoreceu ao norte e nordeste em detrimento do sudeste e sul. Certa vez questionei um militar de alta patente do governo qual razão dessa proporção que claramente prejudicava SP, Minas e os demais da região. Me foi dito que o poder econômico desses estados não permitiria também o poder político.

        Corolário: a mediocridade é a maioria. Isso é democracia( lembrem da africana e suas novas republiquetas) dos atrasados e deu no que deu.

        Sociólogos, antropólogos e outros ogos estão de acordo, apoiam e aí de quem os contradiz.

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  • Eduardo,

    Nos resta Sorrir!,

    Como nos ensinou o gênio Chaplin perseguido pelo Senador por Wisconsin, Joseph Raymond McCarthy, e a cruzada anticomunista que promoveu e levou a alcunha de macarthismo.

    A Inglaterra agradeceu o retorno do filho e o mundo tem imenso dever de gratidão pela obra incluído desta música

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  • Não me atrevo a qualificar e desta vez, escritores brasileiros. São tantos para todos os gostos. Todavia iguais a estes à quem o Eduardo se refere até hoje permanecem lidos e admirados.

    Mais novos não me lembro de algum que fique na lembrança mesmo por indicação, exceto o Paulo Coelho que nunca li e plagiando o Millor Fernandes, não li ” de vergonha”.

    Aliás, falando em Millor, este sim genial em tudo que escreveu e caricaturou lembrando ainda ter sido dos fundadores do inesquecível Pasquim.

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  • Distintos vespeiros.

    Sobre o Capitalismo, que tal uma leitura no Estadão de hoje, domingo, no Caderno de Economia e Negócios artigo do Gustavo Franco, sobre capitalismo e o da brisolândia.

    De tão claro não precisa nem desenhar à turma do PT.

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  • Ricardo M disse:

    O que é profunda e intensamente relevante,depois de ter lido tantos comentários, a conclusão de que,de fato, o Brasil é refém de seus analfabetos.Sua subsociedade,sua subcultura e seu sub academicismo.
    As redações sequer precisam ser “aparelhadas”,seu combustível já vem batizado de origem.
    O quê esperar se os leitores não pressionam?Engolem tudo e escrevem comentários aos blogueiros,independentes ou não…
    A pressão tem de ser feita às redações! A cobrança aos VEÍCULOS de imprensa,não aos colunistas.
    O dedo na cara tem de acontecer.O repúdio e a indignação tem de ter endereços.
    Três poderes já estão tomados,e o quarto,aquele que pode ainda fazer uma diferença,está quase que totalmente dominado.
    Corrupção de idéias e de fato,verbas,publicidade oficial etc..
    Por quê não fiscalizar a imprensa?
    Será que também não se percebem pixulecos na mesma?
    É absolutamente impossível que um jornalismo MINIMAMENTE comprometido com a verdade e a ética não combata com toda a ferocidade a absoluta irresponsabilidade e impunidade com que estão sendo conduzidos os rumos do país.
    É sim,crime de Lesa Pátria,é sim crime de TRAIÇÃO.

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    • Ricardo,

      Vc deu mais um complemento ao escrito pelo Octacílio. Apenas não dou tanta importância assim a imprensa como um todo porque o povo não lê ou pouco lê jornal exceto futebol.

      É nas tvs que a informação é conivente com o desejo do estado em informar ou opinar favoravelmente as suas ações. Nenhuma empresa como elas dependem tanto de verba oficial.

      Sabe quando isso vai acabar? Nunca! Ouço há décadas essa conversa e só piora. Porque? simplesmente porque a corrupção ou sem vergonhice está endêmico, ,” core business” da administração pública e potencializado há 13 anos pelo PT e, reprisando os dois outros poderes tomados.

      O quarto poder seria o que tem tanques!

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    • Você está certíssimo, Ricardo. É uma imprensa amordaçada onde escapam dois ou três veículos, como o Estadão e a Veja. Mas eu queria aqui esclarecer a dúvida do Marito sobre a base de arrecadação da CPMF que ele informa ser de 16 trilhões, quatro vezes o PIB brasileiro. É simples, meu caro. É o poder da multiplicação e do efeito cascata. A CPMF será cobrada toda vês que o dinheiro em circulação transitar pelos bancos. Dando um exemplo prático: Eu pago uma dívida de R$ 1.000,00 com um cheque da minha conta. Meu credor, paga ao seu fornecedor uma duplicata do mesmo valor. Este por sua vez paga a seus funcionários usando o mesmo dinheiro e estes por sua vez vão ao mercado fazer compras. Só ai temos o mesmo dinheiro circulando quatro vezes e a cada vez sendo cobrada a CPMF. Entendeu?
      É o imposto mais desonesto que alguém poderia imaginar e uma violência contra o contribuinte.

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      • Corrigindo: vez e não vês, de ver. Vós nao vês que os políticos estão cegos, surdos e mudos aos anseios populares?

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      • Sim Octacílio.

        Só o efeito cascata é que permitiria ” a suposta ” base. Eles continuam achando que somos todos idiotas.

        Impostos! aumento em recessão quando o orçamento fiscal diminui mês a mês e se fazem de bobo quanto a razão. Devem convenientemente julgar que se trata de maldade da sociedade em não pagar ou desobediência cívica.

        Essa gente revive a história de Dionísio I o vilão de Siracusa que questionou seus cobradores de impostos porque nada arrecadaram responderam.

        Eles não tem o que pagar, já tomamos tudo e agora riem na nossa cara.

        É o que merece o governo.

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  • Octacílio,

    Segundo um conhecido com relações com a Fazenda, essas 4 vezes na circulação foi a mediana que eles encontraram na cascata.

    Quero ver passar esse imposto. Vamos ver quem irá votar a favor e infernizar a vida deles mesmo não ligando.

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