Porque não acato a “democracia brasileira”

18 de novembro de 2020 § 54 Comentários

E lá se foi mais uma “eleição”. Eu só lamento não ter aspas maiores pra cercar esse “eleição” e esse “democracia brasileira” porque estas são aspas denunciativas e a mentira que é preciso desnudar com elas chegou a um tamanho insuportável…

O ministro Luis Roberto Barroso garante “a mais absoluta integridade e fidedignidade” do resultado da eleição. Aliás, minto. O ministro Barroso, ele mesmo, não garante nada. Diz a cada passo que, como para quase todos nós, o mundo da informática, também para ele, é “um universo esotérico”. O ministro Barroso, ele mesmo, no máximo pode jurar, portanto, que está repetindo exatamente o que ouviu do Secretário de Tecnologia da Informação do TSE, e da empresa que contrataram para assessorar o dono do cargo que, como em todas as nomeações políticas, não se sabe se é ou não é “do ramo”.

Eu não acredito no STF mas acredito no ministro Barroso. Embora suscetível demais às próprias emoções para um ministro de STF ele me parece um sujeito fundamentalmente honesto. Mas do secretário de tecnologia da informação do TSE eu não sei nem o nome. Muito menos o de quem o industria. De modo que neste mundo em que tão corriqueiramente subornam-se presidentes da república e até ministros de supremos tribunais, acho fundamental haver mais cerimônia com o povo brasileiro antes de dar-lhe satisfações de segunda ou de terceira mão em assuntos tão essencialmente de primeira quanto a garantia do contrato de intermediação de vontades expressas entre ele e O Sistema, também conhecido como voto.

Afinal, é do voto que “emana” O Poder, aquele que corrompe sempre e absolutamente quando é absoluto. E o que me garante que o secretário de informática do TSE e/ou o staff abaixo dele não se corromperão jamais, tendo o poder exclusivo que têm de traduzir da língua que todos nós falamos para a linguagem “esotérica” em que só eles são versados, cada voto, em 140 milhões, que se converterá em poder ilimitado para alguém?

Pessoalmente a sensação que me dá quando aperto aquele botão da nossa tão festejada maquininha de votar é que, no exato momento que o meu dedo afunda, eu desapareço no ar. Pililililin! “Você acaba de deixar de existir como a contraparte deste contrato”, diz uma voz mecânica lá daquele mundo que o ministro Barroso e eu não compreendemos. “Seu nome nunca mais poderá ser recuperado e reconectado exatamente ao que você disse aqui e agora”.

Os americanos, que inventaram os computadores e os códigos em que eles se expressam, mantêm com sua majestade o eleitor um documento assinado, pessoal e intransferível, como garantia de cada voto. E não ha de ser porque nunca tiveram idéia melhor. A constituição da educadérrima Alemanha também proíbe que o voto seja expresso em qualquer outra linguagem que não seja o bom e velho alemão que o país inteiro fala e compreende. Pelo mundo afora é assim, com ligeiras variações, porque “a principal função de um sistema eleitoral é não deixar dúvida nenhuma” e, sendo assim, não pode ter sua confiabilidade entregue a qualquer espécie de “tradutor”. 

Mas no Brasil o contrato em que você entrega a alguém o direito de decidir o que der e vier em seu nome não leva, nem seu nome, nem sua assinatura, e jamais poderá ser tirado da gaveta e relido para dirimir qualquer dúvida como todos os outros contratos “xué” que o governo que nos proíbe o voto impresso, com os olhos fixos nos impostos que te arrancará a cada passo, te obriga a assinar com trocentas “cópias autenticadas” até para vender um carro velho.

Para o maior de todos os contratos você e o ministro Barroso terão de confiar numa empresa de que não vale a pena nem saber o nome mas que “garante” (e meta lá aspas de metro), mediante pagamento até módico diante da enormidade da promessa, a invulnerabilidade que gente como o Pentágono, o Google, a Apple ou mesmo o nosso prosaico Banco Central não ousam oferecer aos seus clientes.

Nunca houve qualquer prova de fraude numa eleição brasileira”. E como poderia haver num sistema desses? Mas não é essa a questão. Ha uma parcela da imprensa, no Brasil e no mundo, que assumidamente renunciou ao raciocínio. É mais que uma renuncia, aliás. Uns mais outros menos veladamente, pregam a criminalização do raciocínio e a censura e o “cancelamento” de quem insistir nele. Faz muito barulho ainda mas como, dependendo do tema, reage automaticamente bem ou automaticamente mal, já não é preciso le-la nem ouvi-la para saber o que dirá. E assim vai minguando por si mesmo. Mas até que finalmente desapareça, mesmo para a imprensa que não desclassificou o senso comum e permanece curiosa, desconfiada e aberta aos processos normais de aferição da verdade fica difícil o exercício de critério na velha ordem mundial que, com o recurso à força bruta da autoridade cujos poderes quer sem limites, a outra trata de impor a todo mundo. Pois “cobrir” ou “analisar” eleições é, tanto para jornalistas quanto para os “cientistas políticos” que convocam, elucubrar sobre os resultados das que temos…

No entanto, em nada mais que em sistemas institucionalizados de processamento de decisões, “o meio é a mensagem”. Democracia não é um mapa do tesouro indicando um ponto de chegada, como pretendem a Constituição de 88 e seus inefáveis “interpretes” do presente. Ela é só um manual de navegação. O que determina se uma lei, uma “politica pública” ou uma constituição é ou não democrática não é o seu enunciado ou a finalidade que declaram querer atingir mas a maneira como são negociadas com as sociedades que pretendem modificar. E, torto como é o nosso “meio de processamento”, nenhuma “mensagem” que nele for enfiada sairá “democrática” do outro lado.  

É preciso, portanto, voltar aos conceitos básicos. Um processo democrático não pode ser encaixotado, posto para dormir, e desencaixotado a cada quatro anos. O representante, até por definição semântica, não pode ter existência própria, à revelia do representado. Para ter direito a ser chamado de democrático o processo decisório tem de fluir ao sabor dos resultados, como flui a vida do povo. Desviar, mudar de rumo, reconstituir-se com eleições e deseleições, adotar e rejeitar leis, confirmar ou desconfirmar mandatos ao sabor da necessidade, conforme descrito na matéria sobre as cédulas das eleições americanas que vai abaixo desta. 

Na “democracia” que fuma mas não traga das “excelências”, no entanto, povo só mesmo com filtro. Evita-se a todo custo que ele se manifeste diretamente, com sua própria voz, com o seu próprio voto, no seu próprio tempo e segundo as suas próprias necessidades, através dos seus próprios candidatos e dos seus próprios partidos. Somente as ONGs, os movimentos sociais, os sindicatos, as associações corporativas e os partidos políticos bancados com dinheiro de impostos e, desde as recentes “Ordenações Moralinas”, também os “veículos de opinião pública” devidamente autorizados poderão, sob pena de prisão, manifestar-se politicamente e eleger representantes para faze-lo em nome do povo.

O eleitor brasileiro não vota no que escolhe. Vota – obrigatoriamente – nas escolhas das “excelências”. E as eleições são organizadas de tal forma que tornam impossível determinar quem, entre os eleitos, representa quem, entre os eleitores. O voto distrital puro, ao qual todas as “excelências” voltam um declarado horror e é o único que permite identificar, um por um, pelo endereço, todos os representados de cada representante, não é um fim em si mesmo. Ele existe para permitir a retomada a qualquer momento dos mandatos desrespeitados apenas por quem os concedeu, o ÚNICO remédio implacavelmente MORTAL contra a corrupção jamais inventado, que pode ser usado dentro da mais pura legitimidade democrática, com foco e garantia absoluta contra uso seletivo e tentativas golpistas. 

Para as “excelências” é aí que mora o perigo. Para os eleitores é aí que está a esperança. O voto distrital puro lógica e naturalmente engendra o direito à retomada dos mandatos traídos (recall). E como na vida real manda quem tem o poder de demitir, todas as lealdades do Sistema dai por diante se rearranjam. 

Confirma-se, assim, a tese de Marshall McLuhan. Não é a substituição de “conteúdos” que altera a qualidade da “mensagem”. Mas mudando-se “o meio”, a qualidade da “mensagem” automaticamente muda, mesmo que o “conteúdo” permaneça o mesmo. E então, o resto vem por consequência.

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§ 54 Respostas para Porque não acato a “democracia brasileira”

  • Marcos Andrade Moraes disse:

    Por que vc é autocrata.

    MAM

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  • Marcos Andrade Moraes disse:

    Porque vc é paranoico.

    MAM

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  • Marcos Andrade Moraes disse:

    “Democracia não é um mapa do tesouro indicando um ponto de chegada, como pretendem a Constituição de 88 e seus inefáveis “interpretes” do presente.”

    Seu artigo deveria começar aqui, pois acima é ignorância com a TI e complexo. Abaixo, no entanto, há frases maravilhosas como esta:

    “O representante, até por definição semântica, não pode ter existência própria, à revelia do representado.”

    MAM

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  • João Pedrinelli disse:

    Ótimo comentário

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  • A. disse:

    “Nunca houve qualquer prova de fraude numa eleição brasileira”.
    – Uma das maiores fraudes é EXPLÍCITA: chama-se COLIGAÇÃO PARTIDÁRIA. Na minha cidade (e podem conferir – na maioria dos municípios) a última cadeira de vereador a ser preenchida (21ª), o eleito teve 771 votos. 20 (VINTE) candidatos NÃO ELEITOS tiveram mais votos que ele…
    Numa democracia REAL, qualquer disputa sobre assuntos contraditórios vai a votação. E a minoria se curva à vontade da maioria!
    Não li, nem ouvi até agora uma sílaba sequer sobre essa EXCRESCÊNCIA…

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  • Nelevy disse:

    Um sistema que não permite conferência por auditoria nunca será um sistema confiável.
    É indiscutível!

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  • A. disse:

    Só debochando: apertamos “CONFIRMA” , em seguida a tela mostra “FIM”. Deveria ser o contrário: a tela deveria mostrar “FIM”, em seguida apertaríamos “CONFIRMA”… (não sobra nada depois!)

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  • carmen leibovici disse:

    os brasileiros tem um sério problema em ligar causa e efeito e assim vão tocando o barco em meio a aflições.na última eleição ,o papo era o mesmo a respeito de urnas eletrônicas e cá estamos reclamando do mesmo sem que nada tenha sido feito a respeito para resolver a dúvida.acho que os brasileiros gostam de ficar só reclamando, resolver que é bom,não resolvem nada.nao entendo que droga é essa.

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  • gustavoguimaresdaveiga disse:

    Muito bom, voto distrital puro com recall é a solução

    Obter o Outlook para Android

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  • Carlos disse:

    Infelizmente é a realidade, difícil é seguir na esperança de que algo tão importante mude para melhor. Não sentimos que a cidadania seja algo importante e respeitado em nossa sociedade.

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  • whataboy disse:

    Fernão, no artigo anterior alguém lembrou da dificuldade das minorias identitárias para engolir e aceitar uma eventual luta pelo voto distrital puro, fundamental para o processo democrático verdadeiro, como você várias vezes aqui mostrou.
    Como contra-argumentar nesse caso? Candidatos trans ou indígenas – dois exemplos – da cidade de São Paulo teriam chance de ser eleitos representantes de suas minorias em sistema de voto distrital puro?

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    • A. disse:

      Tem que ser gay, trans ou indígena para legislar a favor de gay, trans ou indígena? Rótulos legislando pra rótulos?
      Uma verdadeira democracia é o predomínio de maiorias e não de minorias. Agora, me interprete mal e diga que defendo a extinção de minorias… Mas não vou justificar minhas palavras. Cada um interprete à sua vontade!

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    • flm disse:

      Não tem jeito, Whataboy. As minorias identitárias são o que o nome diz. Minorias. Só podem ter representações muito maiores que o tamanho que têm em sistemas não democráticos.
      Mas o conceito é, assim mesmo, flexível. Assim como nem só membros do Partido Verde tem preocupações e pautas ambientais, nem todo mundo que se apresenta por outras siglas deixa de ter preocupações e propostas politicas do interesse de grupos “identitários”.
      tudo isso, enfim, é mais marketing/malandragem para encurtar o caminho para o poder ou para os privilégios de quem salta pelo voto para dentro da privilegiatura do que necessidade real para uma boa representação da sociedade com tudo que ela tem dentro.
      O torto é v só eleger o sujeito pelo “invólucro”, ou seja, a cor da pele, o modo como ele “se monta” ou o rótulo que afixa no seu santinho.

      Todo mundo é muitas coisas ao mesmo tempo. Ou deveria ser. Razão pela qual um bom critério para NAO VOTAR em alguém deve ser pelo candidato ser uma coisa só…

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      • carmen leibovici disse:

        Fernão, é verdade.Eu sempre “soube”que esses grupelhos gays lésbicas e etc,nada mais são do que fantochinhos e massa de manobra de políticos malandros que os cooptam pelas partes de baixo,vamos dizer assim,e proporcionam-lhes,com nosso dinheiro,tudo que é “parada” disso e daquilo.São vendidos em sua maioria sem saber que são vendidos.Os partidos ditos de esquerda são especialistas nessa manobra perniciosa.

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      • Alexandre disse:

        Oi, Carmen.

        Pois é, esses partidos manipulam o ressentimento (insuflado, se preciso for) de grupos identitários e a culpa de uma certa elite (no jornalismo, inclusive) que, fraca de caráter, precisa sinalizar virtudes “progressistas” que na verdade não tem.

        Um abraço.

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      • carmen leibovici disse:

        É isso mesmo Alexandre,e os cabeças dos partidos sabem fazer bem esse jogo manipulatorio sujo, e os “jesuítas” em campo vão mantendo os crédulos crédulos,como todos nós um dia fomos.
        Um dia acaba-se caindo na real ( que choca!)

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      • carmen leibovici disse:

        os grupelhos não só ganham “paradas”como entregam votos de volta aos seus ” benfeitores”

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    • LSB disse:

      Prezado Whataboy

      Não discordo do que o A. falou e muito menos do que o Fernão expôs (em respostas ao seu comentário).

      É verdade que o Voto Distrital Puro NÃO impede que pautas de “minorias” sejam apreciadas (mas devem estar inseridas em um programa maior do candidato, uma vez que ele não pode contar só com as minorias para se eleger).

      No entanto, o VDP normalmente elimina os políticos que se elegem SÓ com essas pautas!
      Assim, esses que entram na política para defender SOMENTE grupos específicos (sem se preocupar com os outros), via de regra caem fora do “jogo” uma vez que seja adotado o VDP.

      Neste contexto, o que comentei no artigo anterior é que quanto mais essas “forças políticas” (políticos que se elegem com a bandeira de defender alguma minoria) são eleitas, mais fortes ficam. E esses “políticos” SABEM que o VDP os derruba. Portanto, lutam contra.

      (Como? Bem, de várias maneiras além da “retórica”; por exemplo, em um Comitê Educacional qualquer, impedir que o “modelo americano” seja tema de seminários, temas extraclasses ou seja incluído – ou “destacado” – em currículos, etc. Em um órgão tipo Capes, proibir ou desestimular pesquisas ou teses relacionadas com o modelo americano. Em alguma campanha educativa qualquer, na qual esse político tenha alguma ingerência, esconder qualquer menção ao VDP ou ao modelo americano, etc. Enfim, há vários “modos” – ou oportunidades – de se “fazer política” dentro da “máquina”).

      No mais, seja “mentira”, “marketing” ou “malandragem” (pouco importa), o fato é que o discurso de que minorias são prejudicadas no sistema de Voto Distrital Puro “cola”!
      Assim, seu trabalho de convencimento fica mais difícil.

      Em suma, não é impossível vencer tais resistências, mas conforme elas (ou seus representantes) ficam “mais fortes” (ganham eleições e poder), maior se torna o “desafio” em implantar o Voto Distrital Puro.
      (de fato, quanto mais o “sistema” se “amarra”, mais difícil fica para se fazer grandes mudanças ou mesmo mudanças estruturais).

      Abs a todos
      LSB

      PS: o artigo está ESTUPENDO! Irretocável!

      (E la nave va, peidando – sempre!)

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  • GATO disse:

    Remédio para todos os males da urna eletrônica e seus resultados. Adote-se o PIX = VOTO, Novo Sistema Eleitoral. Cada voto dado na urna “Pililililin” gera um crédito de um real na conta do candidato junto ao BC e de 69 na conta do eleitor. Ao final da eleição a quantidade de votos de cada candidato tem que ser a mesma que a quantidade de reais na conta. Todo o valor recebido será utilizado pelo candidato para pagar suas despesas de campanha, se sobrarem recursos serão doados para obras de caridade. Não haverá mais recursos públicos nem privados para custear as campanhas, só pode usar os valores recebidos pela geração de votos. Por outro lado o candidato só vai gastar se tiver confiança em seu plano de governo que os eleitores ao votarem nele estarão aprovando, se não conseguir votos/reais, vai criar uma dívida de campanha que terá que ser paga com o dinheiro do próprio bolso, recursos próprios, bufunfa do colchão, dinheiro em meu poder, valores em moeda estrangeira no cofre de casa, etc….Os resultados da eleição saem instantaneamente. A origem do dinheiro estará comprovada. Não haverá segundo turno. Não haverá sacanagem de votos em branco, pois essa opção não estará disponível. Não haverá abstenção pois a multa para justificar será de dez vezes 69, multa sacana pra acabar com a sacanagem, o voto não é obrigatório mais, mas se não comparecer tem que pagar a multa. Se não quero participar da brincadeira, pago pra não ter que ir. Mais contribuições com ideias são sempre bem vindas. Viva a Democracia.

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  • Ulrich Dressel disse:

    Temo que esse título “Porque não acato a “democracia brasileira” pretende dizer “Por que não acato ….

    A 2ª versão anuncia resposta a uma pergunta indireta a ser tratada.
    A primeira tira a conclusão de algo que já foi exposto. Só falta identificar esse segredo nas linhas ou entrelinhas …

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    • A. disse:

      Não entendi sua colocação: “A 2ª versão anuncia resposta a uma pergunta indireta a ser tratada.”
      Que 2ª versão? Qual foi a pergunta indireta?
      O que eu entendi do título é que democracia brasileira entre aspas é um REPÚDIO à nossa democracia, totalmente de fachada.
      Dá pra desenhar?

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  • Herbert Silvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

    Fernão, eu estava a fazer um comentário quando o mesmo foi engolido, sumiu e não consigo recuperá-lo. Desde a antevéspera da eleição tem ocorrido comportamento estranho quando entro no site do vespeiro.com.Será que isto está a ocorrer com ouros participantes que aqui opinam? Gostaria que os demais se manifestassem sobre se passam por eventos semelhantes.
    Grato!

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    • LSB disse:

      Não estou tendo problemas, não.

      Para dizer a verdade, houve um comentário esses dias que quando “publiquei” não foi publicado. Mas acho que foi a internet que estava com problemas naquele momento.

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    • Algumas semanas atrás do WP bloqueou um dos meus comentários. Insisti e recebi uma proposta para criar um site no aplicativo. Achei estranho porque já tenho 5 blogs no Blogger. Só depois de escolher um nome é que fui liberado e, mesmo assim, recebo semanalmente convites para ativar o site.

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      • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

        Sr. Pozzobon,agradeço-lhe pela resposta explicando o transe que passou e passa devido a internet e li o que na época o senhor escreveu sobre, aqui no vespeiro.com. Esqueci de escrever acima que isso ocorre comigo sempre em vésperas de decisões importantes na política, como julgamentos no STF, vésperas de eleições ou quando escrevo algo que coincidentemente desagrada aos propósitos daquele que ainda não foi, e queira Deus que não demore muito a deixar o Planalto em favor do vice, ou seja lá quem for. Muitas vezes tenho que recorrer ao uso do meu “velho” e bom aparelho de FAX. Sim, sou daqueles que ainda usam o FAX como meio seguro de comunicação. como fazem ainda hoje, dois terços das empresas alemãs e boa parcela da população na Alemanha – conforme li em matéria recente da Deutsche Welle Brasil. Quando cai o sistema de internet, ou provedor não provê, o FAX continua funcionando e com muita segurança, salvo se algum raio consigo atingi-lo
        .
        Aproveitando o ensejo para recomendar a quem interessar possa: tenha um aparelho de FAX também!

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      • Fico surpreso em saber que se usa fax nos dias atuais. Francamente, dispensei o meu nos anos 90. Para passar um fax é preciso que exista um aparelho equivalente na outra ponta. Não é fácil de encontrar quem tenha.

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  • José Ingenieros em 1913 em seu clássico ‘O Homem Medíocre’.

    “As campanhas eleitorais tornam-se negócio sujo de mercenários ou briga de aventureiros. Sua justificativa está a cargo de eleitores inocentes, que vão à paródia de urnas, como se fossem a uma festa…
    “Além das exceções, que existem em todas as partes, a massa de ‘eleitos pelo povo’ é uma chusma de vaidosos, desonestos e servis. Os primeiros esbanjam sua fortuna para ascender no Parlamento. Ricos latifundiários ou poderosos industriais pagam a preço de ouro os votos recolhidos por agentes impudicos; novos ricos abrem os cofres para comprar o único diploma acessível à sua mentalidade amorfa; asnos enriquecidos aspiram a ser tutores dos povos, sem outro capital que a sua constância e seus milhões. Necessitam ser alguém; acham que vão consegui-lo agregando-se aos conchavos corruptos.

    “Os desonestos são uma legião; assaltam o Parlamento para se entregar a especulações lucrativas. Vendem seu voto a empresas que mordem os cofres do Estado; prestigiam projetos de grandes negócios com o erário, cobrando seus discursos a tanto por minuto; pagam seus eleitores com destinos e dádivas oficiais, comercializam sua influência para obter concessões em favor de sua clientela. Sua gestão política costuma ser tranquila: um homem de negócios está sempre com a maioria. Apoia todos os Governos.

    Os servis vadiam pelos Congressos em virtude da flexibilidade de sua espinha dorsal. Lacaios de um grande homem, ou instrumentos cegos de seu partido, não se atrevem a discutir a chefia do primeiro nem as instruções do segundo. Não se exige talento, eloquência ou probidade: basta a certeza de sua afiliação a um grupo. Vivem de luz alheia, satélites sem cor e sem pensamentos, presos à carroça de seu cacique, sempre dispostos a aplaudir, quando ele fala, e a se levantar, quando chega a hora da votação. (pgs. 174-176).

    Os cúmplices, grandes ou pequenos, aspiram a tornar-se funcionários. A burocracia é uma convergência de homens vorazes em espreita… Esse anseio de viver às custas do Estado rebaixa a dignidade… O funcionário cresce nas burocracias modernas. Antigamente, quando era necessário delegar parte de suas funções, os monarcas escolhiam homens de méritos, experiência e fidelidade. Quase todos pertenciam à casta feudal; os grandes cargos eram vinculados à causa do senhor. Junto a ela, formavam-se pequenas burocracias locais. Ao crescerem as instituições de governo, o funcionalismo cresceu, chegando a ser uma classe, um novo ramo das oligarquias dominantes. Para impedir que fosse ativa, regulamentaram-na, retirando toda iniciativa e afogando-a na rotina. Contra seu anseio de mando, opôs-se uma submissão exagerada. A pequena burocracia não varia; a grande, que é a sua chave, muda com o partido que governa. Com o sistema parlamentarista, ela foi escravizada duplamente: pelo executivo e pelo legislativo. Esse jogo de influências bilaterais converge para diminuir a dignidade dos funcionários. O mérito fica totalmente excluído; basta a influência. Com ela ascende-se por caminhos equívocos. A característica do inculto é achar-se apto para tudo, como se a boa intenção salvasse a incompetência…

    As consequências imediatas do funcionalismo são o servilismo e a adulação. Existem desde que há poderosos e favoritos”. (pg. 177)

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    • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

      Sr. Pozzobon, seu comentário é muito oportuno e complementa muito o que aui se discute em torno do sistema de voto distrital puro com recall, na medida em que demonstra que o ambiente descrito em 1913 por José Ingenieros é atual no Brasil. Já naquela época se sabia que a sociedade estava dividida entre uma privilegiatura formada por funcionários públicos e subservientes e a massa popular inculta dominada. Sendo que a mediocridade permeia a todos, uns com consciência dela e outros nem tanto. É por isso que a Educação no Brasil sempre foi vilipendiada quando a nível do povo ou de servidores públicos que repetem os mantras de gurus na administração publica, haja visto o que fazem com os cursinhos e concursos públicos: decoram conteúdos que não entenderão nunca, salvo alguns iniciados que traduzem o que o poder determina fazer para a máquina funcionar… para a privilegiatura que dominou os três Poderes que se apresentam como republicanos. Será que existe a venda alguma redição atual de “O homem medíocre”?
      Grato e saudações.

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      • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

        Sr. Pozzobon, agradeço-lhe muito a gentileza de me informar sobre onde vou encontrar a obra de Ingenieros.
        Queira ler o que escrevi abaixo sobre o artigo de hoje de Fernão e a proposta que fiz unindo urna eletrônica + urna de lona , ou a de vidro como na Turquia, ao mesmo tempo na votação. Grato!

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      • O voto impresso foi reivindicado para ser um contraponto à contagem eletrônica para o caso de suspeita de resultados. Como a contagem manual é feita por outras pessoas, supõe-se que seria uma forma de aferição para conflitos de apuração. Mas fora disso não seriam mais utilizados, podendo ser destruídos depois de um intervalo de tempo estabelecido em lei.

        Não acredito na falsidade do voto eletrônico, geralmente apregoadas pelos derrotados. Porém, acho importante fazer um contraponto para satisfazer a gregos e troianos.

        Sobre a possibilidade de fraude vivi uma experiência que me deixou de orelha em pé. Na eleição de 2008, eu estava no interior do estado e só cheguei na urna pouco tempo antes de fechar. Quando fui assinar no livro de recibo, meu campo de assinatura já estava assinado por uma outra pessoa. A mesária, bastante exaltada, pediu desculpas pelo erro do eleitor e pediu que eu assinasse em outro espaço de outro eleitor que não havia comparecido. Achei aquilo estranho, mas assinei.

        Ao chegar em casa fiquei matutando a ocorrência e concluí que poderia ser uma fraude praticada pelos responsáveis pela seção eleitoral mancomunados com algum partido ou candidato. Na minha suspeita eles poderiam esperar a última hora de votação para “votar” pelos ausentes, que nunca são poucos, uma vez que a justificação pode ser feita fora da seção. Como sempre voto pela manhã, minha desconfiança não foi a frente porque não tenho conhecimento da mecânica envolvida. Mas ainda penso nisso em cada eleição.

        A urna de lona foi usada por muitos anos. Era fácil de transportar. Não tenho objeções para ser usada como depositária do voto impresso. Repito que o voto impresso só será computado em caso de conflitos interparditários. E esses conflitos não implicam em recontagem total, porém somente das seções eleitorais sob suspeita, a menos que a Justiça decida pelo todo.

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  • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

    Fernão, eu estava a fazer um comentário quando o mesmo foi engolido, sumiu e não consigo recuperá-lo. Desde a antevéspera da eleição tem ocorrido comportamento estranho quando entro no site do vespeiro.com.Será que isto está a ocorrer com ouros participantes que aqui opinam? Gostaria que os demais se manifestassem sobre se passam por eventos semelhantes.
    Grato!

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  • Herbert Silvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

    Encontrei o texto que escrevia e tentei enviar colocando o e-mail e o meu nome, cliquei “publicar”, mas para surpresa minha entrou o texto das 17:06 horas em que eu apontei o problema.O texto estava em retângulo que é destinado a receber a opinião, mas diminuído em tamanho e a indicação para expandi-lo não executa a operação, deixando aparecer somente parte do texto que escrevi. Vou continuar tentando publicar.

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  • rubirodrigues disse:

    Ao negar meio de auditar se o total confere com os votos depositados e ao negar que o eleitor possa demitir o delegado traidor, resta evidente que a fraude do processo é apenas luta interna da quadrilha e a fraude verdadeira, é o próprio regime político. Não seria mais honesto adotar o regime monárquico parlamentar?

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  • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

    Há dias atrás li uma notícia que se pensa em voltar com a tecnologia das fitas cassete para gravadores. Os discos em vinil já estão reabrindo espaço no mercado musical. Por que será?
    O uso do FAX tem cabimento.Será que a notícia que li era fake- news? está aqui uma matéria para nossos jornalistas investigarem.

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  • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

    Fernão, seu artigo de hoje é muito esclarecedor, principalmente no que se refere à urna eletrônica. Como ex-presidente da 53a. seção da 110a zona eleitoral, na década de 1980, prefiro o velho ritual da urna de lona e voto em cédulas de papel, contadas uma a uma por juntas apuradoras e resultado eleitoral registrado em tabelas visíveis e conferíveis por todos os cidadãos eleitores, candidatos e seus partidos, ou a quem interessar possa, a qualquer tempo. Tudo ali a vista e palpável, podendo ser entendio o processo de votação e apuração por todos, aumentando a confiabilidade dos eleitores nos resultados; e, mesmo assim, cabia recursos em caso de dúvidas.
    É assim na Alemanha onde é usado tudo explicadinho em “velho” e bom alemão – Hochdeutsch (alto alemão) , se bem que há também o platdeutsch (alemão regional no norte).
    O problema não está na urna desenvolvida para a boa finalidade, mas está no mau uso dela por grupos mal intencionados, afinal não se sabe como foi registrado o que está lá dentro. isto é, não visível, a não ser através de relatório de resultados em tira de papel, sem existir uma cópia para o eleitor, nem a possibilidade de cópias de cada voto registrado na urna para conferencia, e mesmo assim através de processamento eletrônico a partir da “caixa preta” que lá dentro se encontra, e que sabe-se lá se não sofreu alguma interferência de altíssimo nível de manipulação; em suma, permitindo a dúvida quanto aos resultados, gerada por um processo que não se pode acompanhar e entender com os sentidos humanos.
    MINHA PROPOSTA:

    URNA ELETRôNiCA + URNA DE LONA, AO MESMO TEMPO !

    Há tempos imaginei uma saída para essa discussão.
    Ao se votar na urna eletrônica seria gerado um comprovante, com código de autenticão para cada voto, e , em seguida o eleitor colocaria o comprovante dobrado em uma urna de vidro, como se faz na Turquia. encerrado o horário de eleição os votos da urna eletrônica seriam contabilizados como já se faz, gerando relatório,; enquanto que as cópias depositadas pelos eleitores seriam contabilizadas como antes se fazia com as cédulas de papel. Um total sairia, digamos, mais rápido pela urna eletrônica, se não houvesse hackers pelo meio do caminho. outro total sairia do somatório manual pelas juntas apuradoras e a vista de todos os interessados.
    Após isso os resultados deveriam se igualar, caso contrário uma nova revisão da contagem dos votos em papel seria realizada.
    A divulgação dos resultados ao público seria feita somente após se obter os resultados obtidos na contagem das cédulas em papel.
    A oficialização dos resultados somente após dirimidas as dúvidas.

    E aí, dá para aproveitar e discutir mais detalhes para minha proposta, ou que tipo de argumento vai refutá-la?

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    • LSB disse:

      “A divulgação dos resultados ao público seria feita somente após se obter os resultados obtidos na contagem das cédulas em papel.”

      Então por que a urna eletrônica?!
      Se for para contar os votos das cédulas de papel e SOMENTE DIVULGAR o resultado depois disso (escondendo do público o resultado da urna eletrônica até o término da contagem dos votos em papel), então vamos deixar só o voto de papel e eliminar a urna eletrônica!!!

      E não entendi também a necessidade da urna ser de vidro, mas deve ser pela “transparência”…

      Abs a todas a mentes criativas do Vespeiro!
      LSB

      PS: voto em urna eletrônica com impressão para ser depositada em uma urna (para conferência posterior) não é EXATAMENTE o que muita gente estava propondo??

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      • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

        Desconheço senhor LSB se alguém já propôs exatamente isso que propus. Com todos os detalhes é? Onde? Da mesma maneira que propus? Se é ” iguarzinho quenem”, então deve ter havido “transmimento de pensação”, né? A mesma criação ocorrendo concomitantemente ou não em mentes criativas nesse imenso universo fractal onde evoluímos.

        A urna eletrônica + urna de lona ao mesmo tempo serve para agradar a “gregos” e “troianos” e destruir a desconfiança quanto aos resultados, quando eles empatarem, ou estarem muito próximo disso.

        Quem tem medo dos dois sistemas usados concomitantemente, um checando o outro, só pode ser gente despreparada que quer impor no grito a crença na urna eletrônica como se o sistema de registro e contabilização dos votos fossem incorruptíveis. Além disso os dados das urnas eletrônicas são repassados a um supercomputador no TRE central em Brasília, sendo mais uma máquina a lidar com nossos votos. Muito complicado., distante do que percebe o senso comum.

        Na urna usada na Turquia, a de vidro, o voto, feito numa câmara onde só entra o eleitor, é colocado pelo eleitor em um envelope amarelo a vista de todos e depois depositado por ele na urna de vidro, à vista de todos, o que é inegável ser um ato transparente e que mostra que a urna estava vazia antes de ser usada pelo primeiro eleitor e, depois, totalmente esvaziada para a contabilidade de todos os votos. Se o resultado da eleição será um governo transparente é outra coisa ,né LSB? E se não for, o povo turco sai às ruas protestando veementemente!

        Quanto a divulgação dos resultados dos votos da urna eletrônica somente depois de apuradas as urnas de lona é para evitar comemorações antecipadas, entreveros entre os que disputam os cargos e recursos precipitados da parte dos candidatos, seus partidos, eleitores e autoridades. Isso não significa esconder o resultado como o senhor LSB coloca acima. Convenhamos, se a urna eletrônica é indevassável e digna de toda confiança não importa se vai se divulgar os seus resultados totais juntamente com o término da contagem dos votos nas urnas de papel, não é mesmo?

        Um “equipamento”/sistema de votação colocado em confrontação com o outro. Seria muito interessante uma experiência dessas, o que o nosso TRE tem plenas condições de realizar em alguma localidade como uma simulação de eleição e verificar o que aconteceria, isto é, um balão de ensaio. E porque não; seria um mau exemplo?

        O que li como proposta de outros é que o eleitor receberia uma cópia de seu voto em urna eletrônica para seu uso como comprovação de ter votado e o registro de em quem votou , mas a proposta recebeu críticas contrárias porque eventualmente favoreceria algum esquema desonesto de compra de votos ou intimidação de eleitores por milícias, ou maus empresários envolvidos com grupos politiqueiros, visando eleger na marra este ou aquele candidato venal que defenderia seus interesses.

        Espero que, como o senhor LSB escreveu acima em seu comentário, as mentes criativas, que ele citou existirem aqui no vespeiro, se manifestem com suas opiniões, mas leiam atentamente sobre o que propus, para não confundirem o que cada um propôs. Se alguém já propôs ótimo, mais uma oportunidade para crivarmos a proposta, mesmo com a eventual participação de gurus, sabichosos, bedéis e derrotistas por princípio.

        Com a palavra o vespeiro.com ! Amanhã continuamos!
        Buona notte, se Dio vuogli !

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      • LSB disse:

        Caro Herbert

        Vamos lá:

        1 – VOTO IMPRESSO

        PL 1175/15 (de 2015)

        Art. 1.º Esta Lei altera o §8º do artigo 59 da Lei n° 9.054, de 30 de setembro de 1997 que passa a vigorar da seguinte forma:

        “Art. 59 ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..
        § 8º. Confirmado o voto do eleitor, a urna eletrônica emitirá a contra fé do voto integral finalizado em papel com código único para a respectiva eleição e controlado pela Justiça Eleitoral, devendo o eleitor, após conferi-lo, depositá-lo,de imediato, em urna física lacrada localizada ao lado da cabine devotação, na presença dos fiscais eleitorais.”

        ___________________________

        Mas temos outra proposta: a PEC 135/19. Segue o texto:

        As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos do § 3º do art. 60 da Constituição Federal, promulgam a seguinte emenda constitucional:

        Art. 1º O art. 14 da Constituição Federal passa a vigorar acrescido do seguinte § 12:

        “Art.14 ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

        § 12 No processo de votação e apuração das eleições, dos plebiscitos e dos referendos, independentemente do meio empregado para o registro do voto, é obrigatória a expedição de cédulas físicas conferíveis pelo eleitor, a serem depositadas, de forma automática e sem contato manual, em urnas indevassáveis, para fins de auditoria.”

        _____________________________

        Enfim, o PL 1175/15 fale em “…devendo o eleitor, após conferi-lo, depositá-lo,de imediato, em urna física lacrada”.

        Já a PEC 135/19 traz no seu texto: “…expedição de cédulas FÍSICAS CONFERÍVEIS PELO ELEITOR, a serem depositadas, de forma automática e sem contato manual, em urnas indevassáveis…” (grifos meus)

        Esse não é o seu modelo?
        Para mim, parecem iguais ao que o sr. propôs….

        _____________________________

        2 – URNA DE VIDRO

        Por que a urna tem que ser de vidro OU como isso aumenta a transparência?
        Não bastariam fiscais verem que a urna de LONA está vazia e lacrada antes do primeiro eleitor votar?

        _____________________________

        3 – DIVULGAÇÃO DE RESULTADO SOMENTE APÓS APURAÇÃO DOS VOTOS FÍSICOS

        “Quanto a divulgação dos resultados dos votos da urna eletrônica somente depois de apuradas as urnas de lona é para evitar comemorações antecipadas, entreveros entre os que disputam os cargos e recursos precipitados da parte dos candidatos, seus partidos, eleitores e autoridades. Isso não significa esconder o resultado como o senhor LSB coloca acima”

        Divulgar os resultados “somente depois de apuradas as urnas de lona” NÃO É ESCONDER OS RESULTADOS DA URNA ELETRÔNICA até que os resultados das urnas de lona sejam apurados??

        E, para que, então, precisamos da urna eletrônica?
        Apuram-se os votos pela urna eletrônica, mas não os divulgam. Fica-se esperando a apuração dos votos físicos. Quando estes estiverem apurados, divulga-se o resultado.
        Mas, então, para que a urna eletrônica SE você só vai divulgar os resultados após a apuração dos votos físicos?
        Por que não eliminar, então, a urna eletrônica e ficar só os votos físicos?
        Só irá se divulgar o resultado quando apurar os votos físicos mesmo…

        Enfim, qual o papel da urna eletrônica nesse “procedimento”?

        Abs a todas mentes visionárias do Vespeiro!
        LSB

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  • Pedro Marcelo Cezar Guimaraes disse:

    …eu acredito no ministro Barroso…Kkkk…Terceiro parágrafo, parei por aí!!!

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  • cacaroloss disse:

    Fernão Lara Mesquita: excepcional seu artigo. Simplesmente excepcional. Apenas disse tudo sobre nosso sistema eleitoral. Obrigado pela excelência da sua sabedoria.

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  • MARIO MATTOS disse:

    Excelente reflexão. Um sistema que não permite auditoria deveria ao menos radicalizar na transparência no momento da apuração (tipo ‘visite nossa cozinha’). Não foi o que se viu nessa eleição. Os bastidores da apuração são opacos. Isso fomenta desconfiança! A principal virtude de um sistema de votação é a credibilidade, não a rapidez com que apura o resultado.

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