Abaixo a revolução!

18 de novembro de 2014 § 29 Comentários

Vejo o tom subindo no debate nacional, o que se reflete também aqui, entre os comentaristas habituais dos textos do Vespeiro. E vejo-o com reações ambíguas. Por um lado, anima ver o fim da passividade que ajudou a nos trazer até às beiradas em que andamos agora; por outro, inquieta pensar que isso possa levar o país a cair outra vez na velha tentação latina de “cortar caminho”. É difícil, mesmo, contemplar o caminho do meio no contexto de instituições tão espúrias quanto travadas em que vivemos. Mas acredito firmemente que não existe outro.

Nos comentários à matéria anterior, discuti com a leitora Varlice os limites da imagem que usei da guilhotina. Em seguida fui aos arquivos do Vespeiro para remete-la a um texto mais completo sobre a idéia de revolução (que sei que ela não abraça pessoalmente) publicado em janeiro deste ano. Por falta de qualquer coisa que pudesse acrescentar, além da réplica feita ao comentário dessa amiga ao texto anterior a este, achei que é oportuno repetí-lo neste momento. Aí vai:

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Revendo ha pouco no celular os destaques e anotações que fiz à margem do “1889” de Laurentino Gomes (versão e-book), detenho-me em duas penduradas no manifesto de criação do primeiro Clube Republicano do Pará às vésperas do golpe que pôs fim ao Império por Lauro Sodré, um ex-estudante da Escola Militar que foi o grande centro de fermentação dos cânones positivistas de Augusto Comte que a Europa já abandonara meio século antes mas que os militares brasileiros de então (e Getulio Vargas depois deles) ainda abraçavam com fervor.

A primeira era esta:

…é sobre as ruinas e os destroços do passado que se levantará o futuro. Progredir é continuar mas a construção tem por preliminar indispensavel a demolição…

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E a segunda, esta:

…nas republicas a unica distinção é aquela que é oriunda do mérito e das virtudes individuais”.

Taí a principal chave que explica a diferença entre a estabilidade das repúblicas saxônicas, nascidas de parto natural, pela discussão e pelo convencimento, e a eterna turbulência das republicas latinas (da francesa para baixo) extraídas a fórceps e nunca recuperadas das lesões sofridas nesses processos dolorosos.

Como é que o “mérito” e as “virtudes individuais” poderiam se estabelecer como únicas fontes de legitimação de toda e qualquer “distinção” a partir de um regime que se impôs pela força ou pela traição?

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Ser ou não ser, eis a questão!

Nas revoluções – e tanto mais quanto mais violentas tiverem sido – a força impõe-se sobre o merecimento, o que fica carimbado para sempre na consciência virgem do novo regime nascente sob a forma de um trauma indelével. O que sobra em pé, finda a tempestade, nunca são as belas idéias que põem as revoluções em marcha, é o terror que elas empregam para se impor e consolidar.

Depois que o passado está “destroçado”, como queria o nosso revolucionário – o que ocorre necessariamente, ou pela força, ou pela traição – é a facção que menos se impuser limites no uso da violência ou da felonia que ficará em posição de “levantar o futuro”.

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O resultado prático desses processos naufraga, portanto, sempre na mesma contradição: é daqueles que venceram pela imoralidade que se espera a instituição do império da moralidade…

O que ha de mais curioso nesse manifesto de Lauro Sodré, entretanto, é que numa única de suas frases ele inclui a tese e a antítese de tudo que ele acaba por afirmar e esbarra, certamente sem querer, na síntese do grande divisor de águas que separa a cultura política saxônica da cultura política latina:

Progredir é continuar, mas a construção tem por preliminar indispensável a demolição…

Berliner Mauer Sprengstoffanschlag

A cultura política saxônica é, precisamente, a expressão da continuidade, da convivência entre as instituições do passado e as instituições do presente; a latina é o resultado das demolições sucessivas, de banho de sangue em banho de sangue.

Lá, entre eles, rola uma cabeça ou outra dos inflexíveis empedernidos, enquanto prossegue a discussão. Entre nós a regra geral é rolarem todas as que seguirem insistindo em discutir.

É este o engano trágico de todos os latinos (e não só deles), arrancados de suas raízes, apagada a memória do que foram, sem saber o que serão num mundo que recomeça sempre do zero. E é este o segredo dos povos saxônicos que nunca queimaram os navios com que vêm navegando de ilha em ilha na sua trajetória histórica sem interrupções.

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Eles seguem transitando livre e naturalmente entre o presente e o passado reconhecendo com autêntica familiaridade todas as etapas desse caminho. Frequentam a mesma paisagem institucional que seus antepassados frequentaram. Vivem o que são e o que foram como estágios diferentes de uma trajetória que é de todos e de que todos conscientemente sentem-se resultantes.

São todos habitantes da mesma ilha, súditos dos mesmos reis e do mesmo Parlamento, regidos pelas mesmas leis e pelos mesmos tribunais que, cada um a seu tempo, vieram somar-se à caminhada História adiante com os que já a vinham empreendendo antes deles. Novos e velhos equipamentos institucionais convivem lado a lado, moderando-se e complementando-se mutuamente; sem pressa nenhuma se vai afastando para o lado aquilo que a prática comprova dispensável ou incompatível com as necessidades do presente.

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Eles aposentam suas velhas instituições com todas as honras pelos serviços prestados. Suas leis são as mesmas velhas leis de sempre, que são leis, humildemente, apenas e tão somente porque se têm provado bons arranjos para a solução de problemas determinados desde o início dos tempos, e não por se apoiarem em qualquer verdade pretensamente absoluta ou para forjar “uma nova ordem” ou engendrar “uma nova humanidade”.

Tudo é maleável, flexível e adaptável, como gente é.

Não ha “lados” irreconciliáveis; não ha verdades absolutas; não ha “soluções” definitivas. Há um processo; cuida-se de tornar segura a navegação e não de empurrar tudo à força para chegar onde, afinal de contas, ninguém sabe aonde as coisas haverão de acabar por ter numa caminhada que não tem final à vista…

Progredir é continuar”. E exatamente por isso a demolição não é uma preliminar indispensável. Muito pelo contrário.

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§ 29 Respostas para Abaixo a revolução!

  • Gustavo Goncalves (Silvestre) disse:

    Este texto derruba uma certa impressão que sempre tive de você enquanto jornalista “progressista”. Você me parece ser mais conservador do que havia julgado anteriormente – o que é bom.

    Isto posto, gostaria aqui de relembrar o que você escreveu: “a eterna turbulência das republicas latinas (da francesa para baixo) extraídas a fórceps e nunca recuperadas das lesões sofridas nesses processos dolorosos.” […] “O que sobra em pé, finda a tempestade, nunca são as belas idéias que põem as revoluções em marcha, é o terror que elas empregam para se impor e consolidar.”

    Este é o cerne no pensamento do Olavo de Carvalho, coisa com a qual concordo em absoluto. Massas entorpecidas por ideias apaixonantes que, no final, levadas pelas boas intenções, são capazes de cometer as piores atrocidades.

    O Brasil nunca esteve alheio ao movimento revolucionário internacional. Aqui também houveram campos de concentração (pessoas eram internadas em manicômios por decisão judicial, vontade policial ou porque o marido queria se livrar da esposa). Até recentemente, o DEIC preparou uma lista, um catálogo travestido de investigação, alimentado por policiais que anotavam os nomes das pessoas que foram às manifestações no ano passado e neste ano e me pergunto se a Stasi, a KGB e a Gestapo não faziam algo muito diferente?

    O que dizer então dos grandes pensadores brasileiros do inicio do século XX, desde Rui Barbosa, Machado de Assis e Lima Barreto; o primeiro, criticou abertamente o comunismo só depois que viu a merda em que deu em apoiar a república, o segundo e o terceiro escreveram obras de arrepiar todos os ossos, vide O Alienista e Triste Fim de Policarpo Quaresma.

    Sinto-me inclinado em concordar com a postura da Walnice Nogueira Galvão – apesar dela ser esquerdista – em um livro muito bom que ela escreveu sobre a Guerra de Canudos e até hoje vivemos em guerra, desde pequenos conflitos locais até os de grandes proporções. O Brasil está a todo momento tendendo a isto, numa tal estrutura de poder centralizadora que, se não for derrubada por uma outra que force as pessoas a participar (voluntariamente) do processo político, vai perpetuar esta democracia de aparências que sempre tivemos.

    Sobre o governo atual, o que dizer? Eu entendo o posicionamento dos que são a favor da intervenção militar – inclusive quase concordei com isto – ante as diversas provas de atos de guerra e treinamento estrangeiro em territorio nacional, mas a verdade é que nem os militares tem condições de ajudar mais do que gostariam. Até porque, e pelo que me consta, nos 21 anos em que ficaram da última vez, mais fizeram merda do que qualquer outra coisa.

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    • flm disse:

      pois a resposta, volto a insistir, gustavo, não está em grandes gestos ou movimentos épicos mas na “revolução a conta-gotas” que é o voto distrital com recall.
      é essa a “outra” estrutura descentralizadora capaz de derrubar a que está aí exatamente forçando as pessoas a participar voluntariamente do processo político, do jeitinho que você quer.
      não se presta muito a discursos grandiloqüentes nem a telas de grandes pintores como os do passado, mas é, sem duvida – e falo do ponto de vista da constatação histórica – a que produz os mais profundos e revolucionários resultados.
      nos estados unidos, por exemplo, não se compara o que esse e os demais instrumentos de participação direta (realmente democráticos e não pervertidos pelo dedo podre da cooptação como os que o PT quer nos vender como se fossem eles) fizeram pelo povo e para o povo com as belas palavras que estavam escritas na constituição, o que mais uma vez nos prova que o que interessa não é exprimir onde se quer chegar mas sim construir a ferramenta certa para por em marcha um processo e mante-lo assim sem ter a pretensão de determinar previamente onde se quer chegar, o que, em si mesmo, já é anti-democrático.
      a democracia verdadeira para na identificação apenas do onde não se quer chegar. o resto muda com o tempo e exatamente por isso é que o recall funciona. ele mantém o sistema aberto à reforma permanente.

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    • fernaslm disse:

      o recall provê, enfim, o meio mais milimetricamente adequado de se conseguir o que pede a frase final deste artigo:
      “Progredir é continuar”. E exatamente por isso a demolição não é uma preliminar indispensável. Muito pelo contrário.
      o certo não é demolir sempre e recomeçar sempre do zero, é ir derrubando uma parede aqui, construindo outra ali, aumentando um cômodo e diminuindo o outro, conforme for surgindo a necessidade, sempre em cima do bom e velho edifício original ao qual todos estamos familiarizados.

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    • flm disse:

      aceito o “conservador” se for o do sentido clássico, de conservar os fundamentos da democracia (um homem um voto, igualdade perante a lei, meritocracia).
      mas como esses fundamentos nunca chegaram a ser implantados no Brasil, lutar por eles, mais que “progressista”, é radicalmente revolucionário, posto que continuamos sob o mesmo rei e seus barões de sempre…

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  • José Luiz de Sanctis disse:

    Prezado Fernão, o problema é: como aprovar o voto distrital com recall com essa gang no poder? Enquanto isso os comunistas avançam. Sim comunistas, joguemos no lixo o eufemismo “bolivariano”. Veja esse vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=8eJXHSYQn_k

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    • flm disse:

      o primeiro passo é acreditar que democracia é a solução – e voto distrital com recall é a democracia à mão armada na sua mais alta expressão – e não aquela de sempre que já se provou re-burra: chamar os milicos.
      o resto é uma questão de quantidade de gente achando que isso é a solução.
      quando o numero for suficiente ela se impõe.
      ps.: ha muito tempo, já, que os comunistas não estão avançando. a não ser nos países que chamaram os milicos e passaram os 21 anos em que o resto do mundo estava se vacinando contra a burrice deles congelados para os saudáveis efeitos desemburrecedores do livre confronto das ideias.
      foi isso que deu a eles a sobrevida que estão desfrutando no Brasil.
      ps2: plebiscito é um caminho, como já foi explicado aqui. mas não agora. só depois que baixar a poeira

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  • Dr.Eduardo Gonsales de Ávila disse:

    FLM
    você como nobre representante da Imprensa (4ºpoder) deveria sim, como o bom MARAT divulgar a lista das cabeças a serem guilhotinadas, e não vacilar falando em guilhotina como figura de estilo literário. Ou a tua bola de cristal não esta funcionando ou os dons proféticos da cabala não estão funcionando contando-lhe o que vai acontecer com nosso Brasil. Democracia sempre é a solução, mas quando ela apodrece… as forças armadas com o apoio do povo sempre salvaram o Brasil. Graças ao bom D’us!

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    • flm disse:

      tens todo direito à sua opinião, dr. eduardo,
      mas a história é a história e eu sigo discordando: ou essa corja fenece “por dentro”, vitimada pela própria podridão, ainda que venha a nos doer o que dela resultar para nós, ou meu filho, daqui ha 30 anos, estará discutindo a mesma coisa que nos (que continuamos discutindo a mesma coisa que discutiam nossos avos) com os “heróis da luta armada” de amanhã.
      tivemos uma “intervenção militar” em 30 que desaguou em getúlio, e outra em 64, que desaguou em lula. quem será a criatura da próxima?

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  • Dr.Eduardo Gonsales de Ávila disse:

    Resumo da ÓPERA: MILITARES não são VESTAIS mas em certas

    circunstâncias são VITAIS.E não vamos chamar isto de Revolução, que tal INTERVENÇÃO MILITAR.

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  • Eduardo,
    Se vontade é essa seria minha também se não fosse impraticável. Vivi a de 1964 , no 1o ano da faculdade e, bem me lembro do discurso do Jango na Central do Brasil, ocasião em que existia no Brasil uma oposição liderada pelo Carlos Lacerda, sobre quem o Ruyzito publicou em livro uma célebre entrevista no Rocio.

    Não existe oposição com o nível da UDN e outros poucos mas inteligentes talentosos e que pensavam no país. Hoje exceto em alguns momentos, voláteis, o que é oposição crível? FHC? Foi quem deu início aos movimentos sociais que o PT potencializou e deu nessa bagunça de minorias sociais e disso se aproveitam a nos explorar. Foi socialista enquanto pobre.

    Lembrando Jules Michelet (1798/1874) ” o homem molda sua alma conforme sua situação material”

    Então tudo começou lá atrás, bem observado pelo Fernão:

    A cultura política saxônica é, precisamente, a expressão da continuidade, da convivência entre as instituições do passado e as instituições do presente; a latina é o resultado das demolições sucessivas, de banho de sangue em banho de sangue.

    Como sou pragmático não diria só política mas comportamental como sociedade. Não acredito e até hoje não vi o norte-nordeste tornar-se auto-suficiente em algo. Desde sempre depende do sudeste fazendo disso um “direito adquirido”. Portanto a subserviência obriga a tender os mais rudes e primários uso e abuso da política a manter o status quo.

    E isso pesa muito, tanto que reelegeu a Dilma!, que jamais fará ou permitirá que façamos o que não lhe interessa. É pagar pra ver, exceto se ela sentir de que os militares estão incomodados com o viés esquerdizante. Disso eles tem experiência e medo.

    Interessante o movimento revigorado no Sul à separar-se do restante do Brasil. Lá estive inúmeras vezes em Sta Catarina e jamais tinha visto um sentimento explícito nesse sentido. Absurdo?, Pode até ser bobagem mas é um fato.

    Portanto, nossas justas e necessárias divagações ao melhor para o futuro do país encontram numa muralha difícil de transpor e com certeza não será pelo bom senso.

    Ja escrevi neste Vespeiro e repito: O Congresso Nacional é a amostragem da sociedade brasileira, sendo a Câmara amostragem ponderada.

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  • Dr.Eduardo Gonsales de Ávila disse:

    Cobucci e Fernão
    Com sinceridade no coração, não sou a favor da solução Militar, mas uma reflexão sobre as circunstâncias atuais concluo que este é o cenário que surge como o mais conciliatório e solucionador. Fiquei indignado com a fabulação de Olavo de Carvalho e o Lobão referindo que isto seria trocar uma Ditadura por outra, e descendo a lenha nos militares. Não penso assim. Ora, se os militares la chegaram foi por que o povo assim o quis, é o apoio popular que assim pediu em função da circunstâncias que foram criadas. Sei muito bem o que isto representa, sei porque Getúlio Vargas deu um tiro no peito, sei por que não queriam deixar Jango assumir quando da renuncia do Jânio, alias por duas vezes interinamente assumiu o dr.Ranieri Mazzilli, pai de minha tia Vanda, de Caconde, vivi estes momentos muito próximo aos eventos, conheço o que foi o cala boca da ditadura militar, vivi trágicos eventos no Ginásio Vocacional, vivi o horror, que é de se ficar horrorizado mesmo. conheci pessoas desaparecidas, sou fã do Brasil Tortura Nunca Mais do Reverendo Jaime Wright e do Cardeal Arns e numa revisão não acho que os militares agiram tão errado assim, foram impulsionados pela vontade popular, e atrevo a dizer que foi um período em que o Brasil teve o melhor momento de desenvolvimento infra-estrutural, é certo que rolou muita corrupção, la se foram as terras raras, o nióbio, o monopólio de minérios, o dando que se recebe o escambau do urutau (o império das medidas das caladas das noites). O que queremos quando falamos em ação militar é não que o poder fique com eles mas que destituam o que esta ai, é muita fraude e inconstitucionalidade, abusaram de nossa paciência, o que pensar destas infiltrações de Venezuela, Cuba etc, associações espúrias de estrangeiros em nosso território, esperar que isto caia porque apodreceu,esta bom, mas a solução vem de quem? Do engraxado (petrolão) Congresso? Da “investigadora” Dilma. Da Graça Foster fazendo uma comissão filtro na Petrobras para que não ocorra mais corrupção. É este jogo ja esta todo dominado. Basta! Depois o vice chafurdado na mesma lama. Ah não, desculpem-nos, mas passou da hora das forças armadas colocarem a boca do canhão na boca do balão. Esta turma sai de fininho sem nem pegar o recibo. Depois a gente fala em fazer um novo regime (recall) para os “novos dirigentes”, se existir o amanhã (Till tomorow)
    O grau de insatisfação do povão com tudo isto é muito muito grande, intolerável e isto pode descambar para coisa muito pior.Creia-nos são os milicos a solução deste escabroso impasse, não tenho duvidas, não vejo outra. Não tem como varrer a sujeira para debaixo do tapete, Lula e Dilma pelo andar da carruagem ganharão algemas. ou vocês acreditam que eles não sabiam de nada. Quisera estar totalmente equivocado, a situação é muito mais tenebrosa do que julgávamos, então, que sejam bem vindos os Militares. Guilhotina nos lesam-pátria.
    ATÉ AMANHÃ, SE HOUVER AMANHÃ.

    http://www.pt.wikipedia.org/wiki/Grupo_Tortura_Nunca_Mais

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    • flm disse:

      não condeno os militares in limine, como ja ficou claro em diversas matérias publicadas aqui. condeno alguns militares não pela instituição a que pertencem ou pelo que ela fez em 64 mas pelo que alguns deles fizeram individualmente. e constato que foram sempre muito menos numerosos na minha lista negra que os civis submetidos às mesmas tentações…
      (o mesmo vale para todos os coletivos, inclusive os “nordestinos” e etc. que vejo espargidos por aqui e sempre me provocam arrepios…)
      mas condeno, sim, as revoluções in limine porque resultam sempre na mesma coisa como tentei explicar nesse texto, primeiro, e pela perda de tempo que são, quando penso nos meus filhos.
      elas não são remédios, são drogas.
      só proporcionam sensações fugazes que nunca são o que parecem, e deixam quem as toma cada vez mais doente e sujeito a doenças.
      quem tem de segurar o rojão somos nós, nas ruas e nas redes, como esta sendo ensaiado, e sem deixar a peteca cair.
      chamar os milicos é como chamar o papai: um dia o filhote tem de crescer e resolver os seus próprios problemas, correndo ele mesmo todos os riscos. ou não vai se tornar adulto nunca.
      por enquanto, fico com chamar a polícia e com apoiar ate o ultimo cartucho esta que esta atendendo o chamado apesar da fera que está enfrentando.
      isso aí é caso de ladrão e quem tem de tratar com ladrão é a policia. mesmo em se tratando do crime organizado e dele querer controlar mais que só os presídios, como é o caso.

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      • Dr.Eduardo Gonsales de Ávila disse:

        Caramba, se clamo por milicos é porque devo ser mesmo um filhote de papai, levou tanta porrada da ditadura militar e ainda quer mais dela. A que ponto chegamos, né. Que calamidade, tchê ! E você deu agora para falar obviedades: “ladrões se tratam com a polícia”, esquecendo a amplidão do assunto. Uai, vamos ter que recordar a história para perceber que a Guerra esta diante de nossos narizes, e tem gente que não esta enxergando. O pior cego é o que não quer ver. Fico constrangido em dizer tudo isto, afinal você ajuda a escrever esta história todos os dias.Longe de querer ser um cego conduzindo outro cego, devo lembrar que por ai corre a guerra solta, selvagens batalhas que uma medalha não entalha..
        Mas com choro ou sem choro, lembremos, que as forças armadas é a unica força que representa Unidade Nacional, mantem nossa territorialidade e é exemplo de integração e unanimidade neste pais de bandidos degredados, escória de Portugal, onde o que impera infelizmente é a corrupção. Vamos chamar o ladrão!

        http://www.coter.eb.mil.br

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      • Dr.Eduardo Gonsales de Ávila disse:

        PAPAI ESTÃO SAQUEANDO O BRASIL.

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  • Célio Prado disse:

    Excelente texto.

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  • Eduardo,
    Concordo em 50%-minha parte na resposta a outra é do “Chefe” Fernão.
    Vc acredita que os militares hoje mais experientes na política, com uma nova geração nos comandos se permitiriam à intervir diante da corrupção?

    Eu mesmo respondo. Sim se a sociedade à exemplo de 1964 sair as ruas. Acreditaria mais se ocorresse não uma intervenção física como ocorreu, mas um “cala a boca e vai pra casa” diante do, frise-se, viés socialista que estão implantando desde o ensino básico das regiões mais pobres como educadores tem alertado, entre eles o Gustavo Iochepe.

    A corroborar com o “chega pra lá” temos os claros e obscuros desvios de recursos do país à alimentar governos corruptos e esquerdistas como o Venezuelano, Cubano e africanos titulados secretos.

    Da Argentina nem me refiro diante do uso e abuso do falido Mercosul, e mesmo assim está falida por optar pelo caminho demagógico das massas que dão votos e nada não produzem, como aqui no norte e nordeste. ( vc percebeu há tempos minha declarada implicância com os come-dorme, eu trabalhando e pagando impostos pra alimentar aqueles vagabundos)

    Portanto, grosso modo são duas variáveis que justificam ações à mostrar aos petistas que aqui não será, por mais que queiram, um país socialista como é o plano inspirado no Foro de São Paulo tendo por executivo o hoje mumificado Hugo Chaves e secretariado pelo Lula, o manguaçeiro namorado da baranga Rosemary Noronha, a notória Rose cujas contas dos momentos idílicos nós é que pagamos.

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  • Dr.Eduardo Gonsales de Ávila disse:

    ATÉ AMANHÃ, SE HOUVER AMANHÃ PARA NOSSOS FILHOS

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  • Eduardo,

    Valeu. Boa lembrança.Vamos ter amanhã e se hoje tá ruim espere mais um pouco. Números são números, custo são custos e toda burrice tem o seu preço, e o nosso chegou.

    Sem maldade ou talvez com muita, os maiores prejudicados serão aqueles daquelas regiões que votaram na Dilma. Nós sofreremos mas sabemos nos defender inclusive do Estado que é nosso maior adversário, pois nos furta e nada dá em troca.

    Hoje a tarde está meio feriado em SP por causa daquele de amanhã, dia Nacional do Zumbi e da Consciência Negra!! Ridículo e instituído por lei.

    Esse tipo de ação burra é o que estimula as diferenças que, queiramos ou não, existem e vão existir sempre a começar pela cor, e não será por lei que vai mudar. É tudo demagogia junto as chamadas minorias, exceto na Bahia do olodum , das mulatas, do carnaval ,onde são a maioria.

    Quem inventou? e a Universidade Zumbi dos Palmares ou nome que o valha?

    Tem uma propaganda que recebi, supostamente veiculada nos EUA sobre o Brasil e as praias do nordeste, que é um convite a prostituição. É um festival de bundas de mulatas!!! kakakakakakaka

    Somos uma piada, como bem disse, sobre o novo Congresso, o quase ex-senador Pedro Simon.

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  • Ari disse:

    Tendo sido citado nesses comentários o hangout do Lobão onde o Olavo fez a leitura de uma análise atribuída ao Gen Paulo Chagas, e tendo-me chegado através de repasses uma mensagem deste último solicitando sua divulgação, transcrevo-a abaixo:

    CAROS AMIGOS, COMPARTILHO COM TODOS, E PEÇO AMPLO COMPARTILHAMENTO, A MENSAGEM QUE ACABO DE ENVIAR AO DR HEITOR DE PAOLA, A QUEM MUITO ADMIRO, SOLICITANDO QUE, POR SEU INTERMÉDIO, SEJA CORRIGIDO UM EQUÍVOCO ENVOLVENDO O MEU NOME.
    PCHAGAS

    “Prezado Dr Heitor de Paola
    Recebi, há pouco, um vídeo gravado por seu filho, Sr Rafael de Paola, no qual ele se refere a uma análise, equivocadamente atribuída a mim, pela qual eu teria dito que as FFAA brasileiras estão tão enfraquecidas que não teriam condições de fazer frente às FFAA da Venezuela.
    Eu nunca fiz tal análise, nem tampouco, até agora, pude acessá-la na internet.
    Ela, com certeza, deve existir, pois o Professor Olavo de Carvalho também a ela referiu-se em um vídeo produzido pelo cantor Lobão.
    Essa falsa análise, como tal, está completamente errada e fora da realidade, pois não há força armada latino-americana capaz de fazer frente às FFAA brasileiras, nem em meios e, muito menos, em competência e profissionalismo, muito menos ainda, em se tratando das forças armadas venezuelanas.
    Não digo isto com desprezo às forças de nossos vizinhos, mas por conhecimento é certeza profissionais!
    Ao mesmo tempo em que lhe peço que transmita esta mensagem ao Professor Rafael, devidamente autorizado pelo Gen Villas Bôas, Comandante de Operações Terrestres do Exército Brasileiro (COTER), faço ao Sr e a seu filho, assim como fiz ao Professor Olavo de Carvalho, um convite para vir a Brasilia para conhecer o COTER e, através dele, conhecer a realidade do nosso Exército que, apesar de tudo que já lhe fizeram e desejaram de ruim, desde o fim do Regime Militar, continua, profissionalmente, patrioticamente e ideologicamente, o mesmo!
    Terei muito prazer em acompanhá-los nesta visita.
    Sem mais, despeço-me com a certeza de que este equívoco, provocado pela canalhice de nossos inimigos comuns, será prontamente corrigido da forma como for possível.
    Respeitoso abraço.
    Gen Bda Paulo Chagas”

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  • Francisco Pompeu disse:

    Caros,
    O corte de publicidade governamental na VEJA parece ser um fato. Na edição que está nas bancas não há nenhum anúncio de estatais ou de organismos governamentais. Quando pha publicou a informação achei que era simples expressão de um desejo, pois a medida é flagrantemente ilegal, ferindo os princípios constitucionais da impessoalidade e moralidade, além de contrariar uma penca de dispositivos legais do Direito Administrativo. A distribuição da publicidade governamental não pode privilegiar os amigos dos governantes de turno nem preterir seus desafetos. As licitações têm de obedecer critérios objetivos de tiragem e circulação. Um funcionário público ao comprar um bem qualquer para um órgão público não pode escolher a firma do amigo nem mesmo sua marca preferida, há que se estabelecer critérios de qualidade e preço e comprar o bem segundo padrões objetivos de qualidade satisfatórios e preço mínimo. Com a distribuição de publicidade se passa o mesmo e segundo quaisquer critérios razoáveis seria impossível excluir a revista semanal noticiosa de maior circulação e prestígio no país! Portanto, estamos diante de um crime perfeitamente capitulado em lei! O funcionário responsável pela decisão do corte tem de ser responsabilizado e enquadrado nas penas da Lei. Se isto não acontecer, estamos realmente sob o império do arbítrio e a lei jogada no lixo! Notem que o mesmo raciocínio pode ser aplicado aos blogs, embora neste caso, dada a novidade do meio como veículo publicitário, eles talvez não estejam explicitamente previstos na lei. É um tapa na cara dos cidadãos de bem a volumosa propaganda governamental na blogosfera e sua ausência total nos blogs não-alinhados com o petismo. Não se pode entender a demora da Veja e também dos blogueiros independentes em acionar legalmente a União diante destes crimes continuados.

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    • Francisco,

      Essa aplicação de corte de publicidade é antiga. O Fernão conhece como ninguém, quando fizeram o mesmo com o Estadão e atendendo o leitor eles publicavam principalmente os editais sem nada receber.

      Se fosse só isso. Pior é financiar jornalistas que servem ao partido dos petralhas como o Mino Carta e a revista dele, cada dia mais insuportável como me contam porque não leio. Tenho vergonha!

      Tem um outro da Record e que tem abusado sotaque carioca idem em servir ao petralhismo.

      Diante das ocorrências onde até os governistas discordam e criticam como a Martha, eles se desmoralizam cada vez mais junto com seus defensores.

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    • flm disse:

      sim, essa tem sido uma arma recorrente de vários “donos do poder”, de Orestes Quércia ao PT.
      Outra que está sofrendo esse tipo de represália é a Jovem Pan, por ter contratado Reinaldo Azevedo para o programa diário “Os Pingos nos Is” que, alias, é muito bom.
      a publicidade governamental pesa proporcionalmente ao faturamento total muito mais para rádios que para jornais e revistas. a Joven Pan está mostrando coragem e honrando a melhor tradição jornalística e merece a solidariedade de todo brasileiro decente.

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  • Fernão
    Eu absolutamente não o recrimino, estando até de acordo, apenas observei.

    De forma geral eu confio mais nos militares do que nesses safados de políticos com raríssimas exceções.

    Todavia, a sociedade está de tal forma acomodada e, repito pela enésima vez, por força da demagogia voltada a maioria- que reelegeu a Dilma- que, ou suportamos com uma oposição cotidiana e ferrenha ou cada vez mais seremos nós a minoria, ironicamente os que produzem em todos os sentidos a dar vida ao país.

    Esse é um dos preços da democracia, da liberdade que nós atendemos à um fim justo e não na procura incessante e cretina de chegar à um socialismo de 5a categoria não bastassem os exemplo que vivenciamos.

    Francamente, tem momentos como os de agora que nem sei o que dizer. Minha esperança é que a economia caminhe mais ainda pro buraco e daí vem o desespero da sociedade. Reafirmo o escrito acima: de que os sustentados serão os primeiros a perder,sem quaisquer ações bastando a inércia nas empresas e o correlato recolhimento de impostos tendendo a cair, independentemente de magias do petismo.

    Estamos no momento de inflexão. Aos que conhecem a Lei de Lafer, é a que nos recorda que, a a partir de denominado ponto da cobrança os impostos regridem.

    O mais parodoxal é que discutimos, propomos pelo nosso país tendo por paradigma SP onde vivemos quando na realidade temos dois, países pelo menos, começando com histórias diferentes e isso pesa até na responsabilidade social

    Lembro de ter indicado de excepcional livro de autoria de Alice Piffer Canabrava , que analisa com detalhes de SP da história e economia.

    É tudo muito confuso. Quanto mais me interesso mais me confundo. Infelizmente cada dia mais descrente, sentindo muito pelas novas gerações, como de meu neto de 10 anos. A minha já era.

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    • flm disse:

      tenho plena consciência de que comparativamente à média os militares são uma reserva moral da Nação, até porque é uma carreira típica de vocação para a qual, de forma nenhuma, concorre a ganância.
      mas a questão não é essa.
      o que levo em conta quando me posiciono contra desvios da democracia não são julgamentos de pessoas ou instituições do presente ou do passado nem preferências pessoais, são constatações e conclusões que tiro de processos históricos que embasam a minha certeza que só conseguiremos instalar uma nestes tristes trópicos praticando-a por tempo suficiente para formar uma memória coletiva panorâmica (no tempo) dos grupos e linhas ideológicas em conflito por aqui x o teste real do seu desempenho no poder.
      sem isso, insisto, ficaremos eternamente no passo de caranguejo:um pra frente, dois pra trás

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  • Dr.Eduardo Gonsales de Ávila disse:

    Fernão
    Continuando as “aulas de história”, verificamos mais um motivo para termos militares tentando consertar esta geringonça. Além de terem por missão moral defenderem a ordem e a constitucionalidade, foi um Militar o proclamador da Republica. Foi um tal de Marechal Deodoro da Fonseca, patrono do Exército, Duque de Caxias. (Não confundir com o Duque, empresário do Petrolão). Coincidentemente foi um combatente que lutou contra uma “ditadura”, a de Solano Lopes, no Paraguai, que exterminou o povo Guarany, e que o nosso Marechal denominava Guerra de la Prata ($$$) e não Guerra da Prata. Neste conflito também participou ativamente movimentando a máquina de guerra, (Banco Mauá), um parente meu o Irineu Evangelista de Ávila e Sousa, o Barão de Mauá.

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  • Dr.Eduardo Gonsales de Ávila disse:

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  • Pode adiantar muito pouco, mas vamos deixar de abastecer nos postos da Petrobrás. Temos a Shell e a Ipiranga, mesmo sabendo que o insumo é deles-Petro- a margem vai cair.

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  • Eduardo,
    Falando em livros históricos, se não leu leia Rumo à Estação Finlândia de autoria de Edmund Wilson.

    Voltado à crítica e históricos das teorias revolucionárias europeias que estabeleceram as bases do pensamento socialista bolchevique, focando grupo de pessoas conspiradores, filósofos, utopistas etc etc, mas que de uma forma ou de outra moldaram o século XX.

    Vc verá do que pregavam o que “pegou e o quanto durou” e como somos pobres, até na cópia mambembe à pretensão dos supostos intelectuais petralhas à seus executores em pleno século XXI.

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