O que há com os EUA

6 de junho de 2016 § 28 Comentários

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Artigo para O Estado de S. Paulo de 6/6/2016 

A “ética protestante” levou a fama mas o mais revolucionário dos “excepcionalismos americanos” foi ter o país nascido como a única nação de proprietários que jamais houve.

Enquanto o Brasil, como o resto do “Novo Mundo”, teve seu vasto território dividido entre 13 bons amigos do rei, a Virginia Company of London e demais empresas privadas a quem o descapitalizado James I, de Inglaterra, contratou a colonização da “sua” América oferecia, desde 1618, um título de propriedade de 50 acres de terra (20 ha) a qualquer um que se dispusesse a estabelecer-se nela.

A abertura de uma janela como o “headright system” no mundo brutal da Europa medieval onde a única certeza era morrer exatamente dentro da mesma condição social – de proprietário ou não – em que se tivesse nascido foi um milagre sem precedente nem sucessor na história da humanidade.

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O que ensejou a construção de uma ordem política baseada no livre consentimento, no direito de propriedade e na igualdade perante a lei no nascimento dos EUA é que essa era a condição que realmente existia na maior parte daquele canto do planeta àquela altura. O objetivo das instituições erguidas em torno desse milagre histórico pela elite do Iluminismo, mais do que produzi-lo, foi blinda-lo contra a volta ao padrão anterior pelo impulso natural do bicho homem de “crescer” sobre seus vizinhos, e preservar a liberdade que lhes permitiu entregar-se a esse desafio.

A solução encontrada foi colocar o esforço e o merecimento no lugar antes ocupado pelo “direito divino” como unico meio de legitimação da acumulação de poder ou de dinheiro, ou seja, de legitimação da desigualdade, o que já foi muito mas não foi o bastante. Mesmo sob o domínio do mérito a propriedade, aos poucos, se foi concentrando até que, na virada do século 19 para o 20, as reformas da “Progressive Era” – legislação antitruste e dispositivos como recall de políticos e funcionários, direito de iniciativa e referendo das leis baixadas pelos representantes para deter a corrupção e submeter os políticos à vontade dos seus representados – chegaram para prolongar o milagre pondo o poder político e o poder econômico em campos opostos e condicionando o direito de acumulação de propriedade mesmo pelo merecimento à preservação da concorrência em benefício do consumidor.

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A diferença fundamental entre a democracia americana e as outras que, pelo mundo afora, eventuamente evoluíram em direção a sistemas meritocráticos é que para estas trata-se de forçar a superação da própria experiência histórica para deixar de ser o que culturalmente seguem sendo, enquanto para aquela o problema é evitar transformar-se no que nunca foi e jurou jamais vir a ser no seu ato de fundação. A ausência de “pecado original” no ponto de partida tirou os EUA do caldeirão do ódio à propriedade e à prosperidade que o resto do mundo acostumou-se a identificar com o privilégio, desvio que, na volta do pêndulo, se traduziria nas revoluções comunistas que ensanguentaram o século 20.

O resultado foi o mais espetacular salto na combinação de liberdade com prosperidade jamais vivido por qualquer sociedade humana até que a derrubada das fronteiras nacionais pela internet, a partir do início da década de 80, viesse interrompe-lo.

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Na nova realidade “vaso-comunicante” de mercados de bens e trabalho exportáveis e absoluta impossibilidade de fazer valer legislações nacionais que os controlem num contexto globalizado, o modelo americano de prevalência dos direitos individuais sobre as “razões de Estado” e a lógica dos trustes vem sendo implacavelmente diluido na competição com os monopólios dos capitalismos de estado que sucederam o socialismo real nos quais multidões reduzidas à miséria trabalham por qualquer salário e “empresas” e tesouros nacionais sustentam juntos o dumping contra seus competidores do mundo democrático.

Desde então, quase 40 anos de recordes sucessivos de fusões e aquisições de empresas numa busca frenética de ganhos de escala e “produtividade” para fazer frente aos preços praticados pelas chinas da vida obtidos à custa do aviltamento dos salários e das condições de trabalho e da crescente interferência do estado na economia com a correspondente corrupção, tudo mal compensado por uma revolução tecnológica ancorada na informática onde os direitos de propriedade intelectual são indefensáveis, vêm expulsando os EUA do modelo de sociedade que eles tiveram o privilégio de escolher para si mesmos na entrada do século 20 e desfrutar por quase 80 anos.

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O unico beneficiário do processo tem sido o setor financeiro que fatura obscenamente com a reestruturação da desgraça continuada de quem vive da produção e do trabalho. Cresceu de 8% para 48% da economia dos EUA no período.

Os populismos, “brucutu” de Donald Trump e “papai noel” de Bernie Sanders, assim como as relações perigosas de Hillary Clinton tanto com quem se sente ameaçado por ambos quanto com os tubarões de Wall Street, e mais o jargão ideológico “retrô” da imprensa local, são retratos da perplexidade de quem pôde se dar o luxo de viver até aqui numa verdadeira meritocracia, longe da desesperança de vencer pelo próprio esforço que deságua no rancor e na luta de classes, e expressões do oportunismo dos partidos Democrata e Republicano tentando faturar as consequências do abalo estrutural do capitalismo demorático de preferência a discutir as raízes do problema, de resto de dificílima solução numa realidade globalizada.

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O quadro geral desta eleição comprova a contaminação dos EUA pela doença ancestral do mundo. O “modelo americano” de uma geração atras apoia-se estritamente no império de leis que não são mais exigíveis num planeta desigual e sem fronteiras que, doravante, primeiro se acertará pela média, o que para os EUA significa baixar de padrão, para só então, se não se perder no caminho, o mundo ir conquistando, agora como um todo, o que os americanos já tiveram sozinhos lá atras.

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§ 28 Respostas para O que há com os EUA

  • Apesar histórica até interessante, o jornalista no Vespeiro e OESP comete alguns enganos sobre os EUA.
    De fato, a colonização pelo menos “parcial” dos EUA foi feita “capitalisticamente” pela Inglaterra, tanto quanto a Austrália e o Canadá, daí serem nações de primeiro Mundo. Explicaria serem de primeiro Mundo, mas não os EUA serem a primeira nação do Mundo, que me parece ser a tese do jornalista, quando nos compara.
    Na realidade, além de colonização diferente, os EUA tiveram “estadistas” também diferenciados, e ao longo dos séculos desde sua independência, com a constituição feita por “estadistas” e não politiqueiros, teve uma doutrina “egoísta” de Monroe, que é afinal o egoísmo da Vida. Uma formiga ou abelha no formigueira ou colmeia “errada”, é inimiga, É O EGOÍSMO DA VIDA, que fez os EUA crescerem olhando para o próprio umbigo, e não para a barriga dos outros, como sempre aconteceu com o Brasil. Outro grande estadista, Lincoln, disse que riqueza se constrói com trabalho árduo (por coincidência também é uma postura protestante), e não com crédito e juros, COMO SE FAZ HOJE NO MUNDO TODO, inclusive nos EUA.
    Mas parece que já retornaram às suas origens de trabalho, ainda que imersos na pajelança dos banqueiros. Já estão recuperando seus empregos e crescimento, para desespero de governantes que viviam nas tetas dos americanos.
    Claro que moral e eticamente, os EUA ainda são governados por “caciques e pajés”, como os Faraós ou Franceses na Idade Média, mas é evidente que já dispõem de uma classe média capaz de separa joio do trigo, ainda que leve algum tempo. O último estadista e nem era de primeira categoria como os demais, foi Kennedy, de lá para cá, um bando de maritacas, representados hoje pelos dois candidatos mais “populares” lá. Retornar ao estadismo perdido, também leva tempo.
    Mas com uma classe média instruída e rica, ACONTECERÁ DE FATO, se não mergulhar antes na orgia e ócio de impérios falidos.
    arioba

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  • Muito bom, Fernão. Ficaria completo se algum “luminar” em Brasília lesse e entendesse.

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  • Cris Dias de Souza disse:

    Apesar da irrigação de recursos na crise de 2008, a vida da classe média baixa americana pouco melhorou.. Talvez explique um pouco do fenômeno Trump! Os grotões americanos nada têm de Miami ou NY..

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  • O particularmente interessante nessa análise é a busca do DNA da formação do Estado americano. Penso que o resgate do DNA dos demais estados revelaria a origem absolutista – Governo/Povo – que tem impedido a correta compreensão do que Democracia significa e consequentemente a sua realização efetiva. Em uma verdadeira democracia uma Nação – não povo – institui um Governo e lhe atribui responsabilidades específicas de interesse e conveniência coletiva.

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  • Ben disse:

    Em mais de duzentos anos de existência, os EUA nunca tiveram um regime fascista de direita ou esquerda. O que prova a existência de um equilíbrio de forças entre os grupos que compõem a sociedade. O inferno está cheio de boas intenções e demagogos como o Mussolini e o Chávez.

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    • Ben disse:

      Só para corrigir o que escrevi. Os EUA já tiveram momentos de injustiça social sim. Como a discriminação racial no sul e a ausência de direitos trabalhistas no século XIX. Mas o país evoluiu e hoje em dia não se vê mais por exemplo a impunidade aos crimes de corrupção como no passado.

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    • Faltou o idiota do Lula que se considerava o líder da chamada terceira via, via do fracasso, como se comprovou.

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  • Edson Galindo disse:

    Muito bom. Poderia ser publicado no The Economist.

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  • Fernão Lara Mesquita é excelente articulista, há somente o reparo histórico de apesar dos Estados Unidos pertencerem a Sir Raleigh, a inciativa colonizadora do mesmo (Virginia – Ilhas perdidas de Roanoke) não obteve sucesso e praticamente somente serviu para levar o Tabaco para o Velho Mundo (os afamados cigarros Raleigh, mais afamado quando se torna o ultimo desejo de Raleigh quando de sua execução, logo após sua expedição ao ELDORADO.) A real colonização americana ocorre nas terras do Lord Penn – a Pensilvânia movidos pelo iluminismo de Francis Bacon (NOVA ATLANTIDA e Comunidade de Ephrata) com expedições alemãs de Joanes Kélpius e Zimmermann. A real diferença americana é além da ética protestante com a valoração do trabalho é que tiveram heroicos e verdadeiros pais da pátria que vivem seu ápice com Benjamin Franklin e sua Declaração de Independência, traduzida pelo poliglota Muller, aceita pelo mundo e atualmente consolidada com o Império do Pato Donald e a Coca-Cola.
    http://www.oocities.org/athens/acropolis/2216/Ephrata_Presentation-Contents. htm

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  • A grande e verdadeira histórica é que U.S.A. é um empreendimento de iniciativa de OS ROSACRUZES.

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  • Eduardo
    Quando Benjamin Franklin, saiu do salão onde assinaram a 2a Independência dos EUA- aquela que valeu-, uma senhora aproximou-se e perguntou: O que o senhor deixou para nós?
    “Uma República, ele respondeu”

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  • David Brooks do NYTimes em artigo transcrito pelo Estadão em 9/2/2013,pag A11: ” Os fundadores dos EUA foram mais cautelosos. Eles compreenderam que líderes são tão venais e pouco confiáveis quanto qualquer outra pessoa. Eles abominaram a concentração de poder e criaram a divisão de poderes à dispersá-los”
    Afora o apelo a honra e a virtude, que é o mínimo desejado de homem público, exatamente o que nos falta.

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    • Eduardo,
      Nossos “artistas” de araque… Vale a pena ler.

      Melhor Comédia em Cannes

      Crônica do Guilherme Fiuza

      Atores brasileiros denunciaram no Festival de Cannes o golpe de Estado no Brasil.
      Isso aconteceu pouco depois de o novo ministro da Fazenda declarar que sua primeira missão será descobrir e divulgar a verdade sobre as contas públicas no país. Ou seja: o governo derrubado pelos golpistas mantinha as finanças nacionais na clandestinidade – para poder cometer à vontade os crimes fiscais em que foi flagrado.
      Faltou traduzir para o francês: sujeitar a malandragem petista à lei é golpe.

      Sonia Braga tem todo o direito de querer trocar Gabriela Cravo e Canela por Dilma Cravo e Ferradura – cada um busca a felicidade onde bem entender.
      O que já passou da hora é a responsabilização criminal da presidente afastada por suas insinuações de golpe de Estado. Aí já não é cinema – é Código Penal.

      O governo Michel Temer começou da seguinte forma: Henrique Meirelles na Fazenda, Ilan Goldfajn no Banco Central, Mansueto Almeida no Tesouro, Maria Silvia Bastos Marques no BNDES, Pedro Parente na Petrobras.
      Vamos explicar de forma alegórica, para a criançada de Cannes entender: sai o time da penitenciária, entra o Barcelona.

      Mas os progressistas fiéis à companheira golpeada não gostam de Messi, Neymar, Luisito Suárez e companhia, que acham muito antipáticos e neoliberais.
      O time da penitenciária tem mais ginga – e se encaixa melhor no hino revolucionário que sustenta a mística dessa gente: caminhando e cantando e seguindo o cifrão.

      A ordem, portanto, é disparar contra Temer.
      A primeira crítica proferida de todos os lados: é um ministério sem mulheres.
      Para os democratas golpeados, mulher é uma espécie de patente, um atributo genérico.
      Qual ou quais ministras os críticos recomendavam, e por que, ao novo governo?
      Ninguém sabe. Esses pobres golpeados tratam gênero como virtude, sexo como credencial.

      Sendo assim, vamos à escalação das mulheres que fizeram história nos virtuosos governos petistas: Erenice Guerra, Gleisi Hoffmann, Graça Foster, Miriam Belchior, Benedita da Silva, Ideli Salvatti, Rosemary Noronha, entre outras sumidades – sem se esquecer, naturalmente, da estrela guia Dilma Rousseff.
      É necessário declinar os prontuários?
      Quem quiser diversão macabra que vá ao Google.

      Viram como é fundamental um governo com mulheres?

      Essa é a narrativa tosca da qual o Brasil virou refém, e não só a turma da cantilena parasitária. Exigir mulher no ministério de Temer é o que há de mais machista: essa é a autêntica mulher objeto, transformada em troféu do proselitismo. Mas eis que surge a troca de comando no BNDES. Quem assume? Maria Silvia Bastos Marques.

      O Brasil bonzinho detesta a virtude.
      Maria Silvia vale por todas as supracitadas juntas (no que elas remotamente tenham de bom, claro), mas sua nomeação atrapalha a narrativa de que o governo Temer é PMDB, é retrógrado, é machista, é Eduardo Cunha.
      Silêncio total. Ótimo: muito ajuda quem não atrapalha.

      O BNDES enfrenta suspeitas de ter se tornado um antro de tráfico de influência do PT – e, particularmente, de Lula, como aponta investigação do Ministério Público sobre ações do ex-presidente em favor de empreiteiras no exterior.
      O problema da nomeação de Maria Silvia é que isso acaba. Se não do dia para a noite, tão logo ela vá iluminando ponto a ponto as catacumbas.
      Como se pode ver, o golpe denunciado em Cannes é grave: só pode ser uma conspiração para matar a elite vermelha de fome.
      O Barcelona está em campo para tentar reverter o calamitoso 7 a 1 petista, e a patrulha progressista está à beira do gramado jogando pedra e gritando contra os conservadores, os feios, os chatos, as recatadas e as do lar.

      Essa síndrome brasileira parece não ter cura.
      Freud (ou Nelson) poderiam diagnosticar uma inconfessável vontade de apanhar (por qualquer placar). Foi o que se viu no UFC Brasil.
      O campeão dos pesos pesados não resiste à presepada e entra com musiquinha de Fórmula 1, “sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”, diz que são 45 mil com ele no octógono e… Os 45 mil são nocauteados com um direto no queixo aos dois minutos de luta.

      Prezados parasitas da mística, vão procurar sua turma no Festival de Cannes – e celebrar o prêmio de melhor comédia. Deixem o Brasil que trabalha trabalhar.

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  • Cobucci
    Com Jornalistas, com Artistas e com peões Cowboys não se mexe. Deixe-os livremente tocar e dançar o “Samba do Crioulo Doido”.
    No fim quem manda mesmo é o Deus Grana.

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  • Eduardo e demais vespas responsáveis.
    Nova eleição e o Lula o que os EUA graças aos céus não tem,
    Minha reflexão.

    Despudor
    Conformados com o afastamento definitivo da Dilma na presidência da República, o PT, via seu dono, Lula, dedica-se ao convencimento de Senadores à um pacto, no sentido de não cassá-la em troca da renúncia e convocação de novas eleições presidenciais. Mais uma vez o petismo exasperado pela perda do poder, e sem qualquer demonstração de interesse patriótico, deixa de lado as sérias consequências da descabida e alucinante proposta de uma eleição feita as pressas, deliberadamente ignorando as urgentes medidas, começando com as econômicas, a serem tomadas diante do que eles próprios destruíram. Ou então querem fazer crer com o fato de novas eleições a situação melhorará por inércia na expectativa de novo presidente. Qual a garantia de que até lá a sociedade conseguirá sobreviver diante dos estragos deixados pelo governo Dilma? A bem da verdade o que eles querem é, em primeiro e único lugar diante do temor de sucesso, inviabilizar o governo Temer, na esperança de uma nova oportunidade em voltar ao poder, mesmo com o partido esfacelado e, em particular,pelo que sobrou do próprio Lula, inventor da Dilma,
    Convenientemente, até hoje fazem não entender que o primeiro passo a desenvolver o país restabelecendo o necessário crescimento econômico de onde tudo deriva começando pelo emprego, é com a confiança na condução do Executivo, exatamente o que o petismo não tem mais.. O maior inimigo de qualquer recuperação é a incerteza.
    Nova eleição, é mais uma manifestação patológica lulista, sempre liso e escorregadio com toda complexidade emocional de um pequeno molusco, jamais adotando um princípio se não expedientes, diante de rupturas com a moralidade graças a seus atores e a domesticidade do Legislativo que o atendia, sem prejuízo de usar da enganação aos mais ignorantes à melhor manipular, ficando difícil distinguir nos eventos auto-elogiáveis, política, paródia, pastiche e atuação.
    Usando e abusando na originalidade da proeza que empolgou, o então “ partido da ética e que não rouba nem deixa roubar”, diferentemente no que revelou, acreditou que o avanço na inclusão social compensou ou ainda justifica os danos que o PT causou a República e a moralidade no trato político.
    O governo populista, filho espúrio do Foro de São Paulo, na procura pela aplicação, traz à lembrança a “A era da Incerteza”, de John Kenneth Galbraith (1908-2006), segundo o qual “ ..os populistas são claros em suas queixas, mas incapazes de oferecer maneiras críveis de resolvê-las”
    É exatamente o que o Lula está fazendo, articulando novas eleições presidenciais, não por espírito público como já foi dito, e sim particular, esperando dar alguma chance ao lulopetismo retomar ao poder perdido, que é tudo que lhes interessa .

    Mario Cobucci Junior
    Bacharel em Direito (PUCCAMP), em Adminisstração ( Mackenzie) e com MBA (FGV-SP)

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  • sergio Falbo disse:

    Não e’ uma resposta, mas simplesmente sugerir que os atuais políticos que quando da promulgação da carta de 1988, diziam que essa carta era o principio do regime presidencialista pregonizado por nos brasileiros, Ora no momento se discute o nepotismo, a meritocracia porque não sugerir o parlamentarismo?

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    • Os políticos em geral preocupam-se consigo e com as próximas eleições, enquanto o país fica em segundo plano, como comprova o lamentável estado em que nos encontramo.. Portanto, tudo que mude o estado atual encontrará dificuldades na mudança, porque eles temem o risco no futuro.
      O necessário e prudente “recall”, assusta porque exigirá trabalho e sofrerá controle dos eleitores. É tudo que não querem, começando em dar satisfação.
      Mudar? Não será por decreto. Só a sociedade unida se manifestando e exigindo conseguirá mudar.

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  • Complementando,
    É bom que se diga que a eleição desses parlamentares é feita pela sociedade brasileira. Portanto, reclamar como?

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