Donald Trump, nós e a democracia

11 de janeiro de 2021 § 24 Comentários

Este mundo está mesmo de pernas para o ar. Até a democracia americana perdeu a virgindade… 

Antes, porem, de abordar os fundamentos físicos da doença dos Estados Unidos, o epicentro de onde se espalha para o mundo a pandemia do ódio, é preciso deter-se na avaliação dos seus aspectos psicossomáticos, pois é a comunicação em torno do que está acontecendo mais do que concretamente o que está acontecendo que determina a velocidade da multiplicação e da disseminação desse vírus, e essa é a parte que nos toca desse latifúndio.

Os adoradores e os “odiadores” de Donald Trump são criaturas uns dos outros num processo clássico de entropia. Uma das definições que a Wikipedia dá de “entropia” vem a calhar: “Se dois corpos estão a temperaturas diferentes, colocando-os em contato a energia fluirá do corpo com maior para o corpo com menor temperatura até alcançar a fusão se não houver troca de energia com outros sistemas”. Ou seja, “amar” ou “odiar” intensamente Donald Trump faz parte da mesma patologia pois não é razoável que pessoas adultas amem ou odeiem seus políticos eleitos com essa intensidade num contexto democrático de alternância certa e mapeada do poder por decisão direta do povo como o que existe nos Estados Unidos.

Para conter a pandemia do ódio o mundo precisa antes de mais nada, portanto, tomar distanciamento social da chuva de perdigotos conceituais que cada novo ato dos protagonistas dessa novela sinistra desencadeia pois o fato de Donald Trump ser o que é de modo algum faz com que seus “odiadores” deixem de ser o que são, e vice-versa.

Dou alguns exemplos. 

Não é porque é mentira que tenha havido fraude capaz de mudar o resultado da eleição americana que deixa de ser mentira que o sistema brasileiro é invulnerável e que é possível afirmar que aqui nunca houve fraude. Lá isso pode ser, como foi, conferido, preto no branco, pela checagem de cédulas físicas assinadas pessoalmente por cada eleitor e as leis de cada um dos 50 estados que teriam de entrar nessa “conspiração” impõem recontagens e outras formas de aferição disparadas quando as margens de votos indicam que isso pode fazer diferença e aqui não existe lei nenhuma para isso nem muito menos qualquer comprovante físico do voto dado. A mentira para esconder a fome de poder a qualquer custo de Donald Trump, pela qual seria bastante educativo que ele pagasse ainda antes do fim do mandato, não anula de forma nenhuma a mentira para esconder a fome de poder a qualquer custo por trás da máquina de votar brasileira.

Espernear contra a entrega do poder depois de perdida a eleição é uma atitude tão antidemocrática quanto usar todo tipo de recurso espúrio para impedir um governo eleito de governar segundo a receita que mereceu a aprovação da maioria do eleitorado, ainda que uma dessas formas de violência possa ser focada num único indivíduo e a outra esteja dispersa entre milhares ou mesmo milhões movidos exclusiva e confessadamente pela defesa de seus privilégios, só porque estes são mais difíceis de apedrejar.

Do mesmo modo como nada, rigorosamente nada, pode tornar democrático ou mesmo apenas decente aumentar salários e privilégios de uma privilegiatura empanturrada com uma mão e impostos sobre remédios e alimentos do favelão nacional doente e faminto com a outra em plena pandemia, nada pode tornar democrática uma ordem institucional onde uns poucos tomam o resultado do esforço alheio brandindo as leis que escrevem exclusivamente para proveito próprio enquanto todos os outros são constrangidos a entregar o seu para não sofrer as penas prescritas nesses golpes legislativos sorrateiros que não lhes é dado referendar. Apesar do ritual, o nome disso continua sendo assalto. 

O fato dos donald trumps do mundo terem ganho acesso a um canal para expressar seus ódios não apaga o fato histórico dos objetos desse ódio terem passado os últimos 100 anos usando e abusando da exclusividade de fazer essa mesmíssima coisa e cercando e apedrejando sedes de poderes executivos e legislativos pelo “mundo democrático” afora diante da simples verbalização de qualquer proposta tímida de redução dos seus privilégios.

Assim também, nem o machismo brega e a estupidez arrogante de Donald Trump tiram do ensaio de ditadura LGBT+ o caráter de ditadura, nem o direito à liberdade dos abreviados de cada uma dessas letras de procurar sua felicidade do jeito que bem entender exclui o de Donald Trump de procurar a dele assumindo-se como um machão brega e mesmo estúpido, contanto que cada um seja o que é sem trespassar o limite dos direitos dos outros.

Nada jamais foi dito de mais sábio e definitivo sobre isso do que o “Se todos os homens menos um partilhassem da mesma opinião, e apenas uma única pessoa fosse de opinião contrária, a humanidade não teria mais legitimidade para silenciar esta única pessoa do que ela, se poder tivesse, para silenciar toda a humanidade” de John Stuart Mill naquele longínquo século 19 da consolidação da democracia do qual o Brasil foi expulso pela Contrarreforma e pelas fogueiras da Inquisição.

Tudo isso é certo e sabido mas a chuva de cusparadas que se segue aos atos perpetrados por essas ambições desenfreadas em luta, que as imprensas locais automaticamente tragam e traduzem, tratam de “provar” que não, o que espalha a doença para o resto da pequena parcela do mundo que ainda pode fazer umas poucas escolhas.

Nenhuma agressão à democracia que possa vir da personalidade doentia de Donald Trump poderá tornar democrático o ato de calar pela censura todas as vozes dissonantes, venha ele de algum dos moleques que, pela combinação de caminhos tortos e falhas de regulamentação, construíram, como os “rober barons” dos tempos das ferrovias, monopólios de comunicação neste alvorecer da migração da economia e da politica para as redes sociais ou da velha imprensa doente cujos ditames esses moleques não ousam desobedecer. 

Nem a reprodução desse tipo de violência pela nossa corte supremamente macunaímica, nem a repetição ao infinito do apoio a tais brutalidades por baixo de logotipos vetustos pode suscitar, numa consciência sã, a confusão inocente do nosso Undecimovirato Monocrático com democracia e com “estado de direito”. Ou é má fé, na hipótese benigna, ou é debilidade mental na hipótese incurável.

E isto nos traz aos dois principais fundamentos físicos da doença que tornou metade dos Estados Unidos, por enquanto, suscetível a discursos como o de Donald Trump e farão o problema sobreviver a ele. 

O fenômeno da ascensão de populismos mais calçados na bizarrice dos seus protagonistas que em ideias concretas não é causa, é consequência das ameaças reais que vêm roendo as democracias. A mais recente é a reação que o advento da internet proporcionou contra os grupos organizados de interesse que, não pelo debate de ideias e pelo convencimento mas pela especialização na manipulação das falhas das regras do sistema e pelo controle por censura dos seus canais de voz, têm “cavalgado e desmoralizado as democracias para colocá-las a serviço dos seus privilégios. A censura é o achinezamento da internet que tampa a panela e criará a próxima geração de trumps com garras e dentes e disposta a matar ou morrer, se não for levantada. A mais antiga é o achinezamento das relações de trabalho que a precedeu.  

Por pior que seja a intenção com que Donald Trump apedreja a China – e ele sempre o fez do jeito e pela razão menos republicana – nada pode apagar o fato de que aquele é um regime totalitário a serviço de um ditador armado até os dentes em pleno delírio de onipotência que não segue lei nenhuma e não se detém diante de nada; um estado bandido que cresceu pelo roubo sistemático das invenções alheias e da reprodução e venda a preço vil do produto desse assalto sistemático ao resto do mundo por uma multidão de quase escravos a quem só é dada a alternativa do tiro na nuca.

Aceitar esse desafio dos párias da civilização baseada na tolerância conquistada ao fim de milênios de sangue, suor e lágrimas, sem condicionar estritamente o acesso aos seus mercados ao respeito à dignidade do trabalho e ao direito de propriedade, e responder nos termos deles, pela revogação sumária da democracia antitruste, a única que preserva o ambiente de ampla concorrência vital para a mera possibilidade do exercício da liberdade (de escolher patrões, salários, fornecedores e imprensa tão diversificados quanto diversa é a humanidade), acabou com o sonho americano de vencer pelo trabalho sem ter de implorar a ninguém o favor de permanecer física ou economicamente vivo que, pela primeira e única vez na história da humanidade conseguiu nos livrar dela por algum tempo, e devolveu o mundo à selva dos monopólios incubados pelos reis.

Os donald trumps não criaram, eles só surfam essa onda maligna em que nós sempre andamos semi-afogados, cujo peso sufocante os americanos apenas estão começando a experimentar.

 

China x EUA: a guerra que veio para ficar

13 de outubro de 2020 § 13 Comentários

“Especialistas” da imprensa brasileira tratam o confronto China x EUA como se tudo não passasse de uma tentativa americana espúria de impedir que firmas de tecnologia chinesas ampliem suas operações internacionais porque esta seria a chave do domínio econômico no século 21.

É muito mais que isso.

O roubo sistemático de pesquisa, desenvolvimento e design está concretamente na base do “milagre chinês”, junto com o trabalho semi-escravo que moeu dois séculos de lutas dos trabalhadores do Ocidente e resultou no achinezamento geral dos salários e num grau sem precedentes de redução da competição e concentração de riqueza pelas fusões e aquisições de empresas para enfrentar os monopólios chineses que está abalando a democracia do lado de cá do mundo, inclusive e principalmente a americana. 

Os dispositivos de espionagem subrepticiamente embutidos no hardware chinês confirmam-se todos os dias como uma política de estado. Até a Amazon, o Facebook e o Google, com todo o seu gigantesco aparato tecnológico, estão entre as vitimas roubadas por esses expedientes. A “equidistância” que tantos fariseus recomendam ao Brasil nessa parada em artigos na imprensa é, portanto, mentirosa. A China exporta seu modelo político sem consultar seus “fregueses” e é óbvio que não faz isso movida por boas intenções nem por interesse apenas comercial. E a chegada do 5G, que vai requerer a reforma geral de toda a infraestrutura tecnológica global é uma ocasião única de ocupação de novos “espaços tecno-políticos”.

O aparato de espionagem e controle sistemático dos seus nacionais – junto com o esmagamento implacável de qualquer dissidência – é, oficialmente, o esteio do domínio totalitário do Partido Comunista Chinês, o único legalmente admitido no país embora dispense qualquer tipo de adesão espontânea. E um país que oprime a sua própria população dificilmente para por aí.

Taiwan diz que as manobras militares de setembro de 2020 dentro de sua zona de defessa aérea foram o desafio mais direto enfrentado pelo país desde o lançamento de mísseis chineses em suas águas territoriais em 1996. A marinha chinesa construiu mais navios de guerra que a americana certamente para usá-los e o país vive exibindo, em desfiles militares sempre apoteóticos, uma variedade formidável de mísseis. Dispõe também de satélites capazes de bloquear as comunicações militares dos Estados Unidos. A diferença militar entre eles diminuiu muito, portanto. Já a diferença econômica é, hoje, de apenas ⅔.

A China, entretanto, não tem aliados. É um império de facto que tenta comportar-se como estado nação. A ascensão de Xi Jinping veio carregada de presságios. Reforço do autoritarismo  interno, construção de bases no Mar do Sul da China, mudança constitucional para o poder eterno, repressão em Hongkong, prisões em massa dos Uigur em Xinjiang, repressão no Tibet, confronto com mortes na fronteira hindu…

São tão ostensivas as intenções chinesas que Michele Flournoy, possível Secretaria de Defesa num eventual governo Biden, escreveu na revista Foreing Affairs que os EUA deveriam reestruturar a sua capacidade militar e endossou, lá no tom dos democratas, todos os raciocínios por trás das diatribes de Trump contra a China.

Entre os vizinhos dela, Japão, Coreia, Taiwan e Australia são aliados formais dos EUA. E a India, se ainda não é tende a ser já que vem sendo agredida pelos chineses. Uma eventual traição dos EUA a Taiwan no caso da ilha ser atacada pela China, no entanto, pode alterar radicalmente esse quadro de alianças.

O dado positivo é que a liberdade é um impulso inato na nossa espécie e, na Era da Informação, o povo chinês parece-se mais com o americano do que o povo russo da Guerra Fria jamais pôde ser. A própria filha de Xi estudou em Harvard. Mas isso, num país totalitário, pode aumentar o risco de uma explosão repressora.

Seja como for, se há um tema lançado por Donald Trump que tende a permanecer na agenda qualquer que seja o resultado da eleição, é este da volta da Guerra Fria com a China. Um mundo dividido em dois blocos tecnológicos pode parecer implausível na realidade das cadeias globais de produção mas já está meio configurado. O Reino Unido e a Alemanha já entenderam e escolheram seu lado. A Europa Latina é, como sempre, o “Centrão” em seu oportunismo e antiamericanismo rasteiros. E o resto do mundo, o Brasil inclusive, ainda não se decidiu entre a civilização e a barbárie política. Sensíveis à corrupção como são, pesa para estes o fato da China ser o maior parceiro comercial de mais de 100 países e os EUA só de 57.

 

O curioso caso dos Estados Unidos

25 de agosto de 2020 § 16 Comentários

A concentração desenfreada da riqueza já quase acabou com a democracia americana uma vez. Por definição, é para um único vencedor final que empurra a “competição”, o outro nome da guerra de todos contra todos que define a condição natural do bicho homem, a menos que a civilização – essa frágil construção que procura nos afastar da lei da selva – anteponha um limite artificial a ela. É nessa brecha estreita que se insere toda a História da Civilização. E dentro dela, a da democracia americana que, ao contrário da “narrativa” prevalecente, é a única, historicamente, que conseguiu domar a competição sem matar a produção e a inovação ao longo da maior parte do século 20. 

O mundo está cheio de exemplos em que o poder político consegue matar a competição tomando para si todo o poder econômico. Mas essa fórmula (a socialista) mata o progresso junto com a liberdade. Exemplo de “doma” – isto é, de por a fera da ganância a serviço do progresso com liberdade e justiça social – só existe um. O truque genial foi não tratar de desconcentrar o poder econômico concentrando ainda mais o poder político, mas obrigando os empresários que conquistassem mais de 30% de cada mercado a dividir sua operação com outros empresários que teriam de concorrer entre si em benefício do consumidor. 

Sim, a essência da revolução americana – também conhecida como democracia – é a desconcentração do poder político. Não ha como desmerecer a obra da melhor geração da humanidade, a nata do Iluminismo que emigrou para aquele novo planeta habitável. Mas instalar o sistema de “governo do governo” que eles criaram só se tornou possível porque a desconcentração do poder econômico veio antes. 

O curioso caso dos Estados Unidos faz lembrar o curioso caso de Benjamin Button daquele filme. A história do país é que começa invertida. Eles já nascem como todos nós sonhamos terminar um dia. Um país de pequenos proprietários. Importavam colonos contra a entrega, a cada um, de 50 acres (20 hectares) de terra (o headright system) num mundo onde nunca existira a possibilidade de quem nascia sem, vir a possuir terra. O padrão era o Brasil, distribuído inteiro, em fatias, a 12 amigos do rei que ficavam encarregados de manter a multidão dos servos, servos para todo o sempre.

O erro dos “Pais Fundadores”, sozinhos num mundo cercado de monarquias por todos os lados, foi blindar, enquanto durassem, os mandatos dos representantes eleitos pelo povo para governar o governo. A competição civilizada não sobreviveu à impunidade garantida aos fiscais da regra do jogo. Dos políticos desonestos ela foi logo estendida aos empresários desonestos, cada um no seu campo tratando de matar seus concorrentes honestos, uns fazendo regras tortas para os outros ganharem muito dinheiro e os outros usando esse dinheiro para reeleger seus benfeitores. 

Lembra algo?

A quebra do “padrão tecnológico” imposto pelo advento das ferrovias que, nos meados do 19, abriram um mundo novo de riquezas imensas ao qual só se podia chegar ou sair por meio delas, associado à corrupção política, tornou furioso o processo de acumulação da riqueza de todos nas mãos de uns poucos pelo expediente da expulsão dos competidores do mercado.

Na virada para o 20 deu-se a segunda revolução americana, ainda mais radicalmente transformadora que a primeira. Se o povo não podia mais escolher, nem seu patrão, nem seus fornecedores – era o que dizia a realidade – de nada valiam os poderes formais atribuídos a ele pela constituição. E como tudo começava na impunidade dos políticos, a resposta foi fragilizar-lhes os mandatos. Recall a qualquer momento e direito de propor e recusar leis por referendo foi a arma brandindo a qual foram impostos os novos limites à concorrência em favor do consumidor e, por tabela, do trabalhador, os outros nomes de sua majestade o povo. 

No ocaso do século 20 a força disrruptiva da informática jogou tudo novamente por terra. A anulação das fronteiras nacionais tornou os Estados Unidos vulneráveis, ao mesmo tempo, ao roubo de tecnologia e design e seu mercado aberto aos produtos desse roubo sistemático executado por mão de obra quase escrava. Os donos de apenas quatro das “ferrovias da informação” pelas quais tudo na economia de hoje tem de passar são maiores que a economia da Alemanha, a quarta do mundo. A Apple sozinha vale mais que o PIB do Brasil. E, como todo mundo que já teve algum poder, estes, que têm demais, usam e abusam dele. Já não era sem tempo que o congresso americano, num movimento suprapartidário, tenha dado o primeiro tímido passo para lembrar-los de sua revolucionária história antitruste. 

A falta de ação nos últimos 40 anos de recordes sucessivos de fusões e aquisições de empresas em meio ao pânico despertado pela competição predatória dos monopólios do capitalismo de estado chinês precipitou a corrida do “Benjamin Button” americano de volta à infância da humanidade. Cada vez menos consegue-se vencer pelo trabalho na antiga Terra da Oportunidade. Monopólios só convivem com monarquias como são os sistemas de partido único. Não é a ocupação gramsciana da imprensa e dos outros meios de difusão do pensamento dos Estados Unidos que estão empurrando a juventude americana para a tentação socialista. Essa “vanguarda”, como todas, só está correndo atras do “achinezamento” do seu mercado de trabalho.

Sim, os bárbaros são bárbaros. Mas eles só invadem os impérios que estão caindo de podres. Não será, porém, com as bravatas eleitoreiras de Donald Trump que se vencerá esse inimigo. O remédio para as chinas da vida é o mesmo do desmatamento da Amazônia. Tem de haver um imposto contra produtos que contenham insuficiência de direitos do trabalho e roubo de design e de pesquisa e desenvolvimento. Forçar a ocidentalização do mercado de trabalho chinês é a única alternativa realista ao “achinezamento” do mercado de trabalho ocidental. E já pode até ser tarde demais…

A Globo já entendeu…

20 de junho de 2020 § 23 Comentários

A Globo já entendeu quem é a China. O Judiciário brasileiro ainda não. Pra ele entender quem é a China é “racismo”.

A maioria dos jornalistas brasileiros, aliás, também sabe o que é a China mas ainda afirma em voz alta que, como a China está pagando, o Brasil tem de dar a ela tudo que ela exigir. Mas isso não é racismo. Tem outro nome…

A admirável China Nova já chegou

6 de junho de 2020 § 23 Comentários

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