O silêncio dos culpados

21 de março de 2017 § 30 Comentários

Artigo para o Estado de S. Paulo de 21/3/2017

Esta quarta-feira, 15, foi daqueles dias em que os fatos se impuseram à “narrativa” do Brasil com uma contundência de doer. Capital por capital, cidadezinha por cidadezinha, giro após giro das TVs pelo país, a mesma cena: grupelhos de funcionários públicos estáveis no emprego, com aposentadorias integrais e aumentos de salário garantidos até 2020 barrando a passagem das multidões de desempregados, subempregados e empregados com empregos ameaçados (todos menos os públicos) e aposentadorias de fome (todas menos as públicas), que esperavam passivamente nas estações e engarrafamentos gigantes que os “donos do Brasil” em “greve geral” contra as reformas da previdência e trabalhista lhes concedessem a graça de seguir na luta pela sobrevivência.

Um retrato doloroso mas fiel da nossa realidade.

Esse Brasil órfão, sem voz, abandonado à própria sorte, impedido de trabalhar, está morrendo de overdose de funcionalismo, de supersalários e, mais especialmente, de acumulo de aposentadorias e superaposentadorias precoces. Pouco mais de 980 mil aposentados da União geram um déficit maior na previdência que o resto dos 32 milhões de aposentados do setor privado somados. Não se sabe a quanto os 26 estados e 5.570 municípios com seus respectivos executivos, legislativos e judiciários empurrarão essa conta (“sem contrapartidas”!), mas somente a folha da União vai subir este ano dos R$ 258 bilhões que custou em 2016 para R$ 283 bilhões. São quase 10% a mais e como o orçamento cresceu só 7%, isso significa que, no mesmo momento em que estão arrancando catéteres de quimioterapia das veias de doentes com câncer e abandonando-os para morrer no hospital publico de referência em oncologia do Rio de Janeiro por “falta de recursos” (imagine nos “grotões”!), mais e mais dinheiro dos impostos que esses doentes pagaram é desviado das atividades-fim para os bolsos dos eternamente imunes às crises que fabricam.

Se todos os moderadíssimos cortes de despesas propostos pudessem ser executados o governo Temer prometia aos miseráveis do Brasil que chegariam ao fim de 2017 com um acrescentamento à divida que o estado atira-lhes anualmente às costas de “apenas” R$ 140 bilhões por cima dos R$ 2,81 trilhões a que o total já chegou. Mas os últimos “direitos adquiridos” pela casta dos “grevistas” de quarta-feira vão custar mais que isso e o governo já está desistindo de buscar a diferença com reformas, mesmo as que mantêm intacta a escandalosa desigualdade que ha hoje nas contas da previdência. Novos impostos já estão prontos para ser disparados.

Esta passando da hora, portanto, de darmos uma “freada de arrumação”. As emoções da Lava Jato são vertiginosas e a delícia de ver ladrões de casaca perderem o sono uma vez na vida não tem preço. Mas esquecer o cérebro no meio do caminho é catastrófico. O primeiro ponto é manter em mente que corrupção não é mais que déficit de democracia. E democracia é controle do estado pelo povo e não o contrário. “O pior sistema que existe excluidos todos os outros” como dizia Winston Churchill. A rápida evolução dessa burrada do “financiamento público” de campanhas para o seu corolário obrigatório que é a “lista fechada” é mais uma prova disso. Cassa o seu direito ao voto. O outro ponto essencial é dar a cada coisa o seu devido peso. A Lava Jato é imprescindivel. Mas fingir que só ela basta para nos tirar da rota de desastre é nada menos que suicídio. Quanto é que se rouba do Brasil por fora da lei? Via Odebrecht, a rainha do nosso cupinzeiro, foram R$ 10 a 12 bilhões de reais em cerca de 10 anos, diz a polícia. Mas sejamos realisticamente generosos. Multipliquemos esse valor por 10, por 20 vezes. Se tudo parar rigorosamente onde já chegou; se nenhuma obra mais pagar “pedágio”, funcionário inútil for contratado ou “direito” novo for “adquirido”, estaremos todos mortos e enterrados, mais nossos filhos e netos, antes que o completo cessamento da roubalheira “por fora” zere a conta do que nos arrancam todo santo mês “por dentro” com a vasta coleção de leis que só valem para “eles”.

A discussão do que realmente decide o nosso destino, portanto, nem começou. Desde o apeamento do PT do poder só o que não depende do Brasil tem nos dado sobrevida: a saúde da economia americana, os soluços da China e das commodities, os capitais que se aventuram por juros maiores que zero. O governo Temer tem vivido de expedientes; só lhe foi dado mexer naquilo que é possível mexer sem mexer no que é preciso mexer para o Brasil voltar a respirar: repatriações de dinheiros fugidos, manipulações do câmbio e dos juros, “ajustes” de estatais arrombadas via incentivo à aposentadoria, raspagens de fundos de cofres tipo FGTS para lembrar aos moribundos como é estar vivo…

A mansa passividade das multidões detidas pelas barricadas da “greve geral” de quarta-feira estando em causa questão tão explosiva quanto é a aposentadoria em toda a parte do mundo dá, no entanto, a medida dos sacrifícios que esse Brasil enjeitado e sem voz estaria disposto a aceitar se lhe acenassem com a menor contrapartida. Mas a função de expor, de medir, de comparar o que falta aos miseráveis com o que obscenamente sobra à casta que se apropriou do estado não é do presidente da republica, muito menos de um acidental e periclitante como o nosso que sofre represálias cada vez que ousa mover o nariz na direção do quadrante de onde vem o mau cheiro. Essa função é SEMPRE da imprensa.

Se não houvesse nenhum sinal de que tudo está derretendo de podre no reino dessa nossa “dinamarca” lá de cima já seria inaceitável que ela não fosse fuçar esse departamento dia sim, dia não. Mas no estado de arrebentação em que vai um país onde os pilotos e aviões da força aérea nacional estão oficialmente reduzidos à condição de choferes de marajás, as “assessorias” são do tamanho de governos democráticos inteiros e os salários e mordomias do Poder Judiciário competem com os dos tubarões de Wall Street esse silêncio é indecente.

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§ 30 Respostas para O silêncio dos culpados

  • UM PROJETO PARA O BRASIL – Não vamos esperar por eles, vamos fazer nós mesmos.
    Não adianta reclamar, é preciso que você compreenda porque o Brasil está assim e que existe solução para a crise, caso consigamos unir-nos em torno de um projeto. Para tanto, acesse o estudo que defende essa ideia: http://segundasfilosoficas.org/sem-categoria/projeto-brasil/

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  • Márcia disse:

    Quando as manifestações pelo impeachment da Dilma “bombaram” no Rio, atraindo, afinal, multidões expressivas a Copacabana, uma senhora puxou conversa comigo e disse que havia aderido aos protestos porque o governo ameaçava aumentar o desconto de sua aposentadoria 11% para 14%. Era funcionária pública aposentada. Então olhei em volta, tive um insight, e estremeci.

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  • Adriana disse:

    Excelente opinião. O problema é que a maior parte da imprensa deixou de exercer a sua função. Muitos evitam discussões necessárias para o país, que são tantas, mas todas derivam de apropriação do Estado por particulares. Temos vários exemplos: o comissionado que não exercia sua função fiscalizatória para captar dinheiro para partido político, no caso de frigoríficos; as construtoras que determinavam como seria sua própria contratação em licitações dirigidas; funcionários que ao passar em concursos se revelam maus funcionários; fraudes em pensões e benefícios previdenciários aos montes; maus políticos que transformam suas funções em balcão de negócios e muito mais.
    O problema é: Estado provedor e garantista + apropriação privada da coisa pública. Isso está em tudo, contaminando todas as relações comerciais, com o Estado, com a imprensa,… Esse modo de se relacionar com o Estado inviabiliza o país.

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  • […] Veja mais em https://vespeiro.com/2017/03/21/o-silencio-dos-culpados-2/ […]

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  • José Luiz de Sanctis disse:

    Além do fim dos privilégios para essa casta que se entende dona do país, do fim do foro privilegiado para ladrões, segue uma sugestão de um amigo para por fim as ratazans políticas que infestam o país, a saber:

    Sorteiro público para cargos políticos já.

    “Senhoras e Senhores:

    Sugestiono a quem therealtalk, whatsapp, twitter, youtube, facebook, instagram, linkedin, vibr, telegram, gab.ai, whatnot usw tenham, lás replicar.

    A casta ou o estamento ou a classe política suprimida ser deve.

    Faz-se mister dissolver TODOS os atuais partidos e cassar direitos e deveres políticos de quem já filiado tenha sido a todo e qualquer partido, mesmo os ora inexistentes, para sempre.

    A lembrar que o desvio de públicos dinheiros é acessório ao verdadeiro desiderato esquerdista-coletivista. Este vem a ser dominar e transformar a sociedade e a mente das pessoas no nível psico-social e moral, a cizânias e compartimentos inventar, a reduzir a importância do indivíduo e a criar uma massa de estato-dependentes.

    O pt age pelo gramscismo, o psdb pelo fabianismo, outros partidos pelo leninismo, maoismo usw e uma de partidos e de políticos maioria é simplesmente omissa ou incapaz de se contrapor à dos sinistros ofensiva.

    Criar Distritos com um certo número de Títulos de Eleitor e sortear de entre eles os Vereadores, Deputados e Senadores.

    Cada pessoa só poderá ocupar um 1 tipo de cargo uma vez e nunca mais em lugar nenhum. No máximo, portanto, quatro 4 mandatos por pessoa por toda a vida: vinte 20 anos.

    A brasileira população é majoritariamente conservadora. Assim deve ser a sorteada representação, em média.

    Existem 144 milhões de eleitores e 61.974 cargos eletivos legislativos, sendo 81 senadores, 513 deputados federais, 1.060 deputados estaduais e 60.320 vereadores.

    São dous mil e trezentos 2.300 ocupantes potenciais para cada cargo por sorteio. Excluídos os menores de 18 anos e os analfabetos.

    Maiores de 18 anos para Vereadores, maiores de 21 para Deputados Estaduais ou Federais e maiores de 35 para Senadores.

    Sem campanhas, sem estruturas partidárias, sem apaniguados, sem verbas, sem vícios. Com recall e novo sorteio para o mandato completar.”

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    • Carmen Leibovici disse:

      Jose Luiz,algo assim seria uma aventura e não precisamos mais de aventuras;precisamos de ordem no pedaço e PLANO nacional DE DESENVOLVIMENTO.

      Quanto a ordem no pedaço,cada vez mais me convenço da saida proposta pelo Fernão como sendo a única saida para começar a arrumar as coisas:o voto distrital com recall.Tem de começar pelo começo.
      Se conseguirmos isso,o povo vai sair da passividade.Essa solução que o Fernão tem repetido é de fato uma chave.
      Quanto ao Plano de Desenvolvimento,está difícil com esses políticos,mas com uma sociedade agitada pelas próprias exigências de realização de suas ideias e necessidades,isso pode surgir naturalmente.

      Eu fiz uma síntese da ideia,vou postar a seguir.

      O que mais me preocupa,entretanto ,é o avanço disso que seu amigo colocou nesses parágrafos,e isso vai requerer muito trabalho para consertar:

      “A lembrar que o desvio de públicos dinheiros é acessório ao verdadeiro desiderato esquerdista-coletivista. Este vem a ser dominar e transformar a sociedade e a mente das pessoas no nível psico-social e moral, a cizânias e compartimentos inventar, a reduzir a importância do indivíduo e a criar uma massa de estato-dependentes.

      O pt age pelo gramscismo, o psdb pelo fabianismo, outros partidos pelo leninismo, maoismo usw e uma de partidos e de políticos maioria é simplesmente omissa ou incapaz de se contrapor à dos sinistros ofensiva.”

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  • Lendo, mostra ficar difícil acreditar que o país possa dar certo. Valeu muito o artigo. Parabéns

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  • PAULO SERGIO disse:

    Excelente artigo, como sempre. O País está de cabeça pra baixo. O setor público é um sumidouro, a drenar cérebros, recursos, energia da economia real. Muitos criticam, mas basta uma olhadela ao entorno próximo para contar quantos familiares, amigos, conhecidos, bem formados, engenheiros super capazes, médicos, ou grandes cérebros em tantas outras especialidades abandonam sua formação por um cargo público no qual colocarão sua competências, seus sonhos profissionais, numa caixa chamada boa remuneração com uma fita chamada estabilidade, e simplesmente deixá-las adormecer. A reforma da previdência não vai resolver isso. Trocam-se os governos, vem a dança das cadeiras nos escalões inferiores, muitos funcionários passam ao ostracismo por terem suas preferências políticas desalinhadas do atual poder e assim a máquina vai inchando, inchando. Um dia tem de explodir e não será com a reforma da previdência.
    A burocracia é um câncer. Deveríamos estudar muito a máquina governamental russa desde a era dos Czares. A cultura da burocracia predominava antes da revolução, continuou e até se acentuou nos governos comunistas, e não largou o osso após a abertura. Me parece que o Brasil arrasta a mesma corrente.

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    • Renato Pires disse:

      O SISTEMA PREDADOR
      Renato Pires

      Todos conhecem o camaleão, aquele bicho que se disfarça com perfeição no meio ambiente, a ponto de ficar invisível tanto aos seus predadores quanto às suas presas.
      Pois bem, o secular sistema brasileiro de dominação política e econômica é o supremo camaleão, que vem atravessando décadas, séculos, sem ser notado nem molestado, enquanto sacrifica em série os “bodes expiatórios” da vez no altar da opinião pública e do eleitorado distraído.
      Compõe esse sistema nefasto todos aqueles grupos sociais, minoritários porém política e economicamente dominantes no País, que vivem direta ou indiretamente às custas do estado, ou seja da população que gera riqueza, utilizando-o como uma máquina infernal e implacável de sugar as energias do povo brasileiro que trabalha e produz , sem nada lhes devolver em troca, senão angústias e injustiças permanentes.
      É um sistema perverso de dissipação da riqueza social gerada pelo trabalho das pessoas, entravando e encruando o desenvolvimento do País, um elefante morto pesando nas costas do trabalhador brasileiro.
      Formam esse sistema maligno, longevo e até aqui indestrutível:
      – grandes empresários rurais, antigamente conhecidos como latifundiários, que sustentam na base da força política a sua rede de exploração dos recursos e do trabalho humano em larga escala;
      – funcionalismo público privilegiado, com estabilidade de emprego e salários superiores aos de mercado, imune à noção e prática da produtividade e de resultados;
      – aposentados privilegiados do setor público, que ganham proventos bem acima dos pobres filiados ao INSS;
      – políticos de todos os matizes, que vivem de sugar o Tesouro de múltiplas formas;
      – uma máquina judiciária cujo custo, exorbitante, supera largamente os benefícios produzidos para a sociedade;
      – profissionais liberais que orbitam o setor público, criando mil artifícios para sugar a Viúva;
      – empresas ineficientes, tecnologicamente defasadas, oligopolistas, cronycapitalistas, que montam, entre si e com os políticos, conluios para “proteger” e fechar o mercado (evitando assim a mortal concorrência), praticam preços absurdamente altos quando comparados com os padrões internacionais, acionando a política para defender com unhas e dentes seus interesses corporativos de manutenção eterna do status quo, e que vivem de “incentivos fiscais”, outra forma absurda de predar o estado, e da aplicação estéril de seus lucros na dívida pública, através do cartório bancário;
      – ONGs que sugam a Viúva alegando defender o interesse público, quando na verdade defendem os interesses particulares que estão por detrás delas;
      – Sindicatos com mentalidade corporativa da idade da pedra, com renda garantida pelo imposto sindical, arrancado dos pobres que dizem representar, e que vivem para cuidar de si próprios e dos interesses de seus controladores, em detrimento do real interesse dos verdadeiros trabalhadores;
      – corporações de todos os tipos;
      -alunos ricos, filhos da burguesia patrimonialista brasileira, que ocupam as universidades públicas “gratuitas” (ou seja sustentadas pelos contribuintes), onde reproduzem o sistema predador disfarçado de “socialismo “;
      – por último, mas não menos importante, o cartório bancário nacional, que lhes lava e multiplica as rendas predadas para preservar e expandir seus interesses às custas do suor do contribuinte, ironicamente emprestando ao próprio estado, através da hoje astronômica dívida pública!
      Como funciona essa trama secular? O acesso privilegiado à máquina pública é a chave para desvendar o enigma do funcionamento ininterrupto desse sistema que exaure as riquezas nacionais em proveito próprio.
      Todos os grupos que compõe o sistema de alguma forma retiram suas altas rendas do estado (ou seja da população que trabalha e gera riqueza), de forma legalizada porém ilegítima, altamente predatória, e que diretamente ou indiretamente preservam e multiplicam essa renda emprestando e reemprestando ao estado através do cartório bancário.
      Assim, o sistema exaure permanente e pesadamente os recursos públicos, seja consumindo as receitas através de sua contraprestação improdutiva, seja através da dívida pública, desenhada e gerida de forma a garantir a preservação e multiplicação dessas rendas predadas, sem risco e com juros escorchantes, deixando à mingua o estado, incapaz de suprir minimamente as necessidades de saúde, educação e demais serviços públicos ao pobre povão brasileiro, que é na verdade quem paga duplamente essa conta monstruosa.
      Outro efeito perverso dessa situação é o que podemos chamar de “capital crunch”, que é a concentração de aplicações financeiras na dívida pública, financiando o desperdício e a improdutividade, enquanto falta capital para investir nos setores produtivos, ocasionando a prática de juros escorchantes pelo cartório bancário.
      Na verdade, nós ainda somos uma sociedade de cunho escravocrata, em que os escravos, os cidadãos comuns geradores da riqueza social, são teoricamente “livres”, mas vivem como servos obedientes desse maligno sistema predador.
      A predação sistemática do Estado é a fonte e a causa do nosso atraso econômico e da irremovível e vergonhosa desigualdade social num país com tanto potencial como o Brasil.
      A pesada herança patrimonialista portuguesa persiste entranhada em nossa cultura social, com as “excelências” predadoras do estado julgando-se com direitos divinamente adquiridos, eternos e inatacáveis, ainda que socialmente perversos.
      E como é que o sistema camaleônico se disfarça perante a opinião pública e o eleitorado? Escondendo-se sempre atrás do “bode expiatório” da vez, ou seja, escudando-se naquele grupo alçado ao poder para promover “mudanças políticas” cosméticas, irreais, marqueteiras, porém necessárias para que tudo fique lampeduzamente como está, em termos de poder real e efetivo.
      Na realidade, de crise em crise política, quase nada muda substancialmente quanto ao secular e perverso sistema de predação do erário.
      Tomemos o caso do “bode expiatório” da vez passada, Lula, Dilma e seu PT. Eleitos sob a promessa de promoverem a “justiça social”, resgatando o povo de seu sofrimento histórico, tal qual um Don Quixote maluco atacaram o moinho errado, culpando pelos referidos males sociais um “capitalismo” distante e indefinido, como se no Brasil tal coisa houvesse.
      Na prática, como os “bodes” anteriores, aderiram pesadamente ao sistema camaleônico e predador, não só fazendo o seu jogo mas dele participando e usufruindo também, e ainda alegando estarem a serviço das classes sociais menos favorecidas, justamente as que pagam o pedaço maior dessa conta maligna.
      Sendo o “bode” da vez, cumpriram sua missão de preservar oculto o camaleônico sistema predador, para o que foram regiamente “recompensados” em termos pessoais, mas queimando-se politicamente, como previsto no roteiro político perverso que infelicita este País há muito tempo, sem qualquer mudança real.
      E que venha agora o próximo “bode”, Michel Temer. Egresso do sistema político predador, e portanto impedido, sem condições de mexer no queijo da predação, pois para defender o “status quo” perverso temos as invasões e as “manifestações da rua”, outro disfarce sempre conveniente para as manipulações do sistema predador.
      Se Temer ou qualquer outro Don Quixote tentar realmente qualquer reforma que ameace de fato os interesses do sistema, será convenientemente expelido, como foi Dilma Rousseff. O papel real dos “bodes expiatórios” políticos é enrolar a opinião pública com “mudanças” e reformas inócuas, para que tudo permaneça como sempre no reino da predação do estado.
      Pois quando se protesta contra a corrupção, ninguém se dá conta de que o pior tipo de corrupção, seguramente o que mais destrói riqueza e penaliza o País, é a corrupção implícita, institucionalizada nas múltiplas formas legalizadas de predação do estado.
      São bilhões e bilhões de reais consumidos todo ano para sustentar a máquina predadora. Esta é a real origem do déficit público e da astronômica e impagável dívida pública.
      Fica a questão: como desarmar e acabar efetivamente com esse longevo e corrupto sistema camaleônico predador, que está desde há muito arruinando as esperanças e a vida do povo brasileiro, dissipando a riqueza social?
      Em primeiro lugar, limitando severamente o acesso às rendas propiciadas aos predadores pelo estado, seja na predação direta das receitas públicas, seja através da predação indireta representada pela dívida pública.
      Em segundo lugar, mas ao mesmo tempo, reformulando totalmente seu agente de predação, o “mosquito da dengue” que infesta o erário, o cartório bancário, que vive do conforto da dívida pública, usufruindo de altos rendimentos sem o menor risco, e assim remunerando a si e aos grupos predadores que lhes confiam as rendas predadas.
      Para alcançar esses objetivos, aparentemente simples, mas dificílimos de atingir na prática, urge reformular totalmente o desenho e o funcionamento do aparelho estatal, o que implicará em reduzir seu tamanho, aumentar sua eficiência, e mais do que isso, em separar completamente o interesse público dos interesses privados, removendo os predadores que atuam no interior do estado em completa sintonia com os predadores externos, sugando assim as energias da Nação.
      O problema é que esses predadores controlam também o sistema político, em tese o encarregado de promover essas substanciais e inadiáveis mudanças.
      Previsivelmente, trabalharão para eleger outros “bodes expiatórios”, que prolongarão a sobrevida do sistema maligno, até um ponto em que o povo brasileiro não aguente mais e faça justiça com suas próprias mãos. Esse é o risco que corremos.
      Haveria, porém, uma estratégia eficaz, consistente e automática de fazer essas reformas necessárias no aparelho estatal, sem que seja necessário mexer e agitar muito o caldeirão político.
      Essa fórmula consistiria em promover, através de projeto de lei de iniciativa popular, uma reforma “tecnica”, em movimentos de base jurídica, provocando rombos estratégicos no casco do Titanic predador, que acabarão por levá -lo a pique:
      – Alterar qualitativamente a Lei de Responsabilidade Fiscal, não para reforçar os limites quantitativos da gastança, nem para congelar despesas, como a recente PEC do Teto propõe fazer, aliás como se faz cosmeticamente de tempos em tempos, só para criar novos parâmetros da violação, mas para forçar o setor público, em seus três níveis de governo (união, estados e municípios) a poupar obrigatoriamente uma parte de suas receitas, poupança essa que iria para um fundo federativo de poupança e investimento (tipo FUNDEB), podendo os recursos serem resgatados pelos governantes tão somente para financiamento de projetos de investimento, devidamente avaliados e aprovados pelo agente gestor do fundo (que poderia por exemplo ser o BNDES). Essa pequena mas profundamente impactante alteração qualitativa na LRF produziria consequências tremendamente positivas para sanear o setor público, pois além de aumentar drasticamente o nível de poupança e investimento do País, tradicionalmente muito baixos, forçaria a um redesenho automático do sistema de gestão pública;
      – Alterar e alongar significativamente o perfil da dívida pública, eliminando completamente os títulos pós-fixados, baseados na taxa SELIC, e somente operando com títulos pré-fixados, remunerados pelo desconto no valor de face, como nos títulos americanos.
      – Limitar severamente, por lei o montante de títulos da dívida pública que cada membro do cartório bancário nacional possa carregar dentre seus ativos. Isto terá um tremendo impacto no cartório bancário, contribuindo para reformulá-lo e torna-lo um sistema mais competitivo, menos cartorial, e mais aberto a financiar as atividades produtivas no País, ou seja, mais propenso a correr riscos e a se fortalecer pelos ganhos maiores advindos do financiamento ao setor privado.
      Estamos convictos de que essas alterações jurídicas, técnicas, provocarão com o passar do tempo, de forma automática, severos danos ao secular e maligno sistema de dominação política e econômica, desintegrando-o paulatinamente, até a sua total e final substituição por um sistema realmente democrático, que sirva de fato aos interesses do povo brasileiro.

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      • Adriana disse:

        Esse comentário é um verdadeiro artigo. Tão bom quanto o artigo do Fernão! E com propostas muito interessantes! Quem se habilita a implementá-las?

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  • Antonio Abreu disse:

    muito bom o artigo Fernão

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  • Milton Golombek disse:

    Fantástico texto !

    Milton Golombek

    Diretor

    ( (11) 3034-1188

    * milton@consultrix.com.br

    8 http://www.consultrix.com.br

    Rua Padre Garcia Velho, 73 – 7° andar – Pinheiros.

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  • pmc disse:

    Sim, somos a favor da Justiça. É imperativo que nossas Instituições sejam regidas por Leis eficazes, respeitadas.
    (“”Nossas vidas começam a terminar no dia em que permanecemos em silêncio sobre as coisas que importam.” Martin Luther King).

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  • Como sempre Fernão, brilhante.
    Também no diagnóstico.
    O Estado cresceu ao longo do tempo criando mecanismos que o tornaram um fim em si mesmo. Não esta lá pra prover a nação de educação, saúde, segurança e infraestrutura física e jurídica que suporte o progresso e a prosperidade. Esta lá para tornar a nação subalterna aos interesses de castas e de uma oligarquia estatal que mais se assemelha a uma corte disfuncional como as monarquias. Perdemos o caráter de República. Mesmo os segmentos mais modernos, avançados e prósperos da economia tem que se ajoelhar e fazer reverências frente ao rei e aos nobres que determinam quem vive e quem morre no reino. Quem prospera e quem subsiste até que resolva pagar além dos impostos escorchantes também o pedágio exigido pela corte estatal para que tire do seu negócio alguma riqueza lícita. O Estado no Brasil transformou-se num câncer em processo de metástase. Debilita de tal forma o país que mal conseguimos respirar. Ou nos submetemos a uma severa quimioterapia ou seremos sempre este pigmeu das nações que deitados eternamento em berço esplêndido tentamos nos convencer que temos o melhor carnaval e o melhor futebol do mundo. Torço sempre para que vozes com a tua não sejam vozes clamando num deserto.
    Abs

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  • Uma constituinte especifica com 6 meses de prazo para apresentar uma nova constituição. Os constituintes, após a promulgação, ficariam inelegíveis por 16 anos, Assim, talvez, fosse possível colocar ordem na casa. Se depender dos políticos que ai estão, nada mudara.

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  • Sandra Vieira disse:

    Eu tento acreditar que o Brasil um dia vai dar certo, mas não enxergo luz no fim do túnel. Temo pelas novas gerações. Que futuro terão???

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  • Wilson Rodrigues disse:

    O Brasil é um pais fadado ao fracasso, desde sempre.
    Ainda que tal afirmação possa ou tenha que ser mudada, tal empreitada não se dará em curto ou médio espaço de tempo, tampouco terá sido fruto de composições políticas ou conflagrações entre brasileiros, seja por ideologia ou por pobreza, mesmo porque, o brasileiro não é dado a tais atitudes, mesmo tendo experimentado ao logo das duas ultimas décadas um processo de confronto de partidos, raças, cores e até de gênero, como se tais confrontos conseguissem conduzi-lo a algum lugar decente no concerto das nações.
    O Brasil padece da falta de educação desde sua descoberta. Por aqui vicejou a ganância lusitana que tinha como único propósito o saque de tudo que valesse alguma coisa para ser transportado para a sede, Lisboa. Diferentemente do continente norte americano, onde os colonizadores sujaram e calejaram as mãos, os colonizadores portugueses não buscavam a formação ou construção de um novo eldorado, tanto assim que foram buscar a mão de obra escrava para não ter que sujarem ou calejarem as próprias mãos, como se já não bastasse a falta de qualidade nos indivíduos para aqui mandados, composto em bom numero por criminosos e doentes, na verdade, degredados. Um triste cruzamento: a escória portuguesa, o índio e o africano açoitado. Não poderia dar boa coisa mesmo.
    Depois de mais de três séculos, eis que o pais se liberta do jugo português, dando inicio assim a sua caminhada como pais livre, e o que temos não passa de uma serie de trapalhadas, inclusive um reinado compartilhado por conta de um imperador mal saído dos cueiros, na flor dos seus catorze aninhos……….Levamos nossa importação de escravos, de forma vexatória e criminosa, às portas do século vinte, sem nenhum pudor e, não fosse a chegada de trabalhadores –desta feita assalariados- europeus, teríamos também atravessado o século vinte a espera de que as lavouras brotassem por encanto ou graça do Divino. Ainda bem que chegaram os italianos, alemães, japoneses, dentre tantos outros que aqui aportaram, dando, senão o inicio, mas o ritmo da nossa expansão, sem deixar de lembrar que a escolha geográfica desses povos endossa um maior nível de desenvolvimento das regiões sul e sudeste, áreas de clima e temperaturas menos distantes das que a que estavam acostumados em suas terras de origem, não sendo obra do acaso que ainda hoje, em pleno século vinte e hum, permaneçam avassaladoramente grandes as diferenças entre as citadas regiões e as demais, notadamente a região nordeste e norte, nesta ultima então, só a devastação da imensa floresta amazônica já mostra de forma inequívoca, que pouco mudou em relação aos pioneiros portugueses: é o saque de tudo quanto tenha valor, independentemente dos prejuízos, nem sempre futuros.
    Atravessamos décadas brincando de fazer política, entremeando arremedos de democracia com golpes militares, perdendo tempo demais na discussão de quem seria o déspota da vez, chegamos mesmo a canonizar um ditador, cujos descendentes ou aderentes ainda vicejam na política brasileira, mas nunca fizemos a lição principal: educar o povo!. Não tem ProUni ou FIES que dê jeito se a maioria das crianças brasileiras vão a escola para comer, depois, quem sabe, aprender. Se quiserem mesmo aprender, já enfrentarão um outro grande problema, que é a falta de quem as ensine, porque aqueles que se apresentam como professores, educadores, também não estão lá para tanto, estão mais para receberem seu dinheirinho ao final de cada mês, quase que regiamente depositados sem que o depositante se preocupe em conferir se a contrapartida existiu, e se existiu, se foi na medida correta e pactuada. O certo é que quando os pseudo educadores, ou professores se sentem contrariados, nem sequer dão as caras, é instalado o “estado de greve”, que pode durar meses. Os pretextos para tanto são vários, inclusive eventuais mudanças que tendam a colocar um pouco de ordem na balburdia existente, a eles só interessa mesmo a manutenção do lastimável estado em que se encontra a educação, ou a falta dela, talvez mais apropriado. Ao Estado, quase tudo é cobrado, desde a alimentação até o financiamento do curso superior, passando pelas creches para crianças à partir de HUM ano de idade, ou seja, o Estado terá de ser a ‘babá” do rebento ainda em fraldas, seja porque a ‘mamãe’ tem que trabalhar e não sabia que aquele rebento por vir e agora já chegado necessitaria de cuidados que muito provavelmente a impediria de trabalhar, a menos que pudesse contratar a tal babá, mas pra que contratar se o Estado pode prover, não é mesmo?; ou simplesmente porque se acha que é mesmo um direito adquirido, além de bonito ter seu neném indo passar o dia na creche…..
    Nunca havia reparado nos limites para financiamento no tal FIES, apenas me espantava com o enorme crescimento de “empresas” da área educacional, sempre se expandindo às custas das menores, até que chegaram as multinacionais abocanhando-as, senão diretamente, através de Fundos, coisa que já não se restringe ao ensino superior, já se faz presente também no ensino médio e, só agora, ao saber que o tal do FIES pode gastar R$30.000,00 por semestre com um aluno é que me lembrei de uma pesquisa grosseira que realizei a algum tempo atrás sobre as vinte melhores faculdades publicas dos Estados Unidos: em media, U$24.000,00/ano, o que dá, de acordo com a cotação atual do dólar, algo parecido com R$6.700,00 e fiquei a pensar sobre a distancia qualitativa entre aquelas instituições e as brasucas, das quais não se consegue muita coisa a mais que o ‘diploma’. Só pode dar errado um monte de dinheiro escorrendo para os cofres de tais instituições sob aplausos de quem se encanta com o canudo mas não se desencanta com a noticia de que apenas 20% dos formados em Direito conseguem a Carteira da OAB, nem se desencantam com o fato de que mais da metade dos formandos de medicina que se dispuseram se submeter à uma avaliação nem conseguiram detectar um quadro de hipertensão arterial………, o importante é poder gritar: tenho nível universitário!!!; se for preso, tenho direito a cela especial……Imaginem um pais onde um portador de diploma universitário na maioria das vezes não dispõe da qualificação necessária para o exercício da profissão escolhida ter a coragem de dizer que agora sim a coisa vai dar certo: o jovem brasileiro já poderá reivindicar uma vaga ao mercado de trabalho após concluir o ensino médio técnico. Bravo!!!!!!
    Bem, aqueles outros países bem menos afortunados em recursos naturais do que o Brasil que fizeram o investimento adequado na educação estão por aí, colocando seus produtos mundo afora e trazendo/levando para seus cofres a grana que impulsiona sua melhoria de vida, o que acontece à toda hora que ligamos nosso computador(Desktop, Laptop)que não funciona sem o Windows ou Linux, além de tantos outros programas e aplicativos desenvolvidos pelos americanos, japoneses, koreanos e até, pasmem, pelos chineses, além dos finlandeses e outros poucos. Me contem aí quem é que tem dentro de sua casa um eletrodoméstico brasileiro, um smartphone brasileiro, um carro brasileiro, ou mesmo, quem fuma um cigarro brasileiro (para esse item não vale aqueles produzidos lá em Cabrobó e região)?. Até as Usinas Hidroelétricas estão sendo adquiridas pelos chineses, daqui alguns dias estaremos querendo vender nossas mães………
    Voltando aos políticos, ah os políticos…, até porque dizem que apesar de ser muito ruim com eles seria muito pior sem eles, a coisa é assombrosa, criminosa mesmo. Já não se dá um jeitinho aqui ou ali para se aprumar na vida durante um ou alguns mandatos porque isso é coisa de amador, o negocio agora é de um profissionalismo quase exemplar, tanto na quantidade furtada como nos métodos empregados, quase sempre sem ferir a legalidade também programada por eles e…sustentada (a legalidade) pelos demais poderes, que obviamente também cobram seu pedágio e completa a cadeia da locupletação da casta política que ajuda a engordar a casta dos servidores que apenas se servem, quase nunca servem. Desde Getulio Vargas se briga contra o comunismo, sob seu governo escudado em um fascismo direitista talvez não alcançado pelos generais pós 64, o que não impediu o povo brasileiro de elegê-lo democraticamente em 1950, esquecendo completamente a perseguição implacável de sua DIP aos que ousaram discordar dele, tendo como nota maior o fato de os próprios paulistas derrotados por ele na década de 30 se permitirem eleger o gaucho como senador pelo estado de São Paulo em 1946, não sem a companhia dos próprios gaúchos e dos cariocas, à época um DF. O que tivemos após sua morte, a qual ainda não me convenci se foi morrida ou matada, foi uma proliferação de esquerdistas ou pseudo esquerdistas, que quase não deixam o JK assumir e governar, mas que se atiraram na aventura Jango e, claro que poderia ser qualquer outro, até o maluco do Jânio mesmo, precipitando a instalação de uma nova ditadura menos de 20 anos depois de ter se livrado do ditador Getulio. E a que pretexto????Livrar-nos do comunismo, ora bolas. E o povo aplaudiu. E os poucos que não aplaudiram pegaram em armas, se mandaram pro exílio ou foram em cana. E eles não queriam a democracia no lugar da ditadura, queriam apenas que a ditadura fosse deles, não dos generais. Bem todos aqueles vermelhinhos que foram presos e/ou escorraçados pelos generais acabaram regressando ao seio da Pátria Amada e ganharam de presente o ‘direito” de escrever uma nova Constituição e, se esmeraram no cumprimento da tarefa, apesar de uns poucos estranhos dentre eles, parindo assim a “Constituição Cidadã”, feita sob medida para a proteção dos desprotegidos que continuam desprotegidos quase 30 anos depois da promulgação da mesma e proliferação das falcatruas protagonizadas pelos tais constituintes e seus descendentes ou sucessores, todos representados na miríade de cargos e estruturas montadas para drenar todos os recursos arrancados do lombo do trabalhador, à quem juram representar. Apesar do longo caminho percorrido durante 17 anos após a partida dos militares que entregaram o poder a um lambe-botas de generais que por sua vez o entregou a um falsário tido como caçador de marajás que foi apeado do poder, substituído por um mineiro nascido em águas baianas solteirão que nem tinha ideia do que era ser presidente e, por isso mesmo, entregou a tarefa de consertar a economia a um certo sociólogo que talvez nem soubesse qual era a moeda brasileira, engraçado, não é?; o cidadão, apesar de ter rodado o mundo graças à suas convicções socialistas ou comunistas só sabia o que era dinheiro quando ia ao banco buscar o seu, eis que o trabalhador chega ao poder, ainda que representado por alguém que desde a mocidade já deixara de trabalhar de verdade, fazia tempo que só trabalhava falando e bebendo com os donos da grana. Ta certo que pra chegar lá, teve que mentir muitas vezes e, graças ao bom Deus, cumpriu por um tempinho a promessa de não mexer no que estava dando certo. Bem, o resto, quase todo mundo conhece: mudou a promessa e quebrou o pais. Não me espanta que tivesse conseguido se reeleger, brasileiro é doido mesmo, mas espanto mesmo foi ver quem ele conseguiu eleger para sucede-lo. Mais espanto ainda é ele gravar vídeos dizendo que vai consertar o pais pois sabe como tirar o Brasil da crise, sem sequer ficar vermelho com o fato de que ele e seus comparsas colocaram o Brasil de joelhos. O mais espantoso dos espantos é saber que o tenebroso consegue liderar uma pesquisa de intenção de voto para a corrida presidencial a ser realizada daqui a 18 meses, pois os institutos de pesquisas do Brasil, assim como a imprensa, não tendo muito o que fazer, se entregam a estes delírios, brincadeiras de adivinhação do futuro. Se brincar, a dupla pode começar a projetar os candidatos de 2022 após o fechamento das urnas de 2018, e o povo discute os resultados das pesquisas divulgadas de forma apaixonada…………. Intrigante. Paradoxal. Elucidativo.

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  • Carmen Leibovici disse:

    O Brasil é uma bagunça em segurança,em controle sanitário,em tudo.Essa bagunça só favorece a quem está no controle da máquina publica e a fim de roubar.PARA COMEÇAR A ORGANIZAR a bagunça,precisamos ter VOTO DISTRITAL ,sendo o Brasil dividido em 2060 distritos de 100 mil habitantes cada,com apenas UM vereador para atender cada distrito.Teríamos assim uma economia imensa de recursos para propaganda eleitoral e folha de pagamento ,e diminuiríamos o número de vereadores em mais de 95%.Ao invés de 56000 vereadores que temos hj ,teríamos 2060-um para cada distrito.Além de que teríamos mais racionalidade na administração pública,uma distribuição mais racional da segurança pública,um maior controle sanitário,etc e tal..Por exemplo,só um vereador atenderia as necessidades dos moradores de Pinheiros e Vila Madalena ,em São Paulo,que tem suas demandas peculiares ; só um vereador atenderia as necessidade do bairro de Santo Amaro,que tem as suas;só um vereador atenderia Jardim Angela e arredores,etc.Assim, é mais do que suficiente.Fica mais fácil deles focarem nas necessidades dessas populações e fica mais fácil das populações cobrarem deles se estão atendendo às sua demandas devidamente;se não estiverem,RECALL neles,e convocam-se novas eleições só no distrito insatisfeito.Para começar,essa é uma boa reforma política.Nada diferente disso deveria ser aceito por nós!Dps disso feito,começamos a pensar em como diminuir o número de deputados estaduais , federais e senadores.Isso ,além de reforma política,será tb uma reforma fiscal e administrativa,pois olha a economia que será feita para pagar 2060 vereadores,que custam peso de ouro,ao inves de 56000 ,que é o número deles hj existente ,e olha como o Brasil ficará mais administrável e fácil de controlar pelo próprio povo.

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  • amélia disse:

    FERNÃO, VOCÊ É UM DOS ÚNICOS JORNALISTAS A DIZER VERDADES COMO “grupelhos de funcionários públicos estáveis no emprego, com aposentadorias integrais e aumentos de salário garantidos até 2020 “… E MAIS : ” Pouco mais de 980 mil aposentados da União geram um déficit maior na previdência que o resto dos 32 milhões de aposentados do setor privado somados. ”
    SERIA PRECISO QUE MAIS PESSOAS LESSEM SEUS ARTIGOS ! POR ISSO, POR CONHECER A PREGUIÇA DO BRASILEIRO E PELA ENORME ADMIRAÇÃO QUE LHE TENHO, PEÇO-LHE ENCARECIDAMENTE QUE ENXUGUE UM POUCO SEUS TEXTOS. PARA DIVULGAR SUA PALAVRA NO FACE, PRECISO SEMPRE GARIMPAR ALGUNS TRECHOS.
    NÃO INTERPRETE MEU COMENTÁRIO COMO CRÍTICA, MAS COLO ELOGIO E RESPEITO. ABRAÇOS E PARABÉNS !

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    • Fernão disse:

      sim, amelia, tambem acho longos os artigos mas essa é a medida (fixa) q o espaço do jornal pede.
      eu teria de pica-los em notas curtas para uma versão mais pronta para consumo mas sempre falta tempo pra isso.
      mas sua sugestão ja esta anotada ha tempo. uma hora vai…

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  • José Silverio Vasconcelos Miranda disse:

    Fernão,
    faço minhas as palavras da Amelia no comentário acima. Só uma restrição ao que ela disse: não diminua seus textos. São artigos de
    interesse permanente e como tais, precisam de tempo para reflexão.

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  • Marcos Jefferson da Silva disse:

    Artigo publicado em 21/03/2017 pela manhã e à noite, para comprovar a realidade e precisão do texto, vem a notícia que o governo (covarde) decidiu excluir servidores públicos estaduais e municipais da reforma da Previdência.
    É de uma desfaçatez sem tamanho. Revolta e indigna.
    E quem pagará a conta como sempre: as multidões de desempregados, subempregados e empregados com empregos ameaçados para manter os privilégios dos funcionários públicos.
    “O Brasil está morto! Viva o Brasil!”

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    • Fernão disse:

      é como tenho dito ha tempo, marcos: nada do q tem acontecido tem a ver senão com isso.
      e não esquecer: judiciário e MP são o nucleo duro da privilegiatura

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      • Marcos Jefferson da Silva disse:

        Perfeitamente, Fernão.
        O que me causa certa perplexidade é ver opinião pública e movimentos sociais se organizarem para protestar na rua sobre temas dos mais diferentes matizes (apoiar lava jato, “10 medidas contra corrupção” etc) e não abordarem a imoralidade dos privilégios “legais” do funcionalismo público.
        Quando foi levantada a questão dos supersalários do funcionalismo a reação dos privilegiados foi instantânea. Pressão de todos os lados.
        É o que vimos no dia 15 de março. Eles param, destroem o país para manter suas regalias e aposentadorias gordas.
        E que os miseráveis paguem a conta, se é que terão dinheiro pra isso.

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      • Fernão disse:

        parte dessa inapetencia inexplicavel gramsci explica. o bloqueio das escolas, da tv, da imprensa. o isolamento linguistico, o componente pavlov da correção politica ate de quem verbaliza contra o politicamente correto. a semi-alfabetização que é terreno melhor pro enraizamento de erros que o analfabetismo…
        mas outra parte é vício. tem um Brasil que não quer se salvar. e nele tem de bolsa familia a marajá e mais tudo que ha no meio dessas duas pontas…

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  • Carlos Taquari disse:

    Em outros tempos, nossos jornais ou revistas já teriam feito algumas reportagens mostrando o tamanho da máquina burocrática do governo federal, dos Estados e dos Municípios. Dos milhares e milhares, quantos realmente trabalham? Para tomar só um exemplo, na USP 100% da verba recebida do governo do Estado vai para a folha de pagamento, incluindo ativos e inativos. Quantos lá ganham acima do teto, com salários superiores a 50 mil? Agora, a direção da Universidade apresentou um plano para reduzir o custo com o pessoal para 85%. Mas só dentro de três anos. No Rio, a UERJ está falida.
    Outro dado importante: quanto arrecadam os sindicatos que hoje só servem pra convocar passeatas? E as Federações e Confederações sindicais que mantem uma casta de privilegiados ganhando polpudos salários?
    Na verdade, as reformas que estamos discutindo agora são temas que os países da Europa Ocidental já resolveram há muito tempo. É triste o nosso atraso.

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  • Milton Leite Bandeira disse:

    Juiz de Fora, 23 março 2017 Prezado jornalista FERNÃO LARA MESQUITA VESPEIROSÃO PAULO/SP  Seus artigos recentes – ‘O SILENCIO DOS CULPADOS ‘ (21/3) e ‘SOBRE A ROUBALHEIRA LEGALIZADA’ (11/12/2016) para serem debatidos e dialogados pela ASSDAK no seu ‘Fórum Brazilindio – Rexistência cultural – Comunicação global’ da ‘JUIZ DE FORA NAÇÃO – A TERCEIRA MARGEM DO RIO PARAIBUNA’.  Aproveito o ensejo para sugerir a sua participação ativa na ASSDAK, já que estamos reformulando nosso Estatuto, passando de 13 para 32 Núcleos sendo que vc está convidado a ser o Coordenador do NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO, por via de consequência sendo o nosso represente/correspondente em São Paulo do nosso ‘FORUM BRAZILINDIO’.  Oportunamente lhe enviarei uma minuta do novo estatuto. Já constando o estabelecido no Decreto nº 8726, de 27 de abril de 2016 – MARCO REGULATÓRIO DAS ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL (Convenio governo federal & OSC).  Se aceitares de pronto já sugiro sua  participação ativa junto ao bilionário da educação –  JORGE PAULO LEMANN, cuja fundação  aprovou a nossa ideia, que deverá vir dar uma palestra aqui em JF no dia 12 de abril de 2017, quando eu gostaria  de estar com ele para viabilização de uma parceria cultural com a FUNDAÇÃO LEMANN. 

    Peço ao Coordenador do Núcleo de Comunicação da ASSDAK em São Paulo entrar em contato com o referido empresário da EDUCAÇÃO no sentido de trocar ideias e impressões, inclusive se possível acompanhá-lo em sua vinda a JF. 

    Hoje, 23 de março de 2017 (17:30), dia emblemático para a ASSDAK estarei fazendo um pronunciamento na Tribuna livre da Câmara Municipal de Juiz de Fora em torno do título – ‘EUBIOSE PIRAMIDE CULTURAL DA LEGALIDADE’, motivo pelo qual faço anexar a   CARTOGRAFIAJURÍDICA DE NASCIMENTO DO

     ‘BRAZILINDIO’ E DA GENEALOGIA DA

    ‘CIVILIZAÇÃOBRAZILÍNDIA’

    que poderá promover um abalo sísmico nos poderes da Republica Autofágica e do Faz de Conta conducente ao seu irremediável FIM.  A seguir um dos nossos textos (segmentado)  que facilitará vc se familiarizar com o nosso pensamento e propósito global. 

      “O país é mais avançado que o sistemapolítico. A sociedade está à frente da política e do governo. O desafiocolocado pela crise é substituir teorias defasadas, de um mundo velho, pornovas formulações para um mundo novo”. (Dilma Rousseff, discurso na ONU – 21 deSetembro de 2011).

     

                                                              A frase da presidenta DilmaRousseff na ONU tem o sentido da constatação da existência de uma ‘REPUBLICAAUTOFÁGICA E DO FAZ DE CONTA’, com uma distância de 127 quilômetros e anos(15/11/1889 – 15/11/2016) do CIDADÃO e de costas para a cultura do ‘POVOBRAZILINDIO’ (PATRIMONIO ORAL DA VERDADE OBJETIVA – novos brasileiros renascidos (Junho de 2013), cidadãos renascidos nãocontaminados pela mentira, corrupção e pela impunidade). 

     Por via de consequência qualificando, dandolegitimidade e protagonismo à figura cultural (Decreto nº 6177, de 1º/8/2007 -Convenção sobre a Promoção e Proteção da Diversidade das Expressões Culturais -Da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH): a) DECLARAÇÃO DEPRINCÍPIOS SOBRE LIBERDADE DE EXPRESSÃO – b) LIBERDADE DE EXPRESSÃO E POBREZA -OEA – c)Artigo 13 – Convenção Americana sobre Direitos Humanos ) daquilo que denominamos de ‘3º SETORBRAZILINDIO’ (instituições do 3º Setor = ONGs, OSCIP, Sem fins lucrativos,Utilidade Pública, Mutualidade, Filantropia), cuja maior expressão nacional vemsendo a ‘ASSOCIAÇÃO DE DEFESA DO DIREITO DA ARTE E CULTURA’ (ASSDAK) com osefeitos declaratórios de dois títulos de UTILIDADE PUBLICA, a nível municipal(Lei nº 7593, de 4 Setembro de 1989) e pelo Estado de Minas Gerais (Lei nº10.339, de 21 dezembro de 1990), inscrita na Secretaria de Cultura do Estado nº1468, de 21/12/1990.

     

                          A Política Nacional de ParticipaçãoSocial (Decreto nº 8243, de 23 Maio 2014 (PNPS) é uma norma  tão importante para o nosso calendáriohistórico democrático virtual originário das manifestações de Junho de 2013,  que justifica transformarmos o dia de suaassinatura no ‘DIA DA VERDADE BRAZILÍNDIA – 23 de Maio’  por encarnar o marco do início de um paradigmacultural civilizatório – ‘EUBIOSE CÂNON ARQUETÍPICO MITOLÓGICO PLANETÁRIOAQUARIANO SOLAR’ (ECAMPAS – Paradigma da Complexidade Planetária), matriz deuma Democracia Pura, revogando implicitamente o ‘DIA DA MENTIRA – 1º de Abril'(CAMGILP – Paradigma da Simplificação), e do anúncio da criação de uma ‘CONSTITUINTE CULTURAL EXCLUSIVA SÉCULO XXI – ReconstruçãoCultural da Consciência Política pelo 3º SETOR BRAZILINDIO, com supervisãosocial (OSC) e participação popular’.  

     

                 Equivalente ao resgate da alta cultura brazilindia, da tradiçãoprimordial, da filosofia perene, Gupta-Vidya (EUBIOSE), ou seja, -  A INTELIGÊNCIA COLETIVA BRAZILÍNDIA. Rompendocom o ciclo da  ‘CIDADE MUDA NÃO MUDA -OUVIDORIA SURDA – CEGA E MUDA – A TIRANIA DA COMUNICAÇÃO – GLOBALIZAÇÃOEXCLUDENTE – DECOMPOSIÇÃO DA REPUBLICA BRASILEIRA = UM SERVIÇO DE INUTILIDADEPÚBLICA’. 

     

           Por isto, merecendo a realização permanente do’FÓRUM BRAZILINDIO – Rexistencia cultural – Comunicação global – Debates inconvenientes (3º Sistema de evolução) -Diálogos criativos (4º Sistema de evolução) – Colóquios Ascensionais (5ºSistema de Evolução) #  SÚMULASCULTURAIS”. Edo seu documento final – “GNOSOS AGENDA 22: COLOQUIO ENTRE CIVILIZAÇÕES:MUTAÇÃO CULTURAL COMO PROCESSO DE SALVAÇÃO, LIBERTAÇÃO, REDENÇÃO, REVELAÇÃO EREALIZAÇÃO DO BRAZIL E DA HUMANIDADE”.

     

              Dando início a uma reconstrução da nação através de uma nova’COMUNICAÇÃO’,  com a aplicação exemplardo previsto na Constituição Federal, Art. 221 c/c  os Arts.  205, 206, II e III,  215, 216, 216-A, 231 e 232,  pioneiramente pela  Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF),já aprovado por 38 de seus Núcleos e pela Câmara Municipal de Juiz de Fora atravésdo ‘FORUM BRAZILINDIO – Rexistencia cultural – Comunicação global’.

     

                  Combinado com um novo modelo da ‘BANDEIRA CULTURAL BRAZILINDIA – por umecomenismo cívico planetário’ – sem a anacrônica, entrópica e apócrifainscrição ‘Ordem e Progresso’ que nos estertores desta Kali-Yuga se degenerouem ‘Desordem e Retrocesso’, –  equivalente ao resgate da alta cultura brazilindia,da tradição primordial, da filosofia perene, revogando o tradicional diminuir edividir da República Autofágica, do Faz de Conta (falsa democraciarepresentativa)’. 

                       Anunciando o início do desenvolvimento do modelo de uma educaçãomundial, com a adoção do resgatedo sagrado feminino da raça humana (Indígena, Monárquico, Negro, Republicano  e Sinárquico) através de seu símbolo maior ‘GNOSOS, o Espírito da ECO’ (da Lei, Justiça, Cultura),intitulada  – ‘EUBIOSEPEDAGOGIA BRAZILINDIA – Educação Palácio da Alvorada JK – áurea, feminina, iniciáticacoletiva, evolutiva, semiótica, ética e estética, colorida,teleológica, reflexiva,  autocriticável,  psicanalítica, antiautoritária e não domesticadora,focada na Totalidade (Mitologia 8º do futuro – a chama no alto do Brasão daUFJF = SEMPRE), uma homenagem à ECO/92, AGENDA 21 – 40  capítulos, RIO+20,   prospectivamente a  ‘AGENDA 2030- ‘ONU/BRASIL’.

     

       “Administrar é aplicar a lei de ofício”

    (Seabra Fagundes – Guerreiro do Direito).

      EUBIOSE

    A LEI EM 1ºLUGAR

     

      NINGUÉM SEESCUSA DE CUMPRIR A LEI ALEGANDO QUE NÃO A CONHECE

    (LICC, Art.3º)

      ODESCONHECIMENTO DA LEI É INESCUSÁVEL

    (CódigoPenal, Art. 21)

      ERGA OMNES -A LEI VALE PARA TODOS

     

      DURA LEX SEDLEX

     

      SUPORTA ALEI QUE FIZESTES

     

      A LEI NÃOACODE OS QUE DORMEM

     

      A VERDADE DALEI NÃO ESTÁ COM NENHUM DE NÓS

    MAS ENTRENÓS

     

      SOMOSTODOSPARCEIROSDALEI

     

      CULTURA DOCONHECIMENTO E DO CUMPRIMENTO DA LEI

     

      QUEREMOSLEIS GOVERNANDO HOMENS

    NÃO HOMENSGOVERNANDO LEIS

     

      A ÚNICA LIBERDADE QUE PODEMOS ASPIRAR

    É ALIBERDADE DA LEI

      NÃO SE DEIXECONFUNDIR PELAS SUPERFÍCIES,

    NASPROFUNDEZAS TUDO SE TORNA LEI

      TODAS ASLEIS HUMANAS SE ALIMENTAM DA LEI DIVINA

      DEUS É A LEIE O LEGISLADOR DO UNIVERSO

     

      FORA DA LEINÃO HÁ SALVAÇÃO

     

      CIDADANIA ESOBERANIA DA LEI

     

      LUTANDO PELODEVER LEGAL

      SENTINELASDO FOGO DA LEI

      COM O RIGORQUE JULGARDES

    SEREISJULGADOS

     

      “TODAS AS VEZES, Ó FILHO DE BHARATA, QUE DHARMA (A LEIJUSTA) DECLINA E QUE ADHARMA (O OPOSTO A DHARMA) SE LEVANTA, EU ME MANIFESTOPARA SALVAÇÃO DOS BONS E DESTRUIÇÃO DOS MAUS. PARA O RESTABELECIMENTO DA LEI,EU NASÇO EM CADA YUGA ”.

    (BHAGAVAD GITA, IV, 7,8).

     

     

      MILTONLEITE BANDEIRA

    DefensorDireitos e Deveres Humanos

    Consultor3º SetorBrazilindio

    PromotorMobilizador Cultural

    DiretorExecutivo da ASSDAK

    32 -3237-9365

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  • Marcos Jefferson da Silva disse:

    Notícia Estadão: “Governo deixa 86% dos servidores de fora da reforma da Previdência”

    VERGONHA! VERGONHA! VERGONHA!!!!!!

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