No mato sem cachorro

19 de maio de 2015 § 24 Comentários

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Artigo para O Estado de S. Paulo de 19/5/2015

Executado inteiro o “ajuste” já não nos levaria longe. Consiste, como sempre, em aumentar tarifas e impostos, reduzir a renda privada e cortar investimentos para sustentar os gastos do estado no novo patamar a que chegaram. É mais um arranjo para evitar que se manifestem inteiras as consequências da nossa incapacidade de repactuar a distribuição de haveres e deveres entre o Brasil que paga os impostos e o que os arrecada para habilitar-nos a passar a disputar vitórias em vez de seguir postergando derrotas certas, sempre no limiar da sobrevivência.

O próprio “tripé” que rendeu nosso melhor momento em um século era um arranjo precário; uma espécie de “cortizona” tomada em doses diárias para permitir ao paciente conviver em relativo equilíbrio com a doença crônica que não se dispõe a enfrentar, e não uma cura.

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Nós nunca revogamos nada do que nos vem comendo pelos pés. O estado brasileiro só tem porta de entrada. A norma fundadora do sistema que aqui aportou com d. João VI é que cada ungido pelo toque de midas dos “de dentro” torne-se um deles para todo o sempre. É em torno da compra e venda dessa “salvação eterna” ainda em vida que se estrutura o anel de ferro que o sustenta.

Ao fim de 300 anos dessa ordenha, tudo que o Brasil dos miseráveis não tem é o que obscenamente sobra no Brasil oficial. Os direitos gerais só passarão a caber na conta quando os “direitos especiais” deixarem de pesar nela. O drama brasileiro — as crianças sem futuro, os doentes no chão dos “hospitais“, os 56 mil assassinados por ano, a corrupção epidêmica — tudo é mera consequência dessa premissa.

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Não ha brasileiro vivo que não saiba disso, mas até as verdades mais evidentes precisam ser repetidas todos os dias em voz alta para se impor.

Neste momento, a ancestral mentira brasileira estrebucha pela enésima vez no seu próprio paroxismo. A conta é proporcional ao tamanho da trapaça e nunca antes ela foi tão grande na história deste país. O desastre lulopetista, que está apenas começando, é daqueles capazes de levar espécies inteiras à extinção. Vai-se abrir uma dessas raras janelas de oportunidade que só o sofrimento extremo proporcionam, com o potencial de alterar a própria ecologia do sistema.

O século 20, quae sera tamen, está chegando ao fim também no Brasil. Ninguém que o represente representa, já, a platéia que vaga pelas ruas. E no entanto ainda é ele e a linguagem dele que dominam reacionariamente o palco.

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Não se reconhecem mais, esses dois brasis e é aí que moram a esperança … e o perigo!

A destruição do aparato nacional de educação é a obra mais bem acabada do partido que pavimentou o caminho do primeiro presidente-operário a chegar ao poder nas américas, apenas para provar mais uma vez que a humanidade é uma só, de cabo a rabo, só que com a força dos seus piores vícios multiplicada pela ausência dos matizes críticos com que a educação formal, bem ou mal, acaba por diluí-los. A “educação” que sobrou não é o antídoto, é o veneno. O que resultou dessa desconstrução é um discurso político reduzido a um maniqueísmo primário, da ante sala da conflagração, incessantemente derramado sobre um país sem repertório para definir um projeto nacional.

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Sendo característico dos sistemas de servidão que quem provoca as crises não as sofre, os ventos que neste momento arejam o Brasil não sopram em Brasília. Lá, onde a maré é eternamente montante, ninguém nunca é demitido e os salários nunca param de subir é à conquista do poder como ele sempre foi que tudo se refere. Os contendores posicionam-se exclusivamente uns em relação aos outros. O Brasil real não conta. “Se ele é contra eu sou a favor“, e vice-versa. A “primeira divisão” disputa poder político e dinheiro. A segunda só dinheiro e o poder que com ele se compra. Mas preservar o úbere onde todos mamam é o valor maior que, nas emergências, se alevanta.

O terceiro elemento, intocável no seu pedestal, divide-se entre a minoria heróica que resiste reduzida a um papel de polícia, tolerada pelos demais por falta de remédio melhor, e a linha de frente corporativa pela qual a maioria dos acomodados omissos deixa-se docemente constranger cuja função é sangrar repetidamente a nacionalidade e o Tesouro mediante a articulação do “auxílio” ou do “reajuste retroativo” de cada temporada.

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Fecha o quadro o “quarto poder” que — embora não dispute o mesmo queijo dos demais — vive hipnotizado pela mixórdia que eles protagonizam. Não olha para fora, não apresenta as alternativas do presente, não pesquisa as que redimiram outros povos no passado. Limita-se a reproduzir a cena doméstica segundo a linguagem e a pauta dos outros tres — quem “ganhou“?; quem “foi derrotado” no último crime de lesa pátria? — o que mantem o limite do possível no imaginário nacional exatamente onde o Brasil oficial quer que ele permaneça.

O país não avança porque não sabe onde é necessário chegar. Para sabê-lo com certeza, era preciso ir ao fundo das coisas, e ao fundo das coisas só se chega com a crítica“, é a citação do mexicano Daniel Cosio Villegas que Carlos Guilherme Mota e Adriana Lopez usam como mote do último capítulo da sua História do Brasil que um qualificado leitor define como “um extraordinário estudo sobre a resiliência do continuísmo“, a marca renitente da nossa trajetória histórica ao longo da qual, “todas as raras oportunidades de rompimento com o passado que aparecem acabam por ser reprimidas“.

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A repressão da próxima, cujos protagonistas já se apresentaram com seus “generais” e “exércitos“, passa pela anulação, ainda que “em vida“, dos dois poderes cuja credibilidade o terceiro vem trabalhando abertamente para corromper.

Falta quem, pelo outro lado, levante uma bandeira digna de ser seguida para limpar o sistema “por dentro“, porque se ha uma coisa que o Brasil aprendeu de 1964 a 85 e nossos vizinhos comprovam todos os dias é que, se vamos mal com eles, pior iremos sem eles.

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§ 24 Respostas para No mato sem cachorro

  • moacyr pereira junior disse:

    Excelente o artigo de Fernão Lara Mesquita. O problema do país realmente sempre esteve (e está como nunca) no seu setor público parasitário e resistente a qualquer ação efetivamente saneadora. Pena que as considerações do autor, pelas razões que ele próprio explicita, não possam ser apreendidas pela grande maioria da população – incapaz de ler um texto mais complexo, em decorrência da deseducação implantada no país, profunda e sistematicamente…

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  • Luiz Barros disse:

    DIÔGENES, ESTIGMA E GUETO
    republicação de artigo de opinião no JT, com suaves condimentos

    Tanto é verdade que a loucura no passado não resultava inexoravelmente na exclusão social que dentre os filósofos gregos encontraremos Diôgenes, personagem memorável, a quem Platão se referiu como sendo o “Sócrates louco”.

    Diôgenes apresentava comportamentos bizarros e dizia coisas esdrúxulas. Habitava numa barrica, era obcecado por descobrir como viver cada vez dependendo de menos coisas e utensílios, masturbava-se publicamente na praça do mercado etc. Proclamava que a masturbação consistia em magia fantástica, apenas lastimando-se que não fosse possível, igualmente, esfregar as mãos sobre o estômago e assim apaziguar a fome.

    De tal despojamento e irreverência, além de autêntica independência frente à Polis, originou-se sua notável influência na escola cínica, retomada séculos depois por Thoureau e sua Desobediência Civil, doutrina acalentada por empresários brasileiros, na década nos anos 1980, em fala destemida de Mário Amato, ao ameaçarem um calote nos impostos. A diferença entre os dois pensadores e o empresariado nacional pode ser resumida no fato de que os filósofos não dependiam do Estado, o que se não vale para todos, seguramente se aplica a Henry David Thoreau, um libertário pacifista, e, menos ainda a Diôgenes, escravo que foi. Não se poderá argumentar que eles nada produziam. Séculos e milênios se passaram e o produto de suas mentes subsiste vivo e radiante, conquanto longevidade igual não se garante a quaisquer produtos industrias de nossa cultura.

    A despeito das esquisitices, o saber e a reputação de Diôgenes eram tais que Alexandre, o Grande, abalou-se a ir visitá-lo. Conta-se que o imperador lhe disse, diante de sua barrica, onde tomava sol, que escolhesse o que desejasse em honraria, prêmios ou recompensa, ao que Diôgenes retrucou: “Só peço que não me tires aquilo que não me podes dar”. Referia-se o filósofo (ou seria um louco, ao dirigir-se assim a homem de tanto poder?), referia-se ele ao fato de que estando Alexandre de pé em sua frente, fazia-lhe sombra. Pedia apenas que o imperador não lhe tapasse o sol. Sua fala não consistiu em simples blague. Fiel à sua doutrina e ao espírito de educador com que todos os filósofos contribuíram para a Paidéia grega, a indiferença frente ao poder absoluto era o único justo ensinamento que poderia transmitir àquele homem. De que forma se pode ajudar um vaidoso, a não ser dizendo-lhe que ele não é ótimo como supõe, e que as riquezas e honrarias que seu poder proporciona não valem o ínfimo do valor que tem um simples raio de sol?

    Louco ou não, Diôgenes era respeitado e querido pelos atenienses, freqüentava os círculos intelectuais, não era estigmatizado nem vivia em gueto. Hoje, ainda há pessoas que consideram os portadores de doenças mentais simploriamente como loucos, e, como tais, perigosos ou ridículos e engraçados, inconsequentes, irresponsáveis ou incapazes. É o estigma da doença mental. Nem sempre foi assim.
    Estigma, que significa marca ou cicatriz, é imputado a determinados indivíduos ou grupos sociais por outros indivíduos ou grupos. A matriz do estigma sempre é o preconceito. Estigmatizado é aquele que sofre preconceito social e é marcado para que todos possam identificá-lo como sendo um outro – um que não é igual a todos.

    Preconceito e estigma se valem de estereótipos para rotular as pessoas discriminadas. “Louco” é um estereótipo, visão empobrecida, no mais das vezes caricata, que tende a reduzir a percepção que se tem do indivíduo portador de doença mental exclusivamente ao atributo que o faz ser um diferente — sua doença. Reduzindo-se a percepção ao atributo objeto de preconceito, toma-se a parte pelo todo, ampliando para a totalidade do ser a deficiência localizada. Fala-se alto ou muito didaticamente com as pessoas cegas porque imagina-se que sejam também surdas ou tenham dificuldades de entendimento. Contam-se mentiras para os analfabetos porque supõe-se que sejam ingênuos. Surpreendem-se com a inteligência dos esquizofrênicos por que julgam-nos dementes.

    Não se ouvem os loucos, considerando que só falem insensatez. Esta é uma das razões porque é difícil a ressocialização dos portadores de doenças mentais. Difícil que seja a recuperação de saúde, ela não é tão árdua quanto a recuperação da confiança social. Sem romper o ciclo vicioso do preconceito, a fala e a pessoa do louco continuará em permanente vigilância. É uma espécie de gueto.

    No Brasil de hoje, qual louco teria seu pedido atendido por uma autoridade da república? Um pedido singelo, do tipo solicitar à multidão de tecnocratas da saúde que saiam da frente do sol para que se possa receber um tratamento decente?

    Na Grécia não havia esse gueto. Diôgenes foi ouvido e seu pedido atendido: Alexandre, o imperador, entendeu o ensinamento: deixou de tapar-lhe o sol.

    Mas talvez Platão estivesse errado e ele, Diôgenes, nem louco fosse, só filósofo.

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  • Luiz Barros disse:

    ERRATA:

    (…)

    Na Grécia não havia esse gueto. Diôgenes foi ouvido e seu pedido atendido.

    Alexandre, o imperador, entendeu o ensinamento: deu DOIS passos atrás, e deixou de tapar-lhe o sol.

    Mas talvez Platão estivesse errado e ele, Diôgenes, nem louco fosse, só filósofo.

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  • Luiz Barros disse:

    Precisamos voltar aos artistas para apreender com eles os bons modos:

    OS POETAS DA INCONFIDÊNCIA

    Luiz Barros

    Como poucos outros brasileiros de qualquer época, os poetas da chamada Escola Mineira, na Vila Rica do final do século 18, estiveram em sintonia com o tempo universal das liberdades, desempenhando o ilustre papel de precursores nas artes e na política, no início da fase de transição entre o Brasil colônia e o alvorecer de uma nação independente.

    Ao estudar a Inconfidência Mineira, temos notícia de Cláudio Manoel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto e outros, pelos livros de História do Brasil. Não tivesse ocorrido essa conjuração, contudo, parece certo que seu lugar na História da Literatura Brasileira não seria menor. Pelo contrário, há quem suponha que sua influência literária poderia ter sido ainda mais ampla caso não tivessem sido presos e deportados como inconfidentes.

    A publicação das poesias de Cláudio Manoel da Costa, em seu volume Obras, em 1768, pode ser considerada marco inicial do Arcadismo no Brasil. Essa corrente literária se estenderia, em três fases distintas, até 1836, quando principia o Romantismo, segundo Massaud Moisés (História da Literatura Brasileira; Cultrix, 2001). Deste complexo período histórico, cultural e literário, em que se entrechocam tendências ultra- conservadoras e ideais revolucionários e de independência, foram precursores os homens de Vila Rica. Ao longo destes anos, afora outros importantes episódios, são acontecimentos fundamentais na construção da nação brasileira: a Inconfidência Mineira, a vinda de D. João VI e, ainda, a própria Independência em 1822.

    O Arcadismo de que os poetas mineiros foram os pioneiros no país, representou um período de passagem entre o Barroco e o Romantismo, retomando temas da Antigüidade, à forma que se designou como neoclássica. Se isto correspondia a um Renascimento tardio, esses poetas foram, ao mesmo tempo, difusores do iluminismo francês e das idéias republicanas norte-americanas. Notem-se as datas: a Independência Americana é de 1776; a Inconfidência Mineira e a Revolução Francesa ocorrem no mesmo ano, em 1789.

    A queda da arrecadação em Vila Rica, justificada pelos brasileiros pela exaustão das minas mas interpretada pela coroa portuguesa como sonegação, foi o motivo material da derrama que deflagraria a conspiração liderada por Tiradentes. Mas foi esse mesmo ouro de Vila Rica que, no auge de sua abundância, proporcionou a riqueza que permitiu formar uma elite de brasileiros abastados que saía de Minas Gerais para estudar em Coimbra, tendo lá contato com as idéias mais avançadas da época.

    Retornando à colônia, as influências européias e clássicas não os tornaram imitadores culturais. Silvio Romero indica que alguns desses poetas eram “os primeiros espíritos poéticos de seu tempo na língua portuguesa”; tendo-se invertido a matriz de influência literária –, segundo ele, seriam os brasileiros que mostravam tendências à literatura portuguesa de então (História da Literatura Brasileira; José Olympio, 1943).

    Minas Gerais está presente nos temas bucólicos neoclássicos, onde muitos só percebem meras repetições de enredos líricos milenares. Antonio Cândido comenta: “Enquanto a maioria dos poemas pastoris, desde a Antigüidade, tem por cenário prados e ribeiras, nos de Cláudio Manoel da Costa há vultosa proporção de montes e vales, mostrando que a imaginação não se apartava da terra natal e, nele, a emoção poética possuía raízes autênticas, ao contrário do que dizem freqüentemente os críticos, inclinados a considerá-lo mero artífice” (Formação da Literatura Brasileira; Livraria Martins, 1959).

    Muitas foram as formas de expressão desses poetas. Literariamente, é unânime a opinião dos críticos e historiadores, sua melhor vertente é a poesia lírica. Mas também cultivaram com destaque a poesia épica e a poesia satírica, em estilo herói-cômico.

    Ainda que os sonetos de Cláudio Manoel da Costa sejam leitura sempre indicada pelos conhecedores de literatura, são duas obras de Tomás Antônio Gonzaga as mais conhecidas deste período nos dias de hoje, ao menos de nome.

    Nas liras de Marília de Dirceu, o quarentão Tomás Antônio Gonzaga, ouvidor-geral de Vila Rica, faz-se de Dirceu e imortaliza Marília, que representa na vida real Maria Joaquina Dorotéia de Seixas, uma jovem de dezessete anos por quem se apaixonara o poeta, e cujos pais não consentiam com tal namoro. Seus versos têm a força criadora do primeiro casal mítico da literatura brasileira. Dirceu é um pastor de ovelhas que trocaria todo seu rebanho pelo amor de Marília.

    Aparentemente superadas longas polêmicas sobre a autoria de Cartas Chilenas, hoje é atribuída a Tomás Antônio Gonzaga essa obra satírica, que teria tido também pitadas de colaboração de Cláudio Manoel da Costa. Considera-se que o vigor das sátiras perde-se com o passar do tempo, pois referem-se a assuntos de momento. Mas esses versos mineiros guardam valor histórico, pois retratam o clima de indignação que levou à Inconfidência. Neles, o herói-cômico Fanfarrão Minésio, governador de Chile, é ninguém menos, na vida real, que Luís da Cunha Menezes (Menezes = Minésio), governador da Capitania de Minas Gerais de 1785 a 1788.

    Os poetas inconfidentes, polimorfos em suas expressões épicas, líricas ou satíricas, foram homens cultos e influentes, que se reuniam em tertúlias antes literárias que políticas. Mas seu espírito altivo, inquieto e atento mantinha-os em permanente contato com as idéias políticas e filosóficas que revolucionaram o mundo de seu tempo, e de que foram, no Brasil, pioneiros divulgadores, pelo que pagaram com o degredo e, no caso de Cláudio Manoel da Costa, com a vida; melancólico, teria se suicidado na prisão.

    Luiz Barros, mestre e doutor em filosofia da educação pela USP, é escritor.

    RETRATO DA DERRAMA

    Trecho de Cartas Chilenas
    Em que o poeta Critilo (Tomás Antônio Gonzaga) conta a Doroteu (Cláudio Manoel da Costa) os fatos de Fanfarrão Minésio, governador de Chile.

    CARTA 8ª
    EM QUE SE TRATA DA VENDA DOS DESPACHOS E CONTRATOS

    (…) “Pertende, Doroteu, o nosso chefe
    Mostrar um grande zelo nas cobranças
    Do imenso cabedal que todo o povo
    Aos cofres do monarca está devendo.
    Envia bons soldados às comarcas,
    E manda-lhes que cobrem, ou que metam,
    A quantos não pagarem, nas cadeias.
    Não quero, Doroteu, lembrar-me agora
    Das leis do nosso augusto; estou cansado
    De confrontar os fatos deste chefe
    Com as disposições do são direito;
    Por isso pintarei, prezado amigo,
    Somente a confusão e a grã desordem
    Em que a todos nos pôs tão nova idéia.

    Entraram nas comarcas os soldados,
    E entraram a gemer os tristes povos.
    Uns tiram os brinquinhos das orelhas
    Das filhas e mulheres; outros vendem
    As escravas, já velhas, que os criaram,
    Por menos duas partes de seu preço.
    Aquele que não tem cativo ou jóia,
    Satisfaz com papéis, e o soldadinho
    Estas dívidas cobra, mais violento
    Do que cobra a justiça uma parcela
    Que tem executivo aparelhado,
    Por sábia ordenação do nosso reino.”(…)
    LB
    SERVIÇO:
    Os Poetas da Inconfidência. José Lino Grünewald, Organização e Seleção. Fundação Biblioteca Nacional e Editora Nova Fronteira. Rio de Janeiro, 1989. Contém seleção de poemas de Tomás Antônio Gonzaga, Cláudio Manoel da Costa e Alvarenga Peixoto. 219 págs. 29 reais.

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  • Luiz Barros disse:

    Fernão,

    As Cartas Chilenas merecem ser lidas na íntegra, que se dirá da leitura atenta da Carta 8 de que anteriormente citei apenas parte.

    http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000300.pdf

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  • Dr.Eduardo Gonsales de Ávila disse:

    CACHORROS PARA ADENTRAR AO MATO

    http://www.climateweekparis.org

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  • Dr.Eduardo Gonsales de Ávila disse:

    CAÇADA DO ISIS AVANÇA. TEM QUEM ACREDITA !

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  • Dr.Eduardo Gonsales de Ávila disse:

    Depois do avistamento de vários UFOs, e ouvir o relato de várias pessoas sobre o avistamento de luzes estranhas no seringal de FLM, o filme documentário é indicado para o final de semana.

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  • Augusto disse:

    Nao entendo essas respostas que nao tem nada a ver com o assunto!!?? Mas sao idiotas ou è planejado?

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  • Eu também não entendo. Deve ser à mostrar erudição que seria melhor em tópico apropriado e que não é o caso.

    Por outro lado nós que estamos no mato sem cachorro, vamos ficar mais perdidos do que com o Sarney.

    Não bastasse o desastre econômico e político agora tem mais um. O Joaquim Levy tá sendo fritado em doses homeopáticas. Não o conheço, mas pelo que sei por terceiros amigos dele ele não deve ficar muito tempo.

    Diferentemente do Nelson Barbosa que foi desautorizado e suportou mesmo sem ter tomado posse, o Levy tem um nome a zelar uma vez não ter ambição política não se importar com o cargo.

    Desse mato é que tenho medo com ou sem cachorro, mesmo sendo um Pitbull como o que tenho em casa à prova de xeretas interessados no alheio.

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  • Eduardo,

    Com ou sem cachorro, daquele mato não sai nada. Cortes, contingenciamento só é possível quando tem dinheiro.

    Com a arrecadação caindo adicionado a situação monetária se não “cortassem” daria no mesmo. Os tão festejado corte panacéia do petismo viria por gravidade.

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  • Excesso de antônimos em erudição desta vez na política. Continuaremos ” como dantes”

    Distritão foi rejeitado e distritinho idem. Enquanto no Senado o PT ferrou os trabalhadores, dos quais tiraram o próprio nome.

    Se não me engano tem um segundo turno, ié, outra votação que vai dar no mesmo, depois vai pro Senado e, em se tratando de PEc não precisa de sanção presidencial quando precisamos é de um Sansão à presidente.

    É uma piada.

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  • Eduardo,

    Estava tão claro que não ia dar em nada que até escrevi que não acreditava e aqui no Vespeiro. Tudo encenação a desvio de foco como nosso maior problema fosse, no curto prazo, o eleitoral que ficou mais de uma década na gaveta.

    Nenhum, ou quem sabe 2/3 desses parlamentares trocam o certo pelo incerto e não é só no Brasil. Aqui é pior porque é fonte de renda e ganhos não ortodoxos.

    O buraco é mais embaixo e a Dilma usando do Levy vai comendo pelas bordas e logo ela também será devorado assim que acabar a pantomima petista que deu um pouco de sossego nas ruas.

    Vai voltar porque vai piorar o que já é ruim e, se a sociedade tiver um pouco só um pouco de boas intenções deve voltar com tudo às ruas.

    Esperar pelo políticos mesmo os tucanos esqueçam. Até o DEM tem se mostrado mais objetivo na oposição

    Fiquei admirado com o Senador Ronaldo Caiado?! do DEM, acho que de Tocantins, e suas inteligentes apreciações sobre o momento político e o PT. Os nossos dois do PSDB são professorais e estão no lugar errado. Deveriam trabalhar com FHC !!!!

    Não precisamos nem de perdigueiros porque a caça desejada deixa rastros e toneladas de estrume por onde passa.

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    • Realmente a coisa é muito facil, e é uma virtude do faro fino, e só seguir o rastro do dinheiro. O dificil é como acua-los, esta corja de larápios são todos blindados. Enquanto que nós, como o FLM diz cercados pela linguagem portuguesa somos aprisionados pelo mal emprego dela, enquanto isso os amigos do rei se locupletam. Triste Brasil, nosso judiciário, perdoe-nos a palavra, é uma … !!!!!

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  • Veja só Eduardo,
    Os perdigueiros dos gringos encontraram.

    A polícia Suiça prendeu o Marin, que aqui andava e rolava, por gatunagem. A seguir será mandado para os EUA onde descobriram a roubalheira e originou o processo.

    20 anos nos EUA passam logo e ele nem perceberá. Caso questione da prisão ele terá que passar uns bons dias em cana até a Justiça decidir e que não deverá negar a extradição por razões óbvias começando com a FIFA e sua sede em território Suiço. Quanto mais longe melhor.

    Pois bem, escrevi isso tudo a sugerir de contratar a Justiça norte-americana e ou os perdigueiros a prestar serviço para nós. Afinal, a bandalheira foi praticada aqui e ……. ninguém sabia de nada.

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  • Eduardo,
    Ridículo porque trágico. Agora a PF vai entrar no assunto FIFA/CBF. Na minha opinião deveriam esperar a condenação e comemorar.

    Não sei se vc se lembra daquele nazista cujo nome esqueci e morreu afogado em Itanhaém depois de viver pra cima e pra baixo por muitos anos no Brasil. Pois bem, a polícia alemã informou a PF desse indivíduo e o Romeu Tuma encontrou a ossada !. Foi o maior carnaval como se nós tivéssemos descoberto o sujeito vivo.

    Só falta a história se repetir. Esse Marin, Ricardo Teixeira, o atual Del Nero e mais cupinhas são todos iguais e mamam muito há anos na Confederação e Federação.

    Nos países civilizados tem algo que se chama ” sinais exteriores de riqueza”. Bastaria ver o que eram e o que são!

    Em tudo tipo associação incluído o futebol que tem muita disputa à Direção é porque tem muito dinheiro e dá pra gatunar. Virou emprego, são reeleitos dezenas de vezes e não há quem tenha coragem de acabar com essa possibilidade, enquanto a Presidência da República só cabe uma reeleição.

    Quanto ao esporte chamado amador essa Olimpíada invenção do irresponsável do Lula vai acabar como a Copa em prejuízo que sobrará para nós.

    Lembre também do PAN e o rombo que deu.

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