“Shale gas” e pré-sal: o mundo é pequeno para os dois

21 de março de 2013 § 48 Comentários

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Duas tecnologias novas desenvolvidas recentemente nos Estados Unidos estão revertendo todos os prognósticos de rápida alteração no equilíbrio de forças econômico do planeta e podem afetar seriamente o sonho brasileiro de achar um corte de caminho para o clube dos grandes do mundo.

A primeira envolve injetar uma mistura de água, areia e produtos químicos em estruturas rochosas que contêm microporos cheios de gás e petróleo de modo a liberar os hidrocarbonetos aprisionados nelas. A segunda torna muito mais fácil chegar às mais finas camadas dessas rochas enterradas a baixas profundidades, além de permitir a perfuração de diversos poços a partir de um único ponto de partida.

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Essas duas novas técnicas de extração do que por lá se chama de “shale gas” estão provocando uma verdadeira explosão nos números de produção de gás e petróleo dos Estados Unidos e barateando de tal forma os custos de diversas industrias intensivas em energia que todos os prognósticos sobre a “crise sistêmica” da economia americana, que estaria irremediavelmente condenada a ser engolida por economias emergentes, estão sendo refeitos.

Os entornos de Pittsburgh que, nos últimos anos, pareciam um cemitério de velhas siderúrgicas desativadas, assistem hoje a uma corrida frenética de capitais americanos, russos, franceses e até chineses para voltar a fabricar aço com a energia mais barata do mundo.

O Maciço Marcellus, uma formação geológica de rochas arenosas impregnadas de gás e óleo se estende por quase 1.000 quilômetros ao longo das montanhas Apalaches do estado de Nova York até o de West Virgínia. Somente no ano passado o governo da Pennsylvania emitiu 2.484 permissões para a perfuração desse novo tipo de poço de petróleo. Os poços da porção do Maciço Marcellus nesse estado produziram 895 bilhões de pés cúbicos de gás em 2012, partindo de 435 bilhões no ano anterior. Em 2008 essa produção era igual a zero.

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Isso representou uma injeção de US$ 14 bilhões na economia da Pennsylvania no ano passado (dados da Economist).

Arkansas, Louisiana, Oklahoma e Texas viveram explosões semelhantes. A produção de gás e petróleo extraído dessas rochas quadruplicou nos Estados Unidos entre 2007 e 2010 e acrescentou 20% à produção nacional de petróleo nos últimos cinco anos. Técnicos da British Petroleum afirmam que a produção deve continuar crescendo à base de 5,3% ao ano até 2030 e que, já no fim deste ano os Estados Unidos ultrapassarão a Rússia e a Arábia Saudita e se tornarão o maior produtor de petróleo e gás do mundo.

O preço do gás nessa região caiu de US$ 13 o BTU em 2008 para US$ 1 a 2 no ano passado, o segundo preço mais baixo do mundo depois do Canadá. As fabricas americanas consumidoras de gás estão pagando 1/3 do que pagam as alemãs e ¼ do que pagam as coreanas.

Gás barato também se traduz em eletricidade barata. Em 2011 as fábricas americanas nessas regiões já estavam pagando metade do que custa a energia para suas concorrentes no Chile ou no México e ¼ do que se paga na Itália.

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Não é só a indústria de metalurgia que se beneficia com isso. Além de todas as demais, as de uso intensivo de energia, como as de plásticos, fertilizantes e outras também se tornam imbatíveis. E, além disso, os Estados Unidos têm a maior rede do mundo de oleodutos e gasodutos, o que permite espalhar facilmente essa riqueza a preço baixo por todo o país.

A Costa do Golfo, onde existe outro maciço dessas rochas, também vive um forte renascimento industrial. Fabricas instaladas no Chile estão sendo desmontadas e transportadas inteiras para a Louisiana. A Bridgestone, a Continental e a Michelin, revertendo um longo processo de declínio, estão reativando e aumentando suas fábricas de pneus na Carolina do Sul. Tudo gira em torno do início da exploração de novas jazidas de rochas porosas como as da Bacia Permian, na Louisiana, a de Eagle Ford Shale, no Texas, a da Formação Baken em Dakota do Norte e a Mississipi Lime, que atravessa o subsolo de Oklahoma até o Kansas.

O efeito da redução das importações de petróleo no déficit comercial americano foi de US$ 72 bilhões no ano passado, ou 10% do déficit total. Esse “petróleo não convencional” gerou US$ 238 bilhões em atividades econômicas diretas, 1,7 milhão empregos e US$ 62 bilhões em impostos só no ano passado, sem contar os efeitos indiretos decorrentes da redução nos preços da eletricidade, do gás e dos produtos químicos.

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Analistas do Citigroup e do UBS calculam que só essa indústria vai gerar um crescimento de 0,5% do PIB norte-americano por ano nos próximos anos além de ensejar um renascimento das industrias de manufaturas nos Estados Unidos. As decisões recém anunciadas da GE de trazer de volta da China e do México para o Kentucky a produção de sua linha branca, e da Lenovo, o gigante chinês de hardware que comprou a linha de computadores pessoais da IBM, de produzi-los na Carolina do Norte são apontados como os primeiros passos desse processo de reversão.

O efeito dessa inovação nos preços internacionais do petróleo ainda são pequenos. Mas os Estados Unidos, que foram os maiores importadores do mundo e rapidamente se tornarão autosuficientes, não são o único lugar do planeta onde existe esse tipo de formação rochosa que, lá, praticamente aflora do chão.

De modo que o Brasil, que já está gastando por conta de reservas de petróleo enterradas a seis ou sete quilômetros debaixo do fundo do oceano, cuja extração começa a se tornar economicamente palatável com o barril acima de US$ 100 no mercado internacional, deveria por as barbas de molho e pensar melhor antes de jogar dinheiro fora.

Pois, por tudo que já se sabe por enquanto, o mundo ainda é pequeno demais para o “shale gas” e o pré-sal ao mesmo tempo.

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§ 48 Respostas para “Shale gas” e pré-sal: o mundo é pequeno para os dois

  • Alberto Mattos de Faria disse:

    Excelente !!! Isso mostra mais uma vez que o Sr. Lula e o PT, só querem enganar o povo pobre que vota neles !!!
    Mesmo assim, esse País tem jeito !!!

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  • Savio disse:

    O que tem a ver esta nova tecnologia com o Sr. Lula e o PT ? Mas que babaquice. O Sr. Lula fez por este pais o que o governo do PSDB e seu algozes nunca fizeram por este país até hoje.

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  • Não é babaquice não! O óleo nas profundezas foi descoberto à muito tempo… e Lula quis levar vantagem… como sempre: http://mudancaedivergencia.blogspot.com.br/2013/03/pre-sal-farsa-de-lula-da-silva-cia.html

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  • No entanto, não devemos esquecer que os norte-americanos, os ianques, encobrem as descobertas do óleo negro brasileiro é necessário rever a história, entendendo o que acontece hoje 2013!: http://mudancaedivergencia.blogspot.com.br/2013/03/a-farsa-do-petroleo-e-nosso-lobato.html

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  • Itamar Gon~calves Junior disse:

    Quem sabe agora ficou economicamente viavel a explora~c”ao do xisto betuminoso do sul do Brasil.

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  • fernaslm disse:

    não tenho elementos técnicos para julgar mas já tinha ouvido avaliação idêntica ao que nos diz o lucas

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    • Carlos 2013 disse:

      Acho que vale a pena ler as ponderações do Goldemberg escreveu sobre o assunto.

      http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,gas-de-xisto-uma-nova-revolucao-energetica,1033542,0.htm

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    • Carlos 2013 disse:

      Hoje ( 23/10/13) pela manhã a ABEQ (Associação Brasileira de Engenharia Química) promoveu um café da manhã com Thomas Rings intitulada “ Gás de xisto e suas repercussões para a indústria química mundial”.
      “Thomas Rings, com mais de 20 anos de atuação em consultoria internacional em consultoria estratégica nos setores de Química e Energia é especialista em desenvolvimento de cenários e tendências futuras de negócios, M&A e estratégia de operações. Ele trará uma visão global sobre o gás de xisto, bem como sua visão sobre implicações no cenário atual do Brasil.”
      Infelizmente um compromisso de última hora me fez faltar. Alguém sabe o que ele disse?

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  • Diogo disse:

    Para os leigos no assunto, esta tecnologia já é utilizada pela Petrobras.
    Assistam ao vídeo:

    Ademais, tem uma galera aí que precisa aprender muito coisa pela frente, de largar de ser mané e dizer menos bobagens ! Dizer coisas do tipo :
    “Lula levou vantagem no pré-sal” – É obvio que ele deveria se pronunciar no momento em que este recurso natural foi descoberto no passado, ele deveria fazer o quê ? Você acha que seria melhor vender esta informação privilegiada aos americanos e privatizar a Petrobras ?
    “Que o óleo já existia antes” – É óbvio que já existia, a questão é saber a quantidade e a localização, você acredita que é simplesmente montar uma plataforma e iniciar as ações de perfuração ? Para se chegar à este ponto é preciso de muita pesquisa, estudos geológicos e muito mais… A descoberta do Pré-sal é graças ao apoio e confiança do governo no trabalho da Petrobras !
    Só para complementar, quando ocorreu aquele acidente de derramamento de óleo nos Estados Unidos, a Petrobras encaminhou alguns técnicos para ajuda-los a conter o vazamento.

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  • Carlos 2013 disse:

    Esqueçam a questão política-ideológica. O assunto é sério. O Présal é economicamente viável a partir de 90 dólares o barril! Se as novas tecnologias diminuirem a demanda por petróleo ( como parece ser o caso), vamos investir bilhões em um elefante branco!

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    • Carlos.
      .
      O Présal é viável a valores abaixo de 90 dólares o Barril, e talvez o que a maioria está esquecendo é que o que viabiliza o Présal é o óleo e o gás não convencional que está sendo retirado nos USA e Canadá (areias betuminosas).
      .
      Todos esquecem que este petróleo também só é viável a um custo alto, como a América do Norte está por razões mais políticas do que técnicas procurando a independência do petróleo importado, ele necessariamente tem que manter um preço de petróleo alto.
      .
      Pode parecer um paradoxo, mas o petróleo importado nos USA custa bem mais caro economicamente e politicamente do que o preço que aparece nas bolsas de Commodities, temos que acrescentar neste preço o custo das ocupações militares do Iraque, Afeganistão, apoio a monarquia Saudita e ao estado de Israel.
      .
      Atualmente o chamado Big Oil ocidental (ExxonMobil, BP, Shell e outras) ainda não entraram de corpo e alma no petróleo não convencional (a Shell opera no Canadá), simplesmente porque não há segurança em torno do preço, pois se o petróleo baixa de 80 a 70 dólares o barril, parte destas extrações não convencionais tornam-se não econômicas.
      .
      Estes dados não são meras especulações, são dados reais, toda a vez que o petróleo cai, diminui as perfurações nas zonas de petróleo não convencional.
      .
      Podemos concluir certamente que o mundo não é pequeno para os dois tipos de reservas pois elas são complementares.

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      • Carlos 2013 disse:

        Caro Rogerio
        Obrigado pelas suas considerações. O próprio USA mantendo o preço do petróleo alto é um bom paradoxo, usando suas palavras.
        Recentemente tomei conhecimento de algumas informações, que me pareceram fidedignas :
        1) O preço atual do gás natural nos USA é da ordem de 4 USD / MBTU ( no Brasil, 13/14, qdo o dólar valia na casa dos 2R$). É impressionante o gráfico da queda de preço associado ao volume do shale gas. Este preço até viabilizaria a volta de indústrias energia-intensivas para os USA! ( fonte – banco de primeira nível).
        2) Há hoje 20, 000 poços de shale em funcionamento nos USA. Entendi que a maioria é de propriedade particular ( lá pode, já que o subsolo é do proprietário da terra e não da União). Ou seja, o preço é determinado pelo “ mercado” ( com todos os seus defeitos…)
        3) Os USA importam 300 bilhões de USD por ano de petróleo. Assim, a decisão em manter o petróleo com preço alto é de altíssimo custo e pode ser mudada quando o sapato apertar.
        ( ver o artigo do Goldemberg no estadão).

        Não sou especialista em petróleo. Apenas um brasileiro temeroso de que estejamos entrando em uma jornada ufanista e que poderá sobrar conta alta para todos nós, inclusive filhos e netos.
        Governantes têm que saber que decisões como estas não podem ser ideológicas sob o risco de anular o potencial de crescimento do país por anos. Sinceramente, não sinto que os nossos governantes estejam preparados e cientes de suas responsabilidades. A maioria deles não passaria de meros colaboradores nas empresas privadas que trabalhei.
        Por favor, entenda que estou generalizando, sem mencionar partidos, ideologias e qualquer outro elemento que não seja a viabilidade econômica do empreendimento. Não deixa de ser interessante ver o Congresso discutindo o que fazer com os lucros

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      • Caro Carlos.
        .
        A preocupação real dos USA atualmente é com o gás, como muito bem disseste eles querem voltar a ser competitivos nas indústrias energia-intensivas, inclusive há uma grande discussão naquele país pela proibição ou não da exportação deste gás, principalmente para não dar espaço a indústria européia.
        .
        Quanto ao petróleo, propriamente dito, não há grande preocupação e o preço deste não sofreu a mesma queda.
        .
        Outro problema sério que estão vivenciando os norte-americanos é a volatilidade do preço do gás, com picos de preço de 3 a 4 vezes os preços mínimos, o que não dá muita margem de confiança para investimentos em longo prazo como a indústria precisa.
        .
        O interessante é que a produção tem sido mantida com um aumento significativo de novos poços, levando uma necessidade constante de investimento que é diminuída quando o preço cai.
        .
        Se o Présal é algo que se deve colocar um ponto de interrogação, o “shale gas” merece vários pontos de interrogação, tais como:
        .
        – Estabilidade nos preços.
        – Decaimento rápido na produção de cada poço.
        – Preço do gás após as melhores formações forem exauridas (a média indica que em 2 anos é extraído mais de 60% da capacidade dos poços).
        .
        Ou seja, se deveria ter um monitoramento constante da evolução, pois se aqui no Brasil podemos cair no ufanismo, nos USA eles já estão nisto a quase dois anos.

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      • Só para não ficarmos em palavras, vou colocar os picos de preço do gás natural para o consumidor industrial em dólares por mil pés cúbicos, dados da U.S. Energy Information Administration.
        out/01 3,18
        mar/03 8,27
        out/03 4,93
        out/05 12,06
        out/06 5,62
        fev/07 8,25
        set/07 6,28
        jul/08 13,06
        set/09 3,89
        jan/10 6,93
        set/10 4,61
        jan/11 5,64
        abr/12 3,19
        abr/13 4,94
        mai/13 5,00
        Conforme podes ver, é uma imensa balança, variando em 4 anos de 13,06US$/kftcu (em julho 2008) a 3,19US$/kftcu (em abril de 2012), ou seja, 4,09 vezes. Quem consegue fazer um planejamento de um período de 10 anos com esta variação?

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      • Hugo Siqueira disse:

        Concordo Rogério quanto á complementaridade.
        NÃO SÓ COMO COMBUSTÍVEL SERVE O PETRÓLEO
        O petróleo não só não acabará como preveem catastrofistas e nem se tornará um produto vulgar de baixo preço. Existem mil outros usos importantes para permanecer nesta fixação atávica do petróleo como combustível: plásticos, adubos e explosivos como uréia e nitrato de amônia dos quais o agronegócio brasileiros tanto necessita.
        A importância do gás não convencional está na utilização do gás em termelétricas de ciclo combinado que permitem a plena utilização da energia: parte energia eletromecânica no eixo da turbina e outra parte – que seria perdida – na energia do tipo térmico dos gases de escape utilizada para economizar o combustível fóssil de antigas térmicas a vapor. Uso térmico da energia é muito maior do que a energia elétrica que está sendo produzida em excesso– segundo o próprio Operador Nacional do Sistema – e utilizada indevidamente para aquecimento em dispositivos como chuveiros elétricos e eletrodomésticos. Hospitais, Shoping centers, fabricantes de bebidas, cimenteiras, vidros, cerâmicas, etc, são fortes concorrentes na utilização do gás que constitui monopólio da Petrobras.

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  • flm disse:

    é isso aí, carlos.
    é exatamente este o ponto.

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    • Carlos 2013 disse:

      Caro Rogerio

      Neste mundo de informações abundantes, não é fácil ter certezas. Por isso, como engenheiro, tento basear-me em fatos e dados.

      Como diriam os americanos, you have a point..

      Mas, reproduzo abaixo parte um artigo que saiu dia 21/6 no The Economist.

      AMERICA’S “unconventional” gas boom continues to amaze. Between 2005 and 2010 the country’s shale-gas industry, which produces natural gas from shale rock by bombarding it with water and chemicals—a technique known as hydraulic fracturing, or “fracking”—grew by 45% a year. As a proportion of America’s overall gas production shale gas has increased from 4% in 2005 to 24% today. America produces more gas than it knows what to do with. Its storage facilities are rapidly filling, and its gas price (prices for gas, unlike oil, are set regionally) has collapsed. Last month it dipped below $2 per million British thermal units (mBtu): less than a sixth of the pre-boom price and too low for producers to break even.

      Those are problems most European and Asian countries, which respectively pay roughly four and six times more for their gas, would relish. America’s gas boom confers a huge economic advantage. It has created hundreds of thousands of jobs, directly and indirectly. And it has rejuvenated several industries, including petrochemicals, where ethane produced from natural gas is a feedstock.

      The gas price is likely to rise in the next few years, because of increasing demand. Peter Voser, the boss of Royal Dutch Shell, an oil firm with big shale-gas investments, expects it to double by 2015. Yet it will remain below European and Asian prices, so the industry should still grow. America is estimated to have enough gas to sustain its current production rate for over a century.

      This is astonishing. Barely five years ago America was expected to be a big gas importer. Between 2000 and 2010 it built infrastructure to regasify over 100 billion cubic metres (bcm) of imported liquefied natural gas (LNG). Yet in 2011 American LNG imports were less than 20 bcm. Efforts are now under way to convert idle regasification terminals into liquefaction facilities, in order to export LNG. Plans for a terminal in Sabine Pass, Louisiana, are expected to be approved in June.

      The shock waves of America’s gas boom are being felt elsewhere. Development of Russia’s vast Shtokman gasfield, in the Barents Sea—a $40 billion project which was intended to supply America with LNG—has stalled. Qatari LNG, once earmarked for America, is going to energy-starved Japan. Yet a bigger change is expected, with large-scale shale-gas production possible in China, Australia, Argentina and several European countries, including Poland and Ukraine.

      Last year the International Energy Agency released a boosterish report entitled “Are we entering a golden age of gas?” On May 29th it released a follow-up, from which it dropped the question-mark. It foresees a tripling in the supply of unconventional gas between 2010 and 2035, leading to a slower price rise than would otherwise be expected. It expects this to boost global demand by more than 50%.

      Como vê, muitos opiniões sobre este assunto. Volatilidade em cima de 2 USD/MBTU é diferente da mesma com preço de 13/14….

      Finalmente, preciso dizer que minha preocupação é com o ufanismo brasileiro. Se eles( americanos) tiverem errados, com certeza, a maior parte da conta ficará com eles mesmos.

      Caro Rogério
      Estou louco para estar errado e que o présal seja a maravilha que está sendo considerado no Brasil. Que os lucros sustentem um novo sistema educacional, melhorando, de fato, o país.

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    • Carlos 2013 disse:

      Caro Rogerio

      Analisei seus dados dividindo em 3 partes de 5 anos. No ultimo quinquênio, quando o shale estava mais estruturado ( com reservatórios, pipe lines, etc) a variação foi muito menor que aquela constatada por vc no período completo.

      No planejamento de investimento é considerado o cenário futuro, considerando-se os investimentos em andamento em geração, etc,etc.

      Um dos cenários que li, o gás shale representará 50% da matriz energetica americana em 2030.

      O preço de 10 anos atrás não pode ser considerado. O futuro não é projeção do passado.

      Mas, como vc, também não acredito em tudo que leio.

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      • Caro Carlos.
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        As informações que me mandaste por último me parecem verdadeiras, porém são meias informações, como chamarias um pouco de Ufanismo.
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        Primeiro, gás para exportação não é o mesmo que petróleo, gaseodutos para transporte, usinas para liquefação, navios de transporte especiais, usinas de regaseificação e de novo gaseodutos para a distribuição. Na própria reportagem falam da reconversão de usinas de gaseificação para usinas de gaseificação.
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        Por outro lado, um dos últimos fatores que estão aumentando o preço do gás natural são os regulamentos ambientais. No início da produção do gás nos Estados Unidos no início deste século, foram criados passivos ambientais que não estavam incluídos no preço, e a medida que os problemas começam a surgir aumenta a regulamentação. Não esqueça que para o fraturamento hidráulico para a extração do “shale gas” é necessário a introdução de produtos químicos, produtos estes que são verdadeiros segredos industriais, sem uma avaliação perfeita do impacto de cada um desses no meio ambiente.
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        Por outro lado há outro fator que não está sendo considerado, a estagnação da produção de petróleo convencional, fazendo com que não haja grandes excedentes mesmo com a atual crise mundial.
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        Se o próprio Estados Unidos tirar proveito deste aumento da produção de gás, naturalmente a sua economia sairá da estagnação e necessitará mais de petróleo.
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        Em resumo, o que quero falar é que com preços muito baixos não sobrará capital para reconverter o consumo de hidrocarbonetos ou mesmo para explorar o gás em locais mais difíceis.
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        Também chamo atenção que a tecnologia do fraturamento hidráulico já é conhecida a muito tempo (tem evoluído mais ultimamente), as reservas norte americanas também, e não sei até que ponto não há um jogo político muito forte para deflacionar o preço do petróleo da OPEP, ou mesmo para dar um estímulo inicial para a retomada da indústria norte-americana.

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  • José Joaquim Marchisio disse:

    Acho que se palpita muito e se conhece menos ainda. Primeiro pergunto na esteira de derivados o Shale cobre toda a gama de derivados do Petróleo? Sabemos que o Petróleo possui na sua esteira mais de 3.000, onde combustível é um crime que se pratica em mante-lo na escala, e o Shale, o que cobre deste universo? E há outro aspecto muito importante, o Petróleo do Pré-Sal é um óleo sem enxofre, ou seja, é nobre, e mais indicado para a petroquímica, logo, não sei se são excludentes, seriam??? Vejo isto como uma manobra para desarticular o Brasil, que não deve mudar a sua política, que a meu juízo esta correto. Ao mesmo tempo vamos ver se a sanha do primeiro mundo vai diminuir, em botar a mão no pré-sal, se diminuir, vou acreditar, mas se não diminuir, vou ficar muito desconfiado. Vamos aguardar, qq coisa agora é pura precipitação, ou intenções dúbias. Mais uma razão expressiva para não ter mais leilões, pois na esteira destas assertivas, ninguém vai querer, será isto verdadeiro???

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  • Carlos 2013 disse:

    Entendo que o tal do Shale iria contribuir na matriz energético. Não substituiria o petróleo. Grande parte do gas natural é usado na geração de energia elétrica e no processos industriais par aquecimento de fornos. São estas as aplicações do shale.

    O questão é saber quanto será o valor do barril de petróleo do presal. Se este valor for muito alto, como dizem por ai, o projeto não´será economicamente viável.

    Mas, há que se concordar com dois pontos:

    Não somos os especialistas e em foruns desta natureza são feitas algumas confusões. Em particular, os meus comentários.

    A questão é economica e não ideológica.

    Exploração submarina apresenta riscos ambientais enormes. Vide casos recentes de empresas com grande Know How.

    O valor do investimento será imenso. Logo, o governo ( de qualquer partido) terá que fazer opções. Não há nenhum acionista pequeno que queira assumir este risco. As ações da Petrobras perderam valor e continuarão perdendo.

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  • flm disse:

    fecho, de novo, com o carlos.
    como deixei claro no artigo, a questão é econômica, não ideológica. e por esse ângulo deve ser examinada.

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    • Carlos 2013 disse:

      FLM

      Creio que vc tem mais respostas… Vão ai algumas questões.

      Vc sabe tanto será o valor do investimento e quem vai bancar a conta?

      O BNDES tem bolso para tanto?

      Qual é o poder calorifico do gás? ( Kcal / m3).

      Quanto sairá o custo? (USD/MBTU)?

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  • COMO SEMPRE NOSSO PAÍS NA RABEIRA TECNOLÓGICA…NÃO CONSEGUE CHEGAR LÁ DEVIDO AO ATRASO IDEOLÓGICO Q PERSISTE NESTA PTRALHADA!!!!

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  • flm disse:

    vou pesquisar o assunto e ouvir uma ou duas fontes especializadas para tentar esclarecer as suas e as nossas duvidas, carlos…

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  • riva tst ferraresi disse:

    Após a retirada do gás e petróleo dessas rochas, irá ficar um vácuo no lugar. Não poderia haver uma acomodação natural do solo para ocupar os espaços deixados, podendo causar crateras imensas, tremores de terras, deslisamentos assim por diante? Estão fazendo o subsolo virar um queijo Suiço, pode haver consequências catastróficas. Não acham?

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  • Walteir disse:

    Matéria pretensamente científica mas totalmente distorcida por viés ideológico. O petróleo é tão escasso que nenhuma fonte é grande demais, considerando horizontes de 20, 30, 50 anos. Assim como a demanda de energia é crescente. Num planeta onde o carvão mineral é uma das fontes mais importantes como dizer que o petróleo é desnecessário? Aí o incauto pega o preço de hoje, insinua que será o mesmo daqui a 5, dez anos e que o pré-sal é inviável. Muito rasteiro.

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  • flm disse:

    o ultimo dado de mercado disponivel é que o barril de oleo do pre-sal, se finalmente puder ser extraido, sai por US$ 120.
    o barril de oleo de xisto sai por US$ 15…

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  • Hugo Siqueira disse:

    O RETORNO DO “TSUNAMI DE DÓLARES”
    Tudo conspira para o insucesso do governo neste fim de 2013:
    –Com a volta do IPI, brasileiros compraram 300 mil carros em junho mesmo sabendo do prejuízo de 20% ao sair da montadora. É mais gasto de combustível e mais trânsito nas cidades e estradas. Nessa altura dos acontecimentos uma alta no preço dos combustíveis seria “um tiro no pé” tendo em vista o clamor das ruas. A elevação do preço desagrada o eleitor e pressiona a utilização do transporte público.
    – A alta do dólar foi o primeiro resultado do anúncio cauteloso da retirada gradativa do estímulo (“Tsunami de dólares”) pelo do presidente do FED, agora reforçado. O sucesso na exploração do gás de xisto nos EUA combinado com a eliminação dos estímulos traz como consequência a valorização do dólar – como já está ocorrendo – e às dificuldades da Petrobras na importação de gasolina e etanol.
    – O anúncio de poços secos no Pre-sal que levou a queda nas ações das empresas “x”, gera desconfiança e fuga de capitais de grandes empresas ao 1º leilão do pré-sal.
    – A antecipação do 1º leilão do Pré-sal – depois de tanto tempo de discussão – visa apenas o bônus de participação para acudir balanço de pagamento, enquanto os imaginários lucros do futuro distante permanece sob discussões intermináveis no congresso. A imensa base aliada cria dificuldades quanto à distribuição dos royalties – inexistentes no regime de partilha – aprovando a distribuição “agora” entre todos os estados e municípios, ou seja, querem “comer a galinha mesma” antes que os ovos de ouro sejam botados.
    – Se, o “tsunami de dólares” barateava o combustível importado, imagina o efeito perverso da valorização que encarece o gás, gasolina e etanol importado que a Petrobras vá ter de bancar daqui pra frente.
    – Depois da 11ª rodada – com atraso de 5 anos – a esperança brasileira agora é o gás, visto como “salvação da lavoura” para a indústria. Mas, não basta ter reserva segundo Adriano Pires. A pesquisa do gás de xisto nos EUA dura mais de 10 anos e só agora aparece os primeiros resultados. Não é nada fácil repetir o sucesso do gás de xisto por aqui. Ainda mais com a vizinha Argentina oferecendo mais vantagens, com campos mais promissores.

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  • Parece que a ideologia embaralha os olhos de todos, vamos então citar um artigo recente do Financial Times, leiam e tirem suas conclusões.
    http://www.ft.com/intl/cms/s/0/ec3bb622-c794-11e2-9c52-00144feab7de.html#axzz2arMywAM6

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  • flm disse:

    vejam artigo do Financial Times de hoje:

    ©Bloomberg
    The value of US fuel exports has grown faster than other goods and commodities during Barack Obama’s presidency, according to a Financial Times analysis, emerging as a driving force behind his goal to double exports by 2015.
    The data offer further evidence of how the US domestic energy boom – led by expanding oil and natural gas production and higher prices – is reshaping its economy.
    The US became a net exporter of fuel in 2011 for the first time in two decades, as rising exports combined with slower imports.
    According to Census bureau export data reviewed by the FT, the value of petroleum and coal exports more than doubled from $51.5bn in the year to June 2010 to $110.2bn in the year to June 2013. This placed it at the top of the rankings of export growth.
    Oil and gas exports were second, with a 68.3 per cent increase over the same period but based on smaller nominal values. Primary metals and livestock exports have also experienced strong export growth under Mr Obama, well above the average 32.7 per cent for all commodities.
    Rayola Dougher, a senior economic adviser at the American Petroleum Institute, a powerful lobby group for the US oil and gas sector, said: “We have been a real engine of growth at a time when other industries have been languishing.”
    In January 2010, Mr Obama called for a doubling of exports within five years in an ambitious effort to reboot the US’s industrial base. At the time, the US was producing monthly exports worth $143bn, with goods exports accounting for $99bn. Since then, US exports have gradually increased, but the 2015 goal remains elusive.
    By this June, monthly US exports overall were worth $191bn, with goods exports at $134bn, rising about one-third compared with three and a half years earlier.
    Though the goal of doubling exports has already been met with fuel products, the traditional manufacturing activity that Mr Obama had in mind when launching the National Export Initiative still has a way to go.
    “When the president talks about trade, when he talks about creating middle class jobs, when he talks about turning the US economy into an economy that lasts, he usually talks about manufacturing, those are the classic American living wage jobs,” said Alan Tonelson, an economist at the US Business and Industry Council. “There’s no chance that he’s been thinking mainly about petroleum.”
    The commerce department declined to comment.
    The Obama administration has taken some steps towards boosting energy exports – such as starting to approve new facilities for the export of liquefied natural gas. But some business lobbyists say the rise in US energy exports has come in spite of White House policies, rather than as a result of them.
    “They could really blow the door off our trade deficit if they tore some of those barriers down,” said Christopher Guith, vice-president for policy at the US Chamber of Commerce’s Institute for 21st Century Energy.

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  • Hugo Siqueira disse:

    Concordo:
    –Porque o shale gas nos EUA dá certo e o pré-sal não deslancha? Eis algumas razões:
    As maiores vantagens proporcionadas pela revolução do shale gas decorrem do fato de serem explorados por indivíduos que têm a propriedade privada dos recursos e os exploram com meios próprios (como garimpeiros de Serra Pelada) alem dos incentivos dos próprios estados fundadores, ao contrário daqueles que estão submetidos à propriedade comum, garantidos por concessão de velhos dispositivos constitucionais que remontam ao código de águas, reminiscência arqueológica do fascismo de 1934 (tal como o “Carta del Lavoro”).
    – É estabelecida em bases locais – devido aos baixos custos do transporte em relação ao do petróleo e gás por oleodutos.
    – Aproveita a extensa rede de gasodutos subutilizada (500 mil Km nos EUA) dos antigos campos, o que favorece a geração distribuidada através termoelétricas combinadas a gas muito mais econômicas do que as antigas térmicas a vapor movida a carvão e óleo.
    – A ocorrência contempla indistintamente países grandes e pequenos, ricos ou pobres, que podem recorrer à P&D desenvolvida nos países ricos em regime de cooperação espontânea. Assim, podem escapar da ditadura do cartel dos grandes produtores de petróleo.
    – A água é a mesma que foi utilizada na recuperação de petróleo e gas encarcerado nos poços maduros e abandonados por baixa economicidade.
    – os EUA repetem a experiência dos estados fundadores dos EUA que inventaram o petróleo do Texas e Pensilvânia.
    – Liberação da extensa rede de estradas de ferro, utilizada no transporte de carvão de siderúrgicas desativadas, para o transporte de grãos. Chega?
    Já o Pre-sal é um cacoete ideológico de distribuir as pretensas riquezas do subsolo ou nas profundezas do oceano: não vai dar certo.

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  • Hugo Siqueira disse:

    BRINCANDO DE NOVO NOS CAMPOS DO PRÉ-SAL
    Ainda Segundo Meireles (folha de domingo, 25):
    – A alta do dólar foi o sinal do FED de que reduzirá as medidas de estímulo monetário contra a crise (“Tsunami de dólares”), agora reiterado. O sucesso na exploração do gás de xisto nos EUA combinado com a eliminação dos estímulos traz como consequência a valorização do dólar – como continua ocorrendo.
    “Elas elevaram demais a oferta de dólares e sua reversão fortalece a moeda americana e redireciona capitais aos EUA”.
    O sucesso eleitoral está novamente garantido, mas o risco do fiasco do 1º leilão do Pré-sal permanece. O governo tem pressa, tanto que antecipou colocando o poço mais promissor para evitar o desgaste com a queda das ações da Petrobras.
    O governo está de olho mesmo é no “presente” (gift) para cobrir superávits: bônus de assinatura (15 bilhões de dólares) mais do que na repartição do óleo “futuro” (máximo 75%,). Até outubro o governo vai fazer de tudo para ter um bom desempenho no teste do 1º e único poço de Libra, nem que tenha que abrandar as exigências: pouco direito de voto (35%), ainda sujeito a veto da estatal PPSA no que tange a custo. São exigências demasiadas que só podem contar com grandes empresas chinesas, interessadas apenas em garantia de fornecimento futuro. Mesmo com a queda de produção na bacia de Campos e apesar do insucesso das empresas “X”, as apostas não têm compromisso no presente:
    O que importa é o sucesso do 1º e único poço promissor. Depois virão outros e muita coisa pode ser mudada no próximo governo.
    Se a oferta de dólares realmente for mais restrita a Petrobras terá sérias dificuldades para importar gasolina e etanol – pelo menos momentaneamente – por preço ainda mais caro do que já está fazendo. O subsídio à gasolina importada – que já é um transtorno para a Petrobras – se tornará ainda maior com preços mais elevados da gasolina e etanol devido ao fim do estímulo que a economia dos EUA vai passar – gradualmente – nesse ano de 2013 e seguintes.
    Já perdemos muito dinheiro com essa brincadeira. Bom mesmo é que não se perca a esperança, porque os americanos – como sempre – chegarão primeiro.

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  • Edison Zanella disse:

    QUE LEGAL… E O PT JÁ ESTÁ “GASTANDO” 75% EM EDUCAÇÃO E 25% EM SAÚDE…. SOBRE UM LUCRO QUE PARECE, NEM TEREMOS. ESTES LUCROS, SE APARECEREM, SERÃO IRRISÓRIOS, MAS O PT JÁ CAPITALIZOU E FEZ NOVAS PROMESSAS PARA CONTINUAR NÃO CUMPRINDO.

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  • Livia disse:

    Shale gas no Brasil ainda demora MUITO para sair do papel. As condicoes Norte Americanas que viabilizaram o desenvolvimento de shale gas nos EUA dificilmente serao replicadas fora de la num periodo curto. Se os EUA, que reune todos os elementos necessario para desenvolver tal segmento (mercado, infrastrutura, tecnologia, geologia, etc etc etc), demorou em torno de 10 anos para chegar onde esta agora, o Brasil ainda demorara mil vezes mais. Entretanto, faz sentido que o governo comece logo o planejamento desse setor para nao perder tempo.

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  • Hugo Siqueira disse:

    SHALE GAS NA DIANTEIRA
    A pesquisa do “Shale Gas” está pelo menos 10 anos à frente do Pre-sal, que ainda precisa de outros 10 anos para apresentar resultados. Nestes próximos 10 anos o cenário será outro para o preço do barril diante do sucesso de novas tecnologias. Ainda mais com os campos mais promissores de “Gás de Xisto” na vizinha Argentina e o Pré-sal do México – com a Pemex em vias de ser privatizada – ambos oferecendo maiores vantagens.
    Apostar no Pré-sal é para grandes petrolíferas que têm capacidade financeira. A Petrobras tem reconhecida experiência, mas não tem capacidade financeira, por isso precisa de grandes petrolíferas como sócias não só financeiras. È um risco muito grande para a Petrobras enfrentar sozinha.
    Se o “tsunami de dólares” barateava o combustível importado, imagina o efeito perverso da valorização que encarece o gás, gasolina e etanol importados que a Petrobras vá ter de bancar daqui pra frente.
    Não há nenhum sinal de mudança no preço dos combustíveis em véspera de ano eleitoral. Manifestações de rua pedem ao contrário a diminuição do preço de passagens.

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  • Hugo Siqueira disse:

    Concordo Rogério quanto á complementaridade.
    NÃO SÓ COMO COMBUSTÍVEL SERVE O PETRÓLEO
    O petróleo não só não acabará como preveem catastrofistas e nem se tornará um produto vulgar de baixo preço. Existem mil outros usos importantes para permanecer nesta fixação atávica do petróleo como combustível: plásticos, adubos e explosivos como uréia e nitrato de amônia dos quais o agronegócio brasileiros tanto necessita.
    A importância do gás não convencional está na utilização do gás em termelétricas de ciclo combinado que permitem a plena utilização da energia: parte energia eletromecânica no eixo da turbina e outra parte – que seria perdida – na energia do tipo térmico dos gases de escape utilizada para economizar o combustível fóssil de antigas térmicas a vapor. Uso térmico da energia é muito maior do que a energia elétrica que está sendo produzida em excesso– segundo o próprio Operador Nacional do Sistema – e utilizada indevidamente para aquecimento em dispositivos como chuveiros elétricos e eletrodomésticos. Hospitais, Shoping centers, fabricantes de bebidas, cimenteiras, vidros, cerâmicas, etc, são fortes concorrentes na utilização do gás que constitui monopólio da Petrobras.

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  • Hugo Siqueira disse:

    O aumento no preço da gasolina foi insuficiente e a reação foi imediata nas cotações da Petrobras de 10%. No diesel de 8%, serviu para melhorar o caixa da empresa.
    Se as reservas são maiores do que a Petrobras dá conta de explorar e o governo está mais interessado no bônus de assinatura do que em resultados futuros, uma solução é angariar recursos em parte do Pré-sal no regime de concessão – cujo bônus de assinatura é maior – e utilizar estes recursos na exploração do campo de Libra recém leiloado.
    “Na prática um bônus de assinatura maior é mais compatível com o regime de Concessão, no qual o governo nacional privilegia a antecipação de receitas e não se preocupa com a otimização da produção e da arrecadação de longo prazo. O valor de bônus fixado pode expressar a opção por maximizar a arrecadação de curto prazo e também reduzir a atratividade do leilão de um campo, a princípio, muito promissor como é o caso de Libra. Bônus de assinatura alto também comprometeria mais a disponibilidade de caixa da Petrobras”. Fonte: Thales Viegas, Blog Infopetro.

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