Os Tesla terão concorrente

8 de outubro de 2017 § 3 Comentários

A próxima dimensão da mentira

31 de agosto de 2017 § 25 Comentários

Materia do The Guardian da semana passada (aqui) mostrou que com o avanço das técnicas de inteligência artificial e manipulação de vídeo e audio já se pode criar filmes bastante convincentes com personagens públicos dizendo e fazendo qualquer coisa.

Um soft desenvolvido pela Universidade de Stanford permite que vídeos superpostos ponham palavras na boca de um personagem em tempo real, com o “alvo” assumindo as expressões e movimentos da boca do “falsificador”.

Outra tecnologia desenvolvida na Universidade de Birminghan permite que, com tres minutos de áudio da voz de uma pessoa captado na rede ou em qualquer outra mídia, um software consiga sintetizar essa voz de forma virtualmente indiscernivel até por sistemas de biometria “falando” qualquer texto. A startup canadense Lyrebird também desenvolveu tecnologia semelhante com o propósito inicial de fazer audiobooks serem “lidos” na voz de atores famosos.

Na Universidade de Washington, o programa “Sintetizando Obama” conseguiu alterar o texto e as expressões do presidente em vídeos de discursos filmados anteriormente.

Para não mencionar as outras implicações, o que isso fará com o jornalismo audiovisual?

Álcool, drogas e celulares

23 de janeiro de 2017 § 8 Comentários

Quem está vazando o quê, para quê?

6 de abril de 2016 § 5 Comentários

oh14

Num mundo cada vez mais movido a vazamentos de escutas telefônicas e devassas de memórias de computador, o Facebook está tratando de se proteger. Acaba de anunciar que tudo que for transmitido pelo Whatsapp, o sistema de troca de mensagens comprado pela companhia, vai ser automaticamente codificado por um sistema para o qual nem ela própria tem a chave de decodificação. “Só mesmo quem mandar uma mensagem e as pessoas às quais elas forem endereçadas receberão algo legível”.

Não exatamente.

A decisão vem na sequência do caso recente entre a Apple e as forças anti-terrorismo americanas em que a empresa recusou-se a entregar a chave de decodificação da memória do iPhone carregado pelo terrorista que, junto com sua esposa, fuzilou várias pessoas na rua em San Bernardino, Califórnia. Logo na sequência dessa negativa, porém, os hackers a serviço da lei conseguiram quebrar o código sem ajuda da companhia. O caso ocorrido no Brasil em que um juiz do Piaui mandou prender um executivo do Facebook porque a empresa demorou a abrir seus códigos para a investigação de um traficante de drogas também pesou para a decisão sobre o Whatsapp.

Mais que tudo o Facebook está tentando proteger-se juridicamente de futuros  pedidos de escuta e devassa de suas bases de dados pois, como ficou demonstrado no caso da Apple, qualquer código construído por um computador pode ser decifrado por outro computador.

oh14

O fim da privacidade na era das redes é um fato irrevogavel. Os sistemas de vigilância desses canais de comunicação são essenciais tanto para prevenir atos de terrorismo quanto para quebrar quadrilhas de traficantes e esquemas de corrupção. A Lava Jato, por exemplo, nunca teria chegado ao que chegou sem os sistemas criados pelos americanos para combater a lavagem de dinheiro do terrorismo e do crime organizado. Esses mesmos instrumentos, entretanto, são usados para o mal. Para operações subliminares de manipulação política ou para a opressão pela fiscalização e “linchamento moral” dos adversários políticos, como nós brasileiros temos aprendido a duras penas. A interpretação dos vazamentos de comunicações e/ou movimentações de dinheiro via internet entre nós assemelha-se cada vez mais a um jogo de xadrês onde, para além de olhar por baixo das aparências a quem beneficia cada crime, tudo tem de ser avaliado considerando-se várias jogadas à frente e fica cada vez mais difícil discernir quem vazou o quê, para quê?

Como manter funcionando uma democracia representativa em que a base de tudo é a confiança e a confiabilidade da representação num ambiente desses?

Com as inestimáveis contribuições de ministros do Supremo Tribunóh Federóh para fechar todas as saídas que porventura restem, é esse o brejo em que estamos afundando.

oh14

A reinvenção da fotografia

23 de março de 2016 § 9 Comentários

A magia dos algoritmos

20 de outubro de 2015 § 28 Comentários

Devia ser obrigatório

16 de junho de 2015 § 3 Comentários

Vídeo indicado por Carlos Leôncio de Magalhães

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