Álcool, drogas e celulares

23 de janeiro de 2017 § 8 Comentários

Quem está vazando o quê, para quê?

6 de abril de 2016 § 5 Comentários

oh14

Num mundo cada vez mais movido a vazamentos de escutas telefônicas e devassas de memórias de computador, o Facebook está tratando de se proteger. Acaba de anunciar que tudo que for transmitido pelo Whatsapp, o sistema de troca de mensagens comprado pela companhia, vai ser automaticamente codificado por um sistema para o qual nem ela própria tem a chave de decodificação. “Só mesmo quem mandar uma mensagem e as pessoas às quais elas forem endereçadas receberão algo legível”.

Não exatamente.

A decisão vem na sequência do caso recente entre a Apple e as forças anti-terrorismo americanas em que a empresa recusou-se a entregar a chave de decodificação da memória do iPhone carregado pelo terrorista que, junto com sua esposa, fuzilou várias pessoas na rua em San Bernardino, Califórnia. Logo na sequência dessa negativa, porém, os hackers a serviço da lei conseguiram quebrar o código sem ajuda da companhia. O caso ocorrido no Brasil em que um juiz do Piaui mandou prender um executivo do Facebook porque a empresa demorou a abrir seus códigos para a investigação de um traficante de drogas também pesou para a decisão sobre o Whatsapp.

Mais que tudo o Facebook está tentando proteger-se juridicamente de futuros  pedidos de escuta e devassa de suas bases de dados pois, como ficou demonstrado no caso da Apple, qualquer código construído por um computador pode ser decifrado por outro computador.

oh14

O fim da privacidade na era das redes é um fato irrevogavel. Os sistemas de vigilância desses canais de comunicação são essenciais tanto para prevenir atos de terrorismo quanto para quebrar quadrilhas de traficantes e esquemas de corrupção. A Lava Jato, por exemplo, nunca teria chegado ao que chegou sem os sistemas criados pelos americanos para combater a lavagem de dinheiro do terrorismo e do crime organizado. Esses mesmos instrumentos, entretanto, são usados para o mal. Para operações subliminares de manipulação política ou para a opressão pela fiscalização e “linchamento moral” dos adversários políticos, como nós brasileiros temos aprendido a duras penas. A interpretação dos vazamentos de comunicações e/ou movimentações de dinheiro via internet entre nós assemelha-se cada vez mais a um jogo de xadrês onde, para além de olhar por baixo das aparências a quem beneficia cada crime, tudo tem de ser avaliado considerando-se várias jogadas à frente e fica cada vez mais difícil discernir quem vazou o quê, para quê?

Como manter funcionando uma democracia representativa em que a base de tudo é a confiança e a confiabilidade da representação num ambiente desses?

Com as inestimáveis contribuições de ministros do Supremo Tribunóh Federóh para fechar todas as saídas que porventura restem, é esse o brejo em que estamos afundando.

oh14

A reinvenção da fotografia

23 de março de 2016 § 9 Comentários

A magia dos algoritmos

20 de outubro de 2015 § 28 Comentários

Devia ser obrigatório

16 de junho de 2015 § 3 Comentários

Vídeo indicado por Carlos Leôncio de Magalhães

O mais puro bom senso

28 de abril de 2015 § 26 Comentários

oba8

Depois da violação dos e-mails pessoais do presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, por hackers russos, que ocorre na sequência da invasão e roubo de dados a partir da Coreia do Norte dos database da Sony Pictures, da invasão sucessiva dos sistemas de compuradores do Pentágono, do Departamento de Estado e da Casa Branca, apesar dos 6200 especialistas de Silicon Valley trabalhando para a National Security Agency (NSA), o Department of Homeland Security, a CIA, o FBI e o Pentágono exclusivamente para evitar tais violações, a máquina de votar brasileira desponta no panorama universal como o único sistema infromatizado jamais violado em sua segurança.

oba4

Os eleitores brasileiros podem, portanto, dormir tranquilos, seguir dispensando a coleta de qualquer prova física do que realmente depositaram na urna para chancelar a entrega dos destinos do país, da segurança da pátria e das riquezas nacionais aos bem intencionados grupos politicos que a disputam a cada quatro anos, e confiando exclusivamente na supervisão desse processo por uma empresa de softwares venezuelana.

Faz todo sentido. É do mais puro bom senso.

oba7

Mistérios do mundo invisível

20 de dezembro de 2014 § 2 Comentários

Vídeo enviado por Cláudio Antônio Noschese

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