Nem a antipolítica, nem a política antipovo

5 de maio de 2020 § 23 Comentários

 

Artigo para O Estado de S. Paulo de 5/5/2020

O que arrebenta o Brasil é este “se ele é a favor eu sou contra”. Os desmandos de um lado não apagam as iniquidades do outro. Ver ameaça à democracia bastante para justificar derrubar um governo no meio de uma pandemia na existência de uma central de maledicência, mas achar perfeitamente “republicano” que o favelão nacional sustente as lagostas e vinhos tetracampeões de uma casta que vive acima até das leis que escreve para outorgar-se privilégios obscenos num país miserável dispensa qualquer argumento adicional para entender porque a anti-politica instalou-se no poder.

As mentiras explícitas publicadas nas redes sociais são singelamente amadoras perto da mentira instilada diuturnamente pela omissão de publicidade ou pelo destaque e contextualização falseados que são os modos profissionais de fazer a mesma coisa. A humanidade, que convive com a mentira desde que existe, não precisa de uma elite de “intérpretes qualificados da realidade” para decidir em nome de todos quais as que devem ou não ter o direito de continuar sendo proferidas.

Censura definitivamente não! Ao Estado cabe julgar fatos e não intenções. Deixemos estas para os ouvintes e leitores ou a arbitrariedade estará solta nas ruas e nada mais poderá deter a espiral da violência.


Os doutores Alexandre de Moraes e Celso de Mello que afirmam de dedo em riste que “o presidente não pode servir-se do aparato do estado para satisfazer seus interesses particulares” são os mesmos que se servem do aparato do estado para impor ao favelão nacional que os sustente, e às suas famílias e apaniguados, em padrões de potentados orientais e impõem que uns paguem a pandemia com a extinção dos seus empregos e salários miseráveis enquanto outros fiquem incólumes sustentados pelos primeiros.

Nada do que Jair Bolsonaro fizer poderá anular a indecência clamorosa dessa situação.

Sim, os servidores da linha de frente da saude são os heróis desta pandemia. Mas, do front para cima e não só, o SUS sempre foi um dos maiores ralos da república usado e abusado como instrumento de empreguismo e chantagem eleitoral. A saude publica sempre viveu no limiar do colapso porque os hospitais e equipamentos que os governadores e prefeitos não têm, como tudo o mais no Brasil, foram transformados em aposentadorias precoces e contratações em dobro de funcionários indemissíveis para todo o sempre com direito a aumentos anuais automáticos que consomem tudo e mais um pouco do que os governos arrecadam com a carga de impostos economicamente necrosantes mais tóxica e pesada do planeta.

Nada disso anula, entretanto, a realidade que daí decorre, de que manter a quarentena na maior medida possível é o recurso que nos resta para evitar todas as funestas consequências desses desvios. Jair Bolsonaro faz questão de provar todos os dias o desagregador temerário e irresponsável que é mas o povo não desrespeita a quarentena só porque ele quer. São os pais e os filhos do povo que estão morrendo como moscas no pesadelo de terror adicional ao pesadelo de terror cotidiano que é viver no favelão nacional onde 60 mil pessoas são assassinadas por ano. O povo não faz quarentena essencialmente porque não pode. E o que ha de mais execrável no comportamento destrutivo de Jair Bolsonaro não é “causar” essa desgraça é, como todos os demais, tentar explorá-la eleitoralmente, embora na direção inversa dos que querem por a culpa de tudo – e como sempre – nas vítimas.

No que se refere à raiz mais profunda dessa desgraceira toda a diferença entre Bolsonaro e o STF, para além do refinamento e do grau de ilustração, é, portanto, que um tem 58 milhões de votos e os outros não têm nenhum, coisa que numa democracia representativa impõe uma diferença reverencial de tratamento, mas que encontrará fatalmente o seu limite se ele continuar a ser procurado com tanto empenho e com tanta truculência. “Brasil acima de tudo”! Mas a verdade cristalina é que nenhum dos dois, assim como os seus caronas nem um pouco desinteressados, quer mudar essencialmente o que está aí.

A palavra “constituição” não empresta o sentido que têm as constituições instituídas pela revolução democrática (que o Brasil nunca fez) a essa ferramenta nunca referendada senão por quem, desde 1988, a escreve e reescreve a gosto para espichar a privilegiatura que parasita o Brasil. Invocar sua intocabilidade como garantia do “estado democrático de direito” só por essa coincidência de nomes de batismo é uma mentira tão cínica quanto pregar reformas e trabalhar para que elas não sejam feitas.

O que pôs a anti-politica no poder foi a política anti-povo. Ter aquilo a que o Brasil já disse um maiúsculo NAO como única alternativa ao que esta aí é tolerar o intolerável. Os “pilares” resumem bem: nem a leniência com a corrupção (especialmente a institucionalizada que nos rouba com a lei) nem a permanência do Estado nas costas da nação. A única forma democrática de se abordar o drama brasileiro é assumir o “lado” do favelão nacional e avaliar cada passo pela distância em que ele porá o povo da condição de controlar efetivamente os políticos. O resto é jogo de interesses.

Nota do autor: Artigo escrito antes da nomeação provocativa do substituto de Ramagem que põe Bolsonaro mais longe do interesse do Brasil.

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§ 23 Respostas para Nem a antipolítica, nem a política antipovo

  • Colateral disse:

    Editorial precioso e preciso.
    Entretanto,repito,menos que 0,5% dos patrícios conseguem entendê-lo.
    Ignorância absoluta campeia porraqui.

    Esta ignorância foi instalada desde sempre pois com esta,a privilegiatura de todos os matizes,se perpetua.
    Assim sendo,dos clamores ditos das massas, solução definitiva não deverá ocorrer,pela lógica.

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  • Ricardo Luiz disse:

    Muito bom o artigo . Verdadeiro e profundo.

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  • marcos andrade moraes disse:

    Conversa fiada pra tirar o seu da reta.

    Todos os do STF foram escolhidos por alguém eleito por, no mínimo, 58 milhões de votos. Nenhum deles é miliciano. Nenhum deles auferiu 15 milhões em imóveis, tendo 3 famílias pra sustentar, em apenas 30 anos.

    Conta outra.

    MAM

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    • natalin disse:

      A PIADA DO ANO. COMO A IDEOLOGIA CEGA. ESTÁ QUAL UM BURRO, COM VISEIRAS LATERAIS E NÃO ENXERGA NADA, A NÃO SER SUA IDEOLOGIA ASSASSINA.

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    • Renato Pires da Silva Filho disse:

      Nenhum deles roubou bilhões da Petrobrás, nenhum deles financiou ditaduras mundo afora, nenhum deles esburacou tanto o BNDES quanto Lullarapio ET quadrilha

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    • Renato Pires da Silva Filho disse:

      Verdade, nenhum deles arrombou a Petrobrás em trilhões de reais, nenhum deles distribuiu dinheiro público para ditaduras amigas mundo afora, nenhum deles ganhou sítio nem triplex, nenhum deles foi cadeieiro por um tempo em Curitiba, e nenhum deles elegeu uma débil mental para sucessora

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      • flm disse:

        Mas passaram 28 anos no Congresso tramando para as corporações que os elegem leis irreversíveis em troca-troca com os donos de outras corporações e freguesias, para apressar as aposentadorias, criar aumentos automáticos, tornar eternamente indemissíveis, dar planos de saude, ajuda automóvel, ajuda escola de filho, ajuda paletó e o quanto mais arrebenta AUTOMATICA E OBRIGATORIAMENTE com o Brasil do favelão nacional que não tem nada.
        Perto do que isso custa (40% do PIB que tínhamos antes da crise) o que se rouba fora da lei é NADA…

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  • André Mastrobuono disse:

    Excelente! Preciso no alvo! Voz de alguns, pelo menos a minha.

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  • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

    Fernão, escreveste esse seu artigo com muita presença de espírito, do cidadão que se importa realmente com o destinos de seu povo e seu país. O último paragrafo aponta perfeitamente o caminho a seguir para a solução dos problemas nacionais: controlar os políticos. Quanto mais os atuais “políticos” canalhas, que se misturam aos de fato que ainda existem, no Congresso Nacional , nas Assembleias Legislativas Estaduais e nas milhares de Câmaras Municipais que formam, no conjunto, uma das maiores sinecuras bem construídas através de leis que os servem como nababos e a eles conferem imunidades indecentes, aéticas e imorais. Concordo contigo que a grande massa popular não precisa de interpretes como apontaste, mas carece de de líderes para proteger os seus passos. Ah! se o Supremo Tribunal Federal – STF fizesse mais de “mea culpa” e resgatasse, com o papel que lhe cabe, o Brasil que merecemos e queremos transformar.
    O Brasil esta na condição de um pobre país riquíssimo dilapidado por aqueles a quem o povo destinou seu voto de confiança para representá-lo de fato.
    Nossa riqueza maior é o povo, por isso tão espoliado
    Sua liderança é uma grande presença a ser seguida e ombreada por inúmeros círculos cidadãos nos municípios, para a defesa da implantação no Brasil do sistema de voto distrital puro com retomada de poder dos maus políticos, com os referenduns e iniciativas de proposição de leis, quiçá também numa nova forma de governo e com uma nova Constituição verdadeiramente cidadã.
    Escrevi na segunda pessoa porque Fernão Lara Mesquita já faz parte da nossa maneira de ser , pensar e agir, numa forma bem à brasileira de demonstração de grande consideração.
    Desejo que poderosas forças beneméritas ombreiem consigo nessa sua profissão de fé para alcançarmos o Brasil que queremos, que pode estar logo aí.

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  • Renato Pires da Silva Filho disse:

    É o Sistema Predador, comandado às ocultas pelo indestrutível e invisível Cartorião Financeiro, drogadito em dívida pública, usando a pandemia para manter intocados e se possível expandir seus indecentes, inexplicáveis e insuportáveis privilégios, que vêm desde os tempos da Colonia, às custas do sangue, do suor e das vidas do povão que paga a conta. Essa veemente defesa da “democracia” deve ser entendida como luta do Sistema Predador pela manutenção do inominável status quo, o elefante morto nas costas da exausta Nação. Pelo jeito, para arrancar a boca do Sistema Predador das tetas da nação só na força bruta. Infelizmente.

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  • rubirodrigues disse:

    Artigo brilhante maculado por uma intempestiva e impensada nota de rodapé. São os impulsos que volta e meia acometem os humanos e que, afinal, nos qualificam como tal. Não o desmerece, sua luta é muito mais importante que isso. Continuamos juntos.

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  • Mora disse:

    Colateral
    Estou contigo. Realmente, precioso e preciso. Mas não atinge àqueles no seu real sentido. Tem que ser mais claro. Não supor que sabem ” o que estou falando “. O conteúdo tem que explicitado.

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    • Colateral disse:

      Obrigado.
      Não basta ser erudito e correto.
      Tem de saber “vender o produto” ao mercado.Nisto,infelizmente,os engomadinhos traíras,os da privilegiatura e os assim ditos socialistas e trabalhadores dos botequins são catedráticos….

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  • Roberto Aires disse:

    Seo Fernão
    como sempre na sua conta não ha 4 trilhões de renuncia fiscais sô da união nos ultimo 15 anos; 5 trilhos de dividas fiscais; 350 bilhões de renuncia fiscal este ano. a divida publica que vai a 7 trilhões tem 4 que a gente sabe de onde veio. e então. não creio que os subsídios da magistratura, o auxilio moradia e o sorvete no avião presidencial, sejam a causa do problema

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  • GATO disse:

    Querem mais povo, simplesmente façam como os grandes laboratórios, coloquem as comunidades, ou será favelas, pelo menos três, para serem grandes experimentos. Observem como eles resolvem os problemas cotidianos como a falta de emprego, de infra-estrutura, de segurança, de saúde, e outros mais. Verão que tudo se resolve e acaba em festa, pelo caminho muitos morrem, mas isso faz parte do enredo ou será da vida ou da morte, depende do angulo que se quer observar. As fotos de 1950 e as fotos de 2020 mostram como elas cresceram pelo país todo é só observar e registrar como fez Sebastião Salgado em alguns momentos.
    Resumindo, os relatórios ou resultados obtidos mostrarão que tudo é igual independente da orientação. Lá aparecerão quem são os lideres que determinam os resultados obtidos, lá constarão o que deu certo e o que deu errado e porque. Assim essas micro-régiões serão reflexo do que é a nação, se é que se pode chamar assim esse Paraíso feito pelo criador mas que ao ser questionado pelo anjo, respondeu espera pra ver o povinho que vou por lá.
    Quando em 1500 fomos oficialmente apresentados ao planeta, aqui era um grande espaço e o que fizeram para aproveitar a largueza, se largaram os degradados (ladrões, malandros, assassinos, estupradores etc.) e até hoje não conseguimos deixar de tê-los, considerando que os que mandam nesta terra, pouco fizeram para corrigir isso. O que faltou? Dinheiro não foi, pois mesmo tendo os portugueses levado muito ouro que trocaram por cortiça, ainda hoje muito dele se vaí e outras riquezas equivalentes também, por exemplo o nióbio. Mais uma vez Dinheiro não foi, acredito que foram os interesses escusos, debaixo dos panos, que ninguém gosta de revelar, mas que todos sabem de quem, para quem.
    Já do outro lado do mundo transformaram também um grande espaço de terras em um lugar para degradados e hoje lá existe uma sociedade de língua inglesa que vem obtendo sucesso por ter conseguido modificar, corrigir, recuperar ou até mesmo eliminar os degradados, será por que deixaram de ser tão machistas e entregaram o poder para uma senhora de boa qualificação.

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  • Cirval disse:

    O problema vai mais longe, porque a privilegiatura quando se aposenta, além do salário integral, leva os aumentos da categoria para o resto da vida. Se pagassem por isso seria razoável, mas não pagam. Enquanto na iniciativa privada, além de pagar, o sujeito recebe misérias. E se continuar trabalhando vai pagar sem ter o benefício de ter pago além da conta. Ou seja, o aposentado da iniciativa privada que continua a trabalhar paga o plus da privilegiatura. Tudo isso, antes de tudo, é desonesto. Mas quem está preocupado com a honestidade hoje em dia? Vejam, por exemplo, o que ocorreu recentemente. Os empregados da iniciativa privada tiveram que reduzir os seus salários para continuar empregado, mas quando a privilegiatura foi chamada para contribuir também, estrilou e tirou o corpo fora. Conseguiu e ficou por isso mesmo. Não se fala mais nisso. O tal do represamento dos aumentos ao funcionalismo público é pura fixação. Como o Fernão já expôs aqui, não houve o vergonhoso aumento de mais de quase 17% recentemente para pagar as “perdas inflacionárias”? Quando o funcionário público perde, logo depois ele recupera, ao contrário do funcionário privado que, quando perde, já era. Infelizmente tudo isso começa lá na cidadezinha do interior, onde o compadrio impera, e de forma até totalmente inocente, do ponto de vista do privilegiado, que pode ser um pobre coitado. Acha normal o apadrinhamento. É um modo de vida. Digo aqui à boca pequena, porque se isto se espalha vão cair de pau em cima de mim. Moro na capital, mas sou originário do interior de São Paulo e sei como isso funciona. Se no Estado mais rico do país funciona assim, imagine-se nos lugares longínquos. É no estilo parecido com a Maçonaria, que me desculpem os maçons. Se analisarmos a fundo a questão dos privilégios no país vamos chegar à conclusão que isso não mudará nem nos próximos 100 anos. Se a base não for mudada, não adianta tentar a fórceps, no cume. A luta vai ser inglória. Como já escrevi antes, tenho lido e ouvido a mesma conversa por mais de 60 anos. Não vou dizer que não houve nenhuma mudança, mas quando alguém coloca a mão nesse vespeiro (privilegiatura) só leva picada. Pode ser até que apareça um estadista que mude tudo isso, mas não vai ser esse aventureiro que está aí.

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  • A. disse:

    Cirval: acorda!!! Não há que ser … “um estadista que mude tudo isso”…
    Somos nós! Temos apenas que aprender como fazer. E mais 60 anos é pouco pra isso… Não vai acontecer nas próximas 3 gerações, pelo menos.

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  • marina alves dos santos disse:

    Não vou reclamar da nossa Democracia porque de certa forma ela garante que ninguém vai me tirar do lugar que eu comprei e moro, Mas no geral, nós vivemos em coação: Pague metade do valor do celular em impostos! Use máscaras ou será multado em tal valor! Qual a eficácia da máscara? Se você sai de casa, pega em dinheiro, põe e tira a máscara da bolsa suja, carrega a colher de pedreiro na sacola, põe a máscara, e daí? Ao menos o burocrata poderia fornecer a máscara para o cidadão que não sabe nem se vai ter dinheiro para trabalhar no dia seguinte. É muita insensatez! Sobre os privilegiados desse país, nem numa hora dessas: Rodrigo Maia e Centrão mais unidos e privilegiados do que nunca.

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  • Antonio Brigolato Carmona barrionuevo disse:

    Pois é, após ler o que o senhor Fernão escreveu, e ler todos os comentários, acredito que por bem ninguém vai conseguir mudar esse estado de coisas, infelizmente vai ter que ser pela violência, e isso é a ultima coisa que eu gostaria de ver no nosso país. Esse câncer para ser extirpado só a fórceps. O sangue dos inocentes vai correr nas praças, ruas, avenidas, casas, campos. Mas quem sabe, aí aqueles que sobreviverem poderão ter a esperança de um pais mais justo.

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    • natalin disse:

      concordo, e quanto mais breve isto ocorrer (derramamento de sangue) mais cedo sairemos desta prisão eterna que estamos condenados por estas tais ‘instituições democráticas brasileiras”. Tudo tem que ter um preço.

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  • Sergio Moura disse:

    Quando teremos o prazer de ver alguém de juízo mandar a Imprensa Nacional publicar uma nova constituição, com no máximo 30 artigos, que respeite a liberdade, a igualdade perante a lei, a vontade da maioria e submeta os políticos à nossa vontade? E sem o absurdo chamado Senado.

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  • Você é louco Cachoeira?! Não, sou tucano mesmo!!! Curto estratégia das tesouras.

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  • […] Nem a antipolítica, nem a política antipovo — VESPEIRO […]

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