A “bala de prata” existe, sim

12 de novembro de 2014 § 27 Comentários

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Artigo para O Estado de S. Paulo de 12/11/2014

Se tiver plebiscito, arriscamos o inarriscável; se não tiver não tem reforma e não desatolamos do pântano da traficância de “governabilidade” onde tudo apodrece.

Existe a “bala de prata” capaz de nos livrar dessa armadilha?

Existe. E é uma lástima que tenhamos chegado ao ponto de estar impedidos de usá-la por falta de segurança institucional, sobretudo depois que a Comissão Executiva Nacional do PT, em desafio ao Congresso Nacional, renovou o compromisso com a imposição de uma “democracia popular hegemônica” por via plebiscitária na “Resolução Política” de 3 de novembro último.

A reforma política visa, em última instância, contemplar o eterno desafio da democracia representativa: como fazer o representante votar segundo a vontade dos seus representados e não segundo os seus interesses escusos. As distorções da nossa ordem eleitoral e partidária são dolosas: não é falta de receita melhor; é consequência da intocável onipotência do político brasileiro depois de eleito. Para consertar isso é preciso atacar a causa e não os efeitos.

Não é o que vem sendo proposto.

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Onde não ha intenções inconfessáveis, já foi explicado aqui, o instrumento do plebiscito é usado exclusivamente para dirimir questões de formulação simples, sem mais implicações que a expressamente contida na pergunta submetida aos eleitores para um “sim” ou um “não”.

Misturar ordem partidária, ordem eleitoral, financiamento de campanhas, cláusula de barreira, democracia direta e não sei quanta coisa mais num único pacote e pedir uma decisão por “sim” ou “não” e maioria simples, como quer o PT, é muito mais complicado e perigoso que isso.

Pra que começar a conversa das reformas, então, se com plebiscito está jurado que levaremos gato por lebre e sem plebiscito o canal que sobra é o dos próprios beneficiários das perversões do sistema atual que jamais se disporão a alterá-lo?

A saída dessa sinuca está em redefinir apenas a norma que regula a relação de cada um de nós com o nosso representante eleito. Esta, sim, pode ser reduzida a uma pergunta simples sem nenhuma implicação outra senão a que está expressamente contida na sua própria formulação e ir a plebiscito com totais segurança e adequação entre forma e função. Assim: “Você é a favor do direito de retomada a qualquer momento do mandato atribuído ao seu representante eleito por votação distrital”?

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Se “todo o poder emana do povo e em seu nome será exercido”, nada mais lógico que cada cidadão continue sendo o proprietário exclusivo do mandato temporária e condicionalmente atribuído pelo seu voto a um representante também para retirá-lo a qualquer momento e por qualquer razão, seja ela traição ou só falta de empenho.

Você não precisa ser pego roubando o seu empregador – e ai de você se for! – ou fazendo o jogo do concorrente dele para ser demitido. Basta que se dedique menos que o colega ao seu lado. Porque com os políticos deveria ser diferente?

A resposta é: absolutamente não deveria.

Na verdade é esta, e apenas esta, a fronteira da servidão.

Para que o direito de “recall”, como o chamam os americanos, ou de “chamar de volta” o seu voto, de “retomar” um mandato, de “dar um cartão vermelho” ao seu representante eleito (podemos começar essa batalha pensando num bom nome para esse expediente em português) sem que isso provoque qualquer perturbação na vida da Nação; para que o país possa ir sendo reformado sempre que isso parecer necessário a quem nele trabalha para sustentar a família enfrentando a concorrência feroz do resto do mundo, é preciso que o direito de recall venha acompanhado do voto distrital puro.

a6Nesse sistema cada candidato só pode se oferecer aos eleitores de um distrito – algo como o pessoal que vota na mesma zona eleitoral que você, no âmbito municipal, ou como a soma de vários distritos se a cidade for grande o bastante ou a eleição for estadual ou federal – de modo que fica-se sabendo exatamente quem representa quem. Para derrubar um representante insatisfatório qualquer cidadão, do mendigo da rua para cima, pode iniciar uma petição. Se “X%” dos eleitores daquele distrito (uma porcentagem a ser definida que lá fora varia entre 5% e 7% dos votos que o candidato obteve) houver por bem faze-lo, convoca-se uma votação só naquele distrito e, se a maioria assim decidir, ele cai.

Mas atenção: a finalidade é obter o recall, sendo o voto distrital apenas o meio de facilitar o exercício desse direito. Propor o voto distrital puro, ou misto, ou sei lá que outra variação, sem o recall num país onde a política está cercada de caras-de-pau pelos vinte e oito lados na expectativa de que uma mera “pressão moral” mude o comportamento de quem não se vexa de nos assaltar diariamente sem sequer usar máscara já não pode ser chamado só de ingenuidade. É quase cumplicidade.

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A combinação de recall com voto distrital puro é simples e transparente: todos os eleitores, sem exceções nem privilégios, participam; cada cidadão passa a ter um poder concreto mas ninguém, individualmente, fica com poder demais. Mesmo assim torna-se imediatamente claro para o politico que cada um de nós tem o poder de derrubá-lo a qualquer momento sem pedir licença a ninguém mais que os outros eleitores do seu distrito que concorreram para elegê-lo.

Isso muda radical e definitivamente a qualidade do jogo. Transfere não só a pauta como também a iniciativa das reformas – a política e todas as outras que quisermos fazer – das mãos de quem diz que fala pelo povo para as do povo em pessoa. Não tem tapeação. Com essa arma na mão, você nunca mais terá de pedir aos deputados que façam esta ou aquela reforma ou punam este ou aquele corrupto. Você ordenará ao seu deputado que faça isso – e exatamente segundo a sua encomenda – ou ele terá de procurar outro emprego.

Todos os povos que adotaram esse sistema puseram a corrupção sob controle e, de reforma em reforma empurrada goela abaixo dos políticos sob a mira dessa arma, viraram senhores do seu próprio destino. Os outros estão como nós estamos.

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MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O RECALL COM VOTO DISTRITAL 

1

A reforma que inclui todas as reformas

2

Voto distrital com recall: como funciona

3

Mais informações sobre a arma do recall

4

Recall sem batatas nem legumes

5

Porque não ha perigo no recall

6

Democracia à mão armada

7

Discutindo recall na TV Bandeirantes

8

O modelo honesto de participação popular

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§ 27 Respostas para A “bala de prata” existe, sim

  • Renato jacob disse:

    O recall so vsi fazer aumentar o populismo. Para se manter no cargo, nossos representantes passrao a fazer promessas de bolsa disto e bolsa daquilo o mandato todo e nao so na vespera da eleicao como eh hoje. Haja orcamento!
    O Brasil so sai do atoleiro quando aceitar que a politica eh o problema e a solucao eh menos governo. Quanto pior os politicos, menos pderes devem ter. Simples. E resolve. Mas nao vai acontecer.

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    • flm disse:

      48,12% dos brasileiros, fora os 30% que votaram branco, nulo ou se abstiveram, não concordam com o seu raciocínio absurdo, renato.
      estes poderiam, por exemplo, eleger gente que não se comprometesse com esses expedientes só para não perder o voto de maioria proporcional como tentou fazer o aécio ao se comprometer com as bolsas. e botar o seu representante na rua caso, depois de se comprometer contra o assistencialismo populista/subornativo, ele votasse eventualmente a favor dele depois de eleito.
      agora, se o sr. acha que todo mundo esta ai pra se vender (menos você, naturalmente) o único remédio é sair deste mundo…

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    • Renato, desculpe mas não acredito que o recall trará mais populismo. Alias, na sua essência não é o objetivo dele e nem caberia uma vez que vc utilizará por discordância dentro de um percentual pré-estabelecido diante de regras idem. O objetivo no cado do voto distrital é o de fazer o representante estar presente junto aqueles que votaram e acompanhar pari-passu das necessidades do “distrito”. Assim é que funciona via-a vis das necessidades locais procurando saná-las. Sem eficiência muda-se o representante, ou faz-se mandatos curtos de 2 anos sem recall diante do período.

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    • Gustavo Goncalves (Silvestre) disse:

      O recall nao ameaca o populismo, pelo contrario, combate-o. Para que haja o recall, digamos, uma parcela de 5% da populacao descontente se mobilize contra um determinado politico eleito e, posteriormente, seja feita uma votacao, na qual a maioria decide se o politico continua no cargo ou nao.

      Ademais, o recall impede que um sujeito seja eleito com base em promessas e, uma vez investido no cargo, assuma outra conduta que nao havia sido prevista durante a campanha. Em outras palavras, nosso sistema atual e’ baseado em voto de confianca: voce outorga o cargo pro politico e, nos quatro anos seguintes, ele faz o que bem entender ali. Nao existe “freio” para o politico.

      Isto pode nao ser um sistema perfeito e talvez nao seja proximo de uma solucao ideal. Sabemos que o voto distrital e’ uma necessidade hoje para o Brasil porque precisamos combater a concentracao de poder.

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  • Fernão,
    É sim ou não e fim! É assim que funciona, todavia “..num país onde a política está cercada de caras-de-pau pelos vinte e oito lados na expectativa de que uma mera “pressão moral” mude o comportamento de quem não se vexa de nos assaltar diariamente sem sequer usar máscara já não pode ser chamado só de ingenuidade. É quase cumplicidade”
    Atrevo-me a dizer que também é comodismo porque os interesses pessoais. estão acima daqueles visando o melhor ao país e isso deve-se ao políticos notadamente do norte-nordeste e seus controláveis currais eleitorais, mantidos a troco de migalha$ que a população local acomodada aceita, está satisfeita e nem pensa em mudar o que pra eles já é suficiente e seguro.

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    • flm disse:

      eu nao quero ninguem pensando no melhor para o pais, marito. isso em geral da merda. o lula, por exemplo, diz que so pensa o melhor para o pais. quero todo mundo pensando no melhor para si e obrigando o seu representante a fazer o mesmo, com poder para fuzila-lo se não fizer. é quanto basta. o bom da democracia é que ela acomoda todo mundo; quem pensa A e quem pensa Z, tendo cada um desses o seu representante. se todos esses representantes forem obrigados a agir como pensam os seus representados é quanto basta. se a maioria pensar o contrário do que penso eu, fico com a minoria, e sossegadíssimo desde que saiba que isso pode mudar a qualquer momento, e que o meu recado será dado pelo meu representante segundo a minha encomenda.
      meu pai dizia que quando gente le uma coisa e não entende o burro é quem escreve. então la vai, de novo, sr. marito, com toda a humildade e paciência: eu NAO ACREDITO em pressão moral; exatamente por isso quero ter o poder de ELIMINACAO FISICA DO REPRESENTANTE, enquanto tal.
      será mesmo tão difícil entender o tamanho dessa diferença?

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      • Sr Fernão,
        Não é difícil e vc conhece essa gente que tem o poder a fazer o que convém,vazendo votos ..” quero ter o poder de ELIMINACAO FISICA DO REPRESENTANTE, enquanto tal.
        será mesmo tão difícil entender o tamanho dessa diferença?
        É a história de sempre, ou não fazemos nada ou queremos fazer o perfeito e acaba-se ficando ” como dantes no quartel de Abrantes”
        Vamos só ver a proposta da reforma política se é que o governo e o sub-produto PMDB tenham espaço diante do que se avizinha.

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  • Continuando.. Se temos sérios problemas econômicos preparem-se porque política vai completar o quadro de horror que se avizinha dentro do PT e de seu cúmplice PMDB. Começou com o Gilberto carvalho e agora a Marta, tudo em alguns poucos dias depois das eleições.

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  • Fernão,

    Sou, como você, adepto fervoroso do voto distrital. Divergimos, no entanto, na ênfase dada ao recall. Falando em adaptar para o vernáculo, proponho «recolha» (ô), palavra registrada na língua desde o século XII. Com a recolha, recolhe-se o eleito. Como se recolhe a roupa do varal antes que chova.

    Enquanto, para você, a recolha parece até mais importante que o voto distrital em si, enxergo a coisa de outro modo. Acredito que, com o voto distrital puro – tem de ser puro, sem mistura! –, estará instalada a transparência. Cada eleitor saberá quem é o SEU deputado. Chegado o momento da reeleição, cada cidadão dará cartão verde ou vermelho ao eleito. E digo mais: a eleição distrital tem de ser em dois turnos, que é o melhor modo de dar legitimidade ao eleito. O vencedor terá de receber mais de 50% dos votos válidos.

    A modalidade que você propõe, a recolha a qualquer momento, pode ser intempestiva. O deputado passa a viver sobre uma corda bamba. Como todo homem acuado e ameaçado de perder o emprego de uma hora para outra, tenderá a exercer política paternalista, casuística, imediatista. O pavor de ser apeado a qualquer momento toldará afastará de sua mente todo projeto a longo prazo. Lutará unicamente por programas a curto prazo.

    Pendendo em permanência sobre a cabeça dos eleitos, essa espada de Dâmocles pode revelar-se nefasta. Vão dar preferência a medidas vistosas, de efeito imediato. Não é exatamente o que se espera de um representante do povo. Ele não vai a Brasília unicamente para obter verbas especiais para seu distrito.

    Pode-se até dar aos eleitores o direito de entrar com petição pedindo um voto sobre a recolha (ou não) de seu deputado. Mas 5% a 7% é percentual baixo demais. Para evitar instabilidade permanente, há que fixar porcentagem mais elevado, de 20% ou mais. E a periodicidade não pode ser inferior a um ano, pra evitar vacilação permanente. Trocar a inamovibilidade atual por terrorismo instável não é a melhor ideia.

    No lugar da recolha, pode-se debater sobre a instituição de plebiscito regular e rotineiro convocado a meio mandato. Em outros termos, depois de dois anos, o povo seria chamado a confirmar, por maioria simples, se o eleito deve permanecer no cargo por mais dois anos ou não. Se der sim, ele fica. Se der não, organiza-se nova eleição distrital.

    Abraço,

    José Horta Manzano
    BrasildeLonge.com

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    • flm disse:

      pois tudo com que sonho é com a instabilidade dos políticos, jose. que eles durmam mal para que nós possamos, afinal, dormir bem.
      esse instrumento foi inventado na suíça e depois levado para os eua e dai para o mundo. la não ha periodicidade nem porcentagens muito mais altas que as mencionadas nesta matéria, como v poderá confirmar nas outras linkadas ao pé .
      da um tremendo trabalho colher essa porcentagem de assinaturas para quem tem de trabalhar para ganhar a vida, de modo que ninguém se da esse trabalho por nada ou por pouco. é preciso que a agressão seja grossa para que o povo se disponha a puxar sua arma.
      não creio que haja registro de um recall porque o o deputado votou contra (ou a favor) de uma fonte luminosa em seu distrito. eventualmente pode ter acontecido coisa parecida em pequenas cidades onde tal motivo possa ser um motivo porque não ha nada mais de importante a ser resolvido.
      v dira que os suíços e os americanos sao povos educados e o brasileiro é chucro. eu responderei que assim é principalmente porque uns tem recall e os outros não; que o recall tende a ser usado para aumentar verba de educação e expulsar salafrários muito mais que para qualquer outra coisa, e que, na verdade, basta ter o recall, assim como a bomba atômica, não é preciso necessariamente usa-los para que o político entenda que ele existe e o que ele pode fazer.
      o recall, enfim, leva o povo a participar da política, o que é altamente educativo, pela simples razão de que a sua participação passa a ser decisiva, factual e não apenas “moral”.
      quando a suíça adotou o recall, alias, o século XIX ia em começos. quando os eua o fizeram na virada do 19 para o 20, o pais era aquele que aparece nos filmes do john wayne e, principalmente, do scorcese (falo de “as gangues de ny” que mostra o limiar de guerra civil a que eles chegaram em função da miséria a que a corrupção os levou, num quadro em tudo semelhante ao do Brasil de hoje). não é preciso ser especialmente educado, enfim, para entender quando um servidor não esta te servindo, esta te explorando; ou quando ele deixou de ser um agente publico pra se tornar um ladrao.
      finalmente, jose, o tanto que eu valorizo o sizo do brasileiro explorado eu desvalorizo o do explorador. não dou um tostão pelo efeito de pressões morais sobre gente que, pra chegar onde chegou, passou pelo filtro pelo qual não passa nem um grão de moral.
      nao tenho qualquer ilusao ou pretensão de que uma sugestão como essa passe amanha. sonho com a possibilidade de que ao menos algumas pessoas fiquem conhecendo alternativas válidas, testadas pelo uso e não apenas filosofadas, apenas para deseja-las, menciona-las aos amigos, sonhar com propo-las na próxima oportunidade.
      mas, se surge uma oportunidade de pegar o PT pela palavra e desafia-lo a submeter isto e não o golpe dele a plebiscito, acordo da ilusão com o exemplo que v ve nestas poucas respostas muito latinas: cada uma agarrada ao seu pequeno pormenor, enquanto o pt nada de braçada na sua orientação geral fechada, de fazer com que o representante, uma vez la, vote única e exclusivamente a favor de si e do golpe do partido, enquanto a economia se esboroa e nos discutimos pressão moral e a hipótese de virmos a viver sob instabilidade permanente, como se ja tivéssemos conhecido um único dia na vida de estabilidade política e econômica e estivéssemos morrendo de medo de perder esse paraíso…
      eu viajo pouco, jose, mas nestes 62 anos de algum jeito perdi essa parte da estabilidade.

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      • Caro Fernão,

        Obrigado pela resposta, que me honra.

        Você se subestima quando diz que os anos já lhe roubaram a estabilidade. Muito pelo contrário, diria eu. Você, com seus 62 e eu, com meus 68, podemos ainda não saber direito o que vamos querer ser quando crescermos. Mas sabemos muito bem aquilo que NÃO queremos.

        Respeito e aceito sua argumentação, embora minha visão seja menos cataclísmica. É compreensível: você vive aí, imerso de corpo e alma nesse universo deletério, enquanto eu assisto de longe, de camarote, via internet. Mas deixe estar, que o cordão umbilical que sai destas margens do Lago Léman desemboca direto aí na Vila de Piratininga.

        Há esperança, sim, senhor. No dia 8 nov° 1989, ninguém imaginava que o Muro de Berlim deixaria de existir no dia seguinte. E aconteceu. Mudanças podem ser surpreendentemente repentinas.

        O partido que domina a cena política do BR está demasiadamente inchado. Como bexiga, um dia vai estourar. Revolução anda meio fora de moda, não será esse o caminho. Intervenção militar, menos ainda.

        Brigas, dissensões, intrigas, traições, vinganças, conspirações, tramas, urdiduras, conchavos, maquinações internas vão, mais dia, menos dia, rachar o PT. Não há cargos suficientes para acomodar toda essa gente. Não há Petrobrás que baste para saciar o apetite voraz de toda a malta. Não há corda que segure um «cabo de guerra» tão renhido. Nenhum dos lados vai ganhar – é a corda que vai arrebentar.

        Tudo o que sobe tem de descer um dia. O Partido dos Trabalhadores não será exceção. E… sabe de uma coisa? Pela andadura da carroça, não vai demorar muito.

        Permita-me encorajá-lo – você que tem passe livre em esferas inaccessíveis ao comum dos mortais – a continuar firme em seu empenho. No meu blogue, já citei seus escritos treze vezes de um ano para cá. E, sempre que a ocasião se apresenta, acrescento meu grãozinho de areia. De grão em grão…

        Unidos, venceremos. Hasta la victoria siempre, compañero!

        Abração,

        José Horta Manzano
        BrasildeLonge.com
        Blog@Manzano.li

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  • Fausto Italiano disse:

    Fernaslm, falando em voto……Veja a última do Blog do Aluizio Amorim:

    quarta-feira, novembro 12, 2014
    ESPECIAL! GENERAL VENEZUELANO REVELA COMO FUNCIONA O SISTEMA BOLIVARIANO DE FRAUDE ELEITORAL ELETRÔNICA E DENUNCIA A EMPRESA SMARTMATIC, A MESMA QUE O TSE CONTRATOU PARA OPERAR AS ELEIÇÕES NO BRASIL

    Acima a abertura do site da Smartmatic com a fotografia e uma frase do ex-presidente americano Jimmy Carter, que hoje possui uma ONG, denominada Centro Carter e que monitorou a eleição do referendo na Venezuela, operado pela Smartmatic. Abaixo Carter abraça o defunto tiranete Hugo Chávez, de quem era amigo e foi o fiador do resultado do referendo, em favor do sistema Smartmatic. Ao lado, mulher de véu votando que ilustra o site da Smartmatic. Deve-se anotar que Carter notabilizou-se ao longo de sua vida política como amigo e apoiador de tiranos como Fidel Castro, a quem visitou em Cuba quando era presidente dos Estados Unidos.

    ESTES SÃO OS CHEFÕES DA SMARTMATIC

    Detalhe: última foto aí à esquerda é de Victor Reis, o presidente da Smatmatic Brasil.
    OBS.: O texto que segue é meio longo e dividido em tópicos. Todavia vale a pena ler.
    Desde que foi anunciada pelo Tribunal Superior Eleitoral a vitória de Dilma Rousseff no segundo turno da eleição presidencial brasileira, explodiram as denúncias de fraude eleitoral pelas redes sociais. E essas denúncias foram tantas e tão variadas que acabaram obrigando o PSDB, o partido do candidato oposicionista derrotado Aécio Neves, a petricionar ao TSE uma auditoria em todo os processo eleitoral. Como as urnas eletrônicas do Brasil são de primeira geração, e só aqui são usadas, torna-se impossível uma recontagem dos votos, sem bem que ao nível técnico e tecnológico é possível uma análise com vistas a verificar se houve ou não fraude.
    A verdade é que o resultado da eleição continua travado na garganta dos brasileiros, o que já gerou protestos nas ruas e no próximo sábado, dia 15 de novembro, data consagrada à Proclamação da República, anuncia-se pelas redes sociais novas manifestações em quase todos os Estados brasileiros, principalmente nas capitais. A pauta que leva as pessoas às ruas para protestar vão desde a desconfiança na lisura do processo eleitoral, passando pela exigência de apuração das roubalheiras praticadas pelo PT na Petrobras, o famigerado petrolão, e ainda exigência de investigação sobre o Foro de São Paulo, a organização comunista transnacional fundada por Lula e Fidel Castro em 1990, que postula a transformação do continente latino-americano numa extensão de Cuba.
    A pauta que move os protestos que vêm ocorrendo no Brasil abarcam todos esses temas mas o mote que tem levado milhares de brasileiros às ruas deriva, principalmente, do resultado da eleição.
    Este post destina-se a apresentar aos leitores uma série de fatos que estão ligados diretamente ao processo eleitoral brasileiro e se vincula ao fato de que o Tribunal Superior Eleitoral contratou os serviços de uma empresa denominada Smartmatic que opera sistemas de voto eletrônico. Essa empresa foi criada na Venezuela e, segundo as denúncias, teria o aporte financeiro do governo chavista. A Smartmatic realizou os serviços eleitorais do referendo que transformou o finado caudilho Hugo Chávez, no primeiro déspota bolivariano do continente. Naquela ocasião houve uma enxurrada de denúncias de fraude eleitoral cometida por meio do sistema eletrônico concebido pelos engenheiros venezuelanos criadores e proprietários dessa empresa.
    Posteriormente, a Smartmatic tentou adquirir uma empresa norte-americana e passou a ser investigada pelo Congresso dos Estados Unidos. Basta pesquisar na internet digitando Smartmatic e surge um turbilhão de matérias que a colocam em xeque, inclusive reportagens do esquerdista New York Times, revelando que a sede da Smartmatic, em Boca Raton, no estado da Florida, estava instalada num modesto quarto da casa dos pais de um dos proprietários da empresa e contanto apenas um secretário.
    Curiosamente, a Smartmatic agora se apresenta com uma “importante” empresa global que teria sua sede em Londres, Inglaterra e escritórios em diversos países conforme se constata no site dessa empresa.’

    O general venezuelano Carlos Peñalosa exilado político em Miami (EUA) e a capa de seu livro abordando a ingerência cubana na Venezuela e demais países latino-americanos.
    A CONEXÃO CIBERNÉTICA CUBANA
    O volume de denúncias de fraude eleitoral por meio do sistema da Smartmatic aparece em centenas de reportagens e artigos. Destaca-se dentre essas matérias, um artigo do general venezuelano Carlos Julio Peñaloza que foi Comandante Geral do Exército da Venezuela e há alguns anos vive exilado em Miami, Estados Unidos depois que o defunto tiranete Hugo Chávez subiu ao poder na Venezuela, iniciando uma perseguição implacável a todos os dissidentes.
    Este artigo do general Peñaloza, que se transformou em permanente ativista nas redes sociais, principalmente pelo Twitter, sendo muito popular até hoje na Venezuela, foi publicado no site Mídia Sem Máscara, em tradução da jornalista Graça Salgueiro. Ao longo de seu escrito, que recomendo a leitura, Peñalosa, revela os laços dessa empresa com o projeto comunista bolivariano. A operaçao eleitoral levada a efeito pela Smartmatic na Venezauela, segundo o general, dispunha de uma “rede top secret”, uma espécie de intranet paralela que permitiria o controle da votação e encaminharia os dados da votação em tempo real para um data center provavelmente instalado em Cuba. Isso seria o motivo pelo qual a apuração do último pleito na Venezuela, que elegeu Nicolás Maduro, não pôde ser acompanhado pelo público. De sopetão o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) apenas anunciou a vitória de Maduro por uma escassa diferença de votos, algo muito parecido como o que ocorreu no segundo turno eleitoral que deu a vitória a Dilma Rousseff, tanto na forma de processamento dos dados como no seu anúncio sem que os eleitores pudessem acompanhar a divulgação dos dados à medida em esses chegavam dos Estados ao TSE. Além disso a central de apuração se deu numa sala fechada sem acesso aos fiscais dos partidos.
    Assim sendo, considero importante o artigo do general Carlos Júlio Peñalosa, que transcrevo do site Mídia Sem Máscara, em tradução de Graça Salgueiro. Leiam:

    CUBA CONTROLOU ELEIÇÕES
    COM UMA REDE SECRETA
    Cuba desenvolveu um Plano de Controle Eleitoral Revolucionário (PROCER) na Venezuela, que inclui a manipulação das máquinas de votar e cujo objetivo é estabelecer neste país um regime comunista sob uma fachada eleitoral democrática.
    Em artigo anterior sobre a SMARTMATIC, afirmei que essa empresa, fundada por quatro inteligentes engenheiros venezuelanos recém-graduados, foi o cavalo de Tróia desenhado pelo G2 cubano para controlar as eleições venezuelanas. No presente escrito descreverei a forma como se formulou e desenvolve esse plano, cujo objetivo é perpetuar um governo comunista por trás de uma máscara democrática na Venezuela.
    O que lerão na continuação não é ficção científica nem especulações, senão o produto de uma detalhada investigação sobre tão delicado tema. É parte de uma seqüência de artigos escritos na convicção de que quanto mais conheçamos a fraude eletrônica que se nos aplica, melhor poderemos combatê-la. O que não devemos fazer é ignorá-la ou, pior, negá-la.

    O “Plano de Controle Eleitoral Revolucionário” (PROCER), é a primeira aplicação cibernética do “Projeto Futuro” de Fidel Castro. Este mega-plano foi formulado como parte da estratégia a utilizar no cenário internacional que Castro chamou de “a batalha das idéias”. O objetivo é construir o que eles chamam a “Pátria Grande Socialista”, dirigida vitaliciamente por Fidel e seus sucessores mediante o controle das mentes nos países dominados. Isto aparece escrito em detalhes no meu livro “O império de Fidel”, que circulará nos próximos dias. O plano PROCER é só uma faceta de um plano mestre que vai além do meramente eleitoral.

    O “Plano PROCER” foi desenvolvido no máximo segredo por um seleto grupo dos mais brilhantes professores e alunos da Universidade de Ciências Informáticas (UCI) de Cuba, em conjunção com o G2. Seu objetivo foi controlar o sistema eleitoral venezuelano desde Havana para potencializar o carisma e popularidade de Chávez. Na Venezuela seria fácil desenvolver o plano, dada sua arraigada cultura do voto. Este país conta, além disso, com recursos financeiros para custear o investimento e tem predisposição ao uso de tecnologias avançadas.

    A “Universidade de Ciências Informáticas” (UCI) de Cuba, foi fundada em 2002 como um projeto favorito de Fidel desde que o chefe do G2, Ramiro Valdés, lhe vendeu a idéia. Este centro de estudos tem seu pedigree na inteligência militar cubana porque foi criado nas antigas instalações da “Base Lourdes”. Esta instalação secreta era a sofisticada estação de rádio-escuta e guerra eletrônica soviética criada para espionar e atacar ciberneticamente os Estados Unidos durante a Guerra Fria. A instalação foi inicialmente operada exclusivamente por brilhantes técnicos em comunicações e computação da URSS, mas depois do colapso soviético passou para mãos cubanas. Antes de se retirar, os soviéticos deram treinamento técnico aos novos operadores do G2 cubano. Na UCI forma-se o creme e a nata dos experts em telemática e espiões eletrônicos cubanos. A telemática é disciplina que se ocupa da integração dos sistemas informáticos de controle e comunicações em projetos cibernéticos aplicados a sistemas sócio-políticos como o “PROCER”.

    A UCI serve de fonte de pessoal técnico e cobertura para a “Operação Futuro”, a mais apreciada jóia da coroa cubana. “Futuro” é o nome-chave do desígnio hegemônico de Fidel na Hispano-América. Para conseguir esse objetivo, a UCI dirigida pelo G2 cubano desenha e executa uma série de projetos telemáticos super secretos, que vão desde o controle de identidade até aplicações eleitorais e controle cibernético do governo e do Estado. Estes projetos estão enquadrados em um cenário estratégico que Fidel chama “a batalha das idéias”.

    O plano “PROCER” para a Venezuela complementa a política de infiltração de agentes e guerrilheiros que Fidel manteve desde que chegou ao poder em 1959. Constitui o passo decisivo que permitirá aos irmãos Castro dominar a Venezuela.
    A arma cibernética tem como objetivo a penetração dos sistemas informáticos de alguns países vizinhos através de seus sistemas de comunicações. Esta estratégia permitiria obter informação classificada e eventualmente controlar os países escolhidos, em conjunção com os agentes cubanos infiltrados em seu seio e seus colaboradores. Depois do colapso soviético esta idéia permaneceu congelada por longo tempo por falta de recursos. A chegada de Chávez ao poder em 1999, permitiu a Fidel contar com financiamento adequado para desenvolvê-la. Naquela ocasião, o “PROCER” estava pronto.

    Em 1999, um pequeno grupo de chavistas coordenados por assessores cubanos iniciaram a pôr em prática o “Plano PROCER”. Os iniciadores integraram uma equipe coordenada por Jorge Rodríguez, um médico psiquiatra membro da Direção de Estratégia Nacional do MBR. Jessy Chacón, um tenente aposentado, engenheiro de sistemas e expert em telemática, e Socorro Fernández, engenheira de sistemas especialista em sistemas operacionais da PDVSA. Naquela ocasião, Rodríguez era um alto funcionário do CNE, Chacón era o presidente da CONATEL (Companhia Nacional de Telecomunicações) e Fernández trabalhava na PDVSA como gerente de meios informáticos.

    A primeira tarefa desta equipe foi tirar a INDRA do CNE. Esta missão foi cumprida no ano de 2000. Estas incidências foram cobertas no primeiro destes artigos. A segunda tarefa foi criar uma companhia à medida, para executar o “Plano PROCER”. Lá entra em cena a SMARTMATIC. Seguem os detalhes.

    CRÔNICA DE UMA FRAUDE ANUNCIADA
    Nicolás Maduro esperava que na noite de 14 de abril subiria ao céu cavalgando na sombra do caudilho de Sabaneta. Jorge Rodríguez lhe havia prometido que com a SMARTMATIC não poderiam perder. Porém, Maduro estava razoavelmente inquieto. Capriles rondava perto, segundo as pesquisas privadas de Jessy e Schemel, e por isso Maduro ordenou que não se publicassem. Jorge Rodríguez insistiu que ele não devia se preocupar porque o sistema estava blindado e a operação, o reboque ao final do dia, pulverizaria a oposição tal como haviam feito em 7-O (7 de outubro).

    Naqueles momentos de euforia os confabulados contra a integridade do sistema eleitoral venezuelano acreditavam que tudo estava sob controle. As denúncias de fraude que pessoas bem inteiradas fizemos haviam sido neutralizadas. O Grupo La Colina ainda respirava dentro da MUD (Mesa de Unidade Democrática) e à frente havia um glorioso caminho aberto para suas maquinações com os irmãos Castro. Nesses sonhos de grandeza para consolidar “O império de Fidel” [1], não havia indícios de derrota, só um frenesi de poder total e absoluto. A Venezuela seria outra Cuba e ele, Maduro, seria o Vice-rei com aspirações a receber o cetro das mãos de Raúl.

    Com esta segurança Maduro não percebeu que ele era só um “fiapo de palha” no vendaval. O furacão que se desataria se se detectasse a fraude era impossível. Estava equivocado. A fraude não estava blindada em que pese que muita gente havia acreditado na história de SMARTMATIC, de que o sistema só transmite ao final do dia e que não é bi-direcional. Isso é uma mentira grosseira para o consumo de pessoas que não conhecem a área de inteligência telemática, nem as tecnologias de ponta que existem. Telemática é a inter-relação entre telecomunicações e informática. O sistema SMARTMATIC e a CANTV constituem um sistema telemático.

    Essas falsidades que SMARTMATIC e o CNE repetiam foram denunciadas, porém o governo negou o fato e fez caso omisso das acusações. Por sua parte, o Grupo La Colina defendeu a posição do governo sobre este assunto e convenceu a MUD de que o sistema de SMARTMATIC é honesto, seguro, confiável e blindado.

    Duas semanas antes das eleição de 14-A, chegou aos Estados Unidos um novo exilado político fugindo dos corpos de segurança do Estado venezuelano. Tratava-se de Christopher Bello Ruiz, um engenheiro eletrônico expert em segurança de sistemas de informáticos e em telemática. Esse engenheiro tinha uma pequena empresa privada que havia feito vários trabalhos secretos nos computadores de Diosdado Cabello. Uma de suas últimas designações foi um trabalho de checagem ordenado por Cabello dentro da rede de computadores do CNE. Nessa atividade Bello detectou a presença de redes secretas utilizadas para enviar mensagens ilegais. Curiosamente, estas redes secretas não incluíam os reitores do CNE e vários dos usuários clandestinos estavam fora das instalações do CNE. Bello tomou nota das chaves para monitorá-las no dia das eleições, para denunciar o uso ilegal de informação que se estava fazendo.

    Antes das eleições Cabello o acusou de revelar informação pessoal e deu instruções para que o SEBIN (Serviço Bolivariano de Inteligência) e o CICPC (Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas) começassem a investigá-lo. Bello soube que lhe preparavam um “cozido” para desacreditá-lo e metê-lo na cadeia, e decidiu sair do país. Este engenheiro encontra-se nos Estados Unidos e está solicitando asilo político. Christopher Bello possui informação classificada sobre a fraude realizada em 14-A que fará estremecer não só o CNE ou o PSUV, senão toda a Venezuela. Essa informação está bem resguardada e será entregue às autoridades norte-americanas no caso de que nos ocorra algo a Bello ou a minha pessoa, em razão desta denúncia.

    A CENTRAL CLANDESTINA EM CUBA
    O CNE diz que as máquinas só enviam os dados ao centro de totalização em teleport depois do fechamento das mesas. Essa é a informação que eles têm, porém, como no caso do marido cornudo, são os últimos a saber. Esta transmissão se faz efetivamente no final da eleição, mas o segredo da fraude radica na existência de redes secretas entre as máquinas de SMARTMATIC e um controle central clandestino em Cuba, cuja existência os reitores do CNE desconhecem. No dia das eleições esse sistema transmite secretamente, em tempo real, através de duas redes dentro de uma intranet secreta que tem um limitado e secreto número de usuários. A intranet é uma espécie de Internet privada que os governos e grandes empresas têm. Uma dessas redes é quem transmite os pacotes de dados com informação do voto em tempo real. Durante o dia esses dados não vão para o CNE senão provavelmente para Cuba. Em uma rede ultra-secreta um grupo de usuários privilegiados, que não inclui os reitores do CNE nem seus gerentes, se comunicam privadamente. Essa rede “top secret” é a rede cubana. Nela só há um ou dois venezuelanos com capacidade de acesso.

    Através da “rede cubana” se transmitem a cada hora atualizações dos totais da marcha da eleição. Um dos usuários é alguém no comando de campanha de Chávez. Isto implica dizer que esse comando sabe quantos votaram, como vai a eleição e quantos votos leva cada candidato. Com esta valiosa informação secreta e ilegal, esse comando pode tomar decisões para se assegurar do triunfo no final do dia. Enquanto se mantivesse o segredo, o jogo estava em suas mãos.

    No domingo 14, Christopher Bello, usando suas chaves, conseguiu entrar no sistema informático do CNE e monitorou a rede cubana obtendo informação sobre a marcha da votação que me passou durante o dia. Dada a importância de fazer conhecer essa brecha de segurança do sistema e a impossibilidade de denunciá-la ante as autoridades do governo, decidi torná-las públicas através do meu Twitter, @genpenaloza. Nesse momento considerei que meu dever como cidadão estava acima da proibição de difundir essa informação antes do fechamento. Obviamente um bando de embusteiros tinha acesso à informação e era meu dever denunciar esse fato ilegal.

    Durante o transcurso do dia, até às 5 PM Capriles esteve à frente nessa contagem. A essa hora sua vantagem era de 3%. A partir dessa hora, Bello me reportou que notava uma insólita explosão de votos para Maduro que em poucos minutos passou adiante com quase 9% de vantagem, quando se havia contado 13.600.000 votos. Em poucos minutos houve um avanço noticioso no qual Jorge Rodríguez, visivelmente nervoso, dizia que já haviam votado 13.600.000 pessoas e que o processo caminhava bem. Como Rodríguez soube dessa cifra de votantes? Pouco antes do fechamento das mesas Bello me reportou que ele havia sido detectado pelos sistemas de segurança do CNE e que seu acesso havia sido bloqueado. Por sorte antes de se desconectar ele conseguiu detectar que estavam reduzindo a margem de triunfo de Maduro que agora era próximo a 2%.

    O engenheiro Bello está iniciando os trâmites para solicitar seu asilo político e oferece ao Comando Bolívar acesso à informação que ele tem. As provas dessa fraude estão bem resguardadas. Espero que os diretores desse comando se comuniquem comigo com a máxima brevidade possível. O caso de Bello se une agora ao de Anthony Daquin, um engenheiro de sistemas exilado político. Daquin também teve acesso aos sistemas do CNE e aos de uma cedulação, e inclusive viajou a Cuba para fazer treinamento. Daquin está exilado nos Estados Unidos e deu declarações em CNN antes das eleições. Este fato causou alarme entre os cubanos que controlam o sistema. Agora Bello confirma as denúncias que vem fazendo desde há mais de um ano. Bello e Daquin estão dispostos a depor ante técnicos do Comando Bolívar para dar mais detalhes da fraude e apresentar suas provas.

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  • manrel disse:

    Caro Fernão

    O que podemos fazer para que essa proposta venha a ser discutida por quem pode viabilizá-la? O CMAIS da TVCultura está fazendo uma enquete sobre: “Qual sistema eleitoral você acha mais eficiente para o país?” E o Voto Distrital Misto está ganhando com larga vantagem sobre os demais. Eles têm inclusive um informativo explicando cada sistema para ser lido, antes de votar. Você não teria como incluir o Distrital com Recolha em enquetes semelhantes?

    http://cmais.com.br/jornalismo/politica/entenda-os-sistemas-eleitorais

    http://cmais.com.br/jornalismo/enquetes

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    • fernaslm disse:

      ponto, manrel!
      outros leitores ja cobraram aqui um esforço de união, arregimentarão ou união de forças com outros sites/blogs com preocupações semelhantes às nossas.
      de fato isso faria a gente andar mais do que só escrever aqui e no Estado.
      prometo tentar mais uma vez iniciar esse tipo de contato e procurar patrocinadores para tentar organizar um esforço mais amplo e consistente

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  • Renato disse:

    Nunca que, os políticos tupiniquins vão adotar esse ”recall” eles lá vão fazer alguma coisa para prejudicar eles próprios. Estão é preocupados em arranjar algum meio de se perpetuarem no poder. Se não bastasse, temos ainda, esse sistema eleitoral fraudável. Na atual situação que chegamos, nem militares já não podem fazer nada. Qualquer tentativa de intervenção, terão de enfrentar as forças armadas dos Países membros do FORO DE SÃO PAULO juntos e, com armas bem melhores e atuais.

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  • Renato,
    A tudo acrescente do recall no agreste no qual gostaria de assistir aos argumentos e a sensibilidade dos locais. Fala-se como se todo o país fosse o sudeste. E o norte e nordeste?, afinal, gostemos ou não somos República Federativa e o que decidem pra SP deve ser o mesmo que pra Caruarú -não sei nem quero saber onde fica.
    Teorias são válidas e necessárias mas não podemos deixar de considerar das diferenças culturais e das quais até hoje não conseguimos reduzir, mais ainda com o petismo procurando nivelar por baixo a obter sucesso como mostrado nas eleições.
    Pode-se e deve-se discutir bastante fazer pressão mas se em Brasília não tiver ressonância majoritária é melhor escrever um livro.

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  • manrel disse:

    O Renato acredita então que 51 milhões de eleitores devem tomar formicida e ir dormir? Certamente não vai ser fácil, mas ainda existem forças nesse mundão capazes de equilibrar esse jogo! O Foro de São Paulo ainda não é a União das Repúblicas Bolivarianas Latino Americanas. E não são os políticos que precisam adotar o “recall” somos nós quem temos que trabalhar para disseminar a ideia, somar esforços e exigir! Não existe “nunca”, tanto como não existe “sempre”. A mudança é a única regra imutável e nós, os seus agentes. Se você é um derrotista, tome sozinho o veneno e sofra menos.

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    • Renato disse:

      sr. manrel. Acho que a única saída que temos é justamente na mobilização da população, Que já está iniciando-se. O problema maior é a “grande mídia” controlada, comprada, corrompida… que não divulgam as passeatas, ou pior, distorcem as informações reais das mesmas. Sendo que no Brasil os ”formadores de opinião” exercem grande influência na população em geral. Aí fica difícil engrenar.

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  • manrel disse:

    Caro Fernão, você promete e eu acredito. Então volto à insistir que são pessoas como você, do seu meio e gabarito, que podem dar início a uma coisa, talvez até muito maior e mais necessária do que a bala de prata do “recall”. Falo da criação de uma empresa que concorra com o Foro de São Paulo no mercado ideológico, hoje, um monopólio da esquerda. Lennon tentou vender a Paz como um produto de consumo, mas a indústria da guerra era muito mais forte. Já no mercado ideológico, ela pode ter a sua parte, pois, a defesa dos territórios conquistados não se faz sem armamentos. Penso que tudo é uma questão de abordar as pessoas certas, com argumentos adequados. E já que é permitido opinar, fica mais uma vez registrado o meu diminuto palpite! Quem sabe ainda nos livramos todos daquela cicuta?

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  • Dr.Eduardo Gonsales de Ávila disse:

    Cumpanheiro, cumpanheiro.O que é isso cumpanheiro, está querendo entregar a Nação para o Povo. Você não sabe que políticos é oriundo de poli tics (eles tem sempre que dar muitas mordidinhas). Políticos, sem nenhuma rara exceção, são todos uns “PICARETAS”. Picaretas edificadores da “Grande Nação”. Você quer transformar tudo numa recallaria, isto é utopia. Se isto ocorrer vai haver recall todos os dias, os mandatos seriam de semanas. Não há governabilidade que aguenta. Políticos precisam mais é de Estabilidade no Emprego e com adicional de Mensalão e Petrolão.

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    • Eduardo,
      Seria engraçado se não fosse trágico. Esquecem que os mais civilizados entendem de mudanças podendo aceitar ou não.

      Se vc se lembra na campanha da Dilma quando alegou de que o Aécio vencendo que ele iria acabar com a Bolsa Família? Imagine na reforma política que não seja do interesse do PT o que eles não dirão.

      Basta dizer “vcs querem trocar o certo (o que tem) pelo incerto( perder as conquistas)? Bem pra aqueles ociosos?

      E não precisa ser nas Caruarús da vida, mesmo naquelas Capitais onde o PT teve expressiva votação, Quem acredita que os Prefeitos estarão de acordo em trabalhar por mudança eleitoral que ponha seus mandatos em risco???

      É sonho, delírio, teoria inaplicável no Brasil Federativo. Lute-se bastante, mostre à sociedade que sabe ler e entender e depois vem os votos “lá de cima” e acabou o sonho.

      O perigo está aí em usar dos “detalhes” recall por exemplo, a prejudicar intencionalmente o todo.

      Aliás, estaria de bom tamanho e mudassem o coeficiente eleitoral e SP passasse ter no mínimo 140 deputados federais, MG outros mais, RJ idem .Quero só ver convencer os do norte e nordeste a aceitar a mudança desse coeficiente por mais justo que seja

      Jamais, never, mai, nunca eles abrirão mão do que lhes assegura o que já tem, dando mais poder político aos estados do sudeste.

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      • flm disse:

        v sabe quem vota num plebiscito, maroto?
        sabe como funciona esse mecanismo?
        tem noticias do que aconteceu no do desarmamento a favor do qual estavam todos os políticos e mais a rede globo?

        ps.… desculpe pelas repetições desse maroto, marito.
        é que aquele pentelho do steve jobs era do tipo que pensa que ja sabe o que a gente vai querer antes da gente querer; que ja sabe o que vai acontecer antes de tentar fazer e põe as maquinas dele “corrigindo” coisas na direção errada. ai a gente escreve uma coisa e sai outra.

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  • Acreditar na sensibilidade da maioria desses políticos em pensar no que é melhor pro país, nós não estaríamos discutindo sobre política, voto, plebiscito etc. O nível é o que se apresenta porque eles-a instituição Legislativo- é a amostragem ponderada da sociedade brasileira, que no geral é medíocre vagabunda que só pensa em viver a custa do Estado!!, daí o PT deita e rola há 12 anos com mais 4 graças aos do norte e nordestinos ociosos, com raríssimas exceções.

    Antes que perguntem, respondo: sou, tornei-me preconceituoso com essa gente pra onde vão meus impostos e eu não recebo nada em compensação. Não quero saber de bolsa família cuja eficiência só será comprovada quando e se diminuir o nome de mantidos, mostrando que migraram para o trabalho.

    E não são só eles, petistas, tem os que circundam em torno do poder aos seus atendimentos pessoais e de suas capitanias.

    O governo vai usar e abusar da sonhada reforma política, nariz de cera, à desviar de assuntos urgentes na economia capengando, sem credibilidade aqui e no exterior, bastando um grau a menos nas avaliações. pros investimentos do exterior serem obrigados a repatriação em 95% ” . Daí é que o bicho pega e vão esquecer até sob qual regime político vivemos.

    Quando falta pão todo mundo briga e ninguém tem razão”

    Fernão, sem dúvida seus artigos, comentários são bons, todavia permito apreciar vc estar prolixo e extenso e eu não raro me confundo provavelmente por falha neurológica minha não sua. Valeu

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  • Eduardo II (continua)

    Estava lendo no Forum de hoje no Estadão, uma mensagem do Prof. José Pastore FEA_USP, das mais conceituadas pessoas e da qual todos se orgulham em estar conosco.

    No escrito refere-se elogiosamente ao artigo ……..bala de prata do Fernão e da aceitação do “recall”.

    Pois bem. há quanto anos o ilustre mestre José Pastore procura de todas as maneiras mostrar da necessidade da alteração das leis trabalhistas, adaptando-as as novas exigências da sociedade e dos modelos econômicos que primam pela agilidade na busca de maior eficiência na relação patrão/empregado , mostrando, frise-se, de que será bom a todos!

    E até hoje, nadinha de mudanças, exceto uma ou outra mas com pouquíssimo atendimento ao essencial..

    E quem são os algozes?, são aqueles que não aceitam quaisquer mudanças que ponham em risco o que já tem!!!

    Se isso ocorre nas relações trabalhistas, idem na fiscal o que será na política da qual todas as demais mudanças serão variáveis!

    Não quero dizer que nada se deve fazer, todavia os exemplos devem servir de referência a pleitos Federativos.

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  • Fernão,

    Desculpe mas provavelmente entendi errado novamente.

    Comparar o das armas com o político, seria mais prudente comparar com o do parlamentarismo e deu no que deu.

    Das armas, a grande força veio do interior e das pequenas regiões onde elas se fazem mais necessárias, e são exatamente esses os últimos a compreenderem o que é plebiscito muito mais com as particularidades de “recall” ou equivalentes.

    A interferência da Globo para mim a grande eficácia foi no debate entre o Lula e Collor. Assisti com meu amigo, falecido, Walter Clark que conhecia muito bem a Globo e a cultura e claramente reconheceu e ainda de forma técnica que de eles privilegiaram ao Collor.

    Façamos um abaixo assinado, movimento o que vc escolher e julgar melhor ,para as providências correlatas e vamos ver no que dá.

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  • […] A “bala de prata” existe, sim […]

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