Por que o Rio ruiu

29 de setembro de 2020 § 73 Comentários

O Rio é o Brasil de amanhã?

Felizmente não…

Quando penso no Rio de Janeiro a imagem que vem-me à cabeça é sempre a de uma criança inocente violentamente abusada pelo pai. O tipo de coisa que deixa marcas que só muita, mas muita “análise” mesmo, pode levar a uma superação. 

Pela primeira e única vez na História uma colônia, virgenzinha ainda, sediou uma capital de império. Foi talvez a corte mais decadente da Europa, a de um dos últimos monarcas absolutistas, que desembarcou na futura Cidade Maravilhosa. 15 mil encostados de um homenzinho balofo, filho de uma louca, Maria I, que tornou-se rei depois que o primogênito d. Jose morreu e a mãe foi declarada incapaz, que fugiram correndo para cá com tudo quanto puderam carregar quando seu povo mais precisava deles na véspera da invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão. Foi essa “a malta” que, em 1808, desembarcou no cais do Valongo de um Rio que era ainda uma aldeia linda, chutando as pessoas para fora de suas casas, confiscando, violentando, corrompendo…

A corte de d. João VI roubou ao Brasil o século 19 das revoluções democráticas. Capital desde 1763, já se reformulara de porto de contato com o mundo de seu tempo em cobrador de impostos que ia bem quando o resto do Brasil ia mal … e vice-versa. Foi esse o alvo da Inconfidência Mineira, a derradeira despedida do Brasil da modernidade política.

A partir de 1808 passa a ser, ele próprio, a metrópole que explorava a colônia. Uma vez instalada aqui, saiu sua majestade vendendo títulos de nobreza a traficantes de escravos e funções do Estado a quem pagasse para explorá-las. Foi com a revolução americana que Tiradentes sonhou mas foi como a sede da corte, da corrupção, do funcionalismo e das estatais que o Rio de Janeiro acordou e evoluiu para a vida real. O balneário de todos os ladrões de sucesso de todos os governos do Brasil. A maior porcentagem de encostados com emprego e sem trabalho. A capital da jogatina de Bêjo Vargas. O paraíso dos aposentados aos cinquenta anos de idade. A pátria da “malandragem” onde trabalho sempre foi “coisa de otário”, “mané” é o ladrão que vai preso e “malandro” o que não se deixa pegar.

E tudo isso potencializado pela memória da escravidão dependurada dos morros.

De repente, juntando Witzel com Bolsonaro, saem os jornalões com uma semana de análises sobre porque o Rio ruiu. Mas quando Bolsonaro entra pela porta de uma redação a racionalidade sai pela janela…

A passagem da capital, com Juscelino, nunca foi a causa do desastre carioca. Foi só mais uma “co-morbidade”. O governo se foi mas a elite do funcionalismo ficou. Chagas Freitas, o único governador do MDB de sua época, apoiava os militares que o partido “combatia”. Brizola foi o primeiro a proibir a subida da polícia aos morros que o STF reedita agora sob o tonitruante silêncio dos jornalões. 

O crime organizado sempre elegeu representantes nos legislativos cariocas. Condecoram milicianos hoje como é praxe desde os tempos dos Reinados, do Império e da Republica. As milícias só inovaram por eleger os próprios milicianos. O governo federal as protege assim como os reis faziam os seus barões negreiros, o jogo do bicho bancava os governadores antes e depois de 1964 e o PT protegia as Farc e suas versões nacionais que só davam acesso aos cabos eleitorais do lulismo aos morros. O PSOL, herdeiro da esquerda da esquerda e fenômeno tipicamente carioca, é ostensivamente ligado ao crime “ideologizado”. Sua base-raiz são os presídios de segurança máxima…

Os artistas e os intelectuais “orgânicos” sempre foram um corolário do absolutismo. Nasceram com ele e fizeram-no crescer desde a primeira universidade lá na Bolonha de 1300. Só continuam onde estão, na era do avião, porque Brasília é intragável, menos para quem vive do contato físico com O Poder.

E agora? O que fazer?

A História, a “análise” das sociedades, e somente a História, poderá proporcionar uma remissão. E a do Rio é freudianamente clara. Ele terá de compreender, passo a passo, como foi que se transformou no que é para curar-se. Mas este é um luxo de sociedades ricas. 

A solução, portanto, é enriquecer. E muito!

Desanimou?

É mais fácil do que parece. A imprensa – e aí falo dos jornalões aos jornalinhos pretensamente mais aguerridos da internet – finge que não entende, mas é mentira. Qualquer sujeito um grau acima da debilidade mental, não precisa nem ter instrução formal, entende que a instituição do voto distrital puro com recall (vale dizer a expulsão sumária de todo ladrão ou mentiroso pego no pulo), mais referendo e iniciativa de fazer e recusar leis vindas de cima, de modo que o povo é quem passa a dizer o que deve ou não ser discutido e votado, entende o poder fulminante que esse sistema tem contra a corrupção. Onde quer que vigore ele acaba com praticamente 100% da roubalheira. E, num país de dimensões continentais como o Brasil, pode ser implantado nos 26 estados e nos 5570 municípios onde se dá a “ladroagem do cotidiano” bem conhecida de cada um de nós. 

Sobra a que se pratica daí para cima, e mesmo assim, sob um nível de fiscalização e poder de decisão dos roubados que torna os ladrões efetivamente tímidos. Com esse sistema aguenta-se até um Donald Trump praticamente sem dor, a não ser para os fanáticos por conversa mole sobre os temas caros à “patrulha ideológica” que custam quantias verdadeiramente risíveis para quem vive sob o tacão de funcionários indemissíveis e seus STF’s de comedores de lagostas com vinhos tetra-campeões por decreto.

A solução para o Rio de Janeiro ver aquelas favelas todas se transformarem em Alfamas e o Brasil sair do brejo passa por aí e não, obviamente, como sabe deus e a torcida do Corinthians, por aumentar o numero de candidatos negros e mulheres fabricados em cima da perna na base de injeções de contribuições do Fundo Partidário arrancadas a força de eleitores que nunca ouviram falar neles antes mas acabarão, na hora de votar, por te-los como únicas opções para mais uma tentativa frustrada de fugir ao cativeiro.

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§ 73 Respostas para Por que o Rio ruiu

  • honorio sergio disse:

    Análise corajosa, de um país que começou errado!

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    • RICARDOJULIO RODIL disse:

      Ok, concordo com o recall e com o distrital. Mas, Fernão, você não acha que alguma coisa está muuuuuuito errada com a Constituição americana, se há a possibilidade de o Trump perder nos votos mas se reeleger na justiça?

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      • fim disse:

        Sim, esse é um desvio que raramente se materializa, tem razões históricas por trás e interesses estabelecidos pela frente.
        Em compensação o que ela tem de bom é o que faz que o país possa passar por um Donald Trump praticamente sem dor e ter liberdade para construir-se a ponto de ter duas ou três empresas que, cada uma delas sozinha, é do tamanho do PIB do Brasil.
        Sofrer a partir desse patamar, caro Ricardo, é beeeeeem mais confortável…

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  • A. disse:

    O Rio ruiu porque é ruim…

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  • Analise absolutamente correta. Falta dizer como

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  • A. disse:

    M-A-G-I-S-T-R-A-L!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  • Marcos Andrade Moraes disse:

    Sério? Nenhuma palavra sobre Geisel e a fusão? Não é possível, vou ler novamente, mesmo sendo vc o filho do pai enganado que apoia Bolsonaro.

    MAM

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  • Newton Sinigaglia disse:

    Parabéns, um texto excelente, é triste a realidade do Rio de Janeiro,coitado dos cariocas malandros ,hoje malacas,otarios. Concordo totalmente com o voto distrital puro,com recall. Newton Sinigaglia

    Enviado do meu iPhone

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  • A. disse:

    Antigamente os criminosos corrompiam os políticos. Agora, eles elegem agentes deles próprios: não tem mais que pagar “caixinha” e a campanha é bancada com dinheiro público (nosso, portanto).

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  • Chris disse:

    Perfeito!
    E é assim que o Rio continua lindo… só pra quem admira a orla.
    Uma pena!

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  • alvarojorgebm disse:

    A questão do voto distrital puro com recall é sempre mencionada nesse “Vespeiro”. Gostaria de entender exatamente como se daria o procedimento do recall -quando se aplicaria, quem decidiria e que sanções ocorreriam-, na visão do articulista.

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    • flm disse:

      Coloque a palavra “recall” na ferramenta de busca sob PESQUISAR no canto superior direito da pagina de abertura do Vespeiro.
      Ha dezenas de artigos a respeito…

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    • Carmen Leibovici disse:

      O que importa é a ideia do recall,a sua forma é a ferramenta.A ideia do recall é poder tirar do poder,ou de qq cargo público,quem nos desagrade, através de um certo número de assinaturas dentro de um distrito.Nos somos os pagantes e os pagos por nós mandam em nós,nos metem em maus caminhos e enrascadas,usam mal o dinheiro dos nossos impostos.Portanto,recall é simplesmente fazer uso de um mecanismo óbvio de limpeza,que por ora nos é cinicamente negado. Nós somos os donos do dinheiro desses que se lambuzam no poder e essa palhaçada que eles fazem precisa ter um fim.O nosso dinheiro precisa ser bem empregado,do jeito que quisermos.

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  • Mário Rubial Monteiro disse:

    Caro Fernão,

    Apenas uma complementação: o Rio não começou a ruir com a chegada do João em 1808. Veja esta passagem narrada no livro Biografia do Brasil, de Lilia Schwarcz e Heloisa Starling:

    Em 1866 o governador de Pernambuco Jerônimo de Mendonça Furtado sequestrava bens, recebia propinas e tudo o que acontece no Brasil de hoje. E sobre isso, dizia o Padre Antonio Vieira:

    – Perde-se o Brasil digamo-lo em uma palavra porque alguns ministros de Sua Majestade não vêm cá buscar nosso bem, vêm buscar nossos bens”.

    E vasculhando um pouco mais, tudo começou com a chegada do Cabral.

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    • Mário Rubial Monteiro disse:

      Corrigindo meu comentário: No parágrafo em que cito Jerônimo de Mendonça Furtado, o ano é 1666.

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      • flm disse:

        Sim, o absolutismo (que evolui para toda as outras formas de totalitarismo) é o ovo da serpente. Mas a mudança da corte para o Rio é a invasão do país pela legião das cobras bem no momento em que o mundo despertava, como Tiradentes tinha despertado, para a alternativa que cura…

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  • Varlice1 disse:

    Perfeito e triste.

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  • rubirodrigues disse:

    Compreendo que você pinçou aspectos da história convenientes à tese que pretendia defender. A história poderia ser contada ressaltando aspectos e ocorrências distintas e virtualmente permitir até exaltar a vinda de João VI como façanha histórica e benefício para o Brasil que chegou a ser sede de império. Por essa razão dedico-me à Filosofia, em busca dos determinantes estruturais do processo evolutivo, dos quais a história factual resulta ser um acidente que bem poderia ter sido diferente sem alterar muito o rumo geral. Não defendo que apenas cumprimos um destino já traçado, mas que evoluímos dentro de limitados espaços de possibilidades e que ter ideia sobre esses espaços pode ser útil na avaliação da realidade e na definição de rumos alternativos convenientes. Defendo também o voto distrital mas penso que o nosso problema se inscreve dentro de um problema maior que envolve toda a humanidade e requer solução que leve isso em conta, condição na qual só o voto distrital não basta. Para quem se interessar recomendo os dois primeiros artigos disponíveis em https://segundasfilosoficas.org/.

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  • Dulce disse:

    Conclusao: sem solução pois mesmo com o voto distrital, que concordo plenamente, o carioca é caracteristicamente desinformado e preguiçoso…

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    • A. disse:

      Não há uma mudança que sozinha resolva todos os nossos problemas. Mas o voto distrital com recall é um enorme passo nessa direção. E tem EFEITOS IMEDIATOS!

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      • flm disse:

        Sim, efeitos imediatos e também efeitos de longo prazo.
        Com esse sistema instala-se a reforma permanente, que imita a vida. Muda-se um pouco a cada dia para acertar o rumo, fazer ajustes finos, avançar, recuar ou mudar de rota quando a necessidade assim pedir…

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  • Antonio Augusto Palumbo disse:

    Gostei do raciocínio e concordo com o texto brilhante. O comentário do filósofo rubirodrigues fica para os filósofos. Temos de agir e mudar o curso. Nasci em 1951 e ainda espero ver alguma mudança substancial. Tenho filhos e netos; desejo um Brasil melhor para eles. Continuo fazendo minha parte.

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  • Roberto disse:

    Eu já ti falei para o senhor, Seo Fernão – a gente podia doar o riu para Uganda pagando por 10 anos a receita do crime organizado – ou murar as fronteiras do estado do riu ninguém sai – ou serrar o território do riu e arrasta lo
    Para águas internacionais- pode ser q até não resolva nada, mas ia ser bonito

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  • rubirodrigues disse:

    Sra. Dulce, o meu parecer não ampara concluir que não há solução e nem significa discordar da importância e do poder transformador do voto distrital. Ao contrário, do que entendeu o Sr. Palumbo por exemplo, trata-se da questão prática de pensar como instituí-lo, acrescentando alguns complementos que viabilizem uma democracia de verdade no Brasil. Penso que uma nova constituição tecnicamente elaborada segundo diretrizes que garantam certos ideais democráticos bem definidos, se oferece como alternativa à esperar que os políticos profissionais brasileiros o façam. Com um texto convincente na mão, talvez seja possível reunir dez milhões na praça e exigir um plebiscito.

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    • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

      O que ocorreria se os milhões de eleitores fossem às praças o quanto antes – com máscara, distanciamento físico, álcool- gel… -, ou ficassem em casa de braços cruzados, não comparecendo às sessões eleitorais como manda a lei? Seria marcada uma nova data? Todos teriam bloqueados seu título de eleitor, numa espécie de terrorismo de Estado? Ou será que nossos digníssimos representantes no Congresso Nacional tomariam iniciativa (sic) para se implementar o voto distrital em terras tupiniquins, e salvar a possibilidade de continuarem sendo eleitos? Rio … Brasil… 40 graus! Ah! se o Supremo Tribunal Federal acordasse em tempo… e nos desse um paraquedas antes do fundo do poço!

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      • A. disse:

        Sr. Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut: desde quando boicote funciona no Brasil? E, SE fosse adotado, estaríamos arriscados a ser governados por candidatos eleitos por eleitores “fura-boicotes”! (consegue imaginar o nível político deles?).
        O supremo já nos equipou com paraquedas. Apenas acrescentou um lastro de chumbo e esqueceu de instalar a cordinha que abre…

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      • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

        Se o vespeiro.com convocar os brasileiros, via redes sociais, para comparecerem em todos os recantos do Brasil, nas ruas e praças, para exigirem um referendo sobre a implantação do sistema de voto distrital puro com recall, iniciativas, referendos e etc… já seria um bom começo para acordar os eleitores, que na maioria não entendem nem participam da vida política partidária.
        Será bom que haja adesão de militares, juízes, religiosos,artistas, escritores e profissionais notoriamente respeitados pela população marchando na linha de frente, com apoio de jornalistas e da imprensa em geral. Conseguir a divulgação desse evento, que será a nível nacional, nos principais jornais e televisões em torno do mundo.
        Tem que dar visão ampliada da proposta do novo sistema eleitoral,senão vai continuar sendo assunto grupos fechados.
        Achar isso ou aquilo de antemão, dizendo que o povo não apoiará é um tanto preconceituoso.
        Uma manifestação pacífica e com as autoridades de segurança dando apoio, para a livre manifestação da proposta, sem a intromissão de baderneiros.
        Um balão de ensaios para muitas outras manifestações sobre o apoio ao voto distrital puro com recall, etc…
        Não acredito que os eleitores brasileiros estejam satisfeitos em usar cabrestos eleitorais em eleiões com comparecimento obrigatório para escolher entre candidatos do tipo “não presta” ou do tipo “coisa ruim repeteco”. Com jeito vai, senão, não terá jeito nunca. Uma conquista pequena hoje, outra amanhã, e a solução surgirá.
        .

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      • A. disse:

        “Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut”, mas pode chamar de Pollyanna…

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      • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

        “mAS PARA A FORÇA IRRESISTÍVEL DO POVO, QUEM É PODER?”.
        Frase de Fernão Lara Mesquita em O enredo sinistro de Rodrigo Maia, 1 de outubro de 2020, último parágrafo.
        Dica para algum eventual novo leitor:Para acessar esse artigo do Fernão basta, ao final de todos esses comentários, clicar no lado direito da página onde está o título do artigo.

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  • Jeronimo disse:

    A solução do voto distrital e com recall, conforme já exposto aqui e em outros artigos do Fernão, parece ser a única viável. No entanto, não posso ser otimista a ponto de imaginar que seria uma solução que resolveria as coisas já de imediato, dadas as condições de educação política de nós, brasileiros (e não só dos cariocas, como comentário da Sra Dulce).
    Assim, estimo que, de início, teremos muitos problemas ao aplicar este sistema, não por causa do sistema em si, mas, por causa de uma grande parcela dos nossos eleitores que, infelizmente, não compreenderá o alcance em um primeiro momento.
    Contudo, essa fase será transitória pois, assim como a má educação permite que se eleja maus políticos, a correção gradual desta última fatia certamente resultará em sensíveis melhorias na educação em geral e política em particular.
    Sou de 1947 e também espero que os meus netos possam usufruir de tal transformação.

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  • Ines Levis disse:

    Voto distrital com recall: para quem não gosta, é como o Tiririca, pior do que está não fica. Mas pode melhorar muuuiiito!

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  • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

    O que ocorreria se os milhões de eleitores fossem às praças o quanto antes – com máscara, distanciamento físico, álcool- gel… -, ou ficassem em casa de braços cruzados, não comparecendo às sessões eleitorais como manda a lei? Seria marcada uma nova data? Todos teriam bloqueados seu título de eleitor, numa espécie de terrorismo de Estado? Ou será que nossos digníssimos representantes no Congresso Nacional tomariam iniciativa (sic) para se implementar o voto distrital em terras tupiniquins, e salvar a possibilidade de continuarem sendo eleitos? Rio … Brasil… 40 graus! Ah! se o Supremo Tribunal Federal acordasse em tempo… e nos desse um paraquedas antes do fundo do poço!

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    • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

      Ao vespeiro: peço-lhes vênia pois meu comentário das 15:21 saiu replicado ás 15:31 devido a uma digitalização errada após eu clicar o “publicar”. O que era para ser resposta ao senhor rubiorodrigues entrou também como comentário sobre o artigo de Fernão: “Por que o Rio ruiu”.

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  • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

    Fernão, seu artigo acaba por mostrar que o que aconteceu ao longo da história da Cidade Maravilhosa tem continuidade na atual Capital Federal.Seu artigo fez tremer as ossadas dos escravos, que morreram em navios negreiros ancorados na Baía da Guanabara, vitimados por epidemias, e depositadas no entorno do cais do Valongo.
    Gostaria de passagem lembrar que um tal Figueiredo, mais negociantes de escravos no Brasil correu a ofertar a D. João VI o seu palácio – sem que na porta estivessem as letras PF – na Quinta da Boa Vista, recentemente incendiado.

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  • Infelizmente não consegui publicar meu comentário. O WordPress é ruim pra burro. Pedem que assine como proprietário de um site.

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  • Adilio Faustini disse:

    Muito mimimi. Chega de colocar a culpa nos outros.”O passado é como folha morta que o tempo já levou”. Arregassem as mangas e vão a luta.O Rio de Janeiro aínda vive como se fosse o Estado da Guanabara, DF, estão esperando os Impostos de todo Brasil como era a Capital FederaL, ainda não se libertaram nem con todos os Royalties de Petróleo que recebem. Os demais Estados do Brasil crescem com muita dificuldade mas superando seus problemas.

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    • Olavo Leal disse:

      Caro Adílio: ninguém conseguiu resumir tão bem o problema como você. Parabéns!!!! Os cariocas sempre esperaram a solução vinda de fora, quando ela só depende deles mesmos, de cada um deles.

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      • A. disse:

        Os cariocas não TEM problema: eles SÃO o problema! E ninguém se resolve a si mesmo. Não tem saída!!! (a única solução é paliativa: jogar terra em cima!)

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  • Gustavo Braun disse:

    Texto corajoso e elucidativo. Nem tudo está escrito, mas um ótimo começo para o entendimento. Porque o voto distrital não é aprovado?

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    • A. disse:

      Nós pressionamos nossos pseudo representantes? Com e-mails, telefonemas, recados, redes sociais…

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      • LSB disse:

        Caro A.

        Dos 513 deputados que estão lá, 496 não tiveram votos para estar lá (ou 497, não me lembro o número exato, mas é quase 500).

        Ou seja, é muito provável que o candidato no qual o senhor votou não tenha sido eleito. Tanto o do senhor, como o da maioria da população.

        Eles não estão “preocupados” com sua desaprovação, com sua opinião ou seu desejo. Eles não precisam responder e atender ao senhor para ser eleito e/ou reeleito. Basta estar em mais “destaque” no seu próprio partido (o que se consegue atendendo não ao eleitor, mas sim ao “cacique” da sua “tribo” – e, complementarmente, sendo “destaque” na mídia).

        Para ser justo, é claro que eles “ouvem” os eleitores quanto se trata de uma questão do tipo “aumentar a pena para maus tratos aos animais”: muito ganho político com quase “zero custo” – um ou outro jurista poderia fazer alguma objeção em relação à “dosimetria”. Questões como a “legalização da maconha” também fazem eles apurarem o “faro” para as “vozes” das ruas.

        Todavia, voto distrital puro e com recall?
        Só na fantástica hipótese de ocorrem marchas, protestos, passeatas maiores (e talvez seja necessário que sejam, de fato, MUITO maiores) que as que vimos no processo de impeachment da Dilma.
        O voto distrital PURO e com RECALL é por abaixo todo o Estado patrimonialista brasileiro.

        E mesmo que o Congresso aprovasse, haveria NECESSIDADE de que manifestações continuassem intensamente para que a mudança não fosse assassinada no judiciário. Sim, porque uma vez aprovada o DESMONTE do Estado patrimonialista brasileiro, todo o estamento dependente desse sistema (JUDICIÁRIO INCLUSO) iria ao judiciário tentar derrubar a alforria conquistada alegando que, inconstitucionalmente, estaria-se acabando com o Estado brasileiro (o que, sob certo ponto de vista, é isso mesmo).

        Enfim, talvez seja melhor mandar “e-mails, telefonemas” e “recados” por “redes sociais” para o pessoal do STF e ficar esperando eles tomarem a iniciativa, reformar o Brasil, etc. Afinal, já estamos na fase de que quase só podemos contar com o Papai Noel kkkkkkk.

        Abs
        LSB

        PS: o apoio ao voto distrital puro é tão grande que não vi uma única notinha da imprensa condenando o afastamento do Fernão como articulista do Estadão.
        Ao longo da minha vida, vi diversos colunistas e articulistas de TODAS as matizes ideológicas agradecerem e elogiarem a liberdade de expressão que gozaram como colaboradores do Estadão.
        Todos louvaram a ética e o compromisso com a liberdade de expressão que testemunharam na família Mesquita.
        E agora, um jornalista com a experiência, o talento e o profissionalismo do Fernão e que, além de ostentar o sobrenome Mesquita, foi também protagonista ativo na manutenção da tradição democrática do Estadão, acabou sendo censurado e NINGUÉM saiu em defesa dele.
        Isso diz muito sobre o Brasil e nossa imprensa.

        (obs.: talvez alguém tenha escrito alguma crítica, mas não fiquei sabendo. Desculpem-me o lapso se isso ocorreu, mas o importante é que a “grande” mídia e os principais jornalistas do Brasil não “deram bola”).

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      • A. disse:

        Querido LSB (desculpe a intimidade):
        Sinceridade: quantos e-mails, telefonemas, recados, etc você já mandou para um político? Não divague: escreva apenas um número!
        Abração!

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      • LSB disse:

        Nenhum. E também nunca abracei lagoa, prédio ou soltei pomba branca.
        Sou muito realista. VDP é muito, mas muito facilmente derrubado no Supremo como inconstitucional (exclui minorias, por exemplo). Assim, de fato, só vejo uma utilidade em defender o Kit VDP RRI: “plantar” a ideia somente; para qdo o Brasil “ruir”, ela tenha alguma chance de florescer em meio às cinzas da Nação.

        Abs
        LSB

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      • A. disse:

        Ilumine uma mente-capta (a minha): que minorias o voto distrital puro exclui?

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      • LSB disse:

        Caro A.

        Se não entendeu a citação a esse crítica específica (e conhecida e também bem articulada pelos seus proponentes) ao VDP, é porque ainda não leu o suficiente sobre o VDP.

        Não vou desenvolver a ideia aqui porque é longa e não quero perder meu tempo “falando mal” do VDP. Conhecendo razoavelmente bem a discussão teórica acerca do VDP, pode-se ficar a par das críticas que ele recebe (embora, no meu caso, considerando “perdas e ganhos”, ainda assim sou um ardoroso defensor do sistema).

        Sugiro procurar mais textos sobre o tema, pois o Fernão só conta a “parte boa” (não é, talvez, a forma mais “isenta” de abordar o assunto, MAS o Fernão faz isso porque ele acabou assumindo o papel de advogado/ativista do VDP e não de analista ou mediador do debate sobre tal sistema político eleitoral).

        Enfim, esse é “cerne”, ou “resumo”, do “dilema” ou “desafio”. Os defensores do VDP nem sabem totalmente o que devem defender (ou melhor, onde serão atacados).

        Abs
        LSB

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      • A. disse:

        Não posso prosseguir nessa conversa porque não tenho a sua capacidade argumentativa nem intelectual. E só pra encerrar: quando perguntei quais minorias são excluídas do voto distrital puro gostaria de ler apenas “tal” “tal” e “tal” – meu raciocínio é muito simplista, primitivo até!
        Último abraço por hoje!

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      • LSB disse:

        Caro A.

        A questão das minorias não é da forma que o senhor colocou (tal e tal). De fato, a crítica é tão aceita que é ela que fundamenta o voto distrital MISTO.
        Procure ler as críticas ao VDP e não só os textos pró. O conhecimento do adversário (no caso os pontos “fracos” do VDP que serão IMPIEDOSAMENTE atacados SE um dia o VDP ganhar alguma fama) é fundamental à vitória (Sun Tzu).

        Abs
        LSB

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      • A. disse:

        Falei que ia encerrar mas sua atenção merece um último suspiro: não posso seguir sua recomendação em ir além: meu horizonte termina na minha janela. Sou um pássaro de voo curto…
        Abração!

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      • LSB disse:

        Caro A.

        Não se desqualifique assim. Não seja tão pouco autoconfiante. Sei que você pode alçar grandes altitudes e longas distâncias!

        Abs
        LSB

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      • fim disse:

        Essa história de que voto distrital puro exclui minorias é a mais pura falácia. É como dizer que porque advogo o VDP sou contra lutar contra o aquecimento global ou que só defende “A”, “B” ou “C” quem se apresenta com cada um desses rótulos, não pode defender mais nada.

        É uma tapeação das mais rasteiras…

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      • LSB disse:

        Pode até ser falácia, Fernão. Mas você sabe que vai ter quer ser vigorosamente combatida na eventual hipótese do VDP virar “pauta”. E você também sabe o quanto essa falácia pode ser eficiente.

        Abs
        LSB

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      • LSB disse:

        Aliás, essa “falácia” terá que ser, inclusive, combatida no STF… e com marchas, protestos, manifestações, ocupação da Praça dos Três Poderes, etc… Do contrário, o STF vai fazer de tudo para “cair nela”…

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  • GATO disse:

    Caros compatriotas conformem-se, não tem solução, caminhamos para extinção, como os dinossauros. Dialética não resolve pois quem manda está de arma na mão, milicianos sem pátria, pra não dizer mercenários da pobreza, doença e credulidade. Como afirma A. só jogando terra por cima, em cima, dos lados e por último uma pá de cal. Estamos na condição “Quem dá mais” pode ser dindin, vidas, órgãos para transplantes, terras, armas, tudo que interessar a vampiros sanguessugas “vulgo políticos”pois nessa profissão só entrou o pior tipo de ser inumano. Rezem, Rezem e Rezem para o Deus que quiserem não tem conserto não, sem sujar com sangue as mãos, não tem conserto não Chamem o Tira-dentes, vão fazer nova derrama….sem drama.

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    • A. disse:

      Mais do que o nosso dinheiro, os políticos roubam os nossos sonhos! Tem comentarista aqui que aceita melhoras nem que seja para o século futuro, pra beneficiar seus netos e bisnetos… Eles próprios já desistiram!

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  • LSB disse:

    Caro Fernão,

    Há uma certa circularidade no seu raciocínio. Explico.

    Seu artigo tem uma “primeira parte” descrevendo a degradação POLÍTICA do Rio*: em resumo, a vinda da família real, o estabelecimento “estrutural” de uma cultura política estatista e patrimonialista e a putrefação “final” com a atividade política sendo tomada por “bandidos”.

    (*que, obviamente, “aparece” na degradação da “qualidade” de vida; mas a “linha mestra” é a degradação política).

    Daí, ocorre uma “inflexão”: “o que fazer” para mudar tal cenário (que se “materializa” como degradação da qualidade de vida, mas sua “alma” é a degradação política)?
    Você responde: “A solução (…) é enriquecer. E muito!”

    Até esse ponto, então, podemos concluir que a degradação POLÍTICA só pode ser revertida enriquecendo.

    Ok, então, mas… como enriquecer (e muito)?
    A resposta: a “instituição do voto distrital puro com recall (…), mais referendo e iniciativa de fazer e recusar leis vindas de cima”.

    Então… a forma de enriquecer é revertendo a degradação política?
    (sim, porque VDP, recall, referendo e iniciativa são instrumentos para reverter a degradação política…)

    Mas para reverter a degradação política não precisamos antes enriquecer?

    Até entendo o que você quis dizer: uma mudança “simples” desencadearia um processo “dinâmico” de mudanças políticas que gerariam riquezas que gerariam mudanças políticas, etc.

    Mas isso é muito mais complicado do que aparenta ser.
    Por mais “simples” que seja o “kit” “VDP RRI”, instituí-lo no Brasil é uma verdadeira revolução (tanto nos seus efeitos quanto na DIFICULDADE de se levar a cabo!).
    Ninguém conhece, ninguém defende, ninguém se importa, ninguém quer pensar sobre isso.

    Observe um ponto:
    A ideia – ou proposta – do Kit “VDP RRI” é tão, mas tão inofensiva que seus adversários sequer dão o trabalho de criticar, lutar contra, etc.
    Ninguém sequer CRITICA o Kit “VDP RRI” !
    Não desperta o esforço sequer de suas “vítimas”.
    E isso não é por ignorância dos adversários do “Kit” (estes, ao contrário dos brasileiros, são bem informados). Só não precisam “queimar cartucho” mesmo.

    Quando, e SE, um dia a ideia do Kit “VDP RRI” ganhar alguma notoriedade, aí veremos a enxurrada de crítica e os adversários levantaram suas enormes barreiras. Aí, sim, virá a batalha verdadeira.

    Ou seja, a verdade é que os defensores do kit “VDP RRI” ainda estão lutando para que seus adversários se dignifiquem a lutar. Não conseguimos sequer chamar o outro lado “para a briga”.
    Enfim, caso a jornada hercúlea – que ainda está nos primeiros passos – de difundir a ideia do kit tenha algum sucesso, aí então se iniciará a verdadeira e mais difícil luta pelo Kit “VDP RRI”.

    Mas estamos longe. Muito longe.
    De forma pacífica e relativamente harmônica, a toada vai ser muito longa. MAS,

    1 – a inviabilidade econômica na qual o Brasil se meteu (inviabilidade considerando, é claro, nosso arcabouço jurídico) talvez derrube isso tudo de forma meio caótica; e

    2 – enquanto a elite política, econômica e, principalmente, jurídica não passarem MEDO de VERDADE, não irão mudar.

    Abs
    LSB

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    • rubirodrigues disse:

      LSB têm razão. A questão é como fazer o voto distrital acontecer. Ainda tenho cartazes pedindo o voto distrital já, que usamos na Esplanada em certa ocasião e até teve manifestantes pedindo para tirar foto, mas…

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    • fim disse:

      Sim, mas toda marcha começa pelo primeiro passo.
      a maneira de apressar isso, cf ja dito em outros artigos, é criaremos a nossa própria imprensa e os nosso próprios Think thanks.
      A principal arma do inimigo é o patrulhamento da ideia. A censura. Não dar a conhecer que o remédio existe. Eu sou a prova. Mais uma…
      A nossa é furar esse cerco.
      Quanto a riqueza/pobreza, diferencie a material como consequência da politica e refaça o raciocínio…

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      • LSB disse:

        Ok, retira a circularidade do raciocínio (e foi mais ou menos nessa linha que disse que entendi seu raciocínio).
        Temos think tanks: mises brasil, instituto liberal, instituto millenium, burke instituto. Temos uma imprensa “alternativa” (a Gazeta do Povo está com um time de articulistas fenomenal). E novas editoras surgiram trazendo obras inéditas ao Brasil.
        Isso tudo é positivo, sim. E renderá frutos, não tenho dúvidas, mas em um prazo a perder de vista… e a situação política econômica do Brasil está periclitante…

        Abs
        LSB

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  • Carlos disse:

    Obrigado Fernão ! Como sempre seu texto tem uma lucidez rara nestes tempos de “Redes Sociais” metidas a fazerem a cabeça dos inocentes úteis. Simm o desafio do cidadão está no voto distrital puro , o resto é sistema para dar as tetas aos vagabundos de sempre, muda a m…a mas as moscas são sempre as mesmas.
    Creio que a questão é: Como abrir os olhos de nossa sofrida população para lutar por isto ?
    Abraços!!

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  • Valeria Ferrara disse:

    Mais um texto oportuno para refletir, mas concordo com alguns comentários anteriores. O voto distrital sequer é tema, seus inimigos estão muito tranquilos, pois não está posto. Agora, a inviabilidade economica do Brasil aumenta a cada dia, é fato. Como colocar medo de verdade na elite psicopata dos 3 poderes? Atentados heróicos? Confesso que uma das minhas fantasias é dedicar minha velhice (quando ela chegar) a implantar bombas em certas sessões plenárias…morrerão inocentes, mas…fazer o quê? Já não morre hoje? Se a pena é inútil na mão dos maus, resta a espada?

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    • LSB disse:

      E o maior (e praticamente único) defensor do VDP na “grande imprensa”, foi “cancelado”.

      “Branca, Branca, Branca, Leon, Leon, Leon”

      Abs
      LSB

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      • fim disse:

        Se James Madison e aqueles outros 4 ou 5 pensassem como você a tranquilidade da corja seria eterna…

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      • LSB disse:

        Faço o que posso. Defendo a ideia, divulgo, indico o Vespeiro, compro livros incentivando tanto autores quanto as novas editoras que estão fazendo um trabalho heróico na publicação de obras imprescindíveis que nos eram sonegadas. Dou livros para divulgar ideias liberais.
        Até estava tentando fazer doações para o Instituto Liberal, para o Millenium e para o Mises Brasil (mas só recebem com paypal e não queria usá-lo… mas vou acabar ajudando sim).
        Até “rascunhei” um blog para você ter ideia.
        Mas, como você, tenho minhas limitações… e não vivo de criar e divulgar ideias.
        Entendo e acredito que é plantando ideias que se geram frutos. E tenho certeza, como afirmei acima, que esta irá render frutos… algum dia…
        Todavia, tenho “necessidade” (até profissional) de avaliar a “factibilidade” de ideias e projetos em um horizonte de tempo, digamos, estimável e sei que essa do VDP é uma daquelas ideias que não é viável em um prazo “mensurável”.
        O que não quer dizer que não devemos continuar “regando” o “sonho”, mas só ter consciência de que, no momento, não passa disso: um sonho muito distante e improvável.
        No mais, acho muito mais fácil e provável o Brasil se “afundar” economicamente e se inviabilizar politicamente por essa via econômica (e isso gerar rupturas e mudanças políticas radicais) ANTES de que a ideia do VDP comece a conquistar corações e mentes. E acusar-me de ser ave de mau agouro, agourento, fatídico ou mau colaborador e pouco pró ativo (e baseado só no que escrevo aqui) não vai mudar a realidade.

        Abs
        LSB

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