A conta está chegando

25 de setembro de 2020 § 12 Comentários

Até o fim do ano o Tesouro Nacional terá de renovar mais de R$ 800 bilhões em títulos que estão vencendo e captações necessárias para bancar a “economia de guerra” instalada com a pandemia. Mais de 90% disso atende apenas ao financiamento do auxílio de emergência que o torneio de bravatas entre Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro levou a explosivos R$ 600 por mês.

A questão é que os investidores perderam a confiança de que o governo consiga passar reformas que reorganizem as finanças publicas o suficiente para atender essa emergência e não aceitam os atuais juros de 2% para renovar esses títulos. A corrida pelo aumento dos juros futuros está em franca aceleração. Esses juros aumentados vão cair sobre o País Real junto com o fim da ajuda de emergência que está mantendo a economia viva na UTI…


Ficou pronto, segundo o Valor, a propósito, o projeto de Paulo Guedes para trocar a desoneração das folhas de salário das empresas por um Imposto sobre Transações Digitais. A alíquota foi fixada em 0,2% sobre débitos e créditos, com arrecadação prevista de R$ 120 bi por ano ao longo de seis anos. Em contrapartida as folhas de salários desonerariam totalmente os proventos até um mínimo e fariam um corte de 15% na contribuição previdenciária dos salários cima desse valor.

Esse e outros mecanismos com pertinência aritmética para adequar as contas públicas já são e continuam sendo, entretanto, objeto do torneio de egos entre Rodrigo Maia e Bolsonaro que  pôs o problema para correr da primeira vez. E os dois, lídimos representantes da privilegiatura, jogam na mesma direção, contrária à da pertinência aritmética…

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§ 12 Respostas para A conta está chegando

  • honorio sergio disse:

    que tal descontar em folha um percentual dos salários da privilegiatura, corte de mordomias e penduricalhos das vossas excelências e toda corte instalada neste país desde antes do descobrimento!

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    • ricardopelin disse:

      Mesmo fazendo isto, a conta não fecha. Paulo Guedes tentou fazer uma revolução nas coxas e em pouco tempo. Fazendo isto, espantou todos os proaveis investidores. Ele transformou o Brasil numa nova Venezuela.

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    • Flm disse:

      Sim, essa é a solução com pertinência política E aritmética. Mas esbarra na intocabilidade da corte. Só o o congelamentos dos aumentos automáticos vale 130 bi por ano…
      Mas o Brasil está, como sempre, condenado a conviver com a doença sem atacar as suas causas. O que diz este senhor aqui encima é … ledo engano, para sermos benignos no diagnóstico.

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  • A. disse:

    Soluções todos nós temos, honorio sergio! O nó da questão é como aplicá-las se os encarregados de fazer isso são os próprios usuários dos privilégios… Tem saída?

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  • Paulo Renan Finholdt disse:

    Aceso o estopim, correr pra’onde?!

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  • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

    Tudo indica que Bolsonaro vai acabar com a Era Bolsonaro.
    Só não entendi o que pretendem lá na Casa da Moeda do Brasil – vão privatizar ou não? – com relação a ter eventualmente outro fornecedor de tinta seca e tinta úmida para a impressão de cédulas do nosso dinheirinho, conforme foi noticiado pelo Estadão (Política,A4,24/9).
    Vão criar uma cornucópia, sob comando de quem? Como farão para atender as necessidades da privilegiatura se o Brasil atingir rapidamente o fundo do abismo? Vão dar um jeitinho inconstitucional para lançar mão do fundo soberano?
    A fome, o desemprego e o desamparo do povo nos serviços públicos essenciais são potentíssimos generais para acordar o povo a exercer cidadania virtuosa republicana? Ou vamos continuar como zumbis?

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  • Paulo Renan Finholdt disse:

    Infelizmente redes sociais têm função semelhante aos fogos de artifício aguardados em data especial, na curiosidade do momento ocioso. Sem significado, letargia do/no vazio.

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    • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

      Senhor Finholdt, quando as redes sociais convocam o povo, “favelão nacional”, ou não, as ruas e praças ficam repletas de cidadãos pressionando/ protestando por mudanças na situação que aí está e que ajudamos a existir, infelizmente.
      Vejo as redes sociais como um foro amplo, livre e tremendamente democráticas, que aos poucos vão sendo aperfeiçoadas, correndo o risco de encabrestamento por leis que, em vez de corrigir abusos, podem criar cerceamentos;censuras disfarçadas.
      Através das redes sociais podemos, como “nunca antes” pressionar os membros do Congresso Nacional a se debruçarem sobre assuntos que desejamos solução, com acompanhamento de todos os cidadãos..Pior que eventuais maus usos das redes sociais é a falta da participação do povo na vida política, não modificando os partidos por dentro, enfrentado seus “caciques”/donos e criando estatutos e programas partidários, por exemplo.
      Creio que apontamos faces diferentes das redes sociais e que se apresentam no dia-a-dia.

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  • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

    É Fernão… reforma fiscal, reforma reforma disso e daquilo, reforma, enfim, do Estado todo. Tudo por ser feito… um dia.
    Não seria muito mais producente se o Supremo Tribunal Federal fizer em tempo o que lhe compete, que,apesar dos pesares, está lá determinado na nossa Carta Magna?
    Temos todos o palpite de que a reforma, quando concluída, e se vier a ser, servirá apenas para o desgoverno Bolsonaro ter caixa para manter os privilégios dos servidores públicos federais, refletindo nos estaduais e municipais, e receber nuitos votos em 2020 e 2022.
    A despenduricalhização dos contra cheques dos servidores – incluindo os que atingem o teto em meio de carreira – é um dos pontos a serem corrigidos, assim como as faixas de contribuição para o imposto de renda dos nababos bilionários nacionais e imposto sobre enormes carteiras de propriedades particulares.
    O bom exemplo vem de cima e lá no topo está o Superior Tribunal Federal – STF, guardião de nossa Constituição Federal, e que se anuncia como tal.
    E a reforma politico-partidária-eleitoral, hein? Estão caminhando lá no Congresso Nacional deles?

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  • GATO disse:

    Mais uma vez a tungada vem pra cima dos Tontos, nunca encima do Zorro ou do Sargento Garcia. Se alguém ai está esperando que eles (STF, Senado, Camara, PR, políticos em geral) vão fazer harakiri estão totalmente equivocados, não largam as tetas da fazenda pois são férteis e sem dificuldades para mamar. Simples solução, alíquota de 50% de IR na FONTE para todos os que estão na faixa de 3% mais ricos segundo a Receita Federal do PAU BRASIL, pode ser também ao preço do metro cúbico do MOGNO R$7.200,00 com nota fiscal e tudo direitinho, neste recanto tão lindinho. VIVA A FLORESTA CORTADA NUNCA QUEIMADA.

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