Como chegamos aonde estamos

31 de agosto de 2015 § 17 Comentários

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O quadro do crescimento do funcionalismo público federal no pé desta matéria é um resumo preciso, visto pela realidade concreta da sua execução nos 10 anos que antecederam o final de 2013, dos objetivos e dos métodos do PT.

Confira os números:

Desenvolvimento social e combate à fome” é o tipo de programa que se encaixa naquela célebre definição do ex-presidente Reagan: “Devemos medir o seu sucesso pelo número de pessoas que deixam de recebê-lo e não pelo número de pessoas que são adicionadas”. O objetivo do PT é precisamente o inverso pelas razões hoje de todos conhecidas.

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O crescimento em metástase de funcionários da “Presidência da República” é auto-explicativo…

O site oficial do Ministério das “Cidades” (aqui) abre com o texto “O Programa” e segue com “Linhas de Atuação” e eu ofereço aqui e agora um prêmio a quem conseguir encontrar naquele inacreditável “lero” qualquer coisa que se possa concretamente definir e palpar.

Se o item 1 nos fala do pão, o item 4 nos diz do circo, armado, é lógico, por cima do imenso rombo aberto no casco da economia brasileira através do qual, à par da Petrobras e demais estatais e obras públicas, a Copa do Mundo e a Olimpíada ajudaram a drenar o Tesouro Nacional até a situação terminal de hoje.

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Advocacia Geral da União” e cercanias estão aí nas manchetes, mostrando a que tipo de “acordão” se dedicam, e para quê.

Justiça” (vejam lá o numerão!) é aquela dos juízes de R$ 96 mil por mes que anualmente se auto-outorgam 78% de aumento, especialmente em tempos de crise épica.

E este “Educação“; qual será a que terá conseguido 50% de aumento de quadros: a verdadeira que produz ciência, tecnologia, dúvidas e tolerância ou aquela outra de espírito mais jesuíta?

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Na curva descendente vem aquilo de que o PT acha que o Brasil não precisa: “Trabalho“, “Ciência e Tecnologia“, “Planejamento”, “Orçamento e Gestão“, “Previdência“, “Agricultura“…

A lista fecha com aquilo que o partido de Lula e Dilma tem trabalhado ostensivamente para destruir: “Saude“, “Defesa“, etc.

Seja como for, tudo que está na área verde — cada um dos funcionários que entrou na folha que você e sua família pagam, estando empregados ou não — não sai dela nunca mais por determinação de suas majestades os próprios beneficiados.

O Brasil não desatola enquanto não nos rebelarmos contra essa submissão insana que faz dos brasileiros os últimos súditos de um sistema feudal.

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§ 17 Respostas para Como chegamos aonde estamos

  • Tome por base o orçamento hoje apresentado ao Congresso vc assusta mais ainda.

    O economista Monsueto Almeida faz uma simplificação do fracasso.
    As correções de valores mesmo se vegetativas atendendo a legislação serão maiores que as receitas-orçamento fiscal- diante da retração econômica, etc etc.

    Portanto, da onde virá o dinheiro, se não de novos impostos ou aumento dos existentes? Ou o déficit continuará aumentando até quando? Até o infinito? Ou esses malucos acreditam que na atual situação tendendo a piorar alguém em sã consciência investirá no Brasil, deixando de lado a bobageira de que em crises se faz bons negócios. Sim, é verdade nos EUA e Europa, China, Russia, Índia por exemplo. Atendendo a volúpia a Venezuela, Argentina, Bolívia estão a venda. Quem se atreve?

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  • Silvio Natal disse:

    A matéria é boa mas vou fazer um reparo. Quando diz que os “juízes” de R$98 mil / mês que “anualmente se outorgam 78%” de “aumento”, especialmente em tempos de crise épica, o texto vai mal. Explico. O teto do funcionalismo é o do Supremo Tribunal Federal, que está longe de ser esse (de R$98 mil). Aliás, está longe de chegar à metade disso. O percentual de 78% a que o texto se refere não é para os “juízes” mas para um (1) dos cargos dos SERVIDORES do Judiciário Federal – os “auxiliares judiciários”. Estão pedindo esse percentual porque alegam que executam as mesmas (idênticas) atividades dos Técnicos Judiciários e, por isso, entendem que é justo ganhar igual. Já, para as outras categorias dos servidores juriciários, o reajuste pedido é de pouco mais que 50%. Muito ? Seria se fosse anual mas estes servidores estão há NOVE (9) ANOS SEM REAJUSTE, o que é um escândalo ! Para não dizer que não tiveram reajuste algum, nesses 9 anos tiveram 15%, há alguns anos – e só ! Quanto foi a inflação do período (9 anos) ? Pois é… Duas últimas observações: a) mesmo com o reajuste pedido (que em média é de pouco mais que 50%, ESCALONADO ao longo de 3 anos) os servidores terão, ao fim e ao cabo, uma perda real em seus salários da ordem de 19%. b) Se vingar a contra-oferta do governo, que é de 41% escalonados em 4 anos, a perda salarial, ao fim, será de 1/3 dos vencimentos. Tá bom ou quer mais ? E a imprensa massacra os caras.

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  • Silvio Natal disse:

    Vou fazer mais um comentário. Ainda no quesito “Justiça”, o texto confunde o orçamento da pasta da Justiça (Ministério da Justiça) com o orçamento do Poder Judiciário Federal. O Poder Judiciário, como o próprio nome diz, é um “poder” (independente e autônomo), e não recebe valores do orçamento do Poder Executivo direcionado ao Ministério da Justiça. São coisas totalmente diferentes uma da outra. Capisci ?

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  • Tudo bem. Vc tem razão quanto ao abandono das justas correções, assim como outras classes. Um país com Justiça do Trabalho não podemos esperar muita coisa. Tudo bem também.

    Economia não se multiplica por milagres. Antes de qualquer proposta o fundamental é a confiança no proposto e em quem propõe.

    O que significa que não se deve esperar nada.

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  • Uma aula do DOUTOR José Dirceu:

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  • Pior impossível. A cara do Levy diz tudo

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  • Carmen Leibovici disse:

    E os burros do Abilio Diniz e daquele outro ,que já até esqueci o nome ,dono do banco Itau ,apoiam a degradação geral.Eles têm medo do Lula ,ou o quê?
    Enquanto essas pessoas todas tiverem medo de um nada e não espernearem ,o “nada”vai se tornar tudo e ai o burro do dono do banco Itau não vai mais ter para quem oferecer contas e empréstimos e o Diniz vai morar em Paris,porque ,afinal,hoje o mundo é global para alguns e os brasileiros que se F**** no atraso.

    Não dá para acreditar que essas bestas,incluindo Janot,não enxergam…Se aqui virar deserto infértil,Paris tb virará ,mais dia menos dia ,porque essa terra é uma só.Demora,mas ninguém escapa.Ou todos nos destruimos juntos ou todos juntos nos salvamos.Eu não vejo outra saida.Agora é tudo ou nada.

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  • Estes indicados e mais outros tantos estão com a vida feita e não é de hoje. Sonho é acreditar que esses tipos vão se indispor com quaisquer governos e deles dependem ou mais ou menos.

    São e sempre serão assim, só mudando depois que, digamos, os vencedores estarão confirmados.

    Dá pra acreditar que o Bradesco faça algum comentário negativo sobre a economia, tendo por Ministro Joaquim Levy que convenientemente substituiu o presidente do Banco- preferido por Dilma- no Ministério da Fazenda?

    Se não o Trabuco pelo rabo preso, serve qualquer outro dirigente de banco grande, leia-se os 4 privados, que detém a maior parte do mercado financeiro e de clientes.

    Por isso estamos nesta merda com o PT. Mamaram a vontade junto a ” grandes” industriais beneficiados com créditos subsidiados, aqueles que a sociedade paga a diferença entre o real- nosso- e o nominal -deles.

    É mais uma das razões que nos diferem de países sérios com empresários que pensam no país e não em seus momentos felizes a forceps.

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  • Carmen Leibovici disse:

    Fernão,li hoje no ‘Estado’ que o presidente da Guatemala perdeu a imunidade e vai ser julgado pela justiça comum por corrupção…O que me chamou a atenção é que quem o acusa é o ministério público da Guatemala e uma certa Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala(Cicig).
    Dei uma olhada rápida no Google e pelo que entendi essa comissão foi criada pela ONU em conjunto com a Guatemala para garantir a tal da “accountability”naquele país,a mesma accountability que foi colocada em discussão aqui no Brasil pelo Dr.Modesto Carvalhosa.
    Não haveria como pleitear algo assim para o Brasil na ONU?

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  • Sei não!

    Ao que consta o Brasil está devendo dinheiro, e não é pouco, pra ONU em alguns órgãos, como aquela Comissão de Segurança,delírio Lulista em ser membro e que não é levada a sério desde a invasão da Hungria pelos russos no final da década de 50.

    Independentemente da possibilidade em recorrer se confirmada a dívida em primeiro lugar ela deve ser paga, sob risco da moda pegar e quebrar a ONU.

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  • Fabio de Araujo disse:

    Quando a presidente Dilma Rousseff diz que precisa recriar um imposto travestido de contribuição para cobrir o déficit orçamentário, ela mascara a realidade. O que está em jogo é a manutenção da militância petista encastelada nos ministérios e demais repartições federais que totalizam 130 mil pessoas e custam à sociedade algo como R$ 55 bilhões/ano. Quando o ex-presidente Lula assumiu seu primeiro mandato, haviam 530 mil pessoas entre funcionários concursados, contratados, comissionados etc na esfera federal. Hoje são 660 mil, dos quais 22 mil a 23 mil são comissionados. Esse adicional de 130 mil é exatamente a militância petista e de outros partidos que apoiam ou apoiavam o governo do PT. Portanto, se houver a demissão em massa dessas 130 mil pessoas ociosas, não há haveria o déficit e a necessidade de mais um imposto sobre a sociedade, se já não bastasse a escorchante carga tributária.

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    • Haja coragem em proceder como deveria. É tudo jogo de cena e como se habituaram tratar-nos como idiotas.

      Se por absurdo demitissem 5 mil comissionados a economia não seria significativa e suficiente à quaisquer ajustes, mas seria um bom exemplo à moralidade na administração pública.

      Um governo com 39 ministérios se admitir em tese que a Presidente atenda 1 por semana, o primeiro será novamente atendido daqui a 38 semanas ou seja 9 e 1/2 meses!!, ultrapassado o limite de espera da natureza humana e chegando ao da zoologia.

      Não tenha dúvida de que impostos ou mudanças de alíquota virão a cobrir o rombo orçamentário ora em R$ 30.4 bilhões e que já está aumentando, sem prejuízo da emissão de ” papagaio” federal pagando juros mais caros diante do risco e fragilidade da economia.

      Mudam os nomes mas a conta virá para nós, não será pouca e por muito tempo se a Dilma continuar no governo. Não quero dizer que com a esperada saída dela tudo mude num passo de mágica, mas sim que a confiança será restabelecida e a dor será menor.

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  • Ben disse:

    A crise econômica é uma consequência do projeto de poder do governo petista. Não houve uma melhoria na prestação de serviços públicos e os investimentos em obras de infraestrutura foram pífios. Milhões foram desperdiçados com o aparelhamento do estado e em investimentos a fundo perdido. O Brasil regrediu sob a administração petista.

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  • Saulo Mundim Lenza disse:

    A única saida para o Brasil ser um país sustentável é, diminuir os tentáculos e a sanha arrecadadora desse governo(sic), incompetente, inconsequente, corrupto e indecente.

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