E lembre-se: esse deboche continua…

28 de outubro de 2016 § 5 Comentários

O último trem para a democracia

16 de setembro de 2015 § 32 Comentários

tr6

Artigo para O Estado de S. Paulo de 16/09/2015

Contribuição do setor público” onde nenhum emprego ou aumento de salário se perdeu ou recuou nos últimos 515 anos e hoje nos custa 40% do PIB ou R$ 2.500.000.000.000,00 (dois trilhões e quinhentos bilhões de reais): R$ 10,5 bi em aumentos de quadros e salários “previstos mas adiados”; a promessa – “agora sim!” – de cumprir as leis que nenhuma polícia impõe sobre tetos de salários e gastos com mordomias indecentes; talvez um troco com o “remanejamento” do nada para coisa nenhuma dos funcionários hoje parasitando a dezena mais inútil daqueles mistos de ministérios e postos de tocaia do dinheiro público com que compra-se a “governabilidade” que não há, se e quando forem mesmo extintos.

Corte mesmo, nenhum.

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Esforço adicional” exigido do contribuinte “para compensar a redução da arrecadação” resultante do estágio terminal a que a carga de impostos anterior o levou: mais R$ 32 bi em impostos novos da espécie mais tóxica que há; outros R$ 13 bi com reversão de isenções concedidas para dar sobrevida a setores moribundos da economia; 30% daquilo que você construiu ao longo da vida e for obrigado a vender para pagar essa conta; outros R$ 10 bi, ditos “gastos públicos” mas tomados à cova com palmos medida que cabe ao povo no trilionário latifúndio do orçamento federal na forma de gastos com casas populares, saude pública e financiamento agrícola.

Cada tostão desse “esforço adicional” seria pago com empregos e salários cessantes e tragédias familiares crescentes pelo “Brasil real” afora para que o “Brasil oficial” não tenha de deslocar-se um milímetro da sua zona de conforto.

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Ok. Mas, posta de lado a indecência da proposta, esse sacrifício todo resolveria alguma coisa?

Como o que nos jogou no buraco foram o caos institucional e os impostos necrosantes que nos custam o crescimento explosivo dos privilégios dos parasitas do estado, não é aumentando a carga de casuísmos e impostos necrosantes que vamos sair dele. Ao contrário; isto vai acabar de nos matar.

O país inteiro está careca de saber disso mas como, para além da força do hábito de pensar pelo avesso aprendido nas escolas e na mídia, já não há brasileiro que não tenha um privilegiozinho para chamar de seu ou um pai, um filho ou um parente próximo vivendo do estado para pressioná-lo nesse sentido, sua língua continua travada.

Chegou a hora de destravá-la para gritar as verdades que já são tão evidentes que têm feito tremer até a mão do carrasco.

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Acabou! Não dá mais! O Brasil ultrapassou por longe a capacidade máxima da sociedade de sustentar o estado. As forças produtivas estão em desagregação e não existe alternativa senão voltar atrás todo o caminho percorrido no escurinho da falsificação sistemática de dados e o muito mais, em matéria de aliviamento de pesos, que a permeabilidade da globalização tornou imprescindível à sobrevivência de toda e qualquer economia nacional.

É fazer ou morrer!

Não há “despesas incomprimíveis”, o que há são privilégios medievais sustentados por normas medievais impostas pelos próprios privilegiados, que cairão por terra assim que decidirmos que têm de cair.

Isso e só isso pode mudar as expectativas.

tr0

É mentira que, como no passado, roubando-nos a todos “por baixo”, pela desvalorização da moeda, o governo acabará por conseguir uma saída pelas exportações. China, Europa, Colômbia, México e tantos outros dos que concorrem conosco por um lugar ao sol da globalização também desvalorizaram suas moedas mas não aumentaram seus impostos que já eram muito mais baixos que os nossos. E eles têm a tecnologia, as estradas e ferrovias, os portos e aeroportos que nós trocamos por mais ministérios, mais “ajutórios” a marajás do Judiciário e do Legislativo, mais “cargos comissionados”, mais “bolsas” de comprar eleições e outras “despesas incomprimíveis” dessas mesmas qualidade, justiça e importância estratégica, além de viverem a anos luz de distância de qualquer coisa que se pareça ao hospício burocrático em que estão condenados a operar o produtor, o contribuinte e o exportador brasileiros. Isso para não falar no completo desarmamento jurídico a que foi reduzido o empregador deste país, hoje inerme diante do assalto sistemático da “justiça trabalhista” que Getulio Vargas criou para corromper a sociedade brasileira desde o chão.

tr0

É mentira que qualquer coisa de essencial ou mesmo de importante se vá perder se fizermos a coisa certa. Não é vinculação de gastos a porcentagens do PIB nem aumentos automáticos de salários e aposentadorias sem contribuição que resolvem problemas como o da qualidade da saúde, da educação e do serviço público em geral; é “meritocracia”, aquilo que é impossível instituir mantida a estabilidade no emprego pervertida que ha hoje não para proteger mas para lesar o interesse público, a começar pelo do funcionário que trabalha. Na verdade, nada começa a ser consertado neste país antes que seja corrigida essa perversão que está na raiz de toda a corrupção que nos devora e quebrada a cadeia do empreguismo, da impunidade e da cumplicidade com o crime que hoje é o eixo em torno do qual tudo gira no “serviço público” brasileiro.

tr0

Não é com os 60 milhões de pagamentos mensais feitos de mão em mão pelo governo que se vai mitigar a miséria e resgatar a dívida moral da nação. Ao contrário, manter 120 milhões ou metade da população brasileira, contado apenas um dependente por “recebimento”, sob aquilo que José Dirceu definiu textualmente como “suborno eleitoral” para Hélio Bicudo, o fundador do PT que protocolou na Justiça um processo de impeachment contra Dilma Rousseff, vai mas é destruir para sempre essa esperança.

Chegou a hora da verdade. Muito além do limite, é daqui que, ou o Brasil salta de volta para a democracia onde a lei é uma e vale para todos, ou mergulha de vez no ralo argentino.

tr0

Como chegamos aonde estamos

31 de agosto de 2015 § 17 Comentários

ludil3

O quadro do crescimento do funcionalismo público federal no pé desta matéria é um resumo preciso, visto pela realidade concreta da sua execução nos 10 anos que antecederam o final de 2013, dos objetivos e dos métodos do PT.

Confira os números:

Desenvolvimento social e combate à fome” é o tipo de programa que se encaixa naquela célebre definição do ex-presidente Reagan: “Devemos medir o seu sucesso pelo número de pessoas que deixam de recebê-lo e não pelo número de pessoas que são adicionadas”. O objetivo do PT é precisamente o inverso pelas razões hoje de todos conhecidas.

luladil7

O crescimento em metástase de funcionários da “Presidência da República” é auto-explicativo…

O site oficial do Ministério das “Cidades” (aqui) abre com o texto “O Programa” e segue com “Linhas de Atuação” e eu ofereço aqui e agora um prêmio a quem conseguir encontrar naquele inacreditável “lero” qualquer coisa que se possa concretamente definir e palpar.

Se o item 1 nos fala do pão, o item 4 nos diz do circo, armado, é lógico, por cima do imenso rombo aberto no casco da economia brasileira através do qual, à par da Petrobras e demais estatais e obras públicas, a Copa do Mundo e a Olimpíada ajudaram a drenar o Tesouro Nacional até a situação terminal de hoje.

luladil8

Advocacia Geral da União” e cercanias estão aí nas manchetes, mostrando a que tipo de “acordão” se dedicam, e para quê.

Justiça” (vejam lá o numerão!) é aquela dos juízes de R$ 96 mil por mes que anualmente se auto-outorgam 78% de aumento, especialmente em tempos de crise épica.

E este “Educação“; qual será a que terá conseguido 50% de aumento de quadros: a verdadeira que produz ciência, tecnologia, dúvidas e tolerância ou aquela outra de espírito mais jesuíta?

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Na curva descendente vem aquilo de que o PT acha que o Brasil não precisa: “Trabalho“, “Ciência e Tecnologia“, “Planejamento”, “Orçamento e Gestão“, “Previdência“, “Agricultura“…

A lista fecha com aquilo que o partido de Lula e Dilma tem trabalhado ostensivamente para destruir: “Saude“, “Defesa“, etc.

Seja como for, tudo que está na área verde — cada um dos funcionários que entrou na folha que você e sua família pagam, estando empregados ou não — não sai dela nunca mais por determinação de suas majestades os próprios beneficiados.

O Brasil não desatola enquanto não nos rebelarmos contra essa submissão insana que faz dos brasileiros os últimos súditos de um sistema feudal.

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Vem aí o Estado Brasileiro nº 2?

5 de agosto de 2014 § 3 Comentários

g1

É manchete do Globo de hoje: incapaz de aplicar um “choque de gestão” na Infraero, a estatal que controla todos os aeroportos do país e está absolutamente roída pelos “diretos adquiridos” dos seus funcionários, o governo do PT está prestes a criar a Infraero 2, uma empresa com as mesmas funções da outra, só que livre do seu passivo trabalhista de 213,5 milhões que fica só para nós na empresa original.

A pressa no lançamento da Infraero 2 deve-se ao fato de o governo estar prestes a entregar aos seus novos operadores os aeroportos do Galeão e de Confins, o que reduzirá os proventos da Infraero 1.

Como de gestão o PT não entende nada parece que ele está embarcando na empreitada dois sócios estrangeiros – a alemã Fraport e a espanhola Aena – na esperanca de prove-la. Eu duvido. Como já tenho dito tantas vezes aqui, acredito cada vez mais que civilização é pouco mais que a presença da polícia e como nós continuaremos não tendo polícia – sobretudo uma polícia mandatada para prender “eles” também – o estrangeiro que a “eles” se associar estará, em dois tempos, “no Brasil, como os brasileiros”…

g3

Aliás não é nem de entender ou não entender de gestão que se trata. É da apropriação de todo o aparato do Estado brasileiro pelos seus supostos “servidores” que não é obra exclusiva do PT mas que se agravou substancialmente depois que ele chegou ao poder.

Como vivemos regidos pela cláusula férrea, ígnea e diamantada do “direito adquirido”, aquele que diz que quem colocou, um dia, um pé dentro do Estado, não o tira mais de lá de dentro nem morto, o que está acontecendo com a Infraero 1 é idêntico ao que acontece com todos os outros órgãos públicos brasileiros: os funcionários vão enfiando mais e mais pezinhos lá dentro até que não sobre nada para pagar a prestação dos serviços nem os investimentos necessários ao crescimento do resto da economia a cargo desses órgãos.

É isso que acontece com a educação, com a saúde, com a segurança e com a infraestrutura públicas no nosso país como um todo.

g3

Com essa novidade da entrega “de jure” do “Órgão 1” para os funcionários que já são mesmo seus donos “de facto” e a crição de um “Órgão 2” para ao menos dividir com o público o dinheiro dos nossos impostos investido nele, parece estar-se inaugurando uma nova fase da história do serviço público e das relações entre Estado e sociedade no Brasil que é difícil saber se devemos comemorar ou lamentar.

Seria aquele em que teremos de escolher entre aceitar a perda do Estado que já esta mesmo perdido e criar outro paralelo que nos conceda ao menos um pedaço dos seus recursos traduzidos em serviços, ou continuar sonhando que, um dia, pelo menos aqueles “direitos adquiridos” mais acintosos que nos deixam no mato sem cachorro, rodarão num “choque de gestão” capaz de remover 500 anos de entulho legislativo e judiciário acumulado, pedrinha por pedrinha, sempre a favor do mesmo “lado”. E ainda rezar para o Bom Jesus dos Inocentes para demorar mais para acontecer com o “Estado 2” o que já aconteceu com o “Estado 1

g3

A segunda manchete do mesmo O Globo pode ajudá-lo a pensar esse dilema. Ela informa que os gastos do governo federal sobem continuamente desde 1997, data em que pesavam 14% do PIB e a arrecadação da União andava nos 18,1% do PIB, e hoje já chegaram a 18,8% do PIB enquanto a arrecadação (só da União) passou a pesar 25,3% do PIB, aí incluído todo o enorme crescimento do PIB ocorrido nesse intervalo.

Mesmo assim, desse novo total, 72,5% já são queimados nas despesas com “aposentadorias, transferências sociais, seguro-desemprego e abono salarial”.

Quanto aos benefícios colhidos pela população em função da apropriação dessas fatias adicionais do PIB por “eles”, nem é preciso falar: você os conhece melhor que ninguém.

g3

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