Imprensa e democracia

23 de janeiro de 2015 § 20 Comentários

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Artigo para O Estado de S. Paulo de 23/1/2015

A democracia moderna não é só o resultado direto da ampliação das condições de registro, circulação e acesso às ideias proporcionado pela invenção de Gutemberg. A especialíssima arquitetura institucional que a define foi literalmente parida pelas mãos da imprensa nos 85 artigos publicados entre 1787 e 1788, em dois jornais de Nova York, primeiro, e nos de todas as outras 12 ex-colônias, depois, para convencê-las a aderir à Constituição que as congregaria nos Estados Unidos da América. Neles, depois de discutir minuciosamente a origem do Estado e do governo, a natureza da lei e da soberania, os fundamentos dos deveres políticos dos cidadãos (sob quais condições lhes convém obedecer uma autoridade) e as finalidades e limitações do poder político, James Madison, Alexander Hamilton e John Jay, mostraram, passo a passo, o que é necessário fazer para “constituir uma união mais perfeita, estabelecer a Justiça, assegurar a tranquilidade doméstica, providenciar a defesa comum, promover o bem estar geral e assegurar as bençãos da liberdade para nós e nossa posteridade” num novo tipo de sociedade consensual.

Estas mesmas definições e objetivos seguem sendo as balizas pelas quais é necessário medir cada ato e palavra dos representantes eleitos para fazer um jornalismo crítico numa democracia. Nada a estranhar. Aqueles 85 artigos, reunidos no clássico O Federalista (aqui), passados 227 anos, continuam sendo uma das mais atuais e incisivas reflexões jamais registradas sobre a natureza humana e o único manual prático de construção de instituições democráticas disponível.

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Não ha neles, porém, uma única palavra sobre a realidade vigente no final do século 18 que aqueles jornais “cobriam”. Monarquia, sucessão hereditária ou a relação entre Igreja e Estado não são mencionados. O debate que fez nascer a democracia moderna girava em torno do que se pensava em França e só falava do que ainda não havia.

Se os jornais daquela Nova York adotassem os mesmos limites que a imprensa brasileira se impõe hoje – registrar apenas e tão somente o que fazem e dizem no presente os atores do jogo político doméstico – a democracia moderna jamais teria nascido, assim como jamais se instalará no Brasil antes que essa atitude mude radicalmente.

O mais formidável obstáculo à instalação de uma democracia aqui é a esmagadora maioria dos brasileiros, virgens de experiências outras, cerceados pela barreira da língua e sem nenhuma referência do que se passa numa sociedade democrática estar convencida de que já vive numa. O que explica a trágica ilusão é que nossa imprensa proibe-se de cobrir os instrumentos da democracia real em funcionamento. Não expõe das sociedades que deles se servem senão os crimes e os desvios que negam a norma enquanto trata isto que nos intrujam a partir de Brasília como se democracia fosse, o que facilita a vida de todos quantos querem nos empurrar definitivamente para fora do campo democrático: é a democracia que leva a culpa por tudo de mal que nos acontece em função da falta que ela nos faz.

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Mais que a do modelo de negócio o que há de muito perigoso na versão doméstica das crises paralelas da imprensa e da democracia é essa natureza “silenciosa” da doença que vai mergulhando o jornalismo brasileiro numa insensata “marcha voluntária” em direção à anulação da função institucional que o torna imprenscindível tanto para os leitores quanto para a sobrevivência do nosso ensaio democrático. Seus sintomas não se manifestam naquilo que ela publica mas sim no que não publica, o que torna mais difícil a identificação do problema por diletantes. A transposição para dentro das redações, pelos especialistas certos colocados nos lugares errados que se tornaram padrão nas empresas do ramo desde que a crise do modelo de negócios se aprofundou, de ferramentas de “controle de qualidade” como o “benchmarking”, que funcionam para a afinação de padrões de governança corporativa, compõe o quadro de imunodeficiência contra essa distorção pois que, no jornalismo, produzem o efeito desastroso de, medindo-se umas pelas outras, reconfirmar todas as redações “científica” e confortavelmente num erro que tende a ser fatal e do qual os inimigos da liberdade bem sabem se aproveitar.

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Instituições são tecnologias sutilissimamente intrincadas onde o deslocamento de uma vírgula provoca, no funcionamento de sociedades inteiras, “bugs” tão paralizantes ou destrutivos quanto o mesmo tipo de “errinho” no funcionamento de um software. Avaliar sua construção e monitorar seu funcionamento com a pertinência e precisão necessárias para contribuir para o seu aperfeiçoamento de modo a fazer diferença na vida do país e dos leitores, função essencial de uma imprensa democrática e única garantia de sua sobrevivência, requer, como tudo o mais hoje, especialistas absolutamente dedicados com vasta experiência no estudo comparado da história das que as precederam e nos pormenores das instituições em funcionamento no mundo.

Se um órgão de imprensa terceiriza a orientação política de sua cobertura para o segundo escalão e não tem, nem como exemplo, o que propor nesse debate; se limita-se a repassar pensamentos e declarações alheias até quando denuncia “malfeitos” a que lhe “dão acesso”, uns para atingirem os outros, os atores desse jogo de poder viciado a que ficou reduzida nossa vida política; se restringe-se a uma crítica “moral” dos atores do nosso drama político mas mostra-se incapaz de uma crítica técnica e propositiva das instituições que, uns como vítimas outros como agentes, inevitavelmente os entorta a todos, estará se condenando a ser conduzido por suas fontes em vez de conduzir seus leitores e acabará sendo confundido com elas.

É o que explica porque a imprensa, parteira de reformas, tem ficado cada vez mais entre os apedrejados nas manifestações de seus potenciais leitores quando estes vão às ruas exigir reformas contra tudo quanto, no debate político nacional, “Não os representa”.

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§ 20 Respostas para Imprensa e democracia

  • Carmen Leibovici disse:

    O conceito é tudo.Estar permanentemente “ligado ao conceito”-estas são as 2 palavras chave- é o que nos salva neste mundo tão complexo,e ao mesmo tempo tão maravilhoso, em que temos que nos adaptar ,interagir e mergulhar também.

    No caso da imprensa não é diferente de modo algum.No caso da imprensa,o conceito básico e fundamental a se apegar firmemente ,e obsessivamente até,é : “é necessário medir cada ato e palavra dos representantes eleitos para fazer um jornalismo crítico numa democracia”.

    Somente isto.

    Depois de medidos cada ato e palavra,não só os atos e palavras dinâmicos do dia a dia mas também aqueles que já se “solidificaram”como resultado de outros atos e palavras anteriores,como o estabelecimento de uma constituição,por exemplo , o que é resta é apenas comparar os fatos resultantes com o conceito que os inspirou ou deveria ter inspirado, concluindo assim se são verdadeiros ou não.

    É isso que o público precisa saber de maneira esmiuçada,indepedentemente de qualquer “barreira da língua”ou outras tantas que possam haver.Ele precisa saber o que é verdade e o que é mentira e o porquê é mentira ,quando é mentira.

    O resto ,como “controle de qualidade” ou “benchmarking”,é técnica e não essência.

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    • flm disse:

      para ser mais exato, carmem, o mais importante não é medir mas sim por qual parâmetro se mede.
      e aí só ha duas opções: medir pela história realmente vivida e pela realidade presente (comparando desempenhos realmente ocorridos), o que requer toda uma vida de dedicação e estudo para conhecer esse passado além das instituições do presente nos diversos países, como indico no artigo, ou então medir por algum padrão ideológico, ou seja, falso, que não é baseado em nenhuma realidade vivida ou mensuravel.
      esse é o que usam as Dilmas e os PTs e nele vale todo tipo de absurdo ou mentira. no Brasil todo, com raras exceções, alias, só se utiliza esse utlimo.
      por isso estamos no brejo em que estamos.

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      • Carmen Leibovici disse:

        O que eu quero dizer é medir pelo parâmetro que temos,que é o da Constituição Brasileira,seja ela boa ou má (podemos e devemos almejar melhorá-la numa outra etapa).
        Cada ato e palavra dos eleitos por nós tem de ser constitucional,o que não ocorre na prática.É tudo uma farsa,uma tentativa flagrante de burlar a constituição,não é assim?
        É isto que eu entendo por medir cada palavra e ato.

        “constituir uma união mais perfeita, estabelecer a Justiça, assegurar a tranquilidade doméstica, providenciar a defesa comum, promover o bem estar geral e assegurar as bençãos da liberdade para nós e nossa posteridade”são as definições e objetivos que os americanos se balizam a partir de suas reflexões materializadas na sua constituição,mas não são exatamente essas mesmas as reflexões que os juristas brasileiros usaram para concluir a constituição brasileira,mesmo sendo semelhantes em princípio.Foram?Melhor dizendo:os princípios podem ser os mesmos mas o resultado final na elaboração das leis das 2 constituições é diferente.

        Não sei se é por ai ou se entendi bem o seu ponto de vista…

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      • fernaslm disse:

        negativo, carmen,
        esse papel é dos juízes. o dos jornalistas é criticar as instituições que temos, para melhora-las. e então os parâmetros dificilmente fogem daquela lista que faz parte do preâmbulo da constituição americana.
        um povo não deve aceitar um governo só por aceita-lo, do jeito que vier. ele aceita um governo por um propósito. abre mão de parte de sua liberdade para conseguir “constituir uma união mais perfeita, estabelecer a Justiça, assegurar a tranquilidade doméstica, providenciar a defesa comum, promover o bem estar geral e assegurar as bençãos da liberdade para nós e nossa posteridade”.
        pode-se incluir mais alguma coisa? não sei. pra frente disso a gente começa a entrar na intimidade de cada um com a qual o governo não deve ter nada a ver. menos? eu também diria que não. esses e não mais que esses devem ser os objetivos de um governo.
        por isso acho esse um bom parâmetro para julgar os atos dos nossos representantes. o que faltar ou não couber nessa lista deve, pro meu gosto, ser criticado, porque deveria ficar fora das atribuições deles.
        é isso.

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      • Carmen Leibovici disse:

        Talvez fique melhor se trocar a palavra conceito que usei no primeiro post por parâmetro.

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  • Carmen Leibovici disse:

    Fernão,você poderia explicar o que quer dizer com “Se um órgão de imprensa terceiriza a orientação política de sua cobertura para o segundo escalão ….”.Você pode dar um exemplo do que isso significa?

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    • fernaslm disse:

      em todas as empresas jornalisticas, hoje, a area administrativa prevalece sobre a area editorial. a crise fez isso.
      nas mais inteligentes procura-se colocar uma direçao administrativa forte ao lado de uma direçao editorial forte trabalhando em consonancia. nas menos inteligentes, misturam-se esses papeis colocando na primeira posiçao da hierarquia das redaçoes pessoas com formaçao administrativa e nao jornalistica.
      essas pessoas em geral nao têm repertorio para discutir com os jornalistas da redaçao como se deve abordar cada assunto nem, muito menos, como ir alem do assunto para abordar os fundamentos dos erros e acertos de um país com base na analise tecnica de suas instituições.
      para não dar bandeira de sua fraqueza nos conhecimentos necessários para fazer esse tipo de avaliação, eles, então, omitem-se e deixam que os jornalistas façam do jeito que quiserem.
      isso acontece quando o conselho de administracao, encarregado de gerir a empresa como um todo (e nao ha alternativa para isso), padece da mesma deformaçao: o seu lider nao entende e nao quer entender nada de jornalismo e so consegue lidar com a linguagem de administracao. por isso poe um administrativo no comando da redaçao. e pra nao dar o braço a torcer da admissao da sua fraqueza, poe a empresa toda a perder porque o produto que sustenta tudo é jornal e nao numeros ou relatorios de power point.
      e aí a vaca vai pro brejo.
      entra em cena a lei da fisica segundo a qual nao existe vacuo, qualquer espaço desocupado por uma porçao de materia sera imediatamente ocupado por outra.
      ou seja, se quem deveria dar as cartas não da e nem tem repertório para discutir porque da-las assim ou assado, o segundo escalão faz isso no lugar dele.
      e ai entra o jogo dos interesses politicos que contaminam as redaçoes para puxar a brasa para a sardinha deste ou daquele partido, desta ou daquela corrente ideologica, e o jornal se torna refem de suas fontes em vez de lider dos seus leitores…

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      • Alan disse:

        Líder de seus leitores…?!! Hahahaha…Menos Batista, bem menos…!!

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      • Carmen Leibovici disse:

        sr.alan que reponde abaixo:
        Não sei se o senhor sabe ,mas todas as empresas,seja de que forem e de que tamanho forem,têm líderes.Como uma empresa pode funcionar sem um líder???Por quê isso o surpreende tanto?

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  • Varlice Ramos disse:

    Muito provavelmente os três senhores que forjaram os artigos d’O Federalista deveria,ser maçons.
    A Maçonaria teve importante papel na formação da democracia americana.
    Já aqui ultimamente…

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    • Carmen Leibovici disse:

      Na verdade,Varlice,James Madison, Alexander Hamilton e John Jay forjaram a Constituição dos Estados Unidos ,que deve ser muito mais avançada do que a nossa,mas,infelizmente,é pela nossa que a nossa imprensa precisa se balizar,quem sabe até almejando aprimorá-la,mas ainda é a daqui mesmo que os políticos brasileiros dão um jeito de estropiar, assim como dão um jeito de estropiar a todos nós.

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    • flm disse:

      sim, varlice, foram sim.
      a maçonaria foi o primeiro ensaio de “rede mundial”. organizava-se em torno de ideias, para pregar novas formas de organização das sociedades humanas, o que implica repensar todos os aspectos da vida sob essa nova filosofia e em segredo pois que de conspiração se tratava.
      dai as regras rigidas que as inspiravam.
      vários dos liberais do tempo do Imperio, que foi o momento mais civilizado e refinado da vida politica do Brasil, foram membros das mesmas lojas maçonicas, la dos Estados Unidos, em que se reuniam George Washington e os pais da democracia americana, inclusive escravos libertos que estudaram e se tornaram vanguarda do mivimento como Luis Gama, conforme ja mostrei em artigo anterior (https://vespeiro.com/2014/05/29/deem-nos-algo-por-que-valha-a-pena-lutar/)
      foram la, aprenderam, se encantaram e vieram fundar lojas iguais aqui, para pregar as mesmas ideias libertarias.
      foi por isso que o primeiro nome do Brasil na Republica e ate 64 foi Estados Unidos do Brasil. a sugestão foi do próprio Luis Gama.

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  • Carmen Leibovici disse:

    Já entendi a minha pergunta anterior;não precisa mais responder.Mas vai aí outra pergunta:o que fazer então?fechar esta outra imprensa amoral que intenciona,mesmo que não “voluntariamente”,destruir a séria?

    Qual é a solução então dentro de uma democracia?

    A solução ,me parece, é deixar cada um fazendo o que bem entender,enquanto os sérios vão se aprimorando e fortalecendo mais e mais,tornando-se assim imunes ,até que cheguemos ao nível (espero viver para ver isso 🙂 ) em que a população será tão educada que ela própria será capaz de filtrar o bom do ruim; parará de se encantar com amenidades como casamentos gays, big brothers, fofocas em geral e algumas baixarias outras que tanto encantam o brasileiro-como ,acho, você mesmo comentou noutro dia- e a democracia prevalecerá com toda a sua força.

    Voltamos para estaca zero:EDUCAÇÃO!Educação séria e consciente é o que vai salvar o Brasil.

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    • fernaslm disse:

      em geral quem responde isso é o mercado.
      os que embarcam nesse erro desaparece se não se emendarem a tempo.
      aí vão surgindo e desaparecendo outros até que venha um que entenda a natureza da coisa e se estabelece…

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  • Carmen Leibovici disse:

    O que a Varlice comenta também é interessante porque aponta para o eventual código de ética escolhido por esses homens para basear suas reflexões.Aponta para os conceitos eventualmente utilizados e desenvolvidos por eles .Tudo é um encadeamento,o aperfeiçoamento de uma fonte.
    Velho Testamento e suas ramificações…Direito Romano…Constituição Americana…In God we Trust.

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  • Carmen Leibovici disse:

    Mas o que fazer então com a medida dos atos e palavras dos representantes eleitos-além da crítica às próprias instituições- que não corresponder *verdadeiramente*as definições acima ?As palavras e atos não precisam também ser criticados diretamente para,inclusive, serem melhoradas as instituições?

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  • […] Alguns analistas têm eventualmente abordado essa relação, mas o viés dominante na mídia dá mais visibilidade à opinião conservadora, quando não abertamente reacionária, o que impõe ao ambiente midiático essa tonalidade monocromática. No entanto, mesmo uma opinião comprometida com o reducionismo maniqueísta pode contribuir para a compreensão dessa deficiência básica da imprensa nacional, como se pode observar, por exemplo, em artigo publicado sexta-feira (23/1) pelo jornalista Fernão Lara Mesquita noEstado de S. Paulo e no seu blog Vespeiro.com (ver aqui). […]

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  • Carmen Leibovici disse:

    senhor maniqueista que comenta acima,
    Hoje em dia a única tonalidade monocromática que temos enxergado é a vermelha:aquela que não paga as contas aos organismos internacionais;aquela que tem entre seus componentes prisioneiros por roubo e corrupção;aquela que está sendo investigada pela polícia nacional e internacional no caso da Petrobrás ;aquela que deixou em frangalhos a situação econômica do Brasil a ponto de que logo logo não conseguirá mais entregar suas bolsinhas de esmola que não ensinam o brasileiro a pescar mas a mendigar,etc…Então eu não sei se entendi muito bem o seu ponto de vista,francamente.

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  • Gustavo Goncalves (Silvestre) disse:

    O pior prisioneiro e’ aquele que nao reconhece as grades ao seu redor. Fernao, ha’ algumas semanas atras voce escreveu em um dos seus artigos uma fato totalmente pertinente: a “grande midia” nao e’ o Estadao, a Folha, Veja, Globo, etc. A grande midia e’ a Dilma Rousseff, com sua Voz doo Brasil, EBC, jornalistas filiados na CUT, campanhas financiadas por estatais, etc. Pode parecer ridiculo, mas ate hoje na minha vida nunca tinha parado para pensar sobre uma coisa que agora me parece tao cabal. Obrigado.

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  • Carmen Leibovici disse:

    A bem da verdade,este atual governo do PT está infringindo algo como “direitos de governo”,se assim podemos dizer.

    Um governo -dentro do sistema que os brasileiros já ratificaram,que é a da democracia-NÃO tem o direito de agitar o povo.Esse não é o seu papel.Ele também não tem direito de “dar”nada ao povo,porque esse também NÃO é o seu papel,mas esta última é outra estória para outra hora…

    Ontem lí a entrevista dada ao Estadão pelo ministro da Cultura ,Juca Ferreira,e até agora estou engasgada com a resposta que ele deu à penúltima questão, relativa a um tal grupo chamado “Fora do Eixo”,que ele pretende trabalhar “em parceria”.

    Fui verificar o que é essa organização e a entrevista que 2 de seus 2000(!!!)membros deram ao programa “Roda viva”em 2013 e fiquei atônita!
    Este é um grupo financiado pelo governo do PT-a Petrobrás e outras fontes governamentais os financia-e é um grupo flagrantemente treinado para criar confusão e desestruturar o Estado.Seu próprio nome diz tudo:Fora do Eixo!

    Quem assistir àquela entrevista no “Roda Viva”,verá as “peças”que estão arrogando a si a tarefa de ser os verdadeiros “jovens” mensageiros da nação,ou se arrogando o título de verdadeiros e “contemporâneos”representantes da cultura e jornalismo modernos.Além disso,quem assistir,verá como são cínicos e como mentem deslavadamente.É petrificante!E é esse o “grupinho de jovens”que o ministro pretende trabalhar em conjunto!

    Como é que pode um governo eleito ,em última análise UNICAMENTE para gerir o dinheiro que arrecada dos contribuintes em prol da Nação,lhes fornecendo infraestrutura e etc,agitar essa nação através de uma organização governamental paralela;meter-se em assuntos que não lhe dizem respeito enquanto governo??

    Talvez,guardando as eventuais devidas proporções,essa turma,que é uma organização governamental paralela-repita-se!,poderia vir a se transformar numa milícia paralela.
    A história mostra vários exemplos disso em vários países,inclusive aqui pertinho,e do jeito que a carruagem anda por aqui,isso não é nem de longe impossível de acontecer sob um governo do PT.

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