Nostra culpa, nostra maxima culpa

1 de fevereiro de 2021 § 17 Comentários

São Paulo está em 7º lugar em contágio e 17º em mortes por 100 mil entre os estados. O Brasil, segundo a CNN Internacional (AQUI), em 36º em contágio e 27º em mortes por 100 mil no mundo. Democracia e lockdown são conceitos mutuamente excludentes e, sem um absolutamente radical, só possível em ditaduras totalitárias como a chinesa, não se consegue deter a progressão do vírus. Por isso, até a chegada das vacinas quaisquer que fossem as ações os resultados eram ruins para todos os governos do mundo. Fará diferença eleitoral, eventualmente, a estupidez com que uns e a sofreguidão com que outros abordaram a questão. O resto, o povo sabe com a pele, é luta pelo poder e corre por conta do “jornalismo” deletério que se faz a respeito.

O curto-circuito suicida do discurso dos governos ocupados por aquela direita que mordeu a isca da politização da doença, seja como for, resolveu o problema da total ausência de propostas capazes de mobilizar a multidão dos excluídos deste mundo da esquerda americana, e não só o dela. Na reta final da campanha, à medida em que se ia materializando o fantasma da derrota, o componente doentiamente infantil e auto-centrado da personalidade de Donald Trump deu a senha. E a união em torno da ideia de não ser Donald Trump, ainda que raspando a trave, deu conta do recado.

Devolveu-se a amabilidade. A Trump mesmo já tinha bastado, em 2016, afirmar-se como o avesso dos seus oponentes, sem acrescentar qualquer outra idéia própria aproveitável, para eleger-se. 

O persistente negacionismo da esquerda e da direita – a lá deles e as outras todas ao redor do mundo – quanto à causa evidente do naufrágio do “sonho americano” e, por tabela, da qualidade de vida de quem vive de salário em todo o mundo, e a insistência cada vez mais delirante dos dois lados em apontar falsos problemas e falsas soluções como saída, deitam raízes nos seus respectivos “pecados originais”.

O da direita carrega a culpa de ter iniciado esse círculo vicioso. O “cavalo de Tróia” teórico que plantou a semente da destruição da democracia antitruste americana foi montado por Robert H. Bork e Ward S. Bowman, da Yale School of Law, no final dos anos 60, e realimentado pelos economistas da escola austríaca em ascensão desde a Era Reagan, ao formular a tese de que ao coibir fusões de empresas que levassem a “ganhos de escala” e “reduções de preços” essa política estava lesando e não protegendo os consumidores. 

A exigência legal de um nível mínimo de competição em cada setor da economia como garantia dos direitos básicos do trabalhador e do consumidor por oposição ao objetivo único de enriquecer ilimitadamente empresários e acionistas mesmo que por competência, definida como baliza inegociável de toda política econômica democrática pela reforma antitruste de Theodore Roosevelt na virada do século 19 para o 20, passou gradualmente, desde então, a ser igualado pelas cortes americanas a “redução de preço”, sinônimo de “eficiência econômica”.

Essa foi a armadilha jurídica em que caiu para morrer o maior avanço já conquistado pela gente que vive de salário desde sempre pois hoje o mundo todo aprendeu a duras penas que essas “reduções de preços” se dão à custa de reduções de salários só possíveis num ambiente de monopolização geral da economia dentro do qual o desfrute de qualquer liberdade individual se torna impossível.

Mas como essa monopolização crescente se deu empurrada pela competição desonesta e predatória dos monopólios do capitalismo de estado chinês, o ultimo bastião do socialismo real, lá embarcou nela a esquerda do mundo à custa da traição da bandeira histórica da aliança com o proletariado que a fizera nascer e sobreviver até então. Os fatos criaram, para ela, uma armadilha dialética pois tornaram impossível chegar à verdade sem apontar o socialismo como o que é: o maior inimigo do assalariado.

À necessária autocrítica preferiu-se partir para a destruição do próprio conceito de verdade. É para seguir negando o inegável que foi preciso inflar ao nível do absurdo as bandeiras eleitorais subsidiárias tais como raça, gênero e meio ambiente a ponto dos seus portadores, os integrantes da pequena elite auto-referente diretamente envolvida na disputa pelo poder mais a imprensa que fala por ela, descolarem-se progressivamente do mundo real. 

Os sinais dessa perda de contato com a realidade multiplicam-se em todas as latitudes. Ilustro com dois exemplos da hora. 

Ao norte do equador, depois de meses de campanha eleitoral intensa e passados já mais de dois da vitória de Joe Biden, causa imenso constrangimento ver o desfiar daquele “a 1a mulher, a 1a negra, a 1a filha de imigrantes na vice-presidência dos Estados Unidos” que todo jornalista ao redor do globo declama a cada vez que pronuncia o nome de Kamala Harris. Perdeu-se a noção do quanto é ofensivo, preconceituoso, racista e misógino reduzir a isso uma pessoa … especialmente se com o objetivo declarado de combater o preconceito, o racismo e a misoginia. Marilyn Monroe, em tempos menos doentes, suicidou-se porque era referida exclusivamente pelo seu invólucro…

Ao sul, onde não existe pecado, temos o “fator quilombola”. Verdadeiros ou não, eles são “decendentes de escravos fugidos” que moram em áreas rurais doadas pelo governo. Porque estariam os índios e os quilombolas todos sob risco maior de morrer de covid que os milhões de favelados de qualquer “raça” e idade amontoados em barracos sem água nem higiene, esgueirando-se por ruelas apertadas e espremendo-se em transportes coletivos de 5a categoria? E no entanto, em plena “guerra da pandemia”, com vidas em jogo na definição da fila das vacinas, nenhum jornal, nenhuma rádio, nenhuma televisão ousou fazer a pergunta óbvia, o que dá uma boa medida do estado de saúde da mais básica de todas as liberdades, sem a qual nenhuma outra existe, neste nosso tão incensado “estado democrático de direito”, aquele que se define por ninguém ter direitos maiores que os dos outros…

Dispor um “exemplar” de cada “minoria” em um canto da sala dos governos ou discriminá-los favoravelmente na lei a pretexto de terem sido discriminados negativamente no passado, seja como for, só fará, como já tem feito, aumentar o ódio que envenena o mundo.

A questão ambiental, o ultimo pé que essa esquerda mantém na realidade, também ameaça ser expulsa dela. A única solução real para o problema ambiental, que não é outra coisa senão o excesso de nós, é aquela em que ninguém toca: controle de natalidade. No mais, as medidas que Joe Biden acaba de anunciar evidenciam os limites que a realidade impõe ao tratamento do tema. Trocar a frota do governo por carros elétricos e incentivar iniciativas de fabricação de energia limpa são manifestações simbólicas de boas intenções com algum possível efeito menos que residual num prazo incerto. Proibir o “fracking” de maciços de xisto em terras federais como preâmbulo para uma proibição total é coisa mais concreta. 

Essa tecnologia, que por pura sorte coincide com a Era Trump e foi a grande responsável pelo “boom” econômico ocorrido nela, transformou em poucos anos os Estados Unidos de maior importador em um dos maiores exportadores de energia do mundo, e no dono do gás industrial mais barato do planeta, o que permitiu a repatriação de industrias e empregos que tinham migrado para sempre para a China porque lá sujar e explorar o trabalho vil para produzir não custa nada. 

Sem dribles tecnológicos como este, tudo em que é possível mexer para competir com os monopólios estatais chineses é o acirramento das fusões e a continuação do achinezamento dos salários no Ocidente pois a China, embora sendo signatária do Acordo de Paris, não segue nem precisa seguir lei alguma nacional, internacional ou humanitária, do que dá provas todos os dias sujando para produzir, predando selvagemente todos os oceanos do planeta, prosseguindo metodicamente com o genocídio dos Uigurs, massacrando a liberdade em Hongcong, recrudescendo a repressão política interna com a criação em metástase de “campos de concentração” urbanos e investindo maciçamente na construção de uma máquina militar monstruosa que certamente tem mais aspirações na vida que desfilar anualmente na “Praça da Paz Celestial”.

E no entanto a imprensa ocidental inteira leva à sério as “lições de moral” que o onipotente Xi Jinping passa diariamente no mundo onde a lei vale mais que o governante de plantão, uma forma particularmente ofensiva à inteligência de negacionismo que justifica e garante o apoio maciço dos ofendidos à radicalização em sentido contrário dos discursos dos trumps da vida que, só denunciando o tamanho da má fé desses fariseus, elegem-se sem ter de provar mais nada.

O massacre dos empregos e dos salários do Ocidente só cessará se e quando os produtos do roubo de patentes e do esmagamento da dignidade do trabalho passarem a ser tratados do mesmo modo como exigem que sejam tratados os do desmatamento da Amazônia: com o banimento sumário dos nossos mercados e a imposição de tarifas que anulem a recompensa que hoje se dá a esses crimes de lesa humanidade.

Fora daí, esqueçam! 

Os 74 milhões de votos em Trump aumentarão a cada novo emprego perdido e a cada novo salário esmagado, até que só mesmo adotando também o modelo político chinês, como a internet dos cinco donos do FATGA (Facebook, Apple, Twitter, Google e Amazon) que contam entre os poucos a lucrar indecentemente com todas essas mentiras e distorções já está ensaiando fazer, se poderá evitar que eles sejam eleitos ou que o mundo acabe numa grande explosão.

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§ 17 Respostas para Nostra culpa, nostra maxima culpa

  • Marcos Andrade Moraes disse:

    “Por isso, até a chegada das vacinas quaisquer que fossem as ações os resultados eram ruins para todos os governos do mundo”. Que frase escrota,covarde…

    MAM.

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  • Marcos Andrade Moraes disse:

    Que esforço hercúleo vc faz para livrar a cara do homem que vc ajudou a eleger: Bolsonaro.

    Seu foco é a China e por decorrência o socialismo, a imprensa que vc detesta e o que vc entende por monopólio.

    Diversionismo em larga escala. Vc ganha pra isso ou os dividendos do Estadão lhe bastam?

    MAM

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    • Alexandre disse:

      Você votou em quem (primeiro e segundo turnos)?

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    • rubirodrigues disse:

      O que elegeu Bolsonaro foi o refugo generalizado das teses de esquerda que pretendiam acabar com a família e a identidade das pessoas e, de quebra, erotizar nossas crianças. Ao adotar tais teses a esquerda suicidou-se e a maioria dos brasileiros se descobriu conservadora e não parece razoável esperar que mude a não ser para esquerdista que não consegue perceber o que o seu time estava fazendo. Bolsonaro é o homem certo para quebrar o diabólico projeto de destruição da nação que o PT & Cia estavam realizando. Não adianta reclamar, o tempo da esquerda passou: a Pós-Modernidade está no fim. A Idade Média entrou apesar da reclamação dos imperadores, agora não será diferente.

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      • A.(sno) disse:

        Bolsonaro, depois de empossado,começou a vestir os mesmos andrajos que o PT usava. Mas pelo lado do avesso… Não é o homem certo nem nos piores delírios!

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      • Olavo Leal disse:

        Sr Rubi:
        Corretíssima a sua análise.
        Bolsonaro foi o único antídoto que se apresentou em contraponto à esquerdalha então reinante, que quase destruiu o País. Os demais “candidatos” jamais decolaram e mantiveram seus percentuais em números ridículos.
        O PR tem acertos (muitos e importantes, por serem os mais esperados pela população brasileira; daí, o apoio que continua recebendo) e erros, como se deve esperar de qualquer ser humano.
        Entretanto, suas atitudes, respostas a jornalistas etc etc são as que mais o aproximam do povo que o elegeu.
        Daí não dever mudar em nada, sob pena de perder seu mais importante apoio: o povo, aquele que acordou em junho de 2013 (fato não percebido pela maioria dos políticos e jornalistas – particularmente os esquerdinhas e os esquerdopatas -, que se mantiveram fieis às táticas até então empregadas).
        Bolsonaro foi incrivelmente fiel às suas origens e apresentou-se no momento certo como único representante da “revolta” de junho de 2013.

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      • A.(sno) disse:

        O ditado “O pior cego é aquele que não quer ver” está equivocado. O pior cego é aquele que pensa que enxerga…

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      • rubirodrigues disse:

        A.(sno) Esse acrônimo indica reverência a Sócrates o que pode ser muito bom caso indique conhecimento competente do que falou Platão, Pitágoras, Parmênides e também Hermes Trismegisto, precursor de todos. Mas pode também ser mero desejo de equiparação. A lógica é tida como lei do pensamento. Eu conheço cinco padrões distintos de pensamentos, cada um regido por uma lógica própria. Quatro desses padrões de pensamento, tomados isoladamente, justificam a sua tese de que o pior cego é aquele que pensa que sabe e também justificam as ideologias que tem atormentado a humanidade. Mas existe um quinto modo de pensar que vislumbra a totalidade que compreende e supera os quatro anteriores e por isso potencializa interpretações virtualmente mais fidedignas, embora também exija destreza no seu manejo, o que eu estou longe de alcançar. De qualquer forma o uso de múltiplas lógicas permite estimar interpretações superiores a quaisquer outras que apenas se amparem em uma delas. Nas minhas intervenções tento contribuir e ser útil, dando o melhor que posso, o que evidentemente, não me exime de cometer equívocos.

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      • A.(sno) disse:

        E é um erro mesmo defender o Bolsonaro. Mas é um direito seu… com lógica ou sem lógica!

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  • Alexandre disse:

    Concordo com quase tudo. Um trecho do qual discordo: “A única solução real para o problema ambiental, que não é outra coisa senão o excesso de nós, é aquela em que ninguém toca: controle de natalidade.” A solução real (e realista) é o desenvolvimento tecnológico.

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  • Francisco Gorgonio Nobrega disse:

    O que Trump e Bolsonaro fizeram foi dar pitaco em tratamento, melhor seria se não falassem e conseguissem um médico competente para enfrentar a questão. Também de maneira leviana buscaram diminuir o perigo da ameaça e minimizar as precauções. Com Mandetta de um lado e Anthony Fauci do outro, nada andou e a esquerda foi quem polarizou, com imensa sanha e imediatamente, a posição infeliz dos dirigentes. Também viram como ameaça um possível tratamento precoce e resolução mais rápida da pandemia, arma para criar o caos sanitário e econômico que permitiria derrotar o inimigo político. Deu muito certo com Trump, transformado em responsável pelo morticínio nos EUA, culpa muito mais associada ao complexo médico-hospitalar e à paralisia conveniente de NIH, FDA e OMS, bem irrigados pelo dinheiro da Big Pharma e produtores de vacinas. Agora que Trump se foi e Biden nada mais tem que prometer além da vacinação inteira da nação, que vai demorar, e enquanto os EUA batem recordes em óbitos, começam a aparecer respostas: NIH coloca a ivermectina junto com monoclonais e soro de convalescente como terapia possível depois que o Dr. Kory da FCCC Alliance, no Senado americano, demonstrou que há muita evidência para o sucesso do tratamento preventivo e precoce com ivermectina mais suplementos, o que poderia reduzir brutalmente a necessidade de hospitalização. Há poucos dias Christiane Amanpour na CNN internacional entrevista dois médicos que defendem uma modalidade de tratamento precoce palatável nos EUA pois não elimina o hospital da equação: no estilo Mandetta enviam o doente com COVID-19 para casa porém com um oxímetro de dedo para monitorar a saturação de oxigênio. No caso do paciente evoluir para a fase inflamatória da doença, o aparelhinho vai indicar a brusca queda na oxigenação que o paciente não sente. Sinal para hospitalização na fase 2A quando se consegue tratar e dar alta ao paciente em 4 a 5 dias, um grande progresso em saúde e redução de gastos. O tratamento precoce como faz o Dr. Cassio Prado de Porto Feliz (reeleito com 92% dos votos) praticamente elimina as mortes, um experimento real com cerca de 5.000 pacientes. O segundo aspecto que desejo comentar é sobre a questão ambiental. Para encurtar sugiro ouvir alguém que acredita que os humanos causam o aquecimento moderno, Bjorn Lomborg, porém discorda das ações propostas e seu livro de 2020 “False Alarm: how climate change panic costs us trillions, hurts the poor, and fails to fix the planet,” avalia propostas e suas consequências. Quanto à questão populacional os melhores estudos indicam que o planeta caminha animadamente para crescimento zero a partir de 2050 (cessa aumento do número de crianças). O aumento da educação entre as mulheres assim como a migração para cidades leva a uma imediata redução da natalidade que já está abaixo da reposição na maioria dos países. O problema que muitos enfrentarão é falta de gente e não excesso. Boa parte do aumento atual se deve simplesmente à maior longevidade dos vivos e não a mais nascimentos. Hans Rosling, o maior divulgador de nossa ignorância sobre os fatos do mundo, cunhou a expressão “peak children” para designar quando o número de crianças atingiria um máximo antes de iniciar um decréscimo. Max Roser (Our World in Data) estima que a população abaixo de 5 anos já está próxima do máximo de Rosling e se manteria em platô próximo de 690 milhões para decrescer mais acentuadamente depois de 2070.

    Curtido por 1 pessoa

  • GATO disse:

    INACREDITÁVEL – mas acredite, estão sendo dois os campeões de mortalidade por COVID no mundo…surprise…..quem são USA e BRASIL.
    Será que seus dirigentes máximos ou mínimos tem algo a ver com isso?
    Not yet, but……as soon as possible we can Know, e aí os livros de história vão contar para os nossos netos, como foi que se promoveu a maior liquidação da raça humana sem disparar um tiro, sem uma guerra, sem uma bomba…inha, chama-se genocídio. Mas eu amo ……. a quem, cara pálida….

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  • Juan atalla disse:

    Humildemente quero apenas afradexer o outor pelo texto excelente e com o qual eu concordo em parte e em outros pontos não tenho competência para avaliar .
    Agradeço também a alguns ótimos comentários que me ensinam também .

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