Lendo jornais 28/10

28 de outubro de 2020 § 17 Comentários

 

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§ 17 Respostas para Lendo jornais 28/10

  • LSB disse:

    Caro Fernão,

    É óbvio que as transações suspeitas aumentaram, uma vez que que se reduziu o limite para ser “suspeito”.
    O Brasil é insano!

    Uma irregularidade (normalmente um não cumprimento de algum regulamento burocrático, custoso, esdrúxulo e/ou inaplicável) vira CORRUPÇÃO pelo trabalho “primoroso” da imprensa (corrupção vende mais que pãozinho quente).
    Como reação, criam-se mais leis esdrúxulas, inexequíveis, draconianas, etc.
    Isso vai gerar mais irregularidades, corrupção, etc.
    A imprensa vai denunciar. E novas leis serão feitas.

    O Brasil é insano! Nosso país QUER ACREDITAR que um conjunto de REGRAS ultra DETALHADAS, cumprido tão FIELMENTE como um PROCESSAMENTO COMPUTACIONAL de um ALGORITMO, será a “solução” para “fazer” o Estado (ou os governos) tomar(em) boas decisões, que visem o “bem comum”, que sejam “ótimas”, “justas” e sem corrupção.

    Não vai rolar. Boas decisões necessitam de DISCRICIONARIEDADE, porém a discricionariedade só é “controlada” pelo “olho” do patrão (que é o que “engorda o porco” segundo o dito popular).

    Tentar elaborar um conjunto de regras ultra restritivas e mega detalhadas na esperança que o “decisor” não tome nenhum “desvio” maligno é simplesmente inviabilizar a administração (que gerará desperdícios, bizarrices, corrupção, etc. e FOMENTARÁ uma nova rodada de leis e regulamentos insanos).

    E a cada rodada de insanidade, as coisas pioram (pois as leis e os regulamentos se tornam cada vez mais ridículos, burocráticos, lunáticos, inexequíveis, etc.). E tome mais corrupção, irregularidades, etc.

    O Brasil enlouqueceu!

    Alguns exemplos:

    1 – há um monte de denúncias de sobrepreço durante a pandemia. NÃO COMPRO ESSA SIMPLIFICAÇÃO GROSSEIRA.
    O “sobrepreço” obviamente é calculado com base em parâmetros construídos (preços pesquisados) em TEMPOS NORMAIS.
    No meio de uma pandemia, os PREÇOS de INSUMOS PARA SAÚDE disparam!!!!!
    Óbvio ululante!
    O gestor público tem 3 opções:

    – pagar mais caro e ser chamado de corrupto pela imprensa (e o povo brasileiro, que tem “tara” em dizer que foi “enganado/roubado” – quando você fala para o cidadão que ele não foi enganado, até ouve um “ah” de decepção – vai pedir mais regras, leis, justiça, etc.);

    – dizer que só paga o preço “normal” e não comprar (nesse caso vai ser chamado de genocida e incompetente pela imprensa. E o povo vai ser revoltar novamente);

    – ou, no melhor estilo caudilhesco, tabelar preços, mandar a polícia “encampar” fábricas ou distribuidoras, acionar a justiça para poder “roubar” algum empresário e/ou comerciante.

    Não há outra opção.
    MAS o que veremos agora é a imprensa “denunciar” toda essa corrupção, o povo se revoltar, a justiça inocentar (corretamente) muito deles (e o povo se revoltar mais) e haver mais pressão por mais leis e regulamentos restritivos que, obviamente, alimentarão situações como esta.

    2 – Vire e mexe, vejo polícia “apreender” R$ 5 mil em espécie. R$ 5 mil????
    Dinheiro em espécie já virou PROVA ABSOLUTA de que o cidadão cometeu algum crime (quem prende nem sabe qual seria o crime, mas se tem dinheiro vivo – fortunas de R$ 5 mil – é criminoso). Daí é o cidadão que tem que provar que não cometeu crime! Surreal! Kafkiano!

    3 – Já avisei minha família (e preciso reforçar isso) que se alguém se candidatar a qualquer cargo público, EU serei O PRIMEIRO a CALUNIAR, inventar MENTIRAS e tudo que for possível para acabar com a candidatura do parente.
    Simples assim!
    A lei é tão autoritária, draconiana, totalitária para dizer a verdade, que eu NÃO ACEITO PARENTE MEU na política. Simples assim.
    Não quero um estado policial na minha porta porque um primo que vejo a cada 10 ou 15 anos resolveu ser vereador ou deputado.
    Vou mentir mesmo, vou caluniar mesmo (acabo com a carreira política do “primo” pois TODO MUNDO VAI ACREDITAR EM MIM) e as desavenças pelas mentiras trataremos na família.

    Enfim, enquanto o brasileiro não entender nada de administração, de economia, de produção e das regras/regulamentos que regem o Estado brasileiro e, ao mesmo tempo, continuar com o vício de “se sentir enganado e roubado a cada 5 segundos” alimentado pela imprensa “imparcial”, “responsável” e “investigativa”, tudo só vai piorar (haverá cada vez mais “corrupção” que impulsionará mais regras esdrúxulas e bizarras que gerarão mais corrupção, etc. etc. etc. – e a imprensa fazendo sua parte… lindo).

    Bom, o tema mereceria um longo ensaio ou “estudo”. Mas acho que já deu para “passar a ideia”.

    Abs
    LSB

    PS: quanto à inflação: bem, o que dizer do obeso que planejou perder 60 Kg em 1 ano e, perdendo 45 kg em 6 meses, resolveu engordar novamente porque a meta para esse prazo era de 30 kg?

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  • A. disse:

    “NÃO ACEITO PARENTE MEU na política”
    – Meus pêsames por pensar assim, caro sr. LSB! É isso mesmo que a “corja quer”: que os bons nunca os importunem…
    Abração!

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    • LSB disse:

      Errado, A.

      Vá lá você para experimentar o “gostinho” do Estado brasileiro. Depois, quando ser enquadrado, vai acabar falando EXATAMENTE o que todo político fala: “são meus adversários políticos”; “é um Estado policialesco”; “a imprensa persegue”; “não há irregularidades”; etc e tal.

      Aí a gente fica aqui tirando um barato na sua cara e xingando, fazendo meme, etc. Enfim, ficaremos lamentando por nosso país e se perguntando retoricamente quando teremos “bons homens públicos que não se corrompem”…

      As leis estão erradas. Pronto e ponto.
      De fato, conscientemente ou não, são feitas ou para afastar os bons ou corrompê-los.
      Entre em um partido e veja se consegue não ver ou acabar com o “caixa 2”, por exemplo.
      (o NOVO está utilizando recursos próprios dos filiados… ainda… quero ver quando encarecerem as campanhas considerando que as doações privadas estão praticamente proibidas… exceto marginalmente).

      Enfim, conheço suficientemente bem os regulamentos e a atuação do Estado para querer ficar bem longe (ou o máximo possível).
      No mais, se quiser mudar isso, você é tachado de revolucionário, louco, insano, destruidor da democracia, lunático, irresponsável, etc etc etc.

      Como já disse aqui diversas vezes: o Brasil vai mudar depois do colapso que estamos meticulosamente construindo.

      Abs
      LSB

      PS: politicamente, só topo participar (ativamente) de MOVIMENTO CIVIL.

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  • Gilson Almeida disse:

    Como lembrou, Fernão Lara Mesquita, em um dos seus artigos:

    O Brasil é um País onde: Puta goza, Traficante é viciado, Cafetão Tem ciúmes e Povo pobre é de direita.

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  • LSB disse:

    Caro A.

    Li a entrevista recomendada.
    Eu me alongaria muito se fosse fazer uma análise mais meticulosa, mas vou pontuar alguns raciocínios:

    1 – ela critica os bons que “fogem” da política, MAS está deixando a política porque julga (exagerando) “inútil” (no sentido de que não se consegue “avançar”);

    2 – ela aprendeu isso na prática, MAS poderia alguns aprenderem apenas ouvindo e observado SEM precisar sofrer danos de todas naturezas para depois desistir?

    3 – Aqui a questão mais, ao meu ver, tanto “problemática” quanto difícil de “expor’: a cidadã é simplesmente mais do mesmo um milhão de vezes!

    A “participação” do povo e dos bons, na sua concepção, depende da “educação política” a ser fornecida pelo…. tchan tchan tchan… O Estado!
    E tal educação não é fornecida porque… tchan tchan tchan… a verba não saiu, fulano não assinou,não sei quem vetou, a “Câmara Jovem” foi sabotada, o “agente comunitário” foi cortado pelo prefeito, etc etc etc.
    (em resumo: culpa da “ingnoracia” do povo não tratada pelo VERDADEIRO CULPADO…o Estado).

    Fizemos “mingau” da cabeça do brasileiro! A lavagem cerebral foi tão forte que ele não consegue pensar FORA DO “ESPAÇO-TEMPO” ESTADO. Toda ideia, toda possível solução aventada, toda ação conjecturada, INVARIAVELMENTE parte de uma ação do ESTADO!
    Isso é insano!
    Ela sugere que SÓ DENTRO DE PARTIDOS é possível discutir política. ISSO É INSANO!
    Um país que você precisa se filiar a um partido para participar politicamente é um país DOENTE. A China é assim… (e só tem uma opção de partido).
    (e isso se torna óbvio quando pensamos no VDP, no recall, na iniciativa e referendo confirmatórios MIL VEZES descritos aqui no Vespeiro).
    Ademais, nossos partidos têm donos e quase todos, para dizer em um bom português, “não prestam”.
    Outro ponto é que PARTIDO tem que ser PARTIDO (tomar parte). Discussões a afinações políticas internas devem ser marginais, excepcionais, acessórias, etc.
    Um partido não deve ficar discutindo o sistema eleitoral e as competências dos entes da federação, ou ainda, o sistema de governo (essas coisas DEVEM ESTAR NO DNA de cada partido!!!!!!!).
    Se uns defendem uma monarquia parlamentar que entrem no(s) partido(s) que tem como filosofia política tal sistema! E assim por diante…
    Mas os partidos políticos brasileiros são colchas de retalhos ideológicas! E a distinta vereadora acha lindo, divino e maravilhoso que os “embates” políticos que deveriam haver ENTRE PARTIDOS ocorram DENTRO DOS PARTIDOS.

    ISSO É INSANO!

    Acontece que é impossível os partidos serem partidos no Brasil. Simples assim.
    E por quê?
    Porque centralizamos ABSOLUTAMENTE o país (juridicamente, fiscalmente, administrativamente, politicamente).
    Nos EUA não existe UM partido republicano e nem UM partido democrata. De fato, existem MILHARES de partidos democratas e MILHARES de partidos republicanos.
    Um para cada condado/cidade!

    No âmbito NACIONAL, tanto o partido republicano quanto o democrata precisam conquistar a simpatia e/ou concordância de todos seus apoiadores em TODO TERRITÓRIO AMERICANO.
    Mas, mas, mas… as questões que são “tratadas”, “decididas”, “abordadas” em âmbito nacional são relativamente POUCAS (política externa, guerras, etc.).
    (há uma tendência à centralização nos EUA, MAS isso é obra dos democratas – a esquerda americana. A centralização é “obsessão” da esquerda, uma vez que suas “propostas” necessitam de centralização).

    Daí que, cada Estado Americano pode ter cada um, em âmbito estadual, um partido democrata e um republicano (ou seja, 50 partidos “estaduais” republicanos e mais 50 democratas). Muitas coisas são decididas nos Estados.
    Obviamente, tanto democratas quanto republicanos mantém seus “visões” políticas em cada Estado, MAS acaba havendo diferenças entre democratas de dois Estados diferentes assim como entre republicanos de Estados diferentes.
    Tais diferenças podem ser tão grandes (principalmente considerando coisas “comezinhas” do dia a dia, do tipo, privatizar ou conceder ou não um parque) que um republicano de um lugar pode apoiar um medida que é defendida por um democrata em outro Estado.
    Assim, tanto o partido democrata quanto o republicano – ambas mantendo suas “linhas políticas” – podem se adaptar em cada Estado.

    E em cada cidade/condado, também funciona da mesma forma, uma vez que a maior parte das decisões do “dia a dia” ficam na cidade mesmo (e não tem judicialização porque é competência da cidade/condado e pronto. Não se discuti, então; vota-se… localmente).

    Aqui no Brasil é o contrário. Até normas de ordenamento urbano são definidas (ou “acabam definidas”) em âmbito nacional!!!
    Tudo, tudo, tudo acaba tendo, NO MÍNIMO, uma limitação, uma restrição, uma diretriz (uma “submissão” para ser mais exato) definida por alguma lei federal.
    Aqui, TODA E QUALQUER questão política, jurídica, fiscal, administrativa ou orçamentária se TORNA UMA QUESTÃO NACIONAL a ser discutida e decidida pelo Congresso Nacional e VALIDADA pelo “Supreminho” (que, obviamente, não se pronuncia de ofício, mas espera décadas até que as ações cheguem em Brasília – além do fato de decidir e desdecidir e decidir de novo para novamente desdecidir).

    Obviamente, é impossível qualquer partido ter um programa coerente e ultra detalhado sobre todas as questões importantes em um país e QUE TENHA A CONCORDÂNCIA de pessoas de locais tão distantes, tão diferentes, etc.
    O “liberal” do RS não concordará com tudo ABSOLUTAMENTE com o “liberal” da Bahia que também não concordará em todas as questões com o “liberal” do Maranhão e nem com o do Amazonas.
    São realidades muito distintas. Impossível uma receita única.
    E isso vale também para o social democrata, para o conservador e até para o socialista (a produção é extremamente diferente em cada canto do país).
    Assim, nossos partidos são INEVITAVELMENTE colchas de retalhos ideológicos, “coração de mãe” (sempre cabe mais um), incoerentes, etc. etc. etc.

    E o NOVO já caiu nessa armadilha, by the way…

    Para concluir, então:

    – A vereadora está certa que hoje já é impossível mudar alguma coisa;

    – Está errada quando acha que o caminho é mais do mesmo (o Estado “educar politicamente” e o cidadão “participar” de partidos políticos);

    – nosso inferno está sustentado (1) nessa hiper ultra mega centralização política, administrativa, jurídica e, principalmente, FISCAL e no (2) nosso sistema representativo eleitoral que impede a participação popular (VDP+recall+ candidatura avulsa+voto não obrigatório+partidos locais);

    – e NADA, NADA, NADA disso vai mudar por dentro do sistema (entrando em partido, candidatando-se, etc.). Você é “corrompido” antes que se perceba disso. O sistema NÃO IRÁ MUDAR por si só (e depois que você entrar – “para mudar”, é claro – mais rapidamente do que você imagina, você estará defendendo tudo isso);

    – a única POSSIBILIDADE REAL de mudança é por meio de movimento(s) civil(is).

    Abs
    LSB

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    • flm disse:

      Nem sequer fui à ultima gota da sua descarga de bilis, caro LSB, mas lembro:

      – Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. O lugar onde se o enfiam as excelências diz muito sobre a verdadeira natureza do dinheiro em espécie…

      – Quanto às leis que traduzem o nosso sacrossanto amor ao “empilhamento de erros” muito ja falei disso neste site e estou de acordo: o que cura isso é uma única lei muito simples, a da “democracia representativa” onde só o representante pode tirar a imunidade do representado, e pode fazer isso por qualquer motivo, a começar pelo excelente de não se sentir bem representado. Demitir é, em resumo, um elemento dissuasor muito mais poderoso que todos os que a polícia nomeada pelo policiado tem.

      – Voto distrital puro resolve metade desses problemas pelo lado da demanda. Se só tiver de se candidatar pelo seu distrito, toda as qualidades hoje dispensadas no candidato tornam-se imprescindíveis, ao mesmo tempo em que fazer campanha fica baratíssimo.

      Livre-se, portanto, de tantas emoções. Esse assunto só se resolve bem em outro departamento do cérebro.

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  • LSB disse:

    Na frase do Tim Maia não tinha esse “pobre ser de direita”. A terceira parte da frase SEMPRE foi polêmica e diversos “finais” alternativos foram criados. Esse “fenômeno” teria ocorrido porque, originalmente, a terceira parte era “sem graça” e daí, naturalmente, quem contava o “chiste” acabava mudando o final que era sem graça para um que viesse mais “a calhar no espírito do momento” (um amigo músico me contou há muitos anos atrás que a frase original terminaria com algo do tipo “o e japonês do som não entende nada”). Talvez o livro do Nelson Motta traga alguma informação (ainda não li, mas está na “lista de desejos”).
    Essa do “pobre ser de direita” foi uma das “versões” surgidas e que foi adotada pela maioria dos colunistas sociais. Por isso muito gente cita. Fernão citou, mas incluiu mais coisas ainda na frase.

    Abs a todos
    LSB

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