Lendo jornais 28/10

28 de outubro de 2020 § 17 Comentários

 

O PT é que é a fraude

1 de novembro de 2014 § 34 Comentários

adilmahel

E os juros subiram mais rápido do que jamais sonhou Armínio Fraga!

A menos de 24 horas do fechamento das urnas o anúncio: “procura-se um banqueiro para o Ministério da Fazenda”. A 48 aqueles que puseram o país à beira de uma guerra gritando para os pobres que os “filhinhos de papai” que “plantavam dificuldades para colher juros” vinham vindo pra “esvaziar os pratos de comida dos seus filhos” mandam aumentar os juros. A 72 ficamos sabendo que as contas públicas estão destroçadas. R$ 20 bi de rombo só em setembro, a véspera. Imagine em outubro, o mês da eleição!

Passamos do ponto de não retorno. No ano são quase R$ 100 bi de deficit quando a lei pede R$ 80 de superavit. R$ 180 bi de diferença e isso é só o começo do começo porque daqui por diante é emprestar dinheiro dos banqueiros internacionais só pra pagar juros. É juro em cima de juro e cada vez mais caro.

A indústria do álcool, a do petróleo e a de energia elétrica estão devastadas. É o sangue da economia que ou dobra de preço ou não volta…

Essa Dilma é uma bomba de neutrons. Mas a presidenta é só uma representanta. O PT é que é a doença. O PT é que é a fraude. É gente que atrai criança com fome agitando comida mas não entrega! Na hora da dentada arranca ela da boca dos trouxas.

adil

Voltamos à trilha do “companheiro” Sarney com aquele brilhante “modelo” de expansão do consumo sem aumento da produção que eles arrotavam para o mundo de dedo em riste. As populações carentes que segurem os seus pratos de comida porque vem aí um imenso Maranhão.

Ou então, que comam bolos!

E daí que quebramos o país? Importante é tomar o poder e não devolvê-lo jamais. Não me venham com esse moralismo burguês! Mesmo porque na Brasília dos indemissíveis não tem crise….

Estelionato? Tá pensando em reclamar na Justiça? Chegou tarde. Ela é que está reclamando do pouco que você lhe paga pelos excelentes serviços prestados: o STF acaba de determinar ao Congresso Nacional que examine a “proposta” dele, de 22% de aumento para o Judiciário e o Ministério Público, e não os 5% que estão na proposta de Orçamento. O resto vai no arrasto da “isonomia”. Lá entre eles eles se entendem…

União nacional? Mas se a Dilma não se entende nem com o PT! Já era! São 54,5 milhões pra um lado e 58,2 pro outro, somados Aécio e os brancos e nulos (fora as abstenções). Secou a nascente do rio São Francisco, o “Rio da Unidade Nacional”. E a guerra Rio x São Paulo pela água dos formadores do Paraíba do Sul já está marcada.

adil

O bicho homem se une na fartura, como a que há em Brasília. Na escassez é a guerra, e nos termos que o Lula pautar. Os fatos que se danem. Já está no ar a próxima temporada dessa hipnotizante novela que anda pra trás em que ele nos conta, sempre com reviravoltas surpreendentes, o que é que, “nâ verdadii”, nós fizemos ontem, “vejââ“, apesar de tudo que nós pensávamos que nos lembrávamos, “ô sejââ“, quem são os verdadeiros culpados por hoje, passe o tempo que passar, esteja quem estiver no comando do navio.

Esse jogo já foi jogado e decidido lá atrás, nas nossas escolas e universidades. Somos um país de “cães de Pavlov” a quem não é mais preciso atirar o biscoito dos fatos. Basta a campainha pra todo mundo salivar.

Pros 58,2 milhões de “filhinhos do papai” eles já têm o remédio. Pois não é que no mesmo dia em que o Gilbertinho da Participação Popular dava de ombros pra dizer que abortar o Decreto 8243 era coisa de paranóico que vê comunista debaixo da cama, o ministro que cuida daquelas milícias que dão tiro na cabeça de manifestante na Venezuela, Elias Jaua, estava em Guararema dando aula de revolução pro MST a convite da Dilma, enquanto a secretária dele era presa em Guarulhos tentando desembarcar com um 38 carregado na bolsa?

Gente finíssima!

E os jornalões e as TVs, o que é que acharam disso? Não acharam. Nem do fato eles tomaram conhecimento. “Cães de Pavlov“…

adil

Desmontar o 8243 são dois trabalhos. Esperem e vocês vão ver. A coisa vai ficar preta, e vai ficar preta por nada. Aguente quem quiser esse pessoal que vota “conscientemente” nisso, dizendo que “acredita” sem ter a desculpa de depender deles pra sobreviver até amanhã. Quem não acredita é o PT. Até os burros já entenderam. De modo que o que sobrou, sobrou porque também é.

Tudo isso é só pra “don Lula, O Fabuloso” poder continuar nos atirando os seus monólogos, como um Fidel rejuvenescido, como um coronel Chavez redivivo, e para “dona Dilma, A Impermeável“, a filha esquisitona do rei, seguir nos atirando seus números lá de cima do seu olímpico isolamento sem nenhuma contestação.

Isso vicia brabo!

Viram aqueles dois serviçais pressurosos segurando os guarda-chuvas até o último degrauzinho pra que o sol não tisnasse as augustas cabeças da família presidencial ao embarcar na sua carruagem-helicóptero para a Bahia?

Pois é disso que se trata!

Utopia o cacete! Nunca subestime o peso desses pequenos luxos orientais nas grandes tragédias da humanidade. É só olhar pra trás que você vai constatar que todos os potentados do passado só concordaram em abrir mão dos seus depois que suas cabeças foram separadas dos seus corpos.

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A “bola” está rolando de novo

4 de dezembro de 2012 § 3 Comentários

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Editorial de O Estado de S. Paulo comentava hoje que mesmo com o crescimento do PIB desacelerando de 7,5% ao ano em 2010 para 2,7% em 2011 (e metade disso em 2012), a arrecadação de impostos continuou subindo, batendo recorde atrás de recorde.

A fatia da riqueza nacional apropriada pelo setor público no mesmo período passou de 33,53% do PIB para 35,31%, saltando 1,78 ponto percentual do PIB de um ano para o outro.

Os três níveis de governo comeram R$ 1,463 trilhão, o que equivale a R$ 4 bilhões por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.

Em 2012, como sabemos, o quadro piorou mais um pouco.

Diz o governo que o crescimento da arrecadação maior que o crescimento da produção deve-se ao aumento da formalização de empresas e empregos, o que, em parte, é verdade.

bola6A predatória desordem tributária brasileira explica-se pelo fato dos impostos terem sido sempre criados de qualquer jeito de modo a fechar a conta dos gastos dos governos mesmo com a sonegação com que podia-se contar como certa. No meio do caminho a informática entrou em cena e a economia, por excelência, migrou de malas e bagagens para o universo virtual. Sendo ambos – o universo virtual e a economia – representações matemáticas do universo real, uma coisa nasceu para a outra.

Um dos efeitos colaterais dessa mudança foi que a “informalidade da atividade econômica”, seja da empresa, seja do trabalhador, armas de sobrevivência que faziam funcionar segmentos da economia que de outro modo teriam sido mortos antes pela competição globalizada, foi se tornando impossível numa realidade em que o resultado produzido por ambos é controlado por computadores, disso decorrendo que a sonegação teve uma redução drástica.

O fato é que a carga tributária brasileira foi sendo empilhada com o pressuposto de que jamais seria cobrada inteira e agora passou a ser.

É o que está nos expulsando em velocidade assustadora da competição mundial.

bola8

Como viviam de “jeitinhos” que sempre tornavam possível escapar de pelo menos parte dos ataques dos predadores tributários das três esferas de governo e ainda levar vantagem sobre os competidores que pagavam seus impostos, os produtores brasileiros nunca se organizaram para exigir uma ordem tributária decente.

Agora estão no pior dos mundos, sobrevivendo dos afrouxamentos no gasnete que o governo, aqui e ali, concede a setores escolhidos da produção.

Mas o pior não é esse aspecto do problema. O pior é que, nestes 10 anos que passou nadando em ouro o Estado brasileiro não fez mais que tornar-se morbidamente obeso.

Não temos melhores escolas, hospitais, estradas, portos e aeroportos hoje do que tínhamos ha 10 anos, muito pelo contrário. Temos é muito mais ministérios, funcionários públicos, sindicatos, “ONG”s entre aspas e partidos políticos para nos atazanar a vida e esvaziar os bolsos.

Temos um país atulhado de automóveis mas sem estradas para eles rodarem e uma “nova classe média” que não ascendeu pelos degraus sólidos da educação e do ganho de produtividade mas sim foi artificialmente guindada até a condição de consumir os ilusórios confortos “made in China” outorgados nas vésperas de eleições a custa de endividamento galopante.
bola7

Em 2002 devíamos R$ 212 bilhões a financiadores estrangeiros e R$ 640 a banqueiros brasileiros. Um total de R$ 851 bilhões. Em 2007 Lula “pagou a dívida externa”, isto é, trocou-a por dívida interna com juros mais altos. Hoje estamos batendo em R$ 1,5 trilhão de dívida interna líquida (R$ 2,5 trilhões de dívida bruta).

Mas é na aceleração da velocidade do crescimento dessa conta que está a indicação segura de que caminhamos para um desastre.

Quase 1/3 desse valor vazou nos últimos três anos pelo ralo lateral dos bancos oficiais que desde 2009, a pretexto de fazer frente à crise internacional, passaram a ser autorizados pela Medida Provisória 453, a emprestar dinheiro do Tesouro Nacional em vez de se financiar com o dinheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador e com captações externas a juros baixos como faziam no passado. De 16 de junho de 2009 quando a MP foi transformada em lei pelo Congresso e o BNDES emprestou os primeiros R$ 100 bi do Tesouro Nacional essa conta multiplicou-se por quatro. Está chegando a R$ 400 bi de um total de R$ 538 bi emprestados pelo BNDES no período 2009-2012. Esse total dos últimos três anos é 65% maior que os R$ 327,4 bi emprestados pelo BNDES nos seis primeiros anos do governo Lula (2003-2008). E dobrou só nos últimos dois anos.

Ou seja, o Tesouro Nacional emite títulos de dívida e os vende a juros de mercado aos bancos brasileiros, “empresta” o que arrecada ao BNDES, à CEF e ao BB, que os repassa aos escolhidos do rei com juros menores que os que o Tesouro (nós) fica(mos) devendo.

bola10

E para quem tem ido esse dinheiro?

63,5% do total para empresas gigantes que têm todas as condições para se financiar no mercado ou até fazendo captações baratas no exterior. Aquela turma de 28 monopólios (ou a caminho de sê-lo) da indústria de base que se senta em torno da mesa da presidente no tal Conselho de Gestão e compartilha com o BNDES e os fundos de pensão do funcionalismo a propriedade daquela infraestrutura toda esboçada no PAC mas que nunca consegue se desembaraçar dos defeitos de concepção com que nasceu e sair do papel tais como as hidrelétricas da Amazônia, os portos e os aeroportos que não decolam, os já folclóricos trem bala e transposição do Rio São Francisco e o resto que você já sabe.

Para a pequena e micro empresas coube 21% do bolo. Para as médias, 11,8%. Os barões seguem comendo filé e o povo ficando com os ossos.

E não é mais de dinheiro real que se trata. Só a conta do BNDES que começou a voar em junho de 2009 já pesa, hoje, 21,7% da dívida líquida brasileira (de R$ 1,5 tri).

A sinistra “bola de neve” que o Plano Real deteve a custa de tantos sacrifícios, está rolando desenfreada de novo.

bola5

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