A esperança da família
21 de outubro de 2012 § 2 Comentários
E vai se tornando torrencial o pinga-pinga de “notícias” a respeito da nova “esperança da família” da “esquerda honesta”, aquela que já não consegue negar que o PT é aquilo que o ministro Joaquim Barbosa e seus oito mosqueteiros mostraram que é.
Os jornais deste domingo estão um festival! Não ha quem não pendure ao menos uma notinha a respeito.
Onde se vê que anda mesmo espessa a escuridão para Oeste do centro…
O tal Partido Socialista Brasileiro que se quer fazer nascer como “alternativa” à esquerda podre petista é aquele que foi do avô e hoje é do neto Eduardo Campos, governador de Pernambuco, cuja mãe, Ana Arraes, filha de Miguel, é deputada federal por PE e, apadrinhada pelo filho, foi guindada ao Tribunal de Contas da União.
Até aí, só os bons e velhos coronelismo, nepotismo e espírito de clã que vêm desde as sesmarias e estão sendo tão eloquentemente encenados em seus métodos de ação e componentes mais íntimos e recônditos na versão ora em exibição de Gabriela na Globo.
Mas é só isso?
Negativo…
Don’Ana já entrou no tribunal encarregado de zelar pelo bom uso do dinheiro publico com o telhado de vidro em pandarecos, flagrada que foi na contratação da “empresa locadora de automóveis” especialmente criada para a ocasião pela filha (Renata) do motorista, Esmerino Ferreira, de seu filho governador.
Filiada ao PSB em outubro de 2009, uma semana depois de “vencer a licitação”, Renata levou R$ 540 mil em contratos com a sua BSB Locadora, R$ 8 mil de “capital social” e “endereço” numa sala fechada na periferia de Brasília, o que melhorou muito a sua condição de funcionária terceirizada do Ministério da Ciência e Tecnologia, a parte que sempre coube ao PSB no latifúndio do governo Lula.
Mas, na boa tradição dos que têm a especial prerrogativa de “errar” sempre “para o bem”, Don’Ana “não abaixou a cabeça”.
Sua primeira grande providência no novo cargo foi rasgar os pareceres técnicos do próprio TCU e decretar retroativamente “legais” os expedientes antes julgados ilegais pelo meio dos quais Marcos Valério, ninguém mais ninguém menos, desviava dinheiro de estatais atendidas por sua “agência de publicidade” para o PT, entregando a ele em vez de devolver a elas os descontos obtidos junto a veículos de mídia.
R$ 106 milhões foram assim tungados somente ao Banco do Brasil para constituir o caixa do Mensalão.
Vinha de longe essa armação.
O processo do Mensalão estava em montagem desde 2005 e esta era uma das principais provas da peça de acusação do Ministério Público Federal. Quem “pegou” o sutil ponto e inventou a lei que Don’Ana viria a consagrar foi ninguém menos que José Eduardo Cardoso, logo feito Ministro da Justiça de Lula, que se encarregou de sancioná-la em 2010.
Bingo!
Conclusão: quase nada diferencia o PSB do PT por baixo dos ternos Armani da preferência das oligarquias canavieiras ou dos macacões do sindicalismo pelêgo made in São Paulo.



AH FERNÃO – que tristeza. E parece que vamos perder tb a nossa prefeitura para o mocinho que garante que entrará e sairá “de camisa limpa”… WAAAAAAALL, pelo menos ele reconhece que o resto da tropa está enrolado em trapos imundos. Beijo desalentado, ALICE
E a Poliana não entende.
Por que alguém que tem 50% (em alguns lugares até 60%) da intenção dos votos do eleitorado paulistano iria apelar no seu programa de hoje das rádios para a fala de figuras como Dilma, Guido Mantega, Gilberto Gil? Por que essa tropa de choque?
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