Túnel do Tempo
10 de outubro de 2012 § Deixe um comentário
Foram-se as agências setoriais, foi-se a independência do Banco Central, foi-se a transparência das contas do governo.
Está de volta a “aritmética dialética”; a conta de chegar.
A geração de superávits primários suficientes para abater a dívida líquida, o regime de câmbio flutuante e o sistema de metas para a inflação – o famoso “tripé” que, desde 1999, segurava e dava previsibilidade à economia brasileira – são coisas do passado.
Estão de volta os estímulos seletivos (empréstimos do BNDES e/ou isenção de impostos) a setores escolhidos pelo governo (ou que escolherem o governo); bomba-se o crédito ao consumo segundo o calendário eleitoral.
O resultado, em números bem medidos, está exposto no artigo Uma Hipótese para o Baixo Investimento, de Cristiano Romero, para o Valor de hoje.
“Até aí”, diz um sábio amigo meu, “havíamos regredido até a era pré-Plano Real. Com o novo regime automotivo, estamos sendo empurrados de volta à era pré-Collor quando as montadoras e os metalúrgicos do Lula, livres da concorrência estrangeira, andavam de carruagem enquanto o povo ia de carroça”.


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