Pau que nasce torto…

20 de maio de 2016 § 4 Comentários

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Entenda a fraude com que o PT comprou a eleição

7 de julho de 2015 § 57 Comentários

O procurador do Ministério Público no Tribunal de Contas da União, Júlio Marcelo, explica ponto por ponto como e para que o PT falsificou dolosamente as contas públicas e violou a Lei de Responsabilidade Fiscal criada exatamente para impedir o tipo de falcatrua pela qual o país está pagando hoje.

O exato momento do crime

27 de janeiro de 2015 § 14 Comentários

Não perca, a partir da marca dos 4’33”, a bronca nos “pessimistas ou mal intencionados” que “fizeram previsões sem nenhum fundamento quando o nível da água das represas baixou” em 2013, as apaixonadas declarações de amor a si mesma e as lições para o Brasil e para o mundo sobre “como governar na crise” que vão daí até o final do pronunciamento.

Sobre sístoles, diástoles e otários

3 de dezembro de 2014 § 15 Comentários

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Artigo para O Estado de S. Paulo de 3/12/2014

Começou com aquela senhora sob cuja responsabilidade a Petrobras esteve nos últimos 12 anos – diretamente, enquanto presidente do Conselho que comprou a “Ruivinha” de Pasadena, ou indiretamente enquanto ministra à qual ela estava afeita e, logo, como a “presidenta” que nomeou pessoalmente os diretores da última etapa do “petrolão” que acaba de reconfirmar em seus cargos – nos apresentando como “prova” da sua disposição de “dar combate sem tréguas à corrupção e à impunidade” os flagrantes da Polícia Federal dos delitos de que ela própria é coautora! Agora ela se nos oferece como o antídoto contra si mesma.

É preciso aproveitar desse mau teatro ao menos o que tem de educativo. Com a morte das utopias o que restou é a verdade nua e crua. Não ha quem não saiba que a continuação do saque organizado à Nação tem tido um único objetivo: comprar eleições para permanecer em posição de continuar a fazê-lo ad infinitum.

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A convocação para a Fazenda Nacional de um liberal ortodoxo da “escola de Chicago” que chefiava as missões do FMI no Brasil e é irmão ideológico do apedrejado Armínio Fraga – o próprio Lúcifer segundo a demonologia petista de até 32 dias atrás – constitui-se numa enfática confissão de que toda a patacoada “ideológica” e “social” maniqueísta com que o PT vem tentando atear fogo ao país não passa de isca para atrair otários. Com a eleição no bolso são os primeiros a admitir que não existe mais que uma maneira – e, talvez, mais meia – de se gerir a economia, e que a que serve para o Bradesco e o FMI é a mesma que serve para o PT, para FHC e para o Brasil.

A roubalheira na Petrobras é isso. Os indivíduos que enriquecem em torno da atividade principal são apenas caronas. Empreiteiros e “operadores”, que por mais ricos que fiquem vão dormir na prisão sempre que o pessoal que realmente manda nas coisas estala um dedo, não têm o poder que se requer para saquear as “brases”. Os únicos com força para tanto são os políticos que entregam a cada “operador” o seu cofre previamente arrombado junto com o alvará para que saia à caça do empreiteiro que lhe proporcione servir-se do que eles contém em escala industrial sem que ninguém na empresa assaltada lhes oponha a menor resistência.

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Os tais R$ 10 bilhões de que se fala são fichinha perto do que cada nova revelação indica que realmente se passou numa estatal que faz R$ 60 bi em compras por ano, 90% das quais sem licitação, ao longo de 12 anos. Mas mesmo considerado esse numero esta é a menor conta que vamos pagar pela aquisição de mais quatro anos no comando da ordenha do Brasil por PT & Co.

O subsídio aos combustíveis custou R$ 60 bi. Isso mais o resto jogou o valor da Petrobras R$ 198 bi para baixo. A indústria do álcool foi tragada no arrasto e a de manufatura minguou até desaparecer naquele dólar falso pró-Miami. A “redução” na marra do preço da energia destruiu R$ 32 bi da Eletrobrás só no dia em que foi anunciada. A rasteira nos investidores que financiam a infraestrutura do mundo não dá pra calcular. Fez da energia o maior buraco negro dos próximos anos. Por antecipação o preço dela no mercado “spot” multiplicou-se por oito. Foi a pá de cal na indústria. Salvaram-se os “campeões nacionais” de financiamentos de eleições que embolsaram R$ 230 bi do BNDES.

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Tudo para que a “nova classe média”, entulhada de quinquilharias “made in China”, pudesse continuar acreditando, a bordo de seus automóveis “desonerados” em 22 bi por ano, que a festa nunca ia acabar.

Por cima de tudo há o aumento de 740% no custeio da máquina pública com seus 39 ministérios e a multidão dos “companheiros” que, de Lula até hoje, ocuparam o Estado. Eis aí – mais as “ONGs” chapa-branca, os “movimentos sociais” amestrados e o exército dos linchadores da internet sustentados com dinheiro público – a famigerada “militância” sempre cheia de tempo para “militar”, e com a fúria de quem luta pelo que “é seu”.

Nada disso, é claro, foi feito para melhorar o país ou a vida dos pobres. É só o preço da eleição do PT, pelo PT, para o PT. Os R$ 24 bilhões do Bolsa Família são um troco perto dessa conta.

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Para coroar a obra, trocou-se a educação de toda uma geração pelo “aparelhamento” do sistema nacional de ensino por professores “organicamente” encarregados de rebaixar seu senso crítico, mantê-los referenciados a um passado morto e barrar-lhes o acesso à discussão da modernidade.

Qual é o sentido de todo esse sacrifício imposto à Nação para, no final, tudo acabar em Joaquim Levy?

O que há é só o de sempre: esse negócio de andar de jatinho, ficar olhando o mundo lá de cima, dizer qualquer besteira e ser obrigatoriamente ouvido, não fazer fila nunca, não ter de pagar as próprias contas vicia tanto e tão rapidamente quanto ganhar sem trabalhar, aposentar-se sem contribuir, ter um emprego eterno qualquer que seja a crise. E tudo que é preciso fazer pra que não acabe nunca é não perder eleições.

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Todo o resto é pura tapeação.

E lá vamos nós de novo. Sístole: os donos do poder bombam dinheiro para os músculos e os pulmões da Nação; os otários que vivem de trabalho, asfixiados, respiram e agradecem com votos a graça recebida. Diástole: com a eleição garantida eles relaxam e drenam de volta para si e para os seus o sangue da Nação que, ainda assim, respira aliviada porque o que se anunciava era muito pior.

O dr. Levy chega prometendo “superavits”; dona Dilma açula no Congresso o homem que tem uma Transpetro para chamar de sua para livrá-la da obrigação legal de entregá-los. É o prelúdio. Como é contra a lei tocar quem tenha posto um pé dentro do Estado ou “adquirido” algum “direito” por doação de alguém lá de dentro, o desfecho será o de sempre: o “doloroso ajuste” pelo alargamento do duto de entrada e não pelo estreitamento do de saída dos cofres públicos.

Para cima; para baixo. A cada volta no círculo, maior fica o Estado e menor fica o país. Além de um limite de que já estamos perigosamente próximos, contrai-se a “síndrome argentina”. A partir de então é só para baixo.

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E agora?

24 de novembro de 2014 § 20 Comentários

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Uma mesa, dezenas de cadeiras e tres microfones que tinham sido arrumados pelos assessores da Presidência da Republica no Salão Leste do segundo andar do Palácio do Planalto esperavam o fechamento dos mercados, sexta-feira passada, para receber a solenidade em que a presidente Dilma Rousseff anunciaria a confirmação dos nomes dos novos ministros, Joaquim Levy, da Fazenda, Nelson Barbosa, do Planejamento, e Alexandre Tombini na presidência do Banco Central.

O ato representaria o enterro definitivo daquilo que a “presidenta” costumava apresentar orgulhosamente ao mundo como a “nova matriz macroeconômica” a balizar a economia brasileira, apoiada na expansão fiscal, na redução dos juros e no câmbio artificialmente desvalorizado que reelegeu dona Dilma mas matou a indústria nacional e pôs o país inteiro na beira de um abismo.

Depois de quedas sem fim, a Bolsa de Valores festejou cedo demais o que seria a nova equipe redentora com a maior alta desde agosto de 2011. Sem nenhuma explicação o tempo foi passando, no entanto, e a tal cerimônia nunca aconteceu.

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Desde então, o país vive de especulações e boatos:

Dilma não teria gostado do vazamento das nomeações para a imprensa”. “Dilma só quer anunciar os ministros depois que eles já tiverem esboçado um programa fiscal de curto prazo”. “Dilma não quer fazer o anuncio antes de ter garantidas pelo Congresso as mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias”. “É o núcleo duro do PT que está rebelado com a idéia de, pela primeira vez em 12 anos, ver alguém de fora do partido assumir o comando da economia”…

A única hipótese que não foi aventada pela imprensa especializada é de que tenha sido do lado dos supostos nomeados que veio esse adiamento. E, no entanto, isso não seria de surpreender.

O chefe do atual suposto ministro, Luis Trabuco, convidado e “nomeado” ministro da Fazenda por Lula em pessoa no dia seguinte à eleição, declinou da honraria.a3

Joaquim Levy tem fama – testada e confirmada no âmbito da União, chefiando o Tesouro no governo Lula e, mais tarde, arrumando as finanças do Estado do Rio – de ter menos jogo de cintura que Trabuco para com estrepolias de políticos falastrões. É um técnico rigoroso que não tergiversa com buracos nas contas sob seu controle. De repente, qual boi na porta do açougue, ve-se escalado para salvador da pátria num governo que, entra dia, sai dia, repete os sinais de que não tem tanta urgência assim em ver a pátria salva e, ainda por cima, num governo chefiado por aquela mesma Dilma Rousseff que, desde os tempos dele auxiliar de Palocci, já não ia muito com a cara dele nem ele com a dela.

A situação com que ele terá de lidar, entretanto, é catastrófica.

O déficit em transações externas anunciado hoje é o pior desde 1947: US$ 8,1 bilhões só em outubro. US$ 70 bilhões no ano, por enquanto.

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Aqui dentro não está melhor. Dona Dilma está obrigada por lei a entregar um superavit primário este ano de R$ 116 bilhões mas no relatório do 5º bimestre do ano enviado ao Congresso pediu que fosse descontado desse número nada menos que 90% do valor estipulado na lei: os R$ 105,9 bilhões que gastou nas obras do PAC e mais todas as desonerações tributárias concedidas ao longo do ano. Com isso não haveria limite nenhum para os gastos do governo que ficaria com um cheque em branco para fazer o que bem entendesse.

O Congresso sinalizou que talvez pense no assunto se o governo aceitar colocar no seu projeto um limite para esse desconto no mesmo valor que consta do relatório do 5º bimestre, o que implicaria que ela ainda continuaria obrigada a entregar um superavit de R$ 10,1 bilhões. Mas dona Dilma não garante que consiga entregar nem isso e não quer ficar exposta ao processo por crime de responsabilidade a que já está exposta se os limites não forem mudados.a3

De fato, também os números que constam desse relatório bimestral são todos “tipo Mantega”. O governo reduziu a previsão de recita da Previdência em R$ 500 milhões, levando o total para R$ 346,3 bilhões no ano. Mas de janeiro a setembro só conseguiu R$ 237,4 bi. Precisaria fazer R$ 108,9 bi nos três meses que faltam, o que daria uma média mensal de R$ 36,3 bi. Nos sete primeiros meses do ano, entretanto, a média de arrecadação foi de R$ 26,4 bi. Como sempre, do lado das despesas a equipe Mantega fez o contrário. Aumentou a previsão em míseros R$ 8,1 bi, depois de demitir o secretário da Previdência, Leonardo Rolim, que exigia menos maquiagem, mas o rombo esperado só nessa conta é, conforme previa o ex-secretário, de em torno de R$ 50 bi.

Quanto às receitas (infladas) e despesas (esvaziadas) “esperadas” pela União, dá-se o mesmo no tal relatório, bem como no que se refere ao crescimento da economia (inflado) e à inflação (esvaziada). A soma dos aumentos e reduções sem pé na realidade sobe a outros R$ 70 bilhões.

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Não obstante, com o “petrolão” bombando e a desclassificação do “rating” de “investimento” nacional logo além da curva, o discurso de madame continua vago, quando não triunfalista. Até agora a única medida concreta voltada para o controle da inflação foi a que Alexandre Tombini comandou na primeira reunião do Copom, tres dias após o resultado da eleição, aumentando os juros que Dilma prometera baixar, medida que foi recebida no arraial presidencial quase como um ato de insubordinação.

No campo das medidas para o acerto do que sai com o que entra no cofre do governo, até agora nada. Por mais que garimpem os repórteres de economia de todo o Brasil, tudo que encontram para listar é um vago ajuste na política de pagamento de abonos salariais pelo Estado, algum grau de dificuldade adicional no pagamento do seguro desemprego e um ajuste fino no regime de pagamentos de contribuições para o recebimento de pensões por morte que depende de aprovação de lei pelo Congresso. Trata-se da correção de distorções que estão mapeadas e vêm sendo adiadas ha anos pelo governo que, se tudo der certo, “podem resultar numa economia de 0,7% do PIB nos próximos quatro anos”…a3

Sonhe a “presidenta”, em segredo, com mais que isso ou não é mesmo dificílimo conseguí-lo porque no Estado brasileiro a regra é que “quem corocô, corocô”, ninguém tira mais, e o fato é que literalmente o PT inteiro e mais todos os associados do Superclube da Governabilidade “corocaram”, e “corocaram” fundo “ni nóis” como diz o outro. Não tem jeito de fechar esse rombo senão com a receita de sempre. De volta ao passado: adeus investimentos, adeus consumo, que venha a inflação, que venha o desemprego, que venham os impostos.

De tudo isso decorre, seja como for, que se Joaquim Levy for confirmado no cargo que foi instado a ocupar como regra tres só com essas migalhas na lista de redução de despesas, ele estará negando a sua biografia. Já se tomar posse com uma lista de remédios condizente com o tamanho que já ficou a doença será Dilma Vana Rousseff, aquela moça de “coração valente” acostumada a defender seus pontos de vista de metralhadora em punho, quem estará negando a sua. Os dois, enfim, combinam tanto quanto água e azeite.

Nos bastidores onde já está sendo jogado esse jogo, entretanto, os sinais, por enquanto, são de que há um PT pé no chão, que é esse que empurra o Bradesco pra dentro do governo, e outro que viaja na maionese e quer ir pras cabeças até a coisa estourar e o Brasil cair de vez “pro lado de lá”.

Entre esses dois Dilma balança…

Haja centralismo democrático – ou Ministério Público – pra por ordem nessa bagunça!

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