Vendo o Brasil na TV
2 de maio de 2012 § 1 comentário
É a arte que imita a vida ou a vida que imita a arte?
Ao fim de uma longa noite de feriado vendo o Brasil pela televisão ocorreu-me que as goteiras do Galeão, as compras de Carlinhos Cachoeira e o dicionário de ignomínias que recheiam as “comédias de costumes” da Globo e tratam de retratar/pautar o comportamento moral da família brasileira fazem parte de um todo.
Ou consertamos tudo isso junto ou vai tudo à rasca junto também.
Alguém vai ter de tomar a iniciativa de começar a mudar esse padrão. E é claro que os irmãos siameses politica corrupta x carlinhos cachoeiras é que não vão ser…


Comecemos pela base: a família.
Hoje mães saem de casa para trabalhar. Não têm tempo de ensinar os filhos o que toda mãe deveria. Não lhes sobra tempo. E, quando tempo há, compensam com outros acessórios mais vistosos do que a velha e boa educação – aquela antiga que vinha de berço -, por desconhecimento ou medo de parecerem severas demais. Afinal, elas também precisam sair bem na foto.
Mimam, desvirtuam seu dever. Criam bolhas de segurança para defende-los de perigos, muita vez imaginários, e não percebem que elas minam a capacidade de sobrevivência de quem amam.
Comecemos por ela – a família. Bem estruturada, todo o resto é consequência.
…
“Teus filhos não são teus filhos
são filhos e filhas da vida
anelando por si própria
Vêm através de ti, não de ti,
e, embora estejam contigo,
a ti não pertencem
Podes dar-lhes teu amor,
mas não teus pensamentos, pois que
eles têm seus pensamentos próprios
Podes abrigar seus corpos,
mas não suas almas, pois que
suas almas residem na casa do amanhã,
que não podes visitar
sequer em sonhos
Podes esforçar-te por te parecer com eles,
mas não procures fazê-los
semelhantes a ti,
pois a vida não recua,
e não se retarda no ontem
Tu és o arco do qual teus filhos
como flechas vivas,
são disparadas
Que a tua inclinação, na mão do arqueiro,
seja para a ALEGRIA”
Kahlil Gibran