Enquanto isso em Babilônia…

15 de julho de 2015 § 8 Comentários

baba25

Tá pago!

2 de dezembro de 2013 § 2 Comentários

a1

Saiu na Folha que, contrariando parecer técnico da Anatel, o governo do partido de Jose Dirceu autorizou Paulo Abreu, o dono do Hotel St. Peters que ofereceu R$ 20 mil/mês para o condenado que inaugurou oficialmente o sistema de exclusão dentro da exclusão nas prisões brasileiras montar lá a base das suas tramoias para as próximas eleições (como disse o Reinaldo Azevedo ele podia mandar fazer uma camiseta “Não é pelos R$ 20 mil”), a transferir de Francisco Morato para a Avenida Paulista a antena da sua Top TV.

Contratação” numa sexta, autorização na segunda-seguinte. Um recebe as condições para continuar operando a compra e venda de governabilidade e, em troca, dá ao outro a condição de passar a difundir o seu padrão de civilidade e moralidade pública para dentro de cada lar brasileiro.

Tá pago!

Disfarçar pra que? Afrontar e legalidade e a “moralidade burguesa” é coisa assumida como parte do ferramental de campanha do PT. Tipo “vem conosco que você também leva“.

Eles estão convencidos de que a maioria dos brasileiros é igual a eles. A ver. 2014 taí…

a3

Vendo o Brasil na TV

2 de maio de 2012 § 1 comentário

É a arte que imita a vida ou a vida que imita a arte?

Ao fim de uma longa noite de feriado vendo o Brasil pela televisão ocorreu-me que as goteiras do Galeão, as compras de Carlinhos Cachoeira e o dicionário de ignomínias que recheiam as “comédias de costumes” da Globo e tratam de retratar/pautar o comportamento moral da família brasileira fazem parte de um todo.

Ou consertamos tudo isso junto ou vai tudo à rasca junto também.

Alguém vai ter de tomar a iniciativa de começar a mudar esse padrão. E é claro que os irmãos siameses politica corrupta x carlinhos cachoeiras é que não vão ser…

Os piores são os “brotherzões” lá em cima

19 de janeiro de 2012 § 2 Comentários

No fim de semana passado, antes desse factóide do “estupro” transmitido ao vivo em que a imprensa toda embarcou como uma otária levando o Ibope para onde a Globo o queria, uma amiga já tinha matado a charada:

O BBB atrai porque, em muito pouco tempo, revela os traços de caráter dos participantes que a gente leva anos para detectar em amigos que frequentamos apenas por algumas horas de poucos dias por mês em situações normalmente sem nenhum estresse. O programa prende porque é puro comportamento humano em ritimo de filme acelerado”.

É verdade! Bem definido!

Agora, quando os participantes são selecionados em função da sua “opção” sexual ou da sensualidade da sua aparência; quando a declaração de intenção de passar por cima de todas as regras da ética e do pudor é um pré-requisito obrigatório; quando a produção força a barra de todas as maneiras, até com o expediente raso e explícito de não oferecer camas em numero suficiente para todos os participantes para forçar a promiscuidade entre os “jogadores”, o que o programa revela são, principalmente, os traços de caráter dos brotherzões lá de cima, donos da Rede Globo.

PS.: Um participante foi linchado publicamente como estuprador em rede nacional. Horas depois a “vítima” declarou que a relação foi consensual…

Como é que fica?

Depois que essa história rolar na Justiça, periga este BBB entrar para a história como aquele que realmente pagou o maior prêmio jamais “arrancado” de uma televisão brasileira.

Horário eleitoral é o “x” do problema

6 de janeiro de 2012 § 4 Comentários

Na coluna de hoje para o Estadão, O Silêncio dos Coniventes (aqui), Dora Kramer, registra que nenhum governador, da situação ou da oposição, reclamou do ministro Fernando Bezerra, da Integração Nacional, por ter destinado 90% da verba de prevenção de enchentes para Pernambuco, Estado cujo governo ele se prepara para disputar, “ainda que fosse apenas para denotar interesse na defesa dos direitos dos seus governados“.

O tucanato em geral e o senador Aécio Neves em particular pegou leve, com críticas protocolares” ao ministro Fernando Pimentel e suas consultorias milionárias porque “ele foi e ainda é um potencial aliado do PSDB em Minas Gerais“, comportamento que se repete agora em relação ao ministro Bezerra porque ele “é a aposta eleitoral do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, sonho de consumo do PSDB“.

Posto assim o cenário“, conclui, “o PSDB não tem moral para dizer que o PT atua com foco exclusivo na disputa eleitoral (…) Aposta na articulação de bastidor em detrimento da relação com a sociedade“.

Ela tem razão.

Mas isso é o de menos. O que há de realmente importante nessa situação é que, dada a atual regra do jogo, não podia ser diferente.

A questão que interessa é:

Por que o PSDB e todos os partidos que o precederam, inclusive o PT que com toda a sua militância e profissionalismo só conseguiu chegar ao poder depois que entendeu isso, “apostam na articulação de bastidor em detrimento da relação com a sociedade“?

Porque, sobretudo neste país de 85% de analfabetos funcionais (mas não somente nele), o que decide a eleição é a televisão.

Os primeiros a entender isso com toda a clareza que só os cínicos costumam ter foram – ora vejam! – o eterno senador e ex-presidente José Sarney e o seu Ministro das Comunicações da época, Antônio Carlos Magalhães.

Ao lotear nacionalmente as redes de televisão, no alvorecer da Nova Republica, entre os velhos coronéis que, de Getúlio Vargas até o general João Figueiredo, nunca tinham deixado de mandar no Brasil, os dois antigos esbirros do regime militar guindados ao poder pela má sorte que levou deste mundo às vésperas da posse o presidente que o país preferiria ter tido garantiram que assim continuasse sendo até hoje, realidade à qual, diga-se de passagem, amoldaram-se docilmente todos os democratas de fachada que hoje os abraçam e homiziam e que, na época, só tinham contra a ditadura o fato de não serem eles a encarná-la.

Isto selou o destino político do Brasil.

De que tratam essas “articulações de bastidor” senão de decidir qual grupo terá mais tempo no horário gratuito das televisões, essa operação de lavagem cerebral que, sai ministro entra ministro faxinado, martela incessantemente em cada um dos intervalos do Jornal Nacional – e antes e depois dele durante toda a parcela de cada dia e de cada noite em que a massa dos eleitores brasileiros está de olhos e ouvidos abertos – que o ladrão do dia, exposto em seus “malfeitos” em uma única matéria de dois ou três minutos a cada edição, é na verdade um santo?

Que a organização profissional para a qual ele rouba é, na verdade, uma agremiação de heróis altruístas que, “historicamente”, têm lutado pelos interesses dos desvalidos contra as forças ocultas que querem explorá-los e privá-los dos seus direitos especiais, adquiridos com a ajuda de tais santos?

Quanto tempo levará até que a massa que não lê e mal ouve comece a enxergar a relação de causa e efeito entre a matéria do hospital pocilga e a matéria do ladrão do dia se os manuais de jornalismo afirmam que “objetividade” é deixar exclusivamente para a fonte (oficial, ou seja, o próprio ladrão) o direito de afirmá-lo, enquanto os manuais de política ensinam os candidatos a pouco se importarem com a realidade que tem dois minutos de matéria por dia já que a versão do seu partido para ela terá mais de 30?

A doença política brasileira não acaba antes que seja extinto o foco da infecção que é a férrea censura que os políticos exercem sobre os meios eletrônicos de comunicação, eufemisticamente chamada de “horário eleitoral gratuito“.

Devia estar na Constituição (já que ela aceita tudo, que venha uma a favor da Nação!) a regra estipulando que nenhum político ou candidato tem direito de se dirigir ao público sem contraditório.

E no entanto, como já registrei tantas vezes aqui, nem mesmo as entidades de defesa da liberdade de imprensa brasileiras mencionam essa forma de censura.

Por trás dessa cortina de silêncio está outro fato simples. Poucos órgãos da imprensa escrita, a única que desfruta de liberdade completa no país, pertencem a grupos que não têm na televisão a sua principal base de sustentação econômica. Cada jornalista, por sua vez, sabe que, mais dia menos dia, terá de bater à porta de um deles para pedir emprego.

Acontece que os donos das televisões são os coronéis eletrônicos criados pela dupla Sarney/ACM que, não por acaso, estão hoje refestelados no Senado da Republica e no Congresso Nacional – com ficha já suja ou ainda limpa, pouco importa – ditando as regras para as eleições e para o uso e a propriedade dos rádios e televisões.

É assim que o círculo se fecha.

Enquanto a regra for essa, quem quiser até pode tentar estabelecer “uma relação com a sociedade” à margem do rolo compressor do horário eleitoral gratuito. Mas estará cantando a canção do infinito numa capoeira. Não chegará jamais a disputar seriamente o poder, jogo que ganha-se ou perde-se antes das eleições comprando e vendendo tempo na TV a troco de pedaços do país e nacos do futuro dos seus cidadãos.

O resto é água mole em pedra dura. Ou o cara sai da política, ou vende a alma ao diabo porque a regra estabelecida é que só se chega ao fim desse jogo transformando-se num agente dele.

É por isso que, para o jornalismo sério, que só faz sentido como instrumento de reformas, este deve ser o alvo. O resto é barulho inconsequente.

Onde estou?

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