Ninguém quer dançar com Dilma
18 de setembro de 2013 § 23 Comentários
A nossa presidenta espionada e ofendida, que acaba de cancelar uma visita de Estado à maior economia do mundo, o que é algo como três ou quatro passos antes de uma declaração de guerra, no pior momento, historicamente falando, das nossas exportações, diz que está muito surpresa pelo fato de não ter havido nenhuma empresa interessada no leilão da BR-262, que liga Minas Gerais ao Espírito Santo.
É “tábua” em cima de “tábua”! O baile vai se aproximando do fim e ninguém tira dona Dilma para dançar nem pintada de ouro…
No seu famigerado estilo gerentona, ela determinou que o governo tenha “uma conversa séria com cada uma das empresas” que apresentaram certidão negativa mas desistiram para saber quais foram as suas razões.
Sempre fel em lugar de mel. Se a conversa for no tom das que ela costuma ter com seus ministros está tudo definitivamente perdido.
Mas, voltando a falar sério, a coisa tá feia. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, está fazendo das tripas coração para envolver os 11 maiores bancos privados brasileiros para bancar 1/3 do financiamento do Programa de Investimentos Logísticos, aqueles que o PT esqueceu de fazer nos últimos 10 anos e agora ameaçam estrangular a economia brasileira.
Foram-se os tempos, portanto, em que o BNDES não fazia contas já que o que deveria ter virado portos, aeroportos, ferrovias e rodovias para fazer fluir o sangue do crescimento da nossa economia virou redes internacionais de açougues, empresas “X”, telefônicas falidas, empregos pra companheirada e outras prioridades dos amigos e parentes do governo.
Agora a fonte secou. Coutinho confessa de público que “não conhece nenhuma outra maneira mais rápida e eficiente de elevar os investimentos no país sem que seja por meio de concessões à iniciativa privada”, aquilo que o PT costumava chamar de “privataria” quando feito pelos outros.
O motivo mais ululante para todo mundo pular pra trás no leilão da BR-262 foi que, no modelo proposto pelo governo metade da obra ficaria a cargo do DNIT, aquele do Alfredo Nascimento, do Fernando Cavendish, o inidôneo idôneo e cia. ltda.
Quem se arriscaria a adiantar os seus bilhões e construir a sua metade para ficar dependendo da metade do DNIT para que os carros finalmente passassem pelo pedágio?
Mas a razão que segue ganindo baixinho e a nossa presidenta jamais vai ouvir é aquela de sempre. Quem é que confia nesse pessoal que afundou as elétricas e quebrou a Petrobrás pra comprar um mandatozinho a mais? Que diz que a Justiça da Itália é ilegítima e antidemocrática mas a da Bolívia é um exemplo para o mundo? Que se abraça ao Ahmadinejad mas nega um crédito de confiança a Barack Obama?
Quem é que acredita num país que, com o concurso decisivo dos “troianos” que a presidenta enfiou dentro das muralhas do STF, ameaça jogar no lixo a independência do Judiciário pra soltar meia dúzia de salafrários?
Dona Dilma não entendeu nada. O mundo já entendeu tudo.
Resta esperar que o Brasil entenda isso a tempo.
O preço da conta de luz reduzida
16 de agosto de 2013 § 4 Comentários
Mesmo oferecendo condições que vão lesar gerações inteiras de brasileiros o governo do PT não tem conseguido interessar investidores estrangeiros nas obras e concessões de equipamentos de infraestrutura.
As concessões de portos e aeroportos oferecem retorno de 15% ao ano durante 30 anos e garantia contra eventuais prejuízos, o que pesará sobre tudo que for produzido ou importado pelo país pelo menos por esse prazo.
Mesmo assim – ou mais provavelmente exatamente por causa disso – os grandes investidores estrangeiros não mordem a isca.
“Laranja madura, na beira da estrada, tá bichada, Zé, ou tem marimbondo no pé”…
Desde 2011 os estrangeiros têm isenção fiscal para investir em títulos e debêntures ligados a obras de infraestrutura. Mesmo assim o dinheiro captado com esses papéis não passa de R$ 3,2 bilhões, dos quais só 5% é de dinheiro estrangeiro.
Esses poucos que investiram acumulam perdas que se aproximam de 20% em função da desvalorização do real … que é agravada cada vez mais pela fuga do dinheiro estrangeiro do país.
Agora o governo está flexibilizando as regras da Receita Federal para a prestação de contas do regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi), que suspende o pagamento de PIS (1,65%) e Cofins (7,6%) na compra de máquinas, equipamentos, serviços e aluguéis.
Esses incentivos pesam, para a área de energia, cerca de 10% do custo total da obra. Nos aeroportos, 7,62% do custo total. São valores que vêm se acrescentar às condições mencionadas acima que, se oferecidas em qualquer país civilizado numa conjuntura de juros reais internacionais quase negativos, provavelmente resultaria em pena de prisão para o ofertante.
No entanto, nem assim…
Porque?
Porque este é o país cuja “presidenta”, na véspera da última eleição, decretou, com uma penada, que a conta de luz dos eleitores teria de cair 20% e “as elétricas” que se virassem pra ver de onde tirar esse dinheiro.
Em um único pregão, a gracinha de dona Dilma custou R$ 35 bilhões aos que tinham investido em ações dessas companhias universalmente tidas como um dos investimentos mais seguros e conservadores pela solidez da operação e pela regularidade com que pagam dividendos.
Por isso mesmo os investidores em geradoras e distribuidoras de eletricidade são, em geral, grandes fundos que administram as reservas armazenadas por aposentadas e similares ao redor do mundo para garantir um pouco de segurança na sua velhice.
É a essa mesma gente que lesou ha dois anos que o PT acena, agora, com mundos e fundos…
As petroleiras são outras das preferidas dos estrangeiros. A Petrobras, que perdeu dois terços de seu valor desde que passou às mãos dos governos petistas, entretanto, está a beira de perder o “grau de investimento” das agências internacionais de rating por ultrapassar o nível considerado seguro de endividamento.
Ela se afunda cada vez mais em dívidas porque, além da luz, o PT ofereceu carro subsidiado a granel nas últimas eleições para toda a “nova classe média” que se endividou para comprá-los, multiplicando o consumo de combustíveis. Agora, já tendo sido obrigado a aumentar os juros, não permite que a empresa aumente o preço da gasolina antes da próxima eleição.
Ocorre que a Petrobras tem de importar gasolina e diesel porque não investe em produção e refino desde a chegada dos novos donos do petróleo que “é nosso” ao poder. Com isso, saímos da “autosuficiência” anunciada festivamente por Lula para importações crescentes.
Para não aumentar o preço da gasolina que pode lhe roubar votos o partido que subiu acusando os outros de “privataria” e vendeu os poços do pré-sal na base de 70% para o comprador e 30% para nós, os “donos”, agora quer alterar a lei para entregar os próximos poços por ainda menos do que esse mínimo obrigatório pela lei atual.
Esse subsídio à gasolina e ao diesel é, portanto, o verdadeiro Caixa 2 do PT para as próximas eleições. Aquilo que levou os mensaleiros à condenação perto disso é brincadeira.

Entre o eleitor e o investidor, o PT já oPTou
11 de março de 2013 § 2 Comentários
O anúncio da desoneração dos produtos da cesta básica da cascata de impostos que incide sobre eles feito por dona Dilma Roussef na sexta-feira passada, em meio a uma torrente de autoelogios pela sua “condição feminina”, é só mais uma modalidade disfarçada da “matemática criativa” do dr. Mantega, destinada a mascarar os maus resultados que ela vem colhendo na economia e não a suprimir as causas que os estão produzindo.
Dona Dilma, aliás, vem se especializando em fazer a coisa certa do jeito errado, modo de agir que – ela e seus executivos amestrados insistem em não entender – constitui-se, ele próprio, no fulcro da crise de confiança em que vai mergulhando a economia brasileira.

Essa desoneração estava apropriadamente agendada no calendário eleitoreiro que o chefe da presidenta houve por bem por na rua um ano antes da hora, para o 1º de Maio, Dia do Trabalho, e não é, propriamente, uma medida econômica. É só mais um presente demagógico de sabor bolivariano.
Foi a iminência do estouro do teto da inflação (acima de 6,5% ao ano) já em março que a levou a antecipar a entrega.
A manobra vai produzir uma redução imediata da medida do aumento do custo de vida que é tomada principalmente sobre essa cesta de produtos. Mas esse efeito vai se produzir uma vez só. No mês seguinte, a medida da inflação retoma a sua expressão verdadeira.
Além da mentira que, repito, é o fulcro da crise que afugenta os investidores e explica porque a bolsa brasileira é a que mais caiu entre as 48 do mundo que o mercado internacional acompanha, a medida vai na direção contrária de um ataque sério ao problema inflacionário, que está preso à demanda exacerbada, como vem avisando o Banco Central ha três ou quatro reuniões do Copom sem que o governo o autorize a aumentar os juros.
Pois liberando mais dinheiro no orçamento familiar, vai-se contribuir para alimentar, e não para conter, essa demanda. Outra forma de conter a inflação é administrar com mais rigor as contas públicas, coisa que também se torna mais difícil a cada renúncia fiscal implicando perda de arrecadação.
A questão é simples: quanto mais engana o eleitor, mais o PT desengana o investidor. E o que fica mais claro a cada dia é que o partido fez a sua escolha.
O PT sabe que o mundo já entendeu quem ele é, fato que se reflete na recusa geral em participar do tratamento intensivo da nossa infraestrutura moribunda mesmo com a promessa de cobrir de ouro quem concordar em faze-lo.
Mas entre deixá-la morrer e cortar na própria carne ou admitir erros que lhe possam custar um voto, o partido de Lula prefere a primeira opção, mesmo com a super safra já encalhada nas nossas estradas esburacadas e nos nossos portos estrangulados.
Vamos, portanto, pelo mesmo caminho da Venezuela, que teve sua economia destruída justamente no período de maior multiplicação da riqueza nacional – o da campanha eleitoral permanente acompanhado de ação concreta nenhuma. Só que com o petróleo ainda enterrado a um Everest de distância, debaixo de dois ou três quilômetros de água e mais cinco ou seis de sal.
Vendo o Brasil na TV
2 de maio de 2012 § 1 comentário
É a arte que imita a vida ou a vida que imita a arte?
Ao fim de uma longa noite de feriado vendo o Brasil pela televisão ocorreu-me que as goteiras do Galeão, as compras de Carlinhos Cachoeira e o dicionário de ignomínias que recheiam as “comédias de costumes” da Globo e tratam de retratar/pautar o comportamento moral da família brasileira fazem parte de um todo.
Ou consertamos tudo isso junto ou vai tudo à rasca junto também.
Alguém vai ter de tomar a iniciativa de começar a mudar esse padrão. E é claro que os irmãos siameses politica corrupta x carlinhos cachoeiras é que não vão ser…
















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