E agora, José?

23 de março de 2012 § 2 Comentários

E a semana terminou com os 28 “Barões do BNDES“, detentores de R$ 2,28 trilhões em ativos ou 50% do PIB nacional, sentados à mesa com a presidenta Dilma, aquela do país sem pobreza, para um chororô ritual em torno dos sinais de que a festa está para acabar.

A China já não está com aquela bola toda; o crédito fácil chegou ao limite, a classe média está com quase metade da sua renda (42,3%) comprometida com o pagamento de dívidas, a inadimplência dá saltos a cada mês; os automóveis, os apartamentos, os eletrodomésticos encalham nas prateleiras.

O “espetáculo do crescimento” apesar dos impostos todos, da infraestrutura nenhuma, da deseducação que sobra, da burocracia gigante e das tetas à beira da exaustão começa a por a língua pra fora.

O PT e seus sócios – inclusive os 28 com 50% do PIB – estão mais no poder do que nunca. Mas foi só isto que este país “ganhou” nestes nove anos de bonança.

Nenhuma reforma foi feita, nenhuma gordura virou músculo neste Brasil só de cigarras.

Ha um cheiro de desespero no ar. Acode aqui! Joga uma aguinha ali! Intervenções pontuais no mercado de câmbio, brigadas anti-incêndio criando impostos sob medida para encarecer o produto estrangeiro e dar uma sobrevida aos empregos ameaçados nas industrias mais exauridas pelo “custo Brasil”.

Quem acredita que os impostos sobre o trabalho que sustentam metade desses heróis que nos aparecem diariamente no “horário eleitoral gratuito” têm alguma chance de desaparecer num prazo que os brasileiros vivos hoje possam enxergar? Quem leva fé que os sanguessugas cortarão na própria carne ate que a conta caiba na arrecadação e não seja mais necessário financiar o governo no mercado financeiro de modo que os juros passem a ser comparáveis aos do mundo livre da bandalheira institucionalizada? Quanto tempo levará até voltarem civilizados os brasileiros que mandarmos estudar em países com as escolas que, por aqui, foram destruídas pelo corporativismo e pela submissão de tudo ao jogo do poder? Quando se tornará impossível para governadores eleitos agir como os prefeitos da região serrana do Rio, vendendo incentivos a importadores por cima do flagelo que assola a indústria e o emprego nacionais?

De que vamos viver até lá?

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