Tentando acreditar em Joe Biden

23 de abril de 2021 § 33 Comentários

E cá estou eu mais uma vez procurando empenhadamente razões para beber uns goles do otimismo da imprensa ocidental em peso com a “Cúpula do Clima” de Joe Biden.

A primeira sequência de “chefes-de-estado” que vi desfiarem suas promessas ao mundo parecia animadora. Americanos, chineses, calejados europeus, árabes, russos, ilhéus da Oceania, argentinos, tudo parecia uma mesma procissão de santos bem intencionados. 

Mas o estraga prazeres que insiste em soprar fatos nos meus ouvidos não saia de lá. A maioria desses “representantes da comunidade internacional” não são isso, repetia ele, são só chefes do crime organizado. E muitos são governantes absolutistas. Gente que como os monarcas da Idade Media, declara-se governante eterno e pune com a morte quem desafia esses decretos. Não dá nenhuma satisfação de seus atos a quem quer que seja dentro de suas fronteiras. 

Alguns árabes mandam açoitar mulheres e decapitar oposicionistas em praça pública. Os russos assassinam opositores com dardos radioativos. Os chineses, que têm uma economia tocada a carvão e são os maiores poluidores do planeta (28% do total de emissões venenosas), são também os maiores predadores dos 7 mares com suas frotas pesqueiras semi-piratas recheadas de marinheiros escravos. Greta Thumberg não os vê mas eles estão lá e dizimam em escala industrial as últimas populações de animais selvagens do planeta, que são os que, antes das tecnologias que hoje permitem até identificar cada inimigo do partido único no meio de uma multidão numa fração de nano-segundo, ainda conseguiam esconder-se na água. Mantêm um milhão de Uigur’s e ninguém sabe quantos milhões de chineses outros em “campos de reeducação urbanos”, prisões-políticas verticais que se espalham por todas as cidades do país. Entre esses Uigur, quem não morre, mesmo “reeducado”, é “esterilizado”. Quer dizer, a China de Xi Jinping, conforme apuração do insuspeito NY Times, literalmente “pega pra capar” essa parcela da sua própria população porque ela se declara adepta do islamismo que o Ocidente é acusado de perseguir… 

Vai por aí a pletora dos horrores deste mundo patrocinados por esses bons senhores preocupados com o grau e meio de aquecimento no horizonte das gerações futuras, que fazem promessas solenes de cuja seriedade convencem absolutamente a imprensa brasileira e internacional ambientalmente engajada. 

Xi Jinping mesmo, que só concordou em participar do convescote menos de 24 horas antes dele começar, depois de certificar-se de que Joe Biden seria lhano no trato, disse que “A China está ansiosa para trabalhar com os Estados Unidos para melhorar a governança global. Nós lutamos por uma sociedade mais equilibrada e priorizamos o meio ambiente, queremos atingir nossas metas climáticas … em tempo mais curto que outros países desenvolvidos”. Vago nas próprias promessas foi incisivo com quem foi preciso nas suas: “Vamos restringir o comércio com países que não cumprirem suas metas climáticas”.

Não é para menos. Joe Biden, um dos pouquíssimos governantes do planeta totalmente sujeitos às leis que no seu país são feitas pelo povo, “comprometeu-se” em reduzir suas emissões (15% do total mundial) em 50% até 2030. Isso implica coisas como banir, como ele já se comprometeu a fazer, toda a nova tecnologia de fracking de maciços de xisto que transformou os Estados Unidos de maior importador em maior exportador de energia do mundo, barateando o gás industrial a ponto de promover a volta de industrias que tinham migrado para a China num país que precisa desesperadamente de empregos.

Mas mesmo Biden, com toda a influência que possa ter mediante a criação de incentivos federais, não tem poder para garantir tudo isso. Quem decide essas grandes ações de cunho ambiental, como tudo o mais por lá, é o povo, nas instâncias estadual e municipal. O governo de Nova York, por exemplo, acaba de desenhar um pacote de 3 bilhões de dólares com esse propósito a ser decidido no voto (ballot) nas próximas eleições de 2021.

Finalmente, chegamos a Jair Bolsonaro. A mudança de tom conseguida do presidente brasileiro no tratamento da questão ambiental foi, certamente, a conquista mais formidável da “Cúpula do Clima” de Joe Biden, o que não é pouca porcaria posto que o maior problema do Brasil não têm sido as ações, mas o tom com que Bolsonaro vocifera antes, durante e depois de praticá-las. Para desespero dos apedrejadores domésticos do Brasil, o novo tom da política ambiental, para o meu gosto, esteve próximo de perfeito tanto nas cobranças quanto nas promessas que fez em nome do país que, como ele lembrou, é responsável por menos de 1% das emissões historicamente acumuladas e menos de 3% das acrescentadas à atmosfera todos os anos.

Quanto à promessa de redução a zero de emissão de carbono até 2050 e de 40% do desmatamento até 2030, sou pessimista. O desmatamento no Brasil é, já ha um bom tempo, função exclusiva da corrupção. Não tem nada a ver com o agronegócio como gostariam que fosse os apedrejadores domésticos e os fariseus da velha Europa. Só duas pessoas ganham hoje com a depredação de florestas no Brasil: o madeireiro e o político corrupto que o acoberta (além dos que comerciam as últimas madeiras virgens no “mundo civilizado”, luxo que não é pro bico de pais pobre). 

A redução do desmatamento no Brasil depende absolutamente, portanto, da redução da corrupção, o que é totalmente insano esperar com esse STF que solta os ladrões e prende as polícias. Redução da corrupção é, histórica e planetariamente falando, função exclusiva do aumento de democracia. E no Brasil a democracia está em extinção. 

Das iniciativas de Bolsonaro, portanto, a única que com toda a certeza será cumprida, é a de sempre em se tratando do Estado brasileiro: a do “aumento de recursos” e, portanto, de funcionários indemissíveis e incobráveis acrescentados à legião da privilegiatura.

A questão ambiental, seja pelo viés do aquecimento global, seja por todos os outros, é seríssima. Mas só pode ser endereçada pelo tratamento de sua causa fundamental, que é a superpopulação humana. Enquanto a luta pelo poder – nacional ou global – tiver precedência  sobre o controle da natalidade na questão ambiental, continuaremos matando o planeta.

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§ 33 Respostas para Tentando acreditar em Joe Biden

  • plonios disse:

    Fernão repetidamente se refere ao modelo americano como seu ideal de democracia. Tudo bem, estão anos luz à frente de tudo que temos aqui, não vou discordar. Principalmente no que, em princípio, dá ao povo controle sobre o governo. Porém, às vezes exagera, idolizando o que ocorre lá.

    Dizer que as leis nos EUA são feitas pelo povo é meia verdade. Algumas são (esse é o lado positivo, que eu gostaria que imitássemos) e outras não. Muitas leis importantes e de grande abrangência são feitas por grandes corporações, através dos seus lobbies legais e de corrupção. O controle do governo pelo povo é “em princípio”, e nem sempre é real.

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  • rubirodrigues disse:

    Tenho estudado Platão e penso ter compreendido o seu modo de pensar que possibilita compreensão da sua obra, distinta da autárquica que por ai transita. O que ele apregoa não é democracia no sentido do mando da maioria, mas o comando de uma elite habilitada a pensar o todo, pensar as totalidades complexas que integram e constituem a realidade. Para sustentar isso mostra que não se aplica ao todo, interesses privativos de qualquer das partes. Nessas condições, o governo seria exercido visando a conveniência do todo, a saúde e o equilíbrio do todo e enfim, dos interesses comuns a todos em razão da lucidez e do discernimento dos governantes. A solução estaria na linha da educação da elite para governar com sabedoria.

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    • LSB disse:

      É exatamente isso que se “faz” (ou se tenta fazer) no Brasil há 200 anos. Uma elite burocrata super hiper “estudada” comandando a massa que, supostamente (e oficialmente/legalmente), não sabe (não pode) decidir por si…

      Abs
      LSB

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  • jeanmorgado disse:

    A Amazonia é palco de uma colonizaçao predatória que ocorreu em todo o Brasil desde a derrubada das florestas de pau-brasil, mata atlantica, cerrado, araucarias. O excedente populacional, a desindustrializaçao e a quebra da agricultura familiar levam pessoas a ganhar uns trocos cortando arvores, transportando toras e contrabandeando madeiras para os paises que mais criticam o Brasil. Não existe “madeira legal “. Depois do saque ás terras publicas da Amazonia vem os politicos e “legalizam” as areas devastadas, ganhando muito dinheiro com criaçao de bovinos. Depois vem o agronegócio, onde Salles, Maggi, Caiado, Teresa Cristina e Mourão fazem grandes negócios alimentando os chineses. O resultado é a desertificaçao e a criaçao de cidades barrentas, sem infra-estrutura (exceto um monte de funcionarios publicos e politicos) e deficitarias onde se concentram os primeiros migrantes numa subsistencia precária. Claro que nunca houve nem haverá proteçao a floresta – nem à fauna e nem aos indios – pois politicos brasileiros são pura falácia. Assim como nas áreas de mineraçao em larga escala, o passivo ambiental ficará para a sociedade pagar.

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  • cadu43 disse:

    PERFEITO!

    >

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  • LSB disse:

    “Só duas pessoas ganham hoje com a depredação de florestas no Brasil: o madeireiro e o político corrupto que o acoberta”

    Caro Fernão,

    Essa afirmativa é simplista e, desta forma, colabora – e muito – para que nada seja resolvido.
    SE SOMENTE o madeiro e o político corrupto ganhassem com a “depredação de florestas”, o problema até seria “fácil” de resolver.
    A questão é: 20 a 30 milhões de pessoas vivem na Amazônia e muitos milhões dessas DEPENDEM da “depredação da florestas” para sobreviver…
    O que se espera?
    Que esse povo fique todo santo dia olhando para o horizonte esperando Godot (o tal desenvolvimento sustentável)?

    Crie as tais oportunidades de desenvolvimento sustentável que as pessoas deixam de depredar florestas.

    TODO mundo repete slogans do tipo “desenvolvimento sustentável”, etc. e tal.
    Mas o que é isso exatamente?
    O que o povo vai vender?
    Vamos parar de slogans vazios e APONTAR EXATAMENTE e EM DETALHES quais atividades esse povo pode exercer?
    (o que vender, para quem, como produzir, como processar, como escoar, etc.)

    Os “cordeiros de Deus” ,que acreditam ter vindo tirar os pecados do mundo com seus ativismos, não gostam de pensar em questões práticas.
    Falam em procurar soluções, investir em pesquisas, MAS… o que o povo fará até que se ache tais “soluções”, tais “produtos sustentáveis”, etc.. e tal?

    Produção – seja qual for – necessita de escoamento! Estradas, ferrovias, aeroportos, hidrovias, etc. E energia: gasodutos, redes de distribuição, usinas, etc. Onde estão tais infraestruturas? Qual o plano?
    Nosso Mussolini de plantão barrou uma ferrovia porque afetava algumas centenas de hectares em um floresta com mais de 300 milhões de hectares!

    Qual sua sugestão: que o povo fique esperando até tudo se desenvolver? Sustentar o povo (milhões) na base de auxílio emergencial até quando o desenvolvimento sustentável chegar?

    As pessoas têm ideia errada de produção: pensam que se irá achar algum produto “mágico” na floresta e que depois é só ir lá e catar….
    Existem escalas de produção, existe necessidade de escoamento, HÁ a NECESSIDADE de mercados para se vender produtos (desenvolver mercados não é tão fácil assim).

    Enfim, o Brasil teria que ter um plano cujo início FOSSE realmente por atividades mais primárias e que a sofisticação tecnológica e/ou diversificação produtiva fosse alcançada com o tempo.
    O resto é utopia de quem não conhece produção.

    Acrescento: conheço muitas, mas muitas pessoas que estão LOUCAS para investir em algo lucrativo, MAS ninguém aposta nessas ilusões…
    Todos “ambientalmente conscientes” ficam nos grandes centros discutindo e debatendo o desenvolvimento sustentável da Amazônia, tentando provar suas teses, etc. e tal.
    SIMPLES: vão lá e façam! SALVARIAM A Amazônia, GANHARIAM o debate (provando na PRÁTICA ser possível o tal de desenvolvimento sustentável) e ainda FICARIAM RICOS (não precisando mais reclamar do “miserê” de acadêmico).
    Mas isso tudo é teoria que sempre acaba em: “mas o governo precisa investir nisso e naquilo e naquele outro, etc. e tal”…

    O Estado nem consegue resolver o problema do saneamento urbano, coleta de lixo e invasão de áreas protegidas (e formação de favelas) nas grandes cidades!

    Sério, como o Estado que não resolve os problemas ambientais (os piores do Brasil) nas regiões RICAS – e que mais DISPÕEM de GRANA para resolver tais problemas – vai conseguir “criar” do “zero” uma economia moderna, limpa, tecnologicamente sofisticada, com “zero” agressão ao meio ambiente em uma REGIÃO INÓSPITA, com infraestrutura ZERO e com uma mão de obra precária e semi analfabeta?
    Gerações são necessárias para tal mudança! E até lá o povo fará o quê?

    E quanto de grana seria necessária?
    Compreende que seria necessário MUITO MAIS DINHEIRO do que o necessário para resolver os problemas ambientais das grandes cidades (favelas, saneamento, lixo, invasões), uma vez que TODA INFRAESTRUTURA há de ser construída e o povo CAPACITADO?
    Se não se consegue – ou não se tem dinheiro para – resolver os problemas ambientais nas cidades grandes (e já bastantes desenvolvidas), por que haveríamos de conseguir na Amazônia?
    Se aparecesse esse “espaço” no Orçamento, por que você crê que a Nação, solidariamente (pausa para gargalhadas), direcionaria tudo para a Amazônia?

    E até tudo isso acontecer, repito, O QUE O POVO VAI FICAR FAZENDO?
    Ficar esperando Godot?

    E como conseguir isso se A PRIORIDADE (incluindo o uso de todos recursos disponíveis) é tentar fazer o povo não sobreviver (fiscalização, fiscais incendiários – pois se seguirmos o ritual da lei não haverá punição, é claro! – argumento que os esquadrões de morte também utilizam) -, satélites, etc.).
    Fiscalizar SOMENTE é ENXUGAR GELO!

    E por aí vai… Turismo? Estamos há décadas tentando criar um turismo “top” no nordeste e não conseguimos (e em termos de infraestrutura, o NE está a anos luz da Amazônia), pois ainda faltam acessos, transportes, população preparada, infraestrutura para turistas (hotéis, passeios, restaurantes, etc.), marketing, etc.
    Depois de décadas, temos cidades no NE que já possuem turismo desenvolvido e muitas outras não. E recebemos relativamente poucos gringos…
    E quanto tempo – e quanto dinheiro – precisaríamos para desenvolver o turismo na Amazônia em um nível (muito) acima do que o NE alcança hoje (incluindo “angariar” turistas no exterior)?

    E, mais uma vez, o povo ficará fazendo o que até esse dia chegue?

    Enfim, nosso problema é que o brasileiro estudado – com poucas exceções – só aprendeu a repetir SLOGANS vazios, não consegue perceber isso e acredita piamente que um monte de baboseiras sem fundamento, incoerentes, levianas, “mágicas” e “sonháticas” são soluções de verdade!
    Nosso mal é o “pachequismo”…

    Abs
    LSB

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    • Flm disse:

      Os 25 milhões que vivem na Amazônia, excluídas as tribos ainda selvagens e uns poucos extrativistas vivem fora da floresta, nas cidades e áreas já abertas. Ninguém “depende do desmatamento” senão os vendedores de madeira e a gente que vive de colher sem ter plantado. O agro negócio não precisa disso para crescer conforme já está sobejamente demonstrado.
      Até o Bolsonaro já entendeu isso…

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      • Flm disse:

        Esses 25 milhões estão na Amazônia que já não é mato PORQUE já não é mato. Não estão apertados dentro do mato esperando derruba-ló por espaço ou por produção. O que acontece é que o hectare que se compra de mato por 10 vende-se sem mato por 300 (depois de embolsada a venda de madeira ilegal a peso de ouro) … desde que o politico corrupto “legalize” a coisa.

        É isso que derruba a Amazônia.

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      • Flm disse:

        E note o principal: nenhum dos dois lados, nem entre os leitores do Vespeiro, toca no principal: controle de natalidade

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      • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

        Fernão, agradeço-lhe o=por dividir os resultados de seu raciocínio apos a leitura da obra que você citou. Percebemos que Hamilton era bem dotado de massa cinzenta, sabia trabalhar em grupo com pessoas de mesmo nível, conhecia a sociedade em que vivia e o mundo exterior aos EUA da época. como você nos conta, ele se preocupou em dotar o páis de instituições sólidas com um Banco Central – independente já naquela época? – e outras instituições de Estado com planejamento. Na economia tratou de criar empregos tirando-a de uma situação de agricultura escravagista e criar empresas com tecnologias.
        Joe Biden não é tolo e certamente se prepara para criar mais empregos, apoiar os empreendedores americanos, principalmente aqueles que a casa retornam após experiências oportunistas na China. Vamos esperar para ver. Acredito que em todas as nações existam governantes que são defensores de uma sociedade mundial promissora, mas tem que trabalhar contra a politicagem, a corrupção e a falta de idealismo político no seio de suas próprias Nações. Das intensões (discursos) ao cumprimento de metas planejadas (realidade), concorrem com uma infinidade de percalços para serem enfrentados por gente preparada e compromissada com ideais de bem comum. Quanto a Bolsonaro é isso que estamos a sofrer\; um despreparado, obscurantista, oportunista ao extremo e, pior, conta com muitas cabeças privilegiadas para destruir nossas instituições e excluir nossos homens mais experientes e responsáveis das decisões em todos os campos da economia e do saber, apoiado por uma tropa de sabujos incautos, do mesmo naipe.

        Madeira. Quando criança ao viajar minha família pela Estrada de Ferro Noroeste Oeste Brasil – N.O.B. , fazendo a baldeação da bitola larga (1 metro+-) da Companhia Paulista de Estradas de Ferro – CP para a bitola estreita da N.O.B., íamos de Bauru a Campo Grande – MS em cabinas individuais e das janelas podíamos observar que os campos se transformavam em direção a oeste e após a linha cruzar pela ponta de ferro do Rio Paraná víamos o cerrado sumindo ano a ano, e as estradas
        laterias à linha do trem que serviam para recolher o leite trazido das fazendas e, também, muita madeira do cerradão, árvores que não eram pequenas e financiaram o estabelecimento de muitas propriedades. A madeira cortada só vira fumaça quando não há rios e estradas por perto para serem retiradas e vendidas legal ou ilegalmente. Aliás, a grande estrada Transamazônica escoou em outra porção de nosso vastíssimo território muita madeira de lei, incluindo, o mogno, exportada para o mundo e que também financiou muitos projetos ousados e que deram, na maioria, em nada, a não ser em interiorizar a miséria e atrair os grileiros e garimpeiros ilegais, ajudando a devastar mais ainda a nossa fauna e flora. Onde foi parar todo o dinheirinho amealhado, que não deve ter sido pouco. Não nos esqueçamos do que aconteceu com o estado de Rondônia, do Acre e, agora, no estado do Rio Branco, onde a história da depredação do meio ambiente continua. Porque o governo Bolsonaro não apresentou um trabalho planejado para proteção do meio ambiente, mormente dos biomas do Cerrado , do Pantanal mato-grossense e da Amazônia usando do fundo mandado pela Noruega? Será que ele quer dizes, via seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles”, que a medeira
        é “nossa” e dela fazemos/ queimamos o que queremos?
        Se todos os governantes mundiais são porta-vozes do caos pensado em conjunto, então Bolsonaro fez a parte dele com seu discurso pulha noa Cúpula do Clima. Não sou ingênuo para crer piamente que não haja governos estrangeiros interessados em levar o seu quinhão das nossas riquezas de forma camuflada de cooperação em prol do clima.
        O tempo nos mostrará com dureza se não tomarmos as medidas certas na hora certa.
        Eu não acredito em Bolsonaro. Acabou!
        Basta de mi-mi-mi pseudo patriótico-ambientalista.
        Nos EUA também cortaram sequoias e criaram o vaos na região onde ocorreu a formação do “Dust Bowl” e se matou a tiros de Winchester 44 muito búfalo, a partir de janelas de trens que levavam o progresso para o oeste americano. Fractal, e não aprendemos. Marte é logo ali…

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    • LSB disse:

      Caro Fernão,

      Desculpe informar, mas é mais ou menos assim que a economia desenvolve!

      (“hectare que se compra de mato por 10 vende-se sem mato por 300”)

      Nas cidades, de certa forma, também funciona assim. Quanto mais “valor agregado” possui um imóvel, um bairro, etc., mais caros custam, mais impostos geram, mais empregos de alta qualidade são criados, etc.

      Ninguém vai montar um fábrica na Paulista (assim como não faz sentido colocar a sede do seu banco no meio da Anhanguera)!
      Imóveis na Paulista possuem “qualidades” e valores agregados (localização com diversos “geradores” de alta renda) que também os fazem gerar altas rendas. Logo, valem muito… (ou valem muito porque geram muita renda).

      Uma terra agricultável vale mais do que um mato “bruto” porque é capaz de gerar mais renda.
      Foi assim que o mundo se desenvolveu: agregando valor às coisas, incluindo imóveis. Fazendo “coisas” gerarem (mais) renda…

      Se você conseguir fazer a floresta “de pé” e/ou outras atividades “valerem” mais do que os 300, as pessoas irão preferir deixar a floresta de pé e realizar outras atividades.
      Do contrário, o próprio “preço” diz o quanto de riqueza um determinado ativo pode trazer: 10 para a floresta em pé e 300 para a floresta em pé. Por que raios imagina-se que um população qualquer irá preferir o 10?

      Só se:
      – OU o 10 (floresta em pé) trouxer mais que os 300 (e nesse caso, o 10 viraria 300, 400 ou 500, uma vez que passaria a gerar igual ou mais renda que aqueles 300 que a terra sem mato poderia valer);

      – OU houver outras atividades que remuneram mais que aqueles 300 (nesse caso, ninguém perderia “tempo” transformando 10 em 300 pois haveria outras atividades que, com o mesmo trabalho/capital, obteria-se mais do que os 290 obtidos com aquela primeira atividade).

      Veja bem, sua visão de que só o madeireiro se dá bem é precária e caricata!
      Não é o madeiro que entra na floresta, corta a árvore, transporta, etc. e tal, absolutamente sozinho!
      Há uma economia subterrânea que funciona: mateiros, “lenhadores”, caminhoneiros, ajudantes, mecânicos, provedores de insumos, peças, combustíveis, etc. etc etc. E há o comércio “tradicional” que isso gera!
      Não é porque as pessoas moram nas cidades que não sobrevivem da exploração (legal ou ilegal) da floresta.
      No MT ou MS, a maioria das pessoas vive nas cidades, mas a renda está condicionada, preponderantemente, à produção agropecuária.
      Na Amazônia também! Uma parte relacionada às atividades agropecuárias e florestais legais e outra às atividades agropecuárias e florestais ilegais!

      Enfim, bem ou mal, parte da renda ilegal gira a economia local
      Obviamente, SE toda a atividade fosse legal, uma MAIOR parte da renda ficaria no local inclusive como reinvestimentos – e em atividades mais tecnologicamente avançadas possivelmente -; como há atividade ilegal, da renda gerada desta, uma “gorda” parcela acaba sendo “lavada” em outras plagas! Mas, ainda assim, uma parcela significativa da renda ILEGAL fica no local.
      E é esta renda que PLANOS devem conseguir substituir.
      Se o PLANO não substituir essa renda (por próxima, igual ou maior, é claro), as atividades ilegais não cessarão!

      “Priorizar” a fiscalização e o “fim” do desmate SIGNIFICA EXATAMENTE não atingir esses objetivos. Prende 10, aparecerem mais 15.
      Se quer o fim das atividades ilegais, coloquem à disposição do povo alternativas. O povo escolherá a alternativa legal SE ela existir (e SE for financeiramente compatível com a ilegal – não dá para ser 10 vezes menos remunerada, é claro).

      Duas observações finais:

      – “e a gente que vive de colher sem ter plantado” = “abrir” mato dá muito trabalho! Tendo ou não plantado, criar valor do “zero” dá muito trabalho. Seja abrindo um campo para agropecuária ou uma cidade, bairro, porto, marina, etc.
      Você pode defender que a Amazônia não seja “aberta”, mas todos os lugares onde as pessoas vivem (SP, PR, MG, etc.) um dia também foram como a Amazônia (não estou me referindo ao bioma). De novo, pode-se defender que o povo de lá não possa utilizar o solo para agropecuária, MAS quando o fazem (legal ou ilegalmente) estão dando duro em meio a uma realidade sacrificante. E geram valor! Como você disse, a terra aberta vale mais mesmo (por gera mais RENDA!).
      E quando a terra está aberta – seja na AM ou seja como foi em SP – o “valor” foi criado, goste-se ou não.

      E foi assim que o Sudeste e o Sul (bem como Europa e EUA) se desenvolveram e ficaram ricos.
      Mas na Amazônia devem achar outro caminho. Ok, apontem sem se limitarem a slogans e utopias. Criem as alternativas e viabilizem os “pagamentos por serviços ambientais” (e com retornos próximos, iguais ou maiores do que a TRADICIONAL alternativa seguida absolutamente pelo mundo todo de abrir o “mato” para agropecuária).

      No mais, se as atividades fossem legais, a madeira retirada “sem trabalho” de quem “não plantou” (kkkkk) não traria lucro prioritariamente só para o madeiro (sobrando apenas uma parcela para a população local), mas da renda total, uma parcela majoritária seria revertida para a população local (reinvestimentos, impostos, melhores salários, etc.).

      – Controle de natalidade: não vou entrar nessa discussão. Pois, para começar, como? À força ou com “incentivos” (só tira documento quem…)?
      Outro ponto: na MÉDIA, a taxa de natalidade do Brasil já está baixa e já sequer repõe a população. O Brasil já tem uma queda populacional “contratada”… se bobear, o Brasil vai ter que tentar atrair imigrantes daqui uns 20 anos…

      Abs
      LSB

      PS1: e tudo que falei sobre infraestrutura continua de pé: não há economia sustentável, produto sustentável, turismo sustentável, bioeconomia, indústria 4.0, etc. etc. etc. SEM INFRAESTRUTURA.

      PS2: tenho um primo que mora nos EUA e trabalha com celulose. Os americanos CONTINUAM CORTANDO FLORESTAS NATIVAS!!!
      (ah, mas eles vão replantando atrás, viu… não tem problema, não, ok?)

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      • Flm disse:

        Sim, ou faz-se a floresta em pé valer 300 ou mais, com turismo de caça e pesca e outras atividades para quem é “do ramo” como fazem os americanos em seus parques públicos, ou desapropria-se as terras desmatadas em áreas previamente definidas como não desmatáveis e prende-se os infratores e os políticos que tentarem legalizar esse crime como se faz nos países onde há polícia e o STF não solta os ladrões.

        De modo que a sua longa peroração sobre o óbvio podia ter sido poupada, sr. LSB

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      • LSB disse:

        “… com turismo de caça e pesca e outras atividades para quem é “do ramo” como fazem os americanos”

        Nossa legislação não permite e nem tais atividades somente (turismo ecológico, caça, pesquisa, produtos artesanais, etc) são suficientes para “sustentar” aquele povo todo.

        São necessárias atividades mais “tradicionais”, ainda que planejadas – como o senhor Rubi Rodrigues apontou (mineração). Mas a legislação e a mentalidade é radicalmente ecoxiita. Não funciona. Deve haver um meio termo: exploração de atividades “tradicionais” com os cuidados ambientais cabíveis, parques fiscalizados (e fiscalizáveis), etc.

        Abs
        LSB

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    • rubirodrigues disse:

      LSB “Crie as tais oportunidades de desenvolvimento sustentável que as pessoas deixam de depredar florestas”, Aqui, penso estamos diante de uma contribuição relevante. Existe mapeamento das jazidas minerais da amazônia que são avaliadas incomensuráveis. Muito bem, como se faz para a sua exploração inteligente: 1. minimizando os efeitos ambientais; 2. promovendo o desenvolvimento das populações da região 3. criando um negócio atrativo para investidores e 4. preservando a floresta? Penso que deve existir solução capaz de harmonizar esses vetores.

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      • LSB disse:

        Perfeito. Concordo contigo.
        Mas ainda assim: uma área, ainda que mínima, tem que ser desmatada para se possa implantar as instalações relativas à mineração. E há resíduos, uso de água, etc.
        Enfim, algum impacto ambiental ocorrerá.
        Pode-se minimizar? Sim.
        Deve-se minimizar? Sim.
        Mas esses projetos acabam sendo inviabilizados em meio a ativismos radicais, legislações/regulamentações escritas por ecoxiitas, funcionalismo “anti capitalista” (incluindo os MPs da vida e todo o judiciário), imprensa que acha a quintessência do universo denegrir ao extremo a imagem do próprio país, etc. etc. etc.

        Abs
        LSB

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  • LOCC disse:

    Entendo o Fernão e sua busca do ideal, na organização das sociedades humanas. No entanto, entendo que vivemos no mundo real, com seres humanos imperfeitos vivendo em sociedades idem. Não se trata aqui de ceder docemente à desorganização social, mas ao fato de que maturidade significa discernir o ideal do real, e a busca de agir no real em direção ao ideal, e não de renegar o real por não atingir o ideal. A meu ver, é disso que se trata quando se analisa a iniciativa do governo americano nessa cúpula do clima. É decididamente um tema fundamental para o futuro da humanidade, e o que se busca é comprometer todos os países do mundo (ideal) com sua solução definitiva (ideal), ainda que se consiga pequenos passos (real), e que haja muito mais discurso (real) do que progresso (real). Mas o evento em si é um passo adiante, e o discurso do presidente do Brasil também é um passo adiante, ainda que seja só porque ele se compromete perante o mundo com sua fala.

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    • Flm disse:

      Não há ideal, LOCC.
      Ha o menos pior possível. A democracia não faz dos homens santos. Mas faz eles ficarem com medo do inferno quando deixa claro que nem v sendo o Madoff que roubou um trilhao, não há STF que impeça que você morra na cadeia e a sua família inteira seja destruída como a dele foi.
      E isso impede o surgimento de mais Madoff’s o suficiente para você ficar tão rico como os EUA ficaram.

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  • Pedro Marcelo Cezar Guimaraes disse:

    Assertivo e preciso em : “A maioria desses “representantes da comunidade internacional” não são isso, repetia ele, são só chefes do crime organizado. E muitos são governantes absolutistas.” e também em: “…A redução do desmatamento no Brasil depende absolutamente, portanto, da redução da corrupção, o que é totalmente insano esperar com esse STF que solta os ladrões e prende as polícias”.  O resto é consequencia da ignorância mantida pela pobreza e na educação paulo-freireana ou da famigerada “Lei de Gerson”.

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  • nelevy disse:

    A política é do ‘ me engana que eu gosto”.
    Mexam em tudo desde que não mude nada.
    Essa é a ordem.

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  • grimaldipe disse:

    FLM, por favor pegue leve nas acusações contra Bolsonaro. É oportuno lembrar que o Presidente tem sofrido maledicências injustas e hoje é vítima da herança maldita do lulopetismo, movimento político que desgraçou o País mediante extraordinária corrupção e roubalheira. Lamentavelmente, a maioria dos veículos de comunicação buscam desmoralizá-lo com críticas ácidas, sem oferecer sugestões para uma boa administração! O STF, aparelhado com gente amiga, coloca Lula em liberdade, rejeitando sua condenação em várias instâncias com base em aspectos jurídicos meramente formais, inconsequentes, para novamente permitir sua candidatura à Presidência! Muitos eleitores incautos poderão dar-lhe voto de confiança ao ouvir suas diatribes. Trágico para a democracia!

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    • Flm disse:

      Eu não faço acusações nem a Bolsonaro, nem aos seus acusadores. Faço constatações sobre um e sobre os outros

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    • A.(sno) disse:

      Igualmente trágico é afirmar que Bolso ” é vítima da herança maldita do lulopetismo”. Não é vítima coisa nenhuma. É herdeiro dele. Vítimas somos os incautos que votamos nele… (mas qual a alternativa?)
      – Bolso não acabou com a TV Brasil por causa das críticas?
      – Bolso não enviou um projeto sequer de privatização por causa das críticas?
      – Bolso se indispôs com Moro e Mandetta por causa das críticas?
      – Bolso defende a cloroquina por causa das críticas?
      – Bolso defende os filhos contraventores por causa das críticas?
      O sr. é que deve “pegar leve” no seu apoio cego a ele!

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      • A.(sno) disse:

        P.S.:
        – Bolso, que era contra a reeleição durante a campanha, agora é a favor por causa das críticas?

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      • rubirodrigues disse:

        Não A, Não mudou de opinião, apenas que a consecução desse objetivo precisa ser feito na hora certa. Ele está trabalhando na desmontagem de uma estrutura que era para governar eternamente. Você não percebe as resistências que ele está encontrando? Adianta acabar com a reeleição com esse supremo e com urnas inauditáveis? Não basta ser voluntarioso é preciso ser estratégico.

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    • A.(sno) disse:

      Sr. Rubi: o sr. grimaldipe pediu ao Fernão pra “pegar leve nas acusações contra Bolsonaro”. Eu citei alguns fatos a respeito do Bolso que independem da resistência que ele vem sofrendo (QUASE todas existentes apenas na cabeça dos bolsonaristas – até lembram as “forças ocultas” que boicotavam o “extinto” Jânio Quadros). Eu fiz 6 questionamentos. Quer rebater? Responda um a um! Isso de “hora certa” pra agir é pra enganar trouxa!

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  • whataboy disse:

    Resolver a questão ambiental pela limitação do crescimento populacional?? Não entendi.
    Não seria mais fácil ao mundo civilizado adotar com vigor todas as energias alternativas e mover-se para a economia sustentável?
    Não seria mais fácil ao Brasil recuperar – e não apenas reduzir desmatamento – a floresta amazônica e tornar-se líder inconteste e invejado da defesa do meio-ambiente do planeta?
    Reduzir desmatamento não é mais alternativa nenhuma. Se a cada ano a floresta diminui, a redução do desmatamento está garantida!

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  • LSB disse:

    Prezados,

    Outro ponto nessa história toda:

    O “Vespeiro” tem como modelo a organização política dos EUA.
    O maior ideal “vendido” por aqui é o Voto Distrital Puro com recall e INICIATIVAS DE LEI.
    Acontece que nos EUA as legislações são ESTADUAIS (muitas “municipais”). Até por isso que é “fácil” mudar… iniciativa popular para mudar lei FEDERAL? Quase impossível, dado a quantidade de eleitores muito distantes que precisam ser mobilizados em países CONTINENTAIS (como Brasil e EUA).

    Acontece também que legislações predominantemente ESTADUAIS (e municipais) permitem que cada “comunidade” (condados estados) sigam seus próprios caminhos, procurem suas próprias soluções, façam suas escolhas e elegem suas prioridades conforme a população deseja. Tudo isso é sempre ressaltado nesse espaço e ovacionado – não sem razão – como a VERDADEIRA DEMOCRACIA!

    Mas acontece também que as legislações AMBIENTAIS nos EUA também são ESTADUAIS.
    (a esquerda americana sempre tentou – e agora com Biden os esforços estão redobrados – criar leis ambientais FEDERAIS. De fato, a esquerda SEMPRE tenta centralizar, pois é a única forma de “homogeneizar” a sociedade; do contrário, cada “localidade” escolhe um caminho diferente)

    Enfim, fica a pergunta a todos que aqui concordam com – e até mesmo desejam – o modelo americano:
    Topam deixar aos estados amazônicos a decisão absoluta sobre como devem gerir suas florestas (se devem ou não desmatar e, se sim, como) da mesma forma que os EUA fazem (e como uma VERDADEIRA DEMOCRACIA deve funcionar, ou seja, com o povo DIRETAMENTE AFETADO – como nas decisões de reformar ou não uma escola, exemplo tantas vezes aqui citado – decidir o que é melhor para si)?

    Os americanos possuem parques FEDERAIS, bem como alguém poderia alegar que a maior parte da Amazônia é terra da União. MAS, sem hipocrisias, alguém acha que:

    – algum Estado americano permitiria que a União “comprasse” 80% das suas terras e depois proibisse atividades?

    – seria viável uma DEMOCRACIA VERDADEIRA como a americana SE algum de dos Estados (lá ou cá) não tivesse domínio sobre 80% do seu território?

    Abs
    LSB

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    • A.(sno) disse:

      O sr. ficou um tempo em quarentena mas não mudou nada. Nas vezes em que concorda com um ponto de vista alheio SEMPRE coloca um “mas…” em seguida. O sr. tem problemas de auto afirmação?
      E continua prolixo …
      P.S.: e não me mande “abs” se responder. Não mereço!

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      • LSB disse:

        Como escrevo ou o que eu quero escrevo é problema meu.
        Se não quiser ler, não leia, pois o senhor não é obrigado.
        Mas não seja “fiscal de comentário”, “comentarista de comentário” ou “crítico de comentarista”, pois, para começar, o espaço nem seu é. Portanto, primeiramente, se ponha no seu lugar.

        Segundo: quer criticar? Critique com sabedoria e argumentos. Com muitas coisas que o senhor escreve aqui eu não concordo ou simplesmente acho boçais,mas não venho neste espaço, a cada comentário que o senhor posta, publicar alguma observação vazia e depreciativa sobre seu estilo de escrever ou alguma conjectura estúpida sobre suas características comportamentais.

        No mais, o senhor me julga prolixo, mas o que escrevo – goste ou não o senhor de refletir – sempre envolve uma dúvida, uma reflexão, um questionamento. Corretos ou não, profundos ou rasos, pertinentes ou preciosistas, pelo menos contém alguma “substância”. Muito mais inúteis são os comentários do senhor.
        (enfim, reflita sobre a utilidade e a profundidade do que o senhor escreve antes de julgar a escrita dos demais – ainda mais se for para criticar a “prolixidade” alheia).

        Para terminar, uma vez que não há limitação de caracteres, entendo que o “dono do pedaço” – FLM no caso – aprova, aceita ou mesmo espera que as pessoas escrevam sem limitação. A prioridade seria a liberdade de expressão e o direito de se expressar integralmente. Não cabe ao senhor censurar, intimar ou estigmatizar o que quer que seja ou quem quer que seja.

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    • Flm disse:

      A democracia americana foi feita em duas etapas: o momento da fundação, que se traduz na constituição e as reformas da Progressive Era (virada do século 19 para o 20) quando as ferramentas de democracia direta (recall, referendo, iniciativa, etc) acabam por reforçar decisivamente o federalismo.

      Como o problema no momento de fazer a constituição era outro e havia preocupação de que a maioria pudesse vir a oprimir a minoria no regime democrático que ainda não tinha sido testado, a constituição não previu os direitos da democracia direta, razão pela qual ela não consegue estender-se para o âmbito federal até hoje. É fácil o supremo barra-lá como inconstitucional.

      O quanto é difícil alterar a constituição federal (7 regras básicas) é fácil, lá, mudar as estaduais e municipais. As constituições desses níveis até se forçam fazer isso incluindo revisões a cada 10 anos e outras regras e princípios com essa finalidade. E por isso evoluíram para a democracia direta.

      Os cargos executivos de eleição majoritária no âmbito federal não poderiam mesmo ser sujeitos a recall porque são eleitos por margens estreitas (50% + 1). Mas os de eleição proporcional, como os deputados federais, eleitos por parcelas menores de eleitores identificáveis (são eleitos por determinados distritos eleitorais e não pelo estado inteiro) poderiam e na minha opinião deveriam estar sujeitos a recall.

      Vejo isso como um defeito do sistema deles.

      Quanto a se um estado do Amazonas num sistema desses permitiria ou não desmatar, basta criar leis federais para isso com base em que há interesses gerais que se sobrepõem aos particulares. É o caso, per exemplo, da legislação antitruste dos americanos que veio com as mesmas reformas da Progressive Era, proibindo qualquer estado de aceitar violar o limite mínimo de concorrência que favorece o trabalhador e o consumidor para aumentar as possibilidades de enriquecimento do empreendedor.

      Esse todo mundo tem de obedecer. Bastaria definir o bioma amazônico como de interesse geral, portanto, para preserva-lo na medida desejada pelo Brasil e não pelos amazonenses.

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      • LSB disse:

        Fernão,

        Respondendo só hoje sua resposta.
        Concordo em termos com o que escreveu.

        Claro que em uma federação (EUA ou Brasil) haverá leis FEDERAIS, mas as questões sempre são: quantas e quais? Qual o limite?

        De modo geral, sem entrar na discussão da exata divisão das competências legais americanas (distrital, estadual ou federal), os EUA são muito mais democráticos (de verdade) e o setor público atende bem melhor aos cidadãos exatamente porque a descentralização é muitíssimo maior que a nossa (lá há hoje, como sempre houve, tentativas de federalizar questões – algumas com sucesso -, mas as discussões são longas, quase sempre inconstitucionais, etc.).

        Bem, lá as leis ambientais são majoritariamente estaduais. Não vou alegar que toda a “democracia” deles está na dependência esta exata independência ambiental, mas é mais um aspecto que compõe a democracia verdadeira…

        Nesse contexto, devemos lembrar que a “legitimidade” de legislar deve ser “local” e, portanto, os Estados que estão no bioma amazônico têm o direito primário e legítimo de legislar sobre seu território. Se considerarmos uma legislação federal, esta só poderia ser legítima SE aqueles Estados assim o permitissem. E para isso, uma legislação deveria ser negociada de igual para igual e não imposta por uma “ditadura da maioria” do resto do país.
        Em suma: uma legislação federal seria admissível se tais Estados tivessem o poder de rejeitar a legislação imposta (só aceitariam se entendessem ser benéfica, o que implica o “resto do país” oferecer “contrapartidas”… não foi o caso da legislação ambiental e de nenhuma outra… o CN impõe de cima para baixo legislação para tudo e Estados e municípios que aceitem…)

        No mais, Brasil e EUA são países continentais, heterogêneos e diversificados. Países pequenos podem fazer legislações nacionais que exprimam razoavelmente bem as necessidades e preferências dos cidadãos, mas países continentais não!
        Parcela considerável da nossa disfuncionalidade (que alimenta nossa distopia) é causada exatamente por essa obsessão por leis federais, legislações federais e regulamentações federais impostas “de cima para baixo” pelo nosso CN (cuja “negociação política” acaba sempre criando “camas de Procusto” impostas ao povo que nunca são consultados e que quase sempre são inexequíveis, inaplicáveis, etc.)

        Abs
        LSB

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  • Muito boa discussão quanto os próprios posts do Vespeiro!
    Só há que haver cuidado para não cairmos na infrutífera polarização…
    Nem com a água batendo à porta deixamos de emitir mais CO2… Se não for a ação dura dos governos nada será feito, e os governos, já se sabe, só se movem com a pressão do eleitorado; “pescadinha de rabo na boca”.
    Como tudo, o caminho deve ser a economia sustentável e sustentabilidade significa explorar algo que dure…

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