As matrizes americana e francesa de revolução

3 de novembro de 2020 § 22 Comentários

O leitor LSB assinala a diferença entre as matrizes francesa e americana de revolução e de democracia, e sugere que tratemos do assunto. Lembro que o tema tem sido foco do Vespeiro desde sempre. É aqui que se diz e repete que em politica e na arte da construção de instituições só é possível aprender comparando e que a revolução francesa decapitou reis para instituir imperadores e, no seu tão covarde quanto incurável “igualitarismo”, não poderia deixar de cair, como caiu, na estatolatria que acabou por esterilizar o pensamento francês.

Essa ideia é tão clara em minha cabeça que em vários artigos já disse que a “estatolaria” brasileira vem daí e que se meu avô, Julio de Mesquita Filho, fundador da USP (1936), a primeira UNIVERSIDADE de fato do Brasil (embora tenha servido “o conhecimento pelo conhecimento” apenas por um curto período), não tivesse trazido exclusivamente professores franceses, na “primeira safra”, para formar os nossos, e tivesse importado pelo menos metade da Inglaterra e dos EUA, a história do Brasil seria outra…

Ha tês ou quatro intelectuais franceses modestos o bastante para não se acreditarem oniscientes e onipotentes. Coincidentemente são os que, tendo caído em desgraça em seu país em algum momento, viveram a realidade criada pelas instituições de origem saxônica, observaram a diferença abissal entre elas e a conversa mole pseudo democrática francesa e tornaram-se propagandistas do modelo anglo-americano: Tocqueville que, vindo de uma família alvo do Terror revolucionário francês, foi lá ver a America e comparar com a Europa que ele conhecia no seu imortal “A Democracia na América“, e Voltaire, antes dele, que foi exilado uns tempos na Inglaterra, estão entre os maiores dessa estirpe.

Vale a pena ler as “Cartas de Inglaterra” deste último. Coloco no mesmo nível de grandeza desses dois um terceiro que está esquecido mas deveria ser desenterrado e traduzido no Brasil. Henri Levy-Ullmann mostra onde, exatamente, se deu o desvio que pôs a perder o resto da Europa la pelos 1300, e como e porque a Inglaterra permaneceu na Common Law, tradição comum a toda a Europa, Portugal inclusive, enquanto o resto da Europa passou a chafurdar num falso “renascimento” do “direito romano”. O livro dele “Le Systeme Juridique de l’Angleterre”, difícil de conseguir mas possível recorrendo-se à amazon.fr, comparando o sistema de Common Law e suas raizes históricas com essa falsificação grosseira que é o nosso “direito romano” é seminal para se entender o mundo em que vivemos e de onde vem a vasta corrupção da “latinidade”.

 

Eu recomendaria como fecho de tudo isso o delicioso “The Constitucional History of England“, de F. W. Maitland, que não trata de comparações mas revela as raizes mais profundas disso tudo. Acrescentando-se à lista o imprescindível “Os Artigos Federalistas“, às vezes traduzido também como “O Federalista“, tem-se uma biblioteca básica mais que suficiente para “curar” o Brasil e o resto do mundo e que dispensa toneladas de lixo vendido por aí à guisa de literatura politica e de história da construção de instituições…

Tem, a propósito, um livro muito interessante exatamente sobre esse tema – a “fonte” francesa versus a “fonte” americana das revoltas e revoluções brasileiras – lançado mais ou menos recentemente. É o “Ser Republicano no Brasil Colônia”, de Heloisa Starling. Embora ela recue, no final, das conclusões que se vão estruturando ao longo da história que conta, é um livro que vale a pena ler. Uma pesquisa original que explica muito do Brasil e suas diferenças regionais e divisores ideológicos…

Vou até publicar esta resposta como matéria porque é fundamental marcar bem a existência desse desvio e essa bibliografia pode ser útil a alguém.

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§ 22 Respostas para As matrizes americana e francesa de revolução

  • Jair Rafaell disse:

    Grato pela postagem, excelente!!

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  • probabit disse:

    Muito bom. Sugiro acrescentar ON REVOLUTION de H. Arendt que vai na mesma linha https://en.wikipedia.org/wiki/On_Revolution

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  • Acho a tradição comparativa da revolução americana com a francesa injusta. As diferenças entre um e outro país são incompatíveis com o fenômeno revolucionário. Os EUA não tiveram de enfrentar a dominação do clero, os privilégios escorchantes e as relações de um estado já poderoso, conforme Tocqueville insiste na questão da centralização anterior à revolução. Nem mesmo a monarquia, porque se tratava de mandar para casa os ingleses. A França viveu uma vertiginosa mudança dentro da revolução que levou ao império. Depois voltou atrás e caiu novamente no império em 848, a ponto de Tocqueville fazer uma exclamação que nos serve como uma luva: “quem diria que o socialismo seria capaz de ressuscitar os regimes militares!” Bem ou mal, caímos nele por 20 anos e voltamos a ele pelas urnas.

    Também acho duvidosa a afirmação de que se os primeiros professores da USP fossem de extração anglo-saxônica o Brasil seria diferente. Não seria, porque o estatismo não se resolve pela educação de cátedra. As forças atávicas da tradição absolutista ibérica deixaram traços até hoje irremovíveis em nossa tradição, especialmente por que no Brasil nunca houve vitória de um dos diversos movimentos insurgentes contra o governo central, depositário da tradição colonial. O estado assumiu os valores da aristocracia imperial e qualquer pessoa com um pouco de argúcia percebe que somos uma monarquia sem rei e um regime absolutista disfarçado de democracia.
    https://testemunhos-e-testamento.blogspot.com/2020/02/fragmentos-19.html#velez

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    • Fernão disse:

      Todas as firulas conceituais têm seu peso, Carlos. Mas a diferença fundamental está lá no final do texto que você linkou: “O caminho básico para se defender a sociedade desse vício do despotismo administrativo, é reforçar a soberania popular. ”
      É essencialmente essa a síntese da pregação do voto distrital puro com recall, referendo e iniciativa aqui do Vespeiro.

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    • A. disse:

      Apenas como conceito, sem entrar no mérito (porque não tenho capacidade):
      1- “Acho a tradição comparativa da revolução americana com a francesa injusta” Eu: nenhuma comparação pode ser injusta. Injustas podem ser as conclusões.
      2- “Também acho duvidosa a afirmação de que se os primeiros professores da USP fossem de extração anglo-saxônica o Brasil seria diferente.” Eu: nem a afirmação feita pelo Fernão, nem a contestação feita pelo Carlos tem valor prático. As duas são apenas hipóteses: servem só pra divagar…

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  • Marcilio Zanoni Jr disse:

    Acabei de ler “Democracia na America”. Livro fundamental. Eh duro constatar o quao distante estamos de uma democracia verdadeira. Mais duro eh constatar q ninguem, sequer a imprensa, foca nos temas q realmente poderiam ensejar uma mudanca no pais, perdida q esta nas picuinhas politicas. Continuemos, contudo, buscando uma representacao plena em q o poder realmente emane do povo.

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  • terezasayeg disse:

    Não se esqueça de incluir Raymond Aron em seu panteão, com o inesquecível O Ópio dos Intelectuais. E Astolphe de Custine, La Russie en 1839.

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  • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

    Fernão, seu artigo de hoje sobre as matrizes americana e francesa de revolução, citando obras de grandes protagonistas, nos incita a lê-los, Foram muito esclarecedoras as argumentações de Carlos Umberto Pozzobon, que aqui sempre comparece com suas excelentes contribuições de profissional de cultura também ampla.
    Entretanto, e como modesta provocação…gostaria que os dois mestres pudessem analisar a linha seguida pela Revolução Constitucioanlista de 1932, da qual Fernão seus antepassados via jornal O Estado de São Paulo foram protagonistas na liderança pelo bem do Brasil, marcando uma virada político-administrativa que resultou em nossa primeira Constituição democrática e federal. Sempre me pareceu que houve uma maior influência dos ideais da Revolução Americana e, é óbvio, em meor escala dos da Revolução Francesa.
    Analisar a nossa revolução de 1932, suas conquistas e eventuais enganos e desencontros creio que nos daria uma visão mais adequada se analisada por Fernão com contrapontos de Pozzobon, num verdadeiro debate construtivo, como conhecimento do que pretendemos e o que fazer nas circunstâncias atuais para chegarmos até a grande revolução que é a adesão do sistema de voto distrital puro com recall, iniciativas, referenduns e impedimento dos juízes incompetentes.

    Agradeço, em tempo, ao senhor Pozzobon por ter publicado em comentário, há tempos aqui no vespeiro, em seguida a artigo de Fernão sua proposta – que foi uma aula -, quando eu escrevi que não conhecia nenhuma proposta para orçamento nacional…

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    • LSB disse:

      Prezado Hebert,

      Fiquei meio sem entender um trecho do seu texto:

      “(…) marcando uma virada político-administrativa que resultou em nossa primeira Constituição democrática e federal.”

      De qual Constituição o senhor está falando?
      Da de 34 ou da de 37?

      A de 1934, segundo o wikipedia:

      -estabeleceu o voto OBRIGATÓRIO para maiores de 18 anos;
      – previu a criação da Justiça do Trabalho;
      – previu a criação da Justiça Eleitoral;
      – nacionalizou as riquezas do subsolo e quedas d’água no país;
      – nacionalização dos bancos e das empresas de seguros;
      – determinou que as empresas estrangeiras deverão ter pelo menos 2/3 de empregados brasileiros;

      “A nova constituição precisaria refletir isso. Na Europa, os regimes fascistas e autoritários estavam em ascensão. A influência da constituição alemã de 1920 (a da chamada “República de Weimar”), que estabelecia uma república federalista com executivo forte, foi muito grande. (…).

      A Carta de 34 foi elaborada e discutida na Assembleia Nacional Constituinte inaugurada em 15 de dezembro de 1933, que era formada de 214 parlamentares, mais 40 representantes de sindicatos, recomendados pelo próprio governo, a exemplo do que se fazia na Itália de Mussolini e na Alemanha de Hitler.
      (…)
      Quase todas as constituições brasileiras tiveram inspiração estrangeira, (…); a de 1934, na constituição de Weimar alemã…”

      (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Constituição_brasileira_de_1934)

      Enfim, a de 1934, ainda que tenha trazido algumas inovações positivas (voto secreto e voto para mulheres), no geral foi bem ruim: estatizante, criadora de burocracias, aumento significativa da interferência no Estado na vida das pessoas (anti iniciativa privada e anti liberal) e criada sob o “zeitgeist” nazifascista.

      E a de 1937, é completamente “Getuliana”. Nem precisa falar mais nada…

      Abs
      LSB

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  • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

    Grato LSB, pois faltou Aspas na minha frase: nossa primeira Constituição “democrática”… Quanto ao mais é ocorreu como descrevestes e que ainda hoje norteia a nossa República(?). Quanto a virada é algo parecido ao que presenciamos hoje, da passagem do desgoverno de Dilma para Bolsonaro… ou não?

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    • LSB disse:

      Ok, entendi… era ironia (não tinha, de fato, captado).
      De qualquer forma, que falta as “aspas” fazem, não?
      Acaba soando exatamente o oposto do desejado…

      Abs
      LSB

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      • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

        Pois é… São Paulo capitaneou a Revolução de 1932, o jornal O Estado de São Paulo soube como inflamar a cidadania do povo através do belo Movimento Constitucionalista no Brasil afora, e tivemos que amargar com o desfecho imprevisto da derrota para as forças do paizinho “G” – aqui o G não tem nada que ver com “Grande Oriente do Brasil”, ou tem?, afinal republicanos! – pois faltou a meu ver mais planejamento no que todos os envolvidos soubessem o que fazer e, principalmente, na hora certa, nem antes, nem depois. Perdemos em termos pois a chama da participação popular ficou acesa e não foi à toa que Getúlio “retornou” para o mundo , digamos “democrático”, sendo carregado nos ombros do povo – agradecido pelas leis trabalhistas e outras? – e adeus às potencias do Eixo… vivas a USA. Infelizmente, talvez por falta de lideranças mais destemidas a nossa cidadania passou por crises de eclipse, por falta de informação e por submissão aos donos de nossa eterna capitania hereditária, com seus “políticos” fazedores de dinastias sanguessugas que praticam o ilusionismo vampiresco, dentro e fora do Estado.
        Do trabalho cerebrino e divulgador do Fernão e tantos outros idealistas acerca do sistema de voto distrital puro com recall e etc… poderemos ter numa situação favorável de fatores uma rápida mudança, incitada pelos generais fome, desemprego, carestia e insegurança, plantadas pelo atual desgoverno Bolsonaro, que parece dar continuidade competente ao que foram os desgovernos de Lula da Silva e de Dilma Vana Roussef, a pedaladora imortal que hoje detrata o Brasil mundo afora com suas palestras bravateiras.
        mesmo com todo o planejamento há fatores de risco incontroláveis, pois a matéria prima é humana, falível, mormente quando desinformada!
        Outro general de quatro estrela que me esqueci de citar e´o meio ambiente maltratado, cito como exemplo as barragens de rejeitos de mineração, mais de 1700, 150 prontinhas para causas perdas impagáveis. E quem se importava, pois afinal sabiam que tudo mudaria de mãos e de nomes, e os arquivos esquecidos em algum depósito de recicláveis. É de dar torcicolo em minhoca!

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  • Obrigada pelas dicas. Se encontrar vou ler todos

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  • LSB disse:

    Caro Fernão e demais,

    Antes de mais nada, excelente artigo!
    Em segundo lugar, confesso que fiquei “lisonjeado” com o fato de ter lhe “inspirado” a escrever tal texto.

    Bem, irei tecer algumas observações acerca do texto e dos comentários postados:

    1 – O tema é tão importante que, na minha opinião, merece outro(s) artigo(s);

    2 – Alguns comentaristas lembraram de importantes autores que não foram apontados no artigo. Penso que o Fernão estava se referindo aos autores do séc. XVIII e, mais tardar, do sec. XIX. Já os autores citados (Aron e Revel) são bem mais recentes (a propósito, um dos livros mais “importantes” que li foi “O Conhecimento Inútil” de Jean François Revel). Considerando autores mais recentes, então, incluo Hilaire Belloc e Julien Benda;

    3 – Nada obstante o disposto no na observação anterior, penso que, mesmo se restringindo a autores do sec. XVIII, houve um omissão deveras relevante no artigo: Montesquieu!

    4 – Afirmo isso pois entendo que Montesquieu foi a “salvação da lavoura”, ou ainda, a principal salvaguarda do “bom senso” na Europa continental. De fato, se os críticos do Iluminismo Francês estiverem certos (de que a obsessão pela “razão” e pela “igualdade” leva ao despotismo; ou ainda, nas palavras do professor João Carlos Espada – que citei no post anterior: “(…) acolhem e encorajam o despotismo da razão de forma a liberar o povo do jugo das próprias disposições e preconceitos”), a “democracia” da Europa continental só não virou um regime “nazicomunofascista” desde sempre (contrato social totalmente rousseauniano: um poder absoluto representando a “vontade geral”) graças a Montesquieu e sua “divisão de poderes”!
    Enfim, penso que se não fosse Montesquieu para “britanizar” – ainda que parcialmente – o “pensamento iluminista francês”, as ditaduras e regimes autoritários seriam regra absoluta na Europa continental (já quase é…);

    5 – Toda essa discussão é, ao meu ver, extremamente importante (retomando a minha primeira observação acima) porque acredito que a “democracia” da Europa continental (despótica, autoritária, igualitarista, anti liberdade, centralizada, tecnocrática, burocrática), por pior que seja por si só, aqui no Brasil é ainda pior! Isto porque na Europa continental, cujos países são muito pequenos, essa “democracia” – pode-se dizer – ainda funcionou. É claro que a instabilidade política foi constante; tivemos duas grandes guerras; 3 tipos de experiências totalitárias (nazismo, comunismo e fascismo) extremas e outras tantas “semi extremas” (franquismo, por exemplo) e a UE não me convenceu ainda, MAS ainda que localizada no espaço e, principalmente, no tempo, esse modelo até que “funcionou”.
    No Brasil, entretanto, nunca funcionou e, na minha opinião, uma vez que somos um país continental e com significativas diferenças e desigualdades regionais (em vários sentidos), esse modelo jamais irá funcionar. Daí que seu questionamento é mais do que importante aqui em nossa Nação, trata-se, na verdade, de haver ou não um futuro minimamente decente para nosso país;

    6 – Por fim, acerca do pertinente comentário do sr. Carlos Pozzobon, penso que, de fato, a história é complexa e é importante “desenterrarmos” nossas raízes para que possamos nos conhecermos. Entretanto, o mais importante é o caminho que devemos tomar: saber como chegamos aqui é necessário para podermos entender o tamanho do “desafio”, mas isso não muda em nada o “rumo” que precisamos tomar.
    É, evidentemente, impossível precisar como seria hoje o Brasil caso não se “tivesse trazido exclusivamente professores franceses, na ‘primeira safra’, para formar os nossos, e tivesse importado pelo menos metade da Inglaterra e dos EUA”. Poderíamos, é verdade, não estar muito melhor do que estamos, mas de uma coisa eu tenho certeza: ao menos na “discussão política” nós estaríamos (muito) mais avançados. Todo esse trabalho que o Fernão (e outros também) vem empreendendo de divulgação e defesa de um outro modelo democrático estaria, no mínimo, mais disseminado, adiantado, conhecido e debatido.

    Abs a todos
    LSB

    Curtido por 1 pessoa

  • jali disse:

    Benditas sugestões para re-leituras e novas interpretações.

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  • juremampimenta disse:

    Texto genial e comentários formidáveis ! Agradeço muito pelas ideias, pelas sugestões de leitura mas, principalmente, pelo novo olhar e pela inteligência de Fernão, de Herbert, Pozzobon e especialmente de LSB. Obrigada !

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    • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

      Sra. juremapimenta, agradeço por enaltecer minha inteligência, mas sabemos que todos nós estamos diante de uma grande caminhada na senda do conhecimento infinitamente mutável, mormente nos tempos atuais e sabe-se lá o que os mais jovens viverão. Te,os que ser resilientes, mas fundamentalmente pacientes e ponderados diante de problemas humanos tão complexos como a política. \apesar de algumas rusgas intelectuais devemos observar o que foi proposto pelo homem de Nazaré: “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei”. Muitas vezes falhei ao tentar segui-lo, pois a carne é fraca e o espírito nem sempre preparado para fazê-lo. O ceto é que as boas sementes – mesmo as intelectuais – podem ou não germinar onde pretendemos, e nem sempre vingar, mas o importante é participar. E… “tudo o mais nos será acrescentado”…
      Desculpe-me mas sua gentileza despertou o acólito que fui na infância. . Concordo consigo com relação às participações inteligentes aqui em torno do Fernão e seu vespeiro.
      Aproveitando o ensejo, por onde estará o senhor Ethan Edwards que aqui frequentava e cujos comentários sempre apreciei?
      Boa noite!

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  • GATO disse:

    Srs estão pedindo muito para um jovem de 500 e poucos anos, todos os países citados tem mais de 1000 anos, assim quando completarmos 1.000 anos como nação, talvez alcancemos o mesmo estágio que eles tem hoje, mas mesmo assim cheios de problemas também. Lá na terrinha o Antonio vai bem, podiam importa-lo como fizeram o Flamengo e o Palmeiras, talvez com um treinador melhor consigam acelerar o estágio de primeiro mundo.
    Mas a ganância atrapalha todas as civilizações, pois a polis só está na teoria dos Gregos, em grande parte os interesses pessoais e privados é que prevalecem, o personagem exemplar nesta colônia é aquele politico do Chico Anisio, “eu quero mais é me locupletar. E segue o féretro. Obrigado pelas dicas literárias, vou me esforçar pra lê-las todas.

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  • joao rubega disse:

    Há o excelente livro ” As revoluções da França e da América – A Violência e a Sabedoria ” de Georges Gusdorf , Editora Nova Fronteira .

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  • Carlos disse:

    Fernão , Obrigado pelo Excelente texto e dicas de leitura ! Abraços

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  • Luiz-Olyntho Telles da Silva disse:

    O tema é bem interessante. Atual. Rogério Koff fez um estudo bem interessante, a partir da obra de Edmund Burque, quem, ao que tudo indica, foi o primeiro crítico da Revolução Francesa, bem próxima da americana, 1789 e 1776. Seu fulcro é a relação com a lei e cada uma delas. Embora o estudo esteja voltado mais sobre a estética, esta parte é também muito importante. Não faz muito, escrevi um artigo que pode ser encontrado em http://www.tellesdasilva.com/crKOFF.html. Saudações

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