O único herói desta guerra

1 de setembro de 2020 § 24 Comentários

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Acompanhe a cronologia.
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Começa em 18 de março com os R$ 200 de Paulo Guedes. O alvo eram os pequenos empreendedores informais que teriam seus negócios bloqueados pela quarentena. A quantia baseava-se no teto do Bolsa Família, que hoje vai de R$ 89 a R$ 205 pagos a 14 mil famílias, por cuja “generosidade” Lula foi cantado em prosa e verso planeta afora, virou “O Cara” e quase leva o Prêmio Nobel.
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Mas isso é bom para os miseráveis do favelão nacional, esse Brasil que “não existe”, nem para a política, nem para a imprensa. Vinda de Bolsonaro e para a baixa classe média meritocrática moribunda era uma merreca da qual o governo devia se envergonhar. Onde já se viu?
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Rodrigo Maia, o proto-candidato à Presidência que agora posa de paladino da reforma administrativa e do controle de gastos do Estado contra os irresponsáveis “fura-tetos” do governo, subiu numa tacada só para R$ 500. E o presidente machão, é claro, não podia deixar por menos: seus R$ 500 mais R$ 100, “pagáveis a ate dois membros da mesma família”…
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A 26 na Câmara e a 30/3 no Senado, aprovação unânime. A expectativa era de que um total de 30 milhões de “vauchers” seriam pagos. Mas a Câmara dispara o trem da alegria: e os taxistas? … os pescadores artesanais? … as mães menores de idade? … os indígenas? … os caminhoneiros? … os músicos?…
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Hoje 65 milhões de brasileiros recebem um cheque assinado por Jair Bolsonaro todo mês. É hemorragia desatada mas a “popularidade” dele, que andava subterrânea, vai para o céu…
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Mas o sujeito que nasce para as contas é aquele que enxerga o fim dos caminhos assim que entra num. E o que Paulo Guedes viu deixou-o em pânico. A ponto de insistir numa CPMF, o que para alguém do seu credo é como rezar para o diabo…
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Viu uma réstia de luz na ajuda aos estados contra o congelamento dos aumentos do funcionalismo. Em 6 de maio o Senado aprova R$ 60 bi. Uma coisa pela outra haveria um troco que diminuiria o rombo.
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Mas, lá vem de novo o trem. Com empurrão de Bolsonaro, isenta-se do congelamento “os funcionários da saude que trabalharam no coronavirus”. E porque não os de segurança pública? E as FAs? A Polícia Federal? A Policia Rodoviária Federal? As guardas municipais? O povo de farda é a clientela do “Mito”. Mas e os assistentes sociais? As “carreiras periciais”? O pessoal da educação?…
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…ôpa! Mas os professores não estão em casa? Sim. Mas professor é  vaca sagrada. E vaca sagrada embarca EM TODAS…
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Em 28 de maio, sob ameaça de demissão de Guedes, Bolsonaro concede vetar os aumentos.
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O ministro invoca, então, o “gatilho” da Lei de Responsabilidade Fiscal. Mas em 24 de junho, com 18 anos de atraso, o STF proíbe a redução de jornada e salários de funcionários de estados gastando mais de 60% da arrecadação com folha de pagamento vigorando desde 2002 (mas nunca acionado). Na mesma rasteira, proíbe o Executivo de limitar o orçamento dos outros poderes diante de queda de arrecadação previsto na mesma lei.
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É estupro de vulnerável! “Que venha a irresponsabilidade que ela ficará impune” … “menos para a União enquanto Bolsonaro ela for”.
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Em 20 de agosto é a vez do Senado. De novo com empurrão de Bolsonaro, derruba o veto do próprio Bolsonaro ao aumento do funcionalismo, no mesmo dia em que o governo estende por decreto o corte de jornada e salário do Brasil plebeu.
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No dia seguinte, a vez da imprensa. Os jornais de São Paulo sequer registram a brutalidade em suas primeiras páginas. Tudo é “irradiado” na base do “DERROTA PARA O GOVERNO” ou “vitória para o governo” no cêrco para o impeachment por irresponsabilidade fiscal. O País Real “não tem nada com isso”. Cortar as lagostas do funcionalismo é, para a unanimidade dessa imprensa, “altamente impopular”. Não que o favelão nacional esteja clamando nas ruas que a corte siga empanturrando-se por sua conta. É que para ela o Brasil é Brasília. É que tocar qualquer fio dos cabelos da corte “fere o estado democrático de direito”, segundo a lei dos 11. É que contestar essa definição é um “ato de violência contra a democracia” e, portanto, pode e deve ser passível de censura. É que contestar essa censura é caso para “cancelamento” sumário…
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Com a Bolsa em pânico, o dólar em disparada e nova ameaça de demissão de Paulo Guedes, a Câmara reverte a derrubada do veto, com o mesmo Rodrigo Maia que armou a cama-de-gato fazendo juras de amor à redução do custo do Estado.
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E em 24/8 Bolsonaro dá mais um tombo em Paulo Guedes. R$ 247? “Muito pouco”!
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Faço as contas.
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O aumento automático do funcionalismo em 2021 custaria R$ 132 bilhões. A conta que a imprensa não fez comprova que este país não tem mesmo segredo. A R$ 600 cada, daria para pagar 220 milhões de “vauchers”. A R$ 247 exatos 534.412.955 que distribuídos pelos 65 milhões de brasileiros que estão vivendo deles hoje daria para estender o artifício que tem mantido a economia viva na UTI por mais 8 meses. “Estado democrático de direito”?! “Esquerda”?! “Direita”?! A miséria do favelão aumenta automática e progressivamente porque os privilégios da privilegiatura aumentam automática e progressivamente. Ponto. Todo o resto É MENTIRA.
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Mas o mesmo Bolsonaro que empurrou uma coisa brecou a outra…
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Em 26/8 o STF diz que vai proibir dispensa também de funcionários de estatais. E a 27 a Câmara “reformista” põe a cereja no bolo. Cria um novo Tribunal Regional Federal inteiro, com toda a sua vasta coorte de mordomias, “ajudas” e penduricalhos mil.
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Nesse meio tempo todas as sentenças da Lava Jato e até as do caso Banestado, de 2003, só por terem sido passadas pelo “traidor” de Bolsonaro-pai, vão sendo derrubadas pelo STF macunaímico. Se Sérgio Moro tivesse fuzilado Hitler dariam um jeito de ressuscitá-lo…
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O resultado dessa obra coletiva da privilegiatura é que não há “reação da economia” nenhuma. O que há é o “barato” da ajuda de R$ 600 que vai matar o Brasil de overdose.
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Aqui fora somos todos. Mas lá naquele Brasil sinistro em que a imprensa e os políticos vivem, Paulo Guedes, permanentemente entre a cruz e a caldeira, não é um, ele é o único herói.
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A continuar as coisas como vão – aqui e no resto do mundo por razões que em muito se assemelham, aliás – o grande “unicórnio” para os investidores promete ser a compra de lotes de passagens para Marte. Logo, logo elas vão estar sendo disputadas a peso de diamante.

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§ 24 Respostas para O único herói desta guerra

  • Marcos Andrade Moraes disse:

    mimimi de quem votou errado,diga-se de passagem, atavicamente.

    MAM

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    • Alexandre disse:

      E você votou “certo” (primeiro e segundo turnos) em quem, mimizento?

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    • JEFFERSON FERREIRA DA SILVA disse:

      Mimimi é um cego que faz questão, se esforça para não enxergar que o o PRESIDENTE da nossa República é uma MARIONETE nas mãos desses poderes.
      Brasileiro de verdade torce para um país melhor e não para que Jesus ou o Demônio vençam a guerra…
      Brasil está numa guerra onde seus FILHOS AMADOS GENTIS não estão nem aí para P…. nenhuma é que venha o próximo feriadão, nem CORANA VÍRUS nem a falta de trabalho ou dinheiro afastarão as pessoas do churrasco, cerveja e praia.
      E assim a novela continua, afinal os BRASILEIROS ainda não sabem o que é sofrimento através dessa DEMOCRACIA FALSA e COVARDE, mas não se preocupem que logo todos nos descobriremos um novo BRASIL. SALVE PEDRO ALVARES CABRAL.

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  • Servulo Wilson Correa disse:

    Artigo sintético, percuciente. Nosso STF é o valhacouto dos corruptos, o refúgio dos privilegiados. Estamos perdidos, com certeza!

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  • Hélio Souza disse:

    ENSAIO INVOLUCIONISTA

    Minha avó sempre dizia que Deus não dá asas às cobras.
    E eu sempre acreditei que essa era a ordem natural das coisas, sempre achei que existia um equilíbrio darwiniano que impediria a existência terrena do exagero do mal, da adversidade profunda, da mais completa desgraça.
    E no final tudo acabaria bem. Pronto, na minha cabeça assim é que era para ser.
    Infelizmente, como você deve estar pensando, acontece que eu cresci e passei a entender que as transformações acontecem ao acaso.
    À nossa mãe natureza, não lhe interessa se um rabo nasceu na testa ou na outra extremidade. Evolução não é politicamente correta. Tudo é permitido.
    É a infinitamente sábia (ou melhor dizendo experiente) seleção natural quem elimina aquelas variações menos ajustadas ao ambiente do local e assim os seres vão ficando funcionais: Aerodinâmicos ou paquidérmicos, alados ou rastejantes.
    Inspirado nesse ensaio evolutivo saudosista (e com ócio criativo é claro), fiquei pensando como a teoria evolutiva de Charles Darwin se aplicaria ao estado atual político do Brasil?? – Não tinha nada mais para fazer mesmo!
    Como pôde a seleção natural ter falhado? Como se explicam cobras com asas? – Criaturas especializadas em tirar o descanso dos velhinhos e a esperança no futuro das crianças.
    Seria a primeira vez que isso acontece desde que um primitivo organismo unicelular se reproduziu?
    Em que ambiente pantanoso esse tipo de criatura (ou criaturas para ser mais preciso) se desenvolvem?
    É sabido que para uma espécie se diferenciar só precisa de algumas gerações de isolamento. Basta uma ilha lá no meio do nada e pronto, aparecem cangurus, iguanas e até demônios da Tasmânia!
    OK, nós colocamos os políticos lá no meio do nada do planalto central, em Brasília e os deixamos lá por algumas gerações, isolados da moral pública transmitida pelas manifestações do povo até que as pontes-aéreas e as mídias sociais conectassem novamente os observadores incrédulos a essas novas criaturas produzidas. – Criamos o ambiente de isolamento ideal e ainda pagamos caro por isso.
    E pior, não conseguimos contê-los na Galápagos modernista e eles se transformaram em espécies invasoras, voltaram para seus lugares de origem e multiplicaram seus genes sem pouca resistência dos locais.
    Tudo bem, tudo bem, todos sabemos que político corrupto sempre existiu e que foram os Portugueses que muito antes da construção de Brasília nos transmitiram essa sequência de ácidos nucleicos especiais.
    Só que isso ficou na base de sua árvore evolutiva. Com os anos, vários outros ramos apareceram nesse tronco brasileiro (dizem até que algumas espécies de famílias distintas coexistiram no passado). Até que chegamos finalmente ao topo: Ao político sapiens atual.
    Como qualquer espécie nova guarda características da criatura que a antecedeu, também os políticos de agora se assemelham aos larápios originais. No entanto eles têm características únicas que os diferenciam dos primitivos lusitanos. E estão cada vez mais se especializando e evoluindo.
    De certo o isolamento explica bem a existência de uma nova espécie, mas o que fez a evolução seguir pelo “lado negro da força”? Como nasceram asas nas carcundas de animais tão perigosos?
    Para explicarmos esse mistério da natureza, precisamos antes entender uma regra básica dos processos evolutivos: O predador está intimamente ligado a sua presa de modo que a evolução de um explica a do outro. A caça e o abate, a fuga e a camuflagem são os selecionadores das transformações. Se a presa se especializa, o caçador que não acompanha não come. Dessa forma, a população e as características da presa determinam o tamanho da população e as características do predador . Explico melhor:
    – Os políticos brasileiros são animais humanos hematófilos que tem como principal característica o canto rebuscado e belo que usam para seduzir suas presas, na maioria das vezes vítimas indefesas, que são atraídas para a armadilha e depois abandonadas. Sugam só um pouco do sangue de cada um e precisam de muitos para se manterem vivos.
    Apesar de não morrerem de imediato, suas vítimas padecem das mazelas deixadas no local da mordida. Normalmente definham e sem saúde apropriada, acabam vivendo uma vida breve.
    Como a serpente Kaa que tenta hipnotizar Mogli na fábula do Menino Lobo, suas histórias são envolventes e críveis. É preciso um cérebro evoluído para escapar do bote fatal.
    – Por sua vez, o povo brasileiro é um animal humano doméstico com diferentes níveis de educação. A grande maioria entretanto, é mantida na mais completa ignorância por seus feitores que exploram seu trabalho com pagamentos impostos. Quase não se revoltam no cativeiro e precisam de muito pouco para se considerarem felizes. Apesar de grande criatividade, resiliência e capacidade de superação, não encontram facilmente as condições necessárias para se desenvolver plenamente. Vivem em grandes aglomerados e requerem poucos investimentos com saúde ou mobilidade.
    Era essa então a correlação que faltava para explicar a aberração: Quanto mais ignorante é um povo, mais se deformam os políticos para se adaptarem ao ambiente pois não lhes faz necessário nenhum embelezamento ético. Basta pão e circo para satisfazer a base da pirâmide inchada propositadamente.
    E aos poucos todos os valores morais vão sendo eliminados nessa seleção artificial.
    E os sistemas de comunicação em massa aliados ao marketing do submundo político transmitem a isca ideal, irresistível que se propaga na velocidade da luz e com a penetração das ondas de televisão e de rádio.
    Finalmente as cobras podem voar pois não precisam mais perseguir suas presas pelo chão das favelas, não sujam mais os sapatos, não correm mais riscos. No máximo um café com caldo de cana para as filmagens.

    Helio Souza

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  • João Pedrinelli disse:

    PARABÉNS. ÓTIMO Abraço João

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  • Newton Sinigaglia disse:

    Bom dia? Parabéns pelo texto, excelente. Newton

    Enviado do meu iPhone

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  • Braz Ferrari Lomonaco disse:

    excelente texto, realidade desse momento absurdo que vivemos

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  • wbuzatto disse:

    “Começa em 18 de maio com os R$ 200 de Paulo Guedes.” A data correta é 18 de março, certo?

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  • Cyro Laurenza disse:

    Qta tristeza debulhada em poucas linhas. Me deu dor de estômago de amargura. Que impasse amaldiçoado sempre vivemos e pioramos, nada conquistamos sempre perdemos. Estive pensando na dívida pública, já na porta dos 4 trilhões, até parece piada daquelas que de tão sarcástica você não entende. Fica olhando pro contador de anedotas faz cara de riso mas os olhos condenam não compreensão. O desastre não é eminente já aconteceu. Nem sei quando, não interessa mais, dizem até antes de 1822 tem seu horroroso início. Fernão lembra que dizíamos o último que sair apague a luz? Hoje não teremos a luz e nem para onde ir, Brasília foi projetada para 600.000 pessoas hoje empilharam 3 milhões! Boa semana se possível, se ler me responda svp!!!! Cyro

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  • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

    Mais uma vez você, Fernão, nos mostra a realidade brasileira tal como ela é: assustadora! O que acontece a nível da administração pública no Brasil poder ser considerado como terrorismo de Estado contra o povo exaurido de seus direitos. No texto de Hélio Souza acima, ele descreve os animais perigosos que nos inviabilizam como Nação próspera: as cobras aladas. Penso que o FIM DO FORO PRIVILEGIADO e todos os demais privilégios abusivos da privilegiatura nacional deve ser para já. Depois pode ser conseguido, com auxílio de uma tesoura representada pelo sistema de VOTO DISTRITAL PURO com recall, a manutenção de um novo ambiente político, sadio, livre de cobras e vampiros que se reproduzem às custas do sangue do povo. Entretanto, os que deveriam ser, constitucionalmente, nossos aliados para combater e derrotar esse terrorismo – o STF , as FAs e o Congresso Nacional – já foram contaminados pelas mordidas dos animais peçonhentos citados. Como desatar esse nó górdio se não apoiarmos os bons representantes que propõem PECs saudáveis, como a do fim do foro privilegiado? Tenho a intuição de que muitos deputados e senadores acompanharão as boas reformas necessárias se o povo souber atuar de forma mais ativa nas ruas e via mídias sociais.. Esse período eleitoral é muito propicio para cortarmos asinhas e extrairmos dentes dos chupadores.
    Se permitirmos que os animais peçonhentos apaguem nossa luz , aí sim, na escuridão total, é que vamos sofrer a lambança irreversível de nosso sangue. O povo precisa ser informado. pelos melhores de nossa verdadeira elite política. como agir legalmente para, nessa eleição, limpar a casa Brasil da privilegiatura terrorista. Há tribunais internacionais que poderiam também nos auxiliar, livre de condições, para encontrarmos o fim desse terrorismo que nos oprime.
    “Eia pois brasileiros avante!”. “O brasil espera que cada um cumpra com o seu dever”.

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  • Paulo Murano disse:

    Grandes textos e pequena assertividade. Tempo e família excluem perebas genialmente escritas. E o sábio retirou-se em caverna sofrendo de tudo que a mente dele permitia. Livrou-se e ergueu voz. Tantos outros matavilhados vão nessa onda… daquele que afunda podendo ser Deus se aceitasse o nada idiota que é… exibindo-se àqueles que amam alegorias inspiradoras.

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    • Paulo Murano disse:

      Em outras palavras, o coração do bebê pulsa em sincronia com tudo o que não existe nem nunca possível exceto na mente que ele criou.
      Impassível segue e evolucão em degraus de miles anos. O vejo daqui num degrau que seria desnecessário se você me visse no exato momento que desejamos nossas consciencias.
      A criação do universo infinito prossegue. No medo, vai dar em merda essa abraçada em medos.

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    • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

      Descreva aqui o que você faz de tão valioso para mudar a situação que vivemos. Já escreveu tese sobre o assunto, já encabeçou algum movimento de rua ou no Congresso Nacional expondo a inoperância deles. Quais são suas alegorias inspiradoras? Você é gente de carne e osso ou um robot de hostes terroristas incrustadas em alguma das instituições nacionais? Qual é a sua ação, risível crítico?

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  • Jeronimo disse:

    Parabéns pela clareza e lucidez. E parabéns a Hélio e Herbert pelos comentários.

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  • Digo Nei Ribeiro disse:

    Excelentes manifestaçoes

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  • José Tadeu Gobbi disse:

    Fernão

    O Brasil não é atrasado porque é pobre, é pobre porque é atrasado.

    E o atraso é um projeto de longo prazo gestado nas melhores cabeças de sua elite. Não é o favelão e a classe média baixa meritocrática e ignorante quem governa o país.Nunca foi, Isto é um embuste histórico.

    É e foi sempre a elite agrária, empresarial e econômica que governou este país. Deste que as caravelas portuguesas chegaram às praias de Porto Seguro há mais de cinco séculos.

    A maioria do Congresso Nacional é formada por representantes e prepostos desta elite, a maioria do executivo e do judiciário também. Quando não elegem Bolsonaros e congeneres como Temer e o Centrão; ou criam factóides sociais democratas como PSDBs e Cia, compram a peso de ouro e com dinheiro público Lulas e congeneres para servir de fachada ao seu domínio da máquina pública e do erário.

    Domínio que serve como barreira de contenção à qualquer mudança no regime de esbulho do esforço coletivo. Não se pode ignorar também que a imprensa tem um papel fundamental na manutenção desta situação e colhe muitos benefícios da cumplicidade com este esbulho. Nosso judiciário e nosso sistema de justiça são o retrato acabado desta ficção que se chama estado democrático de direito onde nosso contrato social, a Constituição Federal, só vale para esta elite.

    Para a população em geral sobra o direito de trabalhar quatro meses por ano para sustentar o Estado e escapar de um auto de resistência.

    Está claro que o país caminha para um colapso do Estado e da economia, mas diferente do que você constantemente coloca em seus artigos, a mudança tem que vir de quem sempre governou o país. O que temos visto é que, em vez de se preocupar com reformas está todo mundo numa corrida louca pra ver quem consegue saquear com mais voracidade o que restou deste país que vai pra frente.

    Uma bolsa família ou renda Brasil é só o custo inevitável da cumplicidade, afinal somos um país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza.

    Abs

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    • flm disse:

      Confusão geral entre causas e efeitos na sua avaliação, sr. Tadeu.
      É bem mais simples do que parece: não ha uma “elite” fora do governo que se organiza para compor governo. O que ha é um enorme pacote de privilégios pendurado numa porta com um chamamento a todos os canalhas, os cínicos e os apenas fracos, no qual lê-se “Ao cruzar este umbral (por concursismo ou por nomeação) vossa excelência torna-se automaticamente excelente, intocável, inimputável e com direito eterno, você e os seus descendentes, a ser sustentado pelo favelão nacional”.

      O resto é consequência…

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  • GATO disse:

    Fernão, pensei que tinha vindo parar no Brasil, mas me equivoquei, vim parar no PAÚ, ora pois:
    Só em PAÚ pode ter rachadinha……
    Só em PAÚ pode ter autoridade provisória com nome sofisticado Pau na Ruela dos outros é refresco…..
    só em PAÚ meus patrícios conseguiram transmitir a sequência de ácidos nucleicos especiais que permitem desenvolver políticos não muito afeitos a ética e a cidadania, pois tomar vacinas contra isso não é aconselhável pelo novo messias.(Teoria desenvolvida pelo Sr. Hélio Souza).
    Só em PAÚ os seres que aqui habitam são explorados e não se revoltam e são obrigados a ouvir que de seus políticos que eles roubam mas fazem ou ainda depois de quatro anos vão na maior cara dura (não pode ser de pau, pois ofende a raça) pedir voto novamente.
    Só em PAÚ, se pagam salários sem necessidade de trabalhar, basta ficar na fila e depois ir pro samba, cerveja e futebol e uma transada depois para aumentar a base da pirâmide e ter mais alguns para receber sem trabalhar e perpetuar esse ócio criativo.
    Só em PAÚ a dívida pública, já na porta dos 4 trilhões e crescendo sem parar, pois o Posto Ipiranga não para de abastecer, sem reforma alguma.
    Só em PAÚ, tudo continua como dantes como a 500 anos quando chegamos em Porto Seguro, hoje um pouco melhor com alguns resorts que lá colocaram para satisfazer as necessidades de pecuaristas, banqueiros, políticos, juristas de alto escalão e outros abnegados pela sorte.
    E para terminar, parabéns pela clareza e lucidez a Hélio, Herbert e Gobbi pelos comentários, e claro ao autor e proprietário do blog que nos permite manifestações livres.
    VIVA O PAÚ

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  • Nelevy disse:

    “Ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o BBrasil”

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