O Brasil e o espírito do capitalismo

21 de janeiro de 2020 § 25 Comentários

Artigo para O Estado de S. Paulo de 21/1/2019

Para desmentir os que vivem alegando intransponíveis “impedimentos culturais” para justificar sua omissão em participar de qualquer esforço concreto para desatolar o Brasil está aí o rápido avanço do protestantismo sobre a hegemonia católica que vinha sendo mantida a ferro e fogo desde a Primeira Missa rezada em 26 de abril de 1500 em Santa Cruz de Cabrália. 

Bastou dar a conhecer à massa dos brasileiros uma outra forma de se relacionar com deus e uma boa parte dela passou batida por cima da ameaça do inferno e de 400 anos de monopólio da educação jesuíta para adota-la como a adotaram todos quantos, pelo mundo afora, viram na releitura da Bíblia depois de Lutero uma narrativa mais honesta e menos opressiva e conflitante com a natureza humana.

De 1991 a 2010 a proporção de católicos vem caindo 1% ao passo que a de evangélicos vem subindo 0,7% ao ano. Hoje 50% dos brasileiros declaram-se católicos e 31% evangélicos. Os pesquisadores calculam que a hegemonia estará invertida em 12 anos. A onda protestante é mais forte nas regiões Norte e Centro Oeste (39%), as “califórnias” onde se concentram os mais recente e meritocraticamente bem sucedidos self made men do país, e mais fraca no Nordeste (27%), a região onde os “direitos especiais” da privilegiatura estão ha mais tempo estabelecidos e intocados. 

Está dando a lógica de ponta a ponta, portanto. Aqui, como em toda a parte, a força do impulso democrático é inversamente proporcional à proximidade da Europa e à antiguidade do “privilégio adquirido” nos moldes do absolutismo monárquico a ser defendido. E não foi a maneira de ver as coisas do povo brasileiro que mudou por algum impulso misterioso. Nosso equipamento cognitivo continua o mesmo do resto da humanidade. O fator decisivo dessa “disrupção” foi o rompimento da censura e a apresentação, pela primeira vez em 500 anos, de uma alternativa à massa dos brasileiros pelos pastores televisivos. Vencida a censura ela reagiu como tem reagido o resto da humanidade ao mesmo estímulo desde que a Inglaterra de Henrique VIII, pela primeira vez na História, ainda que por caminhos tortos, sancionou a convivência pacífica com a diversidade de crenças.

Ao longo das duas primeiras décadas do século 20 Max Weber, alemão, um dos “pais” da sociologia, começando por uma viagem de estudo aos Estados Unidos, iniciou a publicação dos ensaios que viriam a constituir a sua obra clássica, “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, em que aponta as “afinidades eletivas” entre a moral protestante e a conduta capitalista. A “vocação”, em Lutero, é “uma missão dada por deus”. Logo o trabalho deixa de ser uma pena pelo pecado original e a riqueza, pela primeira vez na história das religiões, um indicador dos pecados cometidos (“É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha que um rico entrar no reino de deus”). Passa, ao contrário, a ser vista como prova da eleição do indivíduo para a salvação, desde que conquistada honestamente, com suor e disciplina, para a glória de deus e não pela mera fruição de luxos e prazeres (ascetismo).

Protestantismo no mundo: azul = maioria, vermelho = alta penetração, cinza = nenhuma penetração

Ao pesquisar as razões da derrota na eleição paulistana em 2016, a Fundação Perseu Abramo, o think tank do PT, colheu em centenas de entrevistas para a pesquisa Percepções e Valores Políticos nas Periferias de São Paulo (aqui) uma coleção de respostas dos eleitores mais pobres da cidade, de maioria evangélica, que ecoam com impressionante precisão aquelas que, um século antes, embasaram a tese de Max Weber, dando conta da descrença no “vitimismo” para explicar o fracasso individual, da fé no merecimento pelo trabalho como único instrumento de resgate da miséria e da denuncia do assistencialismo populista, “pai da corrupção”, como o inimigo a ser combatido e não como o remédio a ser reivindicado. Desde então os intelectuais do PT sabem a profundidade do buraco e reconhecem reservadamente (porque ainda é proibido contradizer o chefe) que a aproximação com os evangélicos (e portanto com a massa de eleitores das periferias sem a qual não se chega “lá”) no mínimo “é complexa e de longo prazo”…

Os lulistas, porém, resistem a dar o braço a torcer. Na edição de 11/1 o Valor trazia uma página inteira de matérias em que, de Lula para baixo, entrevistadores e entrevistados saltavam, perplexos, de uma para outra das três primeiras das “cinco fases do luto” de Elisabeth Kubler-Ross: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. 

Não é a mensagem, é o meio” (o acesso à televisão). “Nem a esquerda, nem a direita conseguem hoje chegar às periferias; Bolsonaro conta só com o apoio das cúpulas das igrejas”. “A perspectiva dos evangélicos é converter todo mundo daí a única aproximação entre eles ser a pauta moralista” (onde reconhecem ter a “pauta moralista” apelo universal). Não ha, enfim, qualquer incompatibilidade de fundo. Nada de rever posições. Tudo que é preciso é “criar um antídoto contra as ‘fake news’ que essas igrejas espalham para ligar os partidos de esquerda ao comunismo maligno”. “…criar ao menos alguma confusão … traçar estratégias de ação para fortalecer espaços de atuação e formação de evangélicos, filiadas, filiados e simpatizantes ao PT”. Enganar e não convencer, enfim. Com precisão científica, se possível…

Dirão os partidários da opção preferencial pela omissão que é abissal a distância que vai entre as éticas luterana e calvinista e os nossos bispos televisivos. Tanto quanto a que vai entre a palavra de Jesus e as “narrativas” que têm sido feitas dela para justificar milênios de barbaridades. A importância das igrejas não está nos “papas” pervertidos e corruptos que historicamente as têm explorado para realizar seus delírios de poder e encher seus palácios de ouro mas na chave de interpretação da vida que elas oferecem ao culto dos seus fiéis e nos efeitos que essa chave produz na arrumação das sociedades humanas para uma vida de menos exploração, menos miséria e menos crimes.

O Brasil está re-embarcando no trem da História que o lulismo definitivamente perdeu.

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§ 25 Respostas para O Brasil e o espírito do capitalismo

  • Mario Junior Cobucci disse:

    Fernão. Muito bom, lúcido. Parabéns Marito

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  • LSB disse:

    Fernão,

    Grande artigo!
    Embora tive a impressão de acabar de forma meio “abrupta”, mas, enfim, são os limites que o “espaço” impõe…
    Talvez fosse o caso de utilizar o recurso de dividir o texto em duas semanas (I e II)…
    Ainda assim, muito pertinente e precioso a publicação…

    Ressalto que Paim, em texto do início dos anos 2000, questiona o fato de, à época, o “fenômeno” evangélico (então já de certo “porte”) não ter “promovido” uma maior disseminação do “espírito capitalista”. O autor elenca uma série de hipóteses, mas agora parece ficar mais claro que se tratava apenas de dar tempo ao tempo…

    No mais, foi um regozijo ver a reação da “intelectualidade” ao estudo promovido pela Fundação Perseu Abramo…

    Mas vou deixar uma pergunta (que não quer calar) a todas as “vespas” que frequentam esse “vespeiro”:

    Por que empresários e “liberais” que conhecem o modelo americano (possuem negócios lá, fizeram suas carreiras lá, moraram anos lá) não defendem tal modelo?

    Por que nenhum “Huck”, “Lemann”, “Fraga” ou qualquer outra personalidade do tipo (envolvidas nas criações de Think Tanks, Fundações, movimentos de renovação política, etc.) encampou a defesa do modelo americano (embora sejam bons conhecedores de tal sistema)?

    Por que, na melhor das hipóteses, se escondem atrás de um “neutralismo” (“todas as correntes políticas devem ser consideradas”) quando todos sabemos que os brasileiros já estão mais do que cansados de “conhecer” – na teoria e na prática – o modelo “europeu” ao mesmo tempo que somos quase que “analfabetos” por completo acerca do modelo americano?

    Por que você, Fernão, é praticamente o único que “milita” em tal causa?

    Por que os que querem “renovar”, e apresentar “novos projetos”, omitem e sonegam o modelo que conhecem bem e que fez dos EUA a maior Nação do mundo?

    Abs
    LSB

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    • LSB disse:

      Complementando / desenvolvendo o questionamento que fiz:

      Se os pastores e bispos evangélicos tiveram o arrojo, a ousadia, a iniciativa e o empreendedorismo de adotar a pregação televisiva (compraram meios de comunicações, horários em TVs, etc.) e obtiveram um tremendo sucesso (“provando” que a comunicação é/foi o grande “segredo” do “negócio”), por que será que não aparece(u) sequer um milionário “militante” (desses que conhecem em detalhes o modelo americano e que estão em “polvorosa” patrocinando “política”por aí) fazendo “igual” com o fito de divulgar / defender o modelo “vencedor” (americano)?

      abs
      LSB

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      • Flm disse:

        Ilusão, LSB.
        Nem mesmo os empresários brasileiros que estudaram (e portanto moraram um tempo) nos EUA conhecem o funcionamento da democracia americana do nível estadual para baixo. Primeiro pq, como estrangeiros, não votam e viveram lá inteiramente à margem do processo político e, frequentemente, meio num esquema de gueto relacionando-se mais com estrangeiros temporários que com nacionais.
        Segundo porque mesmo a grande imprensa da Costa leste, tipo NYT, pouco entra nesses temas que são muito mais vivos na Costa Oeste. NY não é Estados Unidos. É a coisa mais próxima de Europa e de Brasil que existe por lá…
        A ignorância sobre isso é autêntica e generalizada no Brasil…

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      • LSB disse:

        Eu já estava mesmo chegando a essa conclusão. O motivo é que eles não acompanham sua coluna no jornal nem as discussões aqui no “Vespeiro”… Não leem um livro sobre o assunto e, aparentemente, nem mesmo demonstram o mínimo ou qualquer interesse…
        Pobre gente rica…

        Mas talvez sobre isso possamos fazer uma alguma coisa: uma “vaquinha” entre nós para comprar uma “meia dúzia” de assinaturas do Estadão e mandar de presente para esse povo…

        Brincadeiras à parte, penso que, além da ignorância*, o “formato” atual é providencial para essa turma… garante o “primeiro lugar” (em negócios, principalmente) e a condição de “esteio” / “pilar” / “nobres” da nossa sociedade…

        Abs
        LSB

        * Um episódio que não “consigo engolir”: durante as eleições de 2018, um desses empresários sustentáveis escreveu um artigo para um jornal de grande circulação (não em lembro se foi no Valor, Estadão, Folha ou Globo, mas foi em um desses) se posicionando contra o então candidato Bolsonaro.
        Bem, um dos argumentos que o “luminar” utilizou para condenar o voto ao cidadão foi algo mais ou menos assim: “se elegermos o Bolsonaro, o que diremos aos nossos amigos europeus”.
        Só posso dizer uma coisa a tal “mestre” da ciência política: vai te catar, meu…
        Dentre todos os milhares de motivos justos, razoáveis ou defensáveis que se teria para não votar em um determinado candidato qualquer, não estaria incluso – e nem poderia estar – o que “os amigos europeus” da elite brasileira vão achar…
        Enfim, é de doer… ou para chorar

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  • Varlice1 disse:

    Maravilha de texto, Fernão!
    Obrigada.

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  • Paulo Terracota disse:

    O engajamento da igreja católica com sua “teologia” de opção pelos pobres, levaram os pobres a optar pelas igrejas evangélicas.

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    • LSB disse:

      Hum… não sei se a Igreja Católica faz a opção pelos “pobres”… acho mais que faz opção pela “pobreza” mesmo… as Igrejas Evangélicas, ao “louvarem” a riqueza, acabam, na prática, optando muito mais pelo pobre…

      (Mas, apesar do meu “preciosismo” – perdoe-me, por favor-, concordo com seu “chiste”)

      Abs
      LSB

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  • Ethan Edwards disse:

    No geral, concordo com sua excelente análise. Só mudaria detalhes.
    O crescimento das denominações evangélicas deu-se, a partir da primeira metade dos anos 1970, especialmente nas regiões para onde houve grandes movimentos migratórios. Desenraizados, solitários, enfrentando problemas morais que não conheciam (divórcio, prostituição, drogas, etc.), perdidos nas periferias das capitais ou em regiões inóspitas, esses brasileiros que se moveram aos milhões pelo país a partir do fim dos anos 50 não encontraram na liturgia católica e, sobretudo, na Teologia da Libertação o acolhimento de que precisavam. Eram indivíduos arrancados de um estilo de vida tradicional, longe da família ou com a família desestruturada, a precisar de uma palavra amiga, de uma orientação, de um apoio, e não militantes a se engajar na “marcha dos oprimidos”, dispostos a sublimar seus problemas individuais em benefício de uma revolução incerta. Os pastores evangélicos daqueles primeiros tempos eram tão pobres e incultos quanto os fiéis que acolhiam em suas modestas igrejas. Quem viveu naquele tempo se lembrará do pastor “falando errado”, vestindo um terno dois números maior, uma maltratada Bíblia embaixo do braço, a pregar para meia dúzia de pobres numa sala alugada. Mas foi assim que tudo começou.
    A força irrefreável do “movimento evangélico” encontra-se na sua crítica (silenciosa, talvez inconsciente) à cultura do vitimismo promovida pela Teologia da Libertação e pelos padres católicos que a abraçaram. As igrejas evangélicas ensinam aos seus fieis que os problemas com que estes se debatem não são consequência do capitalismo, da exploração ou da desigualdade social. São problemas individuais – arranjos familiares mal feitos, negligência, preguiça, ou submissão ao Demônio… – pouco importa, as causas estão associadas àquele fiel e caberá a ele enfrentá-las, com a ajuda da Igreja e seus pastores. Ao atacar a cultura do vitimismo, os pastores evangélicos dinamitaram, provavelmente de forma inconsciente, os fundamentos do catolicismo brasileiro – ao menos, da sua corrente majoritária, comprometida com a Teologia da Libertação. (Por isso, diga-se entre parênteses, é uma loucura provocada pelo desespero a tentativa do PT de criar uma “frente evangélica” sob controle do partido. Se essa frente for petista, não será evangélica; se for evangélica, nunca será petista).
    Evidentemente, o patrimonialismo brasileiro não deixaria de lançar seu canto de sereia sobre essa nova força; a cúpula do “movimento evangélico” frequentemente se mostra inclinada a tirar vantagens da sua nova posição obtendo para si e para suas igrejas privilégios econômicos e políticos. No passado, a “bancada evangélica” fez acordos até mesmo com o PT – sempre com o objetivo de arrancar do partido algumas vantagens materiais para suas igrejas (isenções, isenções, isenções…). Essas movimentações na esfera política, entretanto, que revelam a capacidade de sedução do patrimonialismo brasileiro, não devem obscurecer o significado mais profundo – moral e cultural – do fenômeno evangélico, que mudou um pedaço enorme do Brasil no que ele tem de mais importante – sua alma. Afinal, que outro “movimento” reúne praticamente todas as noites, em todas as capitais do Brasil, milhares de pessoas para rezar, refletir e cuidar de suas próprias vidas?
    Parabéns pelo artigo.

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  • JOSÉ MORA NETO disse:

    Tudo é uma roda vida que dura 500 anos. A saída, pela própria natureza,é paulatina e a mudança é pela conquista. A conquista se faz pela informação. A informação leva ao conhecimento. O conhecimento leva o Fernão a escrever essa magnífica verdade, que atingirá a poucos, embora a informação esteja disponível, desde que queiram e possam buscá-la. Sair da roda viva é o problema. Os que poderiam interferir nada fazem, pois estão na zona de conforto (por quê mudar ?). Os que não podem (ainda), nada fazem pois tem que cuidar da vida e tem ocupações mentais mais fáceis de absorver do que pensar em Lutero; Max Weber etc.

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  • marcos a. moraes disse:

    Não há a menor dúvida que o PT perdeu o rumo. Na verdade, nunca teve… Rumo que, aliás, Bolsonaro tomou de assalto. Afinal, foi vc quem afirmou:

    “…Passa, ao contrário, a ser vista como prova da eleição do indivíduo para a salvação, desde que conquistada honestamente, com suor e disciplina, para a glória de deus e não pela mera fruição de luxos e prazeres (ascetismo)…”

    Bolsonaro e seus filhos amealharam 15 milhões em imóveis para conquistar essa glória? Só se Philip Roth estiver certo.

    MAM

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  • Ethan Edwards disse:

    Me imiscuindo no diálogo entre Fernão e LBS: os pastores compraram horários nas TV, e depois as próprias TVs, para divulgar sua fé. Goste-se deles ou não, creia-se ou não na sua boa-fé, fato é que suas TVs veiculam mensagens de natureza religiosa ou moral – para a qual existe um público crescente (sociedades ainda basicamente tradicionais cujas elites foram capturadas pelo imaginário progressista – e, no caso do Brasil, com fortes acentos niilistas – provocam nos seus cidadãos uma angustiante dissonância cognitiva que só pode ser combatida com o restabelecimento da ordem espiritual danificada; até hoje, o único instrumento que se mostrou capaz de restabelecer essa ordem foram as religiões – mesmo as que se afirmam laicas, como o comunismo e o nazismo).
    Infelizmente, no caso das instituições democráticas, não existem os “pastores” nem – aqui está o grande problema – o público interessado. Uma TV para difundir essa ideia seria mais uma TV Brasil, com a diferença de que, no caso, como os dinheiro envolvido para manter essa instituição seria o dos próprios empresários, a TV seria fechada no dia seguinte.
    Mas não sou um pessimista. Também aposto, como parece fazer o Fernão, que a conversão de grande parte da população a uma ética da riqueza baseada no trabalho cedo ou tarde colidirá com a cruel realidade fiscal do Estado patrimonialista. E a ideia de que os que pagam impostos devem controlar os que os gastam finalmente se implantará nestas terras. Sonhemos.

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    • LSB disse:

      Prezado Ethan

      Fique à vontade para se “imiscuir” nos debates… De fato, não é apenas que não me importo, pelo contrário, gosto quando há contestações, comentários, novos pontos de vistas, etc.
      (sei que sou mais chato do que deveria, ou seria recomendável, ser e, daí, respondo tudo, mas o objetivo é esse: debater… Então, sinta-se a vontade para comentar, criticar, contrapor…)

      Outra coisa: não julguei os pastores, não. Só os utilizei como exemplo assim como o Fernão havia utilizado no artigo dele…

      Aliás, no caso, mesmo que fosse para “copiar” os pastores, não necessariamente precisaria ser por meio da aquisição de meios de comunicação…
      (tvs, horários em tvs, etc. foram apenas exemplos).

      Meu questionamento (sugestão?) era relativa à não existência de um movimento civil (por meio de comunicações ou não) que encampe a bandeira do voto distrital, recall e descentralização legislativa.
      Nesse contexto, repeti o exemplo do Fernão para ilustrar que se não há essa “campanha” é só por desinteresse (ou ignorância) de quem poderia levar a cabo um projeto desse… (e não por falta de exemplos de sucesso em conquistar “corações e mentes”).

      No mais, até sou um otimista de longo prazo, mas um pessimista de curto prazo.
      Quando o senhor diz ” Também aposto, como parece fazer o Fernão, que a conversão de grande parte da população a uma ética da riqueza baseada no trabalho cedo ou tarde colidirá com a cruel realidade fiscal do Estado patrimonialista. E a ideia de que os que pagam impostos devem controlar os que os gastam finalmente se implantará nestas terras”, eu CONCORDO INTEGRALMENTE COM O SENHOR (otimismo de longo prazo), mas acho que quando houver essa colisão, muita “confusão” e “desarmonia” (para utilizar eufemismos) irão ocorrer no enfrentamento / resolução / equacionamento dessa questão (pessimismo de curto prazo).
      Ou seja, vai ser bom (otimismo LP), mas vai ser “ruim” antes (pessimismo CP).

      Abs
      LSB

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      • Ethan Edwards disse:

        Não tenha dúvida. Afinal, a gente fala, por comodidade, em “instituições”, mas do está falando, na verdade, é de práticas e leis e costumes que envolvem/beneficiam milhões de pessoas, que não irão simplesmente sair de cena, sem lutar, e dizer “É, nosso tempo passou; agora é a vez do voto distrital”. Por isso, no curto prazo, todos – principalmente os muito velhos, como eu – se inclinam um pouco mais para o pessimismo.
        Obrigado pelos seus comentários.

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      • LSB disse:

        Prezado Ethan

        Quando mencionei minha “dicotomia” “otimismo LP” x “pessimismo CP” eu me referia menos à questão do “tempo” e mais à “ordem dos fatores” (“piorar” para depois melhorar).

        Podemos até prever ou inferir o que provavelmente acontecerá na História (se tivermos conhecimento, tempo para pensar e um pouco de “sorte” também), MAS JAMAIS será possível prever o “timing”.

        As mudanças que queremos, e que são necessárias ao nosso país, podem ocorrer nos próximos 12 meses ou demorar mais 20, 30 ou 40 anos!

        O Fernão, abaixo, apontou novamente a pesquisa da Fundação Perseu Abramo como motivo de esperança e ânimo.

        Concordo em parte. Realmente há mudanças significativas na sociedade brasileira. É perceptível nas redes sociais/comentários, sites e fóruns na internet a diferença entre hoje e 10 ou 15 anos atrás. Mudou muito!!!

        Também é “surpreendente” ouvir o povo nas ruas por aí e perceber como valores capitalistas estão bem mais compreendidos, aceitos e defendidos pela população*.

        No entanto, nosso arcabouço político-jurídico é inteiramente construído para se manter intacto (e muito bem construído considerando tal objetivo).

        Nossas faculdades de direito exalam por todos os poros estatismo, marxismo, paternalismo, vitimismo, “progressismo”, idolatrias por “vacas sagradas” e ainda vieses “centralizadores/autoritários” e “antidemocráticos”…
        Tribunais, procuradorias, promotorias, órgãos de classe, autarquias, leis e todos os regulamentos, enfim, estão milimetricamente calibrados e cirurgicamente instituídos e amarrados de tal forma que mudar isso será uma verdadeira “guerra” (talvez só como “figura de linguagem”, mas só talvez…)

        Daí que, observando o povo, vejo que as transformações estão ocorrendo rapidamente**, porém, ao olhar o outro lado da balança (genericamente falando, o “status quo”), sinto que mudanças reais estão há anos luz…

        Isso tudo levará, como já comentamos aqui, a conflitos e colisões (e nenhum “rei” vai entregar a “majestade” dizendo, como o senhor ponderou, “eh, minha hora passou..”), mas é totalmente imprevisível quando tudo isso acontecerá (e qual será sua dinâmica / evolução), pois, se por um lado (“o povo”) a “metamorfose” está acelerada, por outro (o “establishment”) as “muralhas” dos nossos sistemas político e jurídico estão bem sólidas e alicerçadas.
        (e não temos a exata dimensão, profundidade e velocidade dessa “transformação” que vem ocorrendo na sociedade, embora pareça até ser rápida).
        Em suma, astros podem se alinhar e tudo ocorrer muito rápido ou, devido à resistência bem assentada/cimentada (que já está “funcionando”), demorar algumas décadas ainda…
        Mas os “conflitos” ocorrerão***, não tenha dúvidas (só não sei quando), pois como o senhor lembrou, são “práticas e leis e costumes que envolvem/beneficiam milhões de pessoas, que não irão simplesmente sair de cena, sem lutar”…

        Abs
        LSB

        * sempre achei que a “psique” do nosso povo, na média ou no geral, era e é, fundamentalmente, próxima ao liberalismo clássico / conservadorismo.
        O brasileiro é conservador, mas nunca teve problemas com “liberalismos” alheios, o que o aproxima de um liberalismo clássico: cada um vive como quer… carnaval, homossexualismo, etc. sempre foram aceitos, de modo geral, pelo brasileiro… ele não se importa… (o que ele está se importando agora é com o ativismo/autoritarismo dos “progressistas”).
        No mais, o trabalho e o mérito sempre foram valores aos olhos do povo brasileiro. De fato, o brasileiro sempre se “revoltou” com a desigualdade de tratamento e de oportunidade, mas não está, e creio que nunca esteve, na “alma” do nosso povo o desejo de “expropriar” o rico… a riqueza, para o brasileiro, sempre foi legítima… o que ele nunca considerou legítimo foram / são “os meios” que muitos ricos utilizaram para obterem suas fortunas.
        O “vitimismo” talvez tenha sido só um ciclo de algumas décadas (60 / 80 anos) e que está morrendo…

        ** Embora também seja difícil mensurar tal velocidade de mudança, profundidade e alcance.

        *** E o “mainstream”, nesse dia, vai invocar o artigo 142 da CF/88 pedindo intervenção militar para por “ordem” no país.
        (juro que precisarei de um balão de oxigênio para não ter um infarto de tanto rir ao ver os “moderninhos democratas progressistas” brasileiros “louvando” um governo não eleito e autoritário / interventor).
        Destarte, até tive a longa discussão no post anterior com o senhor Olavo Leal, pois espero que, nesse dia, os militares mostrem que aprenderam a lição política de 64 e permaneçam nos quartéis – ainda que “aclamados”, “ovacionados” e mesmo “convocados” (art. 142) pela “elite política e intelectual” de então.
        (que deixem os brasileiros resolverem “suas diferenças” entre si…)

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      • LSB disse:

        E lendo algumas notícias à noite, lembrei-me de mais um “detalhe”:

        A “briga” pelo voto distrital puro nem é sequer o real conflito que enfrentaremos. De fato, essa nem será a verdadeira “briga”: será, antes, somente o “ingresso”, a “entrada” para a verdadeira “luta”…

        Pois exatamente o que virá depois são os conflitos quando os eleitores começarem a cobrar seus distritais, esses terem que se explicar e explicar o país a seus eleitores e, finalmente, os brasileiros compreenderem, em “detalhes”, como o Estado patrimonialista brasileiro está “diabolicamente” (além de rígido e firmemente) formatado / arquitetado / erigido / assentado em iniquidades, injustiças, absurdos e “surrealidades”…
        Aí, sim, as verdadeiras “brigas” e “conflitos” aparecerão… (mas, aí também, estaremos bem próximos de fazer do Brasil uma grande Nação)

        Abs
        LSB

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      • LSB disse:

        “E lendo algumas notícias AGORA à noite…”
        (senão fica muito estranho…)

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    • flm disse:

      Se você quer se animar com fatos, leia a pesquisa mencionada no artigo que também está reproduzida aqui no Vespeiro.

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      • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

        Fernão, gostei muito de sua iniciativa de trazer a discussão a questão dos envolvimentos, ou não, dos partidos com as igrejas para fins de se conquistar o poder à antiga. Todo político procura se associar a uma igreja, a um clube de futebol, a um grupo financeiro e a empresários que lhe dão guarida e apoio, quase sempre não incondicional, pois o jogo de interesses transcende e muito o amor pelo Estado, pela Nação e para o bem comum, incluindo os outros, permanecendo sempre a fórmula do nós versus eles.
        Já imaginaram a aceleração das mudanças que pretendemos se as lideranças políticas evangélicas, e de outras denominações, que ocupam cargos por eleição conseguissem converter os corações dos “ímpios” no Congresso Nacional a favor da implantação do sistema de voto distrital puro com recall , doa a quem doer, principalmente aqueles que mantem o núcleo duro da privilegiatura, entre os quais muitos com muitos processos na justiça se arrastando até caducar, prescrever?
        Talvez isso seja possível se o Judiciário fizer a sua parte colocando as maçãs podres fora do cesto, coisa que nos parece quase tão difícil quanto um “camelo passar pelo buraco da agulha”. Porém se o ‘camelo’ é um grande problema para passar por uma fenda estreita – no caso a mentalidade estreita de muitos de nossos congressistas espertos – não “experts” – , o jeito é contar, em parte, com os préstimos daqueles que estão acostumados a polir e resgatar as almas perdidas, ou sejam, padres ,pastores, xamãs, rabinos, imãs, guias e pajés, afinal se eles podem converter os fiéis a votarem neste ou naqueles partidos/candidatos também estão habilitados a mostrarem sua verve convertendo na seara congressista aqueles que só trabalham pelo próprio umbigo. Querem as igrejas o povo no poder através do sistema de voto distrital puro com “recall” , ou querem elas serem o poder, o “Estado”. Modificar isto que aí está há séculos já se mostrou necessário há tempos, mas fazê-lo num processo de enfrentamento de fora para dentro dos Três Poderes é que são elas, para que o trabalho final não seja trocar seis por meia dúzia. Se consegui agitar o vespeiro, que venham as análises instrutivas para o preparo do enxame…

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      • LSB disse:

        Prezado Herbert

        “…converter os corações dos “ímpios” no Congresso Nacional a favor da implantação do sistema de voto distrital puro com recall , doa a quem doer…”

        Os congressistas JAMAIS irão pautar o voto distrital puro sem MUITA PRESSÃO popular.
        O “doa a quem doer” se refere a eles próprios!
        Não irão se prejudicar (como o senhor mesmo parece reconhecer: “…no caso a mentalidade estreita de muitos de nossos congressistas espertos – não ‘experts’…”).

        Aliás, só um partido tem como pauta o voto distrital: o Partido Novo. Ainda assim, não é o “distrital puro” (a legenda deixar a critério de cada partidário apoiar o puro ou o misto).
        Oras, se não há nenhum partido sequer que esteja “fechado” na defesa do distrital PURO, não há a menor chance deste vingar de forma “natural” (pois o próprio Partido Novo, ainda que prefira ou venha a preferir o distrital puro, já o abandona de saída quando admite o “misto” em um ambiente que tal modalidade – “misto” – seria o máximo que seria admitido).

        Para podermos sonhar com o voto distrital puro teria de haver manifestações e mobilizações do porte daquelas vistas no impeachment da Dilma.

        Mas como mobilizar um país para isso?!?

        Não conte com o Judiciário. Nosso arcabouço legal é totalmente construído e amarrado para manter o que está aí. Assim como “melaram” a candidatura independente (por não estar “contemplada” na nossa estrutura legal), irão tentar melar o voto distrital PURO (alegando que esse implica em “acabar” com a representação de minorias).

        “Padres ,pastores, xamãs, rabinos, imãs, guias e pajés”?

        Também acho que não dá para contar com eles, não.
        Até vejo tais líderes religiosos se mobilizando para ir contra pautas (ou a favor) que estejam contra (ou alinhadas) aos respectivos dogmas religiosos.
        No entanto, voto distrital puro está longe de tangenciar QUALQUER teologia / religião.
        (alegar que o mesmo é a verdadeira democracia e o verdadeiro “power to the people” não parece ser dogma relevante em qualquer dessas igrejas. De fato, o contrário é muito mais comum na História: igrejas tentando tirar o poder político de seus fiéis, ou seja, monopolizar o poder político).

        Enfim, exércitos de Brancaleone não nos levarão a lugar algum…

        No mais, concordo que o processo de mudança tem que ser mesmo “de enfrentamento de fora para dentro dos Três Poderes”. Mas como fazer isso é que é o “X” da questão…
        Muito trabalho missionário até haver “massa crítica” suficiente para realizar mobilizações semelhantes àqueles que tiraram Dilma do poder…

        Abs
        LSB

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  • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

    Senhor LSB mais uma vez ignora a ironia em meus comentários, nos quais faço uma realidade inatingível parecer um sonho a ser alcançado. Livre imaginar como contraponto é só provocação, mas vale a pena fazer uma fezinha nas igrejas convertendo as ímpias falanges … risos. A ironia é que ao propor o absurdo surrealista trazemos mais a tona a realidade em que vivemos a séculos, urdida capciosamente, dando nisso que hoje temos que modificar se quisermos ser de fato uma nação democrática, republicana e laica por consequência. Já assistimos mudanças radicais do judiciário em em relação a muitos posicionamentos que antes eram inquestionáveis e, de repente não mais que de repente, o Ministro Sérgio Moro assuma uma vaga no Supremo Tribunal Federal e tenho convicção que esse Poder republicano ainda vai dar guarida a voz do povo que clama de fora para dentro pela ordem nas instituições e combate duro contra a corrupção institucionalizada. Quando o Brasil deixar de funcionar por causa das sinecuras que sugam as energias da Nação brasileira, as reações favoráveis a mudança terão de se estabelecer, ou seremos uma nação de escravos sonhadores para sempre. Haverá “tiros” no pé em abundância. A incompetência dos governantes é a maior aliada do povo que padece sob a privilegiatura que ignora a nossa Carta Magna – já surradinha demais. Tudo terá de passar pelo Supremo Tribunal Federal, o Constitucional, quer queiramos ou não, pois nosso Estado é o Democrático de Direito. É obvio que para o Supremo fazer valer suas decisões baseadas na Constituição Federal, terá que ter apoio das Forças Armadas para garantir a ordem e o cumprimento das leis todas, afinal “o Brasil espera que cada um cumpra com o seu dever”. A iniciativa popular exigindo as mudanças é fundamental, mormente sabendo escolher melhor os seus representantes, já previamente… escolhidos pela plêiade de dezenas de partidos que consomem o erário público para nos oferecer quase nada. Se o povo não dominar os partidos, participando dos que são sérios, vai ficar falando com o próprio umbigo. É trabalho messiânico sim e para isso as igrejas poderiam fazer um papel melhor. Via armada e sectarista com relação à federação e à Carta Magna é confronto impensável , que talvez mais interesse aos inimigos do Brasil que estão de olho em nossas riquezas naturais. Uma mudança aqui, outra ali no conjunto das leis e faremos o ambiente necessário para os ajustes dolorosos.
    Os que estão dentro do círculo do poder apoiando a massa popular a conquistar a verdeira e total cidadania como convém a im país democrático.
    Reduzir as desigualdades entre a minoria privilegiada e a grande massa popular é, a meu ver, o início irrefreável para o povo conquistar o poder e poder dizer: O poder somos nós!
    Sugiro esta faixa para as próximas manifestações nas ruas do Brasil:

    VOTO DISTRITAL PURO (C/ RECALL) JÁ, PARA O BEM DO BRASIL !

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    • LSB disse:

      Prezado Herbert,

      Ok, mas não é que eu ignore a ironia em seus comentários, é só que nem sempre é fácil saber qual trecho do comentário é ironia e qual não é…
      Por exemplo, o “otimismo”, que, genericamente, está presente no seu texto, é ironia, não? Ou não?

      Questões interpretativas à parte, muito interessante seu comentário, embora eu, ainda que concorde com várias assertivas expressas no texto, sou um pouco menos tanto otimista como sonhador (genericamente falando e sem ironias…)

      Abs
      LSB

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  • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

    Prezado LSB. decifar-me ou te devoro…risos. A ironia nem sempre tem que ver com fingimento, sendo que na política ela deve ser usada como instrumento para esclarecer, comparar, despertar a transparência que deve existir sempre quando se trata das coisas do bem comum, não é mesmo? No fundo muitos dos leitores do Vespeiro que aqui apresentam seus pontos de vista querem o mesmo: um Brasil novo construído com respeito a leis que emanem da vontade popular, mesmo que redigidas pelos técnicos da máquina governamental, mas depois referendada pelos eleitores. É aqui que entra o otimismo de todos nós amantes da democracia de fato, mesmo sabendo que os empecilhos a se vencer são de grandeza titânica. Se pensarmos que cada grão de areia dos desertos um dia já foram parte de uma montanha, ou um plano alto erodido pelas águas pluviais e pela drenagem dos rios, então sabemos que “água mole em pedra dura tanto bate que fura”, a rapidez do processo “erosivo” dependera da intensidade das forças e volumes hídricos atuantes.
    O assunto que estamos a defender aqui no Vespeiro, acompanhando e apoiando as idéias de FLM são pólvora pura e tem de ser tratado de modo a não provocar a ira daqueles de mente estreita que não querem se atualizar, talvez por debilidade de raciocínio entre aqueles que ocupam cadeiras em nosso Congresso Nacional. Toda diplomacia é fundamental e devemos contar com apoios diversos mesmo que vindos de grupos que tradicionalmente ninguém acredite que possam ser aliados para a causa do distrital puro com recall. Meu otimismo é quase que uma profissão de “fé”, como que um antídoto contra os sentimentos de depressão que nos assola diante de tantas mazelas que os governantes em nome deles próprios e para eles próprios aprontam.
    Dispertar raciocínios, emoções participativas enão deixar que o povo fique no desalente penso que seja o que melhor podemos fazer com o conhecimento e couro curtido que temos, cada qual no seu nível.
    A ironia não é deboche ao que pretendemos, nem sarcasmo, apenas uma atitude de revolta diante do que sucede por aí e o que pretendemos.
    Quem diria que Bolsonaro iria tomar as medidas que tomou em relação a PPI e a servidores, a meu ver abusados.
    De repente, não mais que de repente as algumas cabeças mudam e outras crescem… Peço vênis aos leitores do Vespeiro mas não poso deixar de enviar um recado oportuno ao presidente Bolsonaro pela atitude que tomou: senta o pau Mito ! Será que Bolsonaro dará uma guinada de 180 graus como fez Getúlio Vargas, indo de encontro aos desejos do povo brasileiro?
    A masa crítica do bem comum desponta fazendo suas intervenções e a coisa muda sim, de fora para dentro e de encontro às forças que vem de dentro para fora.Vivência, conhecimento e “feeling” geram, acredito, o otimismo em todos nós. A ironia é pura provocação, faíscas sobre pólvora, para reações e surgimento de mais discussões sobre a política que desejamos para o fim que queremos, afinal o poder não emana do povo – o grande manancial ” hídrico ” ? Ao sonhar não dou espaço ao pessimismo, ao realizar, muito menos, acredite!
    Aproveitemos o verão para sono de sonhos aguardando para se realizarem. Numa poesia minha da década de 1980 escrevi: “Através do sono nos elevamos a sonhos que a realidade não gera; sonos tranquilos , naturais”.
    Assim como o Fernão acredita com otimismo, e muitos de nós também, o povo saberá o que fazer com o poder que o instrumento do sistema de votação com voto distrital puro lhe conferirá. A velocidade em que isto ocorrerá depende do tamanho de nosso desejo por democracia de fato!
    Espero que as abelhas, vespas e mangabas não sejam eliminadas, pois senão não colheremos os frutos da democracia que buscamos. Penso que meu amigo Chomsey Jardim concorda comigo!

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    • LSB disse:

      Correto, correto, “seu” Herbert

      Agora, não sou exatamente um poço de pessimismo, não (embora, obviamente, exista o efeito “lua”: uns dias levantamos com mais fé, em outros mais desanimados).
      Mas, ainda assim, tentarei absorver mais do seu otimismo!!!

      Abs
      LSB

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