E o palhaço quem é?

16 de dezembro de 2010 § Deixe um comentário

Período………………………………………………2007 a 2010

Nós…………………………………………..……13 salários/ano

Eles……………………………..15 salários/ano (fora o resto)

Inflação……………………………………………………+ 19,64%

Salario mínimo…………………………………….……+ 34,21%

Salario dos deputados:………….…………………….+ 61,8%

Salario do presidente:…………………………………+ 133,9%

Salario dos ministros:…………………………………+ 148,6%

Automaticamente, por especial “direito constitucional”, as Assembleias Legislativas e Camaras Municipais do pais inteiro vão no arrasto.

O pretexto foi dar a todos “isonomia” com os ministros do Supremo Tribunal Federal. R$ 26.723,13 (adoro essas casas centesimais!), por enquanto. Mas já estão pedidos mais 14,78%: para R$ 30,675 e uns quebradinhos. Mas este é só, digamos assim, o multiplicador da equação dos salários dos parlamentares. Somado tudo que se expressa em cifrões naquilo que recebem (auxílios aluguel, gasolina, transporte, telefone, roupa, médico, dentista, etc), cada um deles + respectiva equipe nos custa R$ 128 mil por mês.

Sabe como é: no mundo encantado de Brasília o seu salário não sobe só se você trabalhar melhor, inventar alguma coisa ou render mais; o seu slário sobe porque o do seu vizinho subiu. E “punto e basta”, como diz aquele italiano fajuto da novela…

Um por todos; todos por um. É a cumplicidade que os une. Igualdade perante a lei é coisa pra americano “babaca”.

Para malandros espertos, como nós, a conta: R$ 2 bi, antes que a onda “isonomica” desça pelo funcionalismo publico abaixo, o que fatalmente acontecerá mais adiante.

Daqui por diante, alias, os “representantes” que nós livremente elegemos querem os ministros do Supremo Tribunal Federal como arrombadores oficiais da porta do cofre. Sempre que eles conseguirem um aumento, o que podem fazer por deliberação inter pares (um grupinho só de 11), a corja toda tem o salário automaticamente aumentado, Brasil afora, “sem ter de passar pelo constrangimento de aprovar uma lei só para isso” debaixo dos holofotes da imprensa livre (enquanto houver imprensa livre).

Aumentos como o aprovado ontem já passam em “votação simbólica”, sem registro da posição individual de cada parlamentar. E por se tartar de um “decreto legislativo”, o presidente da Republica não pode vetar, nem que tenhamos, um dia, um presidente da Republica disposto a moralizar aquele circo. Basta, como ontem, que o Sarney da vez ponha o decreto na mesa e o aprove em seguida, em nome dos demais. Não se requer nem lista de presença.

“Agora já sei o que faz um deputado”, disse o bom Tiririca, que é a cara de todos nós.

Porque, então, não acabar com essa burocracia besta e tornar secretos os salaries de todos os “servidores publicos” logo de uma vez? Nos poupa a vergonha e a dor de estômago de nos vermos cerimonial e oficialmente rapelados todo fim de ano.

Um dia chegaremos lá. Porque como diz o NANP (“nunca antes neste país”), democracia só não basta. Queremos “excesso de democracia” como a que o bom coronel Chavez proporciona ao povo venezuelano.

E já que a eleição acabou mesmo, vamos deixar pra lá as formalidades. Nas véspera da diplomação da Dilma, diploma tambem pro Maluf, pro Garotinho e pra todos aqueles bons brasileiros injustamente visados por essa anti-isonômica “lei dos fichas sujas”, hoje excelentíssimos membros da “aliança” que nos mantêm “lá”.

Barrá-los seria uma discriminação inadmissível. Afinal, este é o país onde ontem, no momento em que, para prevenir que lá na frente  algum “partido pela ética na política” venha a rescrever a história do Brasil, o “nosso guia”, em pleno Palácio, registrava a sua versão dela em cartório incluindo, desde já, suas realizações futuras, até o Zé Dirceu resolveu assumir: “Eu nunca saí daqui”.

Impunidade über alles, que está nascendo o nosso Reich de Mil Anos!

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