Ligando o foda-se

1 de março de 2013 § 2 Comentários

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Quanto mais esperneia mais se enreda?

É bem pior que isso. Dilma desistiu.

Ou talvez nunca tivesse procurado tentar pra valer.

Passadas 24 horas da reencenação em São Paulo da peça levada no dia anterior a investidores internacionais em Nova York, o governo anuncia a criação de “um fundo para repassar diretamente a bancos estatais e privados recursos subsidiados para financiar projetos de concessão” de equipamentos de infraestrutura.

Privataria por privataria, esta é explícita.

O Tesouro emitirá títulos de dívida pelos quais promete pagar juros tentadores e repassará o dinheiro obtido aos bancos com juros menores que os que pagou. E estes os repassarão às “empresas privadas” que tomarem para si a construção dos portos, aeroportos, ferrovias e estradas que o governo deixou de fazer nos últimos 10 anos.

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A manobra já nasce dotada da mesma manteguiana gambiarra para que a dívida assim emitida não apareça nas contas oficiais que afugentou todos os investidores sérios que viram na “matemática criativa” do PT o sinal inequívoco de que a estabilidade tão duramente conquistada pela economia brasileira está condenada à morte: o Tesouro emitirá a dívida mas contabilizará um “ativo” do mesmo valor (as cotas do tal fundo), assim como já ocorre nos empréstimos que faz ao BNDES.

E havia alternativa?

Havia.

Armando Castelar Pinheiro, hoje no Valor, explica melhor que eu ontem (http://www.valor.com.br/opiniao/3027654/barreiras-ao-crescimento) como o PT se enfiou nessa arapuca e como poderia se livrar dela. Bastaria aumentar os juros até o nível em que voltasse a ser atraente investir no Brasil o que, de quebra, deteria a inflação que já vai passando do trote para o galope.

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Mas aí o que Dilma faria com aqueles lindos anúncios do Reynaldo Gianecchini contando ao povão como a heroica “presidenta” mais o Banco do Brasil puseram os bancos privados de joelhos e baixaram os juros que permitem que todos comprem automóveis e geladeiras novas; “Bom para você, bom para o Brasil”?

Negativo…

Ciente de que com um pibinho de 0,9% não há libido que resista, o PT prefere montar essa operação triangular onde os banqueiros privados, como sempre, lucrarão rios de dinheiro sem riscos e oferecer aos aventureiros que se dispuserem a aceitar esse jogo condições “irresistíveis” (dinheiro “nosso”, 30 anos de concessão a 15% ao ano, cinco de carência), daquele tipo que, ou nos condena a todos a afundar definitivamente em custos proibitivos para o uso desses equipamentos, ou condena quem comprar esse desafio a perder o que investiu logo além da primeira curva.

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E tudo para chegar a 2014 com Gianecchini desfilando nas telas com aquela conversinha pra boi dormir.

Espaço para dúvidas sobre o alcance, a sustentabilidade e o efeito real de tais malabarismos nãp tem mais faz tempo. O mundo já sabe de tudo. Os jornais de hoje registravam que a Bovespa, com – 24,97%, teve o pior desempenho do mundo, consideradas 48 bolsas de valores ao redor do globo.

A conclusão, portanto, é que o PT, definitivamente, ligou o foda-se. Vai pras cabeças para chegar à eleição de 2014 tomando injeções na veia.

Depois vê-se. Sabe-se lá, com o ritmo da desmoralização em que vai a política partidária, se ainda teremos eleições em 2018…

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Uma velha fábula tropical

28 de fevereiro de 2013 § 1 comentário

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Reunida com seus empresários amestrados do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o “Conselhão”, a presidente Dilma repetiu ontem o que o dr. Guido Mantega tinha ido dizer anteontem a uma plateia de investidores internacionais em Nova York aos quais tentava vender projetos de infraestrutura no Brasil: que “o governo vai trabalhar para garantir que os investimentos necessários sejam feitos com estabilidade juridica clara, remunerados devidamente e tenham financiamentos de longo prazo”.

Esse tipo de promessa, porém, é uma contradição em termos posto que “segurança jurídica” é, exatamente, o investidor privado poder prescindir de ou ignorar olimpicamente as promessas presidenciais porque onde ela existe de fato o presidente não tem força para mudar as regras do jogo com a bola em campo, nem para bem, nem para mal.

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Depois de cinco trimestres seguidos de quedas nos investimentos Dilma corre atras do prejuízo acumulado nos dez anos de cigarra em que o PT entoava loas a si mesmo e dava lições ao mundo enquanto distribuia automóveis e eletrodomésticos baratos à farta e deixava displicentemente de lado o trabalho de formiga para prover o país de estradas, ferrovias, portos, aeroportos e outros elementos imprescindíveis ao funcionamento da economia nacional.

Agora que se anuncia o inverno do PIB, corre atras de R$ 235 bi para repor a toque de caixa o que dispersou comprando popularidade fácil nos tempos de fartura.

É por isso que a presidente tem feito das tripas coração para recitar o script que todo investidor gostaria de ouvir. Ontem recorreu até à “cola” desastradamente flagrada em fotografia publicada no Valor.

Mas quanto mais esperneia mais se enreda.

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A promessa de taxas de retorno de 15% ao ano para a exploração de rodovias e de 12,5% para a de ferrovias, por exemplo, provocaria a entrada em cena da polícia em qualquer país onde houvesse segurança jurídica de fato, tão escandalosamente infladas que são num mundo de juros negativos.

No país do PT, no entanto, nem essa quantidade de sangue na água é suficientes para reverter o “instinto animal” dos empresários da condição de defesa para a de ataque, e não é difícil entender porque.

Menos de 48 horas antes dessa promessa, para não irmos longe, o governo suspendia a implementação da MP 595, que trata da modernização da gestão dos portos, diante da simples ameaça de uma greve dos portuários cujos “direitos adquiridos” graças aos esforços de sindicalistas do partido em tempos idos implicam a imposição de um imposto proibitivo e arrasador sobre todo produto que entra ou sai do país.

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É essa a “trave” onde batem todas as bolas levantadas pelo “Conselhão” que a presidente tenta cabecear para o gol. Seus ingentes esforços para recriar uma “lógica de mercado” à sua imagem e semelhança esbarram sempre nos privilégios intocáveis de alguma clientela importante ou mesmo no cerne do esquema de poder em que o PT se apoia.

Primeiro aumentam-se os salários sem aumentar a produtividade. Aí os empresários amestrados avisam que a conta não vai fechar. Então ela reduz por decreto o peso dos impostos sobre as folhas de pagamento aqui e ali, corta na marra as contas de luz e comprime o preço dos combustíveis para promover o “ganho de podutividade” ausente da equação.

Mas a redução na arrecadação sem a correspondente redução de gastos pressiona o déficit público, o corte na conta de luz no tranco afugenta os investidores, o tamponamento do preço dos combustíveis detona as contas da Petrobrás.

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A inflação começa, então, a por a cebeça para fora da toca. Mas como não da para cortar nem o assistencialismo que compra votos, nem o numero de funcionários que são o núcleo duro da militância petista, nem os “direitos especiais” dos sindicatos que mandam nos portos, o Copom fica balbuciando desculpas enquanto entra em cena a “matemática criativa” com que o dr. Mantega, todo pressuroso, trata de por os resultados onde sua magnânima excelência quer vê-los…

E aí não adianta jurar de pés juntos que “o controle da inflação é um valor em si”: ninguém consegue ver no frankenstein costurado por dona Dilma a pin-up que, em sua imaginação, ela pensa estar desfilando para os empresários, e o pibinho dos investidores encolhe cada vez mais. Até Jorge Gerdau, que se senta na cabeceira do Conselhão, anunciou a redução dos investimentos nas suas próprias empresas para os próximos cinco anos…

O problema é que nestes nossos trópicos as cigarras é que fazem as leis e, na hora do vamos ver, as formigas sempre ficam com a conta da festa de que que não participaram.

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Feche os olhos e sinta…

23 de fevereiro de 2012 § 1 comentário

Na volta do carnaval, feche os olhos e sinta a diferença: enquanto o carro estiver deslizando macio, você está no Brasil da iniciativa privada; quando começarem os saltos e os solavancos, você acabou de entrar no Brasil estatal.

Nem São Paulo é exceção.

É aqui, aliás, onde as melhores estradas do país acabam de ser reformadas, que se sente mais esse contraste ao sair das pistas nas mãos das concessionárias privadas e cair nas ruas cada vez mais esburacadas e craquelentas da cidade que os políticos disputam.

O que está tornando Washington idêntica a Brasília

3 de novembro de 2011 § Deixe um comentário

Com todas as explicações amenizadoras que estão sendo aventadas, o dado revelado pelo Census Bureau de que Washington se tornou a cidade mais rica do país pela média de ganhos por residência chocou os Estados Unidos e está jogando lenha na fogueira do Occupy Wall Street.

Os americanos nunca avaliaram tão mal o seu governo quanto agora e com certeza as razões que tornaram Washington tão rica são as mesmas que explicam porque o país passou a detestar tanto o que aquela cidade simboliza e abriga.

Está ocorrendo uma metástese dos parasitas. Existe uma rede de empresas privadas e empregados do governo, uns trocando empregos e contratos com os outros, que explica esse fantástico enriquecimento. E ele está ligado, também, ao crescimento exponencial do valor dos contratos negociados num contexto onde se misturam os gastos astronômicos de um país permanentemente em guerra e obcecado pela segurança interna e as gigantescas operações de resgate dos grupos financeiros que ameaçam quebrar a Nação“, diz uma fonte ao Economist.

Até 2010, San Jose, na Califórnia, onde moram os zilionários das novas tecnologias, era a cidade mais rica dos Estados Unidos. A diferença entre os muito ricos e os remediados é muito maior lá do que em Washington, sendo as super fortunas que puxam a média tão alto.

Na capital federal a diferença é menor. Não ha tantos super ricos mas há uma quantidade impressionante de ricos e muito ricos.

Não é só porque o governo paga bem. Nem o grande número de advogados que também ganham muito. É que os empregados do Estado e a burocracia do Congresso sempre acabam ‘assessorando’ as empresas privadas ou se empregando naquelas a quem ajudaram a ganhar subsídios estatais ou regulamentações favoráveis“.

Há, ainda, outra causa subsidiária desse enriquecimento. Embora fale se muito em austeridade, até agora não se viu nada nesse sentido. Todo o processo de retomada continua pendurado nas operações de resgate financeiro. E com isto a crise afeta os empregos privados enquanto os empregos públicos continuam preservados.

Nós conhecemos de cór esse filme…

As relações do Estado com a indústria bélica, de qualquer modo inevitáveis, sempre foram o foco crônico da corrupção nos Estados Unidos. Mas, fora disso, o governo pouco se metia diretamente com a economia.

Nas últimas décadas, porém, isso foi mudando progressivamente. A competição com o capitalismo de Estado chinês ensejou uma interferência cada vez maior do governo e do Congresso na economia até que a subsequente crise financeira jogou uma boa parte das maiores empresas americanas diretamente nos braços do Estado.

O resultado é que, pela primeira vez na história daquele país Washington se tornou para os Estados Unidos aquilo que Brasília sempre foi para o Brasil.

Conclusão: não existe meio termo; se não é o mérito, é o Estado quem decide quem ganha e quem perde no jogo econômico. E quanto mais o Estado se mete na economia mais ganha quem se especializa em puxar os sacos certos e mais perde quem investe e se esforça no trabalho.

Empresários: compre um, leve centenas

7 de abril de 2011 § 4 Comentários

Agora existe uma prova científica!

Também no Brasil monopólio faz mal pra todo mundo, menos pro dono do monopólio.

Não é que se tenha descoberto nada que o resto da humanidade já não tivesse aprendido, quase sempre no hard way. Mas como nesta nossa ilha cercada de língua portuguesa por todos os lados as informações chegam com grande atraso, sempre vale alguma coisa reafirmar velhas verdades.

Este momento em que, na sequência da criação de uma já bastante ampla constelação de monopólios estratégicos para o funcionamento de toda a economia brasileira de que se vem cercando, o PT lança os seus tentáculos sobre a Vale é, aliás, dos mais oportunos para se voltar a esse assunto.

A medida dos prejuízos mencionados foi tomada pelos professores de direito da FGV do Rio de Janeiro, Antônio José Maristrello e Rafaela Nogueira em trabalho executado para o Centro de Pesquisa em Direito Econômico (CPDE), e o objeto de seu estudo foi a cadeia de produção e vendas do frigorífico JBS, uma das empresas privadas que o BNDES lulista, em função de critérios estritamente arbitrários, municiou com enormes quantidades de dinheiro publico a fundo perdido para que se tornasse hegemônica no setor em que opera comprando todos os seus concorrentes no Brasil e, se possível, também no exterior.

O resultado, agora cientificamente medido pelo CPDE, foi que os produtores de carne passaram a ganhar menos, os consumidores de carne passaram a pagar mais e os donos da JBS passaram a ter muito mais lucro por cada quilo de carne intermediado entre produtores de bois e consumidores de bifes no Brasil e em boa parte do mundo.

O óbvio ululante, enfim.

Mas porque diabos um governo que, teoricamente, age em nosso nome, haveria de usar o nosso próprio dinheiro para nos enfiar nessa armadilha?

A sugestão, que nunca chegou a ser definida formalmente, é de que isso seria uma das ações tomadas visando transformar em “marolinha” o tsunami financeiro de 2008.

Qualquer forma de política industrial”, lembram porém os dois professores no artigo para O Estado de S. Paulo em que relatam o resultado de sua pesquisa, “deve ser dirigido a ganhos da sociedade. E a discussão sobre quem deve ser o escolhido para receber os incentivos deveria passar por critérios claros e transparentes e ser objeto de maior controle democrático”.

No caso em tela não acontece nem uma coisa nem outra. Tudo se parece menos com uma verdadeira política industrial que com mais um dos expedientes petistas para “fazer amigos e influenciar pessoas”.

A “sociedade”, representada por produtores e consumidores, perde dinheiro, perde liberdade de escolha, perde liberdade de emprego.

E o que orienta as escolhas do BNDES é tudo menos o mérito do contemplado, o unico critério eticamente justificado de legitimação da riqueza. Frequentemente, ao contrário, a operação começa quando eles fracassam.

Também não existe nenhum controle democrático sobre a distribuição desses bilhões. O Executivo (PT) decide arbitrariamente quem receberá a graça de comprar seus concorrentes com dinheiro publico sem nenhuma consulta ao distinto público ou participação dos demais poderes da Republica.

O felizardo, naturalmente, ficará eternamente empenhado pela graça recebida. E sua gratidão vai materializar-se, desde logo, na hora de financiar campanhas eleitorais. Mas este é o menor dos frutos que o partido colhe com essa estratégia.

O BNDES do PT torna-se sócio para sempre dos monopólios que cria. E tem escolhido invariavelmente produtores de insumos indispensáveis a extensas cadeias de produção que ficarão dependentes dos seus fornecimentos.

Ou seja, comprando um único empresário disposto a se vender leva de troco centenas de outros que, resguardando ou não a própria dignidade, prezando ou não a própria liberdade, também ficarão à sua mercê.

Junto com eles entram para a condição de dependentes do novo gigante da praça todos os consumidores dos seus produtos, agora nas mãos de um único vendedor; todos os trabalhadores especializados nesse setor, agora reduzidos a uma única opção de empregador; e todos os fornecedores do insumo que ele processa, agora nas mãos de um único comprador.

É poder pra ninguém botar defeito!

Os monopólios não levam apenas o que você tem no bolso. Eles acabam com a sua liberdade. Instalados com amplitude suficiente, podem deixa-lo diante da alternativa única de submeter-se ou resignar-se a sobreviver na miséria, à margem da economia organizada.

É, resumidamente, aquele tipo de equação que transformou o socialismo real numa relação entre opressores e oprimidos sustentada pela soma da violência política com a violência econômica que, periodicamente, levava a parcela da humanidade que esteve submetida a ele a enfrentar tanques e armas de fogo de peito aberto de tão ruim que a coisa fica.

Agora olhe à sua volta e veja a quantas andamos nessa estrada:

O petróleo, que tudo move, já era “deles”. Os minérios acabam de “subir no telhado”. E mediante as unções do BNDES, o governo se associou ou passou a ter posição de forte influência sobre tudo que gira em torno das industrias do aço, do cimento, de papel e celulose, das petroquímicas (plásticos e cia. ltda.), da rede de distribuição de energia, de toda a cadeia de produção e distribuição de proteína animal, de uma boa parte da infraestrutura de telecomuicações e, direta ou indiretamente, também dos bancos.

Em 2009 o Tesouro Nacional (você) “emprestou” ao BNDES, a juros subsidiados (por nós) R$ 100 bilhões para essas aquisições. O que ele distribuiu para uns poucos privilegiados corespondeu a 52% de todo o esforço agregado de investimento feito na economia brasileira naquele ano. Em 2010, somente até julho, o Tesouro “emprestou” ao banco mais R$ 80 bilhões. Faltam-me dados sobre o que rolou daí por diante. Ha, enfim, um orçamento paralelo sendo executado em favor dos amigos do PT, que não passa por nenhum dos canais institucionais da democracia brasileira.

O perigo desse movimento é ainda mais potencializado pela crise do capitalismo democrático que ha pelo menos 30 anos vem sendo minado em seus fundamentos pela destruição dos mecanismos naturais de defesa do mercado contra o abuso econômico que a invasão chinesa, que não respeita regras nem direitos de propriedade, está provocando.

Os monopólios estatais chineses, servidos por mão de obra quase escrava, vêm obrigando o mundo inteiro a consolidar a produção em conglomerados gigantes dominando monopólios setoriais e obrigando os trabalhadores das democracias ocidentais a devolver conquistas e abrir mão de direitos arrancados ao capital em lutas seculares para não serem completamente excluídos do mercado global.

No mundo inteiro, as legislações antitruste estabelecendo limites para o crescimento do poder econômico e submetendo até o mérito ao interesse maior do cidadão nas suas dimensões essenciais de consumidor e trabalhador, que é onde ele de fato exerce a sua liberdade de escolha, estão caindo por terra esmagadas pelo preço vil das mercadorias quase sempre pirateadas fabricadas pelos quase escravos dos monopólios do Estado chines.

Mas, para nós brasileiros, não basta esse formidável inimigo externo. Em vez de enfrentá-lo, o PT está usando o nosso próprio dinheiro para acelerar, ele próprio, a criação dos monopólios domésticos aos quais se associa e que, discursos aparte, estão armando o seu braço para fazer com que o emprego e o sustento de cada família brasileira se torne cada vez mais dependente da sua condescendência.

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