A fórmula para derrotar Bolsonaro

23 de março de 2022 § 9 Comentários

As emendas parlamentares de sempre que, da noite pro dia, viram “orçamento secreto”; o uso da internet para o qual o PT tinha um ministério inteiro muito festejado “pela modernidade”, agora convertido em “gabinete do ódio”; a denúncia do “genocídio” e do poder infalível das fake news no país mais vacinado do mundo apesar do presidente assumidamente “antivac”; a censura, as prisões, o fechamento de redes sociais inteiras com milhões de usuários por decisão pessoal e intransferível de um único homem sem um único voto “em nome da democracia” e de leis que não existem; a denuncia de trabalho voluntário como “fraude à democracia”; a mentira sistemática sobre o estado da economia que os números obstinadamente desmentem; as campanhas por aumento de impostos e contra a redução de preços de combustíveis só porque Bolsonaro se propõe reduzi-los; a transformação de Barrabás em Jesus e de Jesus em Barrabás, e da capo, conforme o alvo, tudo isso joga contra.

A impávida insistência dos fatos de passar a galope por cima da empulhação triple XXX rated desse sub-jornalismo e seu público minguante paga com juros e farta correção monetária as imbecilidades que Bolsonaro insiste em dizer.

Os americanos, que aprendem tudo mais rápido, não votam no Trump. Votam contra esses NYTimes, CNNs, Hollywood’s e “intelectuais” que querem “acordar” os outros de seu sono antidemocrático “estrutural” impondo um cinema, uma cultura e um jornalismo com gabarito obrigatório de gênero e teste genético de raça, alinhamento político automaticamente conversível, a estatização da família e até a negação do que existe entre as suas pernas como primeiro passo para a negação do negacionismo… 

A população brasileira velha de guerra já aprendeu faz tempo a, na dúvida, tomar sempre a direção contrária das “excelências” que chicoteavam seu corpo até ontem e continuam a chicotear o seu sofrido senso comum junto com o seu bolso e a sua dignidade hoje.

Está claro como a luz do dia: quem elege os trumps e os bolsonaros apesar – e não por causa – do que eles dizem e fazem é a desonestidade “estrutural” ofensiva à inteligência dos sobreviventes dessa esquerda século 20.

Assim, se querem mesmo ser espertos e eleger o Lula, os Três Patetas do TSE deveriam entender que ser perseguida pela privilegiatura, que foi até ontem a maior glória da old midia seria a única forma dela recuperar a credibilidade suicidada hoje, e passar a dar privilégios e atestados oficiais de “boa informação” e defesa do “estado democrático de direito” macunaímico lá deles aos sites mais descabeladamente carimbados da internet o único jeito de vê-los morrer por jejum de frequentadores.

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§ 9 Respostas para A fórmula para derrotar Bolsonaro

  • whataboy disse:

    Entendo a análise: o que mais importa X o que menos importa. Só não concordo com minimizar o papel de antivac desempenhado pelo líder da nação. Causou mortes adicionais sim. Celebra e estimula a ignorância. Deveria ter sido destituído e preso, não fosse a hipocrisia geral, tanto aquela de seus inimigos quanto de seus asseclas.

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    • rubirodrigues disse:

      Tem boy na linha…mugindo.

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    • Fernão disse:

      Qualquer um tem direito de ser antivac, inclusive o presidente. Qualquer um tem direito de decidir o que quer ou não que injetem em seu corpo. E você tem direito de torcer que esses casos tenham uma solução darwiniana, com base no princípio da sobrevivência do mais adaptado. Mas não de mais que isso. Se liberar a invasão forçada dos corpos nada mais está garantido.

      Curtido por 1 pessoa

      • whataboy disse:

        O direito de duvidar da ciência é do indivíduo, sim. Ao contrário, aumentar a infecção da população e o número de mortos que resultar devido à sua falta de precaução, de jeito nenhum é direito de alguém. E quando o líder da nação faz campanha ativa tanto para aumentar a ignorância em geral quanto para desacreditar medidas públicas de saúde, isso nada tem a ver com “liberar invasão forçada dos corpos”. Desculpe, mas esse argumento é muito frágil para constar desse blog que prezo e mantenho atenção.

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  • americomellagi disse:

    Até agora não entendi porque as chamadas autoridades do STF dizem estado democrático de direto. Será que existe um estado democrático que não seja de direito? A grande culpa disso tudo que vivemos está no primeiro artigo da constituição de 88 quando diz “o poder será exercido pelo povo através de seus representantes”, muito longe do “we the people”

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  • Fernão Mesquita que é egresso da “Old midia” é um comentarista que eu aprecio, de quem discordo às vezes, com quem concordo também às vezes, mas, sobretudo por quem sou provocado a novos olhares.

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  • Ronaldo Sheldon disse:

    Para os iluministros e a esquerdalha o Bolsonaro só fez merda desde o dia em que assumiu a presidência. Só que não! E o povo e o mundo estão descobrindo isto aí. E, infelizmente para eles, fica cada vez mais difícil negar o óbvio sucesso do presidente em várias áreas, inclusive a da vacinação. Quem é que pode acreditar nessas pesquisas eleitorais bancadas por banqueiros desesperados para retomarem os ganhos da era Lula? Com Bolsonaro só tiveram redução dos lucros e aumento desmesurado da concorrência e de produtos desonerantes como o PIX. A vida tá difícil para a turma do contra.

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  • dcavelar disse:

    Fernão, qual sua posição, não a opinião, se puder responder, claro, sobre ser ou não favorável, ou antivac, em relação às vacinas anuais contra gripe, poliomielite, tríplice viral (SRC), difteria e tétano, por exemplo?

    Sobre a condenação do Dallagnol, dos $75 mil que terá que pagar a Lula, escreverá algum texto sobre o caso, ou considera algo irrelevante e natural do nosso judiciário? O caso atenta contra a Democracia que prega?

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  • rubirodrigues disse:

    Estamos a mais de dois anos do início da pandemia e até agora sequer sabemos a origem do bicho. As medidas tomadas foram chutes no escuro repetidas maquinalmente. Aberração não foi acreditar que as vacinas eram experimentais – estava escrito nas bulas -, aberração foi mandar ficar em casa e só ir ao hospital na falta de ar, isto é, com os pulmões já atacados e a doença na fase três. Aberração foi parar tudo e sem pensar que isso interromperia as cadeias de produção/distribuição. O Presidente foi contra parar tudo pensando nas pessoas que trabalham de dia para comer a noite. Antes de criticá-lo ponha-se no seu lugar e pergunta-se honestamente se naquelas situação de precárias informações você teria feito melhor. Estudos estão separando morte com covis de morte por causa do covid e as estatísticas estão desabando. Por que a ciência (Bigfarma) não recomendou investimento no reforço do sistema imunológico (como a minha família fez e não teve caso)? Quer criticar o governo? melhor escolha outro assunto.

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