Você votou em quem você votou?

31 de outubro de 2014 § 17 Comentários

A resposta é que você nunca saberá.

É com anos de atraso, num mau momento e possivelmente até com algum rabo preso como se verá abaixo que o PSDB  pede à Justiça Eleitoral uma auditoria do sistema eletrônico de votação brasileiro por uma comissão de especialistas indicados por todos os partidos.

Mas antes tarde do que nunca. As queixas são recorrentes, o Brasil vai na contramão do padrão mundial e é função de um partido dar satisfação aos seus representados.

Que a máquina brasileira de votar não tem segurança é ponto pacífico. Nada que lide com softwares e bits tem segurança. Isso está provado por testes que quebraram a segurança da nossa urna eletrônica não só nas medidas destinadas a impedir a identificação de cada voto com cada eleitor como, também, nas medidas destinadas a impedir que um software malicioso atribua o voto de um eleitor a um candidato diferente daquele em quem ele votou.

Esses testes foram feitos e as falhas de segurança positivamente identificadas desde as primeiras eleições computadorizadas ocorridas no país não só por especialistas brasileiros como também por especialistas americanos da Universidade de Princeton, em máquinas similares às nossas (do ponto de vista tecnológico embora não na aparência) produzidas pelo mesmo fabricante das brasileiras (que aliás é alvo de um monte de processos por corrupção nos EUA).

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Mas o que ha de escandaloso no caso brasileiro é que, apesar de todas essas provas e demonstrações da insegurança da máquina, do acumulo de queixas em eleições passadas (94 municípios registaram queixas de fraude na eleição de 2012), das centenas de vídeos que circulam na rede mostrando casos pontuais pra lá de estranhos em locais de votação em diversos estados e municípios diferentes e das provas diárias de que nem os computadores dos sistemas financeiro nacional e internacional, da Casa Branca ou do Pentágono estão imunes a invasões ou fraudes, mantem-se em pé com argumentos nada menos que pífios uma suspeitíssima barreira para impedir que haja uma contraprova física das nossas votações que possa ser conferida manualmente como se faz em todos os países do mundo com votações eletrônicas, com as únicas exceções do Brasil e da Índia.

Para as eleições de 2014 em diante, o artigo quinto da Lei Federal Nº 12.034, de 2009 previa que a urna eletrônica iria imprimir uma cópia física do voto, garantindo maior segurança ao processo eleitoral. A lei foi sancionada pelo então presidente Lula. Porém, o artigo quinto foi considerado inconstitucional por “ferir a garantia do voto secreto” (e como é que se fazia antes, meu deus do céu?!), e em 2011 o Senado revogou a obrigatoriedade da impressão da cópia do voto.

Assim, se houver qualquer dúvida sobre a lisura de uma eleição, essa dúvida não poderá ser dirimida porque só fica registrada em cada máquina a totalização dos votos, seja ela a verdadeira, seja a possivelmente viciada por um software malicioso que, como mostra o teste feito em Princeton, apaga os traços de sua presença depois de fazer o seu trabalho.

No vídeo que abre esta postagem você tem um trecho do depoimento do professor de computação da UNB, Diego Aranha, à Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado que examinou a questão mais uma vez em 2013, apenas para ter um gostinho rápido do que está sendo tratado. Mas se quiser se escandalizar mesmo, assista pelo menos os trechos indicados na sequência de vídeos abaixo:

1 – A (longa) integra da Audiência Publica da Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado de 2013, ostensivamente boicotada pelo TSE que recusou-se a enviar um representante, onde, além das vulnerabilidades apontadas pelo professor da UNB, o segundo depoente, eng. Amilcar Brunazo Filho (que depõe antes dele a partir dos 44:33 min) apontará, entre outras coisas, todos as escandalosas e inacreditáveis distorções na regulamentação dessa questão pela Justiça Eleitoral, que se atribui poderes ditatoriais exclusivos de “fiscalizar-se a si mesma” e negar informações aos eleitores ou a quem quer que seja sobre eleições havidas. Difícil explica-las de boa fé como você poderá comprovar pessoalmente vendo os documentos e ouvindo os argumentos de Brunazo.

Nesse mesmo vídeo você poderá conferir a I-NA-CRE-DI-TÁ-VEL leviandade com que o deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) responde, a partir da marca de 1:36:50, às provas concretas que os dois especialistas lhe apresentaram. Compare com a seriedade da reação do senador João Capiberibe (PSB-AP) que depõe a partir de 1:43:49. E note, por fim, que só ha dois representantes do povo ouvindo esses depoimentos fundamentais para a lisura do processo eleitoral brasileiro no plenário.

2 – Aqui bastam as primeiras palavras do entrevistado que confirmam que nenhum dos problemas apontados no vídeo anterior foi corrigido até a véspera da eleição de 2014.

3 – Aqui apresento uma matéria editada, por cujos “offs” não me responsabilizo nem necessariamente endosso, mas a que recorro porque apresenta um bom apanhado do assunto:

a) uma matéria da Band, logo na abertura, mostrando a extensão do problema e a quantidade de queixas de fraudes que tem havido em todo o Brasil;

b) aos 40:08, novamente o eng. Amilcar Brunazo Filho dando um bom apanhado do que existe no mundo em matéria de eleições informatizadas e porque o Brasil é o único país, fora a Índia, que não produz um voto impresso junto com o eletrônico;

c) finalmente, aos 48:19, veja o ministro Ricardo Lewandowsky condenando, em 2010 no STF, o advogado do candidato ao governo de Alagoas em 2006, João Lyra, que levou até aquela corte uma queixa de fraude por “litigância de má fé“, segundo suas próprias palavras, para fazer “efeito pedagógico” embora esse crime “não estivesse claramente caracterizado“.

4 – O teste feito em Princeton sobre como fraudar a máquina de votar que, por dentro, funciona como a nossa e é feita pelo mesmo fabricante (releve o fato da matéria estar repetida duas vezes, a primeira com som e a segunda sem no mesmo vídeo; veja só a primeira).

5 e 6 – dois flagrantes colhidos por eleitores de problemas na votação de domingo passado

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§ 17 Respostas para Você votou em quem você votou?

  • Fernão
    “Que a máquina brasileira de votar não tem segurança é ponto pacífico. “, também é ponto pacífico de que a tucanada esperneando não vai dar em nada, eles deveriam espernear quando o Executivo interferiu no Judiciário via Senado fazendo do Dias Toffoli , Ministro do STF por notório saber jurídico e ora presidente do TSE.
    Depois dos fatos e com uma diferença de 3.5 milhões de votos em favor do PT, fazer o que de forma produtiva. Recontar tudo? Não tenho dúvidas de bandalheiras não só pelo sistema mas de outras formas como lá no fim do mundo-leia-se Brasil- do norte e nordeste, tendo por base a relação entre votos pro PT e o bolsa miséria.
    O que seria mais produtivo é na oposição sistemática de forma a motivar a sociedade dos graves erros e que custarão caro aos mais pobres e que tem menos defesa. Pro PT chegar a lamentar da situação do Tesouro, o que pra quem acompanha era só questão de tempo, imagine a que ponto chegaram. E tem mais a caminho. Hoje o petróleo estava cotado em NY em US$ 79, 67 , 1,97% a menos que ontem. Preparem-se pro rombo da Petro e o pré-sal virar sal.
    Sonhar é lindo mas o que motiva é economia- gostem ou não gostem os filósofos, sociólogos, antropólogos e ociólogos,, leia-se dinheiro que todos precisam e querem viver bem independentemente da classe social.
    Cansei desses tucanos que perderam a maior oportunidade em derrotar o PT e por culpa dos próprios. Agora voltam a Brasília discursam e a conta continua conosco porque nem imposto eles pagam.

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  • Kah Leew disse:

    .
    caro Fernão,
    .
    Qual a confiabilidade numa urna que nem a identidade do eleitor preserva?
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    Para liberar a “urna” o mesário usa o código do eleitor !
    .
    Liberada por um código para um voto, um para um, relação biunívuca !
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    Com a biometria o mesário nem terá o trabalho de identificar o eleitor pelos teclados, o próprio se identifica, uma digital um voto !
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    VOTO SECRETO ? nos quem cara pálida ?
    .
    Imagina o que pode ser feito com um instrumento desses em mãos erradas
    .
    No país da piada pronta temos a eleição do concorrente premiado.
    .
    .
    .
    Gostaria de agradecer pelos textos que você publica. Trazem uma outra visão dos fatos com uma análise bastante erudita
    .
    abs

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  • José Luiz de Sanctis disse:

    Li no Estadão de hoje que Bruno Araujo, Dep Fed. do PSDB, declarou que “não estamos contestando o resultado” e que Alberto Goldman declarou que “ninguém está dizendo que não houve fraude e não estamos pedido nova apuração”. Então por que pediram a auditoria? Espero que o PSDB, conhecido como oposição a favor, não esteja apenas querendo referendar o resultado da eleição. O FHC impediu o impeachment do Lula em 2005, quando do estourou do mensalão 1, “para não abalar as instituições” será que está agindo da mesma forma agora?

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  • Fernão
    quem não sabe que dentro de cada urna eleitoral tem um anãozinho que come os votos de quem ele não quer eleger e transformas 2 votos brancos em votos para quem ele quer eleger. São anãozinhos barrigudinhos de tanto voto que comem, ultimamente a associação deles esta meia revoltada pois acabaram por provar a fraude simplesmente pesando cada anãozinho antes e depois das eleição, mas tudo vai acabar não havendo materialidade das provas pois os anãozinhos vão alegar que neste dia também comeram pão com mortadela. Ah! os suspeitos pães com mortadela fartamente distribuídos em dias de eleição. Eles também deixam as urnas com um horrível cheiro, verdadeiramente FEDEM! Viva a REPUBLICA FEDORATIVA (SOCIALISTA) DO BRASIL!
    Creio que uma boa medida também é a causa da não OBRIGATORIEDADE DO VOTO.

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  • José Luiz, são dos inexpressivos e podem falar a vontade porque ninguém dá importância ou validade ao que dizem. Eles contavam com uma boquinha no eventual governo Aécio e dançaram.

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  • Interessante só existem provas documentais de quem não votou (justificativa de quem não votou), enquanto quem votou não existe nenhum registro documental de forma embaralhada de em “quem votou”, como fazer uma auditoria, ou recontagem dos votos sem provas documentais?

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  • Que que é isso cumpanheiro Cobucci, quem é que não gostaria de uma “boquinha”, não importa em qual governo. Até Cervantes prometeu uma sinecura para o Sancho Pança, por bons serviços prestados. Eu bem que gostaria de uma, estou precisando trocar o carro na passagem do ano. rsrsrs

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  • DILMA estou esperando os teus empregos! rsrsrs

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  • Se possivel com um Cartão Corporativo, uns uisquizinhos no Hotel Nacional. Huuuuummmmmm trem bão!

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  • Ari disse:

    “Nestes dias em que os anseios participativos estão aflorados, em que se fala até em democracia direta, o controle que a cidadania exerce sobre o sistema, convenham, é praticamente igual a zero.” – Reinaldo Azevedo

    Fernão, o contexto da frase do Reinaldo é aquele, atualíssimo, da suspeição das urnas, mas bem poderia ser o do sistema eleitoral como um todo, tema frequentemente aqui tratado e ao qual volto a me referir.

    Alinhavo também uma observação tua: a da reversão que há da relação de subordinação entre eleitor e representante no sistema distrital com recall.

    Não creio que seja passageiro esse ‘afloramento de anseios participativos’, mas sim uma tendência inarredável e crescente, cabendo encontrar-se fórmulas que viabilizem satisfatoriamente sua expressão. E da tua observação constato que o poder real seria transferido e estaria diluído nas mãos de inúmeros detentores anônimos.

    Mas o exercício real dessa participação mais direta – através de alguma fórmula que possibilite ao cidadão controlar o sistema e reverter sua relação de subordinação com o representante – não pode ser feito por entes anônimos e irresponsabilizáveis: afinal, trata-se do exercício do poder, ora transferido a estas mãos.

    Por isso, creio que um desenho compatível com a desejada nova formulação da democracia passe pelo seguinte esboço, que já cometi de forma mais sucinta nos comentários de um outro post teu, e que agora reapresento mais ampliado:

    — Sugestão de redesenho do sistema político, na parte concernente ao seu subsistema eleitoral —

    E se o voto não for secreto, mas aberto, e prerrogativa apenas de quem se qualifique previamente a compor os Colégios Eleitorais?

    De cara, seria eliminada a excrescência do voto obrigatório, e a quem o desejasse seria facultado o ingresso num determinado Colégio – desde que disposto a expor publicamente suas escolhas (algo muito próprio a uma cidadania responsável) -, e desde que apto a integrá-lo, conforme seus requisitos específicos.

    Critérios progressivamente restritivos de qualificação vigorariam para eleições municipais, estaduais ou nacionais e, ao longo do tempo, para cada uma destas os critérios também evoluiriam em adequação ao perfil presente da população, de forma a sempre abranger o maior número desejável de eleitores. E numa ativa promoção da universalização da participação, todos que a quisessem passariam por uma estrutura de qualificação, a ser criada, que forneceria ou verificaria as aptidões requeridas.

    Nenhum sistema eleitoral é de sufrágio plenamente universal. Sempre haverá uma linha de corte, variável conforme o estágio em que se encontrem os padrões culturais e sociais. Às vezes até ocorre, por tibieza e má intenção complementares, que a linha de corte seja estabelecida contrariamente aos interesses da sociedade, como é o caso do direito ao voto dos criminosos apenados; aí, a formação do Colégio Eleitoral é aviltada, em vez de ser prestigiada. De qualquer forma, o ponto a destacar é que estabelecer linhas de corte não significa atentar contra o sufrágio universal, e que elas devem ser estipuladas, sim, com vistas as mais largas, mas sem perder-se a noção de sua conveniência e sem render-se ao fetiche igualitário.

    Dado o atual perfil de nossa população, por exemplo, ainda seria apropriado analfabetos comporem Colégios Eleitorais Municipais.

    Outra consequência desse sistema seria a eliminação de toda a parafernália eleitoral ora existente, tanto a logística quanto a operacional e a de controle, restando viabilizada a interação direta e transparente, via internet, do Sistema Político com o cidadão-eleitor que lhe dá autenticidade e legitimidade.

    Tudo muito diferente de apenas cumprir-se, uma vez a cada dois ou quatro anos, e coercitivamente, meros rituais democráticos em realidade mais formais (e disformes) que substantivos.

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  • Textos magníficos do Fernão ao Ari. Todavia tratemos de ação. Li no UOl de manifestação contra a Dilma hoje, sábado, na Paulista com encontro no Masp. Pode até não ir ninguém, mas o fato em si denota de alguma iniciativa ao PARA SÃO PAULO, mesmo parecendo absurdo, se parássemos todos por 2 dias o governo petista iria nos respeitar como indutores de tudo, sim tudo que funciona no Brasil em especial gerador de recursos aos propósitos bolivarianos com nosso trabalho.
    Nós paulistas por nascimento e que aqui estão e os de fato que aqui vieram aos quais demos oportunidade e eles confirmaram com seus trabalhos e nos ajudaram a crescer, lembrando de que foram bem pagos à tanto a ponto de aqui permanecerem.
    Portanto!!! Que tal um Para São Paulo. Acredito que tenha mais efeito que qualquer outra ação. Vai doer na demagogia do governo, e é isso que eu gostaria porque nisso eu acredito.

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    • Marito esta manifestação é extemporânea, deveria ter ocorrido pre-eleições. As eleições consagram a dita-cuja, ops ditadura! E o que é o pior com a participação de uma oposição mixuruca. Mas a tudo isto recrudescerá quando sair o Petrolão da fase policial, passar pela confirmação com provas documentais legalmente coletadas e for encaminhado ao Ministério Publico, ai então, não tem como varrer a sujeira para debaixo do tapete. Todavia só o Foro de São Paulo já seria motivo para um impeachement.

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  • Pedro Simon em entrevista no Congresso em Foco.

    Como resolver esse quadro.
    Temos o pior sistema de eleição para deputado do mundo. O normal é eleição com voto distrital, que não tem nada a ver com isso e reduz o gasto. É como uma eleição para prefeito. No município, em geral, ganha o candidato que tem mais credibilidade e respeito, não o que tem mais dinheiro. Hoje um deputado tem de trabalhar nos 500 municípios do Rio Grande do Sul para ganhar voto. Não trabalha em nenhum. Se botássemos o voto distrital, na segunda eleição, este Congresso seria uma maravilha. O candidato trabalharia para o seu recanto.

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  • Eduardo, tem que ir pras ruas. Não adianta nos jornais que eles não leem e se lerem o fanatismo não permite entender.
    Disseram-me que dia 15 terá uma passeata contra o PT. É por aí e, francamente, eu gostaria que São Paulo parasse dois dias pelo menos só pra não gerar impostos. Esses petistas tem que pagar pelo mal que praticam no país por uma ideologia burra esquerdista e que irá sufocar nosso desenvolvimento. Eles são corruptos e despreparados, a começar na vida privada.
    Manifestação é o que importa e eles temem.

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  • […] (*) Este é excerto de artigo publicado pelo jornalista Fernão Lara Mesquita em seu blogue. Para ler na íntegra, clique aqui. […]

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  • Eu li, inquestionável, se fôssemos país sério e a compreensão fosse maior. Não somos, e não adianta mostrar ou pretender mostra do contrário. Em entrevista o Ministro do STF Gilmar mendes alerta do bolivarianismo da corte a exemplo da Venezuela. É uma possibilidade depois que indicaram e o senado aprovou ” por notório saber jurídico” Dias Tofolli advogado do PT repetente por duas vezes à Magistratura Estadual Paulista. Se o petismo pelo menos até agora controlou o Legislativo, o que dirá se e quando controlarem o Judiciário na mais alta corte.
    Temos que manisfestar cada qual como puder porque o perigo é eminente.
    Para São Paulo, se para alguns não tem significado,vai doer no bolso do estado e mostrar quem somos nós. E o norte-nordeste que compense esses dias com suas atividades.
    A propósito, a dicotomia foi estimulada pelo Lula, o papai do Lulinha que está merecendo uma reportagem sobre seus afazeres e onde e como tudo começou.

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