Poder ou não poder dar, eis a questão

11 de abril de 2013 § 2 Comentários

d1

Dona Dilma é do tipo mais perigoso de pessoa que é aquele que não entende a linguagem dos fatos. Eles que tratem de mudar porque ela não é mulher de se dobrar a nada. “Quem ela pensa que é, essa reacionária dessa realidade“?

Dona Dilma e dr. Mantega querem o “controle social das manifestações da realidade” pelas mesmas razões que o PT quer o “controle social da mídia“.

Veja essa história dos incentivos e desonerações pontuais para clientes escolhidos.

Quanto mais ela os distribui, mais os investimentos encolhem e mais a inflação persiste.

O que esses fatos estão dizendo a dona Dilma?

d2

Que não é por aí. Que “solução” outorgada não é solução, é o problema.

O investidor não acredita em incentivos pontuais justamente porque eles não são fruto de uma regra geral, são a exceção, e as exceções sacadas da algibeira pelo detentor da caneta com a única justificativa de que é ele quem a detém são a prova de que não existem instituições em que se possa confiar.

Estado de Direito é aquele em que a vontade do rei está abaixo e não acima da lei; é aquele em que as regras valem para todos e o rei as segue e zela para que todo mundo as siga em vez de cria-las a torto e a direito por encomenda da estatística do dia.

Segurança jurídica é a condição na qual o rei, sozinho, não pode dar nem pode tirar.

PIB cresce é com segurança jurídica e não com injeções de anabolizantes na veia que sua majestade aplica ou nega quando lhe dá na veneta.

d3

Marcado:, , , , , , , ,

§ 2 Respostas para Poder ou não poder dar, eis a questão

  • Ronaldo disse:

    Quando se tem uma formação sólida e uma conicção firme, como Margareth Thatcher e Angela Merkel, vale a pena persistir nos fundamentos e na certeza do acerto de seu julgamento. Já no caso da nossa dublé de Silvio Santos o caso é bem diferente, principalmente por que sua formação não é sólda, seu suposto doutorado não existe e, portanto, é influenciada por gênios da economia com o mesmo perfil ou até pior que ela tipo Mercadante e Mantega. Aí persistir é ter grande probabilidade, praticamente certeza, de cair no precipício. Cada povo tem os dirigentes que merece uma vez que os elegeu.

    Curtir

  • fernaslm disse:

    é mais que isso, ronaldo.
    são as instituições e não as pessoas que têm de ser sólidas.
    com instituições sólidas e regras claras o povo e a nação ficam protegidos até da eventual mediocridade de seus governantes.
    tocqueville, alias, fez essa previsão la em 1830. disse que o sistema americano premiava tão fortemente o esforço e a competência na vida privada que só os medíocres e os fracassados iriam se dedicar ao Estado e à política.
    mas que o sistema, ao menos, estava bem aparelhado para isso porque as instituições eram mais fortes que as pessoas.
    país que depende de gente “luminosa” no governo está tão ferrado quanto país que depende de gente carismática na política.
    até aqui no Brasil da pra confirmar verdade dessa regra: a parte mais educada e próspera do país elege “picolés de xuxu” e prefere a previsibilidade e a segurança necessárias para se construir as coisas passo a passo enquanto a mais ignorante e atrasada elege “deuses” e espera “milagres”…

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

O que é isso?

Você está lendo no momento Poder ou não poder dar, eis a questão no VESPEIRO.

Meta

%d blogueiros gostam disto: