Ralando a Petrobras por um voto

29 de agosto de 2013 § 1 Comment

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O Tesouro Nacional, que no ano passado já foi chamado a despejar R$ 5,2 bilhões nessa conta, vai aportar este ano R$ 9,3 bi ao Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) que sustenta os desempregados do Brasil.

É mais um pedacinho da fatura das desonerações pontuais que o governo tem feito para este ou aquele setor de produção de bens de consumo que está chegando. O aumento de 80% no rombo do FAT é consequência do que se perdeu em arrecadação do Pis e do Pasep, dois dos impostos que sustentam esse fundo de que foram isentados de pagar as multinacionais fabricantes de automóveis, geladeiras e outros “espelhinhos e miçangas” de fazer brilhar os olhos da “nova classe média” agraciadas com as últimas gentilezas presidenciais.

É mais uma confirmação de que não existe almoço grátis. O governo não “” nada, só troca dinheiro alheio de bolsos.

Mas isso já se sabia. Este caso tem de especial o fato do Partido dos Trabalhadores fazer tais transferências do bolso dos mais pobres para o dos mais ricos, dos desempregados para os empregados, ao contrário do que sempre tenta fazer parecer no primeiro momento, antes que o circuito da falcatrua se complete.

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Mais grave que isso é o fato de que o governo tem aprendido todos os dias que quanto mais tenta enganar aqui dentro, menos engana lá fora, apesar de estar desesperadamente consciente de que, raspado como deixou o cofre, só o dinheiro estrangeiro poderá nos tirar do atraso. Mesmo assim, segue apresentando-se como vítima dos erros em que persevera e já não tem o direito de ignorar quais sejam, engordando a si mesmo às custas do país, afugentando investidores e jogando com o tempo com o intuito exclusivo de comprar eleitores.

É o caso da Petrobras, entre outros menos notórios. Assim como fuzila em público os seus heróis para dar satisfação a bandidos estrangeiros, dona Dilma fez questão de vir hoje aos jornais para desmentir as ultimas resistências ajuizadas de seu ministério e dizer que continuará, sim, aplicando o garrote do congelamento do preço da gasolina e do diesel à Petrobras

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À beira do rebaixamento pelas agências de rating por excesso de endividamento, a Petrobras vai vendo, impotente, o petróleo do pré-sal afundar para mais além das profundidades abissais em que já se encontra, enquanto o dinheiro que deveria estar sendo investido em aumento de produção vai sendo dissipado em mais esta operação de compra de votos que sua excelência quer esticar por mais um ano numa conjuntura de dólar em disparada.

Se depois dela a Petrobras e o Brasil conseguirão se levantar das cinzas, e a que preço, pouco importa.

O PT está ralando o país para se manter no poder. O que fará para continuar lá depois que os ossos aparecerem à vista de todos e não houver mais dinheiro que lhe compre disfarces ou simpatias?

É certo que eles têm um cálculo para isso também.

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Poder ou não poder dar, eis a questão

11 de abril de 2013 § 2 Comments

d1

Dona Dilma é do tipo mais perigoso de pessoa que é aquele que não entende a linguagem dos fatos. Eles que tratem de mudar porque ela não é mulher de se dobrar a nada. “Quem ela pensa que é, essa reacionária dessa realidade“?

Dona Dilma e dr. Mantega querem o “controle social das manifestações da realidade” pelas mesmas razões que o PT quer o “controle social da mídia“.

Veja essa história dos incentivos e desonerações pontuais para clientes escolhidos.

Quanto mais ela os distribui, mais os investimentos encolhem e mais a inflação persiste.

O que esses fatos estão dizendo a dona Dilma?

d2

Que não é por aí. Que “solução” outorgada não é solução, é o problema.

O investidor não acredita em incentivos pontuais justamente porque eles não são fruto de uma regra geral, são a exceção, e as exceções sacadas da algibeira pelo detentor da caneta com a única justificativa de que é ele quem a detém são a prova de que não existem instituições em que se possa confiar.

Estado de Direito é aquele em que a vontade do rei está abaixo e não acima da lei; é aquele em que as regras valem para todos e o rei as segue e zela para que todo mundo as siga em vez de cria-las a torto e a direito por encomenda da estatística do dia.

Segurança jurídica é a condição na qual o rei, sozinho, não pode dar nem pode tirar.

PIB cresce é com segurança jurídica e não com injeções de anabolizantes na veia que sua majestade aplica ou nega quando lhe dá na veneta.

d3

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