Poder ou não poder dar, eis a questão

11 de abril de 2013 § 2 Comentários

d1

Dona Dilma é do tipo mais perigoso de pessoa que é aquele que não entende a linguagem dos fatos. Eles que tratem de mudar porque ela não é mulher de se dobrar a nada. “Quem ela pensa que é, essa reacionária dessa realidade“?

Dona Dilma e dr. Mantega querem o “controle social das manifestações da realidade” pelas mesmas razões que o PT quer o “controle social da mídia“.

Veja essa história dos incentivos e desonerações pontuais para clientes escolhidos.

Quanto mais ela os distribui, mais os investimentos encolhem e mais a inflação persiste.

O que esses fatos estão dizendo a dona Dilma?

d2

Que não é por aí. Que “solução” outorgada não é solução, é o problema.

O investidor não acredita em incentivos pontuais justamente porque eles não são fruto de uma regra geral, são a exceção, e as exceções sacadas da algibeira pelo detentor da caneta com a única justificativa de que é ele quem a detém são a prova de que não existem instituições em que se possa confiar.

Estado de Direito é aquele em que a vontade do rei está abaixo e não acima da lei; é aquele em que as regras valem para todos e o rei as segue e zela para que todo mundo as siga em vez de cria-las a torto e a direito por encomenda da estatística do dia.

Segurança jurídica é a condição na qual o rei, sozinho, não pode dar nem pode tirar.

PIB cresce é com segurança jurídica e não com injeções de anabolizantes na veia que sua majestade aplica ou nega quando lhe dá na veneta.

d3

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