São nossas leis que assassinam esses policiais

4 de outubro de 2012 § Deixe um comentário

Mais um PM à paisana – Fabio de Sá, 35 anos – foi assassinado ontem, desta vez em São Vicente, na porta da escola frequentada por seu filho.

É o 75º assassinado este ano, 58 deles à paisana, a confirmar aquilo que a própria organização vem afirmando: o PCC se transformou num grupo terrorista decidido a atacar o Estado de frente assassinando covarde e sistematicamente representantes da lei escolhidos para serem emboscados especialmente quando estão fora de serviço e de preferência diante de seus familiares.

Assim como os corruptos que saqueiam o país, esses criminosos chegaram a este grau de desfaçatez e agressividade porque podem.

O Brasil não tem execução penal bastante para enfrentar esse desafio. As brechas do sistema desmancham diuturnamente o trabalho que os agentes da lei fazem para limpar as ruas. Os números que medem a reincidência de criminosos que aguardam julgamento em liberdade ou foram beneficiados pelo regime de progressão de penas e  a crescente participação de menores de idade nesses crimes não deixam duvidas quanto a isso. E os poucos criminosos que, após anos de tramitação de processos viciados, consegue-se encerrar nas prisões, continuam agindo de dentro delas no comando de suas quadrilhas ou em outras atividades criminosas.

Prova invertida da falta que faz uma legislação moderna para conter o crime violento é a redução recém divulgada dos roubos a bancos que caíram 52% este ano por causa das melhorias conseguidas no aparato de segurança. Com câmeras e outros recursos que hoje “mostram até as cicatrizes e as tatuagens dos assaltantes” o roubo a bancos passou a ser “uma atividade de enorme risco para pouco resultado“, o que levou os criminosos a procurar áreas menos protegidas que as cobertas pela segurança que os banqueiros podem comprar.

Ontem eu pedia aqui leis duras o suficiente para tornar a corrupção um negócio de altíssimo risco como único remédio para curar a doença que nos assola ha 512 anos. A epidemia de insegurança pública que em São Paulo assume, nesta véspera de eleição, os contornos de uma campanha orquestrada de massacres sistemáticos, tem suas raízes fincadas no mesmo problema.

Nosso Código Processual, deliberadamente feito para livrar todo e qualquer criminoso com dinheiro para pagar um advogado prático em perder prazos e colocar vírgulas fora de lugar, recursos bastantes para “viciar” e abortar qualquer processo criminal, por mais hediondo que seja o crime em julgamento, e uma Lei de Execuções Penais que, diante da recorrência dos resultados que produz não pode ser chamada de nada menos que criminosa, são as responsáveis diretas pelas tragédias em série que vimos assistindo e expõem covardemente os agentes que a sociedade mantem para defende-la e suas famílias das feras que a polícia tira mas a Justiça devolve às ruas.

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