O cantinho da industria
2 de agosto de 2011 § Deixe um comentário

E então o governo reuniu a carneirada toda e botou o Mantega, cheio daqueles “erres”, pra admitir que essa carga gigante de impostos sobre os salários (e deixa o dólar e o resto dos impostos pra lá) é mesmo mortífera, sobretudo neste ambiente de concorrência predatória pelas manufaturas no mundo.
Os otimistas incorrigíveis repararão que admitir-se viciado (em impostos como o governo brasileiro é) é o primeiro passo para o tratamento e a cura.
Já os mais realistas lembrarão que não é a primeira vez e que até o Lula em pessoa afrouxou o garrote aqui e ali quando a crise pegou forte, em 2009, e colheu o que sempre se colhe quando se muda a direção do fluxo de recursos públicos do lixo dos privilégios da companheirada para o solo fértil do investimento em produção.
Deu até lucro, no fim das contas. O governo arrecadou mais com o imposto menor, tal foi o salto da produção e das vendas depois de aliviadas de um pouquinho da carga de tributos. O Lula até se animou mas, depois, a conta não deu. Primeiro a companheirada…

É assim que é. No Brasil nunca se faz reformas. No “Sistema” ninguém toca. É preciso lembrar sempre o que os mestres portugueses ensinaram. Eventualmente, e a gosto de quem manda, livra-se este e aquele de cumprir a lei, de seguir as regras ou de pagar o imposto que se continua a exigir dos demais.
Essas diferenças fazem um bem louco a quem as proporciona. Primeiro pelo eterno agradecimento dos contemplados. E depois, se der pra todo mundo de uma vez e ainda por cima passar uma lei para garantir a todos esse direito quem é que precisa do governo?
A fila dos pedintes se esvaziava na hora e “os caras” não mandavam mais nada.
De modo que vamos desta vez, de confecções, calçados, móveis, software e automóveis.
E porque só estes? Porque sua majestade assim o deseja, ora esta.
O resto fica na fila, salivando, implorando. E, pensando bem, pra que não encham muito o saco, vamos ao expediente de sempre: nomeie-se uma “comissão tripartite” com empresários + centrais sindicais (do PT) + governo (do PT), pra ver se, quando e para quem levamos essa boa ideia adiante.

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