Nota de falecimento
28 de abril de 2011 § 2 Comentários

Acariciada pelas mãos mais poderosas, inteligentes e românticas que a humanidade produziu; intermediando a transformação de inspiração em arte, acontecimentos isolados em notícias, debates em leis, condenações em sentenças; intérprete do amor e do ódio e de todos os outros sentimentos e manifestações humanas; encarregada de todos os registros históricos do último século e meio, faleceu, aos 297 anos, no início desta semana em Mumbai, Índia, a máquina de escrever.
Calou-se para sempre o batuque que, por três ou quatro gerações, animou as redações e os ambientes de trabalho.
A ultima fabrica que sobrevivia no planeta, a Godrej and Boyce, fechou definitivamente as portas.

“Embora as máquinas de escrever tenham se tornado obsoletas há muitos anos no Ocidente, ainda eram bastante populares na Índia até recentemente. Aqui elas já foram um símbolo de status. Hoje nossos principais clientes são agências de defesa, setores do judiciário e agências do governo (hélas!) ”, diz Millind Dukle, o gerente geral da fábrica.
“Mas acabou. Esta é a ultima chance dos amantes de máquinas de escrever conseguirem uma”.
Em 2010 a Godrej and Boyce vendeu menos de 800 máquinas, encerrando um mergulho que partiu de 50 mil unidades vendidas em 1990.
A penúltima fábrica da Godrej and Boyce a fechar, em Shirwal, no ano passado, foi adaptada para fabricar geladeiras.

R.I.P.
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