Acorda, Brasil!, versão surrealista

31 de outubro de 2010 § Deixe um comentário

“_ O candidato aí ao lado fica, agora, fazendo cara de santo mas a verdade, todo mundo sabe, é que quando ele estava no governo fez tudo para livrar o Brasil do câncer…”

“_ Eu?!                                                                                                                                          Mas isso é uma calunia! Eu nunca disse que queria livrar o Brasil do câncer. Nunca movi uma palha nessa direção. Ao contrário. Fica aqui estabelecido o meu compromisso solene: eu vou manter intacta cada célula cancerosa que sobrou na economia deste pais e defenderei ate a morte o nosso direito soberano de permanecermos doentes”.

“_ Mentira!                                                                                                                          Moveu sim!                                                                                                                             Todo mundo sabe que foi o governo que o candidato servia que deteve a metastese que estava em curso. Tanto trabalho para ir tomando órgão por órgão e então lá vieram eles, com aquela arrogância típica dos médicos, nos impor a maldita saúde. Tanto que baixaram a febre que a doença causava de 2000% para 5% ao ano…”

“_ A candidata mente!                                                                                                               Eu jamais propus que o organismo económico nacional fosse curado. Inclusive, quando for eleito, vou deter qualquer tentativa de acabar com o que resta da doença…”

O caráter surrealista do discurso que dominou esta campanha e o generalizado rebaixamento do nível de tolerância critica que se depreende da pouca reação que ele provoca é o dado mais impressionante deste momento crucial da vida nacional.

(siga a partir do segundo parágrafo do artigo abaixo)


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