Ser “o cara”, lá ou aqui

3 de agosto de 2017 § 17 Comentários

Leio Thimothy Garton Ash no Estadão de domingo (aqui).

Sempre me comovo com os vaticínios de fim da “hegemonia saxônica” que ha mais de meio século ouço de gente como ele que não tem noção de que mundo é este em que estão vivendo.

Nos EUA e na Inglaterra opta-se por “direita” ou “esquerda” com tanta racionalidade e consequências quanto se opta por um time para torcer. Os riscos em que se incorre vão da troca de ironias às de ofensas pessoais pela imprensa e em manifestações. Eventualmente a política, lá, também produz seus hooligans. Mas é só. A polícia resolve tudo sem atirar e ninguém pensa em por um hooligan no poder.

Mesmo quando por qualquer rara conjunção de fatores chega-se perto disso não tem consequência pratica nenhuma porque o sistema é blindado contra qualquer calibre de imbecilidade. Ter ou não um idiota na presidência não muda rigorosamente nada na vida prática de qualquer cidadão senão por ferir ou insuflar alguns orgulhos babacas. Qualquer poderzinho municipal está armado para recusar ordens cretinas, venham de que altura vierem do sistema. E a próxima eleição – limpa, translúcida e de resultados indiscutivelmente verificáveis e certificados – se não houver um recall antes, é coisa tão certa quanto que o sol nascerá amanhã.

No Brasil e cercanias o buraco é bem mais embaixo. Essa escolha implica cair ou não cair no poço (cada vez mais cheio de sangue) do bolivarianismo; evoluir ou não do MST armado só de paus e foices invadindo só fazendas e destruindo só pesquisas científicas para a destruição de economias inteiras jogando multidões na fome e milícias armadas de fuzil atirando em manifestantes na rua.

Essa é a diferença entre ser “the guy” lá e aqui.

(Foi só uma anotação que eu não quis jogar fora).

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§ 17 Respostas para Ser “o cara”, lá ou aqui

  • MARCOS A. MORAES disse:

    Havia lido. Muito bom,replicando! MAM

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  • Carmen Leibovici disse:

    agora entendi a charge x texto.
    tem babaca que não sabe direito com que tipo de jararaca está lidando.
    engraçadinha?
    talvez babacas venezuelanos tbm achassem chavez uma gracinha inocente e deu no que deu.
    D-us nos livre !

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    • MARCOS A. MORAES disse:

      não, lá a cagada foi das oposições;algo semelhante aconteceu aqui quando os tucanos quiseram tutelar Lula durante o mensalão.MAM

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      • Carmen Leibovici disse:

        acho que não entendi…

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      • Carmen Leibovici disse:

        e,no caso da charge que ilustra este artigo a que me referi anteriormente,quem acha lula engraçadinho não são nem só os brasileiros,o que permite que gente como ele vá criando teias nefastas inclusive fora do país,dificultando ainda mais o trabalho de esclarecimento e extirpacao desse mal.
        como ilustra o texto de gash,enquanto uns ficam pensando na vida,outros mais vivos vão fazendo suas conquistas.

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      • Carmen Leibovici disse:

        Ash…

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    • MARCOS A. MORAES disse:

      lá todo mundo que pensava sabia quem era Chavez; mas as oposições não foram capazes de gerar união programática, para derrota-lo em eleição. Dividida ele levou e só saiu voando, para deixar Maduro. MAM

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      • Carmen Leibovici disse:

        pois é,esse é o problema :as supostas oposições só ficam olhando para o próprio umbigo e interesses mesquinhos,irresponsavelmente,e dá nisso.aqui,como certamente lá,não há uma estrutura que proteja valores democráticos,mto pelo contrário ,aqui o que sobram são brechas,então lá deu no que deu, a jararaca vestida de cordeiro capturou o sistema.
        no Brasil o problema é a insegurança de sempre estar nessa mesma iminência.difícil para um país se desenvolver qdo está sempre travado numa pinguela dessas ,com o caos abaixo a espera

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      • Carmen Leibovici disse:

        outro problema-o grande problema-é que essa gente esquisita,os bolivarianos,Lula liderando o método,é extremamente cínica e altamente pragmática,no pior sentido da palavra.
        é muito difícil enfrentar tamanha perversidade,a própria face do mal.

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  • Carmen Leibovici disse:

    quem reclama lá,reclama de barriga cheia.ou melhor,de barriga saudável.
    democracia é mto bom,bom demais,mas tem riscos invisíveis a alguns olhos.complicado…

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  • Carmen Leibovici disse:

    por isso ,políticos responsáveis deveriam trabalhar para estruturar a incipiente democracia brasileira para que não corra riscos nunca mais

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  • Carmen Leibovici disse:

    muito melhor prevenir do que remediar ,diz o sábio ditado

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  • Milton Leite Bandeira disse:

    Milton Leite Bandeira – Defensor dos Direitos e Deveres Humanos – Promotor Mobilizador Cultural -Advogado do ‘GRAAL DA  BOLA’.  Mitologia do futebol – o Templo da Bola 

    “Saiam da plateia, venham jogar conosco, se houver prorrogação joguem também”. (Luiz Inácio Lula da Silva – Presidente da Republica).

                                                    África,  berço da primeira raça lemuriana (negra),  um continente irmanado aos demais continentes do planeta, como uma teia de aranha interligando pelos meios de comunicação, o mundo inteiro. Sob a égide da saudação africana “Ubuntu” (União), diante da ausência de um rumo para o país, que se crie uma “Agenda de atos significativos diários para ‘JK – 32ª META CULTURAL – PROJETO DE NAÇÃO’.                                                 Pela mitologia do futebol, embora se fale o tempo todo em futebolistas é a esquecida (camuflada) BOLA que homenageamos, por considerarmos a mesma uma forma simbólica da Mônada (o principio infinitesimal do divino em nós – 2,5%). Pois o gol equivale a um satori, um fragmento de iluminação coletiva de uma das equipes, conducente ao êxtase da alegria, um orgasmo cósmico, uma sensação esportiva de Samadi. Na missa, no rito, a hóstia unidimensional é a bola tridimensional em cima da Taça do Graal. Bola como o Senhor, Presidente, Governador, Prefeito, Técnico ou qualquer outra designação de autoridade. 

                                                   Todos, pelos pés,  batem nela mas somente o goleiro, virilmente, carinhosamente a segura com as mãos. Todos a perseguem mas a bola corre mais do que os homens. O templo é uma bola, a bola é um tempo do templo da perfeição da  bola.  A bola da vez é a vez da bola: “Verdade” – “Caráter e Cultura” – “Moral e Dever” – “Diplomacia e Cavalheirismo” virou o “Graal da Bola”, o GOL, invertidamente, o Log, Logos, a grega razão iluminada. Algo a ser tenazmente perseguido como um ideal de vida, de harmonia e de felicidade. 

                                             A Taça Jules Rimet como Taça do Graal foi substituída depois de roubada, justificando na atualidade, duas taças, uma verdadeira, de ouro, zelosamente guardada, outra representativa, simbólica, disputada pelos competidores. De maneira semelhante, existiria também duas Bandeiras do Brazil: uma verdadeira, templáriamente guardada e a outra tremulando na Praça dos três poderes? De maneira semelhante,  existiria uma camuflada razão mitológica e sagrada por trás do ‘REAL ($) – O PADRÃO MONETÁRIO DO BRAZIL’? 

                                            Começando pela forma arredondada dos principais  estádios e a retangular do campo e das Bandeiras  pela delimitação da geografia de um espaço e de um tempo sagrado, com seu retângulo contendo mistérios semelhantes as Incas linhas de Naszca (Peru). Que somente do espaço sideral é que se reconhece a figura de uma aranha, em nosso século de Ciência, a nos perguntar o que equivalem na Física Quântica e transcendentalmente, nos universos paralelos da quarta, quinta e demais dimensões? E em relação ao cérebro global mundial e do planeta? 

                                     Remetendo-nos ao futebol maia, um jogo bárbaro, que  estimula a cólera e a malícia, envolvendo sacrifícios, mas, paradoxalmente, envolvendo também uma relação harmoniosa astrológica e astronômica com a Via\ Láctea e o movimento dos astros no espaço sideral. 

                                       Em nosso  mundo quadrado se sofre, num mundo redondo, é só alegria e felicidade. Sobretudo quando pararmos de ser um aleijado unilateral, torcer só de um lado e passarmos a enaltecer a Verdade  de todos os lados, acima de tudo, de direita, esquerda, de cima, de baixo. Que vença o melhor é um ideal de educação a ser perseguido por todos, mais ainda as 193 nações filiadas à ONU. Ao vencedor, todos os elogios, ao torcedor, o Vencedor da humanidade. A bola quadrada pica,  a redonda rola,  rola de tanto rir.  Bola como “O GRAAL DA BOLA – Projeto de Nação” é um bom início de colóquio rumo a uma nova civilização pós-caos.                                    Futebol mitológico, em termos escatológico tem por principal finalidade chamar a atenção do Brasil e do mundo para a crise social e ecológica sem precedentes na historia da humanidade, exigindo uma campanha publicitária também sem precedentes, que promova um “Choque cultural global”, convocando os “craques do futebol”, tanto a nível nacional como mundial a participarem de uma “FRENTE ÚNICA DE SALVAÇÃO, LIBERTAÇÃO, REDENÇÃO E REALIZAÇÃO DO BRAZIL E DA HUMANIDADE”. Esta crise deve ser simpática a ideias atípicas, sempre estabelecendo o principio de que não sabemos tudo.                                Cedendo sua fama para o redimensionamento de um objetivo maior, humanitário, ecológico. Oportunamente, envolvendo a Arte, os artistas, em todas as suas manifestações culturais. Envolvendo a partir das Universidades (UnB, UFMG,e UFJF) a reunião e a união de todas as classes representativas empresariais, sociais e do 3º Setor Brazilíndio  – Sociedade Cultural Organizada. Brasília e Juiz de Fora unidas em prol do bem comum – ‘A BOLA NOS UNE’ (AT NIAT NIATAT).  Que nos confirme isto Pelé, o Atleta do Século, acompanhado pelos melhores jogadores do mundo inteiro. 

                               ‘BANDEIRA CULTURAL DO BRAZIL –  por um ecomenismo cívico planetário’, sem a inscrição anacrônica e apócrifa ‘Ordem e Progresso’ que virou, quânticamente em ‘Desordem e Retrocesso’   na praça dos três poderes, borboleteando a 100 metros de altura, acima dos três poderes representativos da República,  junto com a Catedral de Brasília, como a  ‘CATEDRAL DA IMPESSOALIDADE’ (CF, Art. 37), constituem duas boas referencias simbólicas para referendar a mudança de paradigma cultural/civilizatório da nossa presente civilização-barbárie para o pontapé inicial de uma Civilização Solar.  DNA de uma educação mundial que provocaria tanta tesão quanto no futebol o grito de GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOl.  

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  • Olavo Leal disse:

    Brilhante texto! Como sempre!
    Ressalto a parte que aborda a independência do poder local (nos EEUU) sobre o geral (federal), já que aquele pode se contrapor a este, na área territorial que lhe cabe administrar. Há responsável independência.
    É o federalismo, do qual tanto sentimos falta em nosso País. Sequer sabemos que o Brasil é uma República FEDERATIVA – muitos confundem isso com separatismo!!!!
    Por isso, defendo sempre a existência do VOTO DISTRITAL COM RECALL junto com uma verdadeira estrutura FEDERALISTA em nosso País.

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  • Fernando Lencioni disse:

    Aaaaaah! Vc tbm reconhece a diferença né? Para mim o sinal cultural mais forte está no fato de que o bom senso quase que desapareceu por aqui. Não se vê mais pessoas equilibradas que se manifestam com clareza de pensamentos e ideias. Tudo é ideológico, politicamente correto e etc. Todo mundo quer parecer bonzinho. E o pior é que nosso sistema legal não protege de verdade a liberdade de expressão e vc pode ser punido por dizer o que pensa se ofender os pruridos de alguém, mesmo que seja verdade.

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  • Emerson disse:

    “Ele fala?” “Sim. E como fala.”
    Eu acrescentaria:
    “Ele rouba?” “Sim… e tanto que o brasil já deveria estar no guiness como país mais corrupto do mundo há muito tempo. Basta ver que até a propina retroativa de contratos antigos (BNDES) se praticou no br…”

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