Vistam aquela saia!

1 de agosto de 2017 § 51 Comentários

Artigo para O Estado de S. Paulo de 1/8/2017

Dilma Rousseff deixou o governo com aumentos contratados com as corporações do serviço público até 2020. Só o de 2018 põe R$ 22 bilhões a mais na folha daqui até a eternidade. Umas tres JBS’s por ano a mais no que custou ao BNDES a parcela dela que pertence “a nós todos” que não moramos em palácios em Nova York.

O salário do funcionalismo aumentou em média 9,4% ao ano em todos os anos entre 2003 e 2015. Era a “Era Lula”, o dono daquele partido que recebe 30% do salário de cada um de seus “filiados”. Foram 9,3% em média de aumento por ano na União, 10,6% nos estados e 10,1% nos municípios para uma inflação média de 6,3% ao ano. A quantidade de funcionários também aumentou explosivamente. 30% no nível federal, 10% no estadual e 67% (!!) no municipal. 10% a mais nos poderes executivos (estes que, no fim, promovem os “ajustes” pelo aumento de impostos), 55% nos legislativos e 50% no judiciário mais lento da face da Terra. É dentro desse Judiciário e meio que está o Ministério Público dos nossos heróis com taxímetro que, enquanto acusam os outros de desonestidade exigem do Brasil, sob pena de represálias, 16,7% de aumento neste ano de miséria e inflação de 3,5%.

Esses aumentos passam para os funcionários aposentados o que provoca outra onda de choque paralela muito maior que a que afoga a folha dos ativos. Eles custaram, no ano passado, 57% dos mais de R$ 2 trilhões que o governo tomou em impostos ao país que trabalha. A maior carga do mundo. Como todos os demais que põem um pé dentro do estado um dia, nem um único dos novos “servidores” dessa multidão recém embarcada que se aposentará por volta dos 50 anos sairá das nossas costas nem depois de morto pois, enquanto “funcionarem as instituições” que temos os filhos e netos deles herdarão os direitos que seus pais e avós “adquirirem” e viverão às custas dos nossos filhos e netos em plena “democracia” do 3º Milênio.

Em 2009 o Ipea já tinha constatado que os funcionários do estado recebiam o dobro do que pagava-se aos trabalhadores privados ainda com emprego para funções e níveis de formação semelhantes. Essa desproporção já não era a verdadeira naquela altura porque não incluia os “auxílios” e as infinitas mutretas outras com que eles se locupletam “por dentro da lei” que escrevem e por fora do imposto de renda que, por eles e só por eles, deixa-se docemente tapear com sinônimos. Os numeros da Previdência, mais recentes mas ainda não atuais, estão mais próximos da verdade. A média das aposentadorias privadas é de R$ 1600. A das públicas é de R$ 9 mil no poder executivo, R$ 25 mil no legislativo, 29 mil no judiciário e 30 mil no Ministério Público, o campeão dos campeões. Isso explica porque os 980 mil aposentados do setor público custam um déficit maior que o dos 33 milhões de aposentados do resto do país somados.

Hoje como a cada dia, por mero decurso de prazo, essa diferença já aumentou. Não é preciso nem uma palavra mais, portanto, para explicar não só o estado de miséria a que o país está reduzido mas também a guerra no meio da qual vivemos. Estes são numeros tão escandalosos que a sua mera exposição à população com a ênfase e a persistência mínimas que a decência requer provocariam uma revolução que 20 lava-jatos somadas não seriam capazes de promover. Mas nem os políticos desonestos, nem os juristas e jornalistas que os acusam de desonestidade, com raríssimas exções, tocam nesse assunto porque aí sim aperta o calo de todos quantos têm interesse pessoal na continuação da “privilegiatura”.

Michel Temer até que tentou, mas é um monoglota. Só fala a língua do “sistema”. Não consegue comunicar-se com o que está fora dele. Derrapa em todas as maioneses. Só porque escapou da primeira volta no torniquete em que o agarraram os que não admitem nem as reformas meia-sola que propôs para reduzir a virulência desse assalto já passou a agir como se tivesse sido eleito. Deu para ficar “irônico” e dar-se, até, ares triunfalistas. Baixa impostos novos sem pedir um trilhão de desculpas, e descuidando até de pagar os devidos direitos autorais ao lulismo por isso. Conta como certa a “compreensão do povo” que, lá dos seus barracos, as balas perdidas voando sobre a cabeça quando dá sorte, vê tomarem o seu santo nome em vão todos quantos, “contra” ou “a favor”, disputam o comando daquele disco voador chamado Brasilia de onde partem todos os raios que partem o Brasil.

Mas Temer é um homem de sorte! A desfaçatez da “privilegiatura”, com o Ministério Público de abre-alas, é tão insana que, depois de tudo aparentemente perdido, ei-lo diante de mais uma chance de redimir-se de todos os recuos que se permitiu sem muita luta – ele e seu ministro hãn-hãn-hãn… – na sequência do momento periclitante de sua posse.

Sonhar não custa nada…

Seja macho, Michel! Seja macho, Henrique! Vistam as saias da secretária Ana Paula Vescovi, a única figura deste governo que ousa dizer verdades inteiras. Obriguem a “privilegiatura” a mostrar os dentes. Deixem que se mate sendo às claras o que é nas trevas. Reproponham a reforma daquela previdência de escândalo e não só da dos pobres. Arrastem-na para o mundo da contribuição real. Taxem os salários disfarçados sob codinomes. Vão ao Supremo contra essas “correções” sem inflação e saboreiem em segredo os 30% que o PT perderá em cada tostão que os “nós” deixarem de arrancar dos “eles”. Forcem os egrégios guardiões da constituição a julgar a constitucionalidade dos “auxílios” livres de impostos que usam para furar o teto constitucional. Ponham valores nisso. Comparem. Quantas prisões “suecas” da pra comprar com esse dinheiro? Quantas bolsas em Harvard? Obriguem os autores de “narrativas” a expor o que tanto têm se esforçado para ocultar.

Forcem, já, aquilo que seremos, de qualquer maneira, forçados a fazer logo adiante. Libertem esta e as futuras gerações de brasileiros da depressão de já partir derrotada para a pedreira da competição global.

Chega de mimimi! Afinal, o que ha para perder no tempo que vos resta?

§ 51 Respostas para Vistam aquela saia!

  • Renato Pires disse:

    O Sistema Predador tem predadores públicos e privados. Os predadores privados vivem em torno da eterna e impagável dívida pública e dos “incentivos” fiscais. Os predadores públicos vivem dos salários e aposentadorias pornográficos, da incompetência remunerada, dos subsídios e “auxílios” vivem do imposto sindical, e dos “apoios” a movimentos sociais fajutos. O buraco é, pois, muito mais embaixo em matéria de predação do Erário.Este país precisa ser refundado!

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  • Renato Pires disse:

    Só lembrando ainda: 80% do “buraco público”, vulgo déficit, vai para o Cartório Financeiro. Perto desse montante, todas as corrupções odebrechtianas e jotabéssicas somadas viram pinto. Quem vai mexer com os Brandões e Setubals da vida? Se forem, parem de andar de avião..

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    • Adriana disse:

      Muito pertinente e perturbador esse comentário.

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      • MARCOS A. MORAES disse:

        Pelo contrário, penso que levantar questões como estas é a melhor maneira de não resolver nada. Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? No caso do Brasil,quem nasceu primeiro foi o estado patrimonialista brasileiro que forjou a nação ao seu bel prazer… MAM

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  • José Luiz de Sanctis disse:

    Quem tem rabo preso jamais fará qualquer coisa contra esse descalabro.

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  • Olavo Leal disse:

    Como é sabido, a Constituição de 88 deixou o País ingovernável, tal a quantidade de direitos que podem ser concedidos aos mais “xpertos”.
    Tenho para mim que a coisa só vai ser solucionada com um golpe, pois na base da conversa, democraticamente, nada se resolverá.
    Infelizmente.

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    • MARCOS A. MORAES disse:

      A CF de 88 aliou o político ao burocrata; ambos se assenhorearam do estado e escravizaram a nação. Golpe, quem dará? Se fosse guerra civil, mas golpe? MAM

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    • Carmen Leibovici disse:

      golpe militar,talvez??com os militares privilegiados que temos?eles querem mais é que o brasil se exploda quietinho.

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      • Olavo Leal disse:

        Cara Carmen:
        Permita-me discordar de sua opinião sobre os militares: que privilégios eles têm?
        Não conheço classe que coloque o Brasil acima de tudo, como os militares.

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      • Carmen Leibovici disse:

        Olavo,eles se aposentam muito mais cedo do que o restante dos brasileiros,sem nada que justifique isso,com aposentadorias mtas vezes estendidas a familiares .
        Se os argumentos deles sobre periculosidade fosse válido,qq empregado que trabalha com segurança deveria ter os mesmos direitos.
        Além disso,eles se aposentam com seus salários integrais e tem benefícios maiores do que outros poderes.
        Os dados não os tenho,mas várias vezes esta questão foi levantada neste próprio Vespeiro,assim como em matérias de publicações sérias.
        Desculpe,eu não sou boa para arquivar informações e tê-las disponiveis qdo preciso contrapor dúvidas como a sua
        Talvez outros por aqui o façam.
        Mas agora inverto a questão:você acha que militares não têm privilégios?Argumente,por favor.

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      • Carmen Leibovici disse:

        Depois,o Brasil é um país não envolvido com conflitos.Que raios fazem os militares neste país para terem tantos privilégios e altos orçamentos?
        Eu não vejo trabalho dos militares que justifique.
        Inclusive há estatais ligadas a militares,não?Pra que exatamente?

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      • MARCOS A. MORAES disse:

        Mesmo que não fosse assim, os 21 anos de ditadura já serviram para sabermos o resultado…MAM

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      • Carmen Leibovici disse:

        se os argumentos deles *fossem válidos,*…

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      • MARCOS A. MORAES disse:

        O oficialato é uma das castas mais confortáveis. Além disso, a nossa história é testemunha – e vítima! – de que toda vez que há quartelada o Brasil afunda. Não há saída sem exercermos a política. MAM

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      • Carmen Leibovici disse:

        Olavo,já que estamos falando em militares,por que eles não acabam com o crime organizado no Brasil é com o tráfico de drogas?Eles estão aparelhados para atuar nesta guerra,por que não o fazem?
        Isso seria colocar o Brasil acima de tudo e fazer algo de fato útil,você não concorda?

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      • Renato Pires disse:

        Sanear o estado brasileiro, acabar com as mamata e privilégios, requer Inteligência Política, mais que “campanhas” e outros voluntarismos. Recompor e sanear a dívida pública, criar a poupança pública obrigatória em todos os níveis de governo, que só possa ser usada para investimentos, privatizar todas as estatais, destinando os recursos para o fundo público de investimentos, e taxando pesadamente os salários e aposentadorias acima de determinado valor, destinando também a arrecadação para o fundo público de investimentos, além de dinamizar a economia provocará quatro rombos no casco do Titanic da privilegiatura que acabará por leva-la a pique, para o bem desta grande Nação

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      • Fernão disse:

        sanear qualquer estado so requer uma coisa: democracia de verdade, com o povo decidindo e procurando seu caminho com direito de errar e corrigir o erro toda hora q achar necessario.
        o resto é só alternância de autoritarismos e acaba sempre mal…

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      • Fernão disse:

        recomendo q procurem na web o muito esclarecedor roda viva de ontem com o presidente do sindicato da policia federal.
        muito bom!

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      • Carmen Leibovici disse:

        Renato Pires,concordo com seus argumentos.
        Eles,unidos ao instrumento do recall,que este Vespeiro tanto destaca,vão transformar o Brasil.
        Sem a possibilidade de tirar poder ,e do poder,quem não deve tê-lo,pouco pode ser feito.

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      • Carmen Leibovici disse:

        Sem a possibilidade de tirar poder -e do poder-de quem não deve tê-lo,pouco pode ser feito

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      • MARCOS A. MORAES disse:

        Estou assistindo; por enquanto, 17 minutos, acho o programa tremenda armação, como se estivesse recuperando o programa no qual RA e Zeina arrasaram a procuradora. O entrevistado é ex-militante do PT.

        Neste momento, ele está defendendo lista tríplice!

        MAM

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  • Adriana disse:

    No que se refere à hereditariedade de direitos adquiridos, pontuo e acrescento o seguinte: só os militares ainda transmitem para filhas não casadas as pensões (lógico que muitas casam, sem formalizar, e recebem a vida inteira). É comum funcionários civis adquirirem a guarda judicial de netos, para transmitir a esses o direito à pensão até se formarem na faculdade. Mais comum ainda é funcionários públicos considerarem a pensão um bem privado deles, e o transmitirem por mero formulário a amigas, cuidadoras, vizinhas, namoradas casuais, e até prostitutas.

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    • MARCOS A. MORAES disse:

      uau, denuncia terrível… Parabéns. MAM

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    • Olavo Leal disse:

      Cara Adriana:
      Acho que a pensão dos militares para as filhas já caiu há mais de 15 anos (2000? 2001?). E eles pagam por isso, até as filhas morrerem (tenham ou não filhas).
      Lembro tb que os militares possuíam um montepio até 1960/61, muito bem administrado e, por isso mesmo, invejado.
      Aí, o governo federal, para pagar as dívidas referentes à construção de Brasília, absorveu a pequena fortuna administrada pelo montepio militar, em troca de manter os pagamentos ad eternum (assumiu uma bolada, para pagar em suaves prestações).
      Isso não é devidamente explicado ao povo, quando se fala em “privilégios” ds militares.

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      • Carmen Leibovici disse:

        Olavo,que história é essa?Você pode explica-la melhor?
        “Aí, o governo federal, para pagar as dívidas referentes à construção de Brasília, absorveu a pequena fortuna administrada pelo montepio militar, em troca de manter os pagamentos ad eternum (assumiu uma bolada, para pagar em suaves prestações).
        Isso não é devidamente explicado ao povo, quando se fala em “privilégios” ds militares.”

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      • MARCOS A. MORAES disse:

        caiu nada! Tem amiga no Rio que recebe até hoje. MAM

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      • Adriana disse:

        Olavo, diante de suas considerações quanto à pensão para filhas de militares, pesquisei melhor o assunto.
        O benefício da pensão vitalícia para filhas de militares foi extinto apenas para filhas de militares admitidos a partir de 2000. Contintua a vigorar para os militares, inclusive ainda não falecidos, admitidos antes, que beneficiarão suas filhas.
        Segundo o documento “Avaliação Atuarial das Pensões dos Militares”, em 2016 tal benefício vitalício, que corresponde a 27,7% das pensões militares, teve déficit de 11 bilhões de reais. Esse déficit perdurará por mais de 70 anos, sendo que em 2080 será um déficit de 7,5 bilhões de reais.
        O povo de bem admira o serviço militar, mas tal conta acarreta falta de comida na mesa do povo escravo.

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    • Olavo Leal disse:

      Cara Adriana (sobre seu texto de 1º Ago, às 15h27)
      Assim como você faz uma projeção para o futuro, acho lógico e sensato que eu retorne ao passado.
      Caso o governo federal não tivesse assumido o Montepio dos Militares, nos anos 1960, o problema estaria nas mãos dos próprios militares, que teriam de administrar eficientemente o SEU MONTEPIO.
      Provavelmente, estes teriam adaptado o processo às novas realidades ou o Montepio explodiria (prejudicando apenas a eles, militares).
      Ao assumir o Montepio dos Militares e os assemelhados de outras categorias – em busca de superávit primário (ou seja lá o nome que se quiser dar a dinheiro, bufunfa, etc), o governo pagou parcialmente sua dívida (decorrente da construção de Brasília) com a fortuna que “arrecadou”, mas criou algo semelhante a uma pirâmide, que é a atual Previdência.
      Sim, pois não havendo mais o rendimento decorrente das necessárias aplicações dos fundos (o lastro), o governo depende de arrecadar para pagar as pensões, com os visíveis problemas atuais. Isso é ou não é uma PIRÂMIDE? Só que, sendo OFICIAL, do ESTADO, ela não é considerada crime, como as outras pirâmides.
      Aí, os militares são crucificados, inclusive com as projeções futuristas.
      Minha sugestão: retornem a cada categoria o que era seu, até os anos 1960, calculado na ponta do lápis, e criem uma previdência para as demais categorias, na qual cada trabalhador invista num fundo, que será SEU (e não de uma “previdência” “administrada” por “estado” tão imenso quanto corrupto).
      O povo não é escravo por causa da previdência (principalmente dos militares), mas porque não está acostumado a resolver seus problemas sem a presença do Estado.

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      • Carmen Leibovici disse:

        Olavo,esse problema ,do peso imenso da previdência de empregados do Estado ,incluída a dos militares,sobre os demais brasileiros precisa ser encarada de frente,sem medo.
        Se fizeram bobagem na construção de Brasília,TODOS têm de pagar o pato,inclusive os militares ,junto a todas as demais categorias estatais .
        Por enquanto,só “o resto”dos brasileiros está pagando pelos maus negócios,corrupção e outras coisas mais de péssimos governantes do Estado,então isso precisa mudar.
        Michel Temer deveria ser “macho” e enfrentar essa questão de frente,com transparência,franqueza e de uma vez por todas,antes que o Brasil piore ainda mais.

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      • Olavo Leal disse:

        Cara Carmen (sobre seu texto de 02 Ago – 23h49)
        TODOS têm de pagar? Este é o problema.
        Nos anos 1960, não foram os “donos” de montepios que construíram Brasília – sequer foram, ou tinham de ser, consultados.
        Em vez de TODOS pagarem igualmente, os “donos” dos montepios foram sacrificados e, além de pagarem como cidadãos brasileiros, cederam o numerário dos seus fundos (creio que muito bem administrados, pois não quebravam!) para amenizar o custo de TODOS os brasileiros!
        Aquilo que era um DIREITO dos investidores em montepios, passou, com o tempo, a ser considerado PRIVILÉGIO, decorrente da criação de uma PIRÂMIDE pelo governo de então.
        Hoje, NOVAMENTE, querem que esses “PRIVILEGIADOS” paguem o que JÁ PAGARAM nos anos 1960, já que NOVAMENTE TODOS têm de se sacrificar!!! Povo sem memória dá nisso.

        (Não me refiro a privilégios decorrentes de aposentadorias especiais – elas existem e são outro problema! Refiro-me especificamente a transformar DIREITO – como o dos militares, que não se aposentam, vão para a reserva remunerada e mantinham um MONTEPIO para essa condição) em “PRIVILÉGIO”, para salvar – por quanto tempo? – essa maldita PIRÂMIDE!!)

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  • MARCOS A. MORAES disse:

    excelente texto. Replicando à exaustão! MAM

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  • Carmen Leibovici disse:

    Para começar,a sensatez diz que todos os atos da Insana devem ser cancelados , uma vez que ela foi impichada por irresponsabilidade.
    É insano manter o desastre que ela preparou para o futuro.
    SEJA MACHO,TEMER!Teu filhinho há de agradecer por não ser obrigado a se tornar mais um vermezinho nojento dessa inominável privilegiatura brasileira.Isso se ele não tiver de fugir para outro deserto mais seguro nas arábias,pois ,se continuar assim,este Brasil será o mais mortal dos desertos.Infelizmente,pois o Brasil é tão lindo e seu povo,apesar de tudo,tão bom.

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    • Renato Pires disse:

      As soluções não precisam ser golpistas nem miraculosas, mas tem de contrariar obviamente o sistema Predador:
      1 – Recomposição técnica da dívida pública, para alongar prazo e reduzir juros
      2- instituição da poupança pública obrigatório, com a destinação de um percentual de toda receita de impostos, contribuição e taxas a um fundo de investimento. É o imposto sobre o imposto
      3 – privatização de todas as empresas públicas
      4- taxação pesada de todos os salários e aposentadorias acima de um certo valor, revertendo os recursos para o fundo de investimentos

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  • Milton Golombek disse:

    Artigo sensacional ! Infelizmente enquanto os políticos incompetentes legislarem em causa própria, nada vai mudar.

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  • Carmen Leibovici disse:

    Temer,se tiver coragem,pode cancelar por decreto os atos dementes da psico…,não pode?
    Ou a mera visão mental do xadrez lhe entorpecentes o senso?

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  • Carmen Leibovici disse:

    entorpece…

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  • Paulo Repinaldo disse:

    Brilhante! Certeiro!

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  • Ana Maria com Atzingen Sasse disse:

    Parabéns pelo texto. Você é uma das poucas vozes lúcidas pelas quais tenho respeito no momento.

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  • MARCOS A. MORAES disse:

    Não adianta insistir para Temer ser o que nunca foi. Até que estava indo muito bem, quando Janoesley, em crime de lesa pátria, roeu a corda. MAM

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  • Olavo Leal disse:

    Caros MAM e Carmen:

    Difícil atender a todas as suas perguntas e afirmações, mas vou tentar.

    1) A pensão para as filhas já caiu (2001/2002), mas continua sendo paga a quem fazia jus anteriormente, por direito adquirido. Daí o MAM ter uma amiga que recebe (que, como seu pai o fez a vida inteira – inclusive na inatividade – continua pagando os 7% mensalmente, até o falecimento dela).

    2) O fato de o Brasil não estar envolvido em conflitos decorre justamente da atuação dos militares em tempo de paz: chama-se dissuasão, ou seja, criar condições que impeçam qualquer inimigo potencial a atuar em nosso território. Isso decorre de atuação diuturna dos militares. E não é fácil, considerando o que vemos no mundo atual.

    3) Há uma estatal, a IMBEL, que fabrica produtos militares que não interessam à indústria civil. Os batalhões de engenharia produzem rodovias, ferrovias, poços artesianos,portos fluviais, pistas (improvisadas ou não), etc, etc, onde não há interesse da engenharia civil ou muito mais barato que esta. (Na duplicação da BR 101, por exemplo, em PE-PB-RN, 4 dos 9 trechos foram produzidos pela engenharia militar, muito mais barato que os 5 trechos das empresas civis,o que contribuiu para o barateamento dos preços destas). Inúteis?

    4) As fronteiras – no que se refere a tráfico de armas e drogas – são missão da PF. No entanto, em nossa Amazônia, por exemplo, esta pouco ou nada se faz presente, cabendo tal missão, indevidamente, aos militares. Inúteis? O Brasil tem fronteiras com 10 países (umas 5 vezes maior que a dos EEUU com o México – os americanos não conseguem impedir o tráfico nessa fronteira muito menor, mesmo estando imensamente mais bem dotados de meios em pessoal e material). Vários países nossos vizinhos produzem drogas e/ou traficam armas.

    5) Na fronteira da Amazônia, há menos de 20 comunidades onde há pelotões do Exército, que deveriam estar mobiliados com PF, agência do Banco do Brasil, posto de saúde, escola básica,etc, etc – órgão ligados a diversos ministérios. Mas só se instalaram lá os pelotões do Exército, atendidos quinzenal ou mensalmente por um avião da FAB, em rude pista. As esposas dos militares se desdobram, atendendo no ponto de saúde militar, em atividades sociais e/ou dando aula em salas de aulas incipientes, GRATUITAMENTE, já que não têm qualquer vínculo empregatício.Inúteis? Seria o “… oficialato uma das castas mais confortáveis…”?

    6) Nasci em 1949 e vivi, intensamente, o Período Militar (1964-85), sendo testemunha presencial do que se passou. A época era da Guerra Fria, fato muito esquecido, intencionalmente ou não, pelos que contestam a ação dos militares. E também não fui vítima de professores de esquerda, que deturpam a História e não têm vergonha de deformar nossa juventude. Em resumo: sem concordar 100% com tudo que se passou – houve excessos de ambos os lados! -, tenho consciência de que, sem os militares, a História seria outra e não estaríamos aqui debatendo democraticamente estes assuntos. Estaríamos hasteando bandeiras vermelhas, idolatrando um ditador que se teria perpetuado no poder – vide Fidel, Mao e outros imbecis – e nos “comunicando” apenas com o que nos fosse permitido. E com as mesmas perspectivas que tê hoje os norte-coreanos.

    7) O governo federal se afundou em dívidas quando se dispôs a construir Brasília em 5 anos (governo JK). Uma das soluções, na busca pelo superávit primário, foi avançar nos montepios e afins, das mais diversas categorias, que existiam então. Um dos escolhidos foi o montepio dos militares, que administrava uma pequena fortuna, atendendo àquilo que, muito depois, esquecidos os fatos históricos, vem a ser chamado de “privilégio dos militares”. Ou seja: os militares recolhiam quantias inerentes aos seus postos e graduações, pré-fixadas, durante TODA A VIDA, inclusive para pagar pensões às suas filhas, sendo o montepio totalmente autossuficiente. (Outras categorias o faziam, cada qual à sua maneira. Meu pai era agente do IAPI – Instituto de Aposentadoria e Pensão do Industriários. Havia o dos Bancários, dos Técnicos, dos Comerciários etc). Ao assumir a considerável fortuna, o governo federal implantou o INPS, depois INSS, prometendo continuar pagando os militares conforme seu montepio, ad eternum. Daí, os “privilégios” dos militares. Seria uma boa o governo federal devolver aos militares os R$ do seu montepio, devidamente atualizados?

    8) Em recente depoimento no Senado, amplamente noticiado pela imprensa, o comandante do Exército informou aos senadores que o vencimento dos coronéis (posto mais elevado, abaixo dos generais), militares em fim de carreira, era MENOR que o vencimento INICIAL de todas as categorias federais, menos duas. Privilégio?

    9) Os militares não podem fazer greve, nem exercer atividade paralela (exceto ensino e saúde, para o bem do Brasil). NÃO SE APOSENTAM. Vão para a reserva remunerada, ficando à mercê de serem chamados a qualquer momento de volta ao serviço ativo. Estão dedicados ao serviço do País 24 hs por dia, 365 dias por ano. Isso seria um privilégio?

    Caros MAM e Carmen: não sei se respondi a tudo que vocês perguntaram, afirmaram ou insinuaram. Nem espero convencê-los do contrário ao que pensam. Apenas tentei explicar melhor o que eu penso.

    Att
    Olavo

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    • MARCOS A. MORAES disse:

      O Vespeiro! Percebeu agora como sua luta – nossa – será difícil? MAM

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      • Olavo Leal disse:

        Caro MAM: para qualquer luta – como esta, que É NOSSA -, devemos estar preparados, ou seja, conhecer o mais profundamente possível OS DOIS LADOS. Se não, é derrota certa!!

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    • 7) – Faltou dizer, que Juscelino já havia enriquecido com a construção do complexo da Pampulha em B.H., quando Prefeito, tornado-se depois milionário com a construção de Brasília. Antes de iniciá-la, ele foi buscar recursos nos EUA. Mandaram ele catar coquinhos. Depois, como você colocou, acabou metendo a mão nos pecúlios. E é esse pulha que é homenageado por todos, até pelo Lullarápio, o que não é lá nenhuma honra.

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      • Olavo Leal disse:

        Concordo, Martim. Há que se CONHECER, o mais profundamente possível, TODOS OS LADOS envolvidos, para se chegar a uma conclusão, gerando opinião. Para isso, é necessário ESTUDAR o problema (partindo, muitas vezes, do nada); após, ANALISAR o que se conheceu, dividindo-o em partes e concluindo sobre cada uma; e, por fim, EXAMINAR o apreendido (sim ou não?; compensa ou não?; soma ou divide? etc, etc), concluindo por elaborar sua opinião, expondo-a, então.
        Fora disso, é simplesmente repetir ladainhas de pouquíssima profundidade, geralmente “elaboradas” por professores e jornalistas ultraesquerdistas ou ultradireitistas, que são repetidas pela imprensa que conhecemos.
        Peço sinceras desculpas pelo desabafo.

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    • Carmen Leibovici disse:

      Obrigada pelas informações,Olavo.
      De fato,há muito desconhecimento,mas,de um modo geral,do ponto de vista dos privilégios estatais,o Brasil precisa de maior-muito maior-harmonizacao.Como está ,em detrimento e pesando tanto sobre o restante dos brasileiros,não pode continuar.Não sei se concorda…

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  • tony20022013 disse:

    otimo artigo realmente dificil do Brasil prosperar com todas essas aposentadorias e funcionarios muito mal !!

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  • Guilherme Camargos disse:

    Excelente artigo , como sempre .
    Agora o Temer , dentro destas condições atuais de temperatura e pressão . e principalmente por não desejar a reeleição ( nefasta herança de FHC esta reeleição , hein …) faz um governo eficiente e produtivo .
    Todos os indicadores econômicos estão melhores agora .

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  • faria13 disse:

    Imaginem o cenário. A orquestra = privilegiatura
    Brasil = Titanic
    As benesses = Iceberg
    O resultado todos todos sabem.

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