Velhos hábitos demoram para morrer

6 de dezembro de 2012 § 2 Comentários

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Faltou só a ilação final ao editorial Choque de incompetência de O Estado de S. Paulo de hoje (aqui), sobre o que o professor Ildo Sauer, talvez o mais experiente dos especialistas em energia e nas peripécias da ultima meia dúzia de governos brasileiros nesse setor chamou de “politica de argentinização do setor elétrico” que dona Dilma Rousseff oficializou com a sua brilhante ideia de decretar a redução do preço da eletricidade na marra faltando uma semana para as eleições.

O senador Aécio Neves disse que “é um risco, uma imprudência, quase um desatino fazer isso à custa da insolvência do setor” que move o país, mas disse pouco. Porque o que se definiu com esta operação é a insolvência para sempre de um setor que requer capitais gigantescos de que o governo brasileiro, sozinho como vai ficar para segurar essa barra pelos próximos muitos e muitos anos agora que expulsou seus sócios nessa empreitada a pontapés, simplesmente não dispõe.

Ontem dona Dilma repetiu, candidamente mas com mais ênfase, o mesmo comentário que o secretário executivo do seu Ministério de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, já tinha feito quando lamentou que as detentoras de concessões do setor elétrico que não aceitaram um golpe dado sem aviso e com 30 dias de prazo para ser engolido, que “essas companhias privilegiassem seus acionistas e não a população brasileira”.

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A Cemig, controlada pelo governo de Minas Gerais, para lembrar só uma das atingidas, tem ações detidas por 114 mil pessoas ao redor do mundo que apostaram suas futuras aposentadorias num investimento seguro por todos os pontos de vista que se o considere, menos o de vir a ser assaltado pelo governo que deveria ser o seu guardião.

As ações da Cemig são negociadas nas bolsas de São Paulo, Nova York e Madri e, certamente, esses 114 mil acionistas que apostaram a segurança de sua velhice aqui imaginaram que essa gente que hoje nos governa já tinha amadurecido e que tinham ficado definitivamente para trás os tempos em que, de armas na mão, eles “expropriavam” o dinheiro alheio depositado em bancos alegando as mesmas nobres razões que continuam alegando hoje – “o bem do povo brasileiro”.

Estavam enganados.

“Velhos hábitos demoram para morrer”, como diz a clássica balada dos Rolling Stones…

Inclusive e especialmente o de nunca mais confiar em quem te ferrou uma vez. De modo que enquanto o PT estiver aí e muito depois que ele se for, o povo brasileiro terá de contar única e exclusivamente com o BNDES e seu atual mantenedor, o Tesouro Nacional (você), para construir a infraestrutura que poderia evitar que sejamos mesmo expulsos do Terceiro Milênio como estamos ameaçados de ser pela falta que ela nos tem feito. E isso sem contar que disputando com as necessidades estruturais do país, estão os confortos e conveniências de todos os “companheiros” e “aliados” dos atuais donos do poder e até os dos amigos dos amigos das namoradas deles, que sempre arrumam um jeito de furar impunemente essa fila.

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§ 2 Respostas para Velhos hábitos demoram para morrer

  • Alberto Mattos de Faria disse:

    Ótimo !!! Não precisava das fotos, me faz mal olhar essa pessoa !!!

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  • Varlice disse:

    Os velhos hábitos um dia foram jovens, ingênuos, sem muita confiança em si próprios. Foi a repetição exaustiva que os fez fortes, confiantes.
    Outro exemplo: o senhor Lula (eu também tenho os meus velhos hábitos…) faz escola com seu tipo esperto de trabalhador que nunca trabalhou. Veja aqui:

    Surge um novo extrato na nossa sociedade: o ladrão injuriado porque foi… roubado!
    Nunca antes na história deste país!
    O exemplo veio de cima, seguramente.

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