O exato momento do crime

27 de janeiro de 2015 § 14 Comentários

Não perca, a partir da marca dos 4’33”, a bronca nos “pessimistas ou mal intencionados” que “fizeram previsões sem nenhum fundamento quando o nível da água das represas baixou” em 2013, as apaixonadas declarações de amor a si mesma e as lições para o Brasil e para o mundo sobre “como governar na crise” que vão daí até o final do pronunciamento.

É muita Cinderela! Mas…

25 de abril de 2014 § 4 Comentários

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Fernando Gabeira escreveu um artigo brilhante no Estado de hoje. Chama-se Bom dia, Cinderela. Tem que ler.

Ele mostra como funciona a cabeça dos petistas; de onde vem essa obsessão deles de, mais que negar, apagar na marra as consequências de seus atos, impedir que a gente as veja, e para onde essa obsessão pode nos levar.

A aliança do governo é aberta a todos os que possam ser controlados (…) Tudo que escapa, evidências, vozes dissonantes, estatísticas indesejáveis, tudo é condenado à lata de lixo da História”.

O próprio Estado também tem um editorial interessante sobre A estatização da CCEE que, além de mostrar quanto custou a brincadeira de dona Dilma para comprar votos com as contas de luz, analisa o remendo ainda mais desastrado e irresponsável que eles estão fazendo pra esconder o abalo sísmico que isso provocou mediante a destruição de mais uma instituição, a contratação de mais alguns bilhões em dívidas para serem atiradas pra cima da gente e a preparação de contas de luz dobradas de 2015 em diante.

O único defeito desse editorial é chamar tudo isso de “política energética de Dilma”.

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Não existe uma “política energética de Dilma” assim como não existe política nenhuma para nada neste país. A única coisa que existe no governo do PT é uma política eleitoreira.

Tudo está a serviço dela.

Eles se apropriaram da máquina pública, detonaram todas as empresas estatais e toda a infraestrutura do país, corromperam as instituições e esmagaram as que lhes resistiram, destruíram a indústria nacional e o comércio exterior e agora, como o Gabeira registra bem, pra “provar” que nada disso aconteceu, estão tratando de destruir todos os medidores e sistemas de alarme da Nação, arrastando junto para o lixo os equipamentos que permitem fazer estudos abalizados para orientar, no futuro, a escala de prioridades e um direcionamento adequado dos investimentos públicos.

Tudo isso pra esconder o rombo no casco e ver se o navio afunda sem que os passageiros percebam.

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Brigar com os fatos e tentar destruir quem grita que os está vendo é parte de uma cultura doente. “A concepção de aniquilar o outro não é vivida com culpa por certa esquerda, porque ela se move num script histórico que prevê o aniquilamento de uma classe pela outra“, lembra Gabeira.

Mesmo assim ele é otimista. Acha que “nem o poste nem seu inventor hoje conseguem iluminar sequer um pedaço de rua” e que nem a máquina do Estado, o prestígio de Lula, a montanha de grana gasta em propaganda e o exército de blogueiros amestrados do PT somados serão bastantes para impedir que se restabeleça um debate baseado no respeito às evidências que olhe um pouco adiante das eleições, o que acabará fazendo com que em 2014 eles “acabem se afogando nos próprios mitos“.

Ha mesmo sinais cada vez mais evidentes disso. Nos bilhões do doleiro Alberto Youssef, “irmão” de Andre Vargas e possivel sócio de ” Pad“, o ex-ministro da Saude candidato ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, já está claro, cabe o PT inteiro, de Lula em pessoa para baixo. Nem a “bala de prata” de sempre pra quando a Dilma der xabu, portanto, tem mais aquele efeito 100% garantido.

Mas eles ainda têm aqueles 70 milhões de cheques que distribuem todo mês, de mão em mão. É muita Cinderela pra acordar!

Mas o cheiro e o barulho já são tais que eu estou começando a acreditar que vai dar, dependendo do que mais a imprensa for capaz de desenterrar daqui pra frente.

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Velhos hábitos demoram para morrer

6 de dezembro de 2012 § 2 Comentários

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Faltou só a ilação final ao editorial Choque de incompetência de O Estado de S. Paulo de hoje (aqui), sobre o que o professor Ildo Sauer, talvez o mais experiente dos especialistas em energia e nas peripécias da ultima meia dúzia de governos brasileiros nesse setor chamou de “politica de argentinização do setor elétrico” que dona Dilma Rousseff oficializou com a sua brilhante ideia de decretar a redução do preço da eletricidade na marra faltando uma semana para as eleições.

O senador Aécio Neves disse que “é um risco, uma imprudência, quase um desatino fazer isso à custa da insolvência do setor” que move o país, mas disse pouco. Porque o que se definiu com esta operação é a insolvência para sempre de um setor que requer capitais gigantescos de que o governo brasileiro, sozinho como vai ficar para segurar essa barra pelos próximos muitos e muitos anos agora que expulsou seus sócios nessa empreitada a pontapés, simplesmente não dispõe.

Ontem dona Dilma repetiu, candidamente mas com mais ênfase, o mesmo comentário que o secretário executivo do seu Ministério de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, já tinha feito quando lamentou que as detentoras de concessões do setor elétrico que não aceitaram um golpe dado sem aviso e com 30 dias de prazo para ser engolido, que “essas companhias privilegiassem seus acionistas e não a população brasileira”.

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A Cemig, controlada pelo governo de Minas Gerais, para lembrar só uma das atingidas, tem ações detidas por 114 mil pessoas ao redor do mundo que apostaram suas futuras aposentadorias num investimento seguro por todos os pontos de vista que se o considere, menos o de vir a ser assaltado pelo governo que deveria ser o seu guardião.

As ações da Cemig são negociadas nas bolsas de São Paulo, Nova York e Madri e, certamente, esses 114 mil acionistas que apostaram a segurança de sua velhice aqui imaginaram que essa gente que hoje nos governa já tinha amadurecido e que tinham ficado definitivamente para trás os tempos em que, de armas na mão, eles “expropriavam” o dinheiro alheio depositado em bancos alegando as mesmas nobres razões que continuam alegando hoje – “o bem do povo brasileiro”.

Estavam enganados.

“Velhos hábitos demoram para morrer”, como diz a clássica balada dos Rolling Stones…

Inclusive e especialmente o de nunca mais confiar em quem te ferrou uma vez. De modo que enquanto o PT estiver aí e muito depois que ele se for, o povo brasileiro terá de contar única e exclusivamente com o BNDES e seu atual mantenedor, o Tesouro Nacional (você), para construir a infraestrutura que poderia evitar que sejamos mesmo expulsos do Terceiro Milênio como estamos ameaçados de ser pela falta que ela nos tem feito. E isso sem contar que disputando com as necessidades estruturais do país, estão os confortos e conveniências de todos os “companheiros” e “aliados” dos atuais donos do poder e até os dos amigos dos amigos das namoradas deles, que sempre arrumam um jeito de furar impunemente essa fila.

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