Dilma Roussef é “café com leite”
2 de dezembro de 2011 § 2 Comentários
“Senta que o leão é manso“.
A frase de Dora Kramer, hoje no Estado, diz tudo.
Tem sido penoso assistir ao processo de domesticação de Dilma Roussef, que chegou ao governo tentando mostrar que a elite ilustrada da tecnocracia estatal, que ela representa, ainda abraça valores diferentes do roube com prazer, exiba o seu escracho com orgulho instituído pela escória do peleguismo primitivo que, há quase 9 anos, tomou o país literalmente de assalto.
Mas com a reação da presidente à decisão unânime da Comissão de Ética Pública da Presidência de recomendar a demissão de Carlos Lupi , “cujo currículo revelado em capítulos conta a história de uma vida dedicada à transgressão no qual, da mentira à improbidade, há de tudo um pouco“, esse processo se completou.
Dilma Roussef está domada e “boa de boca”, como se diz no jargão de rodeio: quando a polícia age, ameaça prende-la; quando alguém grita “assalto”, ela chama o ladrão…
Dona Dilma só “governa” se não está acontecendo nada. Quando é necessário decidir qualquer coisa, seja da cozinha interna do governo, seja da política internacional, passando por tudo que está no meio, “papai” decide por ela..
Dilma Roussef é “café com leite”.


MUITO BOM, FERNAS. BJ
Caro Fernão
Quando Lupi se reuniu com a presidente – da primeira vez para justificar o imbroglio – e saiu com o voto de confiança dela, pensei ‘humm, aí tem’.
Ao ler hoje sobre a reação de Dilma diante do parecer da Comissão de Ética tive a certeza de que tinha mesmo. Nunca antes na história deste país uma Comissão de Ética tem de se justificar pela sua atitude – e não o contrário.
O que escrevo aqui não é nada que já não tenha sido lido hoje nos blogs.
Era previsível que acontecesse; cantei a bola desde a tal primeira reunião: Lupi tinha uma boa carta na manga, sacada na hora propícia e que, pelo seu teor explosivo, atou pés e mãos da presidente.
Se ela fizesse o que se esperava dela – e o que seria certo fazer – ele abriria sua bocarra de lobo mau e mostraria como era grande, enorme mesmo seu amor por ela.
Em outros artigos seus já expus minha visão pouco crédula em relação a este governo. Pois não é com alegria, nem com satisfação que agora digo a você que eu estava certa. Quisera não estar.